Arquivo da categoria: Apologético

7 Maneiras de Combater o Evangelho da Prosperidade

idolatria-ganancia

 

Por Sugel Michelén

14 de Abril de 2014 

“Ser pobre é pecado” (Robert Tilton).

“Se agradarmos a Deus, seremos ricos” (Jerry Savelle).

“Deus quer que seus filhos vistam as melhores roupas, [...] dirijam os melhores carros e tenham o melhor de tudo; apenas peça o que precisa” (Kenneth Hagin, Sr.).

Essas são afirmações desconcertantes, porém comuns dos pregadores do “evangelho da prosperidade”. O deus deles é uma espécie de empreendedor cósmico que pode ser usado através dos dízimos e das ofertas para alcançar o que realmente importa: uma vida próspera em termos meramente terrenos.

“Foge também destes”

Paulo nos constrange a ficar longe de “pessoas que têm a mente corrompida e que são privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro” (1Tm 6.5). E em sua segunda carta a Timóteo, ele adverte seu filho na fé que “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, [...] mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes!” (2Tm 3.1-5).

Pedro também nos avisa que, assim como houve falsos profetas entre o povo de Deus na antiga aliança, “surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram” (2Pe 2.1-3; cf. Jd 11-16).

Infelizmente, apesar dos avisos claros das Escrituras, o evangelho da prosperidade possui um enorme e crescente grupo de seguidores. Isso não é difícil de entender, visto que a mensagem apela tão diretamente à nossa ganância natural. Ainda assim, é triste e desconcertante ver que tantas pessoas permanecem no movimento por um longo tempo, até mesmo por toda a vida, uma vez que os pregadores não são capazes de cumprir suas promessas.

A psicologia do evangelho da prosperidade

Por que o evangelho da prosperidade é tão atraente? Como ele ganha e mantém seguidores? Eu recentemente conversei com um irmão que esteve envolvido no movimento por 10 anos, que lançou alguma luz sobre a psicologia do evangelho da prosperidade.

    1. Um deus facilmente manipulado

O evangelho da prosperidade é atraente porque nos oferece um deus facilmente manipulado. Apesar dos ataques dos ateístas militantes nas últimas décadas, o homem não pode eliminar do seu coração a ideia de Deus, porque Deus deixou evidências de sua presença em toda a criação e deu ao homem a capacidade de entender essa evidência (Rm 1.18-21). O que torna o evangelho da prosperidade atraente para o homem caído é que ele parece colocar Deus do seu lado, eliminando o obstáculo da sua santidade e soberania.

O deus desses evangelistas não é aquele revelado nas Escrituras, de quem devemos nos aproximar segundo as condições que ele estabeleceu. Em vez disso, o deus deles é uma combinação do gênio da lâmpada de Aladim com um psiquiatra todo-poderoso, que pode ser facilmente manipulado através de ofertas e “palavras de fé”.

    1. Culpa e ganância

Segundo, o evangelho da prosperidade atrai as pessoas porque ele cria um ciclo de culpa e ganância. Quando as ofertas de riquezas ou saúde demoram para se materializar, as pessoas culpam a si mesmas por sua falta de fé ou por não serem generosas o suficiente. Essa culpa, combinada com a ganância em seus corações, as mantém agarradas às promessas desses falsos evangelistas, assim como o viciado em jogatina volta ao cassino diversas vezes esperando que um dia terá sorte.

    1. Temor religioso

Tais “evangelistas” tendem a inculcar temor religioso em seus seguidores para que eles não ousem questionar “o ungido do Senhor”. Isso impede a capacidade de seus ouvintes de objetivamente analisar o conteúdo da mensagem e a dicotomia evidente entre o estilo de vida deles e o modelo apresentado pelas Escrituras, sobre como o ministro do evangelho deve viver (1Co 4.9-13; 2Co 4.7-11, 11.23-28).

    1. Mordomia traz prosperidade

Outro fator que sustenta a propagação desse falso evangelho é que alguns experimentam, de fato, um grau de prosperidade financeira como consequência de colocar em prática princípios gerais de boa administração que aprendem em tais igrejas. Isso parece confirmar a legitimidade da mensagem que, por sua vez, aumenta a ganância em seus corações, pois “quem ama o dinheiro jamais dele se farta” (Ec 5.10).

Instruções para imunização

Como podemos imunizar nossos ouvintes contra essa ameaça? Eu tenho sete sugestões.

  1. Ensine-os a ler a Bíblia em seu contexto. Os pregadores da prosperidade citam as Escrituras, especialmente o Antigo Testamento, mas negligenciam os contextos geral e imediato dos textos que citam.
  2. Apresente claramente as exigências do evangelho (Mc 1.14-15; At 2.38, 3.19, 26) e o verdadeiro discipulado (Mc 8.38-37; Lc 14.25-33; Fp 1.29).
  3. Inculque neles o espírito dos bereianos (At 17.11). Uma coisa é respeitar a autoridade pastoral (Hb 13.17), mas outra coisa muito diferente é seguir cegamente um líder mesmo quando ele se afasta dos claros ensinos das Escrituras (Rm 16.17-18; Fp 3.17-19).
  4. Pregue sobre as advertências da Bíblia contra a ganância (Pv 23.4-5; Lc 12.15; 1Tm 6.6-10, 17-19; At 13.5-6).
  5. Ensine-os que Deus é bom, sábio e soberano na dispensação de seus presentes. Nem todos os seus filhos serão prósperos e saudáveis deste lado da eternidade, mas todos experimentarão o mesmo amor e cuidado paternal manifestado de diversas maneiras para a sua glória e o bem das nossas almas (Jn 11.3; Fp 2.25-30; 1Tm 5.23).
  6. Ensine-os em como lidar com a tensão de ser um filho de Deus vivendo em um mundocaído (Jn 15.18-21; 17.14-16; At 11.13).
  7. Acima de tudo, apresente Cristo como a pérola de grande valor, que infinitamente ultrapassa em valores qualquer coisa que este mundo transitório possa oferecer (Mt 13.44-46; Fp 3.7-8).

Tradução: Alan Cristie

Fonte:  http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/668/7_Maneiras_de_Combater_o_Evangelho_da_Prosperidade

Os Cristãos e o filme Noé

 

Noé

Por Thiago Schadeck

 

Nos últimos dias os cristãos tem invadido as salas de cinema para assistir o badalado e comentado filme “Noé”. Como os produtores previam, o filme fez muito sucesso e está em destaque absoluto nas redes sociais. Isso se deve ao fato de muitos crentes terem ido ao cinema esperando uma ilustração fiel do que a Bíblia descreve como o fim do mundo, mas ao assistir o filme perceberam que os autores não tiveram qualquer fidelidade às Escrituras e pior, chegaram a beirar a blasfêmia.
Concordo que os cristãos que se sentiram lesados com a história cinematográfica devem, sim, emitir suas opiniões e reclamar, afinal ir ao cinema está muito caro hoje em dia.

O problema começa quando exigimos uma fidelidade bíblica e coerência teológica inconcebível para Hollywood e não temos a mesma atitude com as pregações que assistimos e músicas que ouvimos. Quantas vezes assistimos a uma pregação de uma hora e sequer abrimos a Bíblia, seja por preguiça ou porque o pregador decidiu não utilizá-la?

