#SetembroAmarelo – Pastores com Depressão

Por Thiago Schadeck

Desde o ano passado, temos visto na mídia inúmeros casos de pastores que sucumbiram à depressão e tiraram a própria vida. Infelizmente não são raros os casos em que pastores sofrem com a depressão. Estima-se que 50% dos pastores tem depressão em algum nível. Óbvio que nem todos pensam em suicídio, mas a depressão tem diversos sintomas e pode se manifestar de inúmeras formas.

Infelizmente ainda há muito preconceito em pastores procurarem ajuda médica, muitos preferem acreditar que a oração irá resolver. Creio que Deus é poderoso para curar, mas também foi Ele quem deu a inteligência para que os médicos nos tratassem e nos ajudassem nas dificuldades da vida. Incentive o seu pastor a procurar um psicólogo ou psiquiatra, se estiver sentindo que algo está errado.

Alguns motivos podem ajudar o pastor a desenvolver a depressão, enumero alguns abaixo:

Exigência em ser perfeito:

Ninguém discorda que o pastor deve ser o exemplo para a congregação, porém isso passou de todos os limites aceitáveis. Temos jogado nas costas dos pastores, e eles tem aceitado, o fardo da perfeição. Infelizmente o peso do erro de um pastor é exponencialmente muito maior que o de um simples membro. Concordo que por ter mais exposição, o peso é maior, mas não da forma que vem sendo atribuído.

Por exemplo, se o pastor perde a paciência no trânsito e discute com outro motorista, já é o suficiente para alguns colocarem em dúvida o até o seu chamado. Parece que pastor não é um ser humano normal, mas uma espécie de super herói. Os membros podem errar, o pastor, jamais.

Vai dizer que você nunca escutou, ou até disse: “Ele é pastor, não pode fazer isso”

Os membros não ligam para seus sentimentos:

Quando as pessoas tem algum problema ou não gostam de algo que o pastor fez, não tem a preocupação de falar com cuidado, sabendo que por trás do título existe um ser humano e que tem sentimentos. Via de regra acreditamos que o pastor tem que saber lidar com tudo, inclusive nossa falta de educação e sensibilidade.

Infelizmente os membros ainda não perceberam que o pastor não é um robô sem sentimentos que fica apenas discursando e dando ordens. Os membros devem ser o suporte para que o pastor possa realizar bem suas atribuições. Não seja ingênuo, seu pastor se machuca com as coisas que ouve.

Faça críticas construtivas e ajude seu pastor a crescer. Cresça junto com ele.

O trabalho dele é maior que pode suportar:

Sei que muita gente pensa que o trabalho do pastor é ir ao banco depositar o dinheiro das ofertas, pagar os boletos e preparar a pregação do domingo. Doce ilusão.

O pastor que realmente é dedicado faz visitas, recebe membros que precisam de ajuda, faz a parte financeira (tem muita igreja que não tem condições de pagar uma secretária), estuda a bíblia (a pregação não baixa na mente dele), gasta tempo em oração, dentre outras coisas. Além de tudo isso, tem a sua família para cuidar e dar conta de pastorea-los com tanta ou mais dedicação que o faz pela igreja.

Absorver problemas dos membros:

Você tem ideia de quantas pessoas procuraram seu pastor para desabafar? Tem de tudo: casamento acabando, filhos nas drogas, membros com vícios, traições, desejo de suicídio e por aí vai.

Como qualquer ser humano, sabendo do problema que um membro passa, o pastor se preocupa e fica apreensivo até que a situação se resolva. Imagine um membro de sua igreja te dizer que o filho foi ameaçado de morte pelo tráfico, você ficaria tranquilo ou se preocuparia com o fato de poder receber uma má notícia a qualquer momento.

O celular do pastor tem que ficar ligado 24h por dia e toca muito na madrugada. Ele é o primeiro nome que nos vem à mente nas angústias da madrugada, mas poucas vezes reconhecemos essa ajuda.

Falta de dinheiro:

Muitas igrejas, sobretudo as menores, não conseguem pagar um salário digno ao seu pastor. Isso faz com que muitos fiquem preocupados com as contas que tem de pagar, as roupas dos filhos que estão ficando pequenas, os filhos que tem de estudar na fraquíssima escola pública. No aniversário de sua esposa ele não tem condições de dar o bom presente, que ela merece.

