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A INJUSTIÇA NOSSA DE CADA DIA

Dois-pesos

Por Renato Santiago

Paz de Cristo a todos!

É com o coração angustiado que escrevo este texto. Uma das coisas que mais me causam tristeza é a injustiça, seja ela na área que for. O mundo é injusto, o Brasil é um país injusto, a ‘justiça social” tão prometida por políticos gananciosos nos discursos em véspera de eleição é simplesmente uma utopia. A justiça penal da lei praticamente não existe também, vemos o crescimento da corrupção e da violência no mesmo ritmo da impunidade.

Mas não se trata desse tipo de justiça, quero falar sobre nossa justiça própria, no meio cristão.

Ao recorrermos à Biblia, um dos textos mais conhecidos acerca da palavra justiça é o de Isaías 64:6 “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.”

Esse texto leva muitos a pensar que todo “ato de justiça” nosso é como trapos imundos aos olhos de Deus. Aliás, no versículo anterior, Isaías 64.5, Isaías declara: “Vens ajudar aqueles que praticam a justiça com alegria, que se lembram de ti e dos teus caminhos”. Não é impossível o povo de Deus praticar atos de justiça que agradam a Deus. Mas John Piper explica:

“Às vezes as pessoas são descuidadas e falam de forma negligente sobre toda a justiça humana, como se não houvesse nada que agradasse a Deus. Muitas vezes elas citam Isaías 64.6 que diz que nossa justiça é como ‘trapo de imundícia’. É verdadeiro – gloriosamente verdadeiro – que ninguém do povo de Deus, antes ou depois da cruz, seria aceito pelo Deus imaculadamente santo se a justiça perfeita de Cristo não nos fosse imputada (Romanos 5.19; 1 Coríntios 1.30; 2 Coríntios 5.21). Mas isso não quer dizer que Deus não produza nessas pessoas ‘justificadas’ (antes e depois da cruz) uma justiça experiencial que não é ‘trapo de imundícia’. Ao contrário, ele o faz; e essa justiça é preciosa a Deus e é exigida, não comofundamento da justificação (que é a justiça de Cristo somente) mas como evidência de sermos filhos verdadeiramente justificados de Deus”.

Ou seja, nós como servos de Deus, lavados e remidos pelo sangue do cordeiro, precisamos aprender a praticar a justiça, seja nas menores coisas, ou nas grandes, e que não seja por falta de exemplos na Bíblia.

Vejamos as palavras de Jesus aos religiosos da época, que se aplica muito bem aos dias atuais:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.”. Mt 23:23.

Não se parece com o que vimos hoje? Quantas pessoas se preocupam mais com suas obrigações religiosas do que em exercer sua fé através de atos de misericórdia e justiça? Quantos já passaram sua vida inteira sendo “dizimistas fiéis” e nunca compraram um pão de sal para uma criança de rua, jamais doaram 2,00 a uma instituição de caridade ou algo do tipo.

Somos hipócritas, egoístas, desprovidos de amor ao próximo, insensíveis e consequentemente injustos. Usamos dois pesos e duas medidas, fazemos vistas grossas, não nos importamos com o sofrimento alheio, não choramos com os que choram. Conheço cristãos que tem duas formas de pensar sobre o pecado alheio. Vou dar um exemplo: Se uma pessoa de seu círculo de amizades ou de sua família descamba por exemplo para o adultério, a reação é a seguinte: “essa pessoa precisa de apoio, não vamos julgar, vamos ajudar.” Ok.

Em contrapartida, se essa pessoa fica sabendo do pecado de alguém que não faz parte de sua panelinha (mesmo que esteja lutando contra uma fraqueza), a dureza de coração e a religiosidade falam mais alto, aí vem: “Tá vendo? Depois fala que é crente! Essa pessoa precisa se converter!!”

Conseguem ver a diferença? É parecido com um ditado que diz: “Aos amigos tudo, aos inimigos os rigores da lei.”

Precisamos aprender muito com Jesus, precisamos rever nossos conceitos sobre o que é ser cristão, sempre fui adepto de que atitudes falam mais que palavras. Que Jesus mude nosso coração, que o transforme em coração de carne, e que possamos entender que a justiça, a misericórdia e a fé são mais importantes que nossa fútil religiosidade.

O que segue a justiça e a beneficência achará a vida, a justiça e a honraProvérbios 21:21

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartosMateus 5:6

(Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade); Efésios 5:9

Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo. 1 João 3:7

Deus nos abençoe.

A Morte de Myles Munroe e a brevidade da vida

Myles

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Hoje pela manhã fiquei sabendo da morte do mundialmente conhecido Pr. Dr. Myles Munroe, o grande amigo de Silas Malafaia e Robson Rodovalho. Munroe foi uma grande influencia na vida de Malafaia e Rodovalho e mentor na teologia deles.
Ele começou suas vindas ao Brasil para pregar na Sara Nossa Terra, igreja de Rodovalho, mas ficou mais conhecido em nosso país quando apareceu nos programas do Silas Malafaia fazendo “desafios financeiros” para que as pessoas prosperassem.

Lamento profundamente a morte de Myles Munroe, principalmente porque, aparentemente, ele não teve tempo de enxergar os erros que ensinava ao povo e se corrigir, diminuindo – ainda que minimamente – o mal que fez a igreja evangélica brasileira e mundial. Dr. Myles era um exímio palestrante de auto ajuda, um homem que sabia como poucos prender a atenção de seus ouvintes para ouvir como “desenvolver seu potencial”. Adepto ferrenho da confissão positiva e da teologia da prosperidade, Myles podia ter o titulo que fosse, exceto o de pregador do Evangelho, porque o que ele pregava era muito diferente do que a Bíblia ensina, conforme abaixo podemos ver no seu livro “Como compreender seu potencial”:

“Assim, Deus criou você para ser onipotente” (p. 23).

“Acreditamos que nós não servimos para nada ou que não temos valor. Jesus disse: ‘Nada disso. Eu vim para mostrar a você que você é mais do que você pensa que você 锑 (p. 25).

“A maioria de nós quer ser como Jesus. Isso não é o que Deus quer. Deus quer que nós sejamos como Cristo. Jesus veio para nos mostrar como Cristo se parece quando ele surge em forma humana” (p. 28-9).

“Quando queremos encontrar Cristo, Deus nos mostrará a Igreja. Entretanto, nós não podemos aceitar isso, porque acreditamos que Cristo está no céu. Não, ele não está. Jesus está no céu” (p. 29).

Como podemos ver nessas primeiras frases, há dois erros graves: Coloca o homem em um pedestal de onipotência, coisa que a Bíblia não mostra em qualquer parte. E também separa Jesus como Homem e Deus, sendo duas naturezas distintas, quando a Bíblia mostra que Jesus era 100% homem e 100% Deus. Não há essa divisão, que inclusive é muito defendida pelos mormons.

“O corpo de Lúcifer foi criado com tubos internos para que toda a vez que ele levantasse uma asa, um som saísse na forma de música (…). Assim que ele começava a abanar suas asas os anjos começavam a cantar” (p. 43).

Bom, essa heresia não tem qualquer base bíblica e fica apenas no campo da revelação. Alias todas as heresias e seitas começam com revelações que supostamente vem de Deus. Estude como começou o Mormonismo, as Testemunhas de Jeová ou o Adventismo.

Não é porque ele morreu que vamos esquecer essas heresias destruidoras que ele espalhou por onde passou, mas também não sou louco de dizer se ele foi ou não salvo, pois isso é de foro intimo e somente Deus pode dizer. Sinceramente oro para que Deus tenha tido misericórdia e ele tenha sido salvo. Que possamos nos encontrar na eternidade, na Jerusalém celestial.

A notícia dessa morte me fez refletir sobre a brevidade de nossa vida sobre essa terra. Mal sabemos que hoje pode ser o nosso último dia de vida e muitas vezes perdemos tempo com coisas tolas.

Se nós fossemos chamados para a glória hoje, poderíamos dizer como o Apostolo Paulo em 2 Timóteo 4:7 – “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”?
Será que estamos cumprindo a carreira que Deus colocou em nossas mãos. Temos vivido para glorificar a Deus onde quer que estejamos ou nosso compromisso com ele é só na igreja, só quando cantamos ou pregamos?

Ou estamos como o rico insensato da parábola de Jesus, acumulando bagagens nessa terra e perdendo a nossa alma? Se hoje ela for pedida, o que temos a oferecer?
Talvez estamos ganhando o mundo rapidamente e aos poucos perdendo nossa alma, simplesmente porque o terreno é mais valioso que o espiritual para nós, hoje.

Oro para que Deus conforte os familiares e amigos do Dr, Myles Munroe, que perderam além dele a esposa e a filha, além de outros seis passageiros do avião. Que o filho dele, que não estava na aeronave possa continuar o ministério de seu pai, mas pregando somente a Bíblia, sem as falácias propagadas por seu pai. Que Deus o use para corrigir as heresias de seu patriarca e que isso resulte em glória para Deus.

E aquele que está de pé, cuide para que não caia (1 Coríntios 10:12)
Que Deus nos ajude e fortaleça a seguirmos em seu caminho, andando pelo Evangelho Puro e Simples de Jesus Cristo.

Reflitamos como tem andado nossas vidas e mudemos o que não agrada ao nosso Deus. Ainda há tempo!

Que Deus te abençoe

Profeta Jonas e o Verdadeiro Avivamento

Jonas

Por Renato Santiago

A paz de Cristo!

Normalmente quando a palavra “Avivamento” é citada nos dias atuais vem logo a ideia de um mover sobrenatural do Espírito Santo, quando uma “onda de poder” se alastra por uma cidade, estado ou até mesmo uma nação. E os sinais visíveis desse avivamento seriam a “glossolalia”, conhecido como “falar em línguas” e a conversão de multidões ao Evangelho.

Tem-se também a ideia que esse movimento acontece durante (e a partir de) grandes congressos evangélicos, com ministrações de famosos preletores e cantores gospel, que após algum “ato profético” liberam as regiões celestiais para a atuação do Espírito de Deus.

Mas será que essa é a noção correta de avivamento? Será que a igreja tem se comprometido e principalmente buscado o avivamento que vem da vontade de Deus, ou seja, conforme Sua Palavra? Com o crescimento do número de evangélicos no Brasil muitos têm falado que estamos vivendo um grande avivamento em nosso país, que o “Brasil é de Jesus!”, etc. Será que os frutos tem mostrado isso?

Vamos buscar algumas lições no livro do profeta Jonas. No início da narrativa vemos que ele relutou em atender o chamado de Deus, que o havia mandado ir até a cidade de Nínive pregar contra o pecado daquele povo (1:2). Nínive era uma junção importante para as rotas comerciais, cruzando o Rio Tigre. Ocupando uma posição central na grande estrada entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Índico, assim unindo o Oriente e o Ocidente, recebia a riqueza que fluía de várias fontes, tornando-se logo uma das maiores cidades antigas da região, chegando a ter mais de 120 mil habitantes (um número grande para aquela época).

Após a recusa de Jonas e sua tentativa de fugir do Deus todo-poderoso (como se isso fosse possível), aconteceu aquela jornada épica, quando o navio em que estava Jonas quase naufragou e ele acabou sendo lançado ao mar e engolido por um grande peixe,  ali passou três dias orando ao Senhor e após esse período foi literalmente vomitado, conforme ordem de Deus (1: 17, 2: 1-10).

Voltando ao tema central, ao chegar em Nínive, pela segunda vez Deus ordenou que Jonas pregasse a mensagem que Ele mesmo o havia dito (3: 1,2). Desta vez o rapaz obedeceu e proclamou “apenas” e simplesmente uma frase: “Ainda quarenta dias e Nínive será subvertida” (3: 4).

A partir daí uma onda de arrependimento toma conta de Nínive, um peso pelo pecado, um temor do Juízo do Eterno faz com que haja um comportamento jamais visto por aquelas bandas, o povo começou a crer em Deus, desde o menor até o maior, até o rei se arrependeu (3: 5-7) e ordenou um grande jejum, onde até os animais foram incluídos (3: 7-9). Houve grande temor (3:9) e Deus viu que haviam verdadeiramente se convertido dos seus maus caminhos, anulando soberanamente assim Seu juízo sobre aquela geração.

É assim meus irmãos, quando é da vontade de Deus, quando Ele tem propósito com um povo, basta uma simples frase,  até mesmo sem muito sentido para atingir o coração das pessoas. Às vezes valorizamos excessivamente a hermenêutica e a exegese (que são realmente importantes), mas acabamos nos esquecendo de que quem faz a obra é o Espírito Santo, que Ele age na maioria das vezes na simplicidade (Jesus é um exemplo claro disto) e que o verdadeiro sinal do avivamento é a mudança de caráter das pessoas, é o abandono do pecado, é a nova vida.

Outra lição que aprendemos: Deus usa quem Ele quer. Ele escolhe com sua soberania e infinita sabedoria e age conforme Sua vontade. Jonas com toda sua simplicidade, seus medos, sua timidez e principalmente com sua resistência ao chamado de Deus, não foi capaz de impedir que o Senhor se compadecesse de Nínive, que Ele alcançasse aquele povo, pois Ele tinha um propósito, e quando Deus quer oferecer salvação , o homem não pode resistir.

Aí está o verdadeiro avivamento: Frutos de Arrependimento.

Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. Lucas 3:8

Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma.
Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.
2 Coríntios 7:9-10

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Uma palavra profética para você!

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Por Thiago Schadeck

A paz do senhor!

Existe em nosso país um fenômeno conhecido como “confissão positiva” ou “palavra da fé”, que, resumindo, prega que aquilo que nós dizemos se materializa no mundo espiritual e por conseqüencia, no mundo físico ou material. É dai que surgem expressões como: “eu profetizo”, “eu declaro”, “o Brasil é do Senhor Jesus” entre outras. Ou seja, proferindo “palavras proféticas”, ditamos nosso destino e o destino de nossa família e nação.

Acho, no mínimo, estranho o Apóstolo Paulo não ter declarado que a Grécia, Roma ou qualquer outra cidade eram do Senhor Jesus, mas insistentemente pregou a Palavra. Pior que não dizer isso, ainda aceitou ser preso, humilhado e morto por causa da pregação do evangelho de Cristo, o que é uma afronta e claro sinal de fracasso para a nossa geração gospel que nasceu pra vencer e pra conquistar.

O próprio Senhor Jesus não quis atribuir a si o domínio de qualquer cidade, antes disse a Pilatos que o Seu Reino não era desse mundo (João 18:36). Ele sabia que do Pai é a Terra e toda a sua plenitude (Salmos 24:1), portanto Ele governa esse mundo.

Mas como adoramos uma palavra profética, que sempre nos coloca num patamar de queridinhos do Senhor e traz conforto ao nosso ego, como por exemplo:

“Você é a menina dos olhos de Deus e quem tocar em você vai se ver com Deus”
“Ai de quem tocar em você, porque és ungido do Senhor”
“Deus vai te honrar”

Mas hoje quero lançar sobre sua vida uma palavra profética, que foi declarada em um sermão profético, pela boca do Rei dos Profetas:

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.” Mateus 24:9-11

A profecia de Jesus é que seremos odiados, torturados e mortos por causa do Nome dele. Que os falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Sabe aqueles “profetas” que vivem liberando palavras proféticas aos quatro ventos e nada se cumpre? Pois é, Jesus já nos alertou acerca deles.

Agora, se essa palavra é dura demais para você e prefere não recebê-la, saiba que pode estar muito equivocado com a sua fé e servindo ao deus errado, não o da Bíblia. Você pode procurar em qualquer lugar da Bíblia que não achará promessas de vida tranquila sobre essa terra.

Faço um desafio aos adeptos das palavras proféticas: Cite algum versículo em que Jesus ou seus discípulos fazem uso e incentivam a usar as palavras proféticas.

Que Deus te abençoe!

Não concorda? Deixe seu comentário. Vamos debater de forma civilizada e pautados pela Bíblia. Isso traz crescimento mutuo.

Eu não voto em pastores!

Presid

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Quero deixar bem claro que eu voto em cristãos, desde que ele não utilize o título de Pastor para angariar votos.

Tenho visto alguns embates acirrados por conta de religião dos políticos. Há um sem número de pastores se candidatando nessas eleições. Desde deputados estaduais ao cargo de presidente da República encontramos algum(a) Pastor(a) Fulano(a) de tal. 
Acho extremamente importante que os cristãos se envolvam com a política, fazendo sua parte como cidadão, cobrando das autoridades que elas cumpram as promessas feitas enquanto ainda estavam em campanha. Devemos lutar pelo cumprimento de nossos direitos e não dar sossego a políticos corruptos, sejam de qual partido ou religião for. O problema acontece quando o cargo eclesiástico é colocado como qualidade para ser eleito um defensor do povo. Eu, particularmente, não voto em nenhum candidato que se identifique como pastor. 

