Somos a PIOR geração de cristãos da história

Quem já estudou, ainda que superficialmente, a história da igreja, sabe o que nossos irmãos passaram para terem o privilégio de servir a Deus. O livro de Atos ilustra em detalhes o que os primeiros cristãos sofreram para que a Igreja tivesse continuidade.

Vale lembrar que Saulo, antes de sua conversão, era um vil assassino de crentes. Entrava nas casas e arrastava os crentes para a prisão e morte. Era impiedoso e mal, não poupava ninguém, antes incitava que maltratassem os que decidiram servir a Cristo. Ele que segurou as roupas daqueles que apedrejaram Estevão, o primeiro mártir. Quando teve o encontro com Cristo, Saulo estava com cartas nas mãos que o autorizavam a barbarizar os que fossem do “Caminho”. Depois de convertido, as coisas não ficaram melhores para o, agora, Paulo. Ele foi preso por diversas vezes, levou chicotadas, foi apedrejado e teve de se fingir de morto. O perseguidor agora era perseguido e glorificava a Deus por isso!

Os apóstolos foram mortos pelos seus perseguidores e não negaram o nome de Cristo. Quase todos provaram de uma morte violenta e dolorosa (com exceção de João que foi enviado para uma prisão perpétua na Ilha de Patmos), mas consideraram isso um ganho, visto que agora herdaram a Vida. A morte para eles era a ida para a Casa. O reencontro com Cristo, agora glorificado!

A história diz que os apóstolos de Cristo morreram dessa forma: Mateus, esfaqueado;  Tiago, Paulo e Aufeu foram decapitados (cortarem suas cabeças);Pedro foi crucificado de cabeça para baixo;  Felipe e André foram Crucificados; Matias foi  queimado vivo; Tiago (filho de Aufeu) foi apedrejado;  Lucas, o evangelista, foi enforcado; Simão, o Zelote e Judas Tadeu foram esquartejados (cortados em pedaços);  e Tomé foi morto a lanças

Essa é a forma que a história mostra a morte dos cristãos

Agora vamos à nossa geração:

Somos uma geração que tem envergonhado de forma recorrente o Evangelho. No Brasil somos mais de 50 milhões de Evangélicos e isso não representa absolutamente nenhuma mudança no país. Pelo contrário, nossa nação vai de mal a pior!

Uma geração que não crê na Bíblia:

Há quem pense que eu exagero nesse ponto, mas prefiro ir aos fatos. A maior prova de que os cristãos da nossa geração não crêem na Bíblia é que ela tem sido desprezada. A grande maioria dos crentes não tem o hábito de leitura, claro que isso se reflete na sua meditação bíblica. Preferimos caixinhas de promessas à bíblia; culto da vitória com a irmã que revela o RG à escola dominical; louvor à pregação. A Bíblia, que deveria ser, a nossa única regra de e prática foi renegada do meio dos crentes.

Existe crentes que defendam que estudar a bíblia mata a fé, porque a letra mata. Me pergunto como essas pessoas conhecem a Jesus, se não pela palavra de Deus?!

Somos uma geração mimada:

Enquanto há poucas décadas a preocupação dos cristãos era viver uma vida digna do chamado de Cristo e, pela graça de Deus, alcançar os perdidos, demonstrando o amor de Cristo por eles, atualmente queremos mostrar para os perdidos que somos abençoados e que Deus dá carro zero, casa em condomínio fechado e empresas. O conceito de benção agora é quase que unicamente material. Se está passando por dificuldades, sejam quais forem, é porque Deus não está abençoando. A igreja primitiva pensava exatamente o contrário, que as dificuldades aperfeiçoaram a fé e davam a oportunidade de testemunhar a Cristo com seu sangue.

Temos medo da morte!

Ave Maria dos Crentes! Deus me livre de morrer!

Infelizmente esse é o pensamento de muitos crentes. É óbvio que ninguém deve desejar a morte, a não ser que ela seja e meio para estar com Cristo pela eternidade. O problema é que a maioria tem medo de morrer porque sua família ficará desamparada ou porque não tem certeza de sua salvação. Em ambos os casos, isso pode ser resumido como falta de fé!

No primeiro caso, do medo de sua família passar necessidade, o sujeito crê que quem promove o sustento de sua família é ele e não Deus. Se realmente tivesse fé que é Deus quem o sustenta, não se preocuparia com sua falta, porque Deus continua com sua família, mesmo após sua partida.

