Igreja2

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Gostaria de propor uma reflexão, baseada em um pergunta que com certeza muitos já se fizeram:

Imagine se a Igreja de Cristo funcionasse como uma empresa, com Deus sendo o “acionista majoritário”, que melhor e mesmo sendo o mandatário, não interfere diretamente nas decisões da empresa, apena orienta e deixa que o “alto escalão” decida o que julga ser o melhor para a empresa.

Façamos um exercício de imaginação, se assim fosse, como seriam distribuídos os cargos:

Pastor:
O pastor seria o diretor, aquele responsável por administrar da melhor forma possível, estabelecendo um nome forte e um bom lucro.
O pastor teria a responsabilidade de administrar egos, vaidades, conflitos, intervir em situações complicadas e principalmente preparar os seus subordinados para que eles sejam funcionários invejáveis e cobiçados pela “concorrência”. Pela responsabilidade maior, provavelmente a recompensa (financeira) seria maior, colocando-o assim, numa posição privilegiada.

Presbítero:
O presbítero seria o superintendente, com a responsabilidade de gerir os demais funcionários e prestar contas ao diretor. Os presbíteros teriam a função de ser o administrador da área na qual foi designado a gerenciar e fazer com que aquela área contribua, em todos os sentidos, com o bom crescimento da “empresa”.
Se todos os presbíteros administrarem bem a sua equipe, no final, a união de todas trará resultados que sem a organização aplicada não seriam alcançados.

Diácono
O diácono seria uma espécie de chefe de sessão, que trabalha tanto quanto seus subordinados, e ainda tem de prestar contas de tudo o que sua equipe faz. Seria uma das funções mais importantes da empresa, visto que eles devem dominar o trabalho e saber administrar uma equipe, independente de seu tamanho.
Os diáconos devem ser uma referência entre os demais, pois ele será um espelho para a sua equipe, mostrando que não está acima de ninguém, mas no mesmo barco e com uma responsabilidade maior, pois prestará contas ao superintendente (presbítero)/

Membros
Os demais membros seriam a classe operária, a categoria mais importante na empresa, pois sem diretores, superintendentes, chefes de sessão, a empresa continua funcionando e produzindo, mas sem a mão de obra desta classe, a empresa para.
Na prática, sem membros, a Igreja perde seu sentido. Se não houver essa classe trabalhadora, os demais terão de fazer o que não é sua função. Lembro-me agora de um ditado que ouvi de um pastor: ovelha gera ovelha. Isso significa que para trazer pessoas para trabalharem na minha empresa, eu tenho de ser mais um a colocar a minha mão de obra em prática.

Como Cristo disse: O que quiser ser maior, terá de ser o menor. Nesta igreja-empresa, a classe trabalhadora tem maior importância que qualquer outra classe administrativa.

Agora, quem sabe se a igreja fosse tratada como empresa, então também levaríamos mais a sério nossos “cargos” nela. Quantas vezes fomos trabalhar doentes, cansados, sem dormir, mas qualquer 5 minutos a menos de sono já nos impedem de ir ao culto. Muitas vezes fazemos centenas de horas extras em nosso trabalho, mas se o culto passa 10 minutos do horário já reclamamos e saímos bravos, sem sequer nos despedirmos de nossos irmão.
Em nossos trabalhos, cumprimos horários à risca, mas na igreja chegamos no meio do louvor e ainda atravessamos todo o salão pra cumprimentar nosso amigo que está sentado no primeiro banco, sem se importar se vai atrapalhar quem está cultuando.

Por outro lado, se pudéssemos, demitiríamos aqueles que, na nossa opinião não acrescentam nada ao Reino. Mas isso não cabe a nós, pois quem tem o poder de demitir é apenas o “dono” dessa empresa.
Se você já pensou em uns quatro ou cinco que você demitiria, não se culpe, eu também imaginei alguns.

Quem sabe, na prática, as igrejas realmente deveriam ser administradas como empresas, no sentido de responsabilidade e atitudes para agradar ao “dono”, pensando na “aposentadoria” que alcançaremos ao final da jornada.

Que Deus te abençoe!

Fique a vontade para acrescentar o que achar necessário nos comentários.

 

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2 comentários sobre “E se a Igreja fosse como uma empresa?

  1. Na verdade a maioria das igrejas tem si tornado verdadeiramente em rede de empresas!
    Onde o bem maior não é amor e sim os lucros e o crescimento da igreja terrena!
    Mas creio que há muitas pessoas buscam o Senhor pela sua Graça e Amor eterno!
    Que Deus possa nos unir no amor de Cristo, Nosso Senhor e Rei eterno!

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  2. Já pensei nessa possibilidade, mas é complicado… Deus como acionista que não ‘interfere’, me lembra um pouco a teologia liberal, hehehe!
    Creio na visão de uma igreja hierárquica, de forma organizacional. Como bom presbiteriano (?), concordo com a visão de que os pastores e presbíteros são nivelados em função: o pastor é um presbítero docente, responsável pelo ensino e instrução na palavra; os presbiteros (regentes), pela administração da igreja. No entanto, tenho visto que a membresia deve ter parte no sacerdócio do ensino. Mesmo que não concorde com o texto em algumas áreas, vejo que é o que reflete a vivência de algumas igrejas de hoje. ;)

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