Ministerial

Por que é tão dificil exercer um ministério?

A Paz do Senhor Jesus Cristo, meus irmãos!

Ontem conversando com um irmão de minha igreja sobre  como é difícil termos um ministério na igreja, me surgiu a idéia de criar este post para compartilhar e trocarmos experiências sobre esse assunto. Sei que há muitos bons livros sobre o assunto, mas acredito que este assunto é tão vasto que ainda cabe mais este post.

Pela graça e vontade de Deus, exerço alguns ministérios em minha igreja, mas gostaria de ressaltar dois, o Ministério de Louvor e o Diaconato. São dois ministérios que requerem muito de mim, do meu tempo e de minha dedicação. Faço parte do ministério de louvor há quase 4 anos e sempre tive de enfrentar dificuldades para exercê-lo. Comecei tendo que aprender a tocar percussão, pois disseram para o pastor que eu tocava e ele comprou o instrumento. Agora me esforço (e perco os almoços de domingo em família) fazendo aulas de canto, pois estou no vocal. Amo louvar ao Senhor e é isso que me motiva a seguir em frente até quando o Senhor tocar no meu coração e me mandar “ceder a vaga” a outra pessoa.

Mas o ministério que tenho maior dificuldade e de onde vêm as maiores afrontas de Satanás é no diaconato. Não pedi para Deus e muito manos para o pastor para ser ungido diácono, aconteceu conforme o Senhor planejou para mim. Eu apenas disse eis-me aqui, envia-me a mim (Isaías 6:8). Fui separado diácono ainda muito jovem, com apenas 22 anos, o que fez com que muitos olhassem torto e duvidassem do chamado de Deus sobre a minha vida, afinal na igreja tinha gente com mais tempo de “crente” que eu de idade. O que me ajudou muito a passar por algumas tribulações nessa área foi uma pergunta que meu pastor me fez antes de me separar:

VOCÊ ESTÁ PONTO PARA LEVAR PEDRADAS?

A após essa pergunta veio o complemento. A partir do momento que você se destaca, os olhos de todos se voltam a você, devendo ser exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza  (I Timóteo 4:12). Isso quer dizer que nós, que exercemos um ministério não podemos mais nos dar ao luxo de errar. Vamos continuar pecando e errando porque ainda não alcançamos o corpo incorruptível, mas não podemos deixar que as pessoas errem e digam que só cometeram o erro porque nos viram o cometendo também.

Certa vez em uma reunião que acabou sendo aberta para todos da igreja, um membro que tem desejo de estar no púlpito pregando, mas não tem o desejo de ir a Escola Dominical, às aulas de homilética, aparece na igreja no máximo uma vez por semana pediu a palavra e começou a conversa com um rodeio mais ou menos assim:

– Pastor, gostaria de saber se o senhor vai começar a abrir oportunidades para novos pregadores, porque a igreja aqui é uma bênção, mas só o Thiago (eu no caso), o Juliano e o Antonio que pregam e isso acaba sendo meio monótono. Não que eles não sejam bons pregadores, mas sempre eles, acaba cansando.

Confesso que aquilo me subiu o sangue e me deu vontade de responder a ele tudo o que eu queria dizer sobre a falta de vontade dele em aprender mais e a “auto suficiência” que não deixava ele ver que estava no caminho errado. Porém o pastor tomando novamente a palavra explicou ao irmão com detalhes o que nós fazíamos além de pregar, o que não vou citar aqui pois o Senhor quem deve saber. Então o irmão totalmente sem graça pediu desculpas e disse que se soubesse disso não teria criticado.

O que eu achei mais interessante nesse fato foi ver que tal qual em uma empresa tem gente que quer “subir” (ser pregador não considero subir um degrau,  mas sim descer pois agora sou ainda mais servo dos meus irmãos) e não se importa se para isso terá que criticar ou desqualificar quem faz. E isso não é só na minha igreja ou na igreja X, ou Y. Isto acontece em todas as igrejas. Por isso sempre teremos de enfrentar as pessoas nos olhando torto, nos avaliando e nos acusando de fazermos algo para mostrar para os homens. Mas certamente quem pensa assim é porque se estivesse no seu lugar assim faria.

