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Por Thiago Schadeck

Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre a TMI, ou Teologia da Missão Integral, braço evangélico da teologia da Libertação – ainda que alguns discordem – que nos últimos anos foi um refúgio para aqueles que estavam desiludidos com igrejas, principalmente os que foram explorados e encontraram na TMI o extremo inverso ao cenário que participavam até bem pouco tempo. O problema está exatamente aí: extremos. Se de um lado há uma igreja opressora e que quer a qualquer custo implantar seu reino nessa terra, do outro lado tem a TMI querendo sinalizar um reino espiritual que, em seus discursos, funciona perfeitamente, mas que na prática não é tão harmônico assim.
Quando conheci alguns dos expoentes da TMI fiquei bastante feliz, pois se de um lado o neopentecostalismo falava em dar tudo o que tem para a igreja, do outro tinha a TMI falando de justiça e igualdade, em dividir o pão com os necessitados. Apesar de por vezes perceber que havia um certo esquerdismo em algumas pregações, achava irrelevante, visto que no geral ela era boa. Conforme o tempo foi passando e fui conversando com pessoas que tiveram contato com alguns defensores da TMI e fiquei sabendo de coisas que vão totalmente contra aquilo que eles dizem defender. Como alguém que critica os mercadores do templo cobra R$ 60 MIL de uma prefeitura do interior para dar uma palestra sobre protestantismo? Fora isso, pastores que se aproveitam da fraqueza das irmãs para levá-las para a cama, falsa modéstia, ostentação com roupas de piedade e etc.
Agora a TMI se revelou de vez lançando o tal manifesto contra o “golpe” no governo. Tiveram coragem de defender o governo mais incompetente e corrupto da história e ainda por cima criticar o juiz Sérgio Moro, que comanda a operação Lava-Jato. Criticam a forma como as investigações são conduzidas, mas em momento algum declaram a inocência dos acusados, pois há provas mais que suficientes para condená-los. Segundo eles, as investigações têm sido tendenciosas e com o intuito de derrubar a Dilma. Esquecem apenas que eles estão investigando as fraudes na Petrobrás, falida pelo PT. Defender essa corja é ir contra a justiça e o bem comum, já que toda a nação sofre. E como sofre!!!

Ouvi que um dos que assinaram o manifesto deu sinais de arrependimento. Tomara que isso seja mesmo uma realidade e que os demais pastores que assinaram percebem o seu erro e como prestaram um desserviço ao reino, defendendo aqueles que roubam os que a TMI supostamente defende.

Minha oração é que sejam despertados e deixem de transformar igrejas em ONG’s e mensagem do Evangelho em um discurso Marxista travestido de boas novas. Como bem disse um deles: “Corpo sem alma é defunto e alma sem corpo é fantasma”, que essa frase se torne uma verdade em suas vidas e ao invés de alimentar o corpo, dividindo o pão, venha com isso a mensagem salvadora do Cristo de Deus.

Que Deus tenha misericórdia e não haja grandes danos à igreja por conta desses posicionamentos. Que a Igreja se mantenha firme contra a corrupção, seja ela de esquerda, direita, cento ou eclesiástica.

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