Abaixo vou listar alguns motivos. Lembrando que são pessoais e você tem todo o direito do mundo de concordar ou não.

Não conheço ninguém que a mãe tenha registrado no cartório com o nome de “Pastor”
Nunca vi ninguém, fora do seu local de trabalho, se apresentando como “Gerente José”, “Padeiro Roberto”, “Dentista Cláudio” e etc. Se não é costumeiro utilizar o cargo (ou profissão) antes do nome quando nos apresentamos, por que raios os Pastores fazem questão de se apresentar como “Pastor Fulano”?
Há uns 20 anos, ser pastor era uma questão de orgulho – no bom sentido – para qualquer um, porque eram conhecidos como homens honestos, sérios, que ajudavam aos que necessitavam, mas atualmente isso tem mudado tanto, o título ficou tão chinfrinho pra alguns, que na primeira oportunidade se autonomeiam Bispos ou Apóstolos.

Direta ou indiretamente, faz voto de cabresto
Prefiro acreditar que seja sem querer, mas quando um pastor se candidata toda a igreja e sua estrutura passa a apoiar o candidato. O membros são coagidos, ainda que de forma velada, a votar em seu líder. A força de influência da igreja deixa de ser usada para trazer pecadores à Cristo e passa a ser usada para trazer votos ao líder.

Ser pastor não significa ser preparado para exercer um mandato
Não é porque o cidadão “administra” uma igreja que ele será um bom político. O pastor pode ser um ótimo administrador eclesiástico e um péssimo administrador público. Qualquer que seja o candidato que eu for votar, deve ter pelo menos ensino superior e provar que está preparado.
Infelizmente muitos Pastores mal sabem gerir os conflitos da própria igreja, tem sua vida financeira totalmente bagunçada, sua casa é a verdadeira casa da mãe Joana. Não administra bem sua casa, vida, família, igreja, como vai administrar um estado ou um país?

Quem vai cuidar da igreja na ausência dele?
Entendemos que ser pastor é um chamado que necessita de muita dedicação, tempo, cuidado com os que o Senhor colocou para serem apascentados por ele. Um pastor que deixa a igreja em segundo plano para ser político deve renunciar o título de pastor (ainda nas eleições) e se tornar um político de fato.
Esse pastor deve abrir mão de todos os auxílios que a igreja lhe dá, seja moradia, salário, carro e etc., visto que ele recebe esses auxílios porque se dedica em tempo integral a obra. 
Se você, pobre mortal, quiser se candidatar vai ter que sair do seu emprego para fazer a campanha e isso implica em não ter mais qualquer beneficio financeiro.

Porque cansei de pastores fazendo besteira na política e sujando, ainda mais, o nome da igreja
Não são poucas as denuncias comprovadas contra a bancada evangélica. Na maioria dos escândalos políticos que acontecem tem pastores ou evangélicos envolvidos.
Rola até oração da propina, clique aqui e confira.
Vá no Google e pesquise a vida desses pastores que estão envolvidos com a política e veja a ficha corrida desses cidadãos.

Creio que haja os bons, porém prefiro não arriscar.

Fico com a frase de Billy Grahan:
“Eu não vou deixar de ser embaixador da pátria celestial, para ser simplesmente, presidente dos Estados Unidos”.

Antes de votar em alguém porque é irmão em Cristo, avalie se você entregaria todas as suas economias nas mãos dele para ele administrar.

Deus te abençoe

 

Procura-se Pastores com dom de cura!

 

Cura

 

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Tenho visto um grande crescimento das “reuniões de fé e milagres” com promessas de que todos aqueles que comparecerem serão curados.
Pra não dizer que estou exagerando, click aqui e confira quantos banners convidando as pessoas a serem curadas e libertas circulam pela internet.

Tendo em vista que há tantos pastores com dom de cura e que fazem milagres de deixar qualquer um boquiaberto, como cura de AIDS, paralíticos andando, doentes terminais sendo curados apenas pela oração na peça de roupa entre outras coisas, decidi fazer uma campanha: “Esvaziando os leitos do SUS”.
Se esses pastores conseguem tais façanhas dentro de seus templos, acredito que podem fazer prodígios idênticos dentro dos hospitais. Ou será que o “deus” (minusculo mesmo) deles só funciona dentro das quatro paredes de suas igrejas?

Será que esse “deus” só abençoa quem pode colaborar com a manutenção das suas igrejas? Só aqueles que podem colaborar para que o programa de rádio e TV não saiam do ar? Toda e qualquer bênção está atrelada à contribuição financeira e os testemunhos são sempre antes e depois dessa igreja. 

Homens que dizem não querer roubar a glória de Deus, mas nas faixadas de suas igrejas tem fotos enormes deles, com a promessa de que esse “homem de Deus” vai orar por você e te abençoar. Mandam você vir receber a imposição de mãos dele, porque é através da vida dele que você alcançará sua bênção. Se colocam como intermediários entre o povo sofredor e Deus. São as “Virgens Marias Gospel”. Se o infeliz do fiel não for curado é porque não teve fé, mas em seus convites ouvimos constantemente: “venha pela minha fé, você vai ser curado através da minha fé!”

Na verdade são charlatões que querem apenas estar em evidência e com isso enriquecer (veja a mudança do saldo bancário desses camaradas), ter poder sobre suas ovelhas e, se conseguir, eleger políticos para se tornarem despachantes de suas igrejas, facilitando alvarás, licenças e verbas.

Quero deixar bem claro que creio sim em cura divina. Creio com todas as minhas forças que Deus pode ressuscitar um morto, curar um aidético e fazer câncer desaparecer, mas antes disso creio que Deus age quando, como e onde quer. Creio que Deus não “obedece” agenda de igreja e nem cumpre ordem de ninguém. Sendo assim, é impossível alguém determinar a Deus o que Ele deve fazer, porque o Espírito sopra onde quer (João 3:8) e que Deus não se restringe a lugares (João 4:23-24) e principalmente, não recebe instruções de homens (1 coríntios 2:16). 

Não vejo, em qualquer parte das Escrituras, Jesus ou o próprio Deus marcando horário para curar o povo. Antes, vejo Cristo indo até onde tinham os necessitados e os curando, sem pedir nada em troca – nem gratidão, conforme a passagem dos 10 leprosos (Lucas 17:12-19). E muito diferente desses pastores/ apóstolos/ bispos/ missionários/ semi-deuses fazem, Jesus não mandou que ninguém fizesse propaganda dele. Algumas vezes mandava que se mostrasse ao sacerdote, como no caso dos dez leprosos, em outros, que o curado fosse se mostrar a família (testemunho pessoal) e a outros, simplesmente ordenou que não contasse a ninguém como na cura de um leproso (Mateus 8:4; Marcos 1:44; Lucas 5:14), várias curas entre aqueles que O seguiam (Mateus 12:16), a cura de dois cegos (Mateus 9:30), a ressurreição da filha de Jairo (Marcos 5:43; Lucas 8:56), a cura de um surdo e gago (Marcos 7:36); e a cura de um cego em Betsaida (Marcosc 8:26).

Então, meu querido pastor com dom de cura, lanço a vocês um desafio: Vá a um hospital lotado do SUS e cure aqueles que estão ali sofrendo. Tem dúvida de que é isso que Jesus Cristo faria? Leia a Bíblia e verá o quão errado tem se comportado!

Que Deus nos abençoe e que esse país receba um avivamento genuíno. Se tiver interesse, escrevi um post dizendo que creio num avivamento e você pode conferir aqui.

Fique a vontade para comentar, e você pode SIM DISCORDAR de mim, mas por favor, use a Bíblia para embasar suas idéias.

 

Que Evangelho é esse?

Cruz

Por Thiago Schadeck

Que Evangelho é esse que tem desprezado a salvação e exaltado os bens dessa terra, que valoriza o ter ao ser, que vocifera que se alguém é pobre ou doente está em maldição, mesmo sabendo que Cristo se fez maldito em nosso lugar (Gálatas 3:13). Para os adeptos desse “novo” Evangelho, a Cruz de Cristo é apenas mais um acessório mistico, que se bem usado é um amuleto potente, tal e qual os lenços, as canetas ungidas, os copos d’água em cima do rádio/TV para receber a oração do “homem de Deus”. 

Que evangelho é esse que faz dos cantores grandes artistas e paga altíssimos cachês travestidos de ofertas. Se não cumprir as exigências, que não são poucas, desses astros, eles simplesmente não aparecem. Que igrejas são essas que enforcam seus orçamentos e esfolam seus membros para trazer um mercenário desses se dizendo adorador. Que Evangelho é esse que cobra entrada para as pessoas entrarem na igreja e adorar a Deus com o “levita” famoso e os fãs além de pagar, esperam por horas para garantir uma foto e um autógrafo.

Que Evangelho é esse que pastores usam de poder para calar a boca dos membros, que lançam mão do “não toqueis nos meus ungidos” a cada vez que é questionado. Pastores esses que não tem qualquer abertura para o diálogo e comunhão com seus membros pelo simples fato de ter medo de perceberem que ele é uma pessoa normal que acerta e erra e vez por outra peca. Pastores que usam a Bíblia para manipular a vida das ovelhas e tê-las sempre debaixo de seu cajado – no pior sentido possível. Deixo claro que devemos honrar e respeitar nossos pastores, mas antes devemos avaliar se ele é digno de ser imitado, seguindo a orientação de Hebreus 13:7 e 17.

Que Evangelho é esse que vive à margem da sociedade e não faz qualquer diferença na vida daqueles que nos cercam. Que os “evangélicos” se igualam aos “do mundo” e cometem toda espécie de barbárie que os que não entregaram a vida a Cristo. Mentem, roubam, puxam tapetes, brigam, caluniam, traem e tudo mais que não presta, para tirar vantagem e dizer que Deus o abençoou. Na verdade o Diabo que tem lhe guiado! Os verdadeiros filhos de Deus estão sendo regenerados e a cada dia lutam para ser novas criaturas (2 Coríntios 5:17). O sal que não tempera não faz diferença e só serve pra ser pisado pelos homens (Marcos 9:50)

Que Evangelho é esse que precisa de atrativos para alcançar as pessoas, então utiliza-se de baladas, festas juninas, MMA, feijoadas com pagode e tudo mais que o mundo puder oferecer à Igreja e não o contrário. A vantagem é que fazemos tudo isso e colocamos o sobrenome de “Gospel”, assim ficamos isentos às críticas. Para atrair os jovens agimos como verdadeiros retardados, tiramos foto cheirando a Bíblia como se fosse cocaína e alegamos ser “loucos por Jesus”, mas na prática não cometemos a “loucura” de pregar de graça e sem anúncios. Nos vestimos como “emos” para não aparentarmos a idade e alcançar os jovens que não querem compromisso com Igreja. Falamos em gírias como se toda a Igreja fosse capaz de compreender – a contextualização é válida, desde que não ofenda ninguém, inclusive Cristo – porque não posso parecer um “mané”, pois os jovens não querem ser quadrados como os crentes.

Que Evangelho é esse que atrela o agir de Deus com contribuições financeiras, onde quanto mais você semeia no MEU ministério, mais Deus te dá. Que coloca Deus como um empregado louco por uma gorjeta. Um Evangelho que o dízimo perdoa pecados e amarra demônios, tomando o lugar do sangue de Jesus. Chegam a sandice de dizer que o único demônio que não pode ser repreendido pelo nome de Jesus é o devorador, porque esse só sai mediante o pagamento – exatamente, PAGAMENTO – do dízimo. 

Que Evangelho é esse que traz as pessoas à Igreja porque lá tem um “homem ou mulher de Deus” que revela até o RG, que derruba pessoas com sopro ou paletó, que cura apenas com um toque, que faz cirurgia espiritual. Pastores que em uma hora do que deveria ser uma pregação lê, quando lê, um versículo e no restante do tempo fala de como Deus o usa, como tem poder para detectar, amarrar, entrevistar e expulsar demônios. O nome do diabo é doce na boca desses “pregadores”. Ao invés de anunciarem a grandeza do nosso Deus, preferem falar da força que o Diabo tem sobre a vida daqueles que ainda não receberam sua oração forte.

Que Evangelho é esse que constrói mega-templos, “cidades”, templo de Salomão pelo simples luxo de dizer que é o maior templo do Brasil e quiçá do Mundo. Templos que custam uma verdadeira fortuna para serem construídos e fortunas não tão menores para manutenção da estrutura que não serve aos membros. Se quiser construir esses templos faraônicos, que tenha espaço para alfabetização, cursos profissionalizantes como informática e inglês. Não, o lugar é santo e não podemos misturar o santo com o profano.

Esse, certamente, é o outro Evangelho que Paulo alertou ao povo de Gálatas, que se desviou rapidamente do que o Apostolo dos Gentios havia penado para lhes ensinar. O nosso coração é como o do povo da Galácia, que tende sempre a procurar o nosso bem estar e ajustar a Bíblia aos nossos desejos mais espúrios e termos a consciência “tranquila”.

Que Deus nos abençoe e nos dê forças para lutarmos pela Igreja e pelo Evangelho de Cristo. E para resumir, fico com a definição que o Apostolo Paulo deu ao Evangelho em I Coríntios 1:16

Não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.

 

Templo de Salomão – Uma afronta a Deus

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Por Thiago Schadeck

O dia 31 de julho de 2014 pode ficar marcado na história como o dia da celebração da maior apostasia da história. O “bispo” da “Igreja” Universal, Edir Macedo irá inaugurar a réplica do templo de Salomão.
É isso mesmo, construíram o templo de Jerusalém aqui no Brasil, em São Paulo, no bairro do Brás.
Esse templo é uma afronta a Deus por vários motivos, entre eles o que Deus não mandou construí-lo, ele surgiu de uma influência demoníaca em um coração ganancioso e megalomaníaco. Sei que vão dizer que estou errado, então vou dar bases bíblicas e quem quiser que aceite.

Em Marcos 13:12 Jesus decretou a destruição do templo, logo não era mais da vontade de Deus que aquele templo existisse.

Quando Jesus morreu, o véu do templo se rasgou de alto a baixo, acabando com o santo dos santos e a presença de Deus ficou acessível a todos (Mateus 27:51)

E Jesus disse com todas as letras que não era necessário ir ao templo para adorar a Deus, mas que deveriamos ser verdadeiros adoradores. (João 4:23-24)

O dinheiro que foi gasto pra fazer essa blasfêmia daria pra ter feito muito pelo evangelho, se a Universal fosse uma igreja evangélica. Mas o que esperar de uma “igeja” que tem um canal de TV e não prega o evangelho, mas usa o espaço pra fazer propaganda da denominação. Que usa esse espaço pra exibir mulheres nuas e sexo implícito na “Fazenda”?

Infelizmente essa é a situação da Igreja evangélica brasileira, fazendo loucuras em nome de um deus extravagante. E tem muitas denominações aplaudindo o Macedo acando que isso vai converter o Brasil. Sabe de nada, inocente!

Resumindo,  é o que diz em Apocalipse: 2. 9. Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém sã o sinagoga de Satanás.

Que Deus tenha misericórdia de nós!

As técnicas mercadológicas do neopentecostalismo

Por Thomas Magnum
O objetivo de desenvolver pesquisa e denúncia do movimento neopentecostal, não é de invalidar a sinceridade de pessoas que, religiosamente procuram nas igrejas, respostas para seus problemas existenciais, mas de alertar os males espirituais, sociais e familiares que tal pensamento religioso produz. É válido dizer também que sinceridade não é critério de veracidade, uma pessoa pode ser sincera, mas, estar no erro.
 
Já fizemos uma análise do Sincretismo Neopentecostal, agora iremos pensar sobre seu interesse econômico e comercial. O mercado da fé tem sido sem sombra de dúvida um dos campos mais rentáveis no comércio moderno, movimentando milhões, tanto na frequência dos fiéis as suas igrejas ou na indústria cultural evangélica. Por isso iremos fazer uma análise comparativa com o mercantilismo e o atual pensamento comercial no campo do marketing. Então veremos que a mensagem e abordagem do neopentecostalismo são baseadas em técnicas e conceitos a muito utilizados no campo comercial e publicitário. 
 
O mercantilismo ocorreu basicamente do século XVII até o século XVIII, estava ligado ao processo de monarquias nacionais do capitalismo comercial a serviço do estado moderno. O desenvolvimento de uma política econômica no mercantilismo tornou-se indispensável para a formação de uma monarquia absolutista. Esse avançar do mercantilismo se deu através das navegações dos povos europeus. A grande busca por metais era desenfreada e portadora de poder para negociações. Os espanhóis foram muito importantes nesse período, também pelo fato dos países ibéricos deterem grande parte dos metais da época. A balança comercial foi estabelecida pelos europeus para padronizar e dar um eixo ao negócio. Claro que os reis eram os maiores beneficiados com isso, visto sua preocupação em preservação e aumento da riqueza do reino. 
 
