Templo de Salomão – Uma afronta a Deus

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Por Thiago Schadeck

O dia 31 de julho de 2014 pode ficar marcado na história como o dia da celebração da maior apostasia da história. O “bispo” da “Igreja” Universal, Edir Macedo irá inaugurar a réplica do templo de Salomão.
É isso mesmo, construíram o templo de Jerusalém aqui no Brasil, em São Paulo, no bairro do Brás.
Esse templo é uma afronta a Deus por vários motivos, entre eles o que Deus não mandou construí-lo, ele surgiu de uma influência demoníaca em um coração ganancioso e megalomaníaco. Sei que vão dizer que estou errado, então vou dar bases bíblicas e quem quiser que aceite.

Em Marcos 13:12 Jesus decretou a destruição do templo, logo não era mais da vontade de Deus que aquele templo existisse.

Quando Jesus morreu, o véu do templo se rasgou de alto a baixo, acabando com o santo dos santos e a presença de Deus ficou acessível a todos (Mateus 27:51)

E Jesus disse com todas as letras que não era necessário ir ao templo para adorar a Deus, mas que deveriamos ser verdadeiros adoradores. (João 4:23-24)

O dinheiro que foi gasto pra fazer essa blasfêmia daria pra ter feito muito pelo evangelho, se a Universal fosse uma igreja evangélica. Mas o que esperar de uma “igeja” que tem um canal de TV e não prega o evangelho, mas usa o espaço pra fazer propaganda da denominação. Que usa esse espaço pra exibir mulheres nuas e sexo implícito na “Fazenda”?

Infelizmente essa é a situação da Igreja evangélica brasileira, fazendo loucuras em nome de um deus extravagante. E tem muitas denominações aplaudindo o Macedo acando que isso vai converter o Brasil. Sabe de nada, inocente!

Resumindo,  é o que diz em Apocalipse: 2. 9. Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém sã o sinagoga de Satanás.

Que Deus tenha misericórdia de nós!

As técnicas mercadológicas do neopentecostalismo

Por Thomas Magnum
O objetivo de desenvolver pesquisa e denúncia do movimento neopentecostal, não é de invalidar a sinceridade de pessoas que, religiosamente procuram nas igrejas, respostas para seus problemas existenciais, mas de alertar os males espirituais, sociais e familiares que tal pensamento religioso produz. É válido dizer também que sinceridade não é critério de veracidade, uma pessoa pode ser sincera, mas, estar no erro.
 
Já fizemos uma análise do Sincretismo Neopentecostal, agora iremos pensar sobre seu interesse econômico e comercial. O mercado da fé tem sido sem sombra de dúvida um dos campos mais rentáveis no comércio moderno, movimentando milhões, tanto na frequência dos fiéis as suas igrejas ou na indústria cultural evangélica. Por isso iremos fazer uma análise comparativa com o mercantilismo e o atual pensamento comercial no campo do marketing. Então veremos que a mensagem e abordagem do neopentecostalismo são baseadas em técnicas e conceitos a muito utilizados no campo comercial e publicitário. 
 
O mercantilismo ocorreu basicamente do século XVII até o século XVIII, estava ligado ao processo de monarquias nacionais do capitalismo comercial a serviço do estado moderno. O desenvolvimento de uma política econômica no mercantilismo tornou-se indispensável para a formação de uma monarquia absolutista. Esse avançar do mercantilismo se deu através das navegações dos povos europeus. A grande busca por metais era desenfreada e portadora de poder para negociações. Os espanhóis foram muito importantes nesse período, também pelo fato dos países ibéricos deterem grande parte dos metais da época. A balança comercial foi estabelecida pelos europeus para padronizar e dar um eixo ao negócio. Claro que os reis eram os maiores beneficiados com isso, visto sua preocupação em preservação e aumento da riqueza do reino. 
 
A Negociata da Fé
 
Ao darmos um passo atrás na história no século XVI, veremos a insatisfação de muitos religiosos com o aparato mercadológico da igreja papal, sobe a égide de Leão X. O monge agostiniano Martinho Lutero discordou e veementemente denunciou a salvação por obras e as heresias e manipulações econômicas e comerciais da igreja. Na dieta de Worms lemos:

 

Concordas com o conteúdo ali escrito ou quer se retratar. Lutero, ressabido, pediu um tempo para responder. Foi-lhe concedido prazo de 24 horas. No outro dia, Lutero respondeu: “A menos que possa ser refutado e convencido pelo testemunho da Escritura e por claros argumentos (visto que não creio no papa, nem nos concílios; é evidente que todos eles frequentemente erram e se contradizem); estou conquistado pela Santa Escritura citada por mim, minha consciência está cativa à Palavra de Deus: não posso e não me retratarei, pois é inseguro e perigoso fazer algo contra a consciência. Esta é a minha posição. Não posso agir de outra maneira. Que Deus me ajude. Amém!”.

 

Será que vivemos dias diferentes hoje? As descabidas conquistas mercantilistas continuam por aí atrás do ouro. Muitos já esqueceram como o Bispo Macedo comprou a Record? Muitos não querem ver a barganha em nome de Deus, da mesma forma que era feito no século XVI. Porque será que o culto a personalidade não tem sido refutado? O comércio da fé justificado por líderes que se dizem cristãos. Cantores publicanos, nicolaítas, adeptos de Balaão. Talvez você esteja dizendo, mas essa palavra é muito ofensiva! Faço minhas as palavras de John MacArthur: Nunca suavize o evangelho. Se a verdade ofende, então deixe que ofenda. As pessoas passam toda a sua vida ofendendo a Deus; deixe que se ofendam por um momento. Deus não divide sua glória, “a minha glória não a darei a outrem”. Isaías 48.11
Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor.” – Jeremias 23.1
Filho do homem profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?” – Ezequiel 34.2
A contínua sede de poder por parte de pastores que negociam a fé, que manipulam as ovelhas, que abusam espiritualmente delas e em alguns casos até fisicamente. Esse mercantilismo que guerreia através de técnicas de marketing, não para o crescimento do reino, mas para a construção de um império particular. Os escândalos continuam a aparecer, pastores milionários, lavagem de dinheiro, investimentos com o dinheiro da igreja, paraísos fiscais e por aí vai. Ao elaborar uma campanha de marketing temos alguns pontos que quero considerar.
 
O Marketing
Façamos algumas elucidações sobre estratégias de venda.
• Geomarketing – É o composto do marketing, a forma que o mercado se organiza num espaço físico, analisando as variáveis.
• Marketing direto – É uma forma de personalização de atendimento e produto.
• Marketing concentrado – Busca obter resultados em determinado mercado. A empresa visa dominar o mercado.
• Marketing cultural – Visa agregar valor para a imagem da empresa.
• Marketing de massa – Tem o objetivo e atingir todos os consumidores de maneira única.
Poderíamos aumentar a lista, mas, é suficiente. Temos agora essa visão mapeada de algumas estratégias de marketing, podemos com isso compreender como o neopentecostalismo utiliza-se dessas ferramentas. Por isso, os veículos de comunicação de massa têm sido tão explorados por grupos neopentecostais.
Vemos que a antiga sede mercantilista ainda transparece no mercado comercial hoje, essa contemporaneidade é vital para a sustentação do comércio. Essa negociação está presente desavergonhadamente nas igrejas neopentecostais, que em seu sincretismo e paganismo tem prestado seu culto não ao verdadeiro Deus, mas, a Mamom. Desavergonhadamente manipulam e alimentam suas contas bancárias com a renda dos fiéis. Em uma reunião de uma igreja dessas, temos o momento de que parece um leilão. Quem pode dar R$ 1.000,00? Quem pode dar 500? 250? 100? Se você só tem a passagem do ônibus dê ao Senhor, ele te restituirá. Parece brincadeira, mas é verdade.
Outro caso muito conhecido são as campanhas, quem já viu uma campanha dessas sem contribuição financeira? E se coloca sobre o fiel o fardo da maldição se não for dizimista fiel, se não participar das campanhas, se não for associado, não será abençoado, R.R Soares geralmente diz em seus programas, “Se Deus não tocou em seu coração não seja associado”, perceba a manipulação psicológica. O que lemos nas Escrituras sobre dízimo e ofertas é baseado na disposição voluntária do crente, não por uma imposição legalista e charlatã. Em quantas igrejas neopentecostais se tem registro do rol de membros? Nenhuma, porque o público é volátil, em quantas tem seções administrativas ou assembleia de membros para dar aos membros transparência das receitas e despesas do mês? Nenhuma.
Como vemos o negócio da fé é muito bom para tais lobos. Aproveitando-se da fachada de instituição religiosa, ganham seus montantes em nome da fé. O nome que damos para isso é simonia. O termo vem do episódio em Atos 8.18 que Simão o mago ofereceu dinheiro aos Apóstolos para comprar o poder de Deus. Ninguém pode manipular Deus, nem comprar com obras ou somas de dinheiro, ofertas, campanhas ou dízimos o seu agir.
Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração; Pois vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniquidade.” – Atos 8.20-23
 