Abaixo, vou listar algumas frases, que dão título à pregações e em seguida “louvores” que cantamos pensando que estamos agradando a Deus:

“Quem tem promessa de Deus não morre”
Sinceramente, eu gostaria muito de saber quem inventou essa bobagem. Com certeza quem começou com isso nunca leu a Bíblia toda e em especial o capítulo 11 de Hebreus, conhecido como “a galeria dos heróis da fé”. Acho muito difícil que algum cristão nunca tenha lido esse capítulo, pois é um dos mais conhecidos da Bíblia. De qualquer forma, vamos à refutação:

Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. (Hebreus 11:13)

Claro que vai surgir a pergunta: Mas Hebreus 11 fala de pessoas que alcançaram as promessas! Sim, muitos alcançaram o que lhes havia sido prometido, mas isso não significa que todos os que receberam qualquer promessa ficaram vivos para recebê-las.

“Os sonhos de Deus… “
Essa frase pode se enquadrar tanto em pregações como em músicas. Não sei quem começou com isso, mas uma coisa é fato, essa frase fere um dos maiores atributos de Deus, a sua Soberania! Deus não fica sonhando e torcendo pra que tudo dê certo no final, pois ele sonhou mas não tem qualquer poder para realizá-los.
Isso é um dos pontos do Teismo Aberto ou Teologia Liberal, que defende que Deus não conhece o futuro, que não pode fazer qualquer intervenção, porque criou a terra e o ser humano e os deixou abandonados à sua própria sorte para, quem sabe, se encontrar com ele no final de tudo.

Se lermos o livro de Jó, completo e não apenas os quatro primeiros e o último capítulos, veremos que nas coisas boas e ruins Deus estava no controle e ajudando Jó a perseverar, ele não estava alheio ao sofrimento do seu servo. Vamos ver o que o próprio Jó fala acerca da soberania de Deus:

Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido (Jó 42:2)
 

“O melhor de Deus ainda está por vir”
Essa frase tão dita como motivação quando as pessoas estão passando por alguma dificuldade, afronta brutalmente nosso Senhor Jesus. O melhor de Deus já veio e atende pelo nome de Jesus, o Cristo! Enquanto ficamos esperando o “melhor” de Deus, esquecemos de tudo o que Ele já fez por nós e pela salvação através da graça trazido por Cristo.
Além do desprezo ainda há um outro problema nessa frase, ela pode causar um descontentamento eterno, porque sempre ficamos esperando o melhor de Deus e nunca nos conformamos com o que já recebemos, tendo em vista que sempre há algo melhor da parte de Deus para nós!
Essa frase ficaria mais biblicamente correta se fosse: O melhor de Deus já está pra voltar!

Partindo para o lado musical, teremos de resumir, pois é um campo vasto de bobagens e heresias:

“A minha vitória hoje tem sabor de mel”
A vitória do cristão foi conquistada na Cruz do Calvário, quando Cristo derrotou Satanás e nos comprou com seu sangue, trazendo assim a esperança da salvação aos homens. Tenho certeza que para Cristo a Cruz e a vitória dele não tinham sabor de mel. Em seus últimos dias de vida, Jesus foi traído por um de seus discípulos, outros dez o abandonaram quando ele foi crucificado e antes de morrer, o Pai o abandona para morrer sozinho e pagar pelos pecados da humanidade. Acredito que Cristo não sentiu sabor de mel em sua vitória.

Vejamos as palavras do próprio Jesus acerca dos acontecimentos que teria de passar:

E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai. (Marcos 14:34)
 

“Restitui, quero de volta o que é meu…”
Essa música fez muito sucesso no início dos anos 2000 e até hoje é uma das mais tocadas nas igrejas evangélicas. Eu mesmo comprei o CD e cantei muito, porém se prestarmos atenção na letra veremos que é uma música totalmente egocêntrica e anti-bíblica! Vejamos alguns motivos:

- Nenhum ser humano pode exigir qualquer coisa de Deus. Nós somos os servos e Ele o Senhor. Ele faz o que quer, quando quer e como quer, sem obrigação nenhuma de atender nossas vontades egoístas.

- O que é nosso? Tudo o que temos vem do Senhor. Dele é a terra e a sua plenitude (Salmos 24:1) e porque dele, por Ele e para Ele são todas as coisas (Romanos 11:36). O Senhor, nosso Deus é soberano!

Concluindo, se você exige fidelidade bíblica do filme de Hollywood e gosta desse tipo de pregação ou música, é hora de rever seus conceitos e começar a exigir a mesma fidelidade de si mesmo, buscando conhecer mais o Deus das Escrituras e não o pregado nas igrejas de autoajuda, depois exigir que na sua igreja a Palavra seja pregada em verdade, se baseando somente nas sagradas escrituras e que os louvores exaltem e adorem unicamente a Cristo. Se todos os inconformados com o filme fizerem um pouquinho e mostrar que quer se alimentar de uma palavra pura, sem adicionar modismos ou frases de efeito com certeza teremos uma nova reforma protestante e voltaremos ao Evangelho Puro e Simples de Cristo.

Que Deus te abençoe e que esse texto te faça refletir na sua vida como cristão se tem se apegado a verdade ou ao que te agrada!

 

 

O ABANDONO DAS ESCRITURAS E A APOSTASIA

Por Renato Santiago

OXYGEN Volume 10

Paz seja com todos!

Após alguns anos na caminhada cristã, posso dizer que já vi praticamente todo tipo de loucuras em nome de Deus. Muitas vezes as aberrações doutrinárias partem de pessoas sinceras, que desejam servir a Deus de todo coração e com a melhor das intenções, mas sem direção. Infelizmente vivemos dias em que a sociedade está em declínio moral e espiritual, e isto está atingindo a Igreja de Cristo de maneira avassaladora.  Quem deveria ser “sal da Terra” e “luz do mundo” (Mt 5:13,14) acabou se tornando ínspido e apagado.

Poderia enumerar aqui alguns motivos para isso, mas nesse post gostaria de compartilhar o que penso ser um dos principais fatores que tem contribuído para a apostasia dos dias atuais: a falta de conhecimento das Escrituras Sagradas (principalmente no que tange à Exegese e Hermenêutica).

Normalmente quando uma pessoa se converte a Cristo, uma das primeiras coisas que aprende é que a Bíblia é a única regra de fé do cristão, correto? Sim, correto, mas maioria das vezes não é assim que tem funcionado.

Com a multiplicação de congregações e denominações atualmente, acabou se formando um número excessivo de líderes e pastores sem o devido preparo para o manuseio da Bíblia, contribuindo para o aparecimento e disseminação de doutrinas anti e extra-bíblicas. Ora, se o líder do rebanho não tem a instrução suficiente para manusear a Palavra de Deus,  que se dirá então dos membros? Como será a saúde espiritual de uma congregação que não se esmera em estudar a Bíblia? Não estou dizendo que todos tem que ter acesso à teologia ou seminários, não é isso, mas quem pastoreia um rebanho tem que ter o mínimo de discernimento sobre como interpretar as Escrituras, e poder assim alimentar suas ovelhas com “comida limpa”.

Uma famosa passagem do livro de Oséias reflete de maneira quase profética a situação atual: “o meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento…” (Os 4:6). O próprio Jesus alertou sobre a importância da Bíblia: “Errais não conhecendo as Escrituras e o poder de Deus.”