A Negociata da Fé
 
Ao darmos um passo atrás na história no século XVI, veremos a insatisfação de muitos religiosos com o aparato mercadológico da igreja papal, sobe a égide de Leão X. O monge agostiniano Martinho Lutero discordou e veementemente denunciou a salvação por obras e as heresias e manipulações econômicas e comerciais da igreja. Na dieta de Worms lemos:

 

Concordas com o conteúdo ali escrito ou quer se retratar. Lutero, ressabido, pediu um tempo para responder. Foi-lhe concedido prazo de 24 horas. No outro dia, Lutero respondeu: “A menos que possa ser refutado e convencido pelo testemunho da Escritura e por claros argumentos (visto que não creio no papa, nem nos concílios; é evidente que todos eles frequentemente erram e se contradizem); estou conquistado pela Santa Escritura citada por mim, minha consciência está cativa à Palavra de Deus: não posso e não me retratarei, pois é inseguro e perigoso fazer algo contra a consciência. Esta é a minha posição. Não posso agir de outra maneira. Que Deus me ajude. Amém!”.

 

Será que vivemos dias diferentes hoje? As descabidas conquistas mercantilistas continuam por aí atrás do ouro. Muitos já esqueceram como o Bispo Macedo comprou a Record? Muitos não querem ver a barganha em nome de Deus, da mesma forma que era feito no século XVI. Porque será que o culto a personalidade não tem sido refutado? O comércio da fé justificado por líderes que se dizem cristãos. Cantores publicanos, nicolaítas, adeptos de Balaão. Talvez você esteja dizendo, mas essa palavra é muito ofensiva! Faço minhas as palavras de John MacArthur: Nunca suavize o evangelho. Se a verdade ofende, então deixe que ofenda. As pessoas passam toda a sua vida ofendendo a Deus; deixe que se ofendam por um momento. Deus não divide sua glória, “a minha glória não a darei a outrem”. Isaías 48.11
Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor.” – Jeremias 23.1
Filho do homem profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?” – Ezequiel 34.2
A contínua sede de poder por parte de pastores que negociam a fé, que manipulam as ovelhas, que abusam espiritualmente delas e em alguns casos até fisicamente. Esse mercantilismo que guerreia através de técnicas de marketing, não para o crescimento do reino, mas para a construção de um império particular. Os escândalos continuam a aparecer, pastores milionários, lavagem de dinheiro, investimentos com o dinheiro da igreja, paraísos fiscais e por aí vai. Ao elaborar uma campanha de marketing temos alguns pontos que quero considerar.
 
O Marketing
Façamos algumas elucidações sobre estratégias de venda.
• Geomarketing – É o composto do marketing, a forma que o mercado se organiza num espaço físico, analisando as variáveis.
• Marketing direto – É uma forma de personalização de atendimento e produto.
• Marketing concentrado – Busca obter resultados em determinado mercado. A empresa visa dominar o mercado.
• Marketing cultural – Visa agregar valor para a imagem da empresa.
• Marketing de massa – Tem o objetivo e atingir todos os consumidores de maneira única.
Poderíamos aumentar a lista, mas, é suficiente. Temos agora essa visão mapeada de algumas estratégias de marketing, podemos com isso compreender como o neopentecostalismo utiliza-se dessas ferramentas. Por isso, os veículos de comunicação de massa têm sido tão explorados por grupos neopentecostais.
Vemos que a antiga sede mercantilista ainda transparece no mercado comercial hoje, essa contemporaneidade é vital para a sustentação do comércio. Essa negociação está presente desavergonhadamente nas igrejas neopentecostais, que em seu sincretismo e paganismo tem prestado seu culto não ao verdadeiro Deus, mas, a Mamom. Desavergonhadamente manipulam e alimentam suas contas bancárias com a renda dos fiéis. Em uma reunião de uma igreja dessas, temos o momento de que parece um leilão. Quem pode dar R$ 1.000,00? Quem pode dar 500? 250? 100? Se você só tem a passagem do ônibus dê ao Senhor, ele te restituirá. Parece brincadeira, mas é verdade.
Outro caso muito conhecido são as campanhas, quem já viu uma campanha dessas sem contribuição financeira? E se coloca sobre o fiel o fardo da maldição se não for dizimista fiel, se não participar das campanhas, se não for associado, não será abençoado, R.R Soares geralmente diz em seus programas, “Se Deus não tocou em seu coração não seja associado”, perceba a manipulação psicológica. O que lemos nas Escrituras sobre dízimo e ofertas é baseado na disposição voluntária do crente, não por uma imposição legalista e charlatã. Em quantas igrejas neopentecostais se tem registro do rol de membros? Nenhuma, porque o público é volátil, em quantas tem seções administrativas ou assembleia de membros para dar aos membros transparência das receitas e despesas do mês? Nenhuma.
Como vemos o negócio da fé é muito bom para tais lobos. Aproveitando-se da fachada de instituição religiosa, ganham seus montantes em nome da fé. O nome que damos para isso é simonia. O termo vem do episódio em Atos 8.18 que Simão o mago ofereceu dinheiro aos Apóstolos para comprar o poder de Deus. Ninguém pode manipular Deus, nem comprar com obras ou somas de dinheiro, ofertas, campanhas ou dízimos o seu agir.
Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração; Pois vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniquidade.” – Atos 8.20-23
 
O Fator Econômico
Qualquer estudo introdutório de economia levará o leitor ao estudo de oferta e demanda. Podemos identificar isso facilmente nos arraiais neopentecostais. Os pregadores da fé tem o produto (discurso motivacional ou dualista), e a busca por isso na religiosidade sincrética brasileira desenvolve a demanda nesse contexto de fé mística e cega. Ao usar aqui o termo  empregamos como crença e não como a fé bíblica que é um dom de Deus. O querer que o fiel prospere é devido aos interesses mercadológicos da empresa, quanto mais o adepto ganha, mais ele contribui e participa de outras campanhas, ou seja, a filosofia é puramente pragmática. Se funcionar então está certo.
O maior problema do engano de muitos crentes seduzidos pela astúcia de Satanás no movimento da fé é a falta de exame da Palavra de Deus, os fiéis não leem a Bíblia (Isaias 34.16), não meditam nela (Salmos 1.2) e não examinam (João 5.39). A questão não é Sola Scriptura, mas também Tota Scriptura, porque o movimento neopentecostal usa a Bíblia, indevidamente, mas usa. A questão é Somente a Bíblia e Totalmente a Bíblia.
Pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.” – I Timóteo 6.10
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Divulgação: Bereianos

Sansão entrevista Silas Malafaia

Como sei que tem pessoas que não entendem ironias, essa conversa NUNCA existiu.

Na minha imaginação fértil – ou não – Sansão, um dos grandes personagens bíblicos apresenta um talk-show e recebe o nosso grande tele-pastor Silas Malafaia para uma conversa.

Vejamos como foi essa conversa:

Sansão: Está no ar mais um Sansão Talk Show – a força da comunicação! Hoje estamos recebendo o grande pastor Silas Malafaia. Tudo bem com você, meu amigo Malafaia?

Malafaia: Bem, correndo muito para dar conta de todos meus projetos.

Sansão: Muito bom, ouvi dizer que você está no ar na televisão brasileira há mais de 30 anos. Nos anos 80 e 90 você chegou a ser uma referência em pregação sem medo de dizer o que deve ser dito.

Malafaia: Sim, estou há mais de 30 anos no ar, mas tive que mudar um pouco minha pregação, pois percebi que não alcançaria lugares mais altos se continuasse pregando contra o erro.

Sansão: Entendi. Mas me diga como isso aconteceu?

Malafaia: Eu sempre fui subordinado ao meu sogro, que era o pastor presidente da minha igreja e por isso não podia fazer as mudanças que eu queria. Mas quando ele morreu eu assumi a presidência da denominação e fiz alguns ajustes no que eu achava que era necessário.

Sansão: Que história interessante. Diga mais a respeito dessas mudanças. Estou curioso!

Malafaia: Bom, tive que começar a mudar aos poucos, para que o povo viesse comigo para onde quero conduzi-los. Logo que assumi a presidência da Assembléia de Deus da Penha, mudei o nome para Assembléia de Deus Vitória em Cristo, que é o nome do meu ministério. Na época aleguei que teríamos de mudar o nome para poder expandir, afinal de contas, AD Penha é um negócio muito regional. Tem bairros chamados Penha em vários lugares e isso poderia confundir o povo. Eles tem que saber onde encontrar a igreja do Pastor Malafaia.

Sansão: Ah, mudar o nome da denominação não é algo que deva se causar tanto alarde, por que raios você se tornou tão criticado aqui no Brasil?

Malafaia: Na verdade, Sansão, só sou criticado por meia dúzia de blogueiros filhos do diabo que ficam me perseguindo. Tudo começou em 2009 quando trouxe o grande Doutor Morris Cerullo, que alias você precisa conhecer, Salomão é um ignorante perto dele, para lançar uma bíblia de estudos, a Bíblia de Estudo da Batalha Espiritual e Vitória Financeira. Ele teve uma grande participação em meus programas e lançou um desafio: Quem semeasse R$ 900,00 no meu ministério receberia a vitória financeira dos últimos dias, porque convenhamos, o derramamento do Espírito Santo que Joel profetizou não enche barriga e nem paga hotel 5 estrelas para a família. Desde então peguei gosto pela teologia da prosperidade e fico revesando os grandes teólogos americanos em meu programa: Morris Cerullo, Mike Murdok e o Myles Munroe. Cada vez que um deles aparece, temos uma pregação poderosa, recheadas de misticismo, crendices e principalmente de teologia da prosperidade. Desafiamos as pessoas financeiramente – por exemplo, doar o valor de um aluguel para conseguir a casa própria e temos bons frutos sempre!

Sansão: Então as coisas que Deus manda vocês profetizarem acontecem. As pessoas alcançam aquilo que é prometido?

Malafaia: Então, na verdade não. Mas isso não é um problema nosso. Se a pessoa deu o dinheiro, mas não teve fé para receber a bênção a culpa é dela. Não posso devolver o dinheiro, afinal ele já foi investido. Você acha, Sansão, que é barato manter um programa semanal no ar? Manter um avião para cruzar esse Brasil? Tenho muitos gastos, pois o povo não pode me ver passando dificuldades, sou um exemplo para eles!

Sansão: Mas não tinha uma pregação sua nos anos 90 em que você criticava duramente a teologia da prosperidade, chegando a  chamá-la de “besteirol americano”? O que te levou a mudar de opinião?

Malafaia: Meu camarada, to vendo que você ta cupixado com esse blogueiros demoníacos. Não sei se você assistiu o grande doutor Mike Murdok falando no meu programa sobre o que acontece com quem discorda de um homem de Deus, se não assistiu, não perca tempo. Mas como você é meu amigo, vou te dar uma explicação. Quando Deus criou Adão e Eva, Ele os criou para dominar tudo, serem cabeças, prosperarem, mas com o passar do tempo os crentes se contentaram com a miséria e se apegaram muito ao pouco dinheiro. O que esses teólogos americanos e eu estamos fazendo é ensinar esse povo mesquinho a prosperar e quem sabe um dia chegam ao nosso patamar.

Sansão: Mas é só contra a teologia da prosperidade que você pregava contra e agora prega a favor né?

Malafaia: Rapaz, tu é malandro mesmo hein, ta me enrolando só pra eu falar do G12! É, eu preguei uma vez metendo o pau no G12, porque não concordava com esse negócio de células, isso foi uma revelação regional. Mas como minha vida tem tomado alguns rumos diferentes que os que eu tinha nos anos 90, me aproximei muito do René Terra Nova e da Valnice Milhomens, preguei em eventos deles, preguei na Bola de Neve, que era uma igreja que eu vivia mandando indireta, hoje eu aceito o ministério apostólico. Esses americanos me abriram muito a mente para começar a ver parcerias com esses líderes que eu ia contra e isso me ajudou a crescer muito. O apoio deles me ajuda a ficar famoso e assim ganho credibilidade para conquistar meus projetos.

Sansão: Você também tem se envolvido muito com política né? Fiquei sabendo que você apoia um presidente evangélico, que orou pelo senador Lindemberg na sua igreja, fica levando muitos políticos à sua Marcha para Jesus e pede voto para eles. Isso é verdade?

Malafaia: Sim, tudo isso é verdade. Eu tenho descoberto que quanto mais o povo evangélico assume o poder, menos espaço o Diabo vai ter para agir em nosso país. Por exemplo, estão tentando acabar com a família, querendo instituir o casamento gay e isso a igreja não pode aceitar! Eu luto mesmo, meus programas passaram a ter 70% do tempo falando contra os gays, 15% de pregação e 15% vendendo meus produtos – preciso garantir o leite das crianças.

Sansão: Interessante ver que essa mudança vem ocorrendo depois que você raspou o seu bigode.

Malafaia: É, eu raspei o bigode e parece que Deus começou a me dar uma nova revelação, comecei a prosperar, meu ministério cresceu, tenho milhares de pessoas dispostas a lutar por mim, e pode ter certeza que elas vão aparecer nos comentários. Eles sabem me defender com unhas e dentes, mas não sabem usar a bíblia para isso, porque para eles minha palavra vale mais que a bíblia.

Sansão: A nossa história é muito parecida, eu tinha um voto com o Senhor de não cortar o cabelo e esse voto fazia de mim o homem mais forte do mundo em minha época, mas me envolvi com a Dalila, uma mulher linda que me fez enxergar novos horizontes, tivemos uma linda história de amor, até eu descobrir que ela havia me feito dormir para cortar meu cabelo. Acordei fraco, preso e humilhado pelo povo que era nosso inimigo. Vejo que a sua força estava no bigode, a mulher no seu caso é o dinheiro, a sua Dalila é essa maldita teologia da prosperidade que tem te feito dormir um sono gostoso, mas que não é o sono do justo. Ela amorteceu o que você tinha de melhor: a coragem de pregar a verdade e agora te dominam para fazer a vontade deles.
É normal, quando estamos apaixonados (no seu caso pelas riquezas), ficarmos valentes para defendermos nossa amada, afinal, a paixão nos cega e seus defeitos ficam ocultos à nossas vistas.
Espero, de coração, que você volte a pregar aquele evangelho simples, que se arrependa de sua arrogância e das heresias que tem permitido ser dissiminadas através de seus programas e congressos. Se hoje te pedirem a alma o que você vai oferecer? Viagem para hotel 4 estrelas e carro blindado na Alemanha não garantem a sua salvação. Volte aos caminhos do Senhor, porque hoje, você não passa de um desviado influenciando outras pessoas a se desviarem.

Malafaia: Bom, acho melhor ficarmos por aqui, porque se eu não tivesse meus méritos, não estaria há tanto tempo na TV apresentando um programa com uma audiência tão boa!

Nota do editor: Não quero aqui ofender ao Silas Malafaia, minha intenção é exclusivamente mostrar de uma forma bem humorada como ele se desviou da pregação que o fez ser uma referencia cristã – inclusive para mim – nos anos 80 e 90. Antes de você comentar me xingando, faça uma análise da pregação dele nos últimos anos, veja se tem base bíblica para prometer o que vem prometendo e tire suas conclusões. Fico muito triste em ver que um homem com tanto potencial para pregar o evangelho se corrompeu de uma forma tão danosa, a ponto de seu passado e presente serem tão diferentes, de ter mudado tanto, para pior. Pode descordar de mim a vontade, mas tenha respeito.
Se não acredita que ele mudou, assista esse vídeo. Nada mais é que ele contra ele mesmo!

Fique na paz do Senhor.
Thiago Schadeck

Fui ao Encontro! Foi Tremendo… Engano!