O Fator Econômico
Qualquer estudo introdutório de economia levará o leitor ao estudo de oferta e demanda. Podemos identificar isso facilmente nos arraiais neopentecostais. Os pregadores da fé tem o produto (discurso motivacional ou dualista), e a busca por isso na religiosidade sincrética brasileira desenvolve a demanda nesse contexto de fé mística e cega. Ao usar aqui o termo  empregamos como crença e não como a fé bíblica que é um dom de Deus. O querer que o fiel prospere é devido aos interesses mercadológicos da empresa, quanto mais o adepto ganha, mais ele contribui e participa de outras campanhas, ou seja, a filosofia é puramente pragmática. Se funcionar então está certo.
O maior problema do engano de muitos crentes seduzidos pela astúcia de Satanás no movimento da fé é a falta de exame da Palavra de Deus, os fiéis não leem a Bíblia (Isaias 34.16), não meditam nela (Salmos 1.2) e não examinam (João 5.39). A questão não é Sola Scriptura, mas também Tota Scriptura, porque o movimento neopentecostal usa a Bíblia, indevidamente, mas usa. A questão é Somente a Bíblia e Totalmente a Bíblia.
Pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.” – I Timóteo 6.10
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Divulgação: Bereianos

Sansão entrevista Silas Malafaia

Como sei que tem pessoas que não entendem ironias, essa conversa NUNCA existiu.

Na minha imaginação fértil – ou não – Sansão, um dos grandes personagens bíblicos apresenta um talk-show e recebe o nosso grande tele-pastor Silas Malafaia para uma conversa.

Vejamos como foi essa conversa:

Sansão: Está no ar mais um Sansão Talk Show – a força da comunicação! Hoje estamos recebendo o grande pastor Silas Malafaia. Tudo bem com você, meu amigo Malafaia?

Malafaia: Bem, correndo muito para dar conta de todos meus projetos.

Sansão: Muito bom, ouvi dizer que você está no ar na televisão brasileira há mais de 30 anos. Nos anos 80 e 90 você chegou a ser uma referência em pregação sem medo de dizer o que deve ser dito.

Malafaia: Sim, estou há mais de 30 anos no ar, mas tive que mudar um pouco minha pregação, pois percebi que não alcançaria lugares mais altos se continuasse pregando contra o erro.

Sansão: Entendi. Mas me diga como isso aconteceu?

Malafaia: Eu sempre fui subordinado ao meu sogro, que era o pastor presidente da minha igreja e por isso não podia fazer as mudanças que eu queria. Mas quando ele morreu eu assumi a presidência da denominação e fiz alguns ajustes no que eu achava que era necessário.

Sansão: Que história interessante. Diga mais a respeito dessas mudanças. Estou curioso!

Malafaia: Bom, tive que começar a mudar aos poucos, para que o povo viesse comigo para onde quero conduzi-los. Logo que assumi a presidência da Assembléia de Deus da Penha, mudei o nome para Assembléia de Deus Vitória em Cristo, que é o nome do meu ministério. Na época aleguei que teríamos de mudar o nome para poder expandir, afinal de contas, AD Penha é um negócio muito regional. Tem bairros chamados Penha em vários lugares e isso poderia confundir o povo. Eles tem que saber onde encontrar a igreja do Pastor Malafaia.

Sansão: Ah, mudar o nome da denominação não é algo que deva se causar tanto alarde, por que raios você se tornou tão criticado aqui no Brasil?

Malafaia: Na verdade, Sansão, só sou criticado por meia dúzia de blogueiros filhos do diabo que ficam me perseguindo. Tudo começou em 2009 quando trouxe o grande Doutor Morris Cerullo, que alias você precisa conhecer, Salomão é um ignorante perto dele, para lançar uma bíblia de estudos, a Bíblia de Estudo da Batalha Espiritual e Vitória Financeira. Ele teve uma grande participação em meus programas e lançou um desafio: Quem semeasse R$ 900,00 no meu ministério receberia a vitória financeira dos últimos dias, porque convenhamos, o derramamento do Espírito Santo que Joel profetizou não enche barriga e nem paga hotel 5 estrelas para a família. Desde então peguei gosto pela teologia da prosperidade e fico revesando os grandes teólogos americanos em meu programa: Morris Cerullo, Mike Murdok e o Myles Munroe. Cada vez que um deles aparece, temos uma pregação poderosa, recheadas de misticismo, crendices e principalmente de teologia da prosperidade. Desafiamos as pessoas financeiramente – por exemplo, doar o valor de um aluguel para conseguir a casa própria e temos bons frutos sempre!

Sansão: Então as coisas que Deus manda vocês profetizarem acontecem. As pessoas alcançam aquilo que é prometido?

Malafaia: Então, na verdade não. Mas isso não é um problema nosso. Se a pessoa deu o dinheiro, mas não teve fé para receber a bênção a culpa é dela. Não posso devolver o dinheiro, afinal ele já foi investido. Você acha, Sansão, que é barato manter um programa semanal no ar? Manter um avião para cruzar esse Brasil? Tenho muitos gastos, pois o povo não pode me ver passando dificuldades, sou um exemplo para eles!

Sansão: Mas não tinha uma pregação sua nos anos 90 em que você criticava duramente a teologia da prosperidade, chegando a  chamá-la de “besteirol americano”? O que te levou a mudar de opinião?

Malafaia: Meu camarada, to vendo que você ta cupixado com esse blogueiros demoníacos. Não sei se você assistiu o grande doutor Mike Murdok falando no meu programa sobre o que acontece com quem discorda de um homem de Deus, se não assistiu, não perca tempo. Mas como você é meu amigo, vou te dar uma explicação. Quando Deus criou Adão e Eva, Ele os criou para dominar tudo, serem cabeças, prosperarem, mas com o passar do tempo os crentes se contentaram com a miséria e se apegaram muito ao pouco dinheiro. O que esses teólogos americanos e eu estamos fazendo é ensinar esse povo mesquinho a prosperar e quem sabe um dia chegam ao nosso patamar.

Sansão: Mas é só contra a teologia da prosperidade que você pregava contra e agora prega a favor né?

Malafaia: Rapaz, tu é malandro mesmo hein, ta me enrolando só pra eu falar do G12! É, eu preguei uma vez metendo o pau no G12, porque não concordava com esse negócio de células, isso foi uma revelação regional. Mas como minha vida tem tomado alguns rumos diferentes que os que eu tinha nos anos 90, me aproximei muito do René Terra Nova e da Valnice Milhomens, preguei em eventos deles, preguei na Bola de Neve, que era uma igreja que eu vivia mandando indireta, hoje eu aceito o ministério apostólico. Esses americanos me abriram muito a mente para começar a ver parcerias com esses líderes que eu ia contra e isso me ajudou a crescer muito. O apoio deles me ajuda a ficar famoso e assim ganho credibilidade para conquistar meus projetos.

Sansão: Você também tem se envolvido muito com política né? Fiquei sabendo que você apoia um presidente evangélico, que orou pelo senador Lindemberg na sua igreja, fica levando muitos políticos à sua Marcha para Jesus e pede voto para eles. Isso é verdade?

Malafaia: Sim, tudo isso é verdade. Eu tenho descoberto que quanto mais o povo evangélico assume o poder, menos espaço o Diabo vai ter para agir em nosso país. Por exemplo, estão tentando acabar com a família, querendo instituir o casamento gay e isso a igreja não pode aceitar! Eu luto mesmo, meus programas passaram a ter 70% do tempo falando contra os gays, 15% de pregação e 15% vendendo meus produtos – preciso garantir o leite das crianças.

Sansão: Interessante ver que essa mudança vem ocorrendo depois que você raspou o seu bigode.