Isso tem feito muitos pastores pensando em procurar um emprego secular. Isso o tiraria do dia a dia da igreja e o sobrecarregará ainda mais. Fora isso, ainda há a preocupação acerca do que os membros pensarão. Em sua mente passa a ideia de que vão achar que está abanando o ministério para ir atrás de dinheiro.

Esse dilema vai trazendo angústia ao seu coração e alimenta a depressão, ainda que silenciosa.

Veja aqui alguns sintomas da depressão:

  • Apatia
  • Falta de motivação
  • Medos que antes não existiam
  • Dificuldade de concentração
  • Perda ou aumento de apetite
  • Alto grau de pessimismo
  • Indecisão
  • Insegurança
  • Insônia
  • Falta de vontade em fazer atividades antes prazerosas
  • Sensação de vazio
  • Irritabilidade
  • Raciocínio mais lento
  • Esquecimento
  • Ansiedade
  • Angústia.

Conclusão:

Se você percebeu que há algo errado com seu pastor, não o critique e nem saia por aí falando para as pessoas. Chame ele para um café, converse com ele de forma aberta e deixe que ele fale o que o aflige.

O pastor precisa ter confiança de que você não sairá por aí contando os problemas que ele enfrenta. Assim como ele não conta os seus, não conte os dele.

Ore por ele e, juntos, tracem um plano de ação para solucionar os problemas dele. Seja um braço direito e divida algumas responsabilidades com ele.

Oremos por nossos pastores e, nós, oremos por eles!

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Por que os jovens desviam da fé quando chegam à faculdade?

Porque os jovens abandonam a fé quando chegam à faculdade?

Porque os jovens abandonam a fé quando chegam à faculdade?

Por Thiago Schadeck

Milhares de jovens ingressam à faculdade todos os anos. Uma parte deles são cristãos, que realmente crêem em Deus, tem a Bíblia como sua única regra de fé e prática; e que amam congregar e ter comunhão com os irmãos de sua igreja. Isso, porém, não é uma garantia que passarão os quatro anos, em média, da faculdade com sua fé ilesa. Não são raros os casos de cristãos fervorosos se tornarem ateus convictos.

Existem vários motivos para isso acontecer, porém existem três, que estão interligados, que são os principais:

1 – Falta de alicerce na fé

Muitos jovens são cristãos fervorosos, mas não conseguem explicar os conceitos básicos da fé. São bem treinados para falar em público e pregar nos cultos de jovens, mas totalmente despreparados para o debate que ocorre na faculdade.

Quando afrontados sobre suas crenças, não conseguem se defender e deixam que os outros coloquem dúvidas em suas mentes, o que depois se tornam novas convicções, totalmente inversas ao Evangelho.

Por essas e outras, temas como descriminalização do aborto e das drogas estão cada vez mais presentes nas igrejas. A falta de base os fez ver as coisas pelo lado da sociedade e não do que a Bíblia diz.

2 – A igreja não oferece ensino de qualidade:

Muitas igrejas tem medo de “sobrecarregar” os jovens com um ensino mais “pesado” das escrituras e, por isso, preferem entretê-los em rodinhas de discussões sobre coisas banais.

O interessante é que no colégio eles aprendem química, física, matemática, falam inglês, estudam como loucos para p vestibular. Normalmente tem smartphones e tablets de última geração e fazem coisas que são difíceis até de acreditar que sabem. É a geração sedenta por informações e hiper conectada, mas, na cabeça da liderança, se fizer estudar a bíblia, vão abandonar a igreja porque estão exigindo muito deles.

É quase uma sessão de coaching coletivo. Ensinam como ser louco por Jesus, como ser feliz (aliás, isso é até colocado como uma obrigação – você tem que ser feliz) e até o que pode ou não no namoro. O problema é que nada disso vem acompanhado de um ensino sério e sistemático da Bíblia. É como tapar o sol com uma peneira, não vai servir pra nada.

3 – Os cultos de jovens não são sérios:

Não estou aqui defendendo que os cultos de jovens devam ser como os de varões da década de 80. Tenho plena consciência da contemporaneidade da igreja e ela deve estar alinhada ao seu tempo. Isso, definitivamente, não é um problema.

É possível ter um culto de jovens que toque rock, rap e outros estilos musicais não convencionais e ainda assim ser um culto sério. O problema é que na maioria das vezes os jovens cantam, pulam e dançam no momento de louvor; na hora da palavra, que deveria ser o momento mais sério do culto, colocam alguém que é legal, que faz brincadeiras e ainda passa a mão na cabeça deles. Raramente há em um culto de jovens, uma pregação expositiva e que fale, por exemplo, sobre como os apóstolos sofreram por seguir a Cristo e os recrutando para serem imitadores da fé desses homens.