O que é o G12

É preciso que, antes que entremos nos meandros desta “nova visão”, venhamos a nos deter a tarefa de refletir sobre este questionamento: o que é o G12?
Seus defensores se apressam em esclarecer que o G12 é, além de um método, uma tentativa de retorno ao cristianismo primitivo. Rejeitam a idéia de que a visão seja uma “nova doutrina” e fogem de questionamentos mais aprofundados que coloquem em dúvida os seus conceitos.
Passei a conhecer o G12 a cerca de dois anos quando fui um dos primeiros membros da minha igreja a ser convidado para o Encontro. De início, me senti muito feliz, pois notava naqueles que já haviam participado deste retiro uma mudança de comportamento visível a olho nu, mudança esta que infelizmente não se confirmou e que mais tarde ficou evidenciada como apenas um momento de empolgação, aonde as emoções vieram à tona.O Encontro
O Encontro começou para nós com o chamado “pré-encontro”, uma série de longas palestras onde se repassavam os princípios básicos da fé cristã: O Plano de Salvação, Justificação, Santificação, etc. Até aí tudo bem, afinal nada melhor do que estudar novamente estes princípios, uma vez que muitos cristãos dos nossos dias não são íntimos de nenhum deles.
Partimos então para o retiro que aconteceu em Pojuca-BA, próximo a Salvador. É importante frisar que todo o trabalho de preparação psicológica começou com um misterioso segredo sobre onde se daria o Encontro e o que lá iria acontecer, na minha mente e creio nas dos demais participantes esperávamos mais um retiro com momentos de estudo da Palavra e também de lazer. Qual não foi a nossa surpresa, fomos recebidos com as ordens de silêncio absoluto e total obediência aos “encontristas” (irmãos que trabalharam no retiro).
Fomos levados à primeira palestra que tinha como tema “Peniel”, palavra hebraica que significa face a face com Deus. Depois de ouvirmos da importância do encontro com o Senhor, nos foi ordenado ir nos espalhar pela área do local do encontro. Fomos orientados a, individualmente, orarmos e confessarmos a Deus as nossas falhas conversando em voz audível somente a nós mesmos.
Este momento me lembrou um congresso que fiz quando ainda era católico carismático e nos dias posteriores notei que as semelhanças eram muitas.
Durante as palestras ouvíamos ao fundo a música “Tu Mirada” de Marcos Witt, música esta que seria tocada repetidamente durante todo o retiro. A música criava um ambiente propício para o que aconteceria mais tarde.
Fomos dormir muito tarde com a obrigação de acordarmos muito cedo, o silêncio continuava a imperar. É bom lembrar que esta cobrança começou a provocar em todos nós sentimentos de repulsa e revolta, sendo que algumas pessoas até chegaram a desejar voltar para casa.
No dia seguinte recomeçaram as palestras, algumas até muito boas! Porém, a partir de então surgiram as ministrações de conteúdo duvidoso: maldição hereditáriacura interior, etc.
Logo mais falarei sobre maldição hereditária, uma das maiores ênfases da visão, algo para eles imprescindível. Agora quero me referir ao momento de cura interior (muito semelhante à Renovação Carismática Católica). Depois de uma ministração, fomos orientados a nos acomodar ou sentados ou deitados e a fazermos um mergulho no nosso passado numa espécie de processo regressivo.
Nos foi dito que deveríamos pensar no encontro do espermatozóide do nosso pai com o óvulo da nossa mãe e depois lembrarmos da nossa infância e adolescência e os momentos em que ofendemos ou pecamos contra alguma pessoa e a pedirmos perdão a Deus por isto.
Só uma observação: ora, se devemos lembrar do nosso espermatozóide teremos que recorrer a uma doutrina espírita, a da pré-existência do espírito, algo que afronta a Bíblia que nos ensina que somos gerados no ventre materno em corpo, alma e espírito.
Onde está a afronta? No fato de que se lembrarmo-nos do espermatozóide, estaremos nos vendo antes mesmo de sermos formados quando o nosso espírito ainda não existia.
Depois disto deveríamos colocar num papel os nosso pecados contra Deus e seguirmos juntos para um espaço ermo e escuro onde nos reunimos em um grande círculo com uma fogueira no centro. Após este momento de “ministração” e oração, desce por um fio amarrado a uma árvore uma chama que ascende a fogueira onde jogaríamos o papel com os nossos pecados e finalmente o “diabo não teria mais do que nos acusar”. Para quem não sabe, esta é uma prática da filosofia oriental Sei-Cho-Noe em suas reuniões.
Ao voltarmos para ao local das palestras, sentido-nos “livres”, encontramos um ambiente totalmente diferente. Em vez de uma música suave e introspectiva, tocava-se “Eu Quero é Deus”. A euforia era total entre todos, nossas emoções estavam à flor da pele e comemorávamos como numa conquista de copa do mundo: pulos, abraços, risos e lágrimas de alegria. Afinal, estávamos “limpos e livres”.
No último dia as exigências já não eram tantas e assistimos a uma palestra onde nos foi passado o modelo de células do G12. Depois fomos orientados a deitarmos e a fecharmos os nossos olhos, sob pena de que, se fizéssemos o contrário, seríamos considerados desobedientes. Colocavam algo ao nosso lado e falavam até o momento em que nos foi liberado abrir os lhos. Do nosso lado se encontravam um pacote com fotos e correspondências de nossas esposas e familiares. Poucos conseguiram conter a emoção. Pronto! o encontro teria sido tremendo!!! e nada mais que isso poderia ser dito após o nosso retorno.
Confesso que não me lembro de todos os detalhes e preferi não expor outras coisas que considero de menos importância.
Nota-se claramente o forte apelo emocional do encontro, desde a sua preparação, o seu segredo, a sua chegada com o forte sentimento de opressão que viria mais tarde a contrastar com a sensação de liberdade.
Tudo preparado nos mínimos detalhes para uma manipulação emocional e psicológica que viria a parecer algo espiritual, impressão que muitos têm e por isso eles fazem declarações emocionadas, tipo: “finalmente conheci a Jesus”, “agora eu realmente me converti”.
A música, o ambiente cheio de recomendações de silêncio, as palestras emotivas, o momento da cruz (ficávamos de braços abertos, olhos fechados, e visualizando a crucificação de Cristo), o correio e no meio disto tudo, o ensino de um método que parece a única solução para a igreja, o único viável, bíblico e cristão.

Maldição Hereditária
Os defensores desta “doutrina” que não é nova, pois surgiu e foi abominada nos Estados Unidos há muito tempo, se baseiam em alguns textos isolados do Antigo Testamento.
Aprendi muito cedo em minha vida cristã que “texto fora do contexto é pretexto para heresia” e por isso me detive a estudar sobre a viabilidade da hereditariedade da maldição.
Em primeiro lugar devemos nos deter a conceituar corretamente maldição. Nos povos do A.T. a maldição era vista como um agouro, uma praga geralmente usada por pessoas de menor posição social como defesa ou revide contra pessoas mais poderosas econômica ou politicamente.
Muitos hoje vêm maldição como uma entidade de vida própria capaz de se retransmitir de uma para outra geração como um ser poderoso que aprisiona e determina a vida de quem a recebe.
Dentro do contexto bíblico a definição que me parece mais viável é a que li num dicionário teológico: “A maldição é a sansão da Lei Divina”. Portanto, a maldição surge como a sentença ou punição para quem infringe algum aspecto da Lei.
O texto de Êxodo 20:5 diz o seguinte“Não te encurvarás a elas nem as servirás; pois eu, o Senhor sou Deus zeloso, que visito a maldição dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”. Êxodo 20.5Fiz questão de sublinhar a frase acima, pois dá ênfase à sobre quem recai a maldição. O texto se refere ao pecado da idolatria e aqueles que deixam de adorar o Deus verdadeiro para se curvarem diante de imagens. Não vejo como enquadrar esta punição a um cristão, pois não consigo compreender a existência de um cristão que odeie ao Senhor e que, sendo cristão verdadeiro, se curve diante de ídolos.

Quero deixar bem claro que não questiono a existência de maldição sobre os ímpios (PV 3:33), a própria condição de ímpio é por si só maldita. Porém, para se conceber a existência da maldição sobre os crentes é preciso má fé e um espírito que deve ser provado como manda a Bíblia.
A Palavra de Deus enfatiza a responsabilidade individual. O texto completo de Ezequiel 18 mostra esta realidade com clareza. A história de um pai justo que gera um filho injusto com práticas equivalentes a feitiçaria, idolatria e adultério, mas que gera um filho justo que por sua decisão própria pelo caminho correto não sofre as conseqüências dos pecados do pai.
Frise-se o versículo 20 de Ezequiel 18:

“A alma que pecar, essa morrerá. O filho não levará a maldade do pai, nem o pai a maldade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”
. Ezequiel 18.20Sabendo que a maldição resulta de uma infração a Lei de Deus e que somos falíveis, como nos livramos dela? O texto de Gálatas 3:13 responde

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, pois está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”
. Gálatas 3.13Entregando-me a Jesus sou absolvido das sanções da Lei, nenhuma condenação há para mim (Rm 8:1).

O próprio Senhor Jesus tratou de desfazer este pensamento no meio dos seus discípulos, basta ler com atenção ao relato de João 9: 1-3 e se chegará a este entendimento.A Realidade Atual
A prática de “quebra de maldição” é apenas mais uma das práticas místicas do G12, aliás o misticismo é algo muito presente nas igrejas da “Visão” e surge como fórmula para os líderes manterem a submissão dos seus rebanhos. Pude comprovar isto na igreja da qual fiz parte quando algumas irmãs foram orientadas a colocarem fitas adesivas na boca como “ato profético” contra a maledicência. Em outra igreja da nossa região, irmãos e irmãs rasparam a cabeça como forma de “batalha espiritual” contra aqueles que fazem o mesmo em centros do baixo espiritismo.
Há um visível sectarismo nestas denominações onde aqueles que não aceitam o G12 são quase que enxotados para fora, como foi o meu caso. Meu antigo pastor disse-me que seria mais sincero que eu saísse da igreja do que continuar nela sem aceitar a visão.
Afora isto tudo, há o ensino do perdão a Deus. Mesmo que em muitos livros, os líderes da visão tenham se apressado em cobrir esta orientação com líquido corretivo, este ensino continua a ser proferido. Tive um dos momentos de maior tristeza quando depois de um dos últimos encontros, uma irmã subiu ao púlpito para testemunhar as “bênçãos” recebidas e disse que a principal delas foi o fato de ter “aprendido a perdoar a Deus”.
Como um Deus soberano e infalível pode precisar do perdão de pecadores? A justificativa dada por eles para este ensino é a de que muitas pessoas não aceitam a perda de entes queridos e ficam magoadas com o Senhor.
Ora, não seria o mais certo ensinar a estas pessoas sobre a necessidade de se reconhecer a soberania de Deus em vez de se criar um doutrina baseada em experiência particulares? Afinal,“Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa”. Nm 23:19As igrejas têm se divido, irmãos e até famílias têm sido separadas. Difícil imaginar algo que venha do Pai e promova separação, se o ensino de Jesus sempre foi o da unidade.

Os que defendem o G12 apregoam que este método faz a igreja crescer, mas é necessário lembrar que uma igreja não deve crescer apenas numericamente pois o verdadeiro crescimento requer compromisso com a Palavra, vida de santidade, tudo baseado no Evangelho.
O crescimento numérico de uma igreja não deve ser o referencial para dizermos se ela é genuinamente evangélica, pois se assim o fosse teríamos que reconhecer os mórmons, as testemunhas de Jeová, o catolicismo, a renovação carismática católica e outras seitas como movimentos evangélicos.Para Pensar
Por que muitos homens experientes caíram? Não sei exatamente a resposta, porém o que salta aos olhos é que aqueles que tinham a presunção, a má ambição e o desejo de serem conhecidos como “grandes líderes” foram presas fáceis para esta armadilha.
Soa muito bem aos ouvidos de certos líderes o reconhecimento humano expressado em títulos como “pastor de multidões”, “apóstolo de grandes igrejas”, etc.
Pode-se dizer que estes líderes são até bem intencionados na falsa tese de que “os fins justificam os meios”. Porém, como dizem por aí: “de bem intencionados, o inferno está cheio”.
Para um cristão verdadeiro um objetivo só é justo se os meios para atingi-lo forem justos e transparentes. Não me parece correto prometer um avivamento e promover manipulação emocional e psicológica, prometer um “Encontro com Deus” e entregar um encontro com Freud.
Em nenhum momento me contraponho ao método bíblico (Atos dos Apóstolos 20:20) de igreja em células, algo que surgiu na Coréia e que se comprova na prática um excelente método de crescimento sadio da igreja. Mas é bom frisar que este modelo surgido primeiramente na Ásia nada pouco tem haver com o G12, um conjunto de falsas doutrinas adicionadas a uma série de artimanhas manipuladoras, numa perigosíssima mistura escondida por trás de um belo método.
O grande perigo das heresias não são as suas mentiras, mas as suas verdades. Primeiro se conta uma verdade, outra verdade e, depois que você é envolvido por estas “verdades”, surgem sorrateiramente as mentiras.
Façamos como os crentes de Beréia, que foram chamados de mais nobres porque tinham o zelo de consultar nas Escrituras se aquilo que lhes era passado era verdadeiro (Atos 17:10-11).Gostaria de encerrar provocando algumas reflexões:
Que evangelho é este que prioriza os programas em detrimento das vidas?
Que evangelho é este que incentiva a competitividade entre os membros que almejam ser um dos “doze” do líder?
Que evangelho é este que se baseia em textos isolados e incentiva a crença na teologia da prosperidade?
Que evangelho é este que nega a cruz e lança maldição sobre os salvos?
Que evangelho é este que manipula emocional e mentalmente as pessoas?
Que evangelho é este que confunde avivamento com gritaria?
Que evangelho é este que faz um retorno claro às bases legalistas do judaísmo?
Que evangelho é este que faz uso de práticas ocultistas e de ritualismos?
Que evangelho é este que fala em santidade e oculta as suas verdadeiras intenções, prometendo o espiritual e dando o meramente emocional?
Que evangelho é este que em vez de unidade promove separação?
A resposta para estes questionamentos se encontra em Gálatas 1:8“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema”.Gálatas 1.8Autor: Clériston andrade – Texto publicado em HermesFernandes.com

Eu creio em um avivamento!

Avivamento

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Muitos creem em um avivamento tal, que converterá todo o Brasil e fará de nossa nação um país predominantemente evangélico. Isso é reforçado pelas estatísticas do IBGE, que dizem que os evangélicos são 25% da população brasileira e em 10 anos, esse número chegará a 50%. Não duvido que isso acontecerá, alias, acho muito provável que isso aconteça. O que eu me pergunto é: Qual a qualidade desses evangélicos? Uma boa parcela dos que se declaram evangélicos nunca leu a bíblia inteira e nem se dedica ao estudo das Escrituras, não conhece os conceitos básicos do cristianismo, não sabem julgar se uma música é bíblica ou não, só vai pra igreja esperando receber alguma palavra que mudará sua vida. Muitos desses evangélicos sequer tem bíblia em casa.
A principal característica de um avivamento é a intimidade com Deus. Isso não significa falar em línguas estranhas, pular, rodopiar, pregar, dar aulas na escola dominical, escrever para um blog. Avivamento implica diretamente em transformação de vida, mudança de conduta e hábitos. Quando há um avivamento, as mudanças passam a ser notórias.

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Coríntios 5:17)

O problema é que hoje vemos pessoas que se dizem evangélicas, mas que não esboçam qualquer tipo de mudança. Continuam com os mesmos hábitos e envergonham o evangelho de Cristo. Muitos usam o discurso do “venha como estás” e eu concordo que a pessoa deve vir a Cristo como está, mas isso não é um álibe para permanecer da forma que está. A exigência de Cristo para O seguirmos é que neguemos a nós mesmos e tomemos a nossa cruz (Marcos 8:34)
Os artistas estão se tornando evangélicos, mas continuam em suas práticas, como por exemplo o ator de filmes pornográficos Kid Bengala, o boneco Xaropinho do Ratinho, a Monique Evans dentre outros. Sei que existem outros que se converteram de verdade e estão andando nos caminhos de Cristo e louvo ao Senhor por isso!

Creio que o avivamento que acontecerá em nosso tempo será muito mais individual que coletiva, Acredito que será restrita a igrejas locais, para que essas igrejas façam a diferença onde estão instaladas. O avivamento não é para toda a Igreja do Brasil, pois uma grande parte dela entende que avivamento é domínio nessa terra, conquista de poder político, riquezas e tudo mais que é terreno. Pouquíssimos pastores pregam sobre a volta iminente de Jesus, ou sobre a importância de viver em santidade, de se contentar com o suprimento que Deus tem nos dado.

A verdadeira Igreja de Cristo provará de uma avivamento para que possa alcançar aqueles que Deus já escolheu. Devemos nos lembrar que o nosso chamado é para fazer discípulos e ensiná-los a guardar tudo o que Cristo nos ensinou (Mateus 28:19-20) e isso é uma tarefa árdua, porque para sermos imitadores de Cristo, precisamos conhecê-lo e para o único lugar em que conhecemos a Cisto em sua essência é a Bíblia.

Temos que parar de prometer avivamentos que só fazem barulho e não acrescentam nada. Já tivemos centenas desses avivamentos em nosso país, mesmo todos tendo sido importados e todos passaram. Se você tem mais de 15 anos de evangelho ou estuda sobre a Igreja, já deve ter ouvido falar sobre unção do riso, do dente de ouro, dos quatro animais, pastores derrubando pessoas com o terno, grudando pessoas na parede, entre outras bizarrices. Tudo isso passou, ainda que as vezes tentem ressuscitar essas heresias.

