Devocional · Espírito Santo · Ministerial

A Âncora da Alma

ancora

Quando sopram os ventos da adversidade, poucas coisas dão mais conforto do que ter uma âncora segura e firme para evitar que o barco da nossa vida seja despedaçado pelas ondas.

Li certa vez uma anedota sobre um escoteiro do mar que estava passando por um exame oral. Quando o guia perguntou o que ele faria se uma severa tempestade viesse subitamente do norte, a resposta foi: “- Eu lançaria a âncora ao mar e colocaria a proa contra o vento.” Em seguida veio a pergunta: “- E se outra tempestade viesse do sul?” O rapaz respondeu que lançaria outra âncora ao mar. Apenas por brincadeira, o guia perguntou sobre uma terceira possibilidade – outra tempestade vinda do leste! Quando o rapaz deu exatamente a mesma resposta pela terceira vez, o guia perguntou de onde ele estava conseguindo todas as âncoras. Sem pestanejar, o escoteiro respondeu: “- Do mesmo lugar de onde o senhor está obtendo as tempestades!”.

Se você é crescido o suficiente para ter experimentado o que a vida lança sobre todos nós, sabe que a analogia de uma tempestade é um termo apropriado para aquilo que ocorre com freqüência. Quando sopram os ventos da adversidade, poucas coisas dão mais conforto para um cristão do que ter uma âncora para evitar que nosso barco seja despedaçado pelas ondas.

“Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu, onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.” [Hebreus 6:18-20]

O autor da Epístola aos Hebreus, que eu pessoalmente acredito tenha sido o apóstolo Paulo, fez esses comentários para os cristãos judeus que estavam vacilando em sua fé. Para exortá-los, ele disse que a “esperança” é a âncora da alma. Mas depender da esperança no sentido em que se usa na frase “Bem, espero que sim”, não é o que ele está falando aqui. Agarrar-se a esse tipo de esperança não dá conforto algum quando o barco está prestes a afundar! O que os navegantes precisam durante uma tempestade é de uma âncora que possam lançar ao mar e ter confiança que ela estabilizará a embarcação e a manterá flutuando nas águas. Em outras palavras, a “esperança” deles seria uma expectativa fervorosa, em vez de uma vaga “esperança” de um último recurso.

Assim, qual “esperança” no sentido de expectativa fervorosa, estava Paulo oferecendo a eles? A resposta definitiva encontra-se em sua epístola a Tito:

“Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.” [Tito 2:13]

Os cristãos genuínos têm sua âncora firmada no fundamento que é Jesus Cristo. Pela fé, que o próprio Deus fornece, enfrentamos as tempestades desejando ansiosamente o súbito retorno de nosso Senhor e Salvador – nossa bendita esperança. Ele nos disse que sua ascensão aos céus não seria permanente e que voltaria outra vez para nos levar para onde Ele está:

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. Quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” [Ênfase adicionada]

“E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.” [Atos 1:9-1; ênfase adicionada]

Está a âncora da sua alma mantendo seu barco flutuando ou precisa admitir que algumas vezes você se sente como um homem que está se afogando e que já submergiu duas vezes e está lutando com todas as suas forças contra a terceira e última vez? (Dizem que a pessoa que está se afogando submerge três vezes.) Se você é um crente em Cristo, a letra do hino “Firme nas Promessas” deve ser de grande conforto. A segunda estrofe diz: “Firme nas promessas não irei falhar; vindo as tempestades a me consternar; pelo Verbo eterno eu hei de trabalhar; Firme nas Promessas de Jesus.”