No caso da incerteza da salvação, a falta de fé no sangue purificador de Cristo e sua graça. Como ensinado em muitas igrejas, o sacrifício de Cristo não foi suficiente e é você quem se salva, por suas boas obras. Alguém que se diz salvo e vive como um ímpio tem fortes indícios de nunca ter sido salvo.

Deixo aqui a indicação de alguns textos já publicados aqui, para que você possa meditar:

É preciso ter mais fé para dizer seja feita a Tua vontade que eu profetizo

A morte do Cristão é a sua ida para a casa

A oração do Pai Nosso da Igreja moderna

O Gospel é Pop

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Os crentes DEVEM comemorar o Natal!

Cristãos comemoram o natal

Já sei que quem é contra os cristãos comemorarem o natal vai lançar mão de algumas justificativas como Jesus não ter nascido em dezembro, que é uma festa pagã adaptada ao cristianismo e que Jesus nos mandou lembrar de sua morte e não seu nascimento. São justificativas, de certa forma, válidas, nas gostariaNatal de abordar um contra-pronto nessa visão.

Por quê, então, o cristão deve comemorar o natal?

Essa é a época do ano que todo mundo fala sobre o nascimento e até a vida de Jesus. O problema é que eles falam daquilo que não conhecem com a profundidade necessária. Para a maioria dessas pessoas, Jesus é um cara legal que passou por essa terra fazendo o bem e nada mais. Eles não tem Cristo como seu único Salvador, suas vidas não são guiadas pela Bíblia e não tem em si a habitação do Espírito Santo.

Quem, então, é melhor que os cristãos para anunciar, de fato e verdade, quem realmente é Jesus? Se nossa vida é pautada pelas escrituras sagradas, se Cristo é o nosso Senhor e se conhecemos o real significado da primeira vinda de Cristo, porque raios não usamos isso para evangelizar aqueles que ainda não tiveram uma explicação clara e coerente sobre Jesus?

…”Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês” (1 Pedro 3:15)

A razão de nossa vida é Cristo. Nele vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17:28). Sem Ele, nada podemos fazer (João 15:5), porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas (Romanos 11:36), deve-se fazer tudo para a glória Dele (1 Coríntios 10:31) e também porque fomos criados para louvor de Seu nome (Efésios 1:12).

Desta forma, se temos em Cristo a nossa verdadeira esperança, por quê não declará-la abertamente ao mundo? O natal é o tempo extremamente propício para mostrarmos que somos Dele e glorificamos o Seu nome!

Há quem defenda que não se deve comemorar o Natal porque Jesus não mandou comemorar o seu aniversário e sim sua morte. Por esse ponto de vista, não há nenhuma passagem em que Jesus fale aos discípulos que eles devem ser dizimistas. Ele também não fala que deve ter um período de louvor antes da pregação no culto, nem tampouco que para pregar tem de usar terno e gravata, mas isso não importa, não é mesmo?

Mas o Natal ocupou a data de uma festa pagã!

Sim, disso não há dúvidas. Mas o que te incomoda mesmo é ser a festa pagã? Se sim, deixe te mostrar algumas outras festas que tiveram origem pagã:

Festa de aniversário:

Você faz festa de aniversário para seus filhos ou até mesmo a da sua igreja? Saiba que nela tem diversas referências pagãs.

Na idade média havia a crença de que quando a pessoa fazia aniversário ficava vulnerável ao ataque de espíritos maus. Por isso, seus amigos e parentes iam até sua casa para passar a noite com outros aniversariante e protegê-lo desse ataque.

Bolo de aniversário:

O bolo de aniversário teve origem na Grécia antiga. Anualmente era oferecido um bolo à Ártemis, a deusa da caça.

Velas de aniversário:

As velas também eram uma prática na oferenda aos deuses gregos. Acender velas sobre o bolo de aniversário simbolizava um pedido de proteção espiritual ao aniversariante.

Buquê de noiva:

Essa tradição começou também na Grécia antiga, em que as mulheres usavam o buquê feito de ervas e alho para espantar o mau olhado e atrair bons fluídos. Claramente mais uma tradição não judaico-cristã!

Água “ungida”:

Sabe aquele copo d’água que você coloca em cima da televisão ou do rádio para receber oração? Isso, aquele também que dizem ser água de Israel e que vão distribuir na igreja?

A origem dele são as religiões que crêem que os médiuns tem poder para abençoar a água e que nela passará a haver um poder especial.

Então, se você não comemora o Natal por ter origem em uma festa pagã, deixe também de fazer essas coisas.

Use o Natal para falar de Cristo, anuncie seu nascimento e, a partir daí, sua vida, obra, morte, ressurreição e a promessa de sua vinda! Que o Natal seja o gatilho para muitas pessoas conhecerem o Deus a quem servimos!