Por isso posso afirmar sem medo de errar: para a maioria dos cristãos (os evangélicos) de hoje, a Bíblia não é a exclusiva regra de fé de sua vida, a Palavra de Deus escrita não é autoridade máxima sobre pensamentos humanos, pelo menos para essa geração gospel.

“Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, luz para o meu caminho” (Sl 119:105) é um texto muito dito e pouco praticado. A maioria prefere seguir mesmo é a palavra dos homens, gostam de ser enganados, aceitam qualquer coisa, pensam que um pouco de verdade misturada com mentira resulta em uma quase verdade, alguns até costumam dizer que “realmente o pregador falou um monte de besteiras, mas o importante é reter o que foi bom”, ledo engano. Não à toa que Paulo elogiou os bereanos, afirmando que eles foram mais nobres que os tessalônicos simplesmente pelo fato de terem o hábito de consultar as Escrituras para ver se as coisas eram assim (At 17:11).

Se as pessoas amassem a  Palavra de Deus de verdade, não aceitariam tanta palhaçada em nome de d’Ele, não seriam tão facilmente levadas por todo vento de doutrina, não seriam tão facilmente enganadas pelos lobos devoradores (Mt 7:15), não acreditariam em falsas revelações, não seriam levadas por ondas de avivamento que só fazem as pessoas desmaiar e agir como loucas mas não produz nenhum fruto de arrependimento. A Bíblia não erra, devemos crer nela, somente nela como regra de fé.

Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).

adorando-arca

Por exemplo: é  comum vermos a influência do judaísmo no meio cristão, igrejas adotam festas e costumes judeus como se Deus estive se agradando disso. Pensam que adornar o templo com réplicas de utensílios do Tabernáculo tem algum valor espiritual, entram e saem de seus corredores carregando cópias da Arca da Aliança buscando simbolizar a presença de Deus (como se a presença do Senhor precisasse ser simbolizada na Nova Aliança), não imaginam que assim estão recosturando o véu, estão cuspindo na cruz de Cristo, se lessem o livro de Gálatas e entendessem o que ele diz, talvez saberiam que a Lei se cumpriu em Cristo, que não se remenda roupa velha com pano novo. Saberiam que o Cristianismo é superior ao judaísmo. Infelizmente, estes não conhecem a suficiência da cruz de Cristo, precisam de novidades, de símbolos, de entretenimento. Se conhecessem a Graça e a Liberdade que há em Jesus, não se tornariam macumbeiros travestidos de “cristãos”, inventando seus “atos proféticos” que não tem valor algum para o Reino.

Em vão porém me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Mc 7:6).

Se realmente entendessem através das Escrituras que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem (Hb 11:1) não teriam aderido tão facilmente ao misticismo idólatra da utilização de objetos ungidos, dando a desculpa esfarrapada de que são “pontos de contato”, na verdade são incrédulos, assim como foi Tomé, por que precisam ver, precisam apalpar para crer. Muitos andam como quem procura cartomantes, horóscopos, buscam revelações em pastores, “profetas”, adivinhos, fazendo um típico sacerdócio papal, onde o guru espiritual é dono da última palavra, e todos dizem amém.

Sabe por que acontece isso? Por que sua fé não está firmada sobre a rocha, mas é como uma folha de bananeira que balança para o onde vento sopra. Não tem consistência.

Se conhecessem o sumo-sacerdócio de Cristo, se entendessem a obra da Cruz, saberiam que o véu se rasgou de alto abaixo e abriu-se assim um acesso entre aquele que crê e o próprio Deus, não necessitando de nenhum mediador na Terra, pois Jesus é o único mediador entre Deus e o homem (I Tm 2:5). Mas não, muito viajam milhares de quilômetros para receber uma oração do pregador que viram na TV, um “ungido”, quase um Messias, pois a oração dele vai mudar a vida daquele que crê, e se vier acompanhada de uma “semente” (financeira) aí que os encostos não resistirão mesmo a tamanha fé! Será?

Acham um absurdo a idolatria católica com suas procissões infindáveis, mas se espremem em shows góspel, andam quilômetros em “marchas para Jesus” usando suas camisas com nomes de artistas atrás de lideres que só fazem politicagem, fazem fila para conseguir um autógrafo de seu cantor góspel favorito (e ai daquele que criticar os astros góspel, mesmo que suas canções sejam um poço de besteirol), ah, mas os católicos é que são idólatras, nós não somos, afinal de contas colocamos a Palavra góspel, aí fica tudo numa boa.

Falta Bíblia, falta ler, estudar e praticar. Servir a Deus é simples, em resumo é abandonar o pecado e viver segundo a Palavra de d’Ele, o Evangelho é simples, mas vivê-lo exige renúncia, exige abandonar o “eu” e levar minha cruz, amar o próximo, perdoar, andar na contramão do mundo, mas acreditar nisso pra que? Se o pastor da televisão disse que Jesus morreu na cruz para que eu fosse rico, feliz e saudável, e ainda provou essa tese ao exibir vários testemunhos de “vitória financeira”, ora ora, é isso que eu quero!!! É claro que eu creio, estou vendo!!!! Dizem.

É necessário voltar às Escrituras,  Jesus se revelou a nós através da Bíblia e o Espírito Santo nos guia a toda a verdade, precisamos incentivar a leitura e o estudo da Palavra de Deus em nossa casa, na igreja, precisamos ser corajosos como Lutero, romper com os dogmas humanos e enfrentar as influências demoníacas nas mentes das pessoas, através de oração, da pregação do Evangelho da Cruz.

A Bíblia é a Palavra de Deus, é nosso escudo, é uma espada contra as artimanhas de Satanás, nossa fonte de conhecimento de Deus, de sabedoria. É a Revelação escrita do amor de Deus derramado em Cristo Jesus, é um tesouro, uma fonte inesgotável de vida. Ame-a, esmere-se em buscar conhecer mais a Deus, procure viver Seus princípios, e desfrute da maravilhosa Graça que Ele nos concedeu.

“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (I Tm 4:1)

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2:15).

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (II Tm 3: 16,17).

Carta de Campina Grande – O compromisso da Igreja com o Evangelho Genuino

Na noite de encerramento do 16º Encontro para a Consciência Cristã, nesta terça-feira (04/03/2014), todos os 32 preletores do evento lançaram um documento, a “Carta de Campina Grande”. Nele, os palestrantes reafirmam e reasseguram o seu compromisso com o genuíno Evangelho de Cristo, sua defesa e sua pregação por todo o Brasil e todo o mundo.
 