Malafaia: É, eu raspei o bigode e parece que Deus começou a me dar uma nova revelação, comecei a prosperar, meu ministério cresceu, tenho milhares de pessoas dispostas a lutar por mim, e pode ter certeza que elas vão aparecer nos comentários. Eles sabem me defender com unhas e dentes, mas não sabem usar a bíblia para isso, porque para eles minha palavra vale mais que a bíblia.

Sansão: A nossa história é muito parecida, eu tinha um voto com o Senhor de não cortar o cabelo e esse voto fazia de mim o homem mais forte do mundo em minha época, mas me envolvi com a Dalila, uma mulher linda que me fez enxergar novos horizontes, tivemos uma linda história de amor, até eu descobrir que ela havia me feito dormir para cortar meu cabelo. Acordei fraco, preso e humilhado pelo povo que era nosso inimigo. Vejo que a sua força estava no bigode, a mulher no seu caso é o dinheiro, a sua Dalila é essa maldita teologia da prosperidade que tem te feito dormir um sono gostoso, mas que não é o sono do justo. Ela amorteceu o que você tinha de melhor: a coragem de pregar a verdade e agora te dominam para fazer a vontade deles.
É normal, quando estamos apaixonados (no seu caso pelas riquezas), ficarmos valentes para defendermos nossa amada, afinal, a paixão nos cega e seus defeitos ficam ocultos à nossas vistas.
Espero, de coração, que você volte a pregar aquele evangelho simples, que se arrependa de sua arrogância e das heresias que tem permitido ser dissiminadas através de seus programas e congressos. Se hoje te pedirem a alma o que você vai oferecer? Viagem para hotel 4 estrelas e carro blindado na Alemanha não garantem a sua salvação. Volte aos caminhos do Senhor, porque hoje, você não passa de um desviado influenciando outras pessoas a se desviarem.

Malafaia: Bom, acho melhor ficarmos por aqui, porque se eu não tivesse meus méritos, não estaria há tanto tempo na TV apresentando um programa com uma audiência tão boa!

Nota do editor: Não quero aqui ofender ao Silas Malafaia, minha intenção é exclusivamente mostrar de uma forma bem humorada como ele se desviou da pregação que o fez ser uma referencia cristã – inclusive para mim – nos anos 80 e 90. Antes de você comentar me xingando, faça uma análise da pregação dele nos últimos anos, veja se tem base bíblica para prometer o que vem prometendo e tire suas conclusões. Fico muito triste em ver que um homem com tanto potencial para pregar o evangelho se corrompeu de uma forma tão danosa, a ponto de seu passado e presente serem tão diferentes, de ter mudado tanto, para pior. Pode descordar de mim a vontade, mas tenha respeito.
Se não acredita que ele mudou, assista esse vídeo. Nada mais é que ele contra ele mesmo!

Fique na paz do Senhor.
Thiago Schadeck

Fui ao Encontro! Foi Tremendo… Engano!

O que é o G12

É preciso que, antes que entremos nos meandros desta “nova visão”, venhamos a nos deter a tarefa de refletir sobre este questionamento: o que é o G12?
Seus defensores se apressam em esclarecer que o G12 é, além de um método, uma tentativa de retorno ao cristianismo primitivo. Rejeitam a idéia de que a visão seja uma “nova doutrina” e fogem de questionamentos mais aprofundados que coloquem em dúvida os seus conceitos.
Passei a conhecer o G12 a cerca de dois anos quando fui um dos primeiros membros da minha igreja a ser convidado para o Encontro. De início, me senti muito feliz, pois notava naqueles que já haviam participado deste retiro uma mudança de comportamento visível a olho nu, mudança esta que infelizmente não se confirmou e que mais tarde ficou evidenciada como apenas um momento de empolgação, aonde as emoções vieram à tona.O Encontro
O Encontro começou para nós com o chamado “pré-encontro”, uma série de longas palestras onde se repassavam os princípios básicos da fé cristã: O Plano de Salvação, Justificação, Santificação, etc. Até aí tudo bem, afinal nada melhor do que estudar novamente estes princípios, uma vez que muitos cristãos dos nossos dias não são íntimos de nenhum deles.
Partimos então para o retiro que aconteceu em Pojuca-BA, próximo a Salvador. É importante frisar que todo o trabalho de preparação psicológica começou com um misterioso segredo sobre onde se daria o Encontro e o que lá iria acontecer, na minha mente e creio nas dos demais participantes esperávamos mais um retiro com momentos de estudo da Palavra e também de lazer. Qual não foi a nossa surpresa, fomos recebidos com as ordens de silêncio absoluto e total obediência aos “encontristas” (irmãos que trabalharam no retiro).
Fomos levados à primeira palestra que tinha como tema “Peniel”, palavra hebraica que significa face a face com Deus. Depois de ouvirmos da importância do encontro com o Senhor, nos foi ordenado ir nos espalhar pela área do local do encontro. Fomos orientados a, individualmente, orarmos e confessarmos a Deus as nossas falhas conversando em voz audível somente a nós mesmos.
Este momento me lembrou um congresso que fiz quando ainda era católico carismático e nos dias posteriores notei que as semelhanças eram muitas.
Durante as palestras ouvíamos ao fundo a música “Tu Mirada” de Marcos Witt, música esta que seria tocada repetidamente durante todo o retiro. A música criava um ambiente propício para o que aconteceria mais tarde.
Fomos dormir muito tarde com a obrigação de acordarmos muito cedo, o silêncio continuava a imperar. É bom lembrar que esta cobrança começou a provocar em todos nós sentimentos de repulsa e revolta, sendo que algumas pessoas até chegaram a desejar voltar para casa.
No dia seguinte recomeçaram as palestras, algumas até muito boas! Porém, a partir de então surgiram as ministrações de conteúdo duvidoso: maldição hereditáriacura interior, etc.
Logo mais falarei sobre maldição hereditária, uma das maiores ênfases da visão, algo para eles imprescindível. Agora quero me referir ao momento de cura interior (muito semelhante à Renovação Carismática Católica). Depois de uma ministração, fomos orientados a nos acomodar ou sentados ou deitados e a fazermos um mergulho no nosso passado numa espécie de processo regressivo.
Nos foi dito que deveríamos pensar no encontro do espermatozóide do nosso pai com o óvulo da nossa mãe e depois lembrarmos da nossa infância e adolescência e os momentos em que ofendemos ou pecamos contra alguma pessoa e a pedirmos perdão a Deus por isto.
Só uma observação: ora, se devemos lembrar do nosso espermatozóide teremos que recorrer a uma doutrina espírita, a da pré-existência do espírito, algo que afronta a Bíblia que nos ensina que somos gerados no ventre materno em corpo, alma e espírito.
Onde está a afronta? No fato de que se lembrarmo-nos do espermatozóide, estaremos nos vendo antes mesmo de sermos formados quando o nosso espírito ainda não existia.
Depois disto deveríamos colocar num papel os nosso pecados contra Deus e seguirmos juntos para um espaço ermo e escuro onde nos reunimos em um grande círculo com uma fogueira no centro. Após este momento de “ministração” e oração, desce por um fio amarrado a uma árvore uma chama que ascende a fogueira onde jogaríamos o papel com os nossos pecados e finalmente o “diabo não teria mais do que nos acusar”. Para quem não sabe, esta é uma prática da filosofia oriental Sei-Cho-Noe em suas reuniões.
Ao voltarmos para ao local das palestras, sentido-nos “livres”, encontramos um ambiente totalmente diferente. Em vez de uma música suave e introspectiva, tocava-se “Eu Quero é Deus”. A euforia era total entre todos, nossas emoções estavam à flor da pele e comemorávamos como numa conquista de copa do mundo: pulos, abraços, risos e lágrimas de alegria. Afinal, estávamos “limpos e livres”.
No último dia as exigências já não eram tantas e assistimos a uma palestra onde nos foi passado o modelo de células do G12. Depois fomos orientados a deitarmos e a fecharmos os nossos olhos, sob pena de que, se fizéssemos o contrário, seríamos considerados desobedientes. Colocavam algo ao nosso lado e falavam até o momento em que nos foi liberado abrir os lhos. Do nosso lado se encontravam um pacote com fotos e correspondências de nossas esposas e familiares. Poucos conseguiram conter a emoção. Pronto! o encontro teria sido tremendo!!! e nada mais que isso poderia ser dito após o nosso retorno.
Confesso que não me lembro de todos os detalhes e preferi não expor outras coisas que considero de menos importância.
Nota-se claramente o forte apelo emocional do encontro, desde a sua preparação, o seu segredo, a sua chegada com o forte sentimento de opressão que viria mais tarde a contrastar com a sensação de liberdade.
Tudo preparado nos mínimos detalhes para uma manipulação emocional e psicológica que viria a parecer algo espiritual, impressão que muitos têm e por isso eles fazem declarações emocionadas, tipo: “finalmente conheci a Jesus”, “agora eu realmente me converti”.
A música, o ambiente cheio de recomendações de silêncio, as palestras emotivas, o momento da cruz (ficávamos de braços abertos, olhos fechados, e visualizando a crucificação de Cristo), o correio e no meio disto tudo, o ensino de um método que parece a única solução para a igreja, o único viável, bíblico e cristão.

