Jesus-e-a-mulher

O Olhar Salvador de Jesus

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Por Ronivaldo Brandão

Textos bases para essa meditação: Lucas 7, 36-50 (A pecadora que ungiu Jesus) e João 8, 1-11 (A mulher adúltera) – Se não tem bíblia ai, leia aqui

Interessante como alguns encontros de Jesus com mulheres trouxeram resultado avassaladores nas suas vidas. Jesus tem esse poder, ninguém jamais será a mesma pessoa após se encontrar com Ele.
E não foi diferente nessas passagens onde Jesus mudou para sempre a vida dessas mulheres de uma maneira singular com uma simplicidade que me arranca lagrimas.

Lendo esses textos e me atentando aos pormenores consegui extrair alguns princípios que vou levar para o resto da minha vida. Jesus tinha um olhar diferente, tinha uma maneira de olhar totalmente inconcebível para os entendimento humano. Ao ver essas duas mulheres Ele não consegui enxergar o adjetivo que vem logo depois do substantivo mulher! Para Jesus ali estavam apenas duas mulheres, nada de pecadoras, nada de adulteras e quase me esqueci, nada de samaritanas, apenas mulheres, mulheres sedentas por redenção, por alguém que lhes restituísse a dignidade.
Tempos difíceis para o sexo feminino nessa época, e o que dizer para mulheres que transgrediam as leis religiosas desse período. Sim, um grande líder politico religioso ( hoje com certeza poderia ser algum pastor famoso e influente na mídia) da época convidou Jesus para um jantar, os melhores talheres, os melhores cardápios, os melhores enxovais de mesa e etc para recebê-lo. Tudo ia bem até um certo momento onde uma mulher e ainda por cima pecadora ( quem sabe hoje poderia ser uma lésbica, uma esquerdista, uma viciada, uma ninfomaníaca…) ousou quebrar todos os protocolos e interrompeu tão celebre reunião.

Ela viu a redenção naquela mesa, passou por cima de todas as regras de etiqueta da sociedade, todas as regras de conduta, do politicamente correto e se prostou aos pés daquele que de alguma maneira ela sabia que não a lançaria fora. Mas acontece que aos olhos do tão nobre pastor, digo, fariseu, ali estava uma pecadora, indigna de estar naquele recinto. Pensou ele, Jesus estaria com algum problema de vista pois se estivesse enxergando bem não permitiria tamanha afronta.

Semelhante situação passou uma outra pecadora, para piorar, o seu pecado tinha nome, adultério. Desta Jesus estava no templo ( hoje seria uma igreja evangélica ) ai alguns homens evangélicos trouxeram a presença de Jesus uma mulher pega em adultério. Cumpra-se o que está escrito no livro da lei! Bradavam os crentes…ai Jesus levanta seu olhar e apenas consegue enxergar uma mulher assustada, temendo pela condenação, temendo pela sua própria vida. Quem enxergar pecado nela e não enxergar em si mesmo que jogue a primeira pedra…Jesus ousou descumprir a lei e ter misericórdia para com uma adultera. Onde era para ter condenação ouve redenção.

Duas mulheres que tiveram seus caminhos cruzados com os de Jesus. Amor, perdão e redenção consequentemente duas pessoas com suas vidas transformadas.

Aquele que é pouco perdoado, pouco ama! Jesus ousou perdoar seu muitos pecados.

Ah, como faz falta uma igreja que perdoe mais, uma igreja que ame mais, para que os pecadores que entrem por suas portas possam se sentir perdoados e assim possam amar mais!

Jesus olhou para aquela adultera e disse: Ninguém te condenou? Nem eu! Jesus primeiro amou essa mulher, perdoou essa mulher e só assim pôde dizer: “Vais e não peques mais!”

Bom seria se esse olhar fosse o nosso olhar…Obrigado Jesus por usar duas mulheres pecadoras para nos mostrar 2014 anos depois o quanto que ainda somos fariseus!

A Morte de Myles Munroe e a brevidade da vida

Myles

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Hoje pela manhã fiquei sabendo da morte do mundialmente conhecido Pr. Dr. Myles Munroe, o grande amigo de Silas Malafaia e Robson Rodovalho. Munroe foi uma grande influencia na vida de Malafaia e Rodovalho e mentor na teologia deles.
Ele começou suas vindas ao Brasil para pregar na Sara Nossa Terra, igreja de Rodovalho, mas ficou mais conhecido em nosso país quando apareceu nos programas do Silas Malafaia fazendo “desafios financeiros” para que as pessoas prosperassem.