A combinação de músicas de letras fracas e sem base bíblica com uma pregação rasa como um pires não transformará ninguém.

Conclusão

Esses três motivos estão extremamente interligados e são a razão de muitos jovens abandonarem a Cristo durante o curso universitário.
Não são os jovens que perdem a fé ao entrar na faculdade, mas nós que não a alimentamos durante a vida toda deles. Construímos a fé desses jovens num terreno arenoso e queremos que ela se mantenha firme e forte em meio às tempestades da universidade, junto com a chegada da vida adulta e suas responsabilidades.

Invista e prepare os jovens da igreja e tenha uma comunidade muito mais forte em poucos anos.

É preciso mais FÉ para dizer SEJA FEITA A TUA VONTADE que EU PROFETIZO

Por Thiago Schadeck

No início dos anos 90, tivemos o boom do movimento conhecido como “palavra da fé”, que ensina, basicamente, que tudo o que falamos produz efeito no mundo espiritual. Um dos principais expoentes desse movimento foi Kanneth Hagin, que influenciou diretamente líderes de grandes igrejas brasileiras, como R.R. Soares, Edir Macedo e René Terra Nova.

Uma das marcas mais características desse grupo são as frases de efeito. Segundo eles, você tem que declarar com fé coisas do tipo: eu tomo posse”, “eu declaro”, “eu determino”, “eu profetizo”. Pois, na visão deles, nós temos o poder de Deus em nossa fala. Quando declaramos, é como se o próprio Deus estivesse falando.

“… Eu descobri que a pessoa tem o que ordena. Se alguém deseja mudar alguma coisa, deve acreditar o suficiente para ordená-lo…” (Jamie Buckingham)

Essa fé que eles tanto defendem, apesar de parecer, não é em Deus. Ela tem como alicerce seus próprios ventres, acreditam que podem produzir o que quiserem apenas pela autoridade do que falam. Passando por profetas de Deus, se mostram falsos profetas, visto que o que profetizam não se cumpre e não são dignos de temor (Deuteronômio 18:22) e fazem exatamente o contrário do que o personagem central da Bíblia, Jesus, ensinou.

A vontade de Deus

Proclamamos aos quatro ventos que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável, citando Romanos 8:28, mas não confiamos nisso. Preferimos declarar, profetizar e determinar, porque isso, teoricamente, nos coloca no controle da situação. Agrada nosso orgulhoso e enganoso coração, dá aquela sensação boa de poder. Nos sentimos deuses e isso faz bem ao ego inflado.

Mas vamos ver o que JESUS, diz sobre o assunto:

Na oração modelo, o Pai nosso, ele diz que devemos clamar pela vontade de Deus (Mateus 6:10) na terra, como ela é feita no céu.

Em João 6: 38, Jesus diz: “Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou.Jesus, embora sendo Deus (Filipenses 2:6), não quis profetizar, decretar e nem declarar a vitória. Ele fez exatamente o contrário, morreu na cruz, que era a forma mais humilhante que havia em sua época.

Inclusive, sabendo que estava próximo de ser preso e morto, juntou os discípulos e foi orar. Ao contrário dos defensores da palavra da fé, ele fez uma oração muito mais simples e sincera.

“E retirou-se outra vez para orar: ‘Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade‘”. (Mateus 26:42)

Você prefere ficar com o exemplo de Jesus ou com quem diz que Ele errou ao fazer isso?

Veja a frase de RR Soares, publicada em seu livro “O direito de desfrutar da saúde”
Usar a frase “se for a Tua vontade” em oração pode parecer espiritual, e demonstrar atitude piedosa de quem é submisso à vontade do Senhor, mas além de não adiantar nada, destrói a própria oração.”

O que ele disse é que Jesus errou ao pedir que Deus cumprisse Sua vontade. Ele deveria ter determinado que não ia pro cruz e saído como herói e, de preferência, tomar o poder de Roma e dá-lo aos discípulos.

Por isso que digo que tem que ter mais fé para dizer SEJA FEITA A TUA VONTADE que EU PROFETIZO. Não sei exatamente qual a vontade de Deus para mim em muitos momentos, mas tenho certeza que ela é boa. Quando “profetizo” digo a Deus que sei melhor que Ele o que preciso. Em resumo: não confio nEle.

Reveja suas posições e retome o caminho de Cristo e não dos homens que deturpam o Evangelho!