Maldição Hereditária
Os defensores desta “doutrina” que não é nova, pois surgiu e foi abominada nos Estados Unidos há muito tempo, se baseiam em alguns textos isolados do Antigo Testamento.
Aprendi muito cedo em minha vida cristã que “texto fora do contexto é pretexto para heresia” e por isso me detive a estudar sobre a viabilidade da hereditariedade da maldição.
Em primeiro lugar devemos nos deter a conceituar corretamente maldição. Nos povos do A.T. a maldição era vista como um agouro, uma praga geralmente usada por pessoas de menor posição social como defesa ou revide contra pessoas mais poderosas econômica ou politicamente.
Muitos hoje vêm maldição como uma entidade de vida própria capaz de se retransmitir de uma para outra geração como um ser poderoso que aprisiona e determina a vida de quem a recebe.
Dentro do contexto bíblico a definição que me parece mais viável é a que li num dicionário teológico: “A maldição é a sansão da Lei Divina”. Portanto, a maldição surge como a sentença ou punição para quem infringe algum aspecto da Lei.
O texto de Êxodo 20:5 diz o seguinte“Não te encurvarás a elas nem as servirás; pois eu, o Senhor sou Deus zeloso, que visito a maldição dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”. Êxodo 20.5Fiz questão de sublinhar a frase acima, pois dá ênfase à sobre quem recai a maldição. O texto se refere ao pecado da idolatria e aqueles que deixam de adorar o Deus verdadeiro para se curvarem diante de imagens. Não vejo como enquadrar esta punição a um cristão, pois não consigo compreender a existência de um cristão que odeie ao Senhor e que, sendo cristão verdadeiro, se curve diante de ídolos.

Quero deixar bem claro que não questiono a existência de maldição sobre os ímpios (PV 3:33), a própria condição de ímpio é por si só maldita. Porém, para se conceber a existência da maldição sobre os crentes é preciso má fé e um espírito que deve ser provado como manda a Bíblia.
A Palavra de Deus enfatiza a responsabilidade individual. O texto completo de Ezequiel 18 mostra esta realidade com clareza. A história de um pai justo que gera um filho injusto com práticas equivalentes a feitiçaria, idolatria e adultério, mas que gera um filho justo que por sua decisão própria pelo caminho correto não sofre as conseqüências dos pecados do pai.
Frise-se o versículo 20 de Ezequiel 18:

“A alma que pecar, essa morrerá. O filho não levará a maldade do pai, nem o pai a maldade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”
. Ezequiel 18.20Sabendo que a maldição resulta de uma infração a Lei de Deus e que somos falíveis, como nos livramos dela? O texto de Gálatas 3:13 responde

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, pois está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”
. Gálatas 3.13Entregando-me a Jesus sou absolvido das sanções da Lei, nenhuma condenação há para mim (Rm 8:1).

O próprio Senhor Jesus tratou de desfazer este pensamento no meio dos seus discípulos, basta ler com atenção ao relato de João 9: 1-3 e se chegará a este entendimento.A Realidade Atual
A prática de “quebra de maldição” é apenas mais uma das práticas místicas do G12, aliás o misticismo é algo muito presente nas igrejas da “Visão” e surge como fórmula para os líderes manterem a submissão dos seus rebanhos. Pude comprovar isto na igreja da qual fiz parte quando algumas irmãs foram orientadas a colocarem fitas adesivas na boca como “ato profético” contra a maledicência. Em outra igreja da nossa região, irmãos e irmãs rasparam a cabeça como forma de “batalha espiritual” contra aqueles que fazem o mesmo em centros do baixo espiritismo.
Há um visível sectarismo nestas denominações onde aqueles que não aceitam o G12 são quase que enxotados para fora, como foi o meu caso. Meu antigo pastor disse-me que seria mais sincero que eu saísse da igreja do que continuar nela sem aceitar a visão.
Afora isto tudo, há o ensino do perdão a Deus. Mesmo que em muitos livros, os líderes da visão tenham se apressado em cobrir esta orientação com líquido corretivo, este ensino continua a ser proferido. Tive um dos momentos de maior tristeza quando depois de um dos últimos encontros, uma irmã subiu ao púlpito para testemunhar as “bênçãos” recebidas e disse que a principal delas foi o fato de ter “aprendido a perdoar a Deus”.
Como um Deus soberano e infalível pode precisar do perdão de pecadores? A justificativa dada por eles para este ensino é a de que muitas pessoas não aceitam a perda de entes queridos e ficam magoadas com o Senhor.
Ora, não seria o mais certo ensinar a estas pessoas sobre a necessidade de se reconhecer a soberania de Deus em vez de se criar um doutrina baseada em experiência particulares? Afinal,“Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa”. Nm 23:19As igrejas têm se divido, irmãos e até famílias têm sido separadas. Difícil imaginar algo que venha do Pai e promova separação, se o ensino de Jesus sempre foi o da unidade.

Os que defendem o G12 apregoam que este método faz a igreja crescer, mas é necessário lembrar que uma igreja não deve crescer apenas numericamente pois o verdadeiro crescimento requer compromisso com a Palavra, vida de santidade, tudo baseado no Evangelho.
O crescimento numérico de uma igreja não deve ser o referencial para dizermos se ela é genuinamente evangélica, pois se assim o fosse teríamos que reconhecer os mórmons, as testemunhas de Jeová, o catolicismo, a renovação carismática católica e outras seitas como movimentos evangélicos.Para Pensar
Por que muitos homens experientes caíram? Não sei exatamente a resposta, porém o que salta aos olhos é que aqueles que tinham a presunção, a má ambição e o desejo de serem conhecidos como “grandes líderes” foram presas fáceis para esta armadilha.
Soa muito bem aos ouvidos de certos líderes o reconhecimento humano expressado em títulos como “pastor de multidões”, “apóstolo de grandes igrejas”, etc.
Pode-se dizer que estes líderes são até bem intencionados na falsa tese de que “os fins justificam os meios”. Porém, como dizem por aí: “de bem intencionados, o inferno está cheio”.
Para um cristão verdadeiro um objetivo só é justo se os meios para atingi-lo forem justos e transparentes. Não me parece correto prometer um avivamento e promover manipulação emocional e psicológica, prometer um “Encontro com Deus” e entregar um encontro com Freud.
Em nenhum momento me contraponho ao método bíblico (Atos dos Apóstolos 20:20) de igreja em células, algo que surgiu na Coréia e que se comprova na prática um excelente método de crescimento sadio da igreja. Mas é bom frisar que este modelo surgido primeiramente na Ásia nada pouco tem haver com o G12, um conjunto de falsas doutrinas adicionadas a uma série de artimanhas manipuladoras, numa perigosíssima mistura escondida por trás de um belo método.
O grande perigo das heresias não são as suas mentiras, mas as suas verdades. Primeiro se conta uma verdade, outra verdade e, depois que você é envolvido por estas “verdades”, surgem sorrateiramente as mentiras.
Façamos como os crentes de Beréia, que foram chamados de mais nobres porque tinham o zelo de consultar nas Escrituras se aquilo que lhes era passado era verdadeiro (Atos 17:10-11).Gostaria de encerrar provocando algumas reflexões:
Que evangelho é este que prioriza os programas em detrimento das vidas?
Que evangelho é este que incentiva a competitividade entre os membros que almejam ser um dos “doze” do líder?
Que evangelho é este que se baseia em textos isolados e incentiva a crença na teologia da prosperidade?
Que evangelho é este que nega a cruz e lança maldição sobre os salvos?
Que evangelho é este que manipula emocional e mentalmente as pessoas?
Que evangelho é este que confunde avivamento com gritaria?
Que evangelho é este que faz um retorno claro às bases legalistas do judaísmo?
Que evangelho é este que faz uso de práticas ocultistas e de ritualismos?
Que evangelho é este que fala em santidade e oculta as suas verdadeiras intenções, prometendo o espiritual e dando o meramente emocional?
Que evangelho é este que em vez de unidade promove separação?
A resposta para estes questionamentos se encontra em Gálatas 1:8“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema”.Gálatas 1.8Autor: Clériston andrade – Texto publicado em HermesFernandes.com

Eu creio em um avivamento!

