Festas Bíblicas Judaicas: Devemos Segui-las?

 

Shofar

“As festas bíblicas são ordens sagradas do Senhor. Elas não são apenas judaicas; são, antes de mais nada, do Senhor, declaradas como estatuto eterno (Lv. 23:1-44). Essas festas não são um convite para que a Igreja volte à primeira aliança, mas para sustentar a mensagem que elas transmitem. Elas apontam para o fim, para o Cordeiro e falam da parusia, ou seja, a segunda vinda do Messias.”

“Preste atenção ao que está sendo ministrado, pois Roma não deseja que nossos olhos sejam abertos. Roma quer nos prender ao paganismo. Esse paganismo se traduz na tentativa de deixar as festas bíblicas no esquecimento e de pegar as festas pagãs e tentar cristianizá-las. Porém, Deus abriu os nossos olhos. Não estamos mais debaixo da escuridão, pois o Senhor nos trouxe para a luz.”

(Ap. Renê Terra Nova).

A frase do autodenominado “apóstolo” René Terra Nova demonstra bem a necessidade de estudarmos este assunto: a Igreja deve guardar festas e costumes judaicos? A Bíblia deixa alguma evidência de que tais práticas são para os cristãos?

Independentemente de dados históricos extra-bíblicos, devemos nos deter ao estudo das Escrituras para esclarecermos tais questionamentos. É da Bíblia a Palavra final sobre o assunto!

Para começarmos nosso estudo, é interessante nos debruçarmos sobre a carta de Paulo aos gálatas, pois os irmãos da Galácia estavam passando por uma situação semelhante à da igreja de hoje.

Quando Paulo escreveu aos gálatas, os judeus estavam presentes em todo o Império Romano, principalmente nas cidades mais importantes. Muitos deles se converteram ao cristianismo e, dentre os convertidos, havia aqueles que queriam impor a lei mosaica sobre os cristãos gentios. São os “judaizantes”. Assim como os fariseus e saduceus perseguiram Jesus durante o período mencionado pelos evangelhos, os judaizantes pareciam estar sempre acompanhando os passos de Paulo a fim de influenciar as igrejas por ele estabelecidas. Essa questão entre judaísmo e cristianismo percorre o Novo Testamento.

Os judaizantes estavam também na Galácia, onde se tornaram uma forte ameaça contra a sã doutrina das igrejas.

Aqueles judeus davam a entender que o evangelho estava incompleto. Para conseguirem uma influência maior sobre as igrejas, eles procuravam minar a autoridade de Paulo. Para isso, atacavam a legitimidade do seu apostolado, como tinham feito em Corinto.

O EVANGELHO JUDAIZANTE

Os judaizantes chegavam às igrejas com o Velho Testamento “nas mãos”. Isso se apresentava como um grande impacto para os cristãos. O próprio Paulo ensinava a valorização das Sagradas Escrituras. Como responder a um judeu que mostrava no Velho Testamento a obrigatoriedade da circuncisão e da obediência à lei? Além disso, apresentavam Abraão como o modelo para os servos de Deus.

Os judaizantes ensinavam que a salvação dependia também da lei, principalmente da circuncisão. Segundo eles, para ser cristão, a pessoa precisava antes ser judeu (não por descendência, mas por religião). Foi para combater as heresias judaizantes que Paulo escreveu aos gálatas e mostrou àqueles irmãos que voltar as práticas e aos cerimoniais da Lei era cair da graça. (Gálatas 5:1-10):

“1 ¶ ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. 2 Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. 3 E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. 4 Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. 5 Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça. 6 Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. 7 Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? 8 Esta persuasão não vem daquele que vos chamou. 9 Um pouco de fermento leveda toda a massa. 10 Confio de vós, no Senhor, que nenhuma outra coisa sentireis; mas aquele que vos inquieta, seja ele quem for, sofrerá a condenação.” (Gl 5:1-10)

Algo parecido tem acontecido na Igreja brasileira nos dias atuais. Os judaizantes modernos ensinam que devemos guardar as festas judaicas, ler a Torah nos cultos, etc.

É muito comum vermos cristãos usando kipás (bonezinho usado pelos judeus), buscando ligações genealógicas com o povo israelita para que possam obter nacionalidade judia, entre outras coisas. Até mesmo nos cultos de algumas igrejas, músicas e danças judaicas foram inseridas.

Em nome do amor a Israel a bandeira da nação é colocada na igreja (será que um árabe desejoso por conhecer Cristo entraria nesta igreja?), o shofar é tocado e promovem-se as festas com a promessa de uma nova unção sobre a vida de quem participa de tais celebrações.

Há igrejas onde as pessoas não podem adentrar ao templo de sandálias ou sapatos e são orientadas a tirar os calçados, pois, segundo ensinam, irão pisar terra santa.

Há notícias de denominações no Brasil onde os assentos foram retirados dos templos e os crentes ficam de joelhos em posição semelhante à usada pelos judeus nas sinagogas.

Uma famosa “apóstola” apregoa inclusive a necessidade da Igreja Evangélica brasileira guardar o sábado. Em uma entrevista a antiga revista Vinde, ela declarou: “Meu contato com Israel me mostrou várias coisas, como os dias proféticos, as alianças: seis dias trabalharás e ao sétimo descansarás. Êxodo 31 declara que o sábado é o sinal de uma aliança perpétua e da volta de Cristo”.

Afinal, devemos ter a preocupação de celebrar as festas judaicas, usar kipá, colocar pano de saco, banhar-se de cinzas? O cristão tem essas obrigações? O que diz a Palavra sobre o assunto?

Sobre a idéia da guarda do sábado e a sugestão da pastora de que isso faz parte de uma aliança perpétua, verifiquemos o seguinte:

Usar a expressão “aliança perpétua” para referir-se à aliança feita entre Deus e Israel é desconhecer a transitoriedade dessa aliança apontada pela Bíblia. Se não, vejamos. A Bíblia menciona a existência de duas alianças. A primeira foi firmada entre Deus e o povo de Israel (Êxodo 19.1-8), logo que saiu da terra do Egito e se acampou junto ao Monte Sinai. A aliança foi ratificada com o sangue de animais como se lê em Êxodo 24.1-8. No livro de Hebreus, o escritor se reporta a esta aliança, dizendo: “18 Por isso também o primeiro não foi consagrado sem sangue; 19 Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissope, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo, 20 Dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado.” (Hb 9:18-20)

Essa aliança não integrava o povo gentio (Salmo 147.19 e 20): “19 Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. 20 Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR.” (Sl 147:19-20)

Embora o povo de Israel tivesse prontidão em responder que observaria essa aliança, na verdade, não a cumpriu, de modo que Deus prometeu nova aliança. Essa promessa foi registrada por Jeremias: “31 Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR. 33 Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 34 E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.” (Jr 31:31-34).

Novamente, o escritor do livro de Hebreus se reporta a essa nova aliança, afirmando que ela já tinha sido estabelecida por Jesus Cristo: “6 ¶ Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas. 7 Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda.” (Hb 8:6-7). Ainda Paulo, falando sobre a antiga aliança, declara: “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (2Co 3:6). Logo, não se pode falar em “aliança perpétua”, referindo-se à primeira aliança entre Deus e Israel.

O que talvez a apóstola quisesse, mas não o fez, era dizer que o sábado é um mandamento perpétuo, como se lê em Êxodo 31. 16 e 17. Todavia, ainda assim, ela estaria incorreta. Não procede dizer que a guarda do sábado deva ser observada pelos cristãos hoje. Isto porque a palavra perpétuo não se aplica só ao sábado, mas também a vários outros preceitos que os guardadores do sábado nunca se dispuseram a cumprir, como, por exemplo, a circuncisão pois Gênesis 17.13-14 diz o seguinte: “Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança”. E agora, teremos que nos circuncidar também? Ou não seria mais coerente guardar o significado espiritual de tais ordenanças e não o seu aspecto cerimonial?

Um outro argumento da “apóstola” é a de que o domingo tem origem pagã, ela diz: “Roma teve um imperador que adorava o sol. Daí Sunday (dia do sol) [do inglês, domingo]. Por essa questão pagã, a tradição chegou até nossos dias…”.

Entretanto, esse é um argumento pueril, freqüentemente citado por eles para imprimir a idéia de que a guarda de outro dia que não o sábado é de origem estritamente pagã. Tão pagã quanto a palavra Sunday é Saturday (dia de Saturno), sábado, em inglês. O dia era dedicado ao deus Saturno e prestava-se culto com orgias e muita bebida. Os dias da semana levavam nomes pagãos e não só o domingo.

Constantino, por sua vez, foi o primeiro imperador romano a adotar o cristianismo. Quando o fez promulgou vários decretos em favor dos cristãos, destacando-se o de 7 de março de 321. Se vale o argumento de que a guarda do domingo é de origem pagã por ter sido Constantino quem firmou o primeiro dia da semana como dia de guarda, então teria que reconhecer que a doutrina da Trindade também tem origem pagã, pois foi o mesmo Constantino quem presidiu o Concílio de Nicéia, em 325, quando foi reconhecida biblicamente a deidade absoluta de Jesus. Jesus sempre foi Deus verdadeiro ou passou a sê-lo depois do Concílio de Nicéia? E o domingo passou a ser dito como dia de adoração em decorrência do decreto imperial ou os cristãos já o tinham como dia de adoração?

Quanto ao uso do Kipá, atente para o significado desta indumentária judaica segundo judeus messiânicos:

“Kipá – Simboliza que há alguém acima de você – O significado da palavra kipá é “arco”, que fica compreensível quando pensamos em seu formato. A kipá é um lembrete constante da presença de Deus. Relembra o homem de que existe alguém acima dele, de que há Alguém Maior que o está acompanhando em todos os lugares e está sempre o protegendo, como o arco, e o guiando. Onde quer que vá, o judeu estará sempre acompanhado de Deus”.

“É costume judaico desde os primórdios um homem manter sua cabeça coberta o tempo todo, demonstrando com isso humildade perante Deus. É expressamente proibido entrar numa sinagoga, mencionar o nome Divino, recitar uma prece ou bênção, estudar Torá ou realizar qualquer ato religioso de cabeça descoberta”.

Fica o questionamento: é necessário para um cristão usar um kipá para lhe lembrar a presença de Deus? É preciso usar esse gorrinho para não esquecer de que Deus é Soberano e está acima de todos?

Não basta para o verdadeiro cristão o fato de que o próprio Deus habita em nós por meio do Seu Espírito? Fica o questionamento de Paulo aos coríntios: (1 Coríntios 3:16) “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”.

 

POR QUÊ NÓS CRISTÃOS NÃO GUARDAMOS A LEI?


1o – A lei de Moisés foi dada aos filhos de Israel (Êx.19,3,6). Nós, cristãos gentios, não somos filhos da nação Israel.

2o – Jesus cumpriu a lei cerimonial. Tal cumprimento significa não apenas sua obediência, mas a satisfação das exigências da lei cerimonial através da obra de Cristo.

Precisamos entender que os mandamentos da lei mosaica se dividem em vários tipos. Vamos, basicamente, dividi-los em mandamentos morais, civis e cerimoniais:

Os mandamentos morais dizem respeito ao tratamento para com o próximo: Não matarás; Não adulterarás; Não furtarás, etc. Tais ordenanças estão vinculadas à palavra amor.

Os mandamentos civis são aqueles que regulamentavam a vida social do israelita. São regras diversas que se aplicam às relações da sociedade. Um bom exemplo é o regulamento da escravidão.

Os mandamentos cerimoniais são aqueles que se referem estritamente às questões religiosas. São as ordenanças que descrevem os rituais judaicos.

A classificação de um mandamento dentro desses tipos nem sempre é fácil. Algumas vezes, uma lei pode pertencer a dois desses grupos ao mesmo tempo, já que a questão religiosa está por trás de tudo. A sociedade israelita era essencialmente religiosa. O Estado e o sacerdócio nem sempre se encontravam separados. Contudo, tal proposta de classificação já serve para o nosso objetivo.

A lei moral se resume no amor a Deus e ao próximo, como é dito em Gálatas 5.14 “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.Os princípios morais permanecem válidos no Novo Testamento. Hoje, não matamos o próximo, mas não por causa da lei de Moisés e sim por causa da lei de Cristo (Gálatas 6.2) “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” à qual os gálatas deviam obedecer. A lei de Cristo é a lei do amor a Deus e ao próximo.

As leis civis do povo de Israel não se aplicam a nós. Além dos motivos já expostos, nossas circunstâncias são bastante diferentes e temos nossas próprias leis civis para observar. O cristão deve obedecer as leis estabelecidas pelas autoridades humanas enquanto essas leis não estiverem ordenando transgressão da vontade de Deus (Rm.13.1) “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”.

As leis cerimoniais judaicas foram abolidas por Cristo na cruz (o significado de cada uma delas se cumpriu em Cristo). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados da lei cerimonial judaica. Por isso, não fazemos sacrifícios de animais, não guardamos o sábado, não celebramos as festas judaicas, etc.

Se alguém quiser observar algum costume judaico, isso não constituirá problema, desde que a pessoa não veja nisso uma condição para a salvação e nem prometa através destas coisas tornar alguém mais espiritual. (Rm 14.-8)

“1 ¶ ORA, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. 2 Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. 3 O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. 4 Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio SENHOR ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. 5 Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. 6 Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a Deus. 7 Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. 8 Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (Rm 14:1-8 ACF)

O problema é justamente a conotação dada a essas festas e aos costumes judaicos por pessoas de movimentos judaizantes. Por exemplo, dizem que se não celebrarmos as festas estaremos sendo devedores ao Senhor e que celebrar seria repreender o “espírito de Roma” da Igreja, que o Evangelho estaria de volta a Jerusalém, etc.

Celebrar uma festa judaica na igreja como representação simbólica do período vetero-testamentário nada tem de mais, no entanto, colocar isso como obediência de mandamento é certamente abandonar a graça de Deus e voltar a Lei.

Já há gente se vestindo de pano de saco e banhando-se de cinzas para mostrar arrependimento. Em certos ambientes, para se aproximar do púlpito é preciso que os crentes tirem os calçados, pois estariam pisando em “lugar santo”. Com isso, a obra de Cristo estará sendo colocada em segundo plano, como algo incompleto e insuficiente, como fica claro em Gálatas 5.4-6 “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes. Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé. Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor”.

Além de tudo isso, é bom que citemos as palavras de Paulo: “..não estais debaixo da lei mas debaixo da graça.” (Rm.6.14).

O Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho escreveu o seguinte sobre a rejudaização da Igreja:


A rejudaização do evangelho tem um lado comercial e outro teológico. O comercial se vê nas propagandas para visita à “Terra Santa”. O judaísmo girava ao redor de três grandes verdades: um povo, uma terra e um Deus. No cristianismo há um povo, mas não mais como etnia. A Igreja é o novo povo de Deus, herdeira e sucessora de Israel, composta de “homens de toda tribo, e língua e povo e nação” (Ap 5.9). Há também um Deus, que se revelou em Jesus Cristo, sua palavra final (Hb 1.1-2). Mas não há uma terra santa. No cristianismo não há lugares e objetos santos. O prédio onde a Igreja se reúne e que alguns chamam, na linguagem do Antigo Testamento, de “santuário”, não é santuário nem morada de Deus. É salão de cultos. O Eterno não mora em prédios, mas em pessoas. Elas são o santuário (At 17.24, 1Co 3.16, 6.19 e Hb 3.6). Deus não está mais perto de alguém em Jerusalém que na floresta amazônica, nos condomínios, favelas e cortiços das grandes cidades. No cristianismo, santo não é o lugar. São as pessoas. Não é o chão. É o crente. E Deus pode ser encontrado em qualquer lugar. Não temos terra santa, e sim gente santa.

A propaganda gera uma teologia defeituosa. Pessoas vão à Israel para se batizar nas águas onde Jesus se batizou. Ora, o batismo é único, singular e sem repetição. Ele segue a conversão e mostra o engajamento da pessoa no propósito eterno de Deus. Uma pessoa que foi batizada, após conversão e profissão de fé, numa igreja bíblica, não se batiza no rio Jordão. Apenas toma um banho. E, sem o sentido filosófico do ser e do vir a ser de Heráclito, aquele não é o Jordão onde Jesus foi batizado porque as águas são outras. As moléculas de hidrogênio e oxigênio que compunham aquele Jordão podem estar hoje em alguma nuvem. Ou na bacia amazônica. Ou no mar. Até no Tietê. É mero sentimentalismo e não identificação com Jesus. É lamentável que pastores conservadores em teologia “batizem” crentes já batizados no Jordão. Isto é vulgarizar o batismo, tirando seu valor teológico.

Não sou contra turismo. Faça-o quem puder e regozije-se com a oportunidade. Sou contra o entortamento da teologia como apelo turístico. Temos visto pastores com sal do mar Morto, azeite do monte das Oliveiras (há alguma usina de beneficiamento de azeitonas lá?) e até crucifixos feitos da cruz de Jesus (pastores evangélicos, sim!). Há um fetichismo com terra santa, areia santa, água santa, sal santo, folha de oliveira santa, etc. No cristianismo as pessoas são santas, mas as coisas não. A rejudaização caminha paralelamente com a superstição e feitiçaria. É parente da paganização. Não estou tecendo uma colcha de retalhos. Tudo isto é produto de uma hermenêutica defeituosa, que não compreende as distinções entre os dois Testamentos, os critérios diferentes para interpretá-los, a pompa e liturgia do judaísmo em contraposição à desburocratização do cristianismo e que a palavra final de Deus foi dada em Jesus Cristo. É o NT que interpreta o AT e não o AT que interpreta o NT.