Nós, do Pregando a Verdade, concordamos em 100% com essa carta e assumimos o compromisso de buscar viver esse evangelho com todas as nossas forças! Leia o resto deste post

OS 10 PRINCIPAIS ERROS DE UMA PREGAÇÃO NEOPENTECOSTAL

 

Antes de qualquer coisa gostaria de afirmar que acredito que boa parte dos pastores neopentecostais  amam a Cristo e desejam de servi-lo com integridade, honestidade e compromisso. Entretanto, em virtude do desconhecimento das Escrituras, além é claro de não terem sido qualificados para a pregação, cometem erros que muitas das vezes contribui com a maculação da mensagem. Nessa perspectiva não são poucas as ocasiões em que os pregadores neopentecostais erram feio passando aos seus ouvintes percepções equivocadas das Escrituras Sagradas.
Isto posto, gostaria de elencar aquilo que considero os 10 principais erros de uma pregação neopentecostal:

1-) Alegorização das Escrituras

Uma das principais características do pregador neopentecostal é o uso de alegorias em seus sermões. É comum por exemplo observamos muitos dos pastores neopentecostais dizendo aquilo que as Escrituras não ensinam. Outro dia eu ouvi um “Apóstolo” ensinando que os Jebuseus, heteus e amorreus (Dt 7:01; 20:17; Js 3:10) simbolizam, o diabo, a carne e o mundo. Para o pregador em questão toda vez que a bíblia faz menção aos amorreus, (Marcos 2: 3-12) significa que Deus deseja a morte do “eu”. Noutra ocasião soube de um pregador que ensinou que os amigos do paralítico curado por Jesus simbolizavam, amor, compaixão, misericórdia e companheirismo.
Caro leitor,  por favor pare e pense: não é isso que a Bíblia ensina não é verdade? O pregador poderia até dizer que os amigos do paralítico agiram com amor, compaixão, misericórdia, companheirismo e muito mais. Todavia, afirmar que os quatro representavam isso é demais da conta, não é mesmo? Quanto aos amorreus é uma forçação de barra  descomunal. Dizer que estes simbolizavam a morte do “eu” é demonstrar nenhum conhecimento de hermenêutica e exegese.
Alegorizar as Escrituras é um método de interpretação muito perigoso. O reformador alemão Martinho Lutero foi um grande defensor do método literal, em contraposição ao método alegórico que predominou na idade média.  Lutero dizia:  “As escrituras devem ser mantidas em seu significado mais simples possível e entendidas em seu sentido gramatical e literal, a menos que o contexto claramente o impeça”. João Calvino como Lutero, também rejeitava a interpretação alegórica das Escrituras. O reformador francês ressaltava o método histórico e gramatical, a natureza cristológica, o ministério esclarecedor do Espírito Santo e o correto tratamento das tipologias no Antigo Testamento

2-) Ausência de uma hermenêutica Bíblica

Um dos maiores problemas dos pastores neopentecostais  é a falta do conhecimento das regras da Hermenêutica Bíblica para a pregação da Palavra. Em virtude disso  é extremamente comum ouvirmos absurdos, que, muitas vezes, acabam causando enormes contradições doutrinárias e até mesmo as famosas “heresias de púlpito”.
A expressão Hermenêutica provém da palavra grega “hermeneutike” que, por sua vez, se deriva do verbo “hermeneuo“, significando: a arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos. Segundo a história Platão, foi o primeiro a utilizar essa palavra. A hermenêutica forma parte da Teologia exegética, ou seja, a que trata especificamente da interpretação das Escrituras.À luz desta afirmação gostaria de levá-lo a refletir comigo sobre os princípios hermenêuticos usados por Calvino:1º – Calvino Renunciou a alegorias  entendendo serem elas armas de deturpação do sentido das Escrituras.
2º   Calvino costumava enfatizar o sentido literal do texto.
3º   Ele acreditava que o ministro deveria ser inteiramente dependente da operação do Espírito Santo para a correta interpretação da Bíblia.
4º   Ele valorizava o estudo das línguas originais para melhor compreensão do ensino sagrado.
5º   Ele cria numa tipologia equilibrada, evitando impor a textos vetero-testamentários simbolismos que eles não suportam.
6.   E por fim ele acreditava que a melhor forma de se interpretar a Bíblia é a própria Bíblia.

3-) Exagero nas expressões coloquiais e chavões eclesiásticos

Uma das práticas pentecostais mais comuns é uso de chavões. Confesso que ouvir alguns dos nossos pastores pregando é um verdadeiro desafio. Se não bastasse o constante atentado ao vernáculo, suas mensagens estão repletas de expressões e chavões. É comum em meio às pregações ouvirmos: “Este varão é canela de fogo. Aquela irmãzinha que caiu no rétété. Deus desenrolou o mistério pro vaso? Eita manto, né? Não dá mole não que o chicote queima irmão! Ah! graças a Deus que eu conquistei a minha rebeca! Sim, porque jovem solteiro é treva, irmão! Tá amarrado! A abençoada é uma jovem crente! Consegui fugir dessa Jezabel que era laço! Julgo desigual não vale! É benção. Misericórdia! Oh glória! Somos cabeça, não cauda. Determine a benção! Quando eu era do mundo… Queima! Geração apostólica. Amém ou não amém? E diga  para a pessoa que está ao seu lado. Repita comigo! Pois é, em pregações deste tipo se gasta muito mais tempo usando os jargões evangélicos do que se proclamando a Palavra de Deus. Na verdade, boa parte dos pastores demonstram ao longo da aplicação da mensagem um completo despreparo teológico, optando assim escancaradamente pelo uso invariável de chavões.Isto posto, é impossível não nos lembrarmos de homens como o Dr. Martin Lloyd-Jones. Nos cultos que pregava, centenas de pessoas eram atraídas pela pregação expositiva da Palavra de Deus. O doutor, como era chamado, levava muitos meses, até mesmo anos, a expor um capítulo da Bíblia, versículo por versículo. Os seus sermões muitas vezes duravam entre cinquenta minutos e uma hora, atraindo muitos estudantes das universidades e escolas em Londres que encantados ficavam com a pregação do evangelho.Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.

4-) O uso e a miscigenação de textos bíblicos com textos bíblicos fora de contexto

Essa é uma prática muito comum entre os pregadores neopentecostais. Para fundamentar sua teologia os pastores em questão misturam textos variados usando-os fora de contexto para justificar seus ensinos equivocados. Nessa perspectiva por exemplo é comum o pregador neopentecostal ao ensinar sobre sobre um determinado assunto usar versos isolados das Escrituras, misturando-os segundo seu próprio entendimento, criando assim distorções doutrinárias das mais sérias. O interessante é que dificilmente você encontrará um pregador neopentecostal pregando as Escrituras de forma expositiva, até porque, se pregasse expositivamente ele não teria como sustentar seus ensinamentos.

5-) A forte ênfase na satisfação das necessidades humanas

Uma das principais ênfases da pregação neopentecostal é a satisfação das necessidades humanas. O púlpito neopentecostal não fala do pecado, das consequências dele, da salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, bem como das doutrinas fundamentais a fé cristã. Antes pelo contrário, no púlpito neopentecostal não há espaço para as doutrinas da graça, mesmo porque o foco principal do pastor neopentecostal é satisfazer o cliente.
Caro leitor, se fizermos uma análise dos cultos neopentecostais chegaremos a conclusão que boa parte do tempo da reunião é focado exclusivamente no homem e em suas necessidades.

6-) Foco constante em autoajuda e no bem estar humano

Os púlpitos neopentecostais  estão repletos de pregadores que abandonaram a exposição das Escrituras em detrimento a técnicas de autoajuda. Nessa perspectiva é comum encontrarmos nas homilias neopentecostais ênfases quase que exclusivas na satisfação humana, para tanto, tornou-se comum por parte dos pastores neopentecostais o uso de técnicas de psicologia e psicanálise em suas homilias. Pois é, a impressão que tenho é que alguns pregadores em nome da “satisfação humana” abdicaram da mensagem da Cruz tornando-se   mestres de autoajuda, afagadores do ego. 7-) Ausência das principais doutrinas cristãs como salvação pela graça, perdão de pecados e vida eterna
O pregador neopentecostal não prega sobre as principais doutrinas do Cristianismo. No púlpito neopentecostal não encontramos qualquer tipo de menção a doutrinas como Salvação pela graça, Imputação de pecados, volta de Cristo, destino eterno dos homens, juízo final e muito mais.