Avivamento

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Muitos creem em um avivamento tal, que converterá todo o Brasil e fará de nossa nação um país predominantemente evangélico. Isso é reforçado pelas estatísticas do IBGE, que dizem que os evangélicos são 25% da população brasileira e em 10 anos, esse número chegará a 50%. Não duvido que isso acontecerá, alias, acho muito provável que isso aconteça. O que eu me pergunto é: Qual a qualidade desses evangélicos? Uma boa parcela dos que se declaram evangélicos nunca leu a bíblia inteira e nem se dedica ao estudo das Escrituras, não conhece os conceitos básicos do cristianismo, não sabem julgar se uma música é bíblica ou não, só vai pra igreja esperando receber alguma palavra que mudará sua vida. Muitos desses evangélicos sequer tem bíblia em casa.
A principal característica de um avivamento é a intimidade com Deus. Isso não significa falar em línguas estranhas, pular, rodopiar, pregar, dar aulas na escola dominical, escrever para um blog. Avivamento implica diretamente em transformação de vida, mudança de conduta e hábitos. Quando há um avivamento, as mudanças passam a ser notórias.

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Coríntios 5:17)

O problema é que hoje vemos pessoas que se dizem evangélicas, mas que não esboçam qualquer tipo de mudança. Continuam com os mesmos hábitos e envergonham o evangelho de Cristo. Muitos usam o discurso do “venha como estás” e eu concordo que a pessoa deve vir a Cristo como está, mas isso não é um álibe para permanecer da forma que está. A exigência de Cristo para O seguirmos é que neguemos a nós mesmos e tomemos a nossa cruz (Marcos 8:34)
Os artistas estão se tornando evangélicos, mas continuam em suas práticas, como por exemplo o ator de filmes pornográficos Kid Bengala, o boneco Xaropinho do Ratinho, a Monique Evans dentre outros. Sei que existem outros que se converteram de verdade e estão andando nos caminhos de Cristo e louvo ao Senhor por isso!

Creio que o avivamento que acontecerá em nosso tempo será muito mais individual que coletiva, Acredito que será restrita a igrejas locais, para que essas igrejas façam a diferença onde estão instaladas. O avivamento não é para toda a Igreja do Brasil, pois uma grande parte dela entende que avivamento é domínio nessa terra, conquista de poder político, riquezas e tudo mais que é terreno. Pouquíssimos pastores pregam sobre a volta iminente de Jesus, ou sobre a importância de viver em santidade, de se contentar com o suprimento que Deus tem nos dado.

A verdadeira Igreja de Cristo provará de uma avivamento para que possa alcançar aqueles que Deus já escolheu. Devemos nos lembrar que o nosso chamado é para fazer discípulos e ensiná-los a guardar tudo o que Cristo nos ensinou (Mateus 28:19-20) e isso é uma tarefa árdua, porque para sermos imitadores de Cristo, precisamos conhecê-lo e para o único lugar em que conhecemos a Cisto em sua essência é a Bíblia.

Temos que parar de prometer avivamentos que só fazem barulho e não acrescentam nada. Já tivemos centenas desses avivamentos em nosso país, mesmo todos tendo sido importados e todos passaram. Se você tem mais de 15 anos de evangelho ou estuda sobre a Igreja, já deve ter ouvido falar sobre unção do riso, do dente de ouro, dos quatro animais, pastores derrubando pessoas com o terno, grudando pessoas na parede, entre outras bizarrices. Tudo isso passou, ainda que as vezes tentem ressuscitar essas heresias.

Apenas aqueles que tem sua fé centrada em Cristo é que vão provar desse avivamento. Quem fica esperando bênçãos advindas de copos d`água, tolhas ungidas, de homens portadores de alguma unção especial não vão experimentá-lo, porque ele vem acompanhado de um conhecimento profundo das Escrituras. Temos de crescer na graça e no conhecimento de Cristo (2 Pedro 3:18) e Deus não divide sua glória com nada e com ninguém (Isaías 42:8).

Se você quer provar do verdadeiro avivamento, a receita é simples: estude a bíblia com seriedade e afinco, julgue tudo aquilo que ouvir em louvores e pregações, e para isso, a Bíblia deve ser a regra. Se não condiz com ela, despreza. Se condiz, abrace. Quem não tem vontade de aprender mais sobre a única regra de fé e prática do cristão, mostra que não tem desejo por conhecer mais o Deus a quem diz servir e isso pode ser um grave indício de que ainda não houve uma conversão verdadeira.

Que Deus nos ajude e a crescermos a cada dia em sua presença, até que possamos atingir a estatura de varão perfeito, ou seja, de Cristo (Efésios 4:14).

Deus te abençoe e que esse texto te faça refletir em sua espiritualidade. Se o Espírito Santo mostrar que algo está errado, mude, ainda há tempo!

Pastores bêbados nos Gideões!

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor Jesus!

Esse mês está acontecendo o 32 Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora. Evento esse que acontece em Balneário Camburiú, Santa Catarina, que é também conhecida como a Meca Pentecostal Brasileira. Por esse evento passam os mais famosos pregadores e cantores pentecostais brasileiros. Nesse evento acontecem aberrações sem limites, como por exemplo, o vídeo do Marco Feliciano pedindo a senha do cartão de um fiel e pedindo ajuda aos obreiros para que auxiliassem um tetraplégico a preencher um cheque de doação (assista o vídeo aqui: http://bit.ly/1mshWNl).

Abaixo, posto o desabafo do Pastor Cesino Bernardino, presidente dos Gideões com alguns comentários, que ao meu ver, são pertinentes:

Gostaria que o pastor Cesino respondesse as perguntas abaixo:

- Os pastor diz que os pastores brincaram, se envaideceram, se orgulharam, MANIPULARAM. Será que ninguém sabia que esses homens estavam no erro? Se sabiam e os deixaram pregar mais vezes, cometeram um grande erro. Se não sabiam, o erro foi ainda maior, pois é muito sério entregar um púlpito com a repercussão que o do Gideões tem nas mãos de uma pessoas que ninguém conhece o caráter!

- O pastor também diz que grandes pregadores que estão maltrapilhos e com o nariz estragado da cocaína pedem uma oportunidade (de pregar) para poder se levantar. Na verdade muitos pregadores enxergam o GMHU como uma bela vitrine e sabem que pregar lá renderá muitos convites para pregar pelo Brasil. Ou seja, um pastor afundado na cocaína que conseguir uma oportunidade de pregar no GMHU, terá carta branca em centenas de igrejas, causando um dano inestimável.

-  O pastor Cesino conta que seu filho encontrou um ex grande pregador bebendo na beira da praia, porque havia se decepcionado. Ao ministrar o pregador, o Reuel diz que ele deve se animar, porque Jesus ainda tem o PALCO a dar a ele. Nesse evento o altar é visto exatamente assim: um palco que vai me projetar nacionalmente. Se tem uma foto no pôster do evento, pronto, está lançado mais um grande pregador.

- Depois da oração, o pastor diz que poderia citar o nome de vários, sim VÁRIOS (não foi um caso isolado), mas que não faria por questão de ética. Pastor, me desculpe, mas não há como sanar essa sangria se não for alertado. Quem deu o púlpito nas mãos desses homens deve ter caráter de assumir o erro e dizer quem são. Enquanto estiverem protegidos pelo silencio do Cesino continuarão pregando por ai, se prostituindo, bebendo e levando dinheiro das igrejas (cobram caro pra pregar).