 

Um outro fator abordado pelo pastor Isaltino é a tal “restauração do sacerdócio”. O pastor visto como um intermediário da relação do homem com Deus. Sabemos que no NT o sacerdócio universal do crente fica claro, nem um filho de Deus precisa de sacerdotes humanos para ter acesso ao Pai. Temos a Cristo como o nosso Mediador:

Entretanto, a incidência do uso do termo “leigo” para os não consagrados aos ministérios é reveladora. Todos nós somos ministros, pois todos somos servos. E todos somos leigos, porque todos somos povo (é este o sentido da palavra “leigo”, alguém do povo). Não temos clero nem laicato. Somos todos ministros e somos todos povo. Mas cada vez mais as bases ministeriais são buscadas no Antigo Testamento e não no Novo. Usamos os termos do Novo com a conotação do Antigo. O pastor do NT passa a ter a conotação do sacerdote do AT. É o “ungido”, detentor de uma relação especial com Deus que os outros não têm. Só ele pode realizar certos atos litúrgicos, como o sacerdote do AT. Por exemplo, batismo e ceia só podem ser celebrados por ele. Assumimos isto como postura, mas não é uma exigência bíblica. Na batalha espiritual isto é mais forte. Os pastores tornam a igreja dependente deles. Só eles têm a oração poderosa, a corrente de libertação só pode ser feita por eles e na igreja, só eles quebram as maldições, etc.

O sentido teológico do sacerdote hebreu parece permear fortemente o sentido teológico do pastor neotestamentário na visão destas pessoas. Este conceito convém ao pastor que prefere ser chamado de “líder”. Ele se torna um homem acima dos outros, incontestável, líder que deve ser acatado. Tem uma autoridade espiritual que os outros não tem. O Antigo Testamento elitiza a liderança. O Novo Testamento democratiza. Para os líderes destes movimentos, o Novo Testamento, a mensagem da graça e a eclesiologia despida de objetos, palavras e gestual sagrados não são interessantes. Assim, eles se refugiam no AT. Por isso há igrejas evangélicas com castiçais de sete braços e estrelas de Davi no lugar da cruz, bandeira de Israel, guardando festas judaicas, e até incensários em seus salões de cultos. Há evangélicos que parecem frustrados por não serem judeus. A liturgia pomposa do judaísmo é mais atraente e permite mais manobra ao líder que se põe acima dos outros. Concluindo, a atração pelo poder é maior do que o desejo de servir.

 

A RESPOSTA DE PAULO AOS JUDAIZANTES DA GALÁCIA:


A perniciosidade da influência judaica na Galácia estava no fato de atentar contra a essência do evangelho. Os judeus queriam acrescentar a circuncisão como condição para a salvação. Se assim fosse, o cristianismo seria apenas mais uma seita do judaísmo. Então, Paulo vem reforçar o ensino de que a salvação ocorre pela fé na suficiência da obra de Cristo. Para se conhecer a suficiência é preciso que se entenda o significado. Em sua exposição, Paulo toma Abraão como exemplo, assim como fez na epístola aos Romanos, afirmando que o patriarca foi justificado pela fé e não por obediência à lei. Tal exemplo era de grande peso para o judeu que lesse a epístola. Na seqüência, o apóstolo expõe diversos aspectos da obra de Cristo e do Espírito Santo na vida do salvo sem as imposições da lei.

 

COMPARAÇÃO ENTRE CARACTERÍSTICAS E EFEITOS DA LEI E DA GRAÇA


A lei mosaica se concentrava em questões visíveis, embora não fosse omissa com relação ao espiritual. Os pecados ali proibidos eram, principalmente, físicos. Assim também, a adoração era bastante prática. Seus preceitos determinavam o local, a postura, a roupa, o tempo apropriado, etc. No Novo Testamento, Jesus vem transferir a ênfase para o espiritual, embora não seja omisso em relação ao físico. Ao falar com a mulher samaritana, Jesus observa que ela estava muito preocupada com os aspectos exteriores da adoração a Deus. Isso era característica da ênfase do Velho Testamento. Jesus lhe disse:
“A hora vem e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade” (João 4.23). Vemos nisso a ênfase do Novo Testamento: que é espiritual.

 

Contrastes entre a Lei e a Graça


LEI / MOISÉS

Mostra o pecado

Enfatiza a carne

Traz prisão e morte

Infância

Traz maldição

GRAÇA / JESUS / CRUZ

Perdoa o pecado

Enfatiza o espírito

Traz libertação e vida

Maturidade

Leva a maldição

Aponta pra Cristo

Conduz ao Pai

 

PRESERVAÇÃO DA LIBERDADE


Paulo admoestou os gálatas para que se lembrassem do significado da obra de Cristo, a qual teve o objetivo de libertá-los. Agora que eram livres, não deveriam voltar ao domínio da lei.

Voltar à lei é negar a graça e perder os seus efeitos, ele mostra isso enfaticamente no Capítulo 5. É renunciar aos direitos de filho e voltar a viver como servo (Sara e Hagar). É renunciar à liberdade cristã, a qual foi comprada pelo precioso sangue do nosso Senhor. A história de Israel foi uma seqüência de cativeiros e libertações. Não podemos permitir que a nossa vida seja assim.

Os judaizantes estavam querendo impor a marca da circuncisão como se esta fosse um valor cristão. Entretanto, Paulo conduz os gálatas a um exame mais profundo da questão. O sinal exterior tem valor quando corresponde à condição interior. Como disse aos Romanos, “a circuncisão é proveitosa se tu guardares a lei” (Rm 2.25). Então, o que seria evidência fiel do interior humano? As obras da carne e o fruto do espírito. São marcas do caráter e se revelam nas ações. Estas são as marcas mais importantes na vida de um ser humano. Entretanto, se os judaizantes faziam mesmo questão de marcas físicas, Paulo possuía as “marcas de Jesus”, sinais de todo o seu sofrimento pela causa do Evangelho “Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus” (Gálatas 6.17).

O mesmo Paulo, escrevendo aos irmãos em Colossenses 2:16-17, diz: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”.

Cristo é a Luz do mundo, quem está em Cristo não anda em trevas. Por que então voltarmos às sombras? É isso que Paulo deixou claro. Portanto, fica evidente o quanto é descabida a idéia de introduzir costumes dos judeus nas atividades cristãs como cumprimento de mandamento, promessas de nova unção e coisas desse tipo.

Deus estabeleceu uma Nova Aliança em Cristo, pois na primeira os homens se apegaram muito mais aos rituais e aos símbolos do que ao significado dos mesmos. Passaram a viver uma religiosidade vazia e já no período do Antigo Testamento, o Senhor mostrava a sua tristeza com relação a isso: Isaías 1:13-14 “13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. 14 As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.” (Is 1:13-14 ACF)

Usam mal Mateus 5:17, em que Jesus diz: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”.

A palavra cumprir utilizada aqui vem do grego plérõsai, que significa “encher”, “completar”. Jesus não veio revogar ou destruir nenhuma palavra que Deus ensinara aos fiéis do passado no AT. Veio cumprir plenamente o propósito de Deus revelado no AT dando à Lei e aos Profetas aquilo que faltava: o Espírito Santo para interpretá-lo e o poder para pô-lo em prática, pela sua obra salvadora.

Cristo representa o fim do legalismo de se tentar cumprir a Lei, como está escrito em Romanos 10:3-4 “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”.

Cristo tirou o véu que encobria a Antiga Aliança. Ele revelou o “espírito” da Lei tornando-se carne. Cumpriu fielmente todas as ordenanças impostas pela Lei, dando a verdadeira interpretação a elas.

Ainda que Lei ordenasse o apedrejamento de adúlteras, Cristo perdoou uma mulher apanhada em adultério. Ainda que a Lei designasse o afastamento dos considerados “puros’ dos leprosos, Cristo se aproximada deles, os tocava e os curava”.

Cristo trouxe luz sobre o que eram sombras. Por que, então, voltar à escuridão do legalismo judaico?

Paulo resume esse comportamento da seguinte forma: “Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido”. (2 Coríntios 3:14 ).

Extraído de: http://solascriptura-tt.org
Com auxílio de textos do Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho, Anísio Renato de Andrade, Natanael Rinaldi e site dos judeus messiânicos.

Autor: Clériston Andrade – Juazeiro-Ba

Fonte original:
http://www.cacp.org.br 

 

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7 Loucuras de Thalles Roberto

Pegando um gancho no texto  “7 loucuras do Lucinho”, resolvi  escrever um artigo sobre outro famoso “pastor” de jovens, o  polêmico  e vaidoso cantor Thalles Roberto.

Desde sua conversão em 2009, Thalles (que é filho de pastor) passou a se dedicar à música gospel e rapidamente conquistou o coração de milhões de evangélicos no Brasil, se tornando assim um fenômeno de vendas no crescente mercado gospel . Em pouco tempo foi ordenado pastor e se tornou uma das maiores referências para muitos de nossos jovens , passando a fazer parte do seleto grupo do “ungidos intocáveis”  do Brasil. Thalles sabe fazer dinheiro, passou a usar a expressão “Sou dos 3” e a colocou em muitos de seus produtos.  Ele tem sapatos, bíblia com seus comentários e até um energético próprios.

Vamos abordar alguns episódios da meteórica carreira desse rapaz, nascido em Passos/MG:

 

1) Músicas com conteúdo absurdamente anti-bíblicos

Claro que isso não é exclusividade do ex-integrante do J.Quest, mas é de se destacar que a maioria das suas músicas são de uma superficialidade bíblica gritante. Canções que exaltam o homem (mesmo que de maneira intrínseca) e principalmente rebaixam Deus a um ser com sentimentos humanos. Veja por exemplo o trecho de uma de suas músicas, chamada “Filho meu” onde o deus de Thalles se sente humilhado como se precisasse do homem para alguma coisa. Thalles não sabe mas nenhum dos planos do Senhor podem ser frustrados  e o verdadeiro  Deus  não leva porta na cara de ninguém, pois Ele é soberano e reina sobre tudo e sobre todos. É Ele quem abre e fecha as portas de acordo com Sua vontade.

Filho meu
Ta fugindo de mim, é?
Ja tentei, procurei e outra vez
Você me rejeitou, porta na cara doeu

Filho meu
Ta correndo de mim, é?
Ontem eu me lembrei
De uma antiga oração
Que você fez no monte
Lembra filho? Eu chorei!

Eu acho que paguei
Um preço alto demais
Eu tenho tantas coisas
Pra viver com você
Promessas e promessas
Arquivadas te esperando, filho!

Você ta dirigindo cego
Em alta velocidade
Daqui de cima eu vejo
A pancada que vem
Então passa sua vida pro meu
Nome que eu assumo tudo
Tudo, tudo, tudo

Faz o seguinte, oh
Levante a mão agora
E me aceita
Como o seu salvador
Depois me abraça
E a gente vence
Junto essa parada

Sou seu Deus
To cuidando de ti
To cuidando de tudo
Tudo, tudo, tudo

Só uma coisa a dizer: lamentável.

 

2) Eu sou dos 3! (?)

A controvérsia sobre a Trindade é algo combatido ao longo dos séculos em toda a Cristandade. Thalles, sem criar ou inovar coisa alguma, afirma pertencer aos 3 (Pai, Filho e Espírito Santo). O problema é que embora existam 3 pessoas distintas, Deus é um só. Quando falamos por aí que somos dos 3, isso redunda em uma confissão politeísta. Devemos refutar este conceito, pois Deus é um. Vejamos o que dizem dois credos, um do século IV e um do século V:

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis”.  (Credo Niceno)

Ora, a verdadeira fé cristã é esta: que honremos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade. (…) Sem confundir as Pessoas ou dividir a substância. (…)Contudo não são três eternos, mas um só Eterno. (…) Contudo não são três todo-poderosos, mas um só Todo-poderoso. (…) Pois, assim como pela verdade cristã somos obrigados a confessar cada pessoa em particular como sendo Deus e Senhor, assim somos proibidos pela fé cristã de falar de três Deuses ou Senhores”. (Credo Atanasiano)

Se parássemos nestes dois estaria ótimo. Mas após a Reforma, outras confissões de fé foram elaboradas, e todas elas fazem coro com estes dois antigos credos. A Confissão Belga (1561) relata que Deus é um ser único, mas que contém 3 pessoas na sua essência una. Embora:

“Esta distinção não significa que Deus está dividido em três. Pois a Sagrada Escritura nos ensina que cada um destes três, o Pai e o Filho e o Espírito Santo, tem sua própria existência, distinta por seus atributos, de tal maneira, porém, que estas três pessoas são um só Deus”.

Thalles está errado em enumerar as pessoas da Trindade desta forma, pois elas não se somam entre si. Embora haja Pai, Filho e Espírito Santo, a essência não é compartilhada. Como vimos nos credos e confissões. A essência de Deus é una e não pode se dividir. Nenhuma das Confissões acima utiliza-se do plural em referência a Deidade. Todas estão de acordo em manifestar a unidade de Deus. Todas confessam e adoram a um Deus único e verdadeiro. Referir-se a Deus no plural é ferir um de seus atributos, que é a Sua indivisibilidade, e assim cometer blasfêmia.

 

3)Comércio com foco no mercado gospel

Outra  prática comum (apesar que a maioria dos  artistas evangélicos que usam de popularidade e o nome de Jesus para angariar lucro vendemCD’s e camisas), Thalles tem uma gama diferente de produtos. Ele criou um boneco próprio, o Thalleco (risos). É isso mesmo, chega a ser engraçado mas na verdade é muita petulância o sujeito criar um boneco, como se ele fosse um super herói, passa a impressão que Thalles pensa que ele é “o cara” mesmo. E ainda tem sapatos e até mesmo um energético de sua propriedade (isso sem falar na Bíblia com comentários dele, essa parte é melhor pular). “É muita pressão” como ele mesmo gosta de dizer, é tipo um bordão que o identifica, prática comum no marketing.

Thalleco

 

4) Thalles manda o filho bater nos colegas de escola

É nítida a diferença entre a teoria e a prática, no início ele fala coisas espirituais (amar o próximo e orar com o filho) mas depois revela que esse negócio de  amor ao próximo e perdão passam bem longe. Primeiro ensina versículos bíblicos, depois diz para o filho não levar desaforo pra casa e revidar os colegas, e se chegar pro pai se queixando ainda apanha de novo.

Imagina a confusão na cabeça do garoto! Veja o vídeo.

 

5) É viciado em mastigar tampinhas de garrafa

O que será que passa na cabeça desse rapaz? Muitos dirão: “ah mas todo mundo tem suas manias”,  eu concordo, agora se o Thalles tem o hábito de roer tampinhas de garrafa Pet, qual a necessidade de contar isso? E o pior, ele faz questão de exibir essa mania em rede nacional, poderia estar falando tantas coisas mais úteis, mas prefere bancar o bobo da corte. Não duvidarei se ouvir “testemunho” de fãs que começaram a roer tampinhas também.

 

6)Salmos foi escrito pelo Apóstolo Paulo

Thalles gosta de postar pequenos vídeos nas redes sociais diariamente, quase sempre trazendo palavras de auto-ajuda e de confissão positiva aos fãs. Chavões como “Deus vai te dar a vitória”, “Receba uma palavra de benção hoje” ou “Jesus te ama e não desiste de você” são bem comum em suas mensagens. Podemos ver que o conhecimento bíblico dele é muito raso. E é aí que mora o problema: pessoas que tem multidões de seguidores, seus ensinamentos são tidos como verdade, a aparência de suas mensagens soa como algo vindo de Deus, mas na verdade são palavras oriundas de um evangelho modernizado, superficial e infantil. Deixo como exemplo o vídeo em que ele cita uma passagem do livro de Salmos e afirma que foi escrita por Paulo. Claro que isso é irrelevante perto do contexto geral, mas mostra os perigos de se colocar pessoas despreparadas para anunciar o nome de Jesus.

 

7) Thalles se julga acima da média e anuncia saída da música góspel

Quanta humildade! No dia da morte do cantor Cristiano Araújo, Thalles se sentiu na obrigação de se manifestar a respeito (mesmo não conhecendo Araújo pessoalmente) pois ele “tem mais de 3 milhões de seguidores nas redes sociais e não podia deixar de dar um palavra” (palavras dele). Depois, durante uma apresentação na Conferência Global 2015 realizada pela Comunidade das Nações, Thalles soltou uma pérola. O cantor tentava dizer que teve um novo chamado de Deus para deixar de se apresentar em igrejas e fazer mais eventos seculares. Mas a forma como ele descreveu esse “chamado” gerou muita revolta nos evangélicos que estavam no evento e as críticas feitas na página da igreja foram tantas que a denominação retirou a foto do artista de seu mural no Facebook.

Você está acima da média porque você está no meio de gente fraca”, disse o cantor como se fosse Deus quem estivesse dizendo para ele. “Quero ver você estar acima da média lá fora”, teria dito o Senhor dando nomes de cantores como Ben Harper e Usher.

Outra frase dita pelo cantor era que cantar no meio gospel “era bater em bêbado”, que “música gospel é tudo igual” e que “qualquer um escreve e faz”. Thalles contou uma história de que um pastor teria comparado a música com a Palavra dizendo que você consegue se lembrar muito mais das canções que ouve do que as pregações.

