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Por Patrícia Patrocinio.

Esta semana os olhos de todo o país se voltaram  para a morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo e de sua namorada em um acidente de carro na madrugada do dia 24/06. Até o momento em que fui fazer uma busca por suas canções na internet não tinha a menor ideia de quem se trata,  e descobri que conhecia apenas o refrão de uma música dele “bara bara bara, berê, berê, berê”. Minha intenção não é criticar o estilo ou o falecido, mas diante da super exposição da tragédia através de todos os meios de comunicação – a rede Globo chegou a cancelar a Sessão da Tarde para cobrir a morte do cantor – queria refletir um pouco sobre o oportunismo fúnebre que tem se tornado tão presente no nosso cotidiano.
Ontem recebi em um grupo de jiu-jitsu do qual faço parte, fotos que imagino serem dos corpos do casal e um vídeo. Como meu whatsapp não faz download automático, eu preferi excluir sem ver, logo fiquei sabendo que o tal vídeo era a preparação do corpo do cantor para o velório. Como é possível que um profissional tenha se aproveitado do momento de dor dessas famílias, para a sua promoção pessoal, como quem diz “olha quem está na minha maca sendo maquiado”? A vontade de ter seus 15 minutos de fama, tem exposto o pior lado dos homens, mostrando seu narcisismo,  falta de caráter e total falta de empatia com a dor do outro.
E nesta onda de aproveitar a dor alheia para auto promoção não se enquadram somente anônimos  e seus smartphones prontos a fotografar e filmar qualquer coisa que possa dar ibope, alguns “famosos” também não poderiam deixar de nos brindar com suas opiniões, mesmo que completamente sem noção e conhecimento de causa sobre o ocorrido, ou
E como não poderia deixar de ser, nosso velho conhecido Thalles Roberto quis mostrar o quanto estava consternado com a tragédia. O vídeo, de caráter completamente oportunista já começa com a frase “Pessoal do Face, pensem numa pessoa que está triste, chateada… Pensem numa pessoa… meu dia acabou..” Sinceramente, na hora que eu ouvi isso pensei: poxa, esse cara devia ser amigo de longa data do Cristiano, mas logo depois vem falando que não conhece e nunca tinha ouvido falar do trabalho dele! “Patrícia, qual o problema dele estar triste? Você acha errado ele se identificar com a dor da família? O que tem de errado nisso”. Eu te respondo: Nada, mas existe uma grande e ao mesmo tempo sutil diferença entre “chorar com os que choram” (Romanos 12:15) e forçar a barra para que outros acreditem no seu discurso mal elaborado, forçado e vazio.
É notório que durante todo o vídeo o nosso querido companheiro que “dá a vida pelas pessoas” e que “luta contra (!!!) o sistema religioso vigente” fica forçando uma lágrima que nunca aparece. Ele  tenta fazer cara de pobre coitado, sofrido, magoado  mas não convence. Outro momento que da margem a questionamentos é quando Thalles diz que já orou pela família de Cristiano, mas que quer orar novamente. Poxa, se quer orar, vai lá e faz, qual a necessidade de ficar falando sobre isso? Eu poderia  apresentar outros questionamentos que podem ser levantados ao assistir o vídeo, mas para finalizar quero usar um aspecto que segundo a psicologia da linguagem corporal, podem ser alguns dos sinais de mentira  parte do seu interlocutor: mão na boca ao falar, toque no nariz, coçar o pescoço… Só  de toques no nariz durante sua fala sobre o cantor, eu contei 4… Não sou eu quem diz isso, é  psicologia. Ou seja, não da pra te defender Thalles, qualquer pessoa com o minimo de senso critico consegue perceber sua atuação, péssima diga-se de passagem. Infelizmente você só é mais um aproveitador mesquinho usando a dor alheia e o nome de Deus para se promover.

ASSISTA AQUI AO VÍDEO DO THALLES
https://youtu.be/Pig1Pf0OhrE

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NOTA DO EDITOR.

Creio que o texto tenha sido muito nitido e lúcido, mas julgo necessário apenas colocar uma opinião minha.

Lamento muito ver o Thalles gravando um vídeo desses, porque, pra variar, ele fala um monte de bobagens. Se colocou como lider de milhares de pessoas e disse que dá a vida por pessoas. Sendo assim, lanço o convite de que ele venha fazer um show na cominidade de Heliópolis, em São Paulo. A entrada pode ser alimentos não perecíveis e montamos cestas básicas a pessoas carentes.

Ele também disse que não conhecia o rapaz e nem seu trabalho. Claro que ele tem o direito de refletir numa morte dessa e se entristecer, mas dai a forçar um choro e falar como se tivesse perdido um amigo, é demais pra minha cabeça. Se ele realmente entendeu a brevidade da vida e como a morte pode ser repentina, ele mostrará isso em atitudes. Aguardemos e vejamos os frutos que essa história dará.

Para finalizar: há um ano digo e reafirmo como forma de registro, em mais dois ou três anos veremos o Thalles fazendo shows totalmente seculares sem sequer tocar no assunto sobre Deus. É só a fonte financeira do gospel secar.

Publicado do WordPress para Android

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