8-) Foco em riquezas e prosperidade

O pregador neopentecostal não tem outro tipo de pregação a não ser aquela que foque em  prosperidade, riqueza material e sucesso. No púlpito neopentecostal tudo está relacionado ao aqui e agora, e  o foco da mensagem é a satisfação humana. Para o pregador neopentecostal o que mais importa é a bênção de Deus sobre todos aqueles que invocarem poderoso nome do Senhor.

9-) Ausência do Evangelho

No púlpito neopentecostal prega-se tudo menos o evangelho. Nessa perspectiva dificilmente encontramos o pregador pregando sobre pecado, arrependimento, fé e necessidade de salvação. A mensagem do Evangelho para o pregador neopentecostal relaciona-se diretamente as bênçãos de Deus e nunca a necessidade de arrepender-se de salvação e vida eterna. 10-) A super valorização do poder do diaboAlguns pregadores neopentecostais enxergam o diabo em tudo. Os pastores em questão construíram em suas mentes a ideia de que a vida é um grande conflito entre forças opostas.
O Movimento neopentecostal tem contribuído efetivamente com a propagação deste conceito, concedendo a Deus e o diabo; pesos idênticos. Para estes, a vida é uma grande trincheira, onde satanás e o nosso Deus lutam de igual para igual pelas almas da humanidade. Esta afirmação aproxima-se em muito da antiga heresia conhecida como maniqueísmo que ensinava que o universo é dominado por dois princípios antagônicos e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, o Diabo ou o mal absoluto. Infelizmente por considerar o bem e mal, como forças idênticas em peso e poder, os pregadores desta doutrina rejeitam a soberania de Deus sobre o inimigo de nossas almas.
Caro leitor, as Escrituras Sagradas em momento algum nos mostram um mundo dualista onde bem e mal protagonizam batalhas pirotécnicas cujo final é imprevisível. Antes pelo contrário, ainda que a Bíblia nos mostre as ações ardilosas de nosso inimigo, os quais não devem ser desprezadas, ela jamais trata do diabo como alguém que tem poder para se opor a vontade soberana de Deus.
Por favor, pare, pense e responda: Quem está regendo os acontecimentos na terra, Deus ou o diabo? Quem reina majestosamente no céu, Deus ou o diabo? Quem a Bíblia diz que estabelece e destitui reis, conforme a sua soberana vontade?
Ora, a visão de Deus reinando de seu trono é repetida nas Escrituras inúmeras vezes (I Rs 22.19; Is 6.1; Ez 1.26; Dn 7.9; Ap 4.2). Na verdade, os muitos textos bíblicos possuem a função de nos lembrar em termos explícitos, que o SENHOR reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos. O senhorio de Deus é total e nem mesmo o diabo pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos.
Os neomaniqueistas sem que percebam rejeitam o governo de Deus na história, fundamentando sua fé em achismos e impressões absolutamente antagônicas ao ensino bíblico. Nas doutrinas neomaniqueistas, Caim virou Vampiro, portais dimensionais se abriram, trazendo a tona lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Além disso, batalhas hercúleas são travadas a cada dia no mundo espiritual por Deus e o diabo, demonstrando assim o “quão forte e poderoso é o inimigo de nossas almas”.
Caro leitor, Jesus Cristo é o libertador e rei triunfante, é o autor e consumador de nossa fé, o Senhor da gloria. Sobre ele satanás não teve controle, nem tampouco poder. Através da morte na cruz , Cristo quebrou as forças opressoras do diabo, transportando-nos graciosamente para o Reino de Deus Pai. A guerra já foi vencida! Louvado seja o seu santo nome por isso! Satanás não tem poder sobre os eleitos de Deus! Somos de Cristo, e com Cristo viveremos por toda eternidade!

Extraído do blog do Pr. Renato Vargens:  http://renatovargens.blogspot.com.br/2013/10/os-10-principais-erros-de-uma-pregacao.html

Deus tem uma porta aberta para você!

porta aberta

A paz do Senhor!

Hoje quero falar um pouco sobre um versículo muito conhecido e descontextualizado de Apocalipse 3:8:
Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar;

Via de regra, quando esse texto é lido, na sequencia começa uma rajada de promessas e profecias de que Deus abriu uma porta de emprego, prosperidade sem medida, que aquilo que Deus preparou pra te dar ninguém pode impedir. Colocam esse versículo em um contexto de toda sorte de bens materiais e sequer tem o cuidado de analisar o que o texto quis dizer.

Quando João, orientado pelo Senhor escreve o Apocalipse, ele mostra a glória de Cristo ressurreto ao lado do Pai. Em Apocalipse, o Cristo de Deus é apresentado como o vitorioso e não por acaso, Ele triunfou na Cruz e nos deu a salvação eterna. Logo, seria pouco provável, para não dizer impossível, o próprio Jesus prometer bens materiais ou um emprego melhor. Ele não morreu na Cruz do Calvário para isso!

Quando Cristo manda João escrever a igreja de Sardes, que tinha uma porta aberta para eles, dizia de si mesmo. Cristo é a porta que nos conduz à salvação e isso não pode ser revogado. Foi conquistado através de sua morte na Cruz e não há como alterar a verdade desse fato.

Vejamos alguns versículos que apontam para a ideia de que Jesus, o Cristo é a nossa porta para a salvação:

Cristo é a porta das ovelhas, que nos leva à salvação da alma

Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. João 10:7-9

Cristo é a porta estreita, que conduz à vida

Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Mateus 7:13-14

Um dia essa porta se fechará

E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. Mateus 25:10

A parábola das dez virgens, tratada acima, mostra que na ocasião da volta de Jesus, algumas igrejas deixaram de cumprir a vontade do Espírito Santo e por isso não estavam prontas para a eternidade. Quem busca satisfazer suas vontades, viver bem sobre essa terra, ouvir os falsos profetas que só sabem alimentar os orgulhosos certamente deixará o Espirito Santo em segundo plano.

Cristo é a certeza de nossa salvação, pois Ele é o nosso mediador e advogado diante do Pai, o único Caminho que nos religa a Deus e garante a vitória daqueles que entram por Ele.

Que Deus te abençoe!

O que é neopentecostalismo?

 

Tanto o Pentecostal como o Neopentecostal são definidos por sua teologia. É a teologia que caracteriza a identidade de cada um, por isso, o melhor é analisarmos historicamente e teologicamente a trajetória dos dois grupos cristãos.Os pentecostais

O movimento pentecostal surgiu nos Estados Unidos em Topeka, Kansas, no início do século XX. Influenciado pelo movimento pietista de comunhão com Deus através do estudo das Escrituras, movimento este que teve início em 1635.  Charles Parham fundou uma escola com a finalidade de estudar a Bíblia e buscar o avivamento de Atos capítulo 2. Um de seus estudantes, chamado Seymour passou a promover reuniões, em casas da cidade e, no dia 6 de abril de 1906, numa dessas reuniões, um menino de 8 anos falou em línguas, seguido de outras pessoas. Iniciava-se, assim, pelo menos formalmente, o movimento pentecostal.