A responsabilidade de trabalhar para o Senhor

A responsabilidade de trabalhar para o Senhor é enorme, pois temos que ser exatamente iguais na igreja e fora dela, pois temos que ter o testemunho dos que estão dentro e também dos que estão de fora  (I Timóteo 3:7). Temos de ser bem instruídos e estudiosos da Palavra de Deus para não nos desviarmos do foco (Josué 1:7), a nossa pregação deve ser única e exclusivamente a Cristo e este crucificado (I Coríntios 2:2),  que de eternidade a eternidade ele é Deus (Salmos 90:2) e espalharmos que o nosso Senhor Jesus foi nos preparar lugar (João 14: 2-4)  e um dia ele descerá dos céus, assim como os Galileus o viram subir (Atos 1:11) e que virá nos buscar para encontrarmos com ele nos ares (I Coríntios 15:50-58 e I Tessalonicenses 4:16-18) e viveremos para sempre com ele no onde  e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. (Apocalipse 2:14). Aleluia!

Temos que nos manter firmes nesta fé, porque nós viveremos pela fé, mas se nós recuarmos o Senhor não tem mais prazer em nós  (Hebreus 10:38). Vale a pena nós retrocedermos e deixarmos todas as bênçãos que o Senhor nos prometeu, sendo a maior delas a VIDA ETERNA?

A sede de poder

A sede de poder é um dos principais motivos do fracasso ministerial de muitos que já foram homens de Deus. Muitos querem pregar só para poder mostrar para seu desafeto (infelizmente há desafetos nas igrejas, sim!) que ele é um “pregador da palavra” e jogar isso na cara dos outros. 

Há também aqueles que querem pregar apenas para apontar os erros dos irmãos, do pastor ou ainda pior, para contar coisas que sabe de algum irmão que o confidenciou. Esse tipo também costuma subir ao altar e se queixar da vida, de como tem sido difícil a luta, da perseguição que ele sofre na igreja e ao invés de encorajar os outros deixando claro que o Senhor é quem lhe dá forças, ele acaba passando a mensagem de que não sabe como fará para vencer as tribulações, o que certamente desanimará a muitos.

O amor ao dinheiro

Não são poucos que querem se tornar pregadores ou até pastores por causa do dinheiro. Querem cobrar para levar a Palavra, não aprendeu que de graça recebemos e de graça devemos dar (Mateus 10:8). Hoje em dia temos verdadeiros mercenários que se a “oferta”  (eu chamaria de cachê) não for boa ele não vai pregar. Tornam-se pregadores itinerantes não por amor ao evangelho (como muitos fazem e glórias a Deus pela vida destes) mas sim porque se torna fácil ganhar dinheiro, podem pregar todos os dias e ainda receber por isso.

Mas o Senhor não quer funcionários, quer servos, verdadeiros adoradores (João 4:23) que levem a Sua Palavra com temor e tremor, sabendo que é ele quem opera em tudo em nós (I Coríntios 12:6) e sem Ele nada podemos fazer (João 15:5)

É normal um obreiro da casa do Senhor sentir medo?

Sim! E não devemos nos envergonhar disso, porque quando estamos com medo é que mais nos apegarmos ao Senhor. Quando passamos por uma situação complicada ou até mesmo com riscos é que nos lembramos de Deus. Você ora com mais vigor quando seu filho está saudável ou quando ele está entre a vida e a morte na UTI? O medo da morte do seu filho que faz você se agarrar com Deus. Minha mãe se converteu assim. Quando eu era recém nascido fui internado e cheguei ao ponto de o médico dizer que se eu fosse transferido de hospital não resistiria. Mas como isso foi o médico que disse e não Deus, hoje estou vivo para glorificar o nome do Senhor e eu e minha casa servimos ao Senhor!