Thalles acredita que cantar é melhor que pregar e por isso ele vai sair das portas da igreja para cantar em eventos seculares. “Se eu não puder ser tudo o que Deus mandou eu ser que propósito é esse?”, disse.

O cantor afirmou que Deus disse que ele já fez no meio gospel tudo o que ele tinha para fazer e que só ele, Thalles, faz [música] do jeito que ele faz. Para respeitar esse chamado, o cantor se prepara para lançar um CD que não tem os evangélicos como público alvo.

Na página da Comunidade das Nações os fiéis diziam que estavam envergonhados por ouvir tanta bobagem de um artista gospel. Alguns disseram que se sentiram humilhados como cristãos e principalmente como igreja. Como dissemos acima, a igreja retirou a foto do ar e as críticas desapareceram.

 

O objetivo desse artigo não é denegrir a imagem de Thalles Roberto (isso ele mesmo se encarrega de fazer), nem afrontar seus seguidores, mas precisamos ser claros e verdadeiros com a palavra de Deus, o Evangelho não é brincadeira e nem comércio. É preciso buscar discernimento através do estudo das escrituras para que a mentira com aparência de verdade pare de ganhar espaço em nosso meio. Oremos para que Thalles e aqueles que o tem com pastor, tenham seu entendimento iluminado pelo Espírito Santo e que cheguem ao conhecimento da verdade, do Evangelho genuíno de nosso Senhor Jesus. Amém?

Deus nos abençoe!

Em Cristo;

Renato Santiago.

 

Mitos Evangélicos

CAPA POST

por Renato Santiago (@renatosantyago)

Uma frase muito famosa se enquadra nesse pequeno artigo que escrevo: “Uma mentira dita muitas vezes acaba se tornando uma verdade”. Isso é claro também se aplica ao contexto do Evangelho, visto que desde o Éden o inimigo tenta distorcer a palavra de Deus e implantar sua própria verdade (Gn 3: 1-6).

Sabemos que a Palavra de Deus é autoridade sobre invenções e doutrinas criadas por homens (2 tm 3:16,17), devemos portanto submeter nosso  conhecimento adquirido ao crivo das Escrituras (a menos que seu entendimento esteja tão endurecido pela religiosidade que não admite a hipótese se mudar de ideia), aí é problema seu com Deus.

Mas para aqueles que desejam servir a Deus em verdade (Jo 17:17), e aprender mais das Escrituras (Mt 22:29) listo que aqui alguns mitos do meio evangélico atual que são taxados como verdade absoluta, vou discorrer resumidamente sobre cada tópico e sugerir algumas referências bíblicas para aguçar nossa curiosidade em pesquisar sobre os assuntos (At 17:11). Para estudos mais amplos existe muito material na internet (de preferência sites comprometidos com a teologia reformada). Cristão, pegue sua Bíblia e vamos lá:

Mitos que não tem embasamento concreto na Palavra de Deus e são tidos como bíblicos:

Devorador é um demônio que ataca quem não é dizimista

Nada a ver, o contexto do livro de Malaquias é outro, o capítulo 3 foi escrito para os sacerdotes de Israel, casa do tesouro era um galpão onde se armazenavam os dízimos (alimento) e o devorador era um gafanhoto que destruía a lavoura do povo por causa da desobediência (Ml 2: 1-4 / 3: 6-11);

Devo ungir minha casa e tudo que precisa de proteção

Baseado em Ex 12:7 esse é um erro muito comum, que vale para a maior parte dos tópicos apresentados: as pessoas pensam que acontecimentos e ordenanças de Deus relatados no Velho Testamento se aplicam à igreja hoje, é preciso entender que o V.T. é histórico, ético, moral e profético, aponta para a obra expiatória de Cristo, a Lei se cumpriu n’Ele (Mt 5:17) o véu do Templo se rasgou, a antiga aliança não tem mais valor, entra em vigor a nova e eterna aliança (Mt 26:28 / Mt 27:51 / Hb 12:24) não adianta querer transformar o V.T. em um livro de receitas mágicas para solução de problemas (Gálatas 3);

Os músicos da igreja são Levitas

Pura mística, mais uma invencionice que pegou, os Levitas eram simplesmente os responsáveis pelo serviço no Tabernáculo, escolhidos da tribo de Levi (Nm 1:49-53). Quem canta/toca na igreja ou em grupos de louvor é apenas músico/cantor(a);

Óleo de unção tem poder de operar milagres

Ta aí um objeto extremamente místico, existe óleo para todo tipo de “unção” (prosperidade, cura, proteção, esquecimento, emagrecimento, etc, etc, etc), esse á mais uma aberração difundida pelo neopentecostalismo. E olha que é muito simples desmistificar essa prática, o óleo só é citado uma vez no N.T., no livro de Tiago e com a simples finalidade de oração para cura (e a pedido do enfermo) e ainda assim o texto diz que o que trará a cura é a oração (há estudos sobre propriedades medicinais do óleo usado na época).  Tg 5: 14,15. Óleo não tem poder nenhum, bem como objetos ungidos. Os demônios se curvam ante o nome poderoso de Jesus, o que passar disso é engano e idolatria. O caminho correto é a oração.

Não toqueis nos ungidos do Senhor

Muitos risos, essa é famosa atualmente. É tipo imunidade parlamentar, o camarada faz besteira a torto e a direito, ensina heresias a perder de vista, enriquece à custa da ignorância do povo, usa o nome do Eterno para ficar milionário com vendas de CD’s, DVD’s e shows, e ainda não pode ser questionado em nada que seus fiéis súditos já usam essa passagem em que Davi teve a oportunidade de se vingar de Saul mas respeitou o fato dele ser Rei (e que foi ungido para isso) – 1Sm 24:6. Engraçado que várias passagens da mesma bíblia advertem contra os falsos ensinos e falsos profetas principalmente nos últimos dias mas não são levados em conta (Mt 24:11,24 / 2Tm 4: 2-4 / 2Pe 2: 1-3). Isso só mostra que muitas pessoas estão realmente firmadas em seus líderes, não em Cristo. Falta a coragem que tinha de sobra em João Batista.

Dízimo é obrigação, é lei

Este é um bezerro de ouro difícil de quebrar, não questiono a necessidade de dinheiro para manutenção da congregação e outras finalidades da igreja (principalmente ajudar os membros menos favorecidos e investir em trabalhos missionário), porém se estudarmos as Escrituras veremos que Jesus e os discípulos não estipularam quantia (se alguém quer dar 10% ou outra procentagem é questão individual), esse valor não deve ser usado como moeda de troca com Deus. Contribua sim, mas com alegria, com gratidão, mas não faça como muitos que usam isso para cobrar bênçãos em troca. (2Co 9: 7-9). Se você crê que vivemos no tempo da Graça, por quê acredita no poder de barganha do dinheiro? (agora tem sido difundida a teologia da semente, que é um dos braços da teologia da prosperidade). Se você dá 10% de seu salário por medo do “devorador” e não se importa em como o seu dinheiro está sendo aplicado, lamento informar mas você está vivendo no engano, está sendo negligente com aquilo que o Senhor tem te dado. Quero deixar claro mais uma vez que não estou pregando contra a necessidade de recursos na igreja, apenas reforço que o dinheiro não pode ser usado como parâmetro para medir a fidelidade de um cristão, e muito menos deve se constranger quem não tem condições de ofertar (prática comum hoje em dia). Devemos sim contribuir, cada um de acordo com suas posses (1Co 16: 1,2).

Atos proféticos”, “palavras proféticas”, “sua palavra tem poder” e “determine a benção

Chega a ser patética essa ideia de que nós, seres caídos, pecadores, míseros diante do poder e soberania de Deus, temos algum tipo de poder espiritual, onde o Todo Poderoso depende de nossas palavras ou de nossa vontade para realizar Seus desígnios. Coitada dessa geração arrogante, que se acha cheia de direitos a ponto de dar ordens ao Criador (“eu ordeno”, “eu declaro”, “eu profetizo”). Ele é soberano, você pode “declarar” algo por toda a sua vida que se Ele não quiser fazer não fará. Ou então Ele pode dar ouvidos a uma simples e humilde oração e operar um milagre. A busca por Atos Proféticos (e por tudo que contem o termo ‘profético’) é gerada pela sensação de que a Bíblia não é suficiente para nos falar, para nos corrigir e nem para nos orientar, e muito menos para suprir nossas reais necessidades (2Tm 4:1-5). O fato é que esses atos, encontrados em sua grande maioria no Antigo Testamento, são direcionados à um povo, evento ou situação específica, e a Bíblia está apenas relatando o que houve. A Bíblia não está estabelecendo uma regra ou dizendo que deveríamos reproduzir o ato (é muito comum vermos pessoas imitando os 7 mergulhos de Naamã, fingindo que estão derrubando as muralhas de Jericó, passando dentro de bonecos infláveis com formato de baleia (risos), carregando/orando em réplicas da Arca da Aliança, realizando festas judaicas, tocando Shofar, etc),  o leitor da Bíblia deve observar o que o texto está dizendo, para quem está dizendo e para quando está dizendo. Muitas vezes algumas pessoas erram porque se apropriam de promessas que dizem respeito ao povo de Israel no Antigo Testamento, como se isso dissesse respeito a nós hoje. Portanto, uma coisa é a Bíblia relatar um fato, e outra coisa completamente diferente é a Bíblia dar uma ordem direta e aplicável a nós hoje.  (Dt 18:22).  Esse ensino Neopentecostal está muito em moda nestes dias onde vários pregadores dizem que “Há Poder em Suas Palavras” e expõem um sermão cristão misturado com paganismo místico. Todo este ensino de “há poder nas palavras” surgiu no mundo cristão nos anos 50 quando um pastor americano Norman Vicent Peale lançou o livro O Poder do Pensamento Positivo – em 1952. Era um livro evangélico de auto-ajuda, que ensinava que a fé pode conseguir qualquer coisa. A síntese do livro é a seguinte formula: “Ore, imagine, realize”. Devemos entender que este ensino não provém da Bíblia, mas das seitas místicas e movimentos esotéricos, como a Nova Era, que também ensinam que “as palavras tem poder”. Nem Jesus nem a Igreja Primitiva, nem os apóstolos, assim como em toda a Historia da Igreja Cristã Mundial não encontramos estes ensinos, é algo pagão e provém de mitos, é um ensino que veio do mundo das superstições e compartilhado no mundo pagão sem Deus (2Tm 4: 3,4). Qualquer passagem usada para defender tal ensino é uma afronta a inteligência, pois não existe tal ensino em toda a Bíblia, no Antigo Testamento e também no Novo Testamento. Passagens do Antigo testamento como Provérbios 18.21 ensinam “um poder nas palavras”? O único ensino de “poder nas palavras” que observamos pela Bíblia é o poder destruidor das palavras e seus efeitos. Por exemplo: Através de palavras ofensivas a uma pessoa poderei magoar um irmão de tal maneira que será mais fácil conquistar uma cidade do que aquele irmão (Pv 18.19).

Portanto meus irmãos, sejamos sóbrios e atentos como os bereanos, que não acreditavam em tudo que lhes era dito, antes conferiam nas Escrituras para avaliar se tudo que ouviam correspondia à verdade.

Encerro aqui a primeira parte desse artigo, só o Espírito Santo nos convence verdadeiramente da verdade, que Ele ilumine nosso entendimento e nos ajude a compreender a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

João 14: 6 – E conhecereis a verdade, e a verdade os libertará.

Marcos 7: 7,8b – Em vão, porém, me honram,Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens.

 

 

As técnicas mercadológicas do neopentecostalismo

Por Thomas Magnum
O objetivo de desenvolver pesquisa e denúncia do movimento neopentecostal, não é de invalidar a sinceridade de pessoas que, religiosamente procuram nas igrejas, respostas para seus problemas existenciais, mas de alertar os males espirituais, sociais e familiares que tal pensamento religioso produz. É válido dizer também que sinceridade não é critério de veracidade, uma pessoa pode ser sincera, mas, estar no erro.
 
Já fizemos uma análise do Sincretismo Neopentecostal, agora iremos pensar sobre seu interesse econômico e comercial. O mercado da fé tem sido sem sombra de dúvida um dos campos mais rentáveis no comércio moderno, movimentando milhões, tanto na frequência dos fiéis as suas igrejas ou na indústria cultural evangélica. Por isso iremos fazer uma análise comparativa com o mercantilismo e o atual pensamento comercial no campo do marketing. Então veremos que a mensagem e abordagem do neopentecostalismo são baseadas em técnicas e conceitos a muito utilizados no campo comercial e publicitário. 
 
O mercantilismo ocorreu basicamente do século XVII até o século XVIII, estava ligado ao processo de monarquias nacionais do capitalismo comercial a serviço do estado moderno. O desenvolvimento de uma política econômica no mercantilismo tornou-se indispensável para a formação de uma monarquia absolutista. Esse avançar do mercantilismo se deu através das navegações dos povos europeus. A grande busca por metais era desenfreada e portadora de poder para negociações. Os espanhóis foram muito importantes nesse período, também pelo fato dos países ibéricos deterem grande parte dos metais da época. A balança comercial foi estabelecida pelos europeus para padronizar e dar um eixo ao negócio. Claro que os reis eram os maiores beneficiados com isso, visto sua preocupação em preservação e aumento da riqueza do reino. 
 
A Negociata da Fé
 
Ao darmos um passo atrás na história no século XVI, veremos a insatisfação de muitos religiosos com o aparato mercadológico da igreja papal, sobe a égide de Leão X. O monge agostiniano Martinho Lutero discordou e veementemente denunciou a salvação por obras e as heresias e manipulações econômicas e comerciais da igreja. Na dieta de Worms lemos:

 

Concordas com o conteúdo ali escrito ou quer se retratar. Lutero, ressabido, pediu um tempo para responder. Foi-lhe concedido prazo de 24 horas. No outro dia, Lutero respondeu: “A menos que possa ser refutado e convencido pelo testemunho da Escritura e por claros argumentos (visto que não creio no papa, nem nos concílios; é evidente que todos eles frequentemente erram e se contradizem); estou conquistado pela Santa Escritura citada por mim, minha consciência está cativa à Palavra de Deus: não posso e não me retratarei, pois é inseguro e perigoso fazer algo contra a consciência. Esta é a minha posição. Não posso agir de outra maneira. Que Deus me ajude. Amém!”.

 

Será que vivemos dias diferentes hoje? As descabidas conquistas mercantilistas continuam por aí atrás do ouro. Muitos já esqueceram como o Bispo Macedo comprou a Record? Muitos não querem ver a barganha em nome de Deus, da mesma forma que era feito no século XVI. Porque será que o culto a personalidade não tem sido refutado? O comércio da fé justificado por líderes que se dizem cristãos. Cantores publicanos, nicolaítas, adeptos de Balaão. Talvez você esteja dizendo, mas essa palavra é muito ofensiva! Faço minhas as palavras de John MacArthur: Nunca suavize o evangelho. Se a verdade ofende, então deixe que ofenda. As pessoas passam toda a sua vida ofendendo a Deus; deixe que se ofendam por um momento. Deus não divide sua glória, “a minha glória não a darei a outrem”. Isaías 48.11
Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor.” – Jeremias 23.1
Filho do homem profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?” – Ezequiel 34.2
A contínua sede de poder por parte de pastores que negociam a fé, que manipulam as ovelhas, que abusam espiritualmente delas e em alguns casos até fisicamente. Esse mercantilismo que guerreia através de técnicas de marketing, não para o crescimento do reino, mas para a construção de um império particular. Os escândalos continuam a aparecer, pastores milionários, lavagem de dinheiro, investimentos com o dinheiro da igreja, paraísos fiscais e por aí vai. Ao elaborar uma campanha de marketing temos alguns pontos que quero considerar.
 