Apenas aqueles que tem sua fé centrada em Cristo é que vão provar desse avivamento. Quem fica esperando bênçãos advindas de copos d`água, tolhas ungidas, de homens portadores de alguma unção especial não vão experimentá-lo, porque ele vem acompanhado de um conhecimento profundo das Escrituras. Temos de crescer na graça e no conhecimento de Cristo (2 Pedro 3:18) e Deus não divide sua glória com nada e com ninguém (Isaías 42:8).

Se você quer provar do verdadeiro avivamento, a receita é simples: estude a bíblia com seriedade e afinco, julgue tudo aquilo que ouvir em louvores e pregações, e para isso, a Bíblia deve ser a regra. Se não condiz com ela, despreza. Se condiz, abrace. Quem não tem vontade de aprender mais sobre a única regra de fé e prática do cristão, mostra que não tem desejo por conhecer mais o Deus a quem diz servir e isso pode ser um grave indício de que ainda não houve uma conversão verdadeira.

Que Deus nos ajude e a crescermos a cada dia em sua presença, até que possamos atingir a estatura de varão perfeito, ou seja, de Cristo (Efésios 4:14).

Deus te abençoe e que esse texto te faça refletir em sua espiritualidade. Se o Espírito Santo mostrar que algo está errado, mude, ainda há tempo!

Pastores bêbados nos Gideões!

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor Jesus!

Esse mês está acontecendo o 32 Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora. Evento esse que acontece em Balneário Camburiú, Santa Catarina, que é também conhecida como a Meca Pentecostal Brasileira. Por esse evento passam os mais famosos pregadores e cantores pentecostais brasileiros. Nesse evento acontecem aberrações sem limites, como por exemplo, o vídeo do Marco Feliciano pedindo a senha do cartão de um fiel e pedindo ajuda aos obreiros para que auxiliassem um tetraplégico a preencher um cheque de doação (assista o vídeo aqui: http://bit.ly/1mshWNl).

Abaixo, posto o desabafo do Pastor Cesino Bernardino, presidente dos Gideões com alguns comentários, que ao meu ver, são pertinentes:

Gostaria que o pastor Cesino respondesse as perguntas abaixo:

– Os pastor diz que os pastores brincaram, se envaideceram, se orgulharam, MANIPULARAM. Será que ninguém sabia que esses homens estavam no erro? Se sabiam e os deixaram pregar mais vezes, cometeram um grande erro. Se não sabiam, o erro foi ainda maior, pois é muito sério entregar um púlpito com a repercussão que o do Gideões tem nas mãos de uma pessoas que ninguém conhece o caráter!

– O pastor também diz que grandes pregadores que estão maltrapilhos e com o nariz estragado da cocaína pedem uma oportunidade (de pregar) para poder se levantar. Na verdade muitos pregadores enxergam o GMHU como uma bela vitrine e sabem que pregar lá renderá muitos convites para pregar pelo Brasil. Ou seja, um pastor afundado na cocaína que conseguir uma oportunidade de pregar no GMHU, terá carta branca em centenas de igrejas, causando um dano inestimável.

–  O pastor Cesino conta que seu filho encontrou um ex grande pregador bebendo na beira da praia, porque havia se decepcionado. Ao ministrar o pregador, o Reuel diz que ele deve se animar, porque Jesus ainda tem o PALCO a dar a ele. Nesse evento o altar é visto exatamente assim: um palco que vai me projetar nacionalmente. Se tem uma foto no pôster do evento, pronto, está lançado mais um grande pregador.

– Depois da oração, o pastor diz que poderia citar o nome de vários, sim VÁRIOS (não foi um caso isolado), mas que não faria por questão de ética. Pastor, me desculpe, mas não há como sanar essa sangria se não for alertado. Quem deu o púlpito nas mãos desses homens deve ter caráter de assumir o erro e dizer quem são. Enquanto estiverem protegidos pelo silencio do Cesino continuarão pregando por ai, se prostituindo, bebendo e levando dinheiro das igrejas (cobram caro pra pregar).

– Gente que saia do púlpito para o motel com cantoras famosas, que também estavam se apresentando lá. Será que nunca ninguém viu essa farra toda? Com certeza sim, mas como pra pregar nos Gideões é necessário PAGAR, se alguém denunciasse acabaria com esse negócio milionário de ceder o púlpito aos que querem enriquecer nas custas do Evangelho, que em 99% dos casos nem compromisso tem. São pregadores itinerantes, que não estão ligados a nenhuma igreja para não ter de dar satisfação a ninguém.

Agora uma pergunta a se fazer para o Pastor Cesino Bernardino: Esse desabafo veio depois de tanto tempo porque o Espírito Santo mandou concertar as coisas, ou só porque a música do Juninho Luthero (abaixo) veio a tona?

Minha oração é que Deus traga um verdadeiro arrependimento ao coração desses homens e que, se for a vontade de Deus, voltem a pregar, mas dessa vez com compromisso e responsabilidade.

Ah, antes de dizer que estou causando escândalo, que deveria orar em vez de denunciar, lembre-se que errado não é quem denuncia o escândalo, mas quem prega e dissemina heresias (Mateus 18:7) e quem se cala, se faz cúmplice deles

Que Deus te abençoe!

O gospel é POP!

Gospel_POP

Por Thiago Schadeck

Vivemos em meio a um fenômeno: Ser crente está na moda! Note que ser crente está na moda, mas ser cristão continua sendo tarefa para poucos.
Enquanto cada vez mais o gospel atinge personalidades e ganha espaço na mídia, mais o verdadeiro Evangelho se restringe aos guetos, às pequenas comunidades, aos que buscam uma espiritualidade sadia. Ser gospel e cristão ao mesmo tempo é impossível, pelo simples fato de que o gospel pouco ou nada tem a ver com o Evangelho.

Vamos falar do gospel, propriamente dito. A palavra gospel em inglês significa Evangelho, mas em nossas terras tupiniquins essa tradução não pode ser considerada válida. A única vez que vejo o Evangelho ser relativado para agradar as pessoas é em Gálatas 2:11-21, quando Pedro se deixava levar por aqueles que o cercavam e por conta disso levou uma bela bronca de Paulo, que diz que Pedro se tornou repreensível por sua dissimulação.
Na esmagadora maioria dos programas que os cantores ou pregadores gospel participam, o verdadeiro Evangelho não é pregado. Não fazem exigências de ter um tempo para poder falar o que quiser, de não haver edição com relação ao que é dito, de poder cantar ao vivo com tempo para ministrar. Não exigem porque tem medo de a emissora não aceitar e fechar o espaço para a divulgação do trabalho, até porque na maioria dos casos é trabalho mesmo e não ministério, como alguns insistem em defender.
A Globo tem aberto espaço ao gospel e alguns cristãos acreditam que isso é bom, que Deus está dando a emissora nas mãos deles para que o Evangelho seja pregado, mas na prática isso é só uma estratégia dela para ganhar um público que sempre a demonizou. Quando um cantor gospel se dispõe a participar de seus programas ele já sabe que terá de cumprir uma pauta, que só vai cantar com playback e que a conversa vai ser direcionada pelo apresentador. Em alguns casos ainda tem de engolir uma frase como a da Regina Casé: “Agora que já adoramos a Deus, vamos adorar ao deus samba”, depois de um dos mais famosos cantores gospel ter se apresentado em seu programa. Programa esse, alias, que é conduzido ao som de samba e tem fortes influencias das religiões afro.
Além disso a Globo também nos dá o Troféu Promessas de esmola. O evento consiste em `premiar`os melhores do gospel. Isso seria inadmissível há alguns anos, quando tínhamos adoradores e não artistas.
O mais curioso é que só são premiados os artistas da Som Livre (gravadora da Globo). Artistas esses que fazem campanhas em suas redes sociais. Não basta ter o ego do tamanho de um bonde, ainda tem que mendigar votos pra ganhar um premiozinho mediocre e tentar barganhar um reajuste na renovação do contrato.

O gospel tem produzido algumas coisas que não condizem com o Evangelho pregado por Jesus e difundido por seus apóstolos, vejamos algumas:

 

  • Artistas: Eu cresci em uma igreja pequena, com no máximo 100 membros e tive a oportunidade de assistir ao vivo muitos dos cantores cristãos dos anos 90. A maior parte do membros eram de condição humilde e moradores de uma favela próxima. A única exigência que esses cantores faziam era que pudessem vender suas fitas K7 após o culto e que a igreja bancasse o transporte. A hospedagem normalmente era a casa do pastor ou de um irmão que se oferecesse. Hoje em dia além do cachê, ainda exigem hotel pelo menos 4 estrelas, passagens em classe executiva, um veículo confortável para se deslocar do hotel para a igreja e um camarim com alguns mimos. Os artistas só entram para o culto no momento de se apresentar e saem de fininho logo em seguida. Quando ficam no templo esperando a sua oportunidade as pessoas pedem autógrafos, querem tirar fotos e atrapalham os que desejam cultuar o Senhor.
  • Show gospel: Até bem pouco tempo isso não era aceito nas igrejas, pois o entendimento comum dos crentes era de que não existe show em nome de Deus, mas que todas as reuniões dos santos era para cultuar a Deus e louvá-lo, sem levar qualquer honra por isso. Além do que nesses shows raramente se tem uma pregação e quando tem é só para tentar dar base a uma música egocêntrica que vai ser cantada em seguida.
  • Fã Clube: Esta anomalia está intimamente ligada aos shows gospel. Não é raro ver pessoas defendendo seus artistas favoritos nas redes sociais. Sabem todas as letras de cór, conhecem todos os gostos e mimos do seu artista, mas nunca leram sequer o novo testamento todo. Faça o teste, jogue o nome de um artista gospel no Google acompanhado da palavra “fã-clube” que certamente retornará ao menos um resultado. Isso é culpa dos próprios artistas e dos pastores omissos que incentivam essa idolatria.
  •  Cachês: Não é de hoje que os cantores vivem da música cristã ou gospel e sou totalmente a favor de que a igreja que os convida lhes dê uma oferta, afinal a maioria tem família para sustentar e largou tudo para se dedicar ao ministério, direcionados por Deus. O problema é que o gospel igualou os artistas gospel aos seculares. Agora eles só sobem no palco se todas as exigências forem atendidas, inclusive e principalmente as financeiras. O valor da oferta é combinado com antecedência e a data só é confirmada após o pagamento integral. Me desculpem, mas isso é cachê sim! Oferta não tem valor estipulado, não pode ser determinada por quem recebe, mas por quem a dá. Mas só existe quem cobra cachê porque existem aqueles que pagam. Pastores vendidos e vendilhões esvaziam os cofres da igreja para trazer esses artistas, simplesmente para lotá-la em um culto e quem sabe arrecadar mais que investiu através das ofertas do povo, venda de CDs, cantina e etc,
  • Prepotência:  Posso estar usando uma dose grande de saudosismo, mas os louvores antigos exaltavam ao Senhor, tinham letras bíblicas e edificantes. Apesar de não terem os arranjos e nem a harmônia musical que as músicas atuais tem, tocavam no profundo da alma. As músicas atuais exaltam o homem, deixam bem claro que aqueles que atravessarem seu caminho vão ser fulminados pelo poder do nosso Deus. Que Deus vai ter que te exaltar e abençoar para que a ralé veja que você é escolhido pra vencer e se arrependa de terem tentado te barrar. Falam só de vitória, bênçãos, prosperidade e de cruz, arrependimento, volta de Cristo nada!  
  • Idolatria: Esse é o resumo de tudo o que foi citado acima. Só existem os ídolos porque há aqueles que os colocam nessa posição. Reconheço que muitos dos artistas atuais se propõe a adorar a Deus e não buscam a glória para si, mas também não fazem nada para que essa idolatria acabe. Não tem coragem de corrigir os fãs por medo de perdê-los e consequentemente diminuir a quantidade de shows, vendas de CDs, aparições em programas de TV e rádio. Os pastores e líderes também são culpados por terem medo de discipular essas pessoas em amor e na verdade. Se negam a mostrar para a pessoas que estão no erro, porque o gospel prega um evangelho politicamente correto, que releva e relativiza tudo.

Infelizmente muitos tem se perdido e lançado mão de artifícios mundanos pra tentar atrair as pessoas para a Igreja, acreditando que a pregação não é suficiente. Em vez de a Igreja influenciar o mundo, ela que está sendo influenciada por ele. Hoje temos UFC, Capoeira, festa junina, amuletos (flor, sal, óleo de Israel), venda de indulgências, dentre outras nojeiras. Os fins estão justificando os meios. Se as pessoas estão vindo para a Igreja o objetivo foi alcançado. Não importa se vão se converter ou não, o que vale é o templo lotado para satisfazer o ego da liderança. A rotatividade nessas igrejas é inacreditável, as pessoas vão quando precisam de algo, ou quando estão se sentindo mal, necessitando ouvir palavras de auto-ajuda.

A solução para isso mudar começa em nós. Temos de conhecer ao nosso Deus cada dia mais, devemos ter intimidade com a Sua Palavra para podermos julgar se o que está sendo cantado é realmente de Deus ou se é uma letra humana e egoísta. Os cultos de ensino, como as escolas dominicais são de extrema importância.

Que Deus nos ajude a voltar aos cultos simples, com adoradores que louvam ao Senhor em espírito e em verdade!

Que Deus te abençoe!

Igrejas evangélicas: um verdadeiro Frankenstein

Frankenstein

Por Thiago Schadeck

As ideologias humanas tem transformado a igreja, enquanto corpo de Cristo, em um enorme Frankenstein. Cada ramo teológico diz fazer parte do corpo, mas não se considera da mesma espécie e por conta disso ficam se atacando. Não quero aqui dizer que temos de tolerar erros teológicos crassos ou fingir que não vemos a bíblia ser deixada de lado por pseudo pregadores. Falo aqui de cristãos sinceros, que buscam viver para Cristo e segui-lo com todas as suas forças. Essas pessoas muitas vezes são enganadas por falta de conhecimento, que na maioria das vezes são omitidas por seus líderes.
Alias, muitos simplesmente reproduzem frases desses falsos pastores sem pensar ou analisar, de tão enraizado que isso está em suas mentes, por exemplo: “Crente que não faz barulho está com defeito de fabricação”,”Meus amigos `sorveterianos'”, “Igrejas locais geram pastores, igrejas apostólicas geram multidões”, “Calvinista, como o apóstolo Paulo”  e etc.

Mas imagine comigo, se juntarmos as principais características de cada tipo de igreja dessas. Certamente teríamos cristãos mais produtivos ao Reino e que trariam muitos frutos.

Pentecostais
Quem dera se todos os cristãos tivessem o desejo de ter experiências com Deus como os pentecostais. Se todos orássemos como eles, esperando ouvir a voz de Deus. Muitos de nossos irmãos pentecostais fazem o sacrifício de subir o monte para orar por horas a fio, na expectativa de que terão algum contato maior com Cristo. Os pentecostais, em sua maioria, são fervorosos no que diz respeito a fé e são sinceros em sua busca por uma espiritualidade.
Se todos os cristãos tivessem esse espírito sedento pelo ouvir a voz de Deus, teríamos uma igreja muito mais atuante na oração e na busca por Deus.

Tradicionais
Os tradicionais são conhecidos por sua busca incansável em conhecer a Deus através das Escrituras, uma busca diária por saber o que Cristo ou o escritor de algum dos livros bíblicos quis dizer naquele versículo específico. As igrejas tradicionais investem fortemente nos grupos de estudos bíblicos. Muitas dessas igrejas tem estudos todos os dias, para todos os níveis de conhecimento. Fazem isso com o objetivo de que todos cheguem a maturidade através do conhecimento das sagradas Escrituras.
Se todos os cristãos tivessem a sede pela fidelidade bíblica dos tradicionais, as nossas pregações seriam muito mais sadias e a regeneração dos que nos ouvem seria muito mais visível.

G12/M12 (Igrejas em células)
As igrejas em células tem em sua matriz o evangelismo. Os membros dessas igrejas são encorajados a montar células de estudos bíblicos em suas casas e fazer discípulos. Outro ponto muito forte dessas igrejas é a submissão à liderança. O que o líder diz, vira lei. Não concordo com essa posição, porém nossos líderes devem ser respeitados, honrados e devemos nos submeter a sua autoridade – se concordamos que ela vem de Deus.
Quando alguém se converte em uma igreja em células, já começa a ser preparada para liderar, montar sua célula e evangelizar afim de atrair pessoas à sua célula.
Se todos os cristãos evangelizassem como os das igrejas em células, alcançaríamos muito mais pessoas para o Reino de Cristo e quem sabe cresceríamos muito mais na qualidade, pois para evangelizar  precisamos conhecer bem a Deus e a sua Palavra.

