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Parábola: a amizade com o Noivo

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Por Thiago Schadeck

Há alguns anos, eu estava entre a vida e a morte, precisando muito de alguém que me ajudasse a me manter vivo, pois na situação que eu estava as previsões eram as piores possíveis, e ainda podiam piorar!
De repente chegou a notícia de que alguém havia doado o sangue necessário para que eu pudesse viver e assim pude renovar as esperanças na vida. Enquanto tudo eram trevas, uma grande luz brilhou.

Mas a história não termina por ai, além de me devolver a vida, esse homem generoso se compadeceu de minha situação. Eu tinha uma grande dívida e um cobrador impiedoso, era cobrado e lembrado daquela dívida a todo momento, mas esse homem pagou a dívida. Não devia nenhum centavo mais àquele cobrador. O único pedido que ele fez foi que eu trabalhasse para ele em sua empresa. Claro que aceitei e decidi que minha vida, agora com esperanças renovadas, seria usada para honrar àquele que me salvou do leito de morte. Era uma questão de gratidão.
Com o passar do tempo nos tornamos grandes amigos. Eu conhecia suas vontades, sabia como agradá-lo e serví-lo de forma que ele se agradasse de mim. Não havia em mim qualquer interesse senão agradar aquele grande amigo que me salvou através de seu sangue e pagou as minhas dívidas, o que me deu paz.

Um dia, esse grande amigo partiu para uma viagem. Demoraria algum tempo e reuniu algumas pessoas para que pudessem administrar a sua empresa e cuidar de sua noiva. Aliás, noiva essa que ele ama muito e daria sua vida por ela. Deu-nos a responsabilidade de expandir sua empresa e conservar a boa reputação de sua noiva.

Acontece que depois de sua partida, alguns se corromperam e passaram a trabalhar não mais em prol da empresa e sim para seu próprio enriquecimento. Exigindo grandes salários, trabalhando pouco, sem qualquer compromisso com a empresa. Pior que isso é que os que o fazem dizem que essa é a vontade de nosso patrão. Acredito que os que fazem isso já não acreditam que o patrão um dia voltará.
Além de se corromperem e desviarem o foco da empresa, não poucos tem explorado a noiva do patrão. Usam-a em chantagens, colocam-a em tarefas desonrosas que ela jamais deveria se sujeitar. Chegam a usa-la para ganhar mais dinheiro e dizem que tem de ser assim mesmo, visto que se eles são responsáveis pela noiva, devem ser honrados e bem pagos por isso. Não vêem esse cuidado com a noiva do patrão como uma honra, mas como uma oportunidade de ter poder, fama e, consequentemente, dinheiro.

Há algumas semanas, fiz uma reunião com aqueles que não se corromperam para definirmos quais as providencias devemos tomar acerca dos que se desviaram do foco e houve um grande debate. Alguns opinaram que devemos denunciar esses homens e não deixar mais que eles se sintam os donos da empresa e senhores da noiva. Não há como a empresa continuar crescendo se na liderança dela tiver pessoas da concorrência infiltradas.
Por outro lado, alguns defendiam que deveríamos fazer apenas o nosso trabalho e deixar que quando o patrão voltar ele fará justiça e tomará as providências que julgar necessárias. Ainda que esses corruptos estejam roubando a empresa, explorando a noiva e demitindo pessoas ao seu bel prazer, é melhor fazermos vistas grossas.

Peço então a sua opinião: Devo ser grato ao homem que salvou minha vida, pagou a minha divida e se tornou um grande amigo e ótimo patrão, e defender sua empresa e sua noiva, ainda que isso me custe a vida ou simplesmente deixo para lá e se um dia meu patrão voltar ele mesmo vê o que deve fazer.

O que você faria: Lutaria ou se omitiria?

Explicação:

Acredito que você já tenha entendido a história, mas caso ainda haja alguma dúvida, vou explicar.

O patrão e amigo é o Senhor Jesus, que com seu sangue nos salvou da morte eterna e nos deu a vida. Ele pagou a nossa dívida de pecado que nos conduziria fatalmente ao inferno e agora podemos provar de uma vida livres do julgo do pecado.
A empresa é o Reino de Deus. Todos somos funcionários desse Reino, nele há um Senhor e todos os outros são servos. Estamos todos em pé de igualdade diante de Deus.
Os administradores dessa empresa somos nós, os cristãos.Temos a responsabilidade de expandir esse Reino, mas esses administradores se dividem em dois grupos:fieis e corruptos:
Os fieis são aqueles que sabem que não tem qualquer mérito por estar vivo e com a dívida paga, que reconhece que se não fosse o Senhor, já estaria morto. Porém há aqueles que se corromperam e agora querem fazer plano de carreira no Reino de Deus. Isto é, ser o maior e mais poderoso. Esses administradores podem ser exemplificados hoje nos pregadores e cantores que cobram uma verdadeira fortuna para participar de um culto, que  no final vira show. Ou também aqueles crentes que pensam colocar Deus na parede para exigir o que querem.
A noiva é a Igreja. E como ela tem sido explorada e mal tratada por homens e mulheres amantes de si mesmos que só querem a gordura das ovelhas e quando não lhe são mais úteis são dispensadas magras e machucadas.

Ainda que muitos não acreditem, Jesus vai voltar e cobrará desses homens e mulheres por cada má atitude e exploração. O preço a ser pago por eles será alto e as consequências dolorosas.
por outro lado, ele também nos cobrará quanto ao nosso silêncio covarde enquanto víamos todas essas coisas acontecendo e nos omitíamos.

Que Deus nos abençoe e nos dê forças para que a situação da Igreja de Cristo seja mudada!

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Um comentário em “Parábola: a amizade com o Noivo

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