Lamento profundamente a morte de Myles Munroe, principalmente porque, aparentemente, ele não teve tempo de enxergar os erros que ensinava ao povo e se corrigir, diminuindo – ainda que minimamente – o mal que fez a igreja evangélica brasileira e mundial. Dr. Myles era um exímio palestrante de auto ajuda, um homem que sabia como poucos prender a atenção de seus ouvintes para ouvir como “desenvolver seu potencial”. Adepto ferrenho da confissão positiva e da teologia da prosperidade, Myles podia ter o titulo que fosse, exceto o de pregador do Evangelho, porque o que ele pregava era muito diferente do que a Bíblia ensina, conforme abaixo podemos ver no seu livro “Como compreender seu potencial”:

“Assim, Deus criou você para ser onipotente” (p. 23).

“Acreditamos que nós não servimos para nada ou que não temos valor. Jesus disse: ‘Nada disso. Eu vim para mostrar a você que você é mais do que você pensa que você 锑 (p. 25).

“A maioria de nós quer ser como Jesus. Isso não é o que Deus quer. Deus quer que nós sejamos como Cristo. Jesus veio para nos mostrar como Cristo se parece quando ele surge em forma humana” (p. 28-9).

“Quando queremos encontrar Cristo, Deus nos mostrará a Igreja. Entretanto, nós não podemos aceitar isso, porque acreditamos que Cristo está no céu. Não, ele não está. Jesus está no céu” (p. 29).

Como podemos ver nessas primeiras frases, há dois erros graves: Coloca o homem em um pedestal de onipotência, coisa que a Bíblia não mostra em qualquer parte. E também separa Jesus como Homem e Deus, sendo duas naturezas distintas, quando a Bíblia mostra que Jesus era 100% homem e 100% Deus. Não há essa divisão, que inclusive é muito defendida pelos mormons.

“O corpo de Lúcifer foi criado com tubos internos para que toda a vez que ele levantasse uma asa, um som saísse na forma de música (…). Assim que ele começava a abanar suas asas os anjos começavam a cantar” (p. 43).

Bom, essa heresia não tem qualquer base bíblica e fica apenas no campo da revelação. Alias todas as heresias e seitas começam com revelações que supostamente vem de Deus. Estude como começou o Mormonismo, as Testemunhas de Jeová ou o Adventismo.

Não é porque ele morreu que vamos esquecer essas heresias destruidoras que ele espalhou por onde passou, mas também não sou louco de dizer se ele foi ou não salvo, pois isso é de foro intimo e somente Deus pode dizer. Sinceramente oro para que Deus tenha tido misericórdia e ele tenha sido salvo. Que possamos nos encontrar na eternidade, na Jerusalém celestial.

A notícia dessa morte me fez refletir sobre a brevidade de nossa vida sobre essa terra. Mal sabemos que hoje pode ser o nosso último dia de vida e muitas vezes perdemos tempo com coisas tolas.

Se nós fossemos chamados para a glória hoje, poderíamos dizer como o Apostolo Paulo em 2 Timóteo 4:7 – “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”?
Será que estamos cumprindo a carreira que Deus colocou em nossas mãos. Temos vivido para glorificar a Deus onde quer que estejamos ou nosso compromisso com ele é só na igreja, só quando cantamos ou pregamos?

Ou estamos como o rico insensato da parábola de Jesus, acumulando bagagens nessa terra e perdendo a nossa alma? Se hoje ela for pedida, o que temos a oferecer?
Talvez estamos ganhando o mundo rapidamente e aos poucos perdendo nossa alma, simplesmente porque o terreno é mais valioso que o espiritual para nós, hoje.

Oro para que Deus conforte os familiares e amigos do Dr, Myles Munroe, que perderam além dele a esposa e a filha, além de outros seis passageiros do avião. Que o filho dele, que não estava na aeronave possa continuar o ministério de seu pai, mas pregando somente a Bíblia, sem as falácias propagadas por seu pai. Que Deus o use para corrigir as heresias de seu patriarca e que isso resulte em glória para Deus.