O Marketing
Façamos algumas elucidações sobre estratégias de venda.
• Geomarketing – É o composto do marketing, a forma que o mercado se organiza num espaço físico, analisando as variáveis.
• Marketing direto – É uma forma de personalização de atendimento e produto.
• Marketing concentrado – Busca obter resultados em determinado mercado. A empresa visa dominar o mercado.
• Marketing cultural – Visa agregar valor para a imagem da empresa.
• Marketing de massa – Tem o objetivo e atingir todos os consumidores de maneira única.
Poderíamos aumentar a lista, mas, é suficiente. Temos agora essa visão mapeada de algumas estratégias de marketing, podemos com isso compreender como o neopentecostalismo utiliza-se dessas ferramentas. Por isso, os veículos de comunicação de massa têm sido tão explorados por grupos neopentecostais.
Vemos que a antiga sede mercantilista ainda transparece no mercado comercial hoje, essa contemporaneidade é vital para a sustentação do comércio. Essa negociação está presente desavergonhadamente nas igrejas neopentecostais, que em seu sincretismo e paganismo tem prestado seu culto não ao verdadeiro Deus, mas, a Mamom. Desavergonhadamente manipulam e alimentam suas contas bancárias com a renda dos fiéis. Em uma reunião de uma igreja dessas, temos o momento de que parece um leilão. Quem pode dar R$ 1.000,00? Quem pode dar 500? 250? 100? Se você só tem a passagem do ônibus dê ao Senhor, ele te restituirá. Parece brincadeira, mas é verdade.
Outro caso muito conhecido são as campanhas, quem já viu uma campanha dessas sem contribuição financeira? E se coloca sobre o fiel o fardo da maldição se não for dizimista fiel, se não participar das campanhas, se não for associado, não será abençoado, R.R Soares geralmente diz em seus programas, “Se Deus não tocou em seu coração não seja associado”, perceba a manipulação psicológica. O que lemos nas Escrituras sobre dízimo e ofertas é baseado na disposição voluntária do crente, não por uma imposição legalista e charlatã. Em quantas igrejas neopentecostais se tem registro do rol de membros? Nenhuma, porque o público é volátil, em quantas tem seções administrativas ou assembleia de membros para dar aos membros transparência das receitas e despesas do mês? Nenhuma.
Como vemos o negócio da fé é muito bom para tais lobos. Aproveitando-se da fachada de instituição religiosa, ganham seus montantes em nome da fé. O nome que damos para isso é simonia. O termo vem do episódio em Atos 8.18 que Simão o mago ofereceu dinheiro aos Apóstolos para comprar o poder de Deus. Ninguém pode manipular Deus, nem comprar com obras ou somas de dinheiro, ofertas, campanhas ou dízimos o seu agir.
Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração; Pois vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniquidade.” – Atos 8.20-23
 
O Fator Econômico
Qualquer estudo introdutório de economia levará o leitor ao estudo de oferta e demanda. Podemos identificar isso facilmente nos arraiais neopentecostais. Os pregadores da fé tem o produto (discurso motivacional ou dualista), e a busca por isso na religiosidade sincrética brasileira desenvolve a demanda nesse contexto de fé mística e cega. Ao usar aqui o termo  empregamos como crença e não como a fé bíblica que é um dom de Deus. O querer que o fiel prospere é devido aos interesses mercadológicos da empresa, quanto mais o adepto ganha, mais ele contribui e participa de outras campanhas, ou seja, a filosofia é puramente pragmática. Se funcionar então está certo.
O maior problema do engano de muitos crentes seduzidos pela astúcia de Satanás no movimento da fé é a falta de exame da Palavra de Deus, os fiéis não leem a Bíblia (Isaias 34.16), não meditam nela (Salmos 1.2) e não examinam (João 5.39). A questão não é Sola Scriptura, mas também Tota Scriptura, porque o movimento neopentecostal usa a Bíblia, indevidamente, mas usa. A questão é Somente a Bíblia e Totalmente a Bíblia.
Pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.” – I Timóteo 6.10
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Divulgação: Bereianos

Fui ao Encontro! Foi Tremendo… Engano!

O que é o G12

É preciso que, antes que entremos nos meandros desta “nova visão”, venhamos a nos deter a tarefa de refletir sobre este questionamento: o que é o G12?
Seus defensores se apressam em esclarecer que o G12 é, além de um método, uma tentativa de retorno ao cristianismo primitivo. Rejeitam a idéia de que a visão seja uma “nova doutrina” e fogem de questionamentos mais aprofundados que coloquem em dúvida os seus conceitos.
Passei a conhecer o G12 a cerca de dois anos quando fui um dos primeiros membros da minha igreja a ser convidado para o Encontro. De início, me senti muito feliz, pois notava naqueles que já haviam participado deste retiro uma mudança de comportamento visível a olho nu, mudança esta que infelizmente não se confirmou e que mais tarde ficou evidenciada como apenas um momento de empolgação, aonde as emoções vieram à tona.O Encontro
O Encontro começou para nós com o chamado “pré-encontro”, uma série de longas palestras onde se repassavam os princípios básicos da fé cristã: O Plano de Salvação, Justificação, Santificação, etc. Até aí tudo bem, afinal nada melhor do que estudar novamente estes princípios, uma vez que muitos cristãos dos nossos dias não são íntimos de nenhum deles.
Partimos então para o retiro que aconteceu em Pojuca-BA, próximo a Salvador. É importante frisar que todo o trabalho de preparação psicológica começou com um misterioso segredo sobre onde se daria o Encontro e o que lá iria acontecer, na minha mente e creio nas dos demais participantes esperávamos mais um retiro com momentos de estudo da Palavra e também de lazer. Qual não foi a nossa surpresa, fomos recebidos com as ordens de silêncio absoluto e total obediência aos “encontristas” (irmãos que trabalharam no retiro).
Fomos levados à primeira palestra que tinha como tema “Peniel”, palavra hebraica que significa face a face com Deus. Depois de ouvirmos da importância do encontro com o Senhor, nos foi ordenado ir nos espalhar pela área do local do encontro. Fomos orientados a, individualmente, orarmos e confessarmos a Deus as nossas falhas conversando em voz audível somente a nós mesmos.
Este momento me lembrou um congresso que fiz quando ainda era católico carismático e nos dias posteriores notei que as semelhanças eram muitas.
Durante as palestras ouvíamos ao fundo a música “Tu Mirada” de Marcos Witt, música esta que seria tocada repetidamente durante todo o retiro. A música criava um ambiente propício para o que aconteceria mais tarde.
Fomos dormir muito tarde com a obrigação de acordarmos muito cedo, o silêncio continuava a imperar. É bom lembrar que esta cobrança começou a provocar em todos nós sentimentos de repulsa e revolta, sendo que algumas pessoas até chegaram a desejar voltar para casa.
No dia seguinte recomeçaram as palestras, algumas até muito boas! Porém, a partir de então surgiram as ministrações de conteúdo duvidoso: maldição hereditáriacura interior, etc.
Logo mais falarei sobre maldição hereditária, uma das maiores ênfases da visão, algo para eles imprescindível. Agora quero me referir ao momento de cura interior (muito semelhante à Renovação Carismática Católica). Depois de uma ministração, fomos orientados a nos acomodar ou sentados ou deitados e a fazermos um mergulho no nosso passado numa espécie de processo regressivo.
Nos foi dito que deveríamos pensar no encontro do espermatozóide do nosso pai com o óvulo da nossa mãe e depois lembrarmos da nossa infância e adolescência e os momentos em que ofendemos ou pecamos contra alguma pessoa e a pedirmos perdão a Deus por isto.
Só uma observação: ora, se devemos lembrar do nosso espermatozóide teremos que recorrer a uma doutrina espírita, a da pré-existência do espírito, algo que afronta a Bíblia que nos ensina que somos gerados no ventre materno em corpo, alma e espírito.
Onde está a afronta? No fato de que se lembrarmo-nos do espermatozóide, estaremos nos vendo antes mesmo de sermos formados quando o nosso espírito ainda não existia.
Depois disto deveríamos colocar num papel os nosso pecados contra Deus e seguirmos juntos para um espaço ermo e escuro onde nos reunimos em um grande círculo com uma fogueira no centro. Após este momento de “ministração” e oração, desce por um fio amarrado a uma árvore uma chama que ascende a fogueira onde jogaríamos o papel com os nossos pecados e finalmente o “diabo não teria mais do que nos acusar”. Para quem não sabe, esta é uma prática da filosofia oriental Sei-Cho-Noe em suas reuniões.
Ao voltarmos para ao local das palestras, sentido-nos “livres”, encontramos um ambiente totalmente diferente. Em vez de uma música suave e introspectiva, tocava-se “Eu Quero é Deus”. A euforia era total entre todos, nossas emoções estavam à flor da pele e comemorávamos como numa conquista de copa do mundo: pulos, abraços, risos e lágrimas de alegria. Afinal, estávamos “limpos e livres”.
No último dia as exigências já não eram tantas e assistimos a uma palestra onde nos foi passado o modelo de células do G12. Depois fomos orientados a deitarmos e a fecharmos os nossos olhos, sob pena de que, se fizéssemos o contrário, seríamos considerados desobedientes. Colocavam algo ao nosso lado e falavam até o momento em que nos foi liberado abrir os lhos. Do nosso lado se encontravam um pacote com fotos e correspondências de nossas esposas e familiares. Poucos conseguiram conter a emoção. Pronto! o encontro teria sido tremendo!!! e nada mais que isso poderia ser dito após o nosso retorno.
Confesso que não me lembro de todos os detalhes e preferi não expor outras coisas que considero de menos importância.
Nota-se claramente o forte apelo emocional do encontro, desde a sua preparação, o seu segredo, a sua chegada com o forte sentimento de opressão que viria mais tarde a contrastar com a sensação de liberdade.
Tudo preparado nos mínimos detalhes para uma manipulação emocional e psicológica que viria a parecer algo espiritual, impressão que muitos têm e por isso eles fazem declarações emocionadas, tipo: “finalmente conheci a Jesus”, “agora eu realmente me converti”.
A música, o ambiente cheio de recomendações de silêncio, as palestras emotivas, o momento da cruz (ficávamos de braços abertos, olhos fechados, e visualizando a crucificação de Cristo), o correio e no meio disto tudo, o ensino de um método que parece a única solução para a igreja, o único viável, bíblico e cristão.

Maldição Hereditária
Os defensores desta “doutrina” que não é nova, pois surgiu e foi abominada nos Estados Unidos há muito tempo, se baseiam em alguns textos isolados do Antigo Testamento.
Aprendi muito cedo em minha vida cristã que “texto fora do contexto é pretexto para heresia” e por isso me detive a estudar sobre a viabilidade da hereditariedade da maldição.
Em primeiro lugar devemos nos deter a conceituar corretamente maldição. Nos povos do A.T. a maldição era vista como um agouro, uma praga geralmente usada por pessoas de menor posição social como defesa ou revide contra pessoas mais poderosas econômica ou politicamente.
Muitos hoje vêm maldição como uma entidade de vida própria capaz de se retransmitir de uma para outra geração como um ser poderoso que aprisiona e determina a vida de quem a recebe.
Dentro do contexto bíblico a definição que me parece mais viável é a que li num dicionário teológico: “A maldição é a sansão da Lei Divina”. Portanto, a maldição surge como a sentença ou punição para quem infringe algum aspecto da Lei.
O texto de Êxodo 20:5 diz o seguinte“Não te encurvarás a elas nem as servirás; pois eu, o Senhor sou Deus zeloso, que visito a maldição dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”. Êxodo 20.5Fiz questão de sublinhar a frase acima, pois dá ênfase à sobre quem recai a maldição. O texto se refere ao pecado da idolatria e aqueles que deixam de adorar o Deus verdadeiro para se curvarem diante de imagens. Não vejo como enquadrar esta punição a um cristão, pois não consigo compreender a existência de um cristão que odeie ao Senhor e que, sendo cristão verdadeiro, se curve diante de ídolos.

Quero deixar bem claro que não questiono a existência de maldição sobre os ímpios (PV 3:33), a própria condição de ímpio é por si só maldita. Porém, para se conceber a existência da maldição sobre os crentes é preciso má fé e um espírito que deve ser provado como manda a Bíblia.
A Palavra de Deus enfatiza a responsabilidade individual. O texto completo de Ezequiel 18 mostra esta realidade com clareza. A história de um pai justo que gera um filho injusto com práticas equivalentes a feitiçaria, idolatria e adultério, mas que gera um filho justo que por sua decisão própria pelo caminho correto não sofre as conseqüências dos pecados do pai.
Frise-se o versículo 20 de Ezequiel 18:

“A alma que pecar, essa morrerá. O filho não levará a maldade do pai, nem o pai a maldade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”
. Ezequiel 18.20Sabendo que a maldição resulta de uma infração a Lei de Deus e que somos falíveis, como nos livramos dela? O texto de Gálatas 3:13 responde

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, pois está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”
. Gálatas 3.13Entregando-me a Jesus sou absolvido das sanções da Lei, nenhuma condenação há para mim (Rm 8:1).

O próprio Senhor Jesus tratou de desfazer este pensamento no meio dos seus discípulos, basta ler com atenção ao relato de João 9: 1-3 e se chegará a este entendimento.A Realidade Atual
A prática de “quebra de maldição” é apenas mais uma das práticas místicas do G12, aliás o misticismo é algo muito presente nas igrejas da “Visão” e surge como fórmula para os líderes manterem a submissão dos seus rebanhos. Pude comprovar isto na igreja da qual fiz parte quando algumas irmãs foram orientadas a colocarem fitas adesivas na boca como “ato profético” contra a maledicência. Em outra igreja da nossa região, irmãos e irmãs rasparam a cabeça como forma de “batalha espiritual” contra aqueles que fazem o mesmo em centros do baixo espiritismo.
Há um visível sectarismo nestas denominações onde aqueles que não aceitam o G12 são quase que enxotados para fora, como foi o meu caso. Meu antigo pastor disse-me que seria mais sincero que eu saísse da igreja do que continuar nela sem aceitar a visão.
Afora isto tudo, há o ensino do perdão a Deus. Mesmo que em muitos livros, os líderes da visão tenham se apressado em cobrir esta orientação com líquido corretivo, este ensino continua a ser proferido. Tive um dos momentos de maior tristeza quando depois de um dos últimos encontros, uma irmã subiu ao púlpito para testemunhar as “bênçãos” recebidas e disse que a principal delas foi o fato de ter “aprendido a perdoar a Deus”.
Como um Deus soberano e infalível pode precisar do perdão de pecadores? A justificativa dada por eles para este ensino é a de que muitas pessoas não aceitam a perda de entes queridos e ficam magoadas com o Senhor.
Ora, não seria o mais certo ensinar a estas pessoas sobre a necessidade de se reconhecer a soberania de Deus em vez de se criar um doutrina baseada em experiência particulares? Afinal,“Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa”. Nm 23:19As igrejas têm se divido, irmãos e até famílias têm sido separadas. Difícil imaginar algo que venha do Pai e promova separação, se o ensino de Jesus sempre foi o da unidade.

Os que defendem o G12 apregoam que este método faz a igreja crescer, mas é necessário lembrar que uma igreja não deve crescer apenas numericamente pois o verdadeiro crescimento requer compromisso com a Palavra, vida de santidade, tudo baseado no Evangelho.
O crescimento numérico de uma igreja não deve ser o referencial para dizermos se ela é genuinamente evangélica, pois se assim o fosse teríamos que reconhecer os mórmons, as testemunhas de Jeová, o catolicismo, a renovação carismática católica e outras seitas como movimentos evangélicos.Para Pensar
Por que muitos homens experientes caíram? Não sei exatamente a resposta, porém o que salta aos olhos é que aqueles que tinham a presunção, a má ambição e o desejo de serem conhecidos como “grandes líderes” foram presas fáceis para esta armadilha.
Soa muito bem aos ouvidos de certos líderes o reconhecimento humano expressado em títulos como “pastor de multidões”, “apóstolo de grandes igrejas”, etc.
Pode-se dizer que estes líderes são até bem intencionados na falsa tese de que “os fins justificam os meios”. Porém, como dizem por aí: “de bem intencionados, o inferno está cheio”.
Para um cristão verdadeiro um objetivo só é justo se os meios para atingi-lo forem justos e transparentes. Não me parece correto prometer um avivamento e promover manipulação emocional e psicológica, prometer um “Encontro com Deus” e entregar um encontro com Freud.
Em nenhum momento me contraponho ao método bíblico (Atos dos Apóstolos 20:20) de igreja em células, algo que surgiu na Coréia e que se comprova na prática um excelente método de crescimento sadio da igreja. Mas é bom frisar que este modelo surgido primeiramente na Ásia nada pouco tem haver com o G12, um conjunto de falsas doutrinas adicionadas a uma série de artimanhas manipuladoras, numa perigosíssima mistura escondida por trás de um belo método.
O grande perigo das heresias não são as suas mentiras, mas as suas verdades. Primeiro se conta uma verdade, outra verdade e, depois que você é envolvido por estas “verdades”, surgem sorrateiramente as mentiras.
Façamos como os crentes de Beréia, que foram chamados de mais nobres porque tinham o zelo de consultar nas Escrituras se aquilo que lhes era passado era verdadeiro (Atos 17:10-11).Gostaria de encerrar provocando algumas reflexões:
Que evangelho é este que prioriza os programas em detrimento das vidas?
Que evangelho é este que incentiva a competitividade entre os membros que almejam ser um dos “doze” do líder?
Que evangelho é este que se baseia em textos isolados e incentiva a crença na teologia da prosperidade?
Que evangelho é este que nega a cruz e lança maldição sobre os salvos?
Que evangelho é este que manipula emocional e mentalmente as pessoas?
Que evangelho é este que confunde avivamento com gritaria?
Que evangelho é este que faz um retorno claro às bases legalistas do judaísmo?
Que evangelho é este que faz uso de práticas ocultistas e de ritualismos?
Que evangelho é este que fala em santidade e oculta as suas verdadeiras intenções, prometendo o espiritual e dando o meramente emocional?
Que evangelho é este que em vez de unidade promove separação?
A resposta para estes questionamentos se encontra em Gálatas 1:8“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema”.Gálatas 1.8Autor: Clériston andrade – Texto publicado em HermesFernandes.com

7 Maneiras de Combater o Evangelho da Prosperidade

idolatria-ganancia

 

Por Sugel Michelén

14 de Abril de 2014 

“Ser pobre é pecado” (Robert Tilton).

“Se agradarmos a Deus, seremos ricos” (Jerry Savelle).

“Deus quer que seus filhos vistam as melhores roupas, […] dirijam os melhores carros e tenham o melhor de tudo; apenas peça o que precisa” (Kenneth Hagin, Sr.).

Essas são afirmações desconcertantes, porém comuns dos pregadores do “evangelho da prosperidade”. O deus deles é uma espécie de empreendedor cósmico que pode ser usado através dos dízimos e das ofertas para alcançar o que realmente importa: uma vida próspera em termos meramente terrenos.