GRANDE TRIBULAÇÃO: A Igreja passará por ela?

A Igreja passará pela grande tribulação?

A Igreja passará pela grande tribulação?

Por Thiago Schadeck

A volta de Jesus e todos os eventos que a cercam já são motivos de debates desde os tempos bíblicos, porém a ideia de que os cristãos não passarão pela grande tribulação é relativamente recente, é do início do século XIX. Ela surgiu através de uma revelação que Margareth McDonald teria recebido e que foi amplamente divulgado por Edward Irving e através das bíblias de estudo de Scofield.

Fato é que os cristãos de nossa geração GOSPEL foi mimado e não aceita que devemos sofrer nesse mundo. Temos um enorme pavor com relação à isso. Esquecemos apenas que desde o início da Igreja, nossos irmãos são perseguidos e mortos por causa do nome de Jesus. Com exceção de João, que morreu em uma prisão perpétua e de Judas, que se enforcou, todos os apóstolos foram brutalmente assassinados. O Coliseu, em Roma, foi o palco de centenas de assassinatos de cristãos. Hebreus 11:37, no final da galeria dos heróis da fé, o escritor fala de homens que “Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados” e completa dizendo que “dos quais o mundo não era digno”. E ao longo de toda a história cristãos tem morrido por pregar o Evangelho da Salvação.
Resumindo: em nenhuma época de nossa história os cristãos foram poupados do sofrimento para defender o Evangelho, por que conosco seria diferente?

Por conta de interpretações de trechos de textos, interpretamos erroneamente o contexto e criamos uma ideia diferente do que a Bíblia diz claramente.

Obviamente que não sou louco de negar que a volta de Jesus está mais próxima que nunca e tenho a plena certeza de que o arrebatamento da Igreja é uma realidade. A diferença para a grande maioria dos cristãos é que não creio ser secreto e nem que pessoas sumirão de uma hora para outra, isso por um motivo simples: A Bíblia não afirma que as pessoas desaparecerão, mas que todo olho verá a Cristo, em sua volta (Apocalipse 1:7).

Então quer dizer que a Igreja passará pela grande tribulação?

A resposta para essa pergunta é um sonoro SIM!

Vejamos o que o próprio JESUS fala sobre esse tenebroso período que virá sobre a face da terra:

Vou dividir em tópicos para que todos tenhamos o claro entendimento do que estamos prestes a passar, com base no que Jesus disse aos discípulos em Marcos 13:19-27 (NVI – Nova Versão Internacional):

É o período mais terrível de todos os tempos:

19 – “Porque aqueles serão dias de tribulação como nunca houve desde que Deus criou o mundo até agora, nem jamais haverá.”

O período compreendido como a grande tribulação será de uma aflição sem precedentes. Desde a fundação do mundo não houve nada tão terrível e nem haverá depois. Ao final desse período, os salvos serão levados com Cristo para o Seu Reino e os condenados serão lançados no fogo do inferno.

Deus abreviará esses dias por causa dos escolhidos:

20 – “Se o Senhor não tivesse abreviado tais dias, ninguém sobreviveria. Mas, por causa dos eleitos por ele escolhidos, ele os abreviou”.

Será um período de tanto sofrimento que se Deus não intervir nem mesmo os eleitos e escolhidos por Deus conseguiriam passar por ele. Muita gente alega que esses eleitos seriam os judeus, que seriam despertados durante a tribulação para anunciar que Jesus havia voltado e que agora só seriam salvos aqueles que não O negassem.

Porém a Bíblia é muito clara acerca de quem são os eleitos: A IGREJA!

o Apóstolo Pedro escreve suas cartas direcionadas à Igreja e não aos judeus, logo a GERAÇÃO ELEITA se trata dos cristãos:
Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1 Pedro 2:9)\

No capítulo 11 de Romanos, o Apóstolo Paulo fala sobre a escolha dos judeus para serem o povo de Deus, mas que não receberam a Cristo e a ELEIÇÃO daqueles que creram nEle, ou seja, os cristãos.
“Que dizer então? Israel não conseguiu aquilo que tanto buscava, mas os eleitos o obtiveram“. (Romanos 11:7)

Ao seu discípulo Tito, Paulo se identifica como um escolhido por Deus para levar aos ELEITOS a fé salvífica. Se fosse para levar os judeus até a Deus, não seria necessário que ele abandonasse os ensinos de Gamaliel. Ele dizia acerca dos cristãos, que seriam salvos pela pregação!
“Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo para levar os eleitos de Deus à fé e ao conhecimento da verdade que conduz à piedade, fé e conhecimento que se fundamentam na esperança da vida eterna, a qual o Deus que não mente prometeu antes dos tempos eternos”. (Tito 1:1-2)