Ênfase Teológica

No início do século XX, o pentecostalismo passou a enfatizar o batismo no Espírito Santo como revestimento de poder; as línguas estranhas como evidência da manifestação do Espírito Santo no crente; a manifestação dos dons espirituais. Numa das reuniões de Seymour, em Los Angeles, estava presente o pastor de uma igreja batista em Chicago, W. H. Durham, que também falou em línguas. No Brasil, o pentecostalismo está diretamente ligado ao movimento de Los Angeles, pois foram dois missionários deste movimento que trouxeram para o país o pentecostalismo. Daniel Berg e Gunnar Vingren, discípulos de Durham, em novembro de 1910. Eles chegaram ao Brasil convictos de que Deus os enviara a pregar a mensagem cristã a esta grande nação. Em junho de 1911, organizou-se em Belém do Pará, à Rua Siqueira Mendes, nº 67, a primeira Igreja de Fé Pentecostal no Brasil, primeiramente sob o título de “Missão de Fé Apostólica”, alterado em janeiro de 1918 para “Assembléia de Deus”, por Convenção realizada em Chicago, EUA.

Os Neopentecostais

Segundo Ricardo Mariano, em Neopentecostais – Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil, (citado na revista Compromisso, 1º trimestre de 2003, págs. 79-80), o movimento pentecostal brasileiro se divide em três ondas:

A primeira onda é o chamado “Pentecostalismo Clássico”, da Rua Azuza no início do século XX.  A segunda onda é conhecida por “deutero-pentecostalismo” ou “pentecostal neoclássico”, movimento de cura divina do início da década de 50. Por fim, a terceira onda: “neopentecostalismo”, tendo suas origens na segunda metade da década de 70. Os precursores do movimento neopentecostal (Edir Macedo, R. R. Soares e Miguel Ângelo) saíram da Igreja de Nova Vida, do missionário canadense, naturalizado norte-americano, Robert McAlister, e fundaram as primeiras igrejas neopentecostais em solo brasileiro: Igreja Universal do Reino de Deus (1977), Internacional da Graça de Deus (1980) e Cristo Vive (1986). Ao lado destas três primeiras igrejas, encontramos ainda outras comunidades que se originaram de outras denominações tradicionais.

Expoentes e raízes teológicas

Dois nomes bastante influentes na teologia neopentecostal, com certeza são: Essek William Kenyon e Kenneth Hagin.

1. KENYON. Nasceu em 24 de abril de 1867, em Saratoga, Nova York, EUA, falecendo aos 19 de março de 1948, ele tinha pouco conhecimento teológico formal. “Kenyon nutria uma simpatia por Mary Baker Eddy” (Gondim, p. 44), fundadora do movimento herético “Ciência Cristã”, que afirma que a matéria, e a doença não existem. Tudo depende da mente.

2. KENNETH HAGIN. Discípulo de Kenyon. Nasceu em 20 de agosto de 1917, em McKinney, Estado do Texas, EUA. Sofreu várias enfermidades e pobreza; diz que se converteu após ter ido três vezes ao inferno (Romeiro, p. 10). Aos 16 anos diz ter recebido uma revelação de Mc. 11: 23,24, entendendo que tudo se pode obter de Deus, desde que confesse em voz alta, nunca duvidando da obtenção da resposta, mesmo que as evidências indiquem o contrário. Isso é a essência da “Confissão Positiva”.

Estes dois são os pulverizadores da teologia neopentecostal não apenas no Brasil, mas em toda América, misturaram teologia com gnosticismo e criaram uma estrutura teológica que encontrou solo fértil num país como o nosso; que é de terceiro mundo e sofre com questões básicas como saúde, falta de moradia, segurança, entre outras.

Teologia dos Neopentecostais

1. Teologia da prosperidade: A teologia da prosperidade, defendida pelos neopentecostais, afirma que um cristão verdadeiro e fiel a Deus, tem o direito de obter a felicidade integral, pode exigi-la, ainda durante a vida presente sobre a terra.

2. Confissão positiva: Confissão positiva é um título alternativo para a teologia da forma da fé ou doutrina da prosperidade promulgada por vários televangelistas “a expressão “confissão positiva” se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão”.

3. Maldições hereditárias: Chamada também de Quebra de Maldições, Maldições Hereditárias, Maldição de Família e Pecado de Geração. Pode ser definida como: A autorização dada ao diabo por alguém que exerce autoridade sobre outrem, para causar dano à vida do amaldiçoado. A Bíblia ensina que a responsabilidade do pecado é pessoal: Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que tendes vós, vós que, acerca da terra de Israel, proferis este provérbio dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram? Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR DEUS, jamais direis este provérbio em Israel (…). Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá (Ez. 18: 1-4).

4. Possessão de crentes: Os pregadores neopentecostais tem uma cosmovisão que dá lugar à crença na possessão de crentes por demônios. Essa crença fica clara no livro Orixás, Caboclos & Guias: Deuses ou Demônios (pgs. 101-104) no capítulo “Crentes endemoninhados?” – Macedo afirma claramente que o capítulo é fruto de sua observação: “Este capítulo não existiria se eu não tivesse visto constantemente pessoas de várias denominações evangélicas caírem endemoninhadas, como se fossem macumbeiras, ao receberem a oração da fé”. O Bispo Macedo não oferece nenhum texto bíblico como argumento para comprovar tal doutrina. Apenas fez “uma observação”.

O culto neopentecostal

A Bíblia nos apresenta um modelo de culto que é a adoração a Deus na pessoa de Cristo. Portanto, Cristo é o centro do culto, tudo deve girar em torno dEle e para Ele (Hebreus 10: 19-25).
Não é o que vemos num culto neopentecostal, onde o homem passa a ser o centro (antropocentrismo) do culto, tudo é para o homem (letras dos hinos, mensagens proferidas, testemunhos e outros) e feito na intenção de satisfazer esse homem. Isto não é bíblico, por atraente e satisfatório que pareça, não é para o homem que prestamos culto e sim para Deus. É quando prestamos culto a Deus que somos confrontados com nossa realidade, e descobrimos que somos carentes da graça de Deus. Neste momento Ele nos edifica e restaura; num culto antropocêntrico não existe espaço para Deus.

Outras práticas do culto neopentecostal

Hoje observamos práticas que eram comuns na Idade Média onde o catolicismo se utilizava de objetos ditos sagrados (posse de relíquias; unção e santificação de objetos; água benta; pedaços da cruz de Cristo; bulas papais etc.) para efetuar cura e absolvição de pecados. Essas mesmas práticas, os cristãos brasileiros, até a década de 70, só as viam nos cultos sincretistas afro-brasileiros (banhos sagrados, uso de rosas vermelhas, sal grosso, entre outras). É de assustar quando vemos igrejas neopentecostais usarem práticas e objetos ( copo d’água, rosa ungida, sal-grosso, pulseiras abençoadas, peças de roupas de entes queridos, óleos de Jerusalém, águas do rio Jordão, trombetas de Gideão, cajado de Moisés, cultos de descarrego etc.) como na Idade Média e no sincretismo brasileiro, em seus cultos. Esses objetos acabam servindo de mediação entre o homem e Deus. O perigo é que a Bíblia nos apresenta Cristo como sendo o único mediador entre Deus e o homem (I Tm. 2:5; Hb. 9:15; Hb. 12:24).