- Gente que saia do púlpito para o motel com cantoras famosas, que também estavam se apresentando lá. Será que nunca ninguém viu essa farra toda? Com certeza sim, mas como pra pregar nos Gideões é necessário PAGAR, se alguém denunciasse acabaria com esse negócio milionário de ceder o púlpito aos que querem enriquecer nas custas do Evangelho, que em 99% dos casos nem compromisso tem. São pregadores itinerantes, que não estão ligados a nenhuma igreja para não ter de dar satisfação a ninguém.

Agora uma pergunta a se fazer para o Pastor Cesino Bernardino: Esse desabafo veio depois de tanto tempo porque o Espírito Santo mandou concertar as coisas, ou só porque a música do Juninho Luthero (abaixo) veio a tona?

Minha oração é que Deus traga um verdadeiro arrependimento ao coração desses homens e que, se for a vontade de Deus, voltem a pregar, mas dessa vez com compromisso e responsabilidade.

Ah, antes de dizer que estou causando escândalo, que deveria orar em vez de denunciar, lembre-se que errado não é quem denuncia o escândalo, mas quem prega e dissemina heresias (Mateus 18:7) e quem se cala, se faz cúmplice deles

Que Deus te abençoe!

O gospel é POP!

Gospel_POP

Por Thiago Schadeck

Vivemos em meio a um fenômeno: Ser crente está na moda! Note que ser crente está na moda, mas ser cristão continua sendo tarefa para poucos.
Enquanto cada vez mais o gospel atinge personalidades e ganha espaço na mídia, mais o verdadeiro Evangelho se restringe aos guetos, às pequenas comunidades, aos que buscam uma espiritualidade sadia. Ser gospel e cristão ao mesmo tempo é impossível, pelo simples fato de que o gospel pouco ou nada tem a ver com o Evangelho.

Vamos falar do gospel, propriamente dito. A palavra gospel em inglês significa Evangelho, mas em nossas terras tupiniquins essa tradução não pode ser considerada válida. A única vez que vejo o Evangelho ser relativado para agradar as pessoas é em Gálatas 2:11-21, quando Pedro se deixava levar por aqueles que o cercavam e por conta disso levou uma bela bronca de Paulo, que diz que Pedro se tornou repreensível por sua dissimulação.
Na esmagadora maioria dos programas que os cantores ou pregadores gospel participam, o verdadeiro Evangelho não é pregado. Não fazem exigências de ter um tempo para poder falar o que quiser, de não haver edição com relação ao que é dito, de poder cantar ao vivo com tempo para ministrar. Não exigem porque tem medo de a emissora não aceitar e fechar o espaço para a divulgação do trabalho, até porque na maioria dos casos é trabalho mesmo e não ministério, como alguns insistem em defender.
A Globo tem aberto espaço ao gospel e alguns cristãos acreditam que isso é bom, que Deus está dando a emissora nas mãos deles para que o Evangelho seja pregado, mas na prática isso é só uma estratégia dela para ganhar um público que sempre a demonizou. Quando um cantor gospel se dispõe a participar de seus programas ele já sabe que terá de cumprir uma pauta, que só vai cantar com playback e que a conversa vai ser direcionada pelo apresentador. Em alguns casos ainda tem de engolir uma frase como a da Regina Casé: “Agora que já adoramos a Deus, vamos adorar ao deus samba”, depois de um dos mais famosos cantores gospel ter se apresentado em seu programa. Programa esse, alias, que é conduzido ao som de samba e tem fortes influencias das religiões afro.
Além disso a Globo também nos dá o Troféu Promessas de esmola. O evento consiste em `premiar`os melhores do gospel. Isso seria inadmissível há alguns anos, quando tínhamos adoradores e não artistas.
O mais curioso é que só são premiados os artistas da Som Livre (gravadora da Globo). Artistas esses que fazem campanhas em suas redes sociais. Não basta ter o ego do tamanho de um bonde, ainda tem que mendigar votos pra ganhar um premiozinho mediocre e tentar barganhar um reajuste na renovação do contrato.

O gospel tem produzido algumas coisas que não condizem com o Evangelho pregado por Jesus e difundido por seus apóstolos, vejamos algumas:

 

  • Artistas: Eu cresci em uma igreja pequena, com no máximo 100 membros e tive a oportunidade de assistir ao vivo muitos dos cantores cristãos dos anos 90. A maior parte do membros eram de condição humilde e moradores de uma favela próxima. A única exigência que esses cantores faziam era que pudessem vender suas fitas K7 após o culto e que a igreja bancasse o transporte. A hospedagem normalmente era a casa do pastor ou de um irmão que se oferecesse. Hoje em dia além do cachê, ainda exigem hotel pelo menos 4 estrelas, passagens em classe executiva, um veículo confortável para se deslocar do hotel para a igreja e um camarim com alguns mimos. Os artistas só entram para o culto no momento de se apresentar e saem de fininho logo em seguida. Quando ficam no templo esperando a sua oportunidade as pessoas pedem autógrafos, querem tirar fotos e atrapalham os que desejam cultuar o Senhor.
  • Show gospel: Até bem pouco tempo isso não era aceito nas igrejas, pois o entendimento comum dos crentes era de que não existe show em nome de Deus, mas que todas as reuniões dos santos era para cultuar a Deus e louvá-lo, sem levar qualquer honra por isso. Além do que nesses shows raramente se tem uma pregação e quando tem é só para tentar dar base a uma música egocêntrica que vai ser cantada em seguida.
  • Fã Clube: Esta anomalia está intimamente ligada aos shows gospel. Não é raro ver pessoas defendendo seus artistas favoritos nas redes sociais. Sabem todas as letras de cór, conhecem todos os gostos e mimos do seu artista, mas nunca leram sequer o novo testamento todo. Faça o teste, jogue o nome de um artista gospel no Google acompanhado da palavra “fã-clube” que certamente retornará ao menos um resultado. Isso é culpa dos próprios artistas e dos pastores omissos que incentivam essa idolatria.
  •  Cachês: Não é de hoje que os cantores vivem da música cristã ou gospel e sou totalmente a favor de que a igreja que os convida lhes dê uma oferta, afinal a maioria tem família para sustentar e largou tudo para se dedicar ao ministério, direcionados por Deus. O problema é que o gospel igualou os artistas gospel aos seculares. Agora eles só sobem no palco se todas as exigências forem atendidas, inclusive e principalmente as financeiras. O valor da oferta é combinado com antecedência e a data só é confirmada após o pagamento integral. Me desculpem, mas isso é cachê sim! Oferta não tem valor estipulado, não pode ser determinada por quem recebe, mas por quem a dá. Mas só existe quem cobra cachê porque existem aqueles que pagam. Pastores vendidos e vendilhões esvaziam os cofres da igreja para trazer esses artistas, simplesmente para lotá-la em um culto e quem sabe arrecadar mais que investiu através das ofertas do povo, venda de CDs, cantina e etc,
  • Prepotência:  Posso estar usando uma dose grande de saudosismo, mas os louvores antigos exaltavam ao Senhor, tinham letras bíblicas e edificantes. Apesar de não terem os arranjos e nem a harmônia musical que as músicas atuais tem, tocavam no profundo da alma. As músicas atuais exaltam o homem, deixam bem claro que aqueles que atravessarem seu caminho vão ser fulminados pelo poder do nosso Deus. Que Deus vai ter que te exaltar e abençoar para que a ralé veja que você é escolhido pra vencer e se arrependa de terem tentado te barrar. Falam só de vitória, bênçãos, prosperidade e de cruz, arrependimento, volta de Cristo nada!  
  • Idolatria: Esse é o resumo de tudo o que foi citado acima. Só existem os ídolos porque há aqueles que os colocam nessa posição. Reconheço que muitos dos artistas atuais se propõe a adorar a Deus e não buscam a glória para si, mas também não fazem nada para que essa idolatria acabe. Não tem coragem de corrigir os fãs por medo de perdê-los e consequentemente diminuir a quantidade de shows, vendas de CDs, aparições em programas de TV e rádio. Os pastores e líderes também são culpados por terem medo de discipular essas pessoas em amor e na verdade. Se negam a mostrar para a pessoas que estão no erro, porque o gospel prega um evangelho politicamente correto, que releva e relativiza tudo.