Pedro escreveu à Igreja chamando-os também de eleitos. Ele se dirigia àqueles que haviam sido dispersos pela perseguição aos cristãos. Note que ele saúda os que foram escolhidos pela obra santificadora do Espírito. Os judeus ainda buscavam a redenção através da Lei.
“Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos de Deus, peregrinos dispersos no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na província da Ásia e na Bitínia, escolhidos de acordo com a pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para a obediência a Jesus Cristo e a aspersão do seu sangue: Graça e paz lhes sejam multiplicadas”. (1 Pedro 1:1-2)

Existem ainda outros textos que referem os cristãos como os eleitos. Portanto não se pode alegar que esses eleitos seriam os judeus. Não os colocaremos aqui para o texto não ficar ainda maior, mas qualquer busca no Google é capaz de lhe aumentar o entendimento.

Nos dias da grande tribulação, os falsos Cristos e falsos profetas farão milagres mirabolantes:

Jesus é, mais uma vez, categórico ao informar que os eleitos, como já vimos acima, a Igreja, não pode ser enganada. Portanto, mesmo estando em meio à grande tribulação, Deus não nos abandonará, Ele mesmo cuida de nós.
Os falsos cristos e falsos profetas farão milagres tão maravilhosos que os escolhidos podem chegar a crer que aquilo seja realmente algo enviado da parte de Deus. Convenhamos que com o nível dos cristãos que temos hoje, que creem em qualquer charlatão que se diz profeta, não seria difícil para o falso profeta enganá-los. Por isso que Cristo não deixa que os seus eleitos se percam, para que o seu coração enganoso não lhe traia e faça crer nos milagres realizados pelo Diabo.

21 – “Se, então, alguém lhes disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo! ’ ou: ‘Vejam, ali está ele! ’, não acreditem. 22 – Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão sinais e maravilhas para, se possível, enganar os eleitos. 23 – Por isso, fiquem atentos: avisei-os de tudo antecipadamente”.

Jesus volta após a grande tribulação

A volta de Jesus acontecerá nos dias após a grande tribulação, quando todas as profecias cessarem e tudo já estiver cumprido.

24 – “Mas naqueles dias, após aquela tribulação, ‘o sol escurecerá e a lua não dará a sua luz; 25 – as estrelas cairão do céu e os poderes celestes serão abalados’.

A volta de Jesus é visível

A Igreja, em grande parte, tem acreditado no arrebatamento pré-tribulacionista e secreto. Como vimos nos versículos anteriores, Jesus diz que a igreja passará pela tribulação, logo, o arrebatamento é pós-tribulacionista. Da mesma forma, o arrebatamento não é secreto, Jesus será visto por todos aqueles que estiverem vivos. O soar da trombeta, escrito por Paulo aos Coríntios e aos Tessalonicenses, é o sinal da volta de Cristo e o arrebatamento visível da Igreja. Ele virá com aqueles que já morreram e levará consigo os que estiverem vivos.

26 – “Então se verá o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória.

Os eleitos serão arrebatados no final dos tempos

Como já vimos até aqui, os eleitos estão guardados por Deus para perseverarem em sua fé até o fim da tribulação. ele abreviará os dias para que os seus não se percam e guardará as suas mentes para que não creiam nos milagres do anticristo. O grand finale será os anjos reunindo os eleitos, a Igreja, de todos os cantos da terra, para o glorioso encontro com o nosso Senhor nos ares, de onde partiremos para o descanso eterno!
27 – E ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, dos confins da terra até os confins do céu.

Conclusão:

Creio que tenha ficado claro que cremos na volta de Jesus para nos buscar, todavia, não será antes que a Igreja seja provada na grande tribulação e tampouco será uma volta secreta. Jesus virá em poder e grande glória para que todos o vejam. Esse período não será de sete anos como alguns creem, por conta das setenta semanas de Daniel, ele será abreviado por conta dos eleitos, a Igreja. Poderá durar anos, como também pode ser questão de dias. Deus é quem sabe!

Se você tem dúvidas ou não concorda com algum ponto do texto, fique a vontade para comentar. Será um prazer crescer contigo no conhecimento. Vamos conversar!

Que Deus te abençoe!

