Por Renato Santiago

A paz de Cristo meus amigos!

Resolvi escrever esse texto porque nesse mês de março completam-se 10 anos de um grande feito do Senhor em minha vida e da minha família, e como temos por hábito comemorar (ou pelo menos lembrar) de datas marcantes, achei que deveria relatar esse acontecido, tanto para que mais pessoas possam saber, e também para que o nome do Senhor Deus seja glorificado.

Algumas coisas acontecem durante nossa caminhada, e não importa quanto tempo passe, nós costumamos dizer: “me lembro com se fosse ontem!”, não é verdade? Pois esse é o caso.

É claro que o principal milagre que acontece na vida daquele que é alcançado pela Graça irresistível de Deus é o da salvação eterna, é o dia que essa pessoa teve uma experiência única em sua vida de sentir a presença do Espírito Santo agindo no seu coração e mudando seu rumo. Essa data também é inesquecível. Mas o foco desse testemunho é outro milagre, o que Deus fez na vida do meu filho Gustavo, em 22 de março de 2005.

Então vamos lá.

No ano de 2003 eu, minha esposa e nossos três filhos nos mudamos para o lote de minha sogra e construímos sobre a casa dela, portanto estávamos no segundo andar, mas para quem olhava da rua a impressão era que estávamos no terceiro andar, devido a altura que era a casa de baixo.

Era uma terça feira (22/03/2005), e estávamos felizes, pois um dia antes eu havia começado a trabalhar na empresa em que estou até hoje, minha esposa estava participando de uma campanha em uma igreja próximo à nossa casa. Eu e Gustavo fomos acompanhá-la até a esquina, era uma noite agradável de fim de verão, após despedir da esposa, coloquei o Gustavo sobre meus ombros e voltamos para casa.

Foi aí que tudo começou. Para chegar à residência tínhamos que subir uma escada metálica relativamente alta (aproximadamente 30 degraus) e o Gustavo, então com 1 ano e 9 meses, como sempre muito independente, chegando à metade da escada tentou soltar da minha mão, mas não deixei, pois ainda não havíamos colocado a tela de proteção. Mas chegando ao penúltimo degrau ele deu um forte puxão soltando minha mão, que me pegou de surpresa, perdendo o equilíbrio e caindo pelo lado da escada, a uma altura de aproximadamente 4 metros.

Foi uma sensação indescritível, você ver seu filho despencando daquela altura e não poder fazer nada é assustador! O primeiro pensamento que vem à mente é: “perdi meu filho” (uma semana antes uma criança que morava no mesmo bairro faleceu ao cair do sofá!). Entrei em desespero, desci os quase 30 degraus tão rápido que devo ter pisado apenas em uns três para chegar à garagem onde Gustavo havia caído. Já desci berrando “Ai meu Deus tem misericórdia!! Tem misericórdia Senhor!!”.

E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. Lucas 17:13

Quando cheguei no Gustavo ele estava tentando se levantar, cambaleante, sem nenhuma firmeza no corpo, e para aumentar meu desespero seu ouvido sangrava. Me emociono só de lembrar dessa cena. Diante de tanta impotência não me restou alternativa senão clamar ao único Deus que poderia fazer algo em meu favor, e foi o que fiz. Peguei o Gustavo e me ajoelhei com ele em meus braços e no mesmo chão batido que ele havia se chocado comecei a clamar como nunca havia clamado em toda minha vida: “JESUUUUUUUUUUUUUSS!!!! JESUUUUUUUUUUUUUSS!!!! JESUUUUUUUUUUUUUSS!!!!” só saíam essas palavras da minha boca, não conseguia pronunciar mais nada, a essa altura minha sogra que estava na minha casa com meus outros dois filhos já gritava desesperada, pensando que o pior tinha acontecido, dezenas de vizinhos ao ouvir meus gritos vieram imediatamente, em minutos a rua estava lotada de gente.

Na angústia invoquei ao Senhor, e clamei ao meu Deus; desde o seu templo ouviu a minha voz, aos seus ouvidos chegou o meu clamor perante a sua face. Salmos 18:6

Meu concunhado desceu de sua casa e decidimos levar Gustavo a uma Unidade de Pronto Atendimento do bairro, saímos como loucos de carro e chegando à UPA, Gustavo já teve acesso rápido quando viram a gravidade da situação. Fizeram uma análise rápida do quadro dele e imediatamente providenciaram uma ambulância, o que só fez aumentar meu desespero. Olha como é a vida, há poucos minutos atrás eu estava passeando tranquilamente com meu filho e agora estava com ele dentro de uma ambulância, em uma situação gravíssima indo em direção a um hospital. O som da sirene só me fazia chorar mais, me fazia perder as esperanças diante daquele quadro tão dramático e totalmente novo pra mim. Em toda minha existência nunca havia entrado em uma ambulância. E o que aconteceu naquele doloroso trajeto foi uma experiência tão impactante que também jamais irei esquecer.