Neopentecostais
Os neopentecostais são aqueles cristãos das igrejas que dominam a mídia (rádio e televisão), em sua maioria tem as pregações baseadas em vitórias terrenas, vida próspera e saúde. O que me chama a atenção nos neopentescotais é a pregação convincente, pregadores cativantes, que prendem a atenção dos ouvintes e tem carisma para atrair as pessoas à mensagem que lhe é pregada.
Se nós, os cristãos, buscássemos de Deus uma homilética como a desses homens, que prendem a atenção daqueles que os ouvem e com isso introduzíssemos no coração dessas pessoas o evangelho verdadeiro a nossa pregação teria muito mais efeito.

Sei que em todas essas categorias de igrejas tem erros, que não podem ser considerados o modelo bíblico de igreja para os nossos dias, pois a Igreja não é uma instituição humana, mas uma obra divina, que nos juntou como seu corpo.
Devemos examinar tudo e reter o que é bom, assim como o Apóstolo Paulo nos ensinou.

Que Deus nos ajude a agradá-lo a cada dia mais e que sejamos mais parecidos com Cristo, que buscava a vontade do Pai em períodos longos de oração, conhecia as Escrituras e delas falava como quem tem autoridade, evangelizava e buscava atrair as pessoas para ser seus discípulos e pregava como ninguém jamais pregou, prega ou pregará, pois era a própria Palavra encarnada.

Deus te abençoe!

Cristo, o Rei da coroa de espinhos

Coroa

Por Thiago Schadeck

Quando pensamos na figura de um rei, logo nos vem à mente um homem poderoso, autoritário, alguém que todos os seus desejos se tornem leis. O rei é a autoridade máxima no território de sua jurisprudência e todos devem ser sujeitos à sua palavra, com o risco de ser banido do reino ou até mesmo morrer. Via de regra os reis usam coroas imponentes, de ouro maciço com pedras preciosas. A coroa é um status para esses reis, que fazem questão de ostentá-la.

Diferente dos reis desse mundo, o nosso Rei não é popular. Muitos já ouviram falar sobre ele e tem até fotos dele, mas poucos o conhecem e seguem as suas ordens e seus desejos. Nosso Rei é humilde, quando se deixou ser adorado por um povo que não era o seu, o fez sentado em um jumentinho emprestado (Marcos 11:1-10) e que nunca se negou a atender a qualquer necessitado (Lucas 6: 17-19). Nosso Rei nasceu em uma manjedoura, de família pobre (Lucas 2:24 e Números 6:10), filho de um carpinteiro pobre (Mateus 13:55) e que não tinha um palácio, ao contrário, sequer tinha onde reclinar sua cabeça (Lucas 9:58). Nosso Rei era submisso à vontade de alguém que lhe havia enviado com uma missão (João 6:38) e que cumpriu essa vontade até o final de sua vida (Filipenses 2:5-8).

Nosso Rei não foi exaltado nessa terra, tendo após si milhares de seguidores. Teve apenas doze e ainda foi traído por um deles. Multidões o seguiam pelo que ele poderia proporcionar e não por aquilo que ele era. Quando questionado por Pilates sobre seu Reino, o nosso Rei apenas disse que ele não era desse mundo (João 18:36). Se o nosso Rei não é desse mundo, a nossa pátria não é mais a daqui e sim a celestial (Filipenses 3:20, Hebreus 11:14-16). Nosso Rei foi um exemplo de servo, tanto de Deus quanto dos irmãos.

O mundo rejeitou o nosso Rei (João 1:10) e influenciados por seus inimigos o levaram até a cruz do Calvário (Lucas 23:21). Nosso Rei foi coroado com uma coroa de espinhos (Marcos 15:17) e foi zombado, mal tratado e humilhado (Lucas 22:64), mas isso não foi motivo para lhes lançar maldições ou tentar evitar algo, ele mesmo disse que se quisesse, o Pai lhe enviaria mais de doze legiões de anjos (Mateus 26:53). Do alto da Cruz, nosso Rei declarou seus desejos: Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem (Lucas 23:24). Teve a coragem de perdoar aquele que morria ao seu lado, um ladrão que merecia aquela morte (Lucas 23:40-43). O nosso Rei se sentiu sozinho, quando o Pai lhe virou as costas, deixando-o sozinho para carregar os nossos pecados (Mateus 27:46). Deus é Santo e não há como alguém que carrega pecados estar em comunhão com Ele (Isaías 59:2). Antes de expirar, nosso Rei declarou em alta voz que estava consumado! (João 19:30) e com esse brado, o véu do templo, que separava o povo do Santo dos santos, se rasgou de alto abaixo (Marcos 15:38) dando-nos o livre acesso à presença de nosso Deus!

Com essa atitude, nosso Rei se tornou maldição em nosso lugar (Gálatas 3:13), trouxe-nos a justificação e nos deu a paz com o nosso Deus (Romanos 5:1), nos livrou de toda e qualquer condenação (Romanos 8:1) e através de sua morte vicária na Cruz, nos reconciliou com Deus (Efésios 2:16). Nosso Rei é eterno,imortal, invisível e real (1 Timóteo 1:17). Com a sua morte na Cruz, cristo implantou o seu Reino que não terá mais fim (Isaías 9:7).

Na Cruz, o que para o mundo parecia uma derrota, foi a maior vitória já vista nessa terra (Colossenses 2:13-15) e deu a Ele o poder sobre a morte e o inferno porque foi morto, mas agora vive e reina para todo o sempre! (Apocalipse 1:18).

A morte não foi capaz de segurá-lo no sepulcro, mas ele ressuscitou ao terceiro dia! (Mateus 28:6)

Que a vida, morte, ressurreição de Cristo e volta de Cristo esteja em nossas mentes todos os dias, pois essa é a esperança do cristão nesses dias maus!

Deus te abençoe!

Por que temos tantas igrejas no Brasil?

 

igreja_BrasilPor Thiago Schadeck

Cada igreja tem suas características próprias, com seus erros e acertos. Diferente da igreja Católica, os protestantes não tem um comandante, que dita as regras e direciona a igreja pelo caminho que ele e seus cardeais vêem como o melhor.
Certamente a facilidade de se abrir uma igreja no Brasil fez com que a quantidade de templos e até mesmo de denominações explodisse nos últimos 10 anos. O que mais me intriga é: em quais condições, físicas e espirituais essas igrejas são abertas e para qual finalidade alguém abre uma igreja ou funda uma nova denominação.
Creio que há igrejas sendo abertas ou denominações sendo fundadas com a direção de Deus e buscando glorificá-lo, mas via de regra não é isso que acontece. Na minha opinião três motivos mais comuns (não necessariamente nessa ordem e nem são excludentes):

  • Ganância
    É inegável que igrejas podem ser lucrativas. Não pagam impostos, tudo o que é arrecadado passa primeiro pelas mãos dos que administram a igreja e nem sempre é necessário se ter conta em banco, pode-se fazer campanhas prometendo aos membros que se eles colaborarem financeiramente receberão das bênçãos de Deus.
    Alguns, ao ver sua igreja crescendo e o dinheiro entrando em volumes maiores, crescem os olhos e já imaginam o salário que poderiam tirar da igreja, dos carros que poderia adquirir, das benesses que poderiam ser desfrutadas apenas pelo fato de se ser o pastor.
  •  Orgulho
    Na sociedade egocêntrica em que vivemos, todos querem estar no topo da pirâmide e para isso são capazes de puxar tapetes, mentir, manipular, usar as pessoas e coisas ainda mais terríveis.
    Nem a igreja escapou disso e muitos aproveitam a facilidade de abrir uma igreja e se auto intitulam pastores, depois bispos e por último (por enquanto) apóstolos. Para tais homens, o peso que o título de pastor traz é muito mais importante que a função, muitas vezes não exercida. Há uns 15 anos ser pastor era a maior honra e responsabilidade que alguém poderia alcançar na igreja, mas isso tem ficado defasado, qualquer analfabeto bíblico que sabe repetir meia dúzia de frases que seu líder manda, pode se tornar um apóstolo. O orgulho de ser o mandachuva da igreja tem feito que muitos homens despreparados, sem a fé necessária para aguentar o peso do ministério e o principal: sem qualquer aprovação de Deus para ter dado esse novo passo assumirem uma responsabilidade enorme sem Deus ao seu lado.
  • Rebeldia
    Durante minha caminhada cristã, não foram poucas as igrejas que vi abrir por um sujeito que não sabia ser submisso à uma autoridade. Por não ter o dom de servir, simplesmente junta mais alguns e saem da igreja para fundar a sua própria denominação, via de regra com promessas de cargos. Quando isso acontece, em poucos meses as pessoas começam a ver, nas atitudes do novo líder, que erraram e deveriam ter ficado onde estavam. Alguns continuam na nova igreja por vergonha;,alguns voltam e se reconciliam com os irmãos e outros simplesmente desistem da vida em comunidade, no que diz respeito à espiritualidade.
    Normalmente esses rebeldes encontram outros insatisfeitos com algo e fomentam seus corações se colocando como o salvador de sua fé e a solução de todos os problemas eclesiásticos e se aproxima de tais pessoas até ganhar sua confiança. Quando há gente necessária, propõe a abertura de uma igreja, apenas para formalizar as reuniões. Ai começam os problemas!

Isso não significa que todas as igrejas abertas são sem direção de Deus ou por algum dos motivos acima. Creio que há igrejas sendo abertas com a direção de Deus, com o propósito de glorificá-lo e para pregar a Verdade do Evangelho de Cristo e alcançar aqueles sedentos por uma espiritualidade sadia. As pequenas comunidades são facas de dois gumes, podem ser bênção na vida dos membros ou uma maldição que os levará à uma teologia centrada no homem, baseada nas vitórias terrenas e prometendo o bem nessa terra, se esquecendo a vida eterna.

Cabe a cada um de nós examinar se a igreja em que congregamos é uma igreja sadia, que promove e exalta o Reino de Deus nessa terra, se nossos pastores vivem o que pregam, se a mensagem pregada é bíblica e se a vida eterna é o objetivo do povo.

Se nossa igreja não se enquadra nesses requisitos temos duas opções:

1 – Lutar pelas mudanças necessárias

Infelizmente há um pensamento equivocado no meio da igreja de que a palavra do pastor não pode ser contrariada ou ao menos debatida. Se a igreja em que congregamos não é séria o suficiente para nos alimentarmos, devemos contestar e lutar para que as coisas mudem e se ajustem à vontade de Deus.
Quando Lutero afixou as 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg, ele não queria criar uma nova igreja e sim corrigir os erros da Igreja Católica, a qual ele era monge.
Mas para termos autoridade nessa tentativa, precisamos conhecer muito bem as Escrituras, termos uma vida reta, digna e ser exemplo aos demais. Nesse caso, não basta ser direito, tem que parecer direito também e em nenhum momento sonegar a oração.

2- Trocar de igreja

Essa é uma opção a ser considerada, mas não deve ser banalizada. Já cansei de ver pessoas que não param em igreja nenhuma porque nos primeiros meses estão na “lua de mel” e não percebem os erros, mas quando esses ficam evidentes saem e vão para outra igreja, criando assim um circulo vicioso e a pessoa não cria raízes em lugar nenhum.
Existem casos que o melhor a se fazer é, sim, mudar de igreja, mas isso deve ser muito bem pensado e apenas depois de muita oração e concordância da família. Muitos jogam os filhos para fora da igreja por bobagens e depois culpam as igrejas. Precisamos ser diferentes e ter discernimento do propósito de Deus sobre nossas vidas.

O essencial deve nos unir: crer no nascimento virginal, na morte e ressurreição literal de Cristo, na sua divindade, que há um só Deus, que a nossa salvação vem apenas pela graça de Deus e não por obras nossas, que Deus não pode ser manipulado por nós, que somos a morada do Espírito Santo e etc.

Que você medite nesse texto e lute a cada dia pela sua igreja local. Se cada um de nós nos esforçarmos e conseguirmos tornar nossa igreja um pouco melhor, o resultado de nosso esforço vai redundar em igrejas mais saudáveis e o Reino de Deus será expandido de forma inexplicável!

Que Deus te abençoe!

7 Maneiras de Combater o Evangelho da Prosperidade

idolatria-ganancia

 

Por Sugel Michelén

14 de Abril de 2014 

“Ser pobre é pecado” (Robert Tilton).

“Se agradarmos a Deus, seremos ricos” (Jerry Savelle).

“Deus quer que seus filhos vistam as melhores roupas, […] dirijam os melhores carros e tenham o melhor de tudo; apenas peça o que precisa” (Kenneth Hagin, Sr.).

Essas são afirmações desconcertantes, porém comuns dos pregadores do “evangelho da prosperidade”. O deus deles é uma espécie de empreendedor cósmico que pode ser usado através dos dízimos e das ofertas para alcançar o que realmente importa: uma vida próspera em termos meramente terrenos.

“Foge também destes”

Paulo nos constrange a ficar longe de “pessoas que têm a mente corrompida e que são privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro” (1Tm 6.5). E em sua segunda carta a Timóteo, ele adverte seu filho na fé que “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, […] mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes!” (2Tm 3.1-5).

Pedro também nos avisa que, assim como houve falsos profetas entre o povo de Deus na antiga aliança, “surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram” (2Pe 2.1-3; cf. Jd 11-16).

Infelizmente, apesar dos avisos claros das Escrituras, o evangelho da prosperidade possui um enorme e crescente grupo de seguidores. Isso não é difícil de entender, visto que a mensagem apela tão diretamente à nossa ganância natural. Ainda assim, é triste e desconcertante ver que tantas pessoas permanecem no movimento por um longo tempo, até mesmo por toda a vida, uma vez que os pregadores não são capazes de cumprir suas promessas.

A psicologia do evangelho da prosperidade

Por que o evangelho da prosperidade é tão atraente? Como ele ganha e mantém seguidores? Eu recentemente conversei com um irmão que esteve envolvido no movimento por 10 anos, que lançou alguma luz sobre a psicologia do evangelho da prosperidade.

    1. Um deus facilmente manipulado

O evangelho da prosperidade é atraente porque nos oferece um deus facilmente manipulado. Apesar dos ataques dos ateístas militantes nas últimas décadas, o homem não pode eliminar do seu coração a ideia de Deus, porque Deus deixou evidências de sua presença em toda a criação e deu ao homem a capacidade de entender essa evidência (Rm 1.18-21). O que torna o evangelho da prosperidade atraente para o homem caído é que ele parece colocar Deus do seu lado, eliminando o obstáculo da sua santidade e soberania.

O deus desses evangelistas não é aquele revelado nas Escrituras, de quem devemos nos aproximar segundo as condições que ele estabeleceu. Em vez disso, o deus deles é uma combinação do gênio da lâmpada de Aladim com um psiquiatra todo-poderoso, que pode ser facilmente manipulado através de ofertas e “palavras de fé”.

    1. Culpa e ganância

Segundo, o evangelho da prosperidade atrai as pessoas porque ele cria um ciclo de culpa e ganância. Quando as ofertas de riquezas ou saúde demoram para se materializar, as pessoas culpam a si mesmas por sua falta de fé ou por não serem generosas o suficiente. Essa culpa, combinada com a ganância em seus corações, as mantém agarradas às promessas desses falsos evangelistas, assim como o viciado em jogatina volta ao cassino diversas vezes esperando que um dia terá sorte.

    1. Temor religioso

Tais “evangelistas” tendem a inculcar temor religioso em seus seguidores para que eles não ousem questionar “o ungido do Senhor”. Isso impede a capacidade de seus ouvintes de objetivamente analisar o conteúdo da mensagem e a dicotomia evidente entre o estilo de vida deles e o modelo apresentado pelas Escrituras, sobre como o ministro do evangelho deve viver (1Co 4.9-13; 2Co 4.7-11, 11.23-28).

    1. Mordomia traz prosperidade

Outro fator que sustenta a propagação desse falso evangelho é que alguns experimentam, de fato, um grau de prosperidade financeira como consequência de colocar em prática princípios gerais de boa administração que aprendem em tais igrejas. Isso parece confirmar a legitimidade da mensagem que, por sua vez, aumenta a ganância em seus corações, pois “quem ama o dinheiro jamais dele se farta” (Ec 5.10).

Instruções para imunização

Como podemos imunizar nossos ouvintes contra essa ameaça? Eu tenho sete sugestões.