E aquele que está de pé, cuide para que não caia (1 Coríntios 10:12)
Que Deus nos ajude e fortaleça a seguirmos em seu caminho, andando pelo Evangelho Puro e Simples de Jesus Cristo.

Reflitamos como tem andado nossas vidas e mudemos o que não agrada ao nosso Deus. Ainda há tempo!

Que Deus te abençoe

Profeta Jonas e o Verdadeiro Avivamento

Jonas

Por Renato Santiago

A paz de Cristo!

Normalmente quando a palavra “Avivamento” é citada nos dias atuais vem logo a ideia de um mover sobrenatural do Espírito Santo, quando uma “onda de poder” se alastra por uma cidade, estado ou até mesmo uma nação. E os sinais visíveis desse avivamento seriam a “glossolalia”, conhecido como “falar em línguas” e a conversão de multidões ao Evangelho.

Tem-se também a ideia que esse movimento acontece durante (e a partir de) grandes congressos evangélicos, com ministrações de famosos preletores e cantores gospel, que após algum “ato profético” liberam as regiões celestiais para a atuação do Espírito de Deus.

Mas será que essa é a noção correta de avivamento? Será que a igreja tem se comprometido e principalmente buscado o avivamento que vem da vontade de Deus, ou seja, conforme Sua Palavra? Com o crescimento do número de evangélicos no Brasil muitos têm falado que estamos vivendo um grande avivamento em nosso país, que o “Brasil é de Jesus!”, etc. Será que os frutos tem mostrado isso?

Vamos buscar algumas lições no livro do profeta Jonas. No início da narrativa vemos que ele relutou em atender o chamado de Deus, que o havia mandado ir até a cidade de Nínive pregar contra o pecado daquele povo (1:2). Nínive era uma junção importante para as rotas comerciais, cruzando o Rio Tigre. Ocupando uma posição central na grande estrada entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Índico, assim unindo o Oriente e o Ocidente, recebia a riqueza que fluía de várias fontes, tornando-se logo uma das maiores cidades antigas da região, chegando a ter mais de 120 mil habitantes (um número grande para aquela época).

Após a recusa de Jonas e sua tentativa de fugir do Deus todo-poderoso (como se isso fosse possível), aconteceu aquela jornada épica, quando o navio em que estava Jonas quase naufragou e ele acabou sendo lançado ao mar e engolido por um grande peixe,  ali passou três dias orando ao Senhor e após esse período foi literalmente vomitado, conforme ordem de Deus (1: 17, 2: 1-10).

Voltando ao tema central, ao chegar em Nínive, pela segunda vez Deus ordenou que Jonas pregasse a mensagem que Ele mesmo o havia dito (3: 1,2). Desta vez o rapaz obedeceu e proclamou “apenas” e simplesmente uma frase: “Ainda quarenta dias e Nínive será subvertida” (3: 4).

A partir daí uma onda de arrependimento toma conta de Nínive, um peso pelo pecado, um temor do Juízo do Eterno faz com que haja um comportamento jamais visto por aquelas bandas, o povo começou a crer em Deus, desde o menor até o maior, até o rei se arrependeu (3: 5-7) e ordenou um grande jejum, onde até os animais foram incluídos (3: 7-9). Houve grande temor (3:9) e Deus viu que haviam verdadeiramente se convertido dos seus maus caminhos, anulando soberanamente assim Seu juízo sobre aquela geração.

É assim meus irmãos, quando é da vontade de Deus, quando Ele tem propósito com um povo, basta uma simples frase,  até mesmo sem muito sentido para atingir o coração das pessoas. Às vezes valorizamos excessivamente a hermenêutica e a exegese (que são realmente importantes), mas acabamos nos esquecendo de que quem faz a obra é o Espírito Santo, que Ele age na maioria das vezes na simplicidade (Jesus é um exemplo claro disto) e que o verdadeiro sinal do avivamento é a mudança de caráter das pessoas, é o abandono do pecado, é a nova vida.

Outra lição que aprendemos: Deus usa quem Ele quer. Ele escolhe com sua soberania e infinita sabedoria e age conforme Sua vontade. Jonas com toda sua simplicidade, seus medos, sua timidez e principalmente com sua resistência ao chamado de Deus, não foi capaz de impedir que o Senhor se compadecesse de Nínive, que Ele alcançasse aquele povo, pois Ele tinha um propósito, e quando Deus quer oferecer salvação , o homem não pode resistir.