COMO ME PREPARAR PARA PREGAR?

Como preparar um pregação e pregar bem? Quero ser usado por Deus

Por Thiago Schadeck

Não são poucas as pessoas que tem o desejo de pregar. Passam anos desejando uma oportunidade para ter o microfone em mãos e trazer uma mensagem da parte de Deus à Igreja.

Muitos nunca terão essa tão sonhada chance porque não se preparam corretamente e nem tem a capacidade de executar bem o que deseja. Obviamente que é necessário ter um chamado de Deus e receber dele uma capacitação especial, mas não é só isso. Existem também alguns passos para desempenhar bem a função de pregar.

Vejamos quais são esses passos:

Ore muito:

Pressupondo que pregar seja declarar à Igreja qual a vontade de Deus, como saberemos qual o desejo dEle se não conversarmos com o Senhor? É na oração que colocamos a Deus aquilo que temos em nosso coração, onde tomamos conselhos com Ele e nos colocamos debaixo de sua vontade.

Não ore pedindo que Deus te use ou te honre, porque isso são desejos vãos e, ainda que indiretamente, é nosso ego querendo destaque. Peça a Deus que Ele te ajude a honra-lo e que você possa exaltar o nome dEle.

Ore como João Batista: “Que Ele cresça e que eu diminua”

Estude bastante:

Estudar a Bíblia é fundamental para qualquer cristão, visto que a temos como nossa única regra de fé e prática, mas para quem deseja pregar é ainda mais importante. Não é questão do quanto você lê, mas o quanto conhece daquele texto para explicar aos seus ouvintes.

É indispensável que o pregador conheça o texto e o contexto (versículos anteriores e posteriores) para fazer uma exegese correta da passagem e não cair na cilada do versículo fora de contexto. Sua pregação pode, ainda que não seja recomendado, ser baseada em único versículo, mas a interpretação deverá, necessariamente, estar baseada na história completa e não como um fio solto.

Sempre uso um exemplo que é bem claro para ilustrar isso: imagine uma pregação baseada no versículo que diz: “Tudo isso te darei, se prostrado me adorares”, o pregador tem apenas dois caminhos a percorrer. O errado, em que vai dizer que se você se prostrar a Deus, ele te dará tudo e o correto, que ele aplicará o contexto e mostrará que o Diabo tentou tirar Jesus do seu foco, propondo-lhe comida (ele estava em jejum há 40 dias), poder e riquezas, mas Jesus rejeitou, porque sabia que sua missão e seu Reino não eram terrenos.

Seja simples e objetivo:

Se tem uma coisa que mata a pregação é quando o pregador não consegue transmitir à igreja aquilo que o texto diz tão claramente. Muitos pregadores dão tantas voltas para explicar aquilo que entenderam da passagem em questão que fica enfadonho e as pessoas se dispersam. Nessa questão também entram aqueles que querem explicar as palavras em grego, hebraico e aramaico, ainda que não faça o menor sentido para a mensagem.

Outro ponto é o tempo de pregação, a nossa geração é a que mais sofre de ansiedade na história, não conseguimos manter o foco por muito tempo, então é recomendado que a pregação não passe de 45 a 50 minutos, para que as pessoas não percam o fio da meada e saiam sem entender exatamente o que Deus quis dizer. Esse negócio de que Deus está querendo falar e o pregador tem que “dar lugar” é coisa de crente carnal que quer ficar mais tempo com o microfone. O objetivo principal da pregação é que Deus seja glorificado.

Para a pregação ser um “sucesso”, ela deve ser aplicável à vida de seus ouvintes. Não adianta falar sobre as voltas de Josué em Jericó, se isso não trouxer uma lição que seja prática aos ouvintes. Por isso, prepare a mensagem com calma e pensando bem no que e como irá falar.

Seja você mesmo:

O que não falta, principalmente no meio pentecostal, são pregadores que imitam os famosos. São bordões, roupas, trejeitos e até as pregações. Não é nada difícil encontrar uma pregação que seja idêntica a de algum pregador do Gideões, por exemplo. As mesmas falas, entonações e até as manifestações, tudo reproduzido fielmente ao visto no DVD.

Cada um tem um chamado e uma forma de Deus usar, busque isso.

E lembre-se dos cinco pilares da Reforma Protestante, eles são um bom guia para preparar uma boa pregação: Somente a Fé, Somente se Escrituras, Somente Cristo, Somente a Graça e Somente a Deus a Glória.

Deus te abençoe!