  1. Ensine-os a ler a Bíblia em seu contexto. Os pregadores da prosperidade citam as Escrituras, especialmente o Antigo Testamento, mas negligenciam os contextos geral e imediato dos textos que citam.
  2. Apresente claramente as exigências do evangelho (Mc 1.14-15; At 2.38, 3.19, 26) e o verdadeiro discipulado (Mc 8.38-37; Lc 14.25-33; Fp 1.29).
  3. Inculque neles o espírito dos bereianos (At 17.11). Uma coisa é respeitar a autoridade pastoral (Hb 13.17), mas outra coisa muito diferente é seguir cegamente um líder mesmo quando ele se afasta dos claros ensinos das Escrituras (Rm 16.17-18; Fp 3.17-19).
  4. Pregue sobre as advertências da Bíblia contra a ganância (Pv 23.4-5; Lc 12.15; 1Tm 6.6-10, 17-19; At 13.5-6).
  5. Ensine-os que Deus é bom, sábio e soberano na dispensação de seus presentes. Nem todos os seus filhos serão prósperos e saudáveis deste lado da eternidade, mas todos experimentarão o mesmo amor e cuidado paternal manifestado de diversas maneiras para a sua glória e o bem das nossas almas (Jn 11.3; Fp 2.25-30; 1Tm 5.23).
  6. Ensine-os em como lidar com a tensão de ser um filho de Deus vivendo em um mundocaído (Jn 15.18-21; 17.14-16; At 11.13).
  7. Acima de tudo, apresente Cristo como a pérola de grande valor, que infinitamente ultrapassa em valores qualquer coisa que este mundo transitório possa oferecer (Mt 13.44-46; Fp 3.7-8).

Tradução: Alan Cristie

Fonte:  http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/668/7_Maneiras_de_Combater_o_Evangelho_da_Prosperidade

Os Cristãos e o filme Noé

 

Noé

Por Thiago Schadeck

 

Nos últimos dias os cristãos tem invadido as salas de cinema para assistir o badalado e comentado filme “Noé”. Como os produtores previam, o filme fez muito sucesso e está em destaque absoluto nas redes sociais. Isso se deve ao fato de muitos crentes terem ido ao cinema esperando uma ilustração fiel do que a Bíblia descreve como o fim do mundo, mas ao assistir o filme perceberam que os autores não tiveram qualquer fidelidade às Escrituras e pior, chegaram a beirar a blasfêmia.
Concordo que os cristãos que se sentiram lesados com a história cinematográfica devem, sim, emitir suas opiniões e reclamar, afinal ir ao cinema está muito caro hoje em dia.

O problema começa quando exigimos uma fidelidade bíblica e coerência teológica inconcebível para Hollywood e não temos a mesma atitude com as pregações que assistimos e músicas que ouvimos. Quantas vezes assistimos a uma pregação de uma hora e sequer abrimos a Bíblia, seja por preguiça ou porque o pregador decidiu não utilizá-la?

Abaixo, vou listar algumas frases, que dão título à pregações e em seguida “louvores” que cantamos pensando que estamos agradando a Deus:

“Quem tem promessa de Deus não morre”
Sinceramente, eu gostaria muito de saber quem inventou essa bobagem. Com certeza quem começou com isso nunca leu a Bíblia toda e em especial o capítulo 11 de Hebreus, conhecido como “a galeria dos heróis da fé”. Acho muito difícil que algum cristão nunca tenha lido esse capítulo, pois é um dos mais conhecidos da Bíblia. De qualquer forma, vamos à refutação:

Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. (Hebreus 11:13)

Claro que vai surgir a pergunta: Mas Hebreus 11 fala de pessoas que alcançaram as promessas! Sim, muitos alcançaram o que lhes havia sido prometido, mas isso não significa que todos os que receberam qualquer promessa ficaram vivos para recebê-las.

“Os sonhos de Deus… ”
Essa frase pode se enquadrar tanto em pregações como em músicas. Não sei quem começou com isso, mas uma coisa é fato, essa frase fere um dos maiores atributos de Deus, a sua Soberania! Deus não fica sonhando e torcendo pra que tudo dê certo no final, pois ele sonhou mas não tem qualquer poder para realizá-los.
Isso é um dos pontos do Teismo Aberto ou Teologia Liberal, que defende que Deus não conhece o futuro, que não pode fazer qualquer intervenção, porque criou a terra e o ser humano e os deixou abandonados à sua própria sorte para, quem sabe, se encontrar com ele no final de tudo.

Se lermos o livro de Jó, completo e não apenas os quatro primeiros e o último capítulos, veremos que nas coisas boas e ruins Deus estava no controle e ajudando Jó a perseverar, ele não estava alheio ao sofrimento do seu servo. Vamos ver o que o próprio Jó fala acerca da soberania de Deus:

Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido (Jó 42:2)
 

“O melhor de Deus ainda está por vir”
Essa frase tão dita como motivação quando as pessoas estão passando por alguma dificuldade, afronta brutalmente nosso Senhor Jesus. O melhor de Deus já veio e atende pelo nome de Jesus, o Cristo! Enquanto ficamos esperando o “melhor” de Deus, esquecemos de tudo o que Ele já fez por nós e pela salvação através da graça trazido por Cristo.
Além do desprezo ainda há um outro problema nessa frase, ela pode causar um descontentamento eterno, porque sempre ficamos esperando o melhor de Deus e nunca nos conformamos com o que já recebemos, tendo em vista que sempre há algo melhor da parte de Deus para nós!
Essa frase ficaria mais biblicamente correta se fosse: O melhor de Deus já está pra voltar!

Partindo para o lado musical, teremos de resumir, pois é um campo vasto de bobagens e heresias:

“A minha vitória hoje tem sabor de mel”
A vitória do cristão foi conquistada na Cruz do Calvário, quando Cristo derrotou Satanás e nos comprou com seu sangue, trazendo assim a esperança da salvação aos homens. Tenho certeza que para Cristo a Cruz e a vitória dele não tinham sabor de mel. Em seus últimos dias de vida, Jesus foi traído por um de seus discípulos, outros dez o abandonaram quando ele foi crucificado e antes de morrer, o Pai o abandona para morrer sozinho e pagar pelos pecados da humanidade. Acredito que Cristo não sentiu sabor de mel em sua vitória.

Vejamos as palavras do próprio Jesus acerca dos acontecimentos que teria de passar:

E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai. (Marcos 14:34)
 

“Restitui, quero de volta o que é meu…”
Essa música fez muito sucesso no início dos anos 2000 e até hoje é uma das mais tocadas nas igrejas evangélicas. Eu mesmo comprei o CD e cantei muito, porém se prestarmos atenção na letra veremos que é uma música totalmente egocêntrica e anti-bíblica! Vejamos alguns motivos:

– Nenhum ser humano pode exigir qualquer coisa de Deus. Nós somos os servos e Ele o Senhor. Ele faz o que quer, quando quer e como quer, sem obrigação nenhuma de atender nossas vontades egoístas.

– O que é nosso? Tudo o que temos vem do Senhor. Dele é a terra e a sua plenitude (Salmos 24:1) e porque dele, por Ele e para Ele são todas as coisas (Romanos 11:36). O Senhor, nosso Deus é soberano!

Concluindo, se você exige fidelidade bíblica do filme de Hollywood e gosta desse tipo de pregação ou música, é hora de rever seus conceitos e começar a exigir a mesma fidelidade de si mesmo, buscando conhecer mais o Deus das Escrituras e não o pregado nas igrejas de autoajuda, depois exigir que na sua igreja a Palavra seja pregada em verdade, se baseando somente nas sagradas escrituras e que os louvores exaltem e adorem unicamente a Cristo. Se todos os inconformados com o filme fizerem um pouquinho e mostrar que quer se alimentar de uma palavra pura, sem adicionar modismos ou frases de efeito com certeza teremos uma nova reforma protestante e voltaremos ao Evangelho Puro e Simples de Cristo.

Que Deus te abençoe e que esse texto te faça refletir na sua vida como cristão se tem se apegado a verdade ou ao que te agrada!

 

 

O ABANDONO DAS ESCRITURAS E A APOSTASIA

Por Renato Santiago

OXYGEN Volume 10

Paz seja com todos!

Após alguns anos na caminhada cristã, posso dizer que já vi praticamente todo tipo de loucuras em nome de Deus. Muitas vezes as aberrações doutrinárias partem de pessoas sinceras, que desejam servir a Deus de todo coração e com a melhor das intenções, mas sem direção. Infelizmente vivemos dias em que a sociedade está em declínio moral e espiritual, e isto está atingindo a Igreja de Cristo de maneira avassaladora.  Quem deveria ser “sal da Terra” e “luz do mundo” (Mt 5:13,14) acabou se tornando ínspido e apagado.

Poderia enumerar aqui alguns motivos para isso, mas nesse post gostaria de compartilhar o que penso ser um dos principais fatores que tem contribuído para a apostasia dos dias atuais: a falta de conhecimento das Escrituras Sagradas (principalmente no que tange à Exegese e Hermenêutica).

Normalmente quando uma pessoa se converte a Cristo, uma das primeiras coisas que aprende é que a Bíblia é a única regra de fé do cristão, correto? Sim, correto, mas maioria das vezes não é assim que tem funcionado.

Com a multiplicação de congregações e denominações atualmente, acabou se formando um número excessivo de líderes e pastores sem o devido preparo para o manuseio da Bíblia, contribuindo para o aparecimento e disseminação de doutrinas anti e extra-bíblicas. Ora, se o líder do rebanho não tem a instrução suficiente para manusear a Palavra de Deus,  que se dirá então dos membros? Como será a saúde espiritual de uma congregação que não se esmera em estudar a Bíblia? Não estou dizendo que todos tem que ter acesso à teologia ou seminários, não é isso, mas quem pastoreia um rebanho tem que ter o mínimo de discernimento sobre como interpretar as Escrituras, e poder assim alimentar suas ovelhas com “comida limpa”.

Uma famosa passagem do livro de Oséias reflete de maneira quase profética a situação atual: “o meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento…” (Os 4:6). O próprio Jesus alertou sobre a importância da Bíblia: “Errais não conhecendo as Escrituras e o poder de Deus.”

Por isso posso afirmar sem medo de errar: para a maioria dos cristãos (os evangélicos) de hoje, a Bíblia não é a exclusiva regra de fé de sua vida, a Palavra de Deus escrita não é autoridade máxima sobre pensamentos humanos, pelo menos para essa geração gospel.

“Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, luz para o meu caminho” (Sl 119:105) é um texto muito dito e pouco praticado. A maioria prefere seguir mesmo é a palavra dos homens, gostam de ser enganados, aceitam qualquer coisa, pensam que um pouco de verdade misturada com mentira resulta em uma quase verdade, alguns até costumam dizer que “realmente o pregador falou um monte de besteiras, mas o importante é reter o que foi bom”, ledo engano. Não à toa que Paulo elogiou os bereanos, afirmando que eles foram mais nobres que os tessalônicos simplesmente pelo fato de terem o hábito de consultar as Escrituras para ver se as coisas eram assim (At 17:11).

Se as pessoas amassem a  Palavra de Deus de verdade, não aceitariam tanta palhaçada em nome de d’Ele, não seriam tão facilmente levadas por todo vento de doutrina, não seriam tão facilmente enganadas pelos lobos devoradores (Mt 7:15), não acreditariam em falsas revelações, não seriam levadas por ondas de avivamento que só fazem as pessoas desmaiar e agir como loucas mas não produz nenhum fruto de arrependimento. A Bíblia não erra, devemos crer nela, somente nela como regra de fé.

Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).

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Por exemplo: é  comum vermos a influência do judaísmo no meio cristão, igrejas adotam festas e costumes judeus como se Deus estive se agradando disso. Pensam que adornar o templo com réplicas de utensílios do Tabernáculo tem algum valor espiritual, entram e saem de seus corredores carregando cópias da Arca da Aliança buscando simbolizar a presença de Deus (como se a presença do Senhor precisasse ser simbolizada na Nova Aliança), não imaginam que assim estão recosturando o véu, estão cuspindo na cruz de Cristo, se lessem o livro de Gálatas e entendessem o que ele diz, talvez saberiam que a Lei se cumpriu em Cristo, que não se remenda roupa velha com pano novo. Saberiam que o Cristianismo é superior ao judaísmo. Infelizmente, estes não conhecem a suficiência da cruz de Cristo, precisam de novidades, de símbolos, de entretenimento. Se conhecessem a Graça e a Liberdade que há em Jesus, não se tornariam macumbeiros travestidos de “cristãos”, inventando seus “atos proféticos” que não tem valor algum para o Reino.

Em vão porém me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Mc 7:6).

Se realmente entendessem através das Escrituras que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem (Hb 11:1) não teriam aderido tão facilmente ao misticismo idólatra da utilização de objetos ungidos, dando a desculpa esfarrapada de que são “pontos de contato”, na verdade são incrédulos, assim como foi Tomé, por que precisam ver, precisam apalpar para crer. Muitos andam como quem procura cartomantes, horóscopos, buscam revelações em pastores, “profetas”, adivinhos, fazendo um típico sacerdócio papal, onde o guru espiritual é dono da última palavra, e todos dizem amém.

Sabe por que acontece isso? Por que sua fé não está firmada sobre a rocha, mas é como uma folha de bananeira que balança para o onde vento sopra. Não tem consistência.

Se conhecessem o sumo-sacerdócio de Cristo, se entendessem a obra da Cruz, saberiam que o véu se rasgou de alto abaixo e abriu-se assim um acesso entre aquele que crê e o próprio Deus, não necessitando de nenhum mediador na Terra, pois Jesus é o único mediador entre Deus e o homem (I Tm 2:5). Mas não, muito viajam milhares de quilômetros para receber uma oração do pregador que viram na TV, um “ungido”, quase um Messias, pois a oração dele vai mudar a vida daquele que crê, e se vier acompanhada de uma “semente” (financeira) aí que os encostos não resistirão mesmo a tamanha fé! Será?

Acham um absurdo a idolatria católica com suas procissões infindáveis, mas se espremem em shows góspel, andam quilômetros em “marchas para Jesus” usando suas camisas com nomes de artistas atrás de lideres que só fazem politicagem, fazem fila para conseguir um autógrafo de seu cantor góspel favorito (e ai daquele que criticar os astros góspel, mesmo que suas canções sejam um poço de besteirol), ah, mas os católicos é que são idólatras, nós não somos, afinal de contas colocamos a Palavra góspel, aí fica tudo numa boa.

Falta Bíblia, falta ler, estudar e praticar. Servir a Deus é simples, em resumo é abandonar o pecado e viver segundo a Palavra de d’Ele, o Evangelho é simples, mas vivê-lo exige renúncia, exige abandonar o “eu” e levar minha cruz, amar o próximo, perdoar, andar na contramão do mundo, mas acreditar nisso pra que? Se o pastor da televisão disse que Jesus morreu na cruz para que eu fosse rico, feliz e saudável, e ainda provou essa tese ao exibir vários testemunhos de “vitória financeira”, ora ora, é isso que eu quero!!! É claro que eu creio, estou vendo!!!! Dizem.

É necessário voltar às Escrituras,  Jesus se revelou a nós através da Bíblia e o Espírito Santo nos guia a toda a verdade, precisamos incentivar a leitura e o estudo da Palavra de Deus em nossa casa, na igreja, precisamos ser corajosos como Lutero, romper com os dogmas humanos e enfrentar as influências demoníacas nas mentes das pessoas, através de oração, da pregação do Evangelho da Cruz.

A Bíblia é a Palavra de Deus, é nosso escudo, é uma espada contra as artimanhas de Satanás, nossa fonte de conhecimento de Deus, de sabedoria. É a Revelação escrita do amor de Deus derramado em Cristo Jesus, é um tesouro, uma fonte inesgotável de vida. Ame-a, esmere-se em buscar conhecer mais a Deus, procure viver Seus princípios, e desfrute da maravilhosa Graça que Ele nos concedeu.

“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (I Tm 4:1)

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2:15).

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (II Tm 3: 16,17).

Carta de Campina Grande – O compromisso da Igreja com o Evangelho Genuino

Na noite de encerramento do 16º Encontro para a Consciência Cristã, nesta terça-feira (04/03/2014), todos os 32 preletores do evento lançaram um documento, a “Carta de Campina Grande”. Nele, os palestrantes reafirmam e reasseguram o seu compromisso com o genuíno Evangelho de Cristo, sua defesa e sua pregação por todo o Brasil e todo o mundo.
 