Aí está o verdadeiro avivamento: Frutos de Arrependimento.

Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. Lucas 3:8

Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma.
Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.
2 Coríntios 7:9-10

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Uma palavra profética para você!

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Por Thiago Schadeck

A paz do senhor!

Existe em nosso país um fenômeno conhecido como “confissão positiva” ou “palavra da fé”, que, resumindo, prega que aquilo que nós dizemos se materializa no mundo espiritual e por conseqüencia, no mundo físico ou material. É dai que surgem expressões como: “eu profetizo”, “eu declaro”, “o Brasil é do Senhor Jesus” entre outras. Ou seja, proferindo “palavras proféticas”, ditamos nosso destino e o destino de nossa família e nação.

Acho, no mínimo, estranho o Apóstolo Paulo não ter declarado que a Grécia, Roma ou qualquer outra cidade eram do Senhor Jesus, mas insistentemente pregou a Palavra. Pior que não dizer isso, ainda aceitou ser preso, humilhado e morto por causa da pregação do evangelho de Cristo, o que é uma afronta e claro sinal de fracasso para a nossa geração gospel que nasceu pra vencer e pra conquistar.

O próprio Senhor Jesus não quis atribuir a si o domínio de qualquer cidade, antes disse a Pilatos que o Seu Reino não era desse mundo (João 18:36). Ele sabia que do Pai é a Terra e toda a sua plenitude (Salmos 24:1), portanto Ele governa esse mundo.

Mas como adoramos uma palavra profética, que sempre nos coloca num patamar de queridinhos do Senhor e traz conforto ao nosso ego, como por exemplo:

“Você é a menina dos olhos de Deus e quem tocar em você vai se ver com Deus”
“Ai de quem tocar em você, porque és ungido do Senhor”
“Deus vai te honrar”

Mas hoje quero lançar sobre sua vida uma palavra profética, que foi declarada em um sermão profético, pela boca do Rei dos Profetas:

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.” Mateus 24:9-11

A profecia de Jesus é que seremos odiados, torturados e mortos por causa do Nome dele. Que os falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Sabe aqueles “profetas” que vivem liberando palavras proféticas aos quatro ventos e nada se cumpre? Pois é, Jesus já nos alertou acerca deles.

Agora, se essa palavra é dura demais para você e prefere não recebê-la, saiba que pode estar muito equivocado com a sua fé e servindo ao deus errado, não o da Bíblia. Você pode procurar em qualquer lugar da Bíblia que não achará promessas de vida tranquila sobre essa terra.

Faço um desafio aos adeptos das palavras proféticas: Cite algum versículo em que Jesus ou seus discípulos fazem uso e incentivam a usar as palavras proféticas.

Que Deus te abençoe!

Não concorda? Deixe seu comentário. Vamos debater de forma civilizada e pautados pela Bíblia. Isso traz crescimento mutuo.

Eu não voto em pastores!

Presid

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Quero deixar bem claro que eu voto em cristãos, desde que ele não utilize o título de Pastor para angariar votos.

Tenho visto alguns embates acirrados por conta de religião dos políticos. Há um sem número de pastores se candidatando nessas eleições. Desde deputados estaduais ao cargo de presidente da República encontramos algum(a) Pastor(a) Fulano(a) de tal. 
Acho extremamente importante que os cristãos se envolvam com a política, fazendo sua parte como cidadão, cobrando das autoridades que elas cumpram as promessas feitas enquanto ainda estavam em campanha. Devemos lutar pelo cumprimento de nossos direitos e não dar sossego a políticos corruptos, sejam de qual partido ou religião for. O problema acontece quando o cargo eclesiástico é colocado como qualidade para ser eleito um defensor do povo. Eu, particularmente, não voto em nenhum candidato que se identifique como pastor. 

Abaixo vou listar alguns motivos. Lembrando que são pessoais e você tem todo o direito do mundo de concordar ou não.

Não conheço ninguém que a mãe tenha registrado no cartório com o nome de “Pastor”
Nunca vi ninguém, fora do seu local de trabalho, se apresentando como “Gerente José”, “Padeiro Roberto”, “Dentista Cláudio” e etc. Se não é costumeiro utilizar o cargo (ou profissão) antes do nome quando nos apresentamos, por que raios os Pastores fazem questão de se apresentar como “Pastor Fulano”?
Há uns 20 anos, ser pastor era uma questão de orgulho – no bom sentido – para qualquer um, porque eram conhecidos como homens honestos, sérios, que ajudavam aos que necessitavam, mas atualmente isso tem mudado tanto, o título ficou tão chinfrinho pra alguns, que na primeira oportunidade se autonomeiam Bispos ou Apóstolos.