Desde quando estava na UPA, a enfermeira que me atendeu demonstrou muita simpatia e atenção comigo e com o Gustavo, ela me pareceu diferente dos outros funcionários e foi designada para nos acompanhar até o hospital. Essa moça estava bastante tranquila na ambulância, e vendo que eu estava chorando muito (já me culpando pela tragédia que estava para acontecer na minha família) ela se aproximou e disse: “você precisa manter a calma, você crê no Deus que você serve? Eu disse: sim. “Então fique calmo e confie n’ELE, não se desespere, apenas creia, Ele está com você”. Nossa, essas palavras caíram como uma bomba sobre minha cabeça, ao mesmo tempo que eu me envergonhava diante do Senhor por não ter a confiança que aquele momento exigia, eu também começava a me acalmar, pois via que o meu clamor não havia sido em vão, Deus estava ali conosco, nos assistindo, amparando, cuidando de nós.

Ouve, Senhor, e tem piedade de mim, Senhor; sê o meu auxílio. Salmos 30:10

A essa altura, minha esposa chegando em casa viu aquele alvoroço na rua, entrou em pânico, o relatório que os vizinhos passaram a deixaram quase em estado de choque, ela se dirigiu imediatamente ao hospital, assim como vários familiares, todos pensando o pior.

Já no hospital, Gustavo foi submetido a uma tomografia, ao deitá-lo na maca ele já estava dormindo, os médicos me tranquilizaram dizendo que não precisava me preocupar, pois já havia passado um tempo do choque e agora poderia deixá-lo pegar no sono. Após os exames, ele acordou e parecia bem melhor, o sangramento tinha cessado e já no meu colo Gustavo recebia visitas, pois estávamos na divisa da entrada do hospital. Minhas esposa chegou em prantos e consegui tranquilizá-la, eu mesmo já estava mais tranquilo, depois de tudo que passai até chegar ali, e ao ver a reação do Gustavo minha confiança em sua recuperação só aumentava. Mas ainda havíamos que esperar o resultado dos exames.

Quando saiu o resultado, fui conversar com o médico e ele me disse o seguinte: “olha pai, normalmente em traumas desse tipo, há o risco de óbito, de traumatismo craniano e também de danos neurológicos irreversíveis, no caso de seu filho não houve nenhuma lesão, mas o sangramento no ouvido aponta uma fratura de tímpano, o que provavelmente deixaria sequelas, mas parece que houve um milagre e seu filho não tem nada, absolutamente nada, você vai passar a noite com ele aqui em observação e se tudo correr bem logo pela manhã estarão liberados”.

Eu já com um sorriso no rosto disse a ele: “o senhor disse a palavra certa, milagre, o meu Deus é um Deus de milagres e foi isto que aconteceu, vou passar a noite aqui mas já pode saber que vai me dar alta logo cedo, pois Deus já o curou”. O médico me direcionou até onde iríamos ficar e eu passei o restante da noite com Gustavo dormindo no colo.

Graças a Deus. Deus é bom! Passei a noite agradecendo a Ele, não dormi, nem tinha como, Gustavo era pesadinho e só dormia se fosse no meu colo, se eu o colocasse na cama ele reclamava. Achei isso ótimo. Curti bastante aquele momento, Deus me deu a oportunidade de velar o sono do meu filho, na mesma noite em que poderia estar velando o corpo dele, agradeci a noite toda por esse feito do Senhor em minha vida.

Pela manhã o médico avaliou meu filho e o liberou, fomos para casa e Gustavo foi recebido com muita festa por toda a família (avós, tias, tio e primos) todos muito felizes, apesar de um pouco assustados ainda.

Gustavo já chegou fazendo arte, abriu a torneira e tentou jogar água em todos ali presentes, o que causou muitas lágrimas de alegria em todos nós.

Tomamos banho, fizemos um lanche e imediatamente fomos à igreja agradecer junto com a congregação e contar esse testemunho.

Cotamos esse milagre muitas vezes após esse dia, e agora, 10 anos após, decidi escrever esse texto e divulgar para todo o mundo saber as maravilhas que o Senhor Deus fez em nossas vidas, mesmo sem merecermos, a misericórdia e a Graça de Deus falam mais alto.

Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre. Salmos 118:29

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; 2 Coríntios 1:3

Gustavo na época do acidenteGustavo1anoGustavo hoje, com 11 anos de idade
GustavoHoje

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Um comentário sobre “TESTEMUNHO: O milagre que precisa ser contado

  1. Tremendo o testemunho, Renato!!! Glória a Deus pela obra dele em sua família! Emocionante o seu relato! Que Ele continue abençoando todos vcs e que o Gustavo e seus irmãos sejam sempre como fechas nas mãos do Senhor!
    P.S.: A obra de Deus na vida dele foi tão grande que hoje Ele até é cruzeirense! Faltou colocar ele hj com uma camisa azul! kkkkkkkk

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