“Foge também destes”

Paulo nos constrange a ficar longe de “pessoas que têm a mente corrompida e que são privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro” (1Tm 6.5). E em sua segunda carta a Timóteo, ele adverte seu filho na fé que “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, […] mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes!” (2Tm 3.1-5).

Pedro também nos avisa que, assim como houve falsos profetas entre o povo de Deus na antiga aliança, “surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram” (2Pe 2.1-3; cf. Jd 11-16).

Infelizmente, apesar dos avisos claros das Escrituras, o evangelho da prosperidade possui um enorme e crescente grupo de seguidores. Isso não é difícil de entender, visto que a mensagem apela tão diretamente à nossa ganância natural. Ainda assim, é triste e desconcertante ver que tantas pessoas permanecem no movimento por um longo tempo, até mesmo por toda a vida, uma vez que os pregadores não são capazes de cumprir suas promessas.

A psicologia do evangelho da prosperidade

Por que o evangelho da prosperidade é tão atraente? Como ele ganha e mantém seguidores? Eu recentemente conversei com um irmão que esteve envolvido no movimento por 10 anos, que lançou alguma luz sobre a psicologia do evangelho da prosperidade.

    1. Um deus facilmente manipulado

O evangelho da prosperidade é atraente porque nos oferece um deus facilmente manipulado. Apesar dos ataques dos ateístas militantes nas últimas décadas, o homem não pode eliminar do seu coração a ideia de Deus, porque Deus deixou evidências de sua presença em toda a criação e deu ao homem a capacidade de entender essa evidência (Rm 1.18-21). O que torna o evangelho da prosperidade atraente para o homem caído é que ele parece colocar Deus do seu lado, eliminando o obstáculo da sua santidade e soberania.

O deus desses evangelistas não é aquele revelado nas Escrituras, de quem devemos nos aproximar segundo as condições que ele estabeleceu. Em vez disso, o deus deles é uma combinação do gênio da lâmpada de Aladim com um psiquiatra todo-poderoso, que pode ser facilmente manipulado através de ofertas e “palavras de fé”.

    1. Culpa e ganância

Segundo, o evangelho da prosperidade atrai as pessoas porque ele cria um ciclo de culpa e ganância. Quando as ofertas de riquezas ou saúde demoram para se materializar, as pessoas culpam a si mesmas por sua falta de fé ou por não serem generosas o suficiente. Essa culpa, combinada com a ganância em seus corações, as mantém agarradas às promessas desses falsos evangelistas, assim como o viciado em jogatina volta ao cassino diversas vezes esperando que um dia terá sorte.

    1. Temor religioso

Tais “evangelistas” tendem a inculcar temor religioso em seus seguidores para que eles não ousem questionar “o ungido do Senhor”. Isso impede a capacidade de seus ouvintes de objetivamente analisar o conteúdo da mensagem e a dicotomia evidente entre o estilo de vida deles e o modelo apresentado pelas Escrituras, sobre como o ministro do evangelho deve viver (1Co 4.9-13; 2Co 4.7-11, 11.23-28).

    1. Mordomia traz prosperidade

Outro fator que sustenta a propagação desse falso evangelho é que alguns experimentam, de fato, um grau de prosperidade financeira como consequência de colocar em prática princípios gerais de boa administração que aprendem em tais igrejas. Isso parece confirmar a legitimidade da mensagem que, por sua vez, aumenta a ganância em seus corações, pois “quem ama o dinheiro jamais dele se farta” (Ec 5.10).

Instruções para imunização

Como podemos imunizar nossos ouvintes contra essa ameaça? Eu tenho sete sugestões.

  1. Ensine-os a ler a Bíblia em seu contexto. Os pregadores da prosperidade citam as Escrituras, especialmente o Antigo Testamento, mas negligenciam os contextos geral e imediato dos textos que citam.
  2. Apresente claramente as exigências do evangelho (Mc 1.14-15; At 2.38, 3.19, 26) e o verdadeiro discipulado (Mc 8.38-37; Lc 14.25-33; Fp 1.29).
  3. Inculque neles o espírito dos bereianos (At 17.11). Uma coisa é respeitar a autoridade pastoral (Hb 13.17), mas outra coisa muito diferente é seguir cegamente um líder mesmo quando ele se afasta dos claros ensinos das Escrituras (Rm 16.17-18; Fp 3.17-19).
  4. Pregue sobre as advertências da Bíblia contra a ganância (Pv 23.4-5; Lc 12.15; 1Tm 6.6-10, 17-19; At 13.5-6).
  5. Ensine-os que Deus é bom, sábio e soberano na dispensação de seus presentes. Nem todos os seus filhos serão prósperos e saudáveis deste lado da eternidade, mas todos experimentarão o mesmo amor e cuidado paternal manifestado de diversas maneiras para a sua glória e o bem das nossas almas (Jn 11.3; Fp 2.25-30; 1Tm 5.23).
  6. Ensine-os em como lidar com a tensão de ser um filho de Deus vivendo em um mundocaído (Jn 15.18-21; 17.14-16; At 11.13).
  7. Acima de tudo, apresente Cristo como a pérola de grande valor, que infinitamente ultrapassa em valores qualquer coisa que este mundo transitório possa oferecer (Mt 13.44-46; Fp 3.7-8).

Tradução: Alan Cristie

Fonte:  http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/668/7_Maneiras_de_Combater_o_Evangelho_da_Prosperidade

O ABANDONO DAS ESCRITURAS E A APOSTASIA

Por Renato Santiago

OXYGEN Volume 10

Paz seja com todos!

Após alguns anos na caminhada cristã, posso dizer que já vi praticamente todo tipo de loucuras em nome de Deus. Muitas vezes as aberrações doutrinárias partem de pessoas sinceras, que desejam servir a Deus de todo coração e com a melhor das intenções, mas sem direção. Infelizmente vivemos dias em que a sociedade está em declínio moral e espiritual, e isto está atingindo a Igreja de Cristo de maneira avassaladora.  Quem deveria ser “sal da Terra” e “luz do mundo” (Mt 5:13,14) acabou se tornando ínspido e apagado.

Poderia enumerar aqui alguns motivos para isso, mas nesse post gostaria de compartilhar o que penso ser um dos principais fatores que tem contribuído para a apostasia dos dias atuais: a falta de conhecimento das Escrituras Sagradas (principalmente no que tange à Exegese e Hermenêutica).

Normalmente quando uma pessoa se converte a Cristo, uma das primeiras coisas que aprende é que a Bíblia é a única regra de fé do cristão, correto? Sim, correto, mas maioria das vezes não é assim que tem funcionado.

Com a multiplicação de congregações e denominações atualmente, acabou se formando um número excessivo de líderes e pastores sem o devido preparo para o manuseio da Bíblia, contribuindo para o aparecimento e disseminação de doutrinas anti e extra-bíblicas. Ora, se o líder do rebanho não tem a instrução suficiente para manusear a Palavra de Deus,  que se dirá então dos membros? Como será a saúde espiritual de uma congregação que não se esmera em estudar a Bíblia? Não estou dizendo que todos tem que ter acesso à teologia ou seminários, não é isso, mas quem pastoreia um rebanho tem que ter o mínimo de discernimento sobre como interpretar as Escrituras, e poder assim alimentar suas ovelhas com “comida limpa”.

Uma famosa passagem do livro de Oséias reflete de maneira quase profética a situação atual: “o meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento…” (Os 4:6). O próprio Jesus alertou sobre a importância da Bíblia: “Errais não conhecendo as Escrituras e o poder de Deus.”

Por isso posso afirmar sem medo de errar: para a maioria dos cristãos (os evangélicos) de hoje, a Bíblia não é a exclusiva regra de fé de sua vida, a Palavra de Deus escrita não é autoridade máxima sobre pensamentos humanos, pelo menos para essa geração gospel.

“Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, luz para o meu caminho” (Sl 119:105) é um texto muito dito e pouco praticado. A maioria prefere seguir mesmo é a palavra dos homens, gostam de ser enganados, aceitam qualquer coisa, pensam que um pouco de verdade misturada com mentira resulta em uma quase verdade, alguns até costumam dizer que “realmente o pregador falou um monte de besteiras, mas o importante é reter o que foi bom”, ledo engano. Não à toa que Paulo elogiou os bereanos, afirmando que eles foram mais nobres que os tessalônicos simplesmente pelo fato de terem o hábito de consultar as Escrituras para ver se as coisas eram assim (At 17:11).

Se as pessoas amassem a  Palavra de Deus de verdade, não aceitariam tanta palhaçada em nome de d’Ele, não seriam tão facilmente levadas por todo vento de doutrina, não seriam tão facilmente enganadas pelos lobos devoradores (Mt 7:15), não acreditariam em falsas revelações, não seriam levadas por ondas de avivamento que só fazem as pessoas desmaiar e agir como loucas mas não produz nenhum fruto de arrependimento. A Bíblia não erra, devemos crer nela, somente nela como regra de fé.

Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).

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Por exemplo: é  comum vermos a influência do judaísmo no meio cristão, igrejas adotam festas e costumes judeus como se Deus estive se agradando disso. Pensam que adornar o templo com réplicas de utensílios do Tabernáculo tem algum valor espiritual, entram e saem de seus corredores carregando cópias da Arca da Aliança buscando simbolizar a presença de Deus (como se a presença do Senhor precisasse ser simbolizada na Nova Aliança), não imaginam que assim estão recosturando o véu, estão cuspindo na cruz de Cristo, se lessem o livro de Gálatas e entendessem o que ele diz, talvez saberiam que a Lei se cumpriu em Cristo, que não se remenda roupa velha com pano novo. Saberiam que o Cristianismo é superior ao judaísmo. Infelizmente, estes não conhecem a suficiência da cruz de Cristo, precisam de novidades, de símbolos, de entretenimento. Se conhecessem a Graça e a Liberdade que há em Jesus, não se tornariam macumbeiros travestidos de “cristãos”, inventando seus “atos proféticos” que não tem valor algum para o Reino.

Em vão porém me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Mc 7:6).

Se realmente entendessem através das Escrituras que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem (Hb 11:1) não teriam aderido tão facilmente ao misticismo idólatra da utilização de objetos ungidos, dando a desculpa esfarrapada de que são “pontos de contato”, na verdade são incrédulos, assim como foi Tomé, por que precisam ver, precisam apalpar para crer. Muitos andam como quem procura cartomantes, horóscopos, buscam revelações em pastores, “profetas”, adivinhos, fazendo um típico sacerdócio papal, onde o guru espiritual é dono da última palavra, e todos dizem amém.

Sabe por que acontece isso? Por que sua fé não está firmada sobre a rocha, mas é como uma folha de bananeira que balança para o onde vento sopra. Não tem consistência.

Se conhecessem o sumo-sacerdócio de Cristo, se entendessem a obra da Cruz, saberiam que o véu se rasgou de alto abaixo e abriu-se assim um acesso entre aquele que crê e o próprio Deus, não necessitando de nenhum mediador na Terra, pois Jesus é o único mediador entre Deus e o homem (I Tm 2:5). Mas não, muito viajam milhares de quilômetros para receber uma oração do pregador que viram na TV, um “ungido”, quase um Messias, pois a oração dele vai mudar a vida daquele que crê, e se vier acompanhada de uma “semente” (financeira) aí que os encostos não resistirão mesmo a tamanha fé! Será?

Acham um absurdo a idolatria católica com suas procissões infindáveis, mas se espremem em shows góspel, andam quilômetros em “marchas para Jesus” usando suas camisas com nomes de artistas atrás de lideres que só fazem politicagem, fazem fila para conseguir um autógrafo de seu cantor góspel favorito (e ai daquele que criticar os astros góspel, mesmo que suas canções sejam um poço de besteirol), ah, mas os católicos é que são idólatras, nós não somos, afinal de contas colocamos a Palavra góspel, aí fica tudo numa boa.

Falta Bíblia, falta ler, estudar e praticar. Servir a Deus é simples, em resumo é abandonar o pecado e viver segundo a Palavra de d’Ele, o Evangelho é simples, mas vivê-lo exige renúncia, exige abandonar o “eu” e levar minha cruz, amar o próximo, perdoar, andar na contramão do mundo, mas acreditar nisso pra que? Se o pastor da televisão disse que Jesus morreu na cruz para que eu fosse rico, feliz e saudável, e ainda provou essa tese ao exibir vários testemunhos de “vitória financeira”, ora ora, é isso que eu quero!!! É claro que eu creio, estou vendo!!!! Dizem.

É necessário voltar às Escrituras,  Jesus se revelou a nós através da Bíblia e o Espírito Santo nos guia a toda a verdade, precisamos incentivar a leitura e o estudo da Palavra de Deus em nossa casa, na igreja, precisamos ser corajosos como Lutero, romper com os dogmas humanos e enfrentar as influências demoníacas nas mentes das pessoas, através de oração, da pregação do Evangelho da Cruz.

A Bíblia é a Palavra de Deus, é nosso escudo, é uma espada contra as artimanhas de Satanás, nossa fonte de conhecimento de Deus, de sabedoria. É a Revelação escrita do amor de Deus derramado em Cristo Jesus, é um tesouro, uma fonte inesgotável de vida. Ame-a, esmere-se em buscar conhecer mais a Deus, procure viver Seus princípios, e desfrute da maravilhosa Graça que Ele nos concedeu.

“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (I Tm 4:1)

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2:15).

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (II Tm 3: 16,17).

OS 10 PRINCIPAIS ERROS DE UMA PREGAÇÃO NEOPENTECOSTAL

 

Antes de qualquer coisa gostaria de afirmar que acredito que boa parte dos pastores neopentecostais  amam a Cristo e desejam de servi-lo com integridade, honestidade e compromisso. Entretanto, em virtude do desconhecimento das Escrituras, além é claro de não terem sido qualificados para a pregação, cometem erros que muitas das vezes contribui com a maculação da mensagem. Nessa perspectiva não são poucas as ocasiões em que os pregadores neopentecostais erram feio passando aos seus ouvintes percepções equivocadas das Escrituras Sagradas.
Isto posto, gostaria de elencar aquilo que considero os 10 principais erros de uma pregação neopentecostal:

1-) Alegorização das Escrituras

Uma das principais características do pregador neopentecostal é o uso de alegorias em seus sermões. É comum por exemplo observamos muitos dos pastores neopentecostais dizendo aquilo que as Escrituras não ensinam. Outro dia eu ouvi um “Apóstolo” ensinando que os Jebuseus, heteus e amorreus (Dt 7:01; 20:17; Js 3:10) simbolizam, o diabo, a carne e o mundo. Para o pregador em questão toda vez que a bíblia faz menção aos amorreus, (Marcos 2: 3-12) significa que Deus deseja a morte do “eu”. Noutra ocasião soube de um pregador que ensinou que os amigos do paralítico curado por Jesus simbolizavam, amor, compaixão, misericórdia e companheirismo.
Caro leitor,  por favor pare e pense: não é isso que a Bíblia ensina não é verdade? O pregador poderia até dizer que os amigos do paralítico agiram com amor, compaixão, misericórdia, companheirismo e muito mais. Todavia, afirmar que os quatro representavam isso é demais da conta, não é mesmo? Quanto aos amorreus é uma forçação de barra  descomunal. Dizer que estes simbolizavam a morte do “eu” é demonstrar nenhum conhecimento de hermenêutica e exegese.
Alegorizar as Escrituras é um método de interpretação muito perigoso. O reformador alemão Martinho Lutero foi um grande defensor do método literal, em contraposição ao método alegórico que predominou na idade média.  Lutero dizia:  “As escrituras devem ser mantidas em seu significado mais simples possível e entendidas em seu sentido gramatical e literal, a menos que o contexto claramente o impeça”. João Calvino como Lutero, também rejeitava a interpretação alegórica das Escrituras. O reformador francês ressaltava o método histórico e gramatical, a natureza cristológica, o ministério esclarecedor do Espírito Santo e o correto tratamento das tipologias no Antigo Testamento

2-) Ausência de uma hermenêutica Bíblica

Um dos maiores problemas dos pastores neopentecostais  é a falta do conhecimento das regras da Hermenêutica Bíblica para a pregação da Palavra. Em virtude disso  é extremamente comum ouvirmos absurdos, que, muitas vezes, acabam causando enormes contradições doutrinárias e até mesmo as famosas “heresias de púlpito”.
A expressão Hermenêutica provém da palavra grega “hermeneutike” que, por sua vez, se deriva do verbo “hermeneuo“, significando: a arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos. Segundo a história Platão, foi o primeiro a utilizar essa palavra. A hermenêutica forma parte da Teologia exegética, ou seja, a que trata especificamente da interpretação das Escrituras.À luz desta afirmação gostaria de levá-lo a refletir comigo sobre os princípios hermenêuticos usados por Calvino:1º – Calvino Renunciou a alegorias  entendendo serem elas armas de deturpação do sentido das Escrituras.
2º   Calvino costumava enfatizar o sentido literal do texto.
3º   Ele acreditava que o ministro deveria ser inteiramente dependente da operação do Espírito Santo para a correta interpretação da Bíblia.
4º   Ele valorizava o estudo das línguas originais para melhor compreensão do ensino sagrado.
5º   Ele cria numa tipologia equilibrada, evitando impor a textos vetero-testamentários simbolismos que eles não suportam.
6.   E por fim ele acreditava que a melhor forma de se interpretar a Bíblia é a própria Bíblia.