Direta ou indiretamente, faz voto de cabresto
Prefiro acreditar que seja sem querer, mas quando um pastor se candidata toda a igreja e sua estrutura passa a apoiar o candidato. O membros são coagidos, ainda que de forma velada, a votar em seu líder. A força de influência da igreja deixa de ser usada para trazer pecadores à Cristo e passa a ser usada para trazer votos ao líder.

Ser pastor não significa ser preparado para exercer um mandato
Não é porque o cidadão “administra” uma igreja que ele será um bom político. O pastor pode ser um ótimo administrador eclesiástico e um péssimo administrador público. Qualquer que seja o candidato que eu for votar, deve ter pelo menos ensino superior e provar que está preparado.
Infelizmente muitos Pastores mal sabem gerir os conflitos da própria igreja, tem sua vida financeira totalmente bagunçada, sua casa é a verdadeira casa da mãe Joana. Não administra bem sua casa, vida, família, igreja, como vai administrar um estado ou um país?

Quem vai cuidar da igreja na ausência dele?
Entendemos que ser pastor é um chamado que necessita de muita dedicação, tempo, cuidado com os que o Senhor colocou para serem apascentados por ele. Um pastor que deixa a igreja em segundo plano para ser político deve renunciar o título de pastor (ainda nas eleições) e se tornar um político de fato.
Esse pastor deve abrir mão de todos os auxílios que a igreja lhe dá, seja moradia, salário, carro e etc., visto que ele recebe esses auxílios porque se dedica em tempo integral a obra. 
Se você, pobre mortal, quiser se candidatar vai ter que sair do seu emprego para fazer a campanha e isso implica em não ter mais qualquer beneficio financeiro.

Porque cansei de pastores fazendo besteira na política e sujando, ainda mais, o nome da igreja
Não são poucas as denuncias comprovadas contra a bancada evangélica. Na maioria dos escândalos políticos que acontecem tem pastores ou evangélicos envolvidos.
Rola até oração da propina, clique aqui e confira.
Vá no Google e pesquise a vida desses pastores que estão envolvidos com a política e veja a ficha corrida desses cidadãos.

Creio que haja os bons, porém prefiro não arriscar.

Fico com a frase de Billy Grahan:
“Eu não vou deixar de ser embaixador da pátria celestial, para ser simplesmente, presidente dos Estados Unidos”.

Antes de votar em alguém porque é irmão em Cristo, avalie se você entregaria todas as suas economias nas mãos dele para ele administrar.

Deus te abençoe

 

Procura-se Pastores com dom de cura!

 

Cura

 

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Tenho visto um grande crescimento das “reuniões de fé e milagres” com promessas de que todos aqueles que comparecerem serão curados.
Pra não dizer que estou exagerando, click aqui e confira quantos banners convidando as pessoas a serem curadas e libertas circulam pela internet.

Tendo em vista que há tantos pastores com dom de cura e que fazem milagres de deixar qualquer um boquiaberto, como cura de AIDS, paralíticos andando, doentes terminais sendo curados apenas pela oração na peça de roupa entre outras coisas, decidi fazer uma campanha: “Esvaziando os leitos do SUS”.
Se esses pastores conseguem tais façanhas dentro de seus templos, acredito que podem fazer prodígios idênticos dentro dos hospitais. Ou será que o “deus” (minusculo mesmo) deles só funciona dentro das quatro paredes de suas igrejas?

Será que esse “deus” só abençoa quem pode colaborar com a manutenção das suas igrejas? Só aqueles que podem colaborar para que o programa de rádio e TV não saiam do ar? Toda e qualquer bênção está atrelada à contribuição financeira e os testemunhos são sempre antes e depois dessa igreja. 