VOTE NOS MELHORES DO GOSPEL!

Por Thiago Schadeck

Sei que o título desse texto atraiu sua atenção. Provavelmente você já entrou esperando encontrar seu artista favorito na disputa e, claro, votar nele.

Não te soa estranho esse negócio de MELHOR DO GOSPEL? Se, de fato, os artistas cristãos tem um ministério, não deveria haver o melhor e não tão bom, mas cada um cumprindo aquilo que entende como seu chamado por Deus. Paulo foi um grande apóstolo, porém não podemos dizer que ele foi melhor que o diácono Estevão. Seus ministérios tiveram alcances diferetes, mas cada um cumpriu seu propósito determinado por Deus.

A indústria do Gospel virou um monstro que engole seus artistas sem dó e nem piedade. Segundo pesquisas, o gospel é, junto com o sertanejo, o segmento mais lucrativo da música brasileira.

Cantores que começaram suas carreiras como verdadeiros adoradores se perderam ao longo do caminho e se venderam às grandes gravadoras. Elas tem o alcance que os artistas precisam para dar a exposição necessária para se tornar conhecidos. Além disso, abrem muitas portas nos programas de televisão, o que torna o artista conhecido também fora da igreja. Que maravilhoso poder fazer sucesso e ver sua música sendo cantada pelos não crentes.

Sabe qual o preço que essa fama cobra? Músicas cada vez mais rasas, com menos base bíblica e que agradem os ouvintes sedentos por terem seus egos afagados. Dificilmente se adora, de fato, a Deus nessas músicas. Repare que tem mais pronomes pessoais (eu, meu, mim) que referências a Deus em suas letras. Não se fala sobre a grandeza de Deus para nos livrar da condenação do pecado, mas do seu poder para esmagar os inimigos. Acabaram com esse negócio de se entregara a Deus, agora é Deus que me dá. Como nossa ganância é insaciável, nunca ficamos satisfeitos com as bençãos que recebemos dEle.

É provável que você não conheça Luiz de Carvalho, Grupo Logos, Vencedores por Cristo, Feliciano Amaral, Grupo Prisma Brasil entre outros. Eles não foram popstars, mas deixaram um grande legado na música cristã brasileira. Não tiveram a produção musical e os instrumentos de primeira qualidade que temos hoje, mas tem letras que nos levam às lágrimas pela profundidade.

Não se assuste se um dia ouvir os crentes cantando:

“Então minha alma, canta a mim senhor, grandioso eu sou, grandioso eu sou”

Ou então:

“E que diminua Deus, pra que eu seja senhor, mais e mais”

Reflita se o que temos ouvido e cantado em nossos cultos realmente adora a Deus é apenas uma massagem ao nosso ego, travestido de louvor.

Deus te abençoe!

Um coração orgulhoso não aceita a Graça de Deus

Por Thiago Schadeck

Qual seria sua reação, se eu disser que você não fez absolutamente nada para que Deus decidisse te salvar?

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” (Efésios 2:8-10 – NVI)

Há alguns dias venho meditando no texto acima e pensado como nosso coração orgulhoso tem dificuldade em aceitar que a salvação não está em nossas mãos e tampouco é um mérito nosso. Na nossa cabeça medíocre, precisamos ajudar a Deus em cumprir aquilo que ele já fez.

Quando Jesus morreu na cruz, Ele consumou aquilo que já estava planejado desde antes da fundação do mundo: a nossa redenção. Desde o pecado de Adão, procuramos, de alguma forma, como nos salvarmos. Claro que queremos fazer isso com nossas próprias forças, como se isso fosse possível. Nossa natureza má tem prazer apenas em fazer o que é mau. O que nos move a fazer a vontade de Deus é o próprio Espírito Dele!

As boas obras não nos salvam, elas são apebas a prova de que somos salvos. Deus já as planejou para nós as praticarmos. Ou seja, Deus mesmo preparou as oportunidades de fazermos as boas obras para que o mundo veja a nossa salvação nEle e O glorifique.

A graça de Deus é um favor imerecido, sendo assim, já devemos partir do pressuposto de que não somos dignos de sermos salvos. É puxa compaixão e misericórdia de um Deus m amoroso, que não poupou seu único filho para nos salvar. Cristo é o cordeiro que foi morto desde antes da fundação do mundo, antes mesmo que houvesse pecado.

Lembre-se que antes de morrer, Jesus bradou: “Está consumado!” e não: “Agora façam a parte de vocês!”

Que Deus te abençoe