3-) Exagero nas expressões coloquiais e chavões eclesiásticos

Uma das práticas pentecostais mais comuns é uso de chavões. Confesso que ouvir alguns dos nossos pastores pregando é um verdadeiro desafio. Se não bastasse o constante atentado ao vernáculo, suas mensagens estão repletas de expressões e chavões. É comum em meio às pregações ouvirmos: “Este varão é canela de fogo. Aquela irmãzinha que caiu no rétété. Deus desenrolou o mistério pro vaso? Eita manto, né? Não dá mole não que o chicote queima irmão! Ah! graças a Deus que eu conquistei a minha rebeca! Sim, porque jovem solteiro é treva, irmão! Tá amarrado! A abençoada é uma jovem crente! Consegui fugir dessa Jezabel que era laço! Julgo desigual não vale! É benção. Misericórdia! Oh glória! Somos cabeça, não cauda. Determine a benção! Quando eu era do mundo… Queima! Geração apostólica. Amém ou não amém? E diga  para a pessoa que está ao seu lado. Repita comigo! Pois é, em pregações deste tipo se gasta muito mais tempo usando os jargões evangélicos do que se proclamando a Palavra de Deus. Na verdade, boa parte dos pastores demonstram ao longo da aplicação da mensagem um completo despreparo teológico, optando assim escancaradamente pelo uso invariável de chavões.Isto posto, é impossível não nos lembrarmos de homens como o Dr. Martin Lloyd-Jones. Nos cultos que pregava, centenas de pessoas eram atraídas pela pregação expositiva da Palavra de Deus. O doutor, como era chamado, levava muitos meses, até mesmo anos, a expor um capítulo da Bíblia, versículo por versículo. Os seus sermões muitas vezes duravam entre cinquenta minutos e uma hora, atraindo muitos estudantes das universidades e escolas em Londres que encantados ficavam com a pregação do evangelho.Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.

4-) O uso e a miscigenação de textos bíblicos com textos bíblicos fora de contexto

Essa é uma prática muito comum entre os pregadores neopentecostais. Para fundamentar sua teologia os pastores em questão misturam textos variados usando-os fora de contexto para justificar seus ensinos equivocados. Nessa perspectiva por exemplo é comum o pregador neopentecostal ao ensinar sobre sobre um determinado assunto usar versos isolados das Escrituras, misturando-os segundo seu próprio entendimento, criando assim distorções doutrinárias das mais sérias. O interessante é que dificilmente você encontrará um pregador neopentecostal pregando as Escrituras de forma expositiva, até porque, se pregasse expositivamente ele não teria como sustentar seus ensinamentos.

5-) A forte ênfase na satisfação das necessidades humanas

Uma das principais ênfases da pregação neopentecostal é a satisfação das necessidades humanas. O púlpito neopentecostal não fala do pecado, das consequências dele, da salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, bem como das doutrinas fundamentais a fé cristã. Antes pelo contrário, no púlpito neopentecostal não há espaço para as doutrinas da graça, mesmo porque o foco principal do pastor neopentecostal é satisfazer o cliente.
Caro leitor, se fizermos uma análise dos cultos neopentecostais chegaremos a conclusão que boa parte do tempo da reunião é focado exclusivamente no homem e em suas necessidades.

6-) Foco constante em autoajuda e no bem estar humano

Os púlpitos neopentecostais  estão repletos de pregadores que abandonaram a exposição das Escrituras em detrimento a técnicas de autoajuda. Nessa perspectiva é comum encontrarmos nas homilias neopentecostais ênfases quase que exclusivas na satisfação humana, para tanto, tornou-se comum por parte dos pastores neopentecostais o uso de técnicas de psicologia e psicanálise em suas homilias. Pois é, a impressão que tenho é que alguns pregadores em nome da “satisfação humana” abdicaram da mensagem da Cruz tornando-se   mestres de autoajuda, afagadores do ego. 7-) Ausência das principais doutrinas cristãs como salvação pela graça, perdão de pecados e vida eterna
O pregador neopentecostal não prega sobre as principais doutrinas do Cristianismo. No púlpito neopentecostal não encontramos qualquer tipo de menção a doutrinas como Salvação pela graça, Imputação de pecados, volta de Cristo, destino eterno dos homens, juízo final e muito mais.

8-) Foco em riquezas e prosperidade

O pregador neopentecostal não tem outro tipo de pregação a não ser aquela que foque em  prosperidade, riqueza material e sucesso. No púlpito neopentecostal tudo está relacionado ao aqui e agora, e  o foco da mensagem é a satisfação humana. Para o pregador neopentecostal o que mais importa é a bênção de Deus sobre todos aqueles que invocarem poderoso nome do Senhor.

9-) Ausência do Evangelho

No púlpito neopentecostal prega-se tudo menos o evangelho. Nessa perspectiva dificilmente encontramos o pregador pregando sobre pecado, arrependimento, fé e necessidade de salvação. A mensagem do Evangelho para o pregador neopentecostal relaciona-se diretamente as bênçãos de Deus e nunca a necessidade de arrepender-se de salvação e vida eterna. 10-) A super valorização do poder do diaboAlguns pregadores neopentecostais enxergam o diabo em tudo. Os pastores em questão construíram em suas mentes a ideia de que a vida é um grande conflito entre forças opostas.
O Movimento neopentecostal tem contribuído efetivamente com a propagação deste conceito, concedendo a Deus e o diabo; pesos idênticos. Para estes, a vida é uma grande trincheira, onde satanás e o nosso Deus lutam de igual para igual pelas almas da humanidade. Esta afirmação aproxima-se em muito da antiga heresia conhecida como maniqueísmo que ensinava que o universo é dominado por dois princípios antagônicos e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, o Diabo ou o mal absoluto. Infelizmente por considerar o bem e mal, como forças idênticas em peso e poder, os pregadores desta doutrina rejeitam a soberania de Deus sobre o inimigo de nossas almas.
Caro leitor, as Escrituras Sagradas em momento algum nos mostram um mundo dualista onde bem e mal protagonizam batalhas pirotécnicas cujo final é imprevisível. Antes pelo contrário, ainda que a Bíblia nos mostre as ações ardilosas de nosso inimigo, os quais não devem ser desprezadas, ela jamais trata do diabo como alguém que tem poder para se opor a vontade soberana de Deus.
Por favor, pare, pense e responda: Quem está regendo os acontecimentos na terra, Deus ou o diabo? Quem reina majestosamente no céu, Deus ou o diabo? Quem a Bíblia diz que estabelece e destitui reis, conforme a sua soberana vontade?
Ora, a visão de Deus reinando de seu trono é repetida nas Escrituras inúmeras vezes (I Rs 22.19; Is 6.1; Ez 1.26; Dn 7.9; Ap 4.2). Na verdade, os muitos textos bíblicos possuem a função de nos lembrar em termos explícitos, que o SENHOR reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos. O senhorio de Deus é total e nem mesmo o diabo pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos.
Os neomaniqueistas sem que percebam rejeitam o governo de Deus na história, fundamentando sua fé em achismos e impressões absolutamente antagônicas ao ensino bíblico. Nas doutrinas neomaniqueistas, Caim virou Vampiro, portais dimensionais se abriram, trazendo a tona lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Além disso, batalhas hercúleas são travadas a cada dia no mundo espiritual por Deus e o diabo, demonstrando assim o “quão forte e poderoso é o inimigo de nossas almas”.
Caro leitor, Jesus Cristo é o libertador e rei triunfante, é o autor e consumador de nossa fé, o Senhor da gloria. Sobre ele satanás não teve controle, nem tampouco poder. Através da morte na cruz , Cristo quebrou as forças opressoras do diabo, transportando-nos graciosamente para o Reino de Deus Pai. A guerra já foi vencida! Louvado seja o seu santo nome por isso! Satanás não tem poder sobre os eleitos de Deus! Somos de Cristo, e com Cristo viveremos por toda eternidade!

Extraído do blog do Pr. Renato Vargens:  http://renatovargens.blogspot.com.br/2013/10/os-10-principais-erros-de-uma-pregacao.html

O que é neopentecostalismo?

 

Tanto o Pentecostal como o Neopentecostal são definidos por sua teologia. É a teologia que caracteriza a identidade de cada um, por isso, o melhor é analisarmos historicamente e teologicamente a trajetória dos dois grupos cristãos.Os pentecostais

O movimento pentecostal surgiu nos Estados Unidos em Topeka, Kansas, no início do século XX. Influenciado pelo movimento pietista de comunhão com Deus através do estudo das Escrituras, movimento este que teve início em 1635.  Charles Parham fundou uma escola com a finalidade de estudar a Bíblia e buscar o avivamento de Atos capítulo 2. Um de seus estudantes, chamado Seymour passou a promover reuniões, em casas da cidade e, no dia 6 de abril de 1906, numa dessas reuniões, um menino de 8 anos falou em línguas, seguido de outras pessoas. Iniciava-se, assim, pelo menos formalmente, o movimento pentecostal.

Ênfase Teológica

No início do século XX, o pentecostalismo passou a enfatizar o batismo no Espírito Santo como revestimento de poder; as línguas estranhas como evidência da manifestação do Espírito Santo no crente; a manifestação dos dons espirituais. Numa das reuniões de Seymour, em Los Angeles, estava presente o pastor de uma igreja batista em Chicago, W. H. Durham, que também falou em línguas. No Brasil, o pentecostalismo está diretamente ligado ao movimento de Los Angeles, pois foram dois missionários deste movimento que trouxeram para o país o pentecostalismo. Daniel Berg e Gunnar Vingren, discípulos de Durham, em novembro de 1910. Eles chegaram ao Brasil convictos de que Deus os enviara a pregar a mensagem cristã a esta grande nação. Em junho de 1911, organizou-se em Belém do Pará, à Rua Siqueira Mendes, nº 67, a primeira Igreja de Fé Pentecostal no Brasil, primeiramente sob o título de “Missão de Fé Apostólica”, alterado em janeiro de 1918 para “Assembléia de Deus”, por Convenção realizada em Chicago, EUA.

Os Neopentecostais

Segundo Ricardo Mariano, em Neopentecostais – Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil, (citado na revista Compromisso, 1º trimestre de 2003, págs. 79-80), o movimento pentecostal brasileiro se divide em três ondas:

A primeira onda é o chamado “Pentecostalismo Clássico”, da Rua Azuza no início do século XX.  A segunda onda é conhecida por “deutero-pentecostalismo” ou “pentecostal neoclássico”, movimento de cura divina do início da década de 50. Por fim, a terceira onda: “neopentecostalismo”, tendo suas origens na segunda metade da década de 70. Os precursores do movimento neopentecostal (Edir Macedo, R. R. Soares e Miguel Ângelo) saíram da Igreja de Nova Vida, do missionário canadense, naturalizado norte-americano, Robert McAlister, e fundaram as primeiras igrejas neopentecostais em solo brasileiro: Igreja Universal do Reino de Deus (1977), Internacional da Graça de Deus (1980) e Cristo Vive (1986). Ao lado destas três primeiras igrejas, encontramos ainda outras comunidades que se originaram de outras denominações tradicionais.

Expoentes e raízes teológicas

Dois nomes bastante influentes na teologia neopentecostal, com certeza são: Essek William Kenyon e Kenneth Hagin.

1. KENYON. Nasceu em 24 de abril de 1867, em Saratoga, Nova York, EUA, falecendo aos 19 de março de 1948, ele tinha pouco conhecimento teológico formal. “Kenyon nutria uma simpatia por Mary Baker Eddy” (Gondim, p. 44), fundadora do movimento herético “Ciência Cristã”, que afirma que a matéria, e a doença não existem. Tudo depende da mente.

2. KENNETH HAGIN. Discípulo de Kenyon. Nasceu em 20 de agosto de 1917, em McKinney, Estado do Texas, EUA. Sofreu várias enfermidades e pobreza; diz que se converteu após ter ido três vezes ao inferno (Romeiro, p. 10). Aos 16 anos diz ter recebido uma revelação de Mc. 11: 23,24, entendendo que tudo se pode obter de Deus, desde que confesse em voz alta, nunca duvidando da obtenção da resposta, mesmo que as evidências indiquem o contrário. Isso é a essência da “Confissão Positiva”.

Estes dois são os pulverizadores da teologia neopentecostal não apenas no Brasil, mas em toda América, misturaram teologia com gnosticismo e criaram uma estrutura teológica que encontrou solo fértil num país como o nosso; que é de terceiro mundo e sofre com questões básicas como saúde, falta de moradia, segurança, entre outras.

Teologia dos Neopentecostais

1. Teologia da prosperidade: A teologia da prosperidade, defendida pelos neopentecostais, afirma que um cristão verdadeiro e fiel a Deus, tem o direito de obter a felicidade integral, pode exigi-la, ainda durante a vida presente sobre a terra.

2. Confissão positiva: Confissão positiva é um título alternativo para a teologia da forma da fé ou doutrina da prosperidade promulgada por vários televangelistas “a expressão “confissão positiva” se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão”.

3. Maldições hereditárias: Chamada também de Quebra de Maldições, Maldições Hereditárias, Maldição de Família e Pecado de Geração. Pode ser definida como: A autorização dada ao diabo por alguém que exerce autoridade sobre outrem, para causar dano à vida do amaldiçoado. A Bíblia ensina que a responsabilidade do pecado é pessoal: Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que tendes vós, vós que, acerca da terra de Israel, proferis este provérbio dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram? Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR DEUS, jamais direis este provérbio em Israel (…). Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá (Ez. 18: 1-4).

4. Possessão de crentes: Os pregadores neopentecostais tem uma cosmovisão que dá lugar à crença na possessão de crentes por demônios. Essa crença fica clara no livro Orixás, Caboclos & Guias: Deuses ou Demônios (pgs. 101-104) no capítulo “Crentes endemoninhados?” – Macedo afirma claramente que o capítulo é fruto de sua observação: “Este capítulo não existiria se eu não tivesse visto constantemente pessoas de várias denominações evangélicas caírem endemoninhadas, como se fossem macumbeiras, ao receberem a oração da fé”. O Bispo Macedo não oferece nenhum texto bíblico como argumento para comprovar tal doutrina. Apenas fez “uma observação”.

O culto neopentecostal

A Bíblia nos apresenta um modelo de culto que é a adoração a Deus na pessoa de Cristo. Portanto, Cristo é o centro do culto, tudo deve girar em torno dEle e para Ele (Hebreus 10: 19-25).
Não é o que vemos num culto neopentecostal, onde o homem passa a ser o centro (antropocentrismo) do culto, tudo é para o homem (letras dos hinos, mensagens proferidas, testemunhos e outros) e feito na intenção de satisfazer esse homem. Isto não é bíblico, por atraente e satisfatório que pareça, não é para o homem que prestamos culto e sim para Deus. É quando prestamos culto a Deus que somos confrontados com nossa realidade, e descobrimos que somos carentes da graça de Deus. Neste momento Ele nos edifica e restaura; num culto antropocêntrico não existe espaço para Deus.

Outras práticas do culto neopentecostal

Hoje observamos práticas que eram comuns na Idade Média onde o catolicismo se utilizava de objetos ditos sagrados (posse de relíquias; unção e santificação de objetos; água benta; pedaços da cruz de Cristo; bulas papais etc.) para efetuar cura e absolvição de pecados. Essas mesmas práticas, os cristãos brasileiros, até a década de 70, só as viam nos cultos sincretistas afro-brasileiros (banhos sagrados, uso de rosas vermelhas, sal grosso, entre outras). É de assustar quando vemos igrejas neopentecostais usarem práticas e objetos ( copo d’água, rosa ungida, sal-grosso, pulseiras abençoadas, peças de roupas de entes queridos, óleos de Jerusalém, águas do rio Jordão, trombetas de Gideão, cajado de Moisés, cultos de descarrego etc.) como na Idade Média e no sincretismo brasileiro, em seus cultos. Esses objetos acabam servindo de mediação entre o homem e Deus. O perigo é que a Bíblia nos apresenta Cristo como sendo o único mediador entre Deus e o homem (I Tm. 2:5; Hb. 9:15; Hb. 12:24).

A evangelização dos neopentecostais

Jesus nos ordenou a pregar o Evangelho a todas as criaturas (Mt. 28: 19-20), a mensagem deve levar o ouvinte a crer no Senhor Jesus Cristo e a se arrepender e confessar os seus pecados, para obter a salvação (Rm. 10:10). O que vemos na evangelização neopentecostal é uma mensagem onde a pessoa é levada a satisfação do bem estar pessoal e não a uma mensagem de confissão para o perdão; isto é proselitismo e não pregação do Evangelho. Proselitismo é quando uma pessoa faz adesão a uma religião não por fé, mas por costume. Isto era o que Israel fazia com as pessoas que não eram cidadãos israelitas, mas que queriam professar a mesma crença; esta pessoa passava pelo ritual da circuncisão e assim se tornava israelita.

Conclusão:

Devemos firmar o compromisso de que a Bíblia é nossa única regra de fé e prática, portanto, nossa conduta eclesiástica deve se pautar na revelação divina, não devemos copiar ou aderir à práticas que não são aceitas pelo nosso presbitério. Sejamos fiéis primeiro àquele que nos chamou e que nos colocou como servos seus, para cuidar do seu rebanho. Não temos o direito de transformar a Igreja de Cristo em uma comunidade com objetivo e propósitos diferentes dos ensinados pelo Senhor da Igreja.

Comentários

O crente é santuário do Espírito Santo: Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo (I Co. 6: 19-20).