Infelizmente muitos tem se perdido e lançado mão de artifícios mundanos pra tentar atrair as pessoas para a Igreja, acreditando que a pregação não é suficiente. Em vez de a Igreja influenciar o mundo, ela que está sendo influenciada por ele. Hoje temos UFC, Capoeira, festa junina, amuletos (flor, sal, óleo de Israel), venda de indulgências, dentre outras nojeiras. Os fins estão justificando os meios. Se as pessoas estão vindo para a Igreja o objetivo foi alcançado. Não importa se vão se converter ou não, o que vale é o templo lotado para satisfazer o ego da liderança. A rotatividade nessas igrejas é inacreditável, as pessoas vão quando precisam de algo, ou quando estão se sentindo mal, necessitando ouvir palavras de auto-ajuda.

A solução para isso mudar começa em nós. Temos de conhecer ao nosso Deus cada dia mais, devemos ter intimidade com a Sua Palavra para podermos julgar se o que está sendo cantado é realmente de Deus ou se é uma letra humana e egoísta. Os cultos de ensino, como as escolas dominicais são de extrema importância.

Que Deus nos ajude a voltar aos cultos simples, com adoradores que louvam ao Senhor em espírito e em verdade!

Que Deus te abençoe!

Igrejas evangélicas: um verdadeiro Frankenstein

Frankenstein

Por Thiago Schadeck

As ideologias humanas tem transformado a igreja, enquanto corpo de Cristo, em um enorme Frankenstein. Cada ramo teológico diz fazer parte do corpo, mas não se considera da mesma espécie e por conta disso ficam se atacando. Não quero aqui dizer que temos de tolerar erros teológicos crassos ou fingir que não vemos a bíblia ser deixada de lado por pseudo pregadores. Falo aqui de cristãos sinceros, que buscam viver para Cristo e segui-lo com todas as suas forças. Essas pessoas muitas vezes são enganadas por falta de conhecimento, que na maioria das vezes são omitidas por seus líderes.
Alias, muitos simplesmente reproduzem frases desses falsos pastores sem pensar ou analisar, de tão enraizado que isso está em suas mentes, por exemplo: “Crente que não faz barulho está com defeito de fabricação”,”Meus amigos `sorveterianos'”, “Igrejas locais geram pastores, igrejas apostólicas geram multidões”, “Calvinista, como o apóstolo Paulo”  e etc.

Mas imagine comigo, se juntarmos as principais características de cada tipo de igreja dessas. Certamente teríamos cristãos mais produtivos ao Reino e que trariam muitos frutos.

Pentecostais
Quem dera se todos os cristãos tivessem o desejo de ter experiências com Deus como os pentecostais. Se todos orássemos como eles, esperando ouvir a voz de Deus. Muitos de nossos irmãos pentecostais fazem o sacrifício de subir o monte para orar por horas a fio, na expectativa de que terão algum contato maior com Cristo. Os pentecostais, em sua maioria, são fervorosos no que diz respeito a fé e são sinceros em sua busca por uma espiritualidade.
Se todos os cristãos tivessem esse espírito sedento pelo ouvir a voz de Deus, teríamos uma igreja muito mais atuante na oração e na busca por Deus.

Tradicionais
Os tradicionais são conhecidos por sua busca incansável em conhecer a Deus através das Escrituras, uma busca diária por saber o que Cristo ou o escritor de algum dos livros bíblicos quis dizer naquele versículo específico. As igrejas tradicionais investem fortemente nos grupos de estudos bíblicos. Muitas dessas igrejas tem estudos todos os dias, para todos os níveis de conhecimento. Fazem isso com o objetivo de que todos cheguem a maturidade através do conhecimento das sagradas Escrituras.
Se todos os cristãos tivessem a sede pela fidelidade bíblica dos tradicionais, as nossas pregações seriam muito mais sadias e a regeneração dos que nos ouvem seria muito mais visível.

G12/M12 (Igrejas em células)
As igrejas em células tem em sua matriz o evangelismo. Os membros dessas igrejas são encorajados a montar células de estudos bíblicos em suas casas e fazer discípulos. Outro ponto muito forte dessas igrejas é a submissão à liderança. O que o líder diz, vira lei. Não concordo com essa posição, porém nossos líderes devem ser respeitados, honrados e devemos nos submeter a sua autoridade – se concordamos que ela vem de Deus.
Quando alguém se converte em uma igreja em células, já começa a ser preparada para liderar, montar sua célula e evangelizar afim de atrair pessoas à sua célula.
Se todos os cristãos evangelizassem como os das igrejas em células, alcançaríamos muito mais pessoas para o Reino de Cristo e quem sabe cresceríamos muito mais na qualidade, pois para evangelizar  precisamos conhecer bem a Deus e a sua Palavra.

Neopentecostais
Os neopentecostais são aqueles cristãos das igrejas que dominam a mídia (rádio e televisão), em sua maioria tem as pregações baseadas em vitórias terrenas, vida próspera e saúde. O que me chama a atenção nos neopentescotais é a pregação convincente, pregadores cativantes, que prendem a atenção dos ouvintes e tem carisma para atrair as pessoas à mensagem que lhe é pregada.
Se nós, os cristãos, buscássemos de Deus uma homilética como a desses homens, que prendem a atenção daqueles que os ouvem e com isso introduzíssemos no coração dessas pessoas o evangelho verdadeiro a nossa pregação teria muito mais efeito.

Sei que em todas essas categorias de igrejas tem erros, que não podem ser considerados o modelo bíblico de igreja para os nossos dias, pois a Igreja não é uma instituição humana, mas uma obra divina, que nos juntou como seu corpo.
Devemos examinar tudo e reter o que é bom, assim como o Apóstolo Paulo nos ensinou.

Que Deus nos ajude a agradá-lo a cada dia mais e que sejamos mais parecidos com Cristo, que buscava a vontade do Pai em períodos longos de oração, conhecia as Escrituras e delas falava como quem tem autoridade, evangelizava e buscava atrair as pessoas para ser seus discípulos e pregava como ninguém jamais pregou, prega ou pregará, pois era a própria Palavra encarnada.

Deus te abençoe!

Cristo, o Rei da coroa de espinhos

Coroa

Por Thiago Schadeck

Quando pensamos na figura de um rei, logo nos vem à mente um homem poderoso, autoritário, alguém que todos os seus desejos se tornem leis. O rei é a autoridade máxima no território de sua jurisprudência e todos devem ser sujeitos à sua palavra, com o risco de ser banido do reino ou até mesmo morrer. Via de regra os reis usam coroas imponentes, de ouro maciço com pedras preciosas. A coroa é um status para esses reis, que fazem questão de ostentá-la.

Diferente dos reis desse mundo, o nosso Rei não é popular. Muitos já ouviram falar sobre ele e tem até fotos dele, mas poucos o conhecem e seguem as suas ordens e seus desejos. Nosso Rei é humilde, quando se deixou ser adorado por um povo que não era o seu, o fez sentado em um jumentinho emprestado (Marcos 11:1-10) e que nunca se negou a atender a qualquer necessitado (Lucas 6: 17-19). Nosso Rei nasceu em uma manjedoura, de família pobre (Lucas 2:24 e Números 6:10), filho de um carpinteiro pobre (Mateus 13:55) e que não tinha um palácio, ao contrário, sequer tinha onde reclinar sua cabeça (Lucas 9:58). Nosso Rei era submisso à vontade de alguém que lhe havia enviado com uma missão (João 6:38) e que cumpriu essa vontade até o final de sua vida (Filipenses 2:5-8).

Nosso Rei não foi exaltado nessa terra, tendo após si milhares de seguidores. Teve apenas doze e ainda foi traído por um deles. Multidões o seguiam pelo que ele poderia proporcionar e não por aquilo que ele era. Quando questionado por Pilates sobre seu Reino, o nosso Rei apenas disse que ele não era desse mundo (João 18:36). Se o nosso Rei não é desse mundo, a nossa pátria não é mais a daqui e sim a celestial (Filipenses 3:20, Hebreus 11:14-16). Nosso Rei foi um exemplo de servo, tanto de Deus quanto dos irmãos.

