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O poder da oração

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Por Thiago Schadeck

Graça e paz!

A maioria das pessoas professa uma fé e diz que ora ou reza. Sabemos que no Brasil, de acordo com o senso do IBGE em 2010, temos cerca de cinquenta milhões de evangélicos, ou seja, 25% da população, aproximadamente, se diz cristão protestante. Acontece que, mesmo com uma fatia tão grande da população dizendo crer em Cristo e na Bíblia, as coisas em nosso país vão de mal a pior.
A oração deveria ser um instrumento poderoso de mudança nesse quadro, mas a igreja brasileira ora pouco. Claro que não estou generalizando, mas constatando um fato. Os evangélicos, em geral, não conseguem orar por mais que dois ou três minutos que já faltam assuntos. Nossas orações são egoístas,  oramos pelo nosso trabalho, nossa família, nossos bens, nossa igreja e acabou. Raramente oramos pelos missionários que estão em países onde a pregação é proibida ou pelos detentos, que estão sendo instigados a sairem da prisão piores que entraram. E quando aos governantes então, fazemos orações amaldiçoadoras. Pedimos que Deus pese a mão sem dó em nossos críticos, assim eles vão aprender a não tocar no ungido.
Enfim, o que poderia ser uma arma, se tornou um brinquedo, quase inofensivo, nas mãos dos crentes.
Não seguimos o conselho de Jesus, para nos retirarmos em secreto e orarmos (Mateus 6:5-6), mas fazemos exatamente o que ele repreendeu, queremos orar em público, no meio do culto lotado de domingo. Talvez essa seja a chave pelo fracasso espititual da igreja evangélica brasileira. Muita vontade de orar no púlpito e nenhuma de orar em casa.
Cansei de ouvir que “O Brasil é do Senhor Jesus”, mas só vemos o país indo por água abaixo. Os índices de corrupção, violência, desrespeito, gravidez e alcoolismo na adolescência só crescem a cada dia. A igreja brasileira se especializou em “profetizar e declarar”, mas desaprendeu a orar e clamar.
Nós tambem não estamos isentos de responsabilidade. Não devemos orar e cruzar os braços. Ao contrário, temos de arregaçar as mangas e sair ao encontro daqueles que necessitam. Quantas pessoas não terão nenhuma refeição hoje, enquanto nós teremos três ou quatro? Quantas pessoas estão pensando em tirar a própria vida, enquanto nós ficamos fazendo congressos para encher nossas igrejas? Até quando vamos nos omitir?
Devemos orar não até Deus nos ouvir, mas até nós O ouvirmos e sermos transformados por Ele. A oração constante nos torna dependentes de Deus e nos faz mais parecidos com Ele.
Oração é uma conversa com Deus, assim como conversamos com um amigo. Usamos essa conversa para contar nossas aflições e alegrias, nossos medos e esperanças. Oração é o momento de desabafar e contar a Deus os nossos planos. Sem formalidades, palavras rebuscadas ou tentativas de impressionar. Deus já conhece nosso coração.

Como ouvi certa vez numa pregação do Ed René Kivitz: “Quem manipula poder espititual é bruxo”. Nós que conhecemos a Deus, oramos e clamamos por sua misericórdia.

Se a igreja aprender a orar e agir da forma que Deus deseja, quem sabe teremos um grande avivamento como alguns que ocorreram na história.

Que Deus te abençoe.

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