É pelo Verbo, a palavra viva de Deus, que vamos vencer. Firmar-se nas promessas de Deus pela fé nos dá o tipo correto de esperança, mas a Palavra viva de Deus – Jesus Cristo – é a âncora que nos mantém seguros.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens… E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” [João 1:1-4,14; ênfase adicionada]

Meu amigo, se você reconhece que está à deriva no mar tempestuoso da vida em uma jangada improvisada (sem vela, sem remo e muito menos sem uma âncora), eu o exorto a considerar as promessas feitas por Jesus Cristo – Deus em carne. Primeiro e mais importante de tudo, Ele prometeu salvar todos aqueles que Vêm até Ele com fé absoluta – confiando totalmente Nele o destino de suas almas eternas. Mas esteja ciente que fazer promessas de ser um bom menino ou uma boa menina daqui para a frente, ou de ir à igreja, ou ajudar as velhinhas a atravessarem a rua, não bastam!

Outra máxima diz que uma pessoa que esteja se afogando se agarrará a qualquer tábua de madeira em uma tentativa desesperada de se salvar. Milhões e milhões de pessoas continuam a afundar sob as ondas enquanto se agarram às tábuas das religiões que lhes são oferecidas. Essas tábuas basicamente consistem de ensinos que dizem que a pessoa precisa fazer alguma coisa para conseguir se salvar, como fazer uma profissão de fé, tornar-se membro de uma igreja, ou ser batizada. Embora essas coisas sejam boas quando vistas dentro do contexto correto, em si mesmas elas não podem realizar o serviço. A salvação consiste simplesmente em receber a pessoa de Jesus Cristo em sua vida. Orar, fazer promessas, ir à igreja todas as vezes que as portas estiverem abertas, praticar boas obras, etc., não tem influência alguma na salvação, pois as obras pessoais não salvam.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” [Efésios 2:8-9]

Veja o seguinte: Deus não tem obrigação de salvar ninguém. Se Ele decide fazer isso, é sempre estendendo Sua graça a cada indivíduo. Méritos pessoais ou a ridícula percepção de merecimento não O impressionam, por causa de um fato básico: nenhum de nós tem mérito algum. O melhor homem já salvo era um pecador espiritualmente morto em ofensas e pecados e merecedor de passar uma eternidade no inferno, separado de Deus, com todos os tormentos associados com esse estado.

Quando Adão deliberadamente desobedeceu a Deus e comeu do fruto proibido, o pecado como um conceito entrou em um universo moral. O resultado instantâneo foi uma “tempestade” sobrenatural além de nossa capacidade de compreensão. Ela foi tão severa que nossos pais originais, Adão e Eva, morrem imediatamente naquele dia – da forma como Deus disse que aconteceria (Gênesis 2:17). A morte instantânea foi espiritual e o efeito no longo prazo foi a morte física. Com a única exceção de Jesus Cristo, todo ser humano que nasceu desde aquele dia veio ao mundo tão morto espiritualmente quanto uma sardinha. (Efésios 2:1). Os mortos têm alguma coisa a oferecer a Deus? Romanos 8:8-9 diz claramente que não:

“Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” [Ênfase adicionada]

A equação é bem simples: Presença do Espírito Santo na vida de uma pessoa = salvação. O corolário é: Presença do Espírito Santo = frutos demonstrados na vida. Se não há fruto, isso significa que não há raiz em Cristo!

Você foi lançado ao mar e a única âncora que tem está amarrada ao seu pescoço? Em caso afirmativo, amorosamente sugiro que invoque a Jesus Cristo e clame por misericórdia. Lance-se aos pés Dele e implore que Ele estenda graça a você, entrando em seu coração e na sua vida. Esqueça as promessas, porque você não tem nada absolutamente a oferecer, exceto a si mesmo. Se quiser realmente ter um relacionamento com Ele, tudo o que Ele pede em troca é seu amor e sua obediência.

Como você saberá que irá sobreviver? Quando um grande peixe o vomitar na terra seca, como fez com o profeta Jonas e você seguir a estrada para Nínive, em verdadeiro arrependimento e com fé, em vez de insistir em remar naquela jangada frágil que chama de vida rumo ao total esquecimento.


Fonte: “The Cutting Edge”, clique aqui http://www.cuttingedge.org

Autor: Pr. Ron Riffe
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/p276.asp

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