SIMONE E SIMARIA: O REFLEXO DO GOSPEL

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Simone e Simaria se recusaram a cantar o nome de Yemanjá porque são evangélicas

Na semana passada saiu a notícia de que Simone e Simaria não cantaram o trecho de uma música porque falava de Yemanjá. O motivo é bem simples: elas são evangélicas!

Elas Representam muito bem o que vem acontecendo ao longo dos últimos anos nas igrejas, conversões que tiram os deuses pagãos de nossas bocas e rotinas, mas que não transforma a vida por completo.

Quem não se lembra do vídeo que viralizou nas redes sociais em que elas pediam para que a Laura Muller, sexóloga do programa Altas Horas, desse dicas de como fazer sexo anal sem sentir dor?As letras delas não mudaram, continuam incentivando e falando sobre adultério, bebedeira, diversão irresponsável. As “coleguinhas” só aderiram ao gospel, mas não ao Cristo e suas ordens.

Há poucos meses os crentes compartilharam freneticamente um vídeo delas cantando “Deus de Promessas”, como se aquilo fosse o selo de uma conversão. Ledo engano, meus amigos!

As músicas gospel atuais podem ser cantadas na igreja ou no boteco, dado a sua falta de profundidade – Lembra do “entra na minha casa…” que tocava até nos risca faca? – elas não exaltam a Deus e nem falam sobre a Sua santidade. São baseadas no homem e no quando ele é o queridinho de Deus. Músicas que não trazem reflexão, base bíblica e nem verdades sobre Deus, só massageiam o ego e agradam pessoas mimadas e com baixa auto estima.

Isto posto, desejo, de coração, que Simone e Simaria e outros artistas possam encontrar-se realmente com Cristo e ter suas vidas transformadas. Que possamos nos encontrar na eternidade e vivermos com Cristo para sempre.

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O PASTOR NÃO É A ESTRELA DA IGREJA

Sou cristão desde muito pequeno, minha mãe se converteu quando eu tinha cerca de 3 anos de idade e vivo o ambiente eclesiástico com mais profundidade há pelo menos 13 anos. Entendo perfeitamente que o pastor é alguém com uma missão e uma responsabilidade que o restante da igreja talvez não tenha ombros para carregar. Ele é uma peça muito importante na função de conduzir a igreja conforme a vontade de Deus e no auxílio aos que se achegam ao Pai, para que eles O conheçam da forma correta.

Nesse tempo que convivo com igrejas e pastores, percebi que há uma tendência cada vez mais latente de que o pastor seja a estrela da igreja. Não por acaso, isso se acirrou após a expansão da internet, extremamente acentuada nas últimas duas décadas.

Participo também de um grupo de designs cristãos (onde estou só de curioso mesmo, porque sou muito limitado na área) e percebo que sempre que alguém posta o seu job, seja o banner de uma campanha ou um cartaz de divulgação de sua igreja, tem a foto do pastor. Por vezes essa foto tem até mais destaque que as informações do próprio evento. No meio pentecostal isso é muito latente. Existe quase uma regra não formal que em qualquer divulgação de efeito deve ter a foto dos pastores presidentes (normalmente o casal), dos pastores locais e dos dirigentes. Mal sobra espaço para divulgar aquilo que realmente tem importância. Infelizmente isso não fica campo da internet, a tendência está presente nas fachadas e até no interior de algumas igrejas. Não existe um folheto ou comunicado que não faça menção ou tenha a foto do pastor.

Nesse exemplo do grupo do Facebook, questionei em um dos posts se a foto dos pastores e organizadores estava ali porque eles acharam que deveria ou por alguma exigência. Veja qual foi a resposta abaixo:

O pastor não é mais importante que o membro mais simples, aos olhos de Deus. Ele é apenas alguém que foi escolhido para um digno ministério, todavia continua sendo dependente da graça salvadora de Cristo. A unção ao ministério pastoral não o torna um super herói, ao contrário, o faz mais dependente da ajuda divina.

Se você é pastor, aconselho que você repense como a igreja tem te visto. O servo não busca reconhecimento para si e sim para o seu senhor. Nós somos apenas instrumentos nas mãos de Deus e a honra deve ser, de fato, toda dEle. Ainda que inconscientemente, quando exigimos a nossa foto nos materiais da igreja, induzimos as pessoas a associarem a igreja a nós, mas nós não somos os donos ou detentores dela. A Igreja já foi comprada pelo sangue de Jesus.

Engula esse seu ego a seco. Levante a cabeça e lute contra essa vontade de ser o maior no Reino dos céus. Todos estamos no mesmo patamar, no chão, sob a sombra da cruz. Cristo é o centro. A Ele todo louvor, honra e glória, não a nós. Reflita se a vontade de ter o rosto estampado em todo lugar é para que o Reino seja proclamado ou se é só um desejo carnal de se aparecer.

É tempo de refletirmos nosso papel, enquanto pastores, e como isso tem refletido sobre a igreja!

Em Cristo, Thiago Schadeck