Homens que dizem não querer roubar a glória de Deus, mas nas faixadas de suas igrejas tem fotos enormes deles, com a promessa de que esse “homem de Deus” vai orar por você e te abençoar. Mandam você vir receber a imposição de mãos dele, porque é através da vida dele que você alcançará sua bênção. Se colocam como intermediários entre o povo sofredor e Deus. São as “Virgens Marias Gospel”. Se o infeliz do fiel não for curado é porque não teve fé, mas em seus convites ouvimos constantemente: “venha pela minha fé, você vai ser curado através da minha fé!”

Na verdade são charlatões que querem apenas estar em evidência e com isso enriquecer (veja a mudança do saldo bancário desses camaradas), ter poder sobre suas ovelhas e, se conseguir, eleger políticos para se tornarem despachantes de suas igrejas, facilitando alvarás, licenças e verbas.

Quero deixar bem claro que creio sim em cura divina. Creio com todas as minhas forças que Deus pode ressuscitar um morto, curar um aidético e fazer câncer desaparecer, mas antes disso creio que Deus age quando, como e onde quer. Creio que Deus não “obedece” agenda de igreja e nem cumpre ordem de ninguém. Sendo assim, é impossível alguém determinar a Deus o que Ele deve fazer, porque o Espírito sopra onde quer (João 3:8) e que Deus não se restringe a lugares (João 4:23-24) e principalmente, não recebe instruções de homens (1 coríntios 2:16). 

Não vejo, em qualquer parte das Escrituras, Jesus ou o próprio Deus marcando horário para curar o povo. Antes, vejo Cristo indo até onde tinham os necessitados e os curando, sem pedir nada em troca – nem gratidão, conforme a passagem dos 10 leprosos (Lucas 17:12-19). E muito diferente desses pastores/ apóstolos/ bispos/ missionários/ semi-deuses fazem, Jesus não mandou que ninguém fizesse propaganda dele. Algumas vezes mandava que se mostrasse ao sacerdote, como no caso dos dez leprosos, em outros, que o curado fosse se mostrar a família (testemunho pessoal) e a outros, simplesmente ordenou que não contasse a ninguém como na cura de um leproso (Mateus 8:4; Marcos 1:44; Lucas 5:14), várias curas entre aqueles que O seguiam (Mateus 12:16), a cura de dois cegos (Mateus 9:30), a ressurreição da filha de Jairo (Marcos 5:43; Lucas 8:56), a cura de um surdo e gago (Marcos 7:36); e a cura de um cego em Betsaida (Marcosc 8:26).

Então, meu querido pastor com dom de cura, lanço a vocês um desafio: Vá a um hospital lotado do SUS e cure aqueles que estão ali sofrendo. Tem dúvida de que é isso que Jesus Cristo faria? Leia a Bíblia e verá o quão errado tem se comportado!

Que Deus nos abençoe e que esse país receba um avivamento genuíno. Se tiver interesse, escrevi um post dizendo que creio num avivamento e você pode conferir aqui.

Fique a vontade para comentar, e você pode SIM DISCORDAR de mim, mas por favor, use a Bíblia para embasar suas idéias.

 

Que Evangelho é esse?

Cruz

Por Thiago Schadeck

Que Evangelho é esse que tem desprezado a salvação e exaltado os bens dessa terra, que valoriza o ter ao ser, que vocifera que se alguém é pobre ou doente está em maldição, mesmo sabendo que Cristo se fez maldito em nosso lugar (Gálatas 3:13). Para os adeptos desse “novo” Evangelho, a Cruz de Cristo é apenas mais um acessório mistico, que se bem usado é um amuleto potente, tal e qual os lenços, as canetas ungidas, os copos d’água em cima do rádio/TV para receber a oração do “homem de Deus”. 

Que evangelho é esse que faz dos cantores grandes artistas e paga altíssimos cachês travestidos de ofertas. Se não cumprir as exigências, que não são poucas, desses astros, eles simplesmente não aparecem. Que igrejas são essas que enforcam seus orçamentos e esfolam seus membros para trazer um mercenário desses se dizendo adorador. Que Evangelho é esse que cobra entrada para as pessoas entrarem na igreja e adorar a Deus com o “levita” famoso e os fãs além de pagar, esperam por horas para garantir uma foto e um autógrafo.

Que Evangelho é esse que pastores usam de poder para calar a boca dos membros, que lançam mão do “não toqueis nos meus ungidos” a cada vez que é questionado. Pastores esses que não tem qualquer abertura para o diálogo e comunhão com seus membros pelo simples fato de ter medo de perceberem que ele é uma pessoa normal que acerta e erra e vez por outra peca. Pastores que usam a Bíblia para manipular a vida das ovelhas e tê-las sempre debaixo de seu cajado – no pior sentido possível. Deixo claro que devemos honrar e respeitar nossos pastores, mas antes devemos avaliar se ele é digno de ser imitado, seguindo a orientação de Hebreus 13:7 e 17.

Que Evangelho é esse que vive à margem da sociedade e não faz qualquer diferença na vida daqueles que nos cercam. Que os “evangélicos” se igualam aos “do mundo” e cometem toda espécie de barbárie que os que não entregaram a vida a Cristo. Mentem, roubam, puxam tapetes, brigam, caluniam, traem e tudo mais que não presta, para tirar vantagem e dizer que Deus o abençoou. Na verdade o Diabo que tem lhe guiado! Os verdadeiros filhos de Deus estão sendo regenerados e a cada dia lutam para ser novas criaturas (2 Coríntios 5:17). O sal que não tempera não faz diferença e só serve pra ser pisado pelos homens (Marcos 9:50)

Que Evangelho é esse que precisa de atrativos para alcançar as pessoas, então utiliza-se de baladas, festas juninas, MMA, feijoadas com pagode e tudo mais que o mundo puder oferecer à Igreja e não o contrário. A vantagem é que fazemos tudo isso e colocamos o sobrenome de “Gospel”, assim ficamos isentos às críticas. Para atrair os jovens agimos como verdadeiros retardados, tiramos foto cheirando a Bíblia como se fosse cocaína e alegamos ser “loucos por Jesus”, mas na prática não cometemos a “loucura” de pregar de graça e sem anúncios. Nos vestimos como “emos” para não aparentarmos a idade e alcançar os jovens que não querem compromisso com Igreja. Falamos em gírias como se toda a Igreja fosse capaz de compreender – a contextualização é válida, desde que não ofenda ninguém, inclusive Cristo – porque não posso parecer um “mané”, pois os jovens não querem ser quadrados como os crentes.

Que Evangelho é esse que atrela o agir de Deus com contribuições financeiras, onde quanto mais você semeia no MEU ministério, mais Deus te dá. Que coloca Deus como um empregado louco por uma gorjeta. Um Evangelho que o dízimo perdoa pecados e amarra demônios, tomando o lugar do sangue de Jesus. Chegam a sandice de dizer que o único demônio que não pode ser repreendido pelo nome de Jesus é o devorador, porque esse só sai mediante o pagamento – exatamente, PAGAMENTO – do dízimo. 

Que Evangelho é esse que traz as pessoas à Igreja porque lá tem um “homem ou mulher de Deus” que revela até o RG, que derruba pessoas com sopro ou paletó, que cura apenas com um toque, que faz cirurgia espiritual. Pastores que em uma hora do que deveria ser uma pregação lê, quando lê, um versículo e no restante do tempo fala de como Deus o usa, como tem poder para detectar, amarrar, entrevistar e expulsar demônios. O nome do diabo é doce na boca desses “pregadores”. Ao invés de anunciarem a grandeza do nosso Deus, preferem falar da força que o Diabo tem sobre a vida daqueles que ainda não receberam sua oração forte.

Que Evangelho é esse que constrói mega-templos, “cidades”, templo de Salomão pelo simples luxo de dizer que é o maior templo do Brasil e quiçá do Mundo. Templos que custam uma verdadeira fortuna para serem construídos e fortunas não tão menores para manutenção da estrutura que não serve aos membros. Se quiser construir esses templos faraônicos, que tenha espaço para alfabetização, cursos profissionalizantes como informática e inglês. Não, o lugar é santo e não podemos misturar o santo com o profano.

Esse, certamente, é o outro Evangelho que Paulo alertou ao povo de Gálatas, que se desviou rapidamente do que o Apostolo dos Gentios havia penado para lhes ensinar. O nosso coração é como o do povo da Galácia, que tende sempre a procurar o nosso bem estar e ajustar a Bíblia aos nossos desejos mais espúrios e termos a consciência “tranquila”.

Que Deus nos abençoe e nos dê forças para lutarmos pela Igreja e pelo Evangelho de Cristo. E para resumir, fico com a definição que o Apostolo Paulo deu ao Evangelho em I Coríntios 1:16

Não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.