QUAL DEVE SER O SALÁRIO DO PASTOR?

Quanto um pastor deve ganhar? A igreja tem obrigação de pagar um salário ao pastor? Quanto ganha pra ser pastor?

Antes de qualquer coisa, é importante ressaltar, ainda que o texto deixará isso claro, que pastor não é profissão e, por isso, não tem registro em carteira seu salário chama-se plebenda, que é uma ajuda de custo

Durante os quase dez anos em que fui tesoureiro da igreja que congreguei, não foram poucas as vezes em que tivemos conversas para tentar definir qual deve ser o salário do pastor. Todas as vezes em que esse assunto vinha à pauta, minha opinião era sempre a mesma e baseada nesses cinco princípios:

  1. O pastor tem família para sustentar:

    Como qualquer marido e pai de família, o pastor tem a responsabilidade de levar o sustento para seu lar. Ele deve suprir as necessidades de sua família e isso custa dinheiro, logo, a igreja deve ser a fonte dessa renda. Se ele serve de forma integral, deve receber de acordo com sua função e dedicação

  2. Qual o custo de vida na cidade em que o pastor vive?

    É óbvio que o custo de vida em uma capital, como São Paulo, por exemplo, é muito maior que em uma cidade do interior do estado. Isso deve ser levado em conta quando o salário do pastor está em discussão. Não é porque o pastor da cidade do interior consegue viver com “X” por mês, que o da capital também conseguirá.

  3. O salário cobre as despesas básicas?

    O Pastor e sua família devem ter onde morar, o que comer, o que vestir, um lazer eventual e uma sobra que posaa poupar para as emergências. Não estou aqui, de forma alguma, defendendo que o pastor more em uma mansão, coma nos restaurantes mais caros da cidade e vista roupas de grife que custam uma fortuna, mas também não se pode aceitar o pastor morando em um barraco de madeira, tendo uma refeição por dia e com roupas surradas e sapatos furados, quando a igreja tem condições de proporcionar uma condição melhor.

  4. O pastor precisa de bons materiais de estudo:

    Muito embora haja bons materiais disponíveis na internet, eles não são suficientes. Existem bons livros que devam constar na biblioteca do pastor que custam caro, ele precisa ter boas bíblias de estudo, que também não são baratas. O pastor deve participar de cursos e seminários para aperfeiçoar seus conhecimentos e contribuir no crescimento espiritual da Igreja.

  5. O quanto ele trabalha na e para a Igreja?

    Se o pastor está em tempo integral na igreja, certamente ele faz muito mais que orar, preparar pregações e atender os membros que estão em dificuldades. Normalmente eles fazem pequenas manutenções no prédio, limpam, zelam e tomam conta de tudo o que envolve a Igreja. Se o pastor cumpre esses requisitos, é óbvio que deve ser “recompensado”. Se realmente for um homem de Deus, não será o salário que o fará trabalhar com mais dedicação. Se não for, independente do salário, ele nunca estará satisfeito.

Isto posto, também há outros dois pontos que são determinantes na questão salarial do ministro:

  1. A igreja tem condições de arcar com um salário que atenda aos cinco princípios acima?

    Assim como na nossa casa ou na empresa que trabalhamos, o correto é gastar menos do que se arrecada. Desta forma, se a igreja não tem como pagar um salário ao pastor que lhe supra as necessidades, é melhor que ele não fique em tempo integral, mas que trabalhe e ganhe seu dinheiro no mercado de trabalho. O apóstolo Paulo construía tendas para não ser pesado para a igreja (Atos 18:3).

  2. O pastor já tem um patrimônio que lhe permite abrir mão do salário?

    Existem pastores que já tiveram sucesso profissional e isso lhe trouxe um bom patrimônio, que o permite abir mão do salário. Neste caso, se a igreja tiver condições de pagá-lo e ele não quiser receber, seria prudente investir esse valor em alguma obra social, missões ou um caixa de urgência para socorrer algum irmão em necessidade.

Já ouvi um pastor dizer que se estivesse no mundo corporativo, liderando mais de cem pessoas, seria um diretor de empresa que teria um salário altíssimo. Outro fez questão de dizer numa reunião que ganhava um valor considerável (quase toda a arrecadação da igreja) quando trabalhava secularmente e agora a igreja não podia “igualar” seus rendimentos. Em ambos os casos fui enfático em orientar que abandonem o ministério e partam para a carreira no mundo corporativo, afinal o dinheiro, ou a falta dele, estava pensando muito em seus corações.

Vale a lembrança de que isso não é um mandamento bíblico direto, mas um conselho de quem está há muito tempo envolvido em liderança e manutenção de igreja. Também não tenho qualquer interesse em receber salário da igreja porque além de trabalhar em uma empresa privada e abri mão de ser pastor.

Sugiro que você leia também o meu artigo: Pastorado não é voto de pobreza.

Que esse texto ajude a melhorar essa complicada relação pastor x igreja x dinheiro!

O Salvador nasceu!

Antes que houvesse céus ou terra, Ele já existia (João 1:1, Salmos 90:2). Cristo, sendo Deus é Eterno (João 8:58) e mais, ele já estava crucificado por nossos pecados desde a criação do mundo (Apocalipse 13:8), ou seja, quando Deus disse “haja luz” (Gênesis 1:3), Ele já havia nos preparando um plano de redenção, a morte de seu único filho, através da cruz do Calvário (João 3:16).

Porém, haviam várias promessas ao longo de toda a história do Antigo Testamento de que nasceria, entre os judeus, um salvador. Desde o exílio no Egito, o povo hebreu aguardava ansiosamente a vinda do Messias que mudaria a sua história. Deus sempre tomava algum profeta para anunciar ao seu povo que a sua promessa ainda permanecia de pé, que Ele cumpriria tudo aquilo que fora prometido.

Quando chegou o tempo em que o próprio Deus viria ao mundo para nos salvar, o anjo Gabriel aparece a Maria e anuncia que ela estava grávida e o fruto de seu ventre fora gerado pelo Espírito Santo de Deus (Lucas 1:26-38) para se cumprir o que havia sido dito através do profeta Isaías: “Eis que a virgem ficará grávida e dará a luz a um filho e o seu nome será Emanuel” (Isaías 7:14). José, ao saber da gravidez de Maria, pensou em abandoná-la, para que ela não ficasse com má fama, mas o Senhor mandou o anjo Gabriel acalmá-lo e explicar a situação (Mateus 1:19-25).

Quando foram à Belém fazer o ressarcimento, ordenado pelo imperador, chegou o dia do nascimento do Salvador (Miquéias 5:2-3). O Rei dos reis nasceu e foi colocado em uma manjedoura enquanto o anjo Senhor anunciava que na cidade de Davi havia nascido e um coral celestial festejava cantando: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor“. (Lucas 2: 14).

Jesus veio ao mundo com um único propósito: glorificar o nome do Pai. Passou os 33 anos de sua vida seguindo o que era a vontade de Deus e cumprindo o seu propósito. Em Filipenses 2, um dos mais belos textos bíblicos, o Apóstolo Paulo escreveu:

“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai“. (Filipenses 2:5-11)

Esse é o resumo da vida do Salvador, o Deus que se fez servo e foi obediente a Deus até às últimas e mais severas consequências.

Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores! O Salvador nasceu para nos salvar e morreu para consumar o plano da salvação!

A Ele todo o louvor, toda honra e toda a glória!