O Espírito Santo tem zelo por nós: Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes? (Tg. 4:5)

O crente é propriedade peculiar de Deus: Em que também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança até ao resgate da propriedade, em louvor da sua glória (Ef. 1: 13-14).

Jesus é o mais que valente que tomou posse da propriedade (Lc. 11: 21-22), portanto em Cristo estamos seguros.

Fonte:  http://blogdopcamaral.blogspot.com.br/2011/03/o-que-e-neopentecostalismo.html

Corações Frios nos Últimos Dias

coraçao frio

Estou escrevendo este artigo porque tenho visto e ouvido falar de uma crescente frieza na igreja. Muitos que professam serem cristãos estão demonstrando um coração frio na maneira como tratam as outras pessoas. Acredito que a base para um coração frio é a rejeição da sã doutrina bíblica. Quando isso acontece, com o passar do tempo, o pecado e a contemporização entram na vida da pessoa. O resultado final é que o coração dela torna-se muito frio.

Este artigo explorará a questão sobre o aumento da frieza no coração das pessoas dentro da igreja nestes últimos dias. Os versos-chave que usaremos são estes:

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” [Mateus 24:9-12]

Vemos nessa passagem que haverá perseguição e ódio contra o povo de Deus. Os cristãos serão odiados e até assassinados neste mundo sem Deus.

Os problemas no mundo separam as ovelhas dos bodes. No texto referido, vemos que haverá aversão e traição contra os cristãos.

Nos últimos dias surgirão muitos falsos profetas. Homens ímpios aparecerão na igreja para pregar doutrinas heréticas. Infelizmente, muitos serão enganados e seguirão esses falsos profetas. As pessoas que serão enganadas são aquelas que não amam o suficiente a palavra de Deus e não a lêem diariamente.

Finalmente, temos o verso-chave (verso 12) para este artigo. Como resultado dos problemas no mundo, do falso ensino, dos falsos profetas e da enganação, o amor de muitos se esfriará. Isso significa que as pessoas ficarão com um coração frio. O verso 12 diz que a iniqüidade crescerá no mundo. Isso significa que o pecado estará em toda a parte e será socialmente aceito. A sociedade e as pessoas em geral amarão mais as trevas do que a luz. Como conseqüência, os corações ficarão duros e o amor esfriará. Isso pode ser observado no mundo e também na igreja. O mundo está com o coração tão duro que as pessoas matam bebês inocentes no útero materno sem sentir a menor dor de consciência. Em muitos países de ‘primeiro mundo’ é totalmente correto diante dos olhos da sociedade cometer esse assassínio. Os idosos e os doentes terminais estarão em breve na lista da morte. Se os bebês podem ser assassinados, então os doentes e os idosos devem começar a se preparar, pois serão os próximos. Os corações estão ficando muito frios e insensíveis. Os cristãos que vivem no mundo estão rodeados por todos os tipos de pecados e de perversidade. Alguns acabam se desviando e permitem que seus corações esfriem.

A Rejeição da Sã Doutrina

Por que há uma crescente frieza na igreja? A base para um coração frio é o coração que não ama a sã doutrina.

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” [2 Timóteo 4:3-4]

É hora de acordar, pois os dias da rejeição da sã doutrina estão sobre nós! Muitos que professam a fé cristã rejeitaram a verdade e a sã doutrina e preferem ouvir palavras suaves, que agradem aos seus ouvidos. Observe no verso 3 no texto referido que a concupiscência toma o controle da pessoa quando a sã doutrina é rejeitada. Quando a lascívia passa a controlar a vida da pessoa, o pecado entra em sua vida. Quando a pessoa afasta-se da sã doutrina volta-se para o pecado e para a contemporização e um dos frutos resultantes é a frieza no coração.

Permita-me dar um exemplo. Existe nos EUA um movimento chamado Promise Keepers que está promovendo abertamente a união com base em uma falsa religião baseada em obras e em sacramentos – o Catolicismo. Em vez de evangelizar os católicos perdidos, eles estão sendo tratados como irmãos em Cristo. A pedra fundamental do movimento Promise Keepers é a rejeição da sã doutrina. Os homens que participam do Promise Keepers vão aos encontros nesse Clube do Bolinha para cantar e ter comunhão uns com os outros. Como a doutrina não é uma preocupação, eles ficam bravos se alguém se atrever a se opor a esse “movimento de Deus”! Isso significa que os cristãos sinceros que vêem problemas com o Promise Keepers são malvistos em suas próprias igrejas. Como se recusam a participar nesse grande ‘movimento de Deus’, são tachados de criadores de divisões e sem-amor. Na verdade, o problema não está com aqueles que vêem os problemas, mas sim com aqueles que não têm Deus e que não amam a sã doutrina. Lembre-se que um coração frio e a rejeição da sã doutrina andam de mãos dadas.

Outro exemplo é o Reavivamento do Riso, também chamado de Unção do Riso, ou Bênção de Toronto. Já ouvi testemunhos de pessoas que tiveram esse movimento demoníaco em suas igrejas. O pastor e outras pessoas ficaram envolvidos. Existem pessoas cristãs, no entanto, que vêem o perigo desse movimento maligno e se atreveram a falar contra ele. Elas acham estranho e demoníaco quando as pessoas deitam-se no chão e começam a latir como cachorros, rugir como leão, rir descontroladamente, desmaiar ou ter convulsões, como se estivessem sob um ataque epiléptico. Como conseqüência das advertências, esses assim chamados cristãos amorosos no Reavivamento do Riso do inferno ofendem essas pessoas. Muitos cristãos ficaram feridos e foram forçados a deixar esse tipo de assembléia e a procurar outra igreja, após dez ou vinte anos de participação fiel. Esse tipo de coisa está acontecendo hoje e, novamente, a base é a rejeição da sã doutrina bíblica. Quando a sã doutrina é rejeitada, o coração torna-se frio e não aceita a repreensão.

Eis outro exemplo: Todos já ouvimos falar nos mestres da fé que ensinam a nomear e a reivindicar. Eles têm grandes nomes e grandes igrejas, aparecem na televisão regularmente e usam jóias caras. Os pastores da linha ‘nomeie e reivindique’ afirmam ter comunicação freqüente com Deus de alguma forma audível. Segundo eles, Deus lhes dá muitas instruções nas audiências pessoais que têm com o Todo-Poderoso. Infelizmente, o que Deus supostamente lhes diz não se adequa com sua palavra já revelada na Bíblia. Além disso, eles profetizam, supostamente da parte de Deus, mas essas profecias não se cumprem. Na verdade, são falsos profetas que não ouviram palavras de Deus, mas ouviram sim, a palavra do Diabo. Sabe qual é o teste de um verdadeiro profeta de Deus? A pessoa precisa estar 100% correta durante todo o tempo quando fala as palavras de Deus. A penalidade no Antigo Testamento para os falsos profetas era a morte. Atualmente, não matamos mais os falsos profetas, mas existem muitos deles por aí. Os seguidores dos falsos profetas preocupam-se com o falso ensino e com as falsas profecias? Querem saber se esses homens são falsos profetas de acordo com a Bíblia? A resposta é NÃO. Esses homens são enganadores e enganam a muitos! Quando um cristão que ama a Deus e a sã doutrina adverte, os seguidores do profeta geralmente ficam irados e respondem com ofensas. As pessoas de coração frio, que rejeitam a sã doutrina bíblica, ficam furiosas quando seu líder ‘espiritual’ é questionado ou tem seus ensinos comparados com os da Bíblia. Até ameaças de morte são feitas, como “Deus o destruirá por atacar seu ungido”… ou “Não fale mal de um ungido de Deus”, etc. Para os falsos profetas, aqueles que amam e defendem a sã doutrina são considerados sem-amor e um câncer que causa divisões na igreja, e oram para que Deus os remova. Novamente, muitos cristãos verdadeiros têm sido feridos por essas pessoas de coração frio que amam os falsos profetas e seus falsos ensinos em vez de o Senhor Jesus Cristo. A pedra fundamental para o coração frio e sem-amor é a rejeição da sã doutrina.

Aqui está um exemplo de uma falsa profecia. Certa vez uma pessoa que afirma ter conversas freqüentes com Deus fez esta afirmação: Que em junho de 199X, Deus removeria todo o mal da terra. Todos os tipos de seguidores crédulos acreditaram nessa assim chamada Palavra de Deus anunciada por esse falso profeta. À medida que o dia se aproximava, as pessoas que acreditavam na falsa profecia ficaram muito animadas. No entanto, aquele dia veio e nada de extraordinário ocorreu. Para se justificar, os seguidores foram a um jornal e começaram a dizer que talvez aquilo tenha realmente acontecido, mas “simbolicamente”! Eles encontraram eventos no mundo e disseram: Aqui, Deus está arrancando o mal do mundo. A conclusão é que aquele homem fez uma falsa profecia extra-bíblica que não se cumpriu. Na verdade, não poderia mesmo se cumprir porque contradizia o que Deus já revelou na Bíblia. Deus não arrancará todo o mal do mundo em um certo dia, mas está no processo de remover a iniqüidade e o pecado. Ele só vai terminar esse processo no final do reino milenar, após o retorno de Jesus Cristo à terra. Aí então Deus criará novos céus e nova terra, livres da contaminação do pecado. Até lá, porém, o mal continuará a existir no mundo e realmente não importa o que um falso profeta diga.

O fato triste é… se as pessoas lessem suas Bíblias e tivessem um coração obediente e aberto à repreensão, o falso profeta que trouxe essa falsa profecia não teria prosperado. Entretanto, ele foi honrado na “televisão cristã” e muitos falaram sobre sua “palavra de profecia” com grande fervor e reverência, rejeitando e atacando todas as vozes que se atreveram a contradizer aquela ‘profecia de Deus”. Novamente, vemos a rejeição da sã doutrina bíblica levando a um coração frio.

O Amor a Deus

A conclusão final é que as pessoas que rejeitam a sã doutrina não amam a Deus.

“Se me amais, guardai meus mandamentos.” [João 14:15]

Se eles amassem a Deus, guardariam seus mandamentos. Isso envolve ouvir a Palavra de Deus e obedecê-la; envolve também amar a sã doutrina e rejeitar a falsidade. Infelizmente, isso não acontece hoje. Em nome do amor, os falsos mestres recebem a permissão de pregar suas heresias e aquele que os desafiar é atacado como sendo causador de divisões, sem-amor e de coração duro.

“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes. Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão.” [Tito 1:9-10]

Somos instruídos a reter a sã doutrina e a defender a fé que está sob ataque dos falsos mestres que estão em busca das riquezas e da fama terreais.

Existem muitos faladores vãos e enganadores. Lembre-se que eles prosperarão e enganarão a muitos. Infelizmente, eles já fizeram um grande infiltração nas igrejas. Como as pessoas não amam a sã doutrina, os falsos mestres são aceitos e os corações ficam cada vez mais frios à medida que cresce também a iniqüidade no mundo.

“Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância.” [Tito 1:11]

Para aqueles que amam a Deus precisamos continuar a falar como Deus nos manda. Nunca desista de falar contra aqueles que promovem o erro e a heresia na igreja. A motivação para os falsos mestres é o dinheiro. Eles querem dinheiro e não as coisas de Deus.

Para aqueles que amam a Deus e que amam a sã doutrina há um vínculo de unidade. Esse vínculo é automático, porque o Espírito Santo é o mesmo dentro de cada cristão genuíno. Infelizmente, existe muito joio espalhado entre o trigo; existem lobos entre as ovelhas.

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós; que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” [João 13:34-35]

Nestes dias finais, o amor de muitos está esfriando. O pecado cresceu tanto, até na igreja, que muitos desenvolveram um coração frio. No entanto, Deus ainda tem seu remanescente que o ama, que ama a sã doutrina e que ama os outros cristãos.

“Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” [João 12:43]

Muitos hoje estão buscando o louvor dos homens. Entretanto, o verso referido diz que há um louvor de Deus. Aqueles que amam a Deus e o buscam em primeiro lugar receberão esse louvor. Contudo, há um preço a pagar. Quando você se levanta para se opor ao joio e aos falsos mestres, deixa de ser bem-recebido em alguns círculos. Talvez precise até mesmo procurar outra igreja, se a sua estiver totalmente entregue à contemporização doutrinária e não quiser ouvir a sã doutrina. Não deixe de freqüentar a igreja, pois somos instruídos a procurar uma boa igreja e sermos participantes. Entretanto, procure uma igreja que ponha a Bíblia em primeiro lugar. Nenhuma igreja é perfeita, mas você deve procurar uma que pelo menos esteja tentando caminhar com Deus.

Apostasia nos Últimos Dias

LOBO-EM-PELE-DE-OVELHA

A Bíblia ensina que haverá uma grande apostasia nos últimos dias. Por outro lado, os falsos profetas estão todos dizendo que haverá um grande reavivamento. Em breve o Anticristo aparecerá (possivelmente após o Arrebatamento) e a atual apostasia e afastamento da doutrina está preparando o caminho para um sistema religioso mundial. Esse sistema será apóstata e contrário à sã doutrina. Acredito que será uma combinação de cristianismo com o islamismo. Portanto, quando você ouvir alguém falar sobre um grande reavivamento, acautele-se. A Bíblia diz que haverá uma grande apostasia nos últimos dias, não um grande reavivamento. O reavivamento das ‘falsas religiões’ será um grande movimento ecumênico que unirá todos os tipos de falsas religiões em uma só. Esse reavivamento não tem nada que ver com Deus… mas tem tudo que ver com o Anticristo.

Outra diferença interessante é que os cristãos genuínos estão se preparando para ir para o céu para estar com o Senhor. Por outro lado, o joio está se preparando para reinar na terra agora. O joio afirma que vai ganhar este mundo para Deus. Sim, o mundo será conquistado e ficará unido, mas não sob Deus… será sob o reinado do Anticristo. O cristão genuíno deve erguer os olhos para o céu e alegrar-se, sabendo que o dia da redenção está próximo. Continue testemunhando para os perdidos, obedecendo e servindo a Deus como ele deseja. Os últimos dias serão marcados por uma apostasia da sã doutrina bíblica. Juntamente com isso, haverá um aumento na frieza nos corações. O mundo não caminha para um grande reavivamento; ao contrário, caminha para uma grande apostasia.

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.” [2 Tessalonisences 2:3]

O verso acima diz que o aparecimento do Anticristo será precedido pela apostasia. As pessoas apostatarão da sã doutrina bíblica. A fé uma vez para sempre entregue aos santos será rejeitada e, em lugar dela, as fábulas e os mitos (o misticismo) serão aceitos. O caminho estreito da salvação SOMENTE por meio do Senhor Jesus Cristo será rejeitado. Em vez disso, um falso evangelho será aceito como parte dos ensinos da religião mundial apóstata. Isso ocorrerá imediatamente antes do aparecimento do Anticristo. Estamos vivendo nestes dias agora!!

Além disso, à medida que o povo se afastar da sã doutrina, o pecado crescerá na sociedade e na igreja. Conseqüentemente, o amor de muitos esfriará. Novamente, isso está acontecendo hoje. Muitas pessoas estão com seus corações frios e endurecidos.

Em breve a igreja (o corpo dos cristãos genuínos) será arrebatada para estar com o Senhor nos céus. Após o arrebatamento, muitas igrejas não perderão uma parte significativa de seus membros. Com a remoção do restritor, o Diabo estará livre para trazer o Anticristo ao poder. Durante o reinado do Anticristo toda a sã doutrina será rejeitada e a enganação prevalecerá. Muitos acreditarão nas enganações e, portanto, serão condenados para sempre. No entanto, durante esse tempo, Deus também salvará muitas pessoas; pois elas precisarão escolher se aceitam ou rejeitam a salvação que é encontrada somente no Senhor Jesus.

Conclusão

Mostramos que um coração duro e sem-amor caminha de mãos dadas com a rejeição da sã doutrina. Muitos que afirmam serem cristãos na verdade são pessoas de coração frio que não amam a sã doutrina. Elas soltam seu veneno contra aqueles que não abraçam seus erros e que as advertem sobre os perigos. Estamos também vivendo em dias de apostasia, não de reavivamento. Os falsos profetas estão dizendo que o ‘reavivamento’ ocorrerá, mas isso não é verdade. O mundo está caminhando para seus dias mais tenebrosos. Após o arrebatamento, o Anticristo estará livre para ascender ao poder; durante o reinado do Anticristo, Deus derramará terríveis juízos sobre os ímpios. À medida que o mundo avança no pecado e na apostasia, o amor de muitos esfriará. Haverá pessoas de coração frio dentro e fora das igrejas; essas pessoas rejeitam a sã doutrina e atacam e ofendem qualquer um que se oponha às enganações que elas acolheram.

Não se sinta desanimado se encontrar pessoas de coração frio na igreja. Lembre-se que sua fé deve estar firmada no Senhor Jesus Cristo e não nas outras pessoas. Continue fazendo aquilo que é certo e deseje ansiosamente o breve retorno do Senhor Jesus para levar sua igreja aos céus.

“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” [Mateus 24:12]

Mesmo assim, vem logo Senhor Jesus.
Autor: Alan Yusko. Visite o site dele, Heaven Soon
Tradução: Jeremias R D P dos Santos
Data da publicação: 14/3/2001
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/yusko-4.asp

A Âncora da Alma

ancora

Quando sopram os ventos da adversidade, poucas coisas dão mais conforto do que ter uma âncora segura e firme para evitar que o barco da nossa vida seja despedaçado pelas ondas.

