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Por Thiago Schadeck

Com a expansão das igrejas neopentecostais e sua invasão à mídia, principalmente radio e tevê, houve uma banalização absurda do que é fé. Prometem que através da fé você pode ter o que quiser, principalmente bens materiais. Pior que isso, estão emprestando a fé aos que não tem – e cobrando mais que agiotas – para que as pessoas realizem seus sonhos terrenos e carnais. A fé passou a ser um fim em si mesmo, colocando sobre ela um poder quase que mágico para realizar tudo o que quiser,  inclusive manipular a Deus.
Claro que a fé é poderosa e capaz de realizar feitos magníficos. Sim, os apóstolos de Cristo operavam milagres maravilhosos através da fé. Mas a fé vai muito além de milagres. Aliás, ela é um instrumento para o maior de todos os milagres: A SALVAÇÃO! A fé que opera em nós, nos faz crer que um dia Cristo morreu na cruz para pagar os nossos pecados, através dEle fomos adotados como filhos de Deus e que Ele voltará um dia e nos levará para estamos juntos na Sua glória, eternamente.
Mas infelizmente o que vemos hoje não a fé que o escritor aos Hebreus cita no capítulo 11, nem a de Paulo em Gálatas 2:20 ou sequer a que Jesus ensinou nos Evangelhos, digo isso pelo simples fato que nenhuma passagem bíblica, em especial no Novo Testamento, nos autoriza a colocar a fé em qualquer outro lugar que não em Deus.
Ainda que involuntariamente, grande parte das pessoas que vão à igreja hoje, está lá porque aquele pastor/bispo/apóstolo é um ungido para oprerar maravilhas e ele vai me curar, libertar meu filho das drogas, restaurar meu casamento, abrir porta de emprego e por aí vai. Isso é nítido nos testemunhos: “desde que comecei a vir aqui nessa igreja e o senhor orou por mim, o milagre aconteceu…”.
Além dessa aberração de chamarem para si a responsabilidade do milagre, ainda inventaram os malditos objetos ungidos e dotaram sobre eles um poder sobrenatural. Agora além de Deus e do líder, os objetos também podem te dar aquilo que você espera. E tem de tudo! Copo d’água, lenço, sal, rosa, chaveiro, vassoura, foto, arca da aliança, votos, sacrifícios, carnês e etc. São os bezerros de ouro da nossa geração. Estamos como o povo no deserto dizendo a Arão que era melhor construir um deus para ser adorado porque talvez Moisés tivesse morrido e eles estariam abandonados. Hoje, ainda que sem se dar conta esse povo diz aos líderes: “Faz muito tempo que Cristo prometeu vir nos buscar, talvez ele nem venha mais. Vamos fazer outras coisas para colocarmos a nossa fé, assim nos sentimos melhores”. E assim se apegam à pessoas, objetos, métodos, igrejas e tantas outras coisas, mas na verdade estão longe de Deus.
Como bem prodetizou o profeta Isaías e reforçou o Senhor Jesus:  “Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. (Mateus 15:8)”. Muitos crentes tem falado de um Jesus que eles nem conhecem ou que não existe, visto que o “Jesus” anunciado por aqui nem sempre é o da Bíblia.
Há alguns anos seria impossível chegar na casa de um crente e encontrar uma Bíblia aberta no Salmo 91 com o pretexto de trazer proteção ou sal na janela para proteger da entrada de espíritos maus. Hoje isso não só é normal como quem não faz é tido como cético.
Que a igreja de Cristo se volte a Ele e, como Paulo, pregue apenas Cristo e ele crucificado. Que Deus restaure a sua igreja e ajunte os remanescentes para anunciar o verdadeiro evangelho, que não é popular, mas ainda tem poder para salvar!

Oremos pela igreja em nossa nação, que não sabe o poder que teria para mudar a situação do nosso país!

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