A evangelização dos neopentecostais

Jesus nos ordenou a pregar o Evangelho a todas as criaturas (Mt. 28: 19-20), a mensagem deve levar o ouvinte a crer no Senhor Jesus Cristo e a se arrepender e confessar os seus pecados, para obter a salvação (Rm. 10:10). O que vemos na evangelização neopentecostal é uma mensagem onde a pessoa é levada a satisfação do bem estar pessoal e não a uma mensagem de confissão para o perdão; isto é proselitismo e não pregação do Evangelho. Proselitismo é quando uma pessoa faz adesão a uma religião não por fé, mas por costume. Isto era o que Israel fazia com as pessoas que não eram cidadãos israelitas, mas que queriam professar a mesma crença; esta pessoa passava pelo ritual da circuncisão e assim se tornava israelita.

Conclusão:

Devemos firmar o compromisso de que a Bíblia é nossa única regra de fé e prática, portanto, nossa conduta eclesiástica deve se pautar na revelação divina, não devemos copiar ou aderir à práticas que não são aceitas pelo nosso presbitério. Sejamos fiéis primeiro àquele que nos chamou e que nos colocou como servos seus, para cuidar do seu rebanho. Não temos o direito de transformar a Igreja de Cristo em uma comunidade com objetivo e propósitos diferentes dos ensinados pelo Senhor da Igreja.

Comentários

O crente é santuário do Espírito Santo: Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo (I Co. 6: 19-20).

O Espírito Santo tem zelo por nós: Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes? (Tg. 4:5)

O crente é propriedade peculiar de Deus: Em que também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança até ao resgate da propriedade, em louvor da sua glória (Ef. 1: 13-14).

Jesus é o mais que valente que tomou posse da propriedade (Lc. 11: 21-22), portanto em Cristo estamos seguros.

Fonte:  http://blogdopcamaral.blogspot.com.br/2011/03/o-que-e-neopentecostalismo.html

Igreja do Século 21 – Rica e Falida

Igreja RicaPor Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Desde 1.517, quando Martinho Lutero, enfim, conseguiu consumar o que ficou conhecido como “a Reforma Protestante” a Igreja Evangélica não passa por uma crise tão grande quanto essa do século 21. A Igreja de nossa época consegue algo aparentemente impossível: Ser rica e falida ao mesmo tempo.
Segundo as estatísticas do IBGE, os evangélicos já ultrapassam a marca dos 30 milhões, mas de modo geral, somos pouquíssimo representativos. Não temos uma voz ativa na nação, na política, nas ações sociais. Tudo o que temos são algumas pessoas engajadas em projetos isolados, que não contam com a ajuda da Igreja.

No Brasil, não há como definir o que significa “Igreja Evangélica”, pois essa “instituição” não passa de um sem número de denominações com idéias diferentes, teologias diferentes, maneiras diferentes de buscar a Deus e que pouco se esforça para aumentar ou gerar comunhão entre si.
Deixo claro que há valores inegociáveis, como uma pregação bíblica, a centralidade de Cristo no culto, a Soberania do Senhor, a inerrância das Escrituras, dentre outras coisas. Porém, por outro lado, existem práticas que não ferem a minha comunhão com Deus e devemos respeitar e nos esforçarmos para vivermos em comunhão, a pesar das diferenças.

Provavelmente a Igreja do século 21 ouviria de Jesus a mesma coisa que Ele disse á Igreja de Laodiceia:

Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Apocalipse 3:20

Notemos que essa Igreja deixou Cristo do lado de fora por se achar auto-suficiente. Eles se gabavam por estarem enriquecendo, de não ter mais necessidades materiais e que podiam desfrutar dos bens desta terra.
Ao dizer que essa Igreja não era nem fria e nem quente, Cristo deixou bem claro de quão irrelevante ela era. A Igreja do século 21 é exatamente igual a de Laodiceia, constrói templos enormes, que mais se parecem com palácios, paga fortunas por horários em TV e Rádio para pregar que em sua denominação é que Deus opera e vai realizar tdos os nossos desejos, até mesmo os mais esdrúxulos.
Muitas,  para não dizer a maioria, das denominações foram fundadas sem nenhuma direção de Deus, depois de uma briga por poder. Nesse caso, a pessoa sai, se auto consagra pastor, leva alguns membros de sua igreja antiga consigo e monta uma igreja  que funciona em torno de si. O que é dito de púlpito é lei, quem não se enquadrar à cartilha que a igreja prega é tido como herege, arruaceiro, endemoninhado – ainda que esteja corrigindo o povo através da Bíblia.
Só no Brasil existem mais de 12 mil apóstolos que na grande maioria – note que não coloco todos no mesmo balaio – são homens egocêntricos que acharam o título de pastor pequeno demais para eles e quiseram subir mais um patamar. Homens que diante de sua congregação são as bocas de Deus e que toda a revelação, necessariamente,  vem por eles. São considerados infalíveis por seus liderados, tal qual o Papa na igreja Católica. Nas igrejas dirigidas por pessoas com esse perfil, a leitura e estudo da Bíblia são colocados em segundo plano e desincentivados, pois se as pessoas souberem demais, poderão fazer perguntas constrangedoras ou até mesmo se levantar contra os falsos ensinos.

Por outro lado, ainda existe a Igreja séria, onde todo louvor, honra e glória é dada a Deus, o nosso Senhor. Igrejas essas que tem seu crescimento vagaroso, porém consistente. Os membros não são apenas mais um número, mas peças importantes no plano da Salvação, pessoas que serão discipuladas pela Palavra de Cristo e que aprenderão a ser imitadores de Cristo.
Nessas Igrejas o caixa nunca tem dinheiro sobrando, porque tudo o que entra já tem um bom destino no Reino, o pastor não tem salário de executivo de banco, os membros não são coagidos a aceitar tudo o que vem do púlpito, antes são ensinados a analisar tudo e reter o que é bom, a conferir nas Escrituras se o que está sendo pregado é realmente daquela forma.
Como o Senhor falou a Elias que ainda haviam sete mil que não tinham se dobrado à Baal, em nossos dias, o Senhor também tem separado para Si um povo que não se corrompe com os prazeres e as tentações desse mundo, mas se mantém fiel a Ele.
Mesmo em meio a tanta coisa errada , o corpo de Cristo se mantém incorruptível.
A Igreja – organismo – sempre prevalece na luta contra o inferno, pois o Senhor é quem a defende. Ela passa por muitas lutas e dificuldades, mas entende que essas privações vem do próprio Deus, que usa essas situações para aperfeiçoar a sua fé e ensinar a vontade Dele.

Que esse texto nos traga a reflexão de se a Igreja em que congregamos tem acrescentado algo ao Reino de Deus nessa terra. Se a resposta for não, devemos lutar para mudar a situação, conversar com nosso pastor e demonstrar os erros, apontando soluções. Se nada mudar, ore e peça para Deus te direcionar a uma Igreja séria, que quer viver para a glória de Deus.

Que Deus te abençoe!