Li certa vez uma anedota sobre um escoteiro do mar que estava passando por um exame oral. Quando o guia perguntou o que ele faria se uma severa tempestade viesse subitamente do norte, a resposta foi: “- Eu lançaria a âncora ao mar e colocaria a proa contra o vento.” Em seguida veio a pergunta: “- E se outra tempestade viesse do sul?” O rapaz respondeu que lançaria outra âncora ao mar. Apenas por brincadeira, o guia perguntou sobre uma terceira possibilidade – outra tempestade vinda do leste! Quando o rapaz deu exatamente a mesma resposta pela terceira vez, o guia perguntou de onde ele estava conseguindo todas as âncoras. Sem pestanejar, o escoteiro respondeu: “- Do mesmo lugar de onde o senhor está obtendo as tempestades!”.

Se você é crescido o suficiente para ter experimentado o que a vida lança sobre todos nós, sabe que a analogia de uma tempestade é um termo apropriado para aquilo que ocorre com freqüência. Quando sopram os ventos da adversidade, poucas coisas dão mais conforto para um cristão do que ter uma âncora para evitar que nosso barco seja despedaçado pelas ondas.

“Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu, onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.” [Hebreus 6:18-20]

O autor da Epístola aos Hebreus, que eu pessoalmente acredito tenha sido o apóstolo Paulo, fez esses comentários para os cristãos judeus que estavam vacilando em sua fé. Para exortá-los, ele disse que a “esperança” é a âncora da alma. Mas depender da esperança no sentido em que se usa na frase “Bem, espero que sim”, não é o que ele está falando aqui. Agarrar-se a esse tipo de esperança não dá conforto algum quando o barco está prestes a afundar! O que os navegantes precisam durante uma tempestade é de uma âncora que possam lançar ao mar e ter confiança que ela estabilizará a embarcação e a manterá flutuando nas águas. Em outras palavras, a “esperança” deles seria uma expectativa fervorosa, em vez de uma vaga “esperança” de um último recurso.

Assim, qual “esperança” no sentido de expectativa fervorosa, estava Paulo oferecendo a eles? A resposta definitiva encontra-se em sua epístola a Tito:

“Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.” [Tito 2:13]

Os cristãos genuínos têm sua âncora firmada no fundamento que é Jesus Cristo. Pela fé, que o próprio Deus fornece, enfrentamos as tempestades desejando ansiosamente o súbito retorno de nosso Senhor e Salvador – nossa bendita esperança. Ele nos disse que sua ascensão aos céus não seria permanente e que voltaria outra vez para nos levar para onde Ele está:

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. Quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” [Ênfase adicionada]

“E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.” [Atos 1:9-1; ênfase adicionada]

Está a âncora da sua alma mantendo seu barco flutuando ou precisa admitir que algumas vezes você se sente como um homem que está se afogando e que já submergiu duas vezes e está lutando com todas as suas forças contra a terceira e última vez? (Dizem que a pessoa que está se afogando submerge três vezes.) Se você é um crente em Cristo, a letra do hino “Firme nas Promessas” deve ser de grande conforto. A segunda estrofe diz: “Firme nas promessas não irei falhar; vindo as tempestades a me consternar; pelo Verbo eterno eu hei de trabalhar; Firme nas Promessas de Jesus.”

É pelo Verbo, a palavra viva de Deus, que vamos vencer. Firmar-se nas promessas de Deus pela fé nos dá o tipo correto de esperança, mas a Palavra viva de Deus – Jesus Cristo – é a âncora que nos mantém seguros.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens… E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” [João 1:1-4,14; ênfase adicionada]

Meu amigo, se você reconhece que está à deriva no mar tempestuoso da vida em uma jangada improvisada (sem vela, sem remo e muito menos sem uma âncora), eu o exorto a considerar as promessas feitas por Jesus Cristo – Deus em carne. Primeiro e mais importante de tudo, Ele prometeu salvar todos aqueles que Vêm até Ele com fé absoluta – confiando totalmente Nele o destino de suas almas eternas. Mas esteja ciente que fazer promessas de ser um bom menino ou uma boa menina daqui para a frente, ou de ir à igreja, ou ajudar as velhinhas a atravessarem a rua, não bastam!

Outra máxima diz que uma pessoa que esteja se afogando se agarrará a qualquer tábua de madeira em uma tentativa desesperada de se salvar. Milhões e milhões de pessoas continuam a afundar sob as ondas enquanto se agarram às tábuas das religiões que lhes são oferecidas. Essas tábuas basicamente consistem de ensinos que dizem que a pessoa precisa fazer alguma coisa para conseguir se salvar, como fazer uma profissão de fé, tornar-se membro de uma igreja, ou ser batizada. Embora essas coisas sejam boas quando vistas dentro do contexto correto, em si mesmas elas não podem realizar o serviço. A salvação consiste simplesmente em receber a pessoa de Jesus Cristo em sua vida. Orar, fazer promessas, ir à igreja todas as vezes que as portas estiverem abertas, praticar boas obras, etc., não tem influência alguma na salvação, pois as obras pessoais não salvam.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” [Efésios 2:8-9]

Veja o seguinte: Deus não tem obrigação de salvar ninguém. Se Ele decide fazer isso, é sempre estendendo Sua graça a cada indivíduo. Méritos pessoais ou a ridícula percepção de merecimento não O impressionam, por causa de um fato básico: nenhum de nós tem mérito algum. O melhor homem já salvo era um pecador espiritualmente morto em ofensas e pecados e merecedor de passar uma eternidade no inferno, separado de Deus, com todos os tormentos associados com esse estado.

Quando Adão deliberadamente desobedeceu a Deus e comeu do fruto proibido, o pecado como um conceito entrou em um universo moral. O resultado instantâneo foi uma “tempestade” sobrenatural além de nossa capacidade de compreensão. Ela foi tão severa que nossos pais originais, Adão e Eva, morrem imediatamente naquele dia – da forma como Deus disse que aconteceria (Gênesis 2:17). A morte instantânea foi espiritual e o efeito no longo prazo foi a morte física. Com a única exceção de Jesus Cristo, todo ser humano que nasceu desde aquele dia veio ao mundo tão morto espiritualmente quanto uma sardinha. (Efésios 2:1). Os mortos têm alguma coisa a oferecer a Deus? Romanos 8:8-9 diz claramente que não:

“Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” [Ênfase adicionada]

A equação é bem simples: Presença do Espírito Santo na vida de uma pessoa = salvação. O corolário é: Presença do Espírito Santo = frutos demonstrados na vida. Se não há fruto, isso significa que não há raiz em Cristo!

Você foi lançado ao mar e a única âncora que tem está amarrada ao seu pescoço? Em caso afirmativo, amorosamente sugiro que invoque a Jesus Cristo e clame por misericórdia. Lance-se aos pés Dele e implore que Ele estenda graça a você, entrando em seu coração e na sua vida. Esqueça as promessas, porque você não tem nada absolutamente a oferecer, exceto a si mesmo. Se quiser realmente ter um relacionamento com Ele, tudo o que Ele pede em troca é seu amor e sua obediência.

Como você saberá que irá sobreviver? Quando um grande peixe o vomitar na terra seca, como fez com o profeta Jonas e você seguir a estrada para Nínive, em verdadeiro arrependimento e com fé, em vez de insistir em remar naquela jangada frágil que chama de vida rumo ao total esquecimento.


Fonte: “The Cutting Edge”, clique aqui http://www.cuttingedge.org

Autor: Pr. Ron Riffe
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/p276.asp

Orgulho e o coração humano

CORACA PEDRA

Por Renato Santiago

Significado da palavra orgulho:  s.m. Elevado conceito que alguém faz de si próprio. / Amor-próprio exagerado. / Brio. / Altivez, soberba. / Ufania.   http://www.dicionariodoaurelio.com/Orgulho.html

Assim como todos os pecados que habitam no âmago da natureza humana, o orgulho também passou a fazer parte de nosso ser a partir da queda no Éden.

Mas esse mal já havia se manifestado antes da criação, no coração de Lúcifer, quando ele ainda era um anjo de luz, regente dos coros celestiais, vivendo em posição privilegiada dada por Deus, adornado com toda sorte de pedras preciosas. Mas ao intentar seu coração para o mal, quis ser como Deus, chegando ao ponto de almejar o lugar do SENHOR. Como consequência foi lançado fora da presença de Deus para sempre. (Ezequiel 28:13-18)

Voltando à queda no Éden, desde então nosso coração passou a ser terreno fértil para toda sorte de sentimentos, principalmente os maus. A partir do momento que escolhemos uma vida distante de Deus, fazendo nossas próprias escolhas e vivendo de acordo com nossos próprios desejos, nosso coração passou a exibir uma característica semelhante a de Lúcifer: o orgulho.

Que triste sentimento! Que pecado contra o Senhor! Pobre raça humana!

É muito comum vermos pessoas assim, orgulhosas, soberbas, cheias de si, se achando os “donos da cocada preta”. Pessoas com coração duro, com dificuldades enormes em ser contrariadas, corrigidas.

Você já parou pra pensar quantos problemas seriam evitados no dia-a-dia se fôssemos menos orgulhos?

Quantos casamentos não teriam sido desfeitos se um cônjugue não colocasse toda a culpa dos problemas no(a) companheiro(a)?

Quantos homicídios seriam evitados se houvessem mais pedidos de perdão?

Quantos pessoas permaneceriam em seus empregos se aceitassem as críticas construtivas e tentassem melhorar seu desempenho?

Quantas brigas no trânsito seriam evitadas com simples pedidos de desculpas?

Quantos desentendimentos familiares não teriam acontecido, se os filhos recebessem os conselhos e a correção dos pais como algo valioso?

Vivemos em uma época que muitas pessoas não gostam de ser contrariadas, normalmente a primeira reação a algo que vai afetar nosso ego, nosso orgulho, é a auto-defesa,  o contra-ataque (como se vivêssemos em uma constante de disputa sobre quem está certa ou errado).

É aquele ditado futebolístico: “a melhor defesa é o ataque”.

Uma irmã em Cristo definiu bem essa situação, ela disse: “as pessoas precisam aprender a ter um coração ensinável, pois são muito resistentes”. E é por aí mesmo. A maioria das pessoas odeia correção, ou até mesmo sugestão. Muitos não costumam aceitar conselhos de ninguém, se sentem inferiores assim.

Eu como cristão, servo do Deus altíssimo, pergunto aos meus irmãos em Cristo:

-Como pode uma pessoa regenerada pelo Espírito Santo ser orgulhosa, intransigente?

É impraticável a vida cristã sem humildade. O coração duro do homem é uma porta fechada ao Espírito Santo. Como poderei falar do amor de Deus se eu mesmo não tiver uma conduta condizente? Talvez seja essa uma das maiores reclamações das pessoas contra os evangélicos: o orgulho. Várias vezes já ouvi a seguinte frase: “esses crentes são metidos a besta”. E alguns são mesmo, infelizmente.

E não é por falta de bons exemplos, temos vários na Bíblia, vou citar um: Davi.

Uma passagem muito conhecida do Antigo Testamento nos leva a refletir sobre essa questão. Davi, então Rei de Israel, aproveitou-se de sua autoridade para se deitar com a esposa de um soldado (Urias), e além de levar a mulher (Bate-seba) para o palácio, ainda teve a coragem de forjar a morte do marido, colocando-o no fronte do exército. (2Sm 11:2-24)

Mas um dia Deus enviou Natã à casa de Davi, e este condenou o seu pecado, comparando suas atitudes a de um homem que mesmo tendo várias cabras e vacas decide dar a um viajante a única cordeira de seu vizinho pobre (2sSm 12: 1-7). Davi imediatamente reconheceu seus erros: “Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor” (2 Sm 12:13a).

Orando

Aí está a chave, o homem pecou contra Deus, mas ao ser repreendido pelo profeta do Senhor, simplesmente reconheceu seus erros e se prostrou em arrependimento. O Salmo 51 revela uma das mais belas orações contidas na Bíblia, veja um trecho: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares” (Sl 51:1-4).

Mas infelizmente, hoje muitos no lugar de Davi teriam expulsado Natã de sua casa, esbravejando: “quem é você para me julgar?”, ou “Não toqueis no ungido do Senhor!!” ou então: “É Deus quem me julga!” e outras frases decoradas, que na verdade revelam que a falta de temor ao Senhor impera. O ego prevalece.

Concluindo, o orgulho é um dos sentimentos mais perversos de nosso coração, revela uma tendência a nos assemelhar a Lúcifer, é duro mas é verdade. A Bíblia é clara sobre isso: “ Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (Tiago 4:6)

Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás, e não para diante. (Jr 7:24)

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
(2 Tm 3:1-5 )

E pra fechar,  o maior exemplo de todos:

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. (Filipenses 2:3-8)

Então deixe esse orgulho de lado, viva mais, ame, perdoe, ria, aprenda, ensine, ouça, cresça, seja maleável, promova a paz, você será mais feliz!

Uma igreja de sucesso

Imagem igreja

Por Thiago Schadeck

Uma igreja de sucesso é aquela que a liderança não tem medo de perder o lugar, ao contrario, na medida do possível capacitam e preparam sucessores. Na igreja de sucesso, todos os líderes são servos e exercem a liderança fazendo com que Cristo sempre seja glorificado em seu ministério. Nessa igreja, os líderes não aprisionam as pessoas, a fim de serem ídolos delas, mas tornam-se apoios que ajudam as pessoas a crescerem espiritual e pessoalmente.

Os pregadores da igreja de sucesso sempre tem como centro de suas mensagens a salvação através da graça de Cristo, as pregações são totalmente bíblicas e não há lugar para invencionices ou formulas mágicas de espiritualidade. O pregador da igreja de sucesso tem sempre em mente de que só a Cristo pertence a glória e ele é apenas um instrumento usado pelo Espírito Santo e que nada que ele fale vem de si, mas de Deus, sendo assim, ele não tem qualquer mérito.

Os músicos de uma igreja de sucesso não estão preocupados com o solo do seu instrumento ou se fará a parte principal no vocal, mas buscam cantar e tocar da melhor forma possível, com o arranjo mais perfeito que conseguirem para fazer o som agradável aos ouvintes e, através da música, levarem a congregação a uma adoração genuína, olhando para Cristo e não para os que cantam ou tocam. As letras escolhidas pelo ministério de louvor são cristocêntricas,bem analisadas antes de serem levadas ao povo. Os músicos são, antes de qualquer coisa, adoradores em todos os momentos e não somente em cima do altar. O ministério de louvor da igreja de sucesso não cobra qualquer tipo de regalia e participa ativamente do culto.

O departamento social da igreja de sucesso trabalha ativamente para que as desigualdades sejam minimizadas, conscientiza os demais membros da necessidade de prestar socorro aos que estão em dificuldades. Nessa igreja, os dízimos e as ofertas não são guardados em poupanças para render juros, mas são bem utilizados no serviço ao próximo, e não necessariamente apenas com os membros da igreja. O departamento social atua em várias frentes, não somente em distribuição de cestas básicas. Se há alguém precisando refazer o telhado de casa pra parar de tomar chuva de madrugada, a igreja de sucesso o ajuda. Se alguém sofreu acidente e precisa de sangue, a igreja de sucesso doa, se alguém está desempregado, a igreja de sucesso ajuda a se recolocar no mercado de trabalho.

A Igreja de sucesso cuida do corpo e da alma das pessoas, pois reconhece que: “Corpo sem alma é defunto e alma sem corpo é fantasma”. O corpo e a alma são inseparáveis, enquanto há vida!

O ministério de teatro da igreja de sucesso é formado por pessoas que desejam pregar a mensagem de Cristo através de seus talentos de forma voluntariosa. Quem quer fazer parte desse ministério de teatro não deve se importar se será uma “árvore” ou o papel principal. As peças são planejadas com enredos que anunciam a glória de Cristo e trazem reflexão, confronta a “plateia” a ser pessoas melhores e exemplos de cristãos nesse mundo.

Os membros da igreja de sucesso sabem conviver com as diferenças entre si e se respeitam. Os membros ajudam uns aos outros a crescerem e sabem o significado de “chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram”. Na igreja de sucesso, os membros podem se chamar de irmãos sem medo, pois como todos irmãos, de vez em quando brigam, ficam emburrados, mas no final o amor fraternal permanece. Os membros de uma igreja de sucesso tem sede por conhecer a Deus e com isso não deixam de aprender nunca, isso inclui pastores, presbíteros, diáconos e toda a liderança.

A igreja de sucesso é conhecida como uma igreja séria, que não se vende ao mundo para atrair mais membros, mas também não vive em outra realidade. Essa igreja é totalmente envolvida nas questões sociais de onde está instalada  e impacta positivamente na vida das pessoas que de qualquer forma a cercam: membros, sociedade, políticos.

Essa igreja é a verdadeira Igreja, organismo, corpo incorruptível de Cristo, vivendo o Reino de Deus aqui nessa terra!

Essas são as marcas do verdadeiro sucesso, segundo a vontade de Deus.

Não um sucesso segundo a visão humana, onde o que importa são os números, o lucro e a fama. Mas um sucesso espiritual, de amor e de serviço a Deus e ao próximo.

A igreja de sucesso é aquela que é “Luz para o mundo” e “Sal da terra”.

Eu quero que a minha igreja seja uma igreja de sucesso. E você?

#FaçaSuaParte