Jonas

Por Renato Santiago

A paz de Cristo!

Normalmente quando a palavra “Avivamento” é citada nos dias atuais vem logo a ideia de um mover sobrenatural do Espírito Santo, quando uma “onda de poder” se alastra por uma cidade, estado ou até mesmo uma nação. E os sinais visíveis desse avivamento seriam a “glossolalia”, conhecido como “falar em línguas” e a conversão de multidões ao Evangelho.

Tem-se também a ideia que esse movimento acontece durante (e a partir de) grandes congressos evangélicos, com ministrações de famosos preletores e cantores gospel, que após algum “ato profético” liberam as regiões celestiais para a atuação do Espírito de Deus.

Mas será que essa é a noção correta de avivamento? Será que a igreja tem se comprometido e principalmente buscado o avivamento que vem da vontade de Deus, ou seja, conforme Sua Palavra? Com o crescimento do número de evangélicos no Brasil muitos têm falado que estamos vivendo um grande avivamento em nosso país, que o “Brasil é de Jesus!”, etc. Será que os frutos tem mostrado isso?

Vamos buscar algumas lições no livro do profeta Jonas. No início da narrativa vemos que ele relutou em atender o chamado de Deus, que o havia mandado ir até a cidade de Nínive pregar contra o pecado daquele povo (1:2). Nínive era uma junção importante para as rotas comerciais, cruzando o Rio Tigre. Ocupando uma posição central na grande estrada entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Índico, assim unindo o Oriente e o Ocidente, recebia a riqueza que fluía de várias fontes, tornando-se logo uma das maiores cidades antigas da região, chegando a ter mais de 120 mil habitantes (um número grande para aquela época).

Após a recusa de Jonas e sua tentativa de fugir do Deus todo-poderoso (como se isso fosse possível), aconteceu aquela jornada épica, quando o navio em que estava Jonas quase naufragou e ele acabou sendo lançado ao mar e engolido por um grande peixe,  ali passou três dias orando ao Senhor e após esse período foi literalmente vomitado, conforme ordem de Deus (1: 17, 2: 1-10).

Voltando ao tema central, ao chegar em Nínive, pela segunda vez Deus ordenou que Jonas pregasse a mensagem que Ele mesmo o havia dito (3: 1,2). Desta vez o rapaz obedeceu e proclamou “apenas” e simplesmente uma frase: “Ainda quarenta dias e Nínive será subvertida” (3: 4).

A partir daí uma onda de arrependimento toma conta de Nínive, um peso pelo pecado, um temor do Juízo do Eterno faz com que haja um comportamento jamais visto por aquelas bandas, o povo começou a crer em Deus, desde o menor até o maior, até o rei se arrependeu (3: 5-7) e ordenou um grande jejum, onde até os animais foram incluídos (3: 7-9). Houve grande temor (3:9) e Deus viu que haviam verdadeiramente se convertido dos seus maus caminhos, anulando soberanamente assim Seu juízo sobre aquela geração.

É assim meus irmãos, quando é da vontade de Deus, quando Ele tem propósito com um povo, basta uma simples frase,  até mesmo sem muito sentido para atingir o coração das pessoas. Às vezes valorizamos excessivamente a hermenêutica e a exegese (que são realmente importantes), mas acabamos nos esquecendo de que quem faz a obra é o Espírito Santo, que Ele age na maioria das vezes na simplicidade (Jesus é um exemplo claro disto) e que o verdadeiro sinal do avivamento é a mudança de caráter das pessoas, é o abandono do pecado, é a nova vida.

Outra lição que aprendemos: Deus usa quem Ele quer. Ele escolhe com sua soberania e infinita sabedoria e age conforme Sua vontade. Jonas com toda sua simplicidade, seus medos, sua timidez e principalmente com sua resistência ao chamado de Deus, não foi capaz de impedir que o Senhor se compadecesse de Nínive, que Ele alcançasse aquele povo, pois Ele tinha um propósito, e quando Deus quer oferecer salvação , o homem não pode resistir.

Aí está o verdadeiro avivamento: Frutos de Arrependimento.

Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. Lucas 3:8

Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma.
Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.
2 Coríntios 7:9-10

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