 

A entrada triunfal de Jesus – o Rei humilde!

x

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Neste post quero refletir sobre uma passagem maravilhosa do Evangelho: a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém!
O texto bíblico que servirá como base dessa reflexão será Mateus 21:1-10, e utilizarei a versão da NVI (Nova Versão Internacional).

Essa é uma passagem profética, que aponta para o reinado de Cristo. Podemos refletir em alguns pontos do reinado de Cristo no versículo 5.

“Digam à cidade de Sião: ‘Eis que o seu rei vem a você, humilde e montado num jumento, num jumentinho, cria de jumenta’ “. Mateus 21:5

Os judeus não receberam a Cristo como o Messias e isso nos deu o direito de sermos adotados como filhos de Deus (João 1:11), consequentemente, também não o aceitaram como Rei. Neste ponto, não podemos condená-los, pois eles esperavam um rei que fosse guerrear por eles contra todas as formas de opressão, um rei politico, tal como foi Davi.
Hoje em dia, muitos cristãos ainda esperam que Cristo seja esse Rei autoritário, que manda para a forca qualquer um que se levantar contra alguém do seu povo. Querem misericórdia para si e justiça para os outros, quando o que Cristo nos ensinou foi que devemos ser servos e humildes a ponto de perdoarmos e abençoarmos essas pessoas, pois se for da vontade de Deus, eles se tornarão nossos irmãos em Cristo, no momento certo.

Outro ponto que devemos destacar é que Jesus não montou um um cavalo Mangalarga e sim em um JUMENTINHO EMPRESTADO. Infelizmente os pregadores do gospel ostentação não conseguem aceitar isso e insistem em dizer que aquele jumentinho era uma BMW da época. O segundo assunto mais tratado por Cristo em suas mensagem foi o dinheiro, porém sempre alertando para o perigo de torná-lo um deus para si, bem diferente do que vemos hoje. O amor ao dinheiro contaminou muitos líderes e os tem feito levar o povo a buscar a Deus a fim de receber bens materiais e esquecem-se de pregar sobre o reinado espiritual de Cristo e sua vinda que se aproxima. Alias, muitos por buscarem as bençãos materiais, deixaram de acreditar que Cristo virá novamente à esta terra buscar os salvos.

Analisando o evangelho e a vida de Cristo descrita nele, vemos que Cristo foi humilde do começo ao fim de sua vida. Aqui não trato humildade como pobreza, mas como atitudes humildes.

Em Filipenses 2:5-8, Paulo faz a melhor descrição do que é ser um verdadeiro cristão. Devemos imitar o caráter humilde de Cristo, que mesmo sendo Deus veio a esta terra, assemelhando-se a sua criação para salvá-la da condenação provocada por ela mesma e se humilhou de tal forma que se entregou para morrer numa cruz, que era o pior castigo de sua época.
Quando Cristo morre naquela cruz todos os nosso pecados estavam sobre ele e a partir dai Satanás não tem mais qualquer poder para nos acusar, pois Cristo cravou na cruz toda escrita de condenação que era contra nós, e como o Apóstolo Paulo escreve em Romanos 8:1: “Agora já não há mais condenação para os que estão em Cristo”.
Cristo, em toda a sua humildade, se sentou com ladrões, prostitutas, gente de fama duvidosa – para ser simplista, pois eram pessoas que viviam à margem da sociedade.
Dentre seus discipulos tinha um zelote (esquerdista que queria fazer justiça com as próprias mãos), um públicano (cobrador de impostos), tinha um ladrão que se fingia de cristão – o Judas Iscariotes, dentre outras figurinhas.

Quando a mulher entra no banquete e começa a lavar os pés de Jesus com suas lágrimas e secá-los com seus cabelos, o pensamento dos religiosos era: ele não sabe quem é essa mulher para deixar tocar nele! Parecido com alguns pastores de hoje em dia, que só dão atenção aos bons dizimistas e dixam os marginalizados de lado?

Quando Jesus aponta em Jerusalém montado naquele jumentinho, ele deu uma grande lição aos fariseus de sua época, que queriam ser chamados de mestres, serem saudados pelo povo e se assentarem nos melhores lugares dos banquetes, que aumentavam as franjas de suas vestes a fim de mostrar sua autoridade. Esses fariseus se parecem muito com alguns líderes atuais que quando alguém pergunta seu nome, reponde: “Pastor Fulano”. Para outros, o título (bíblico e de grande honra) de pastor ficou pequeno. Querem ser apostolos, patriarcas, reis, anjos e outras besteiras que são extra-biblicos e quem os ortoga para si o faz distorcendo a bíblia.

Temos de aprender a viver e andar como o nosso Senhor andou: Em humildade e serviço.

Com uma coroa de espinhos, se tornou nosso Rei para sempre!

Que sigamos as pisaduras de Cristo e vivamos para louvor e glória dele!

Deus te abençoe!

O valor da Amizade

amizadeO valor a

 

Desde nossos primeiros dias de vida, recebemos influências para fazermos amizades. Geralmente, os primeiros amigos são nossos parentes próximos, como irmãos, primos, filhos de amigos de nossos pais.
Algumas amizades se iniciam na infância e duram até o final da vida, outras começam em certo ponto da vida e duram pouco, outras são tão fortes que nos tornamos mais chegados que irmãos. Quem não tem ou teve um amigo que sabia de coisas que ninguém mais no mundo sabia. Amizades que se tornam verdadeiros laços de sangue e essas são preservadas por anos a fio e nada é capaz de separar.

As amizades são tão importantes que a própria Bíblia trata com clareza sobre o tema, como podemos ver nos versículos abaixo:

Depois dessa conversa de Davi com Saul, surgiu tão grande amizade entre Jônatas e Davi que Jônatas tornou-se o seu melhor amigo. 1 Samuel 18:1

Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão. Provérbios 18:24

Ama o amigo em todo o tempo, que na angustia nasce o irmão. Provérbios 17:17

Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. João 15:15

O próprio Senhor Jesus tinha amigos, eram principalmente os 12 discipulos, entre os doze tinham três mais chegados, e um que era mais chegado de todos, João, que se auto descreveu como o que Cristo mais amava e chegava a reclinar a cabeça em seu peito.

Até mesmo o próprio traidor, Judas iscariotes, foi considerado um amigo até o final. Jesus o chama assim, mesmo no momento que sabia estar sendo entregue à morte.

Jesus perguntou: “Amigo, que é que o traz? ” Então os homens se aproximaram, agarraram Jesus e o prenderam. Mateus 26:50

O apóstolo Paulo fala sobre a amizade em Romanos 12:15 “Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram.“. Chorar com os que choram é facílimo, mas se alegrar com a alegria de outras pessoas é simplesmente ser totalmente cristãos. Cometo a heresia de dizer que esse versículo pode ser traduzido em música, através dos acordes de “A Amizade”, canção do grupo Fundo de Quintal, que diz:

“A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir, somos verdade, nem mesmo esse samba de amor pode nos resumir. Quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso. Valeu por você existir, amigo!”

Encerro esse texto, pedindo que você reflita sobre quem tem sido seus amigos, se eles tem te feito crescer como cristão e como pessoa. As verdadeiras amizades buscam nosso bem e não nos prejudicam. Talvez você tenha considerado amigo, quem te considera apenas colega e isso precisa ser revisto.

Que Deus te abençoe!

 

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 525 outros seguidores