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Por Thiago Schadeck

Devido ao cenário de crise que o Brasil está enfrentando, o governo anunciou, dentre outras coisas, o aumento de impostos e a volta da CPMF. Denúncias de corrupção,  como a Lava-Jato, que afanou milhões de reais dos cofres da Petrobras, manchou a imagem da Presidente Dilma e do PT. Isto posto, muitos pastores tem incentivado e até feito campanha pelo impeachment da presidente. Creio que seja muito difícil o país sair desse lamaçal com a Dilma no comando da nação,  mas o objetivo deste texto não é falar sobre ela, mas trazer à reflexão a situação da igreja evangélica brasileira e sua liderança.
Que tal aplicarmos aos pastores a mesma régua que aplicamos à presidente para embasar o impeachment?

O governo dela está envolto em escandalos:
Quantas igrejas não estão envolvidas até o pescoço em escândalos, inclusive acusadas de serem a ponte para políticos corruptos receberem propina. Outras em que o pastor após anos de casamento simplesmente troca a esposa por uma mais nova e todos se calam.
Alguns pastores já apostataram nitidamente da fé, pregando mensagens totalmente fora do: contexto bíblico e usando-as ao seu bel prazer.
Pastores presos por evasão de divisas, compras de propriedades particulares com dinheiro da igreja, viagens esbanjando o dinheiro suado dos membros. Talvez a igreja não seja tão ética como alega ser.

Houve roubo de dinheiro nosso no governo dela:
“Eu dou o dízimo/oferta e o que o pastor faz com o dinheiro é problema dele com Deus”. Troque dizimo/oferta por imposto e pastor por governo e veja se há tanta tranquilidade para defender o erro. Claro que não,  porque nos dizimos e ofertas temos a sensação de dever cumprido e a expectativa de receber algo em troca, coisa que não acontece com os impostos.
Quem desvia um dinheiro que não é seu para usá-lo para benefício próprio é LADRÃO, seja ele político, pastor, bancário, lixeiro ou qualquer outra profissão. Sendo assim, essa pessoa se torna um criminoso e deve estar atrás das grades.

Ela quer mais impostos, já pagamos muito:
Certamente você já se perguntou para onde vai o dinheiro de nossos impostos. Mas você já quis saber para onde vai o dinheiro de suas ofertas e dizimos?
Já parou pra pensar que mesmo a igreja recolhendo dizimos e ofertas (em alguns casos até primissas) o pastor está sempre pedindo uma oferta especial para cobrir algum gasto extra e quase sempre desnecessário?
Talvez o dinheiro da igreja esteja indo para o mesmo destino que o dos impostos.

Ela não tem transparência no governo:
E você,  membro fiel e assíduo de sua igreja, tem acesso ao livro caixa? Seu pastor presta contas do financeiro à igreja? Todos sabem onde o dinheiro é investido?
E as reuniões de obreiros, são super sigilosas ou abrem o que foi discutido para a igreja? Todos sabem dos planos para o futuro? Todos sabem dos problemas que a igreja enfrenta?

Ela quer implantar a ditatura:
Nisso muitos pastores podem dar aula para ela. Existem igrejas que os membros não podem fazer nada sem a autorização do pastor. Não viajam, não trocam de carro, não namoram, não tem filhos. Nada, em suas vidas particulares, é feito sem a devida autorização do pastor.
Nessas igrejas a palavra do pastor é lei e não pode ser questionada, ele determina tudo e quem ousar sequer mostrar na bíblia que ele está errado, pode sofrer graves consequencias. Vai ser encostado e perder ministérios para aprender a não dúvidar do “ungido de Deus”.
Se você insistir em mostrar o erro dele, será amaldicoado. Isso equivale a ir para a cadeia por ser contra o governo, como acontece na Venezuela, por exemplo.

Ela não está cumprindo o que prometeu:
Pois é amigo, concordo com você. Mas quantos “eis que te digo” não são proferidos e não cumpridos em nossas igrejas? Quantas promessas de riquezas, saúde e sucesso em troca daquela oferta e que mesmo sendo entregue com toda a fé, nada acontece?
Quantas campanhas com promessas de mudanças na família e que não cumprem o que foi alardeado durante seus cultos?

Pois é meus amigos, se nossa igreja se enquadra em algum deses quesitos, estamos desabonados de fazer críticas ao governo. Vamos parar de querer corrigir o governo federal enquanto a nossa congregação for uma bagunça. Sejamos primeiro o exemplo e depois saiamos a cobrar a mudança nos outros.
Se a sua igreja e seu pastor não encaixa em nenhum desses pontos, glória a Deus, mas fiquemos alertas para não nos desviarmos e nos tornarmos iguais ou piores que o governo a quem tanto criticamos.

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