O apostolo Paulo teve medo, em II Coríntios 7:5 ele escreveu:

Porque, mesmo quando chegamos à macedônia, a nossa carne não teve repouso algum; antes em tudo fomos atribulados: por fora combates, temores por dentro

Isso é o que um obreiro passa, os combates que vem de fora e o medo que vem de Dentro, mas o apostolo Paulo não deixava abater com isso e nós também não devemos. Apesar de tudo o que Paulo passou ele nunca perdeu as esperanças, muito pelo contrário, o caráter de Cristo foi forjado nele, como podemos ver em Filipenses 4:12 e 13

Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.

Paulo também nos ensinou que apesar das dificuldades, o Senhor é conosco. Vejamos em II Coríntios 4:8-9 o que ele nos diz:

Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos a perseverar ainda que com dificuldades.

 Portanto meus irmão, se assumimos um compromisso com o Senhor, o levemos a diante, pois o Senhor quem nos chamou é fiel e justo para cumprir e aperfeiçoar aquilo que Ele começou (Filipenses 1:6) e que nos coroará com uma coroa incorruptível (I Coríntios 9:25) e nenhum trabalho no Senhor é vão (I Coríntios 15:58)

Que Deus abençoe a cada um e aos seus ministérios, pois devemos ser canais de bênção da parte do Senhor a fim de levarmos a Palavra que liberta os cativos.

Por favor comentem, opinem, dividam as experiências, para que todos cresçamos juntos!

Soli Deo a glória

Maranata, ora vem Senhor Jesus!

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4 comentários em “Por que é tão dificil exercer um ministério?

  1. A Paz do SENHOR
    meu nome é Guilherme eu fui ungido a Diácono por DEUS e exerço o ministério na igreja mais a pouco tempo o SENHOR usou uma profeta e falou que o senhor tem um instrumento nas minhas mãos e quando disse que eu fui ungido a Díacono (eu ainda sou novo ) ela ficou meio estranha parece preocupara mais tenho certeza que DEUS não faz coisas erradas mais agora preciso da sua ajuda qual deles ministérios exercer ? me responda o país rápido possível
    Deus te abençoe

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  2. Aqui é o Daniel Graco Pires. Graça e Paz. Vejo seu zelo pela obra do Senhor e seu conhecimento da palavra, que cita muito bem os textos e argumenta muito bem. Acredito que o Senhor já vem te usando em sua obra e com certeza será exemplo para outros. Parabéns pela dedicação, continue firme na fé e guardando a palavra do nosso Senhor Jesus Cristo. A Paz!

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  3. Meu irmão, a Paz do Senhor!

    Gostaria de fazer um comentario que pode te ajudar a se decidir.

    1º Se vc já participa do louvor, já deve se considerar um obreiro, pois o papel do levita (ou músico) não é só tocar, mas também de manter o templo em ordem, cuidar para que quando as pessoas chegarem encontrem um lugar acochegante onde se sentirão bem para adorar a Deus.

    2º Vc já prega, portanto tem o DEVER de pregar APENAS a Palavra de Deus. Isso é coisa de Obreiro também.

    3º Não basta apenas você ter a vontade de se candidatar, mas tem que ter a certeza do chamado de Deus na sua vida!

    Um obreiro deve ser exemplo, deve ter dedicação total e se não está preparado é melhor não aceitar o ministério, pelo menos nesse momento, pois a Bíblia é muito clara quando diz que a quem muito é dado, muito será cobrado.

    Meu concelho é que você ore e pergunte ao Senhor se ele quer de você um obreiro, e converse também com o seu pastor e exponha isso a ele.

    Que Deus te abençoe

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  4. TENHO O MINISTÉRIO DE LOUVOR, DE PREGAR E DE CURA, MAS TENHO TIDO DIFICULDADES PARA DECIDIR CANDIDATAR-ME OU NÃO AO CARGO DE OBREIRO DA IMPD, MAS AO MESMO TEMPO SEI QUE LÁ AS PESSOAS QUE FAZEM ISSO PRECISA SE DEDICAR MUITO, E NO MOMENTO NÃO POSSO ESTÁ LÁ SEMPRE POR MOTIVO DE TRABALHO E POR SER MUITO LONJE DA MINHA CASA

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