Nós, do Pregando a Verdade, concordamos em 100% com essa carta e assumimos o compromisso de buscar viver esse evangelho com todas as nossas forças! Continuar lendo

OS 10 PRINCIPAIS ERROS DE UMA PREGAÇÃO NEOPENTECOSTAL

 

Antes de qualquer coisa gostaria de afirmar que acredito que boa parte dos pastores neopentecostais  amam a Cristo e desejam de servi-lo com integridade, honestidade e compromisso. Entretanto, em virtude do desconhecimento das Escrituras, além é claro de não terem sido qualificados para a pregação, cometem erros que muitas das vezes contribui com a maculação da mensagem. Nessa perspectiva não são poucas as ocasiões em que os pregadores neopentecostais erram feio passando aos seus ouvintes percepções equivocadas das Escrituras Sagradas.
Isto posto, gostaria de elencar aquilo que considero os 10 principais erros de uma pregação neopentecostal:

1-) Alegorização das Escrituras

Uma das principais características do pregador neopentecostal é o uso de alegorias em seus sermões. É comum por exemplo observamos muitos dos pastores neopentecostais dizendo aquilo que as Escrituras não ensinam. Outro dia eu ouvi um “Apóstolo” ensinando que os Jebuseus, heteus e amorreus (Dt 7:01; 20:17; Js 3:10) simbolizam, o diabo, a carne e o mundo. Para o pregador em questão toda vez que a bíblia faz menção aos amorreus, (Marcos 2: 3-12) significa que Deus deseja a morte do “eu”. Noutra ocasião soube de um pregador que ensinou que os amigos do paralítico curado por Jesus simbolizavam, amor, compaixão, misericórdia e companheirismo.
Caro leitor,  por favor pare e pense: não é isso que a Bíblia ensina não é verdade? O pregador poderia até dizer que os amigos do paralítico agiram com amor, compaixão, misericórdia, companheirismo e muito mais. Todavia, afirmar que os quatro representavam isso é demais da conta, não é mesmo? Quanto aos amorreus é uma forçação de barra  descomunal. Dizer que estes simbolizavam a morte do “eu” é demonstrar nenhum conhecimento de hermenêutica e exegese.
Alegorizar as Escrituras é um método de interpretação muito perigoso. O reformador alemão Martinho Lutero foi um grande defensor do método literal, em contraposição ao método alegórico que predominou na idade média.  Lutero dizia:  “As escrituras devem ser mantidas em seu significado mais simples possível e entendidas em seu sentido gramatical e literal, a menos que o contexto claramente o impeça”. João Calvino como Lutero, também rejeitava a interpretação alegórica das Escrituras. O reformador francês ressaltava o método histórico e gramatical, a natureza cristológica, o ministério esclarecedor do Espírito Santo e o correto tratamento das tipologias no Antigo Testamento

2-) Ausência de uma hermenêutica Bíblica

Um dos maiores problemas dos pastores neopentecostais  é a falta do conhecimento das regras da Hermenêutica Bíblica para a pregação da Palavra. Em virtude disso  é extremamente comum ouvirmos absurdos, que, muitas vezes, acabam causando enormes contradições doutrinárias e até mesmo as famosas “heresias de púlpito”.
A expressão Hermenêutica provém da palavra grega “hermeneutike” que, por sua vez, se deriva do verbo “hermeneuo“, significando: a arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos. Segundo a história Platão, foi o primeiro a utilizar essa palavra. A hermenêutica forma parte da Teologia exegética, ou seja, a que trata especificamente da interpretação das Escrituras.À luz desta afirmação gostaria de levá-lo a refletir comigo sobre os princípios hermenêuticos usados por Calvino:1º – Calvino Renunciou a alegorias  entendendo serem elas armas de deturpação do sentido das Escrituras.
2º   Calvino costumava enfatizar o sentido literal do texto.
3º   Ele acreditava que o ministro deveria ser inteiramente dependente da operação do Espírito Santo para a correta interpretação da Bíblia.
4º   Ele valorizava o estudo das línguas originais para melhor compreensão do ensino sagrado.
5º   Ele cria numa tipologia equilibrada, evitando impor a textos vetero-testamentários simbolismos que eles não suportam.
6.   E por fim ele acreditava que a melhor forma de se interpretar a Bíblia é a própria Bíblia.

3-) Exagero nas expressões coloquiais e chavões eclesiásticos

Uma das práticas pentecostais mais comuns é uso de chavões. Confesso que ouvir alguns dos nossos pastores pregando é um verdadeiro desafio. Se não bastasse o constante atentado ao vernáculo, suas mensagens estão repletas de expressões e chavões. É comum em meio às pregações ouvirmos: “Este varão é canela de fogo. Aquela irmãzinha que caiu no rétété. Deus desenrolou o mistério pro vaso? Eita manto, né? Não dá mole não que o chicote queima irmão! Ah! graças a Deus que eu conquistei a minha rebeca! Sim, porque jovem solteiro é treva, irmão! Tá amarrado! A abençoada é uma jovem crente! Consegui fugir dessa Jezabel que era laço! Julgo desigual não vale! É benção. Misericórdia! Oh glória! Somos cabeça, não cauda. Determine a benção! Quando eu era do mundo… Queima! Geração apostólica. Amém ou não amém? E diga  para a pessoa que está ao seu lado. Repita comigo! Pois é, em pregações deste tipo se gasta muito mais tempo usando os jargões evangélicos do que se proclamando a Palavra de Deus. Na verdade, boa parte dos pastores demonstram ao longo da aplicação da mensagem um completo despreparo teológico, optando assim escancaradamente pelo uso invariável de chavões.Isto posto, é impossível não nos lembrarmos de homens como o Dr. Martin Lloyd-Jones. Nos cultos que pregava, centenas de pessoas eram atraídas pela pregação expositiva da Palavra de Deus. O doutor, como era chamado, levava muitos meses, até mesmo anos, a expor um capítulo da Bíblia, versículo por versículo. Os seus sermões muitas vezes duravam entre cinquenta minutos e uma hora, atraindo muitos estudantes das universidades e escolas em Londres que encantados ficavam com a pregação do evangelho.Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.

4-) O uso e a miscigenação de textos bíblicos com textos bíblicos fora de contexto

Essa é uma prática muito comum entre os pregadores neopentecostais. Para fundamentar sua teologia os pastores em questão misturam textos variados usando-os fora de contexto para justificar seus ensinos equivocados. Nessa perspectiva por exemplo é comum o pregador neopentecostal ao ensinar sobre sobre um determinado assunto usar versos isolados das Escrituras, misturando-os segundo seu próprio entendimento, criando assim distorções doutrinárias das mais sérias. O interessante é que dificilmente você encontrará um pregador neopentecostal pregando as Escrituras de forma expositiva, até porque, se pregasse expositivamente ele não teria como sustentar seus ensinamentos.

5-) A forte ênfase na satisfação das necessidades humanas

Uma das principais ênfases da pregação neopentecostal é a satisfação das necessidades humanas. O púlpito neopentecostal não fala do pecado, das consequências dele, da salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, bem como das doutrinas fundamentais a fé cristã. Antes pelo contrário, no púlpito neopentecostal não há espaço para as doutrinas da graça, mesmo porque o foco principal do pastor neopentecostal é satisfazer o cliente.
Caro leitor, se fizermos uma análise dos cultos neopentecostais chegaremos a conclusão que boa parte do tempo da reunião é focado exclusivamente no homem e em suas necessidades.

6-) Foco constante em autoajuda e no bem estar humano

Os púlpitos neopentecostais  estão repletos de pregadores que abandonaram a exposição das Escrituras em detrimento a técnicas de autoajuda. Nessa perspectiva é comum encontrarmos nas homilias neopentecostais ênfases quase que exclusivas na satisfação humana, para tanto, tornou-se comum por parte dos pastores neopentecostais o uso de técnicas de psicologia e psicanálise em suas homilias. Pois é, a impressão que tenho é que alguns pregadores em nome da “satisfação humana” abdicaram da mensagem da Cruz tornando-se   mestres de autoajuda, afagadores do ego. 7-) Ausência das principais doutrinas cristãs como salvação pela graça, perdão de pecados e vida eterna
O pregador neopentecostal não prega sobre as principais doutrinas do Cristianismo. No púlpito neopentecostal não encontramos qualquer tipo de menção a doutrinas como Salvação pela graça, Imputação de pecados, volta de Cristo, destino eterno dos homens, juízo final e muito mais.

8-) Foco em riquezas e prosperidade

O pregador neopentecostal não tem outro tipo de pregação a não ser aquela que foque em  prosperidade, riqueza material e sucesso. No púlpito neopentecostal tudo está relacionado ao aqui e agora, e  o foco da mensagem é a satisfação humana. Para o pregador neopentecostal o que mais importa é a bênção de Deus sobre todos aqueles que invocarem poderoso nome do Senhor.

9-) Ausência do Evangelho

No púlpito neopentecostal prega-se tudo menos o evangelho. Nessa perspectiva dificilmente encontramos o pregador pregando sobre pecado, arrependimento, fé e necessidade de salvação. A mensagem do Evangelho para o pregador neopentecostal relaciona-se diretamente as bênçãos de Deus e nunca a necessidade de arrepender-se de salvação e vida eterna. 10-) A super valorização do poder do diaboAlguns pregadores neopentecostais enxergam o diabo em tudo. Os pastores em questão construíram em suas mentes a ideia de que a vida é um grande conflito entre forças opostas.
O Movimento neopentecostal tem contribuído efetivamente com a propagação deste conceito, concedendo a Deus e o diabo; pesos idênticos. Para estes, a vida é uma grande trincheira, onde satanás e o nosso Deus lutam de igual para igual pelas almas da humanidade. Esta afirmação aproxima-se em muito da antiga heresia conhecida como maniqueísmo que ensinava que o universo é dominado por dois princípios antagônicos e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, o Diabo ou o mal absoluto. Infelizmente por considerar o bem e mal, como forças idênticas em peso e poder, os pregadores desta doutrina rejeitam a soberania de Deus sobre o inimigo de nossas almas.
Caro leitor, as Escrituras Sagradas em momento algum nos mostram um mundo dualista onde bem e mal protagonizam batalhas pirotécnicas cujo final é imprevisível. Antes pelo contrário, ainda que a Bíblia nos mostre as ações ardilosas de nosso inimigo, os quais não devem ser desprezadas, ela jamais trata do diabo como alguém que tem poder para se opor a vontade soberana de Deus.
Por favor, pare, pense e responda: Quem está regendo os acontecimentos na terra, Deus ou o diabo? Quem reina majestosamente no céu, Deus ou o diabo? Quem a Bíblia diz que estabelece e destitui reis, conforme a sua soberana vontade?
Ora, a visão de Deus reinando de seu trono é repetida nas Escrituras inúmeras vezes (I Rs 22.19; Is 6.1; Ez 1.26; Dn 7.9; Ap 4.2). Na verdade, os muitos textos bíblicos possuem a função de nos lembrar em termos explícitos, que o SENHOR reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos. O senhorio de Deus é total e nem mesmo o diabo pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos.
Os neomaniqueistas sem que percebam rejeitam o governo de Deus na história, fundamentando sua fé em achismos e impressões absolutamente antagônicas ao ensino bíblico. Nas doutrinas neomaniqueistas, Caim virou Vampiro, portais dimensionais se abriram, trazendo a tona lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Além disso, batalhas hercúleas são travadas a cada dia no mundo espiritual por Deus e o diabo, demonstrando assim o “quão forte e poderoso é o inimigo de nossas almas”.
Caro leitor, Jesus Cristo é o libertador e rei triunfante, é o autor e consumador de nossa fé, o Senhor da gloria. Sobre ele satanás não teve controle, nem tampouco poder. Através da morte na cruz , Cristo quebrou as forças opressoras do diabo, transportando-nos graciosamente para o Reino de Deus Pai. A guerra já foi vencida! Louvado seja o seu santo nome por isso! Satanás não tem poder sobre os eleitos de Deus! Somos de Cristo, e com Cristo viveremos por toda eternidade!

Extraído do blog do Pr. Renato Vargens:  http://renatovargens.blogspot.com.br/2013/10/os-10-principais-erros-de-uma-pregacao.html

Deus tem uma porta aberta para você!

porta aberta

A paz do Senhor!

Hoje quero falar um pouco sobre um versículo muito conhecido e descontextualizado de Apocalipse 3:8:
Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar;

Via de regra, quando esse texto é lido, na sequencia começa uma rajada de promessas e profecias de que Deus abriu uma porta de emprego, prosperidade sem medida, que aquilo que Deus preparou pra te dar ninguém pode impedir. Colocam esse versículo em um contexto de toda sorte de bens materiais e sequer tem o cuidado de analisar o que o texto quis dizer.

Quando João, orientado pelo Senhor escreve o Apocalipse, ele mostra a glória de Cristo ressurreto ao lado do Pai. Em Apocalipse, o Cristo de Deus é apresentado como o vitorioso e não por acaso, Ele triunfou na Cruz e nos deu a salvação eterna. Logo, seria pouco provável, para não dizer impossível, o próprio Jesus prometer bens materiais ou um emprego melhor. Ele não morreu na Cruz do Calvário para isso!

Quando Cristo manda João escrever a igreja de Sardes, que tinha uma porta aberta para eles, dizia de si mesmo. Cristo é a porta que nos conduz à salvação e isso não pode ser revogado. Foi conquistado através de sua morte na Cruz e não há como alterar a verdade desse fato.

Vejamos alguns versículos que apontam para a ideia de que Jesus, o Cristo é a nossa porta para a salvação:

Cristo é a porta das ovelhas, que nos leva à salvação da alma

Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. João 10:7-9

Cristo é a porta estreita, que conduz à vida

Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Mateus 7:13-14

Um dia essa porta se fechará

E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. Mateus 25:10

A parábola das dez virgens, tratada acima, mostra que na ocasião da volta de Jesus, algumas igrejas deixaram de cumprir a vontade do Espírito Santo e por isso não estavam prontas para a eternidade. Quem busca satisfazer suas vontades, viver bem sobre essa terra, ouvir os falsos profetas que só sabem alimentar os orgulhosos certamente deixará o Espirito Santo em segundo plano.

Cristo é a certeza de nossa salvação, pois Ele é o nosso mediador e advogado diante do Pai, o único Caminho que nos religa a Deus e garante a vitória daqueles que entram por Ele.

Que Deus te abençoe!

O que é neopentecostalismo?

 

Tanto o Pentecostal como o Neopentecostal são definidos por sua teologia. É a teologia que caracteriza a identidade de cada um, por isso, o melhor é analisarmos historicamente e teologicamente a trajetória dos dois grupos cristãos.Os pentecostais

O movimento pentecostal surgiu nos Estados Unidos em Topeka, Kansas, no início do século XX. Influenciado pelo movimento pietista de comunhão com Deus através do estudo das Escrituras, movimento este que teve início em 1635.  Charles Parham fundou uma escola com a finalidade de estudar a Bíblia e buscar o avivamento de Atos capítulo 2. Um de seus estudantes, chamado Seymour passou a promover reuniões, em casas da cidade e, no dia 6 de abril de 1906, numa dessas reuniões, um menino de 8 anos falou em línguas, seguido de outras pessoas. Iniciava-se, assim, pelo menos formalmente, o movimento pentecostal.

Ênfase Teológica

No início do século XX, o pentecostalismo passou a enfatizar o batismo no Espírito Santo como revestimento de poder; as línguas estranhas como evidência da manifestação do Espírito Santo no crente; a manifestação dos dons espirituais. Numa das reuniões de Seymour, em Los Angeles, estava presente o pastor de uma igreja batista em Chicago, W. H. Durham, que também falou em línguas. No Brasil, o pentecostalismo está diretamente ligado ao movimento de Los Angeles, pois foram dois missionários deste movimento que trouxeram para o país o pentecostalismo. Daniel Berg e Gunnar Vingren, discípulos de Durham, em novembro de 1910. Eles chegaram ao Brasil convictos de que Deus os enviara a pregar a mensagem cristã a esta grande nação. Em junho de 1911, organizou-se em Belém do Pará, à Rua Siqueira Mendes, nº 67, a primeira Igreja de Fé Pentecostal no Brasil, primeiramente sob o título de “Missão de Fé Apostólica”, alterado em janeiro de 1918 para “Assembléia de Deus”, por Convenção realizada em Chicago, EUA.

Os Neopentecostais

Segundo Ricardo Mariano, em Neopentecostais – Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil, (citado na revista Compromisso, 1º trimestre de 2003, págs. 79-80), o movimento pentecostal brasileiro se divide em três ondas:

A primeira onda é o chamado “Pentecostalismo Clássico”, da Rua Azuza no início do século XX.  A segunda onda é conhecida por “deutero-pentecostalismo” ou “pentecostal neoclássico”, movimento de cura divina do início da década de 50. Por fim, a terceira onda: “neopentecostalismo”, tendo suas origens na segunda metade da década de 70. Os precursores do movimento neopentecostal (Edir Macedo, R. R. Soares e Miguel Ângelo) saíram da Igreja de Nova Vida, do missionário canadense, naturalizado norte-americano, Robert McAlister, e fundaram as primeiras igrejas neopentecostais em solo brasileiro: Igreja Universal do Reino de Deus (1977), Internacional da Graça de Deus (1980) e Cristo Vive (1986). Ao