O mundo rejeitou o nosso Rei (João 1:10) e influenciados por seus inimigos o levaram até a cruz do Calvário (Lucas 23:21). Nosso Rei foi coroado com uma coroa de espinhos (Marcos 15:17) e foi zombado, mal tratado e humilhado (Lucas 22:64), mas isso não foi motivo para lhes lançar maldições ou tentar evitar algo, ele mesmo disse que se quisesse, o Pai lhe enviaria mais de doze legiões de anjos (Mateus 26:53). Do alto da Cruz, nosso Rei declarou seus desejos: Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem (Lucas 23:24). Teve a coragem de perdoar aquele que morria ao seu lado, um ladrão que merecia aquela morte (Lucas 23:40-43). O nosso Rei se sentiu sozinho, quando o Pai lhe virou as costas, deixando-o sozinho para carregar os nossos pecados (Mateus 27:46). Deus é Santo e não há como alguém que carrega pecados estar em comunhão com Ele (Isaías 59:2). Antes de expirar, nosso Rei declarou em alta voz que estava consumado! (João 19:30) e com esse brado, o véu do templo, que separava o povo do Santo dos santos, se rasgou de alto abaixo (Marcos 15:38) dando-nos o livre acesso à presença de nosso Deus!

Com essa atitude, nosso Rei se tornou maldição em nosso lugar (Gálatas 3:13), trouxe-nos a justificação e nos deu a paz com o nosso Deus (Romanos 5:1), nos livrou de toda e qualquer condenação (Romanos 8:1) e através de sua morte vicária na Cruz, nos reconciliou com Deus (Efésios 2:16). Nosso Rei é eterno,imortal, invisível e real (1 Timóteo 1:17). Com a sua morte na Cruz, cristo implantou o seu Reino que não terá mais fim (Isaías 9:7).

Na Cruz, o que para o mundo parecia uma derrota, foi a maior vitória já vista nessa terra (Colossenses 2:13-15) e deu a Ele o poder sobre a morte e o inferno porque foi morto, mas agora vive e reina para todo o sempre! (Apocalipse 1:18).

A morte não foi capaz de segurá-lo no sepulcro, mas ele ressuscitou ao terceiro dia! (Mateus 28:6)

Que a vida, morte, ressurreição de Cristo e volta de Cristo esteja em nossas mentes todos os dias, pois essa é a esperança do cristão nesses dias maus!

Deus te abençoe!

Por que temos tantas igrejas no Brasil?

 

igreja_BrasilPor Thiago Schadeck

Cada igreja tem suas características próprias, com seus erros e acertos. Diferente da igreja Católica, os protestantes não tem um comandante, que dita as regras e direciona a igreja pelo caminho que ele e seus cardeais vêem como o melhor.
Certamente a facilidade de se abrir uma igreja no Brasil fez com que a quantidade de templos e até mesmo de denominações explodisse nos últimos 10 anos. O que mais me intriga é: em quais condições, físicas e espirituais essas igrejas são abertas e para qual finalidade alguém abre uma igreja ou funda uma nova denominação.
Creio que há igrejas sendo abertas ou denominações sendo fundadas com a direção de Deus e buscando glorificá-lo, mas via de regra não é isso que acontece. Na minha opinião três motivos mais comuns (não necessariamente nessa ordem e nem são excludentes):

  • Ganância
    É inegável que igrejas podem ser lucrativas. Não pagam impostos, tudo o que é arrecadado passa primeiro pelas mãos dos que administram a igreja e nem sempre é necessário se ter conta em banco, pode-se fazer campanhas prometendo aos membros que se eles colaborarem financeiramente receberão das bênçãos de Deus.
    Alguns, ao ver sua igreja crescendo e o dinheiro entrando em volumes maiores, crescem os olhos e já imaginam o salário que poderiam tirar da igreja, dos carros que poderia adquirir, das benesses que poderiam ser desfrutadas apenas pelo fato de se ser o pastor.
  •  Orgulho
    Na sociedade egocêntrica em que vivemos, todos querem estar no topo da pirâmide e para isso são capazes de puxar tapetes, mentir, manipular, usar as pessoas e coisas ainda mais terríveis.
    Nem a igreja escapou disso e muitos aproveitam a facilidade de abrir uma igreja e se auto intitulam pastores, depois bispos e por último (por enquanto) apóstolos. Para tais homens, o peso que o título de pastor traz é muito mais importante que a função, muitas vezes não exercida. Há uns 15 anos ser pastor era a maior honra e responsabilidade que alguém poderia alcançar na igreja, mas isso tem ficado defasado, qualquer analfabeto bíblico que sabe repetir meia dúzia de frases que seu líder manda, pode se tornar um apóstolo. O orgulho de ser o mandachuva da igreja tem feito que muitos homens despreparados, sem a fé necessária para aguentar o peso do ministério e o principal: sem qualquer aprovação de Deus para ter dado esse novo passo assumirem uma responsabilidade enorme sem Deus ao seu lado.
  • Rebeldia
    Durante minha caminhada cristã, não foram poucas as igrejas que vi abrir por um sujeito que não sabia ser submisso à uma autoridade. Por não ter o dom de servir, simplesmente junta mais alguns e saem da igreja para fundar a sua própria denominação, via de regra com promessas de cargos. Quando isso acontece, em poucos meses as pessoas começam a ver, nas atitudes do novo líder, que erraram e deveriam ter ficado onde estavam. Alguns continuam na nova igreja por vergonha;,alguns voltam e se reconciliam com os irmãos e outros simplesmente desistem da vida em comunidade, no que diz respeito à espiritualidade.
    Normalmente esses rebeldes encontram outros insatisfeitos com algo e fomentam seus corações se colocando como o salvador de sua fé e a solução de todos os problemas eclesiásticos e se aproxima de tais pessoas até ganhar sua confiança. Quando há gente necessária, propõe a abertura de uma igreja, apenas para formalizar as reuniões. Ai começam os problemas!

Isso não significa que todas as igrejas abertas são sem direção de Deus ou por algum dos motivos acima. Creio que há igrejas sendo abertas com a direção de Deus, com o propósito de glorificá-lo e para pregar a Verdade do Evangelho de Cristo e alcançar aqueles sedentos por uma espiritualidade sadia. As pequenas comunidades são facas de dois gumes, podem ser bênção na vida dos membros ou uma maldição que os levará à uma teologia centrada no homem, baseada nas vitórias terrenas e prometendo o bem nessa terra, se esquecendo a vida eterna.

Cabe a cada um de nós examinar se a igreja em que congregamos é uma igreja sadia, que promove e exalta o Reino de Deus nessa terra, se nossos pastores vivem o que pregam, se a mensagem pregada é bíblica e se a vida eterna é o objetivo do povo.

Se nossa igreja não se enquadra nesses requisitos temos duas opções:

1 – Lutar pelas mudanças necessárias

Infelizmente há um pensamento equivocado no meio da igreja de que a palavra do pastor não pode ser contrariada ou ao menos debatida. Se a igreja em que congregamos não é séria o suficiente para nos alimentarmos, devemos contestar e lutar para que as coisas mudem e se ajustem à vontade de Deus.
Quando Lutero afixou as 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg, ele não queria criar uma nova igreja e sim corrigir os erros da Igreja Católica, a qual ele era monge.
Mas para termos autoridade nessa tentativa, precisamos conhecer muito bem as Escrituras, termos uma vida reta, digna e ser exemplo aos demais. Nesse caso, não basta ser direito, tem que parecer direito também e em nenhum momento sonegar a oração.

2- Trocar de igreja

Essa é uma opção a ser considerada, mas não deve ser banalizada. Já cansei de ver pessoas que não param em igreja nenhuma porque nos primeiros meses estão na “lua de mel” e não percebem os erros, mas quando esses ficam evidentes saem e vão para outra igreja, criando assim um circulo vicioso e a pessoa não cria raízes em lugar nenhum.
Existem casos que o melhor a se fazer é, sim, mudar de igreja, mas isso deve ser muito bem pensado e apenas depois de muita oração e concordância da família. Muitos jogam os filhos para fora da igreja por bobagens e depois culpam as igrejas. Precisamos ser diferentes e ter discernimento do propósito de Deus sobre nossas vidas.

O essencial deve nos unir: crer no nascimento virginal, na morte e ressurreição literal de Cristo, na sua divindade, que há um só Deus, que a nossa salvação vem apenas pela graça de Deus e não por obras nossas, que Deus não pode ser manipulado por nós, que somos a morada do Espírito Santo e etc.

Que você medite nesse texto e lute a cada dia pela sua igreja local. Se cada um de nós nos esforçarmos e conseguirmos tornar nossa igreja um pouco melhor, o resultado de nosso esforço vai redundar em igrejas mais saudáveis e o Reino de Deus será expandido de forma inexplicável!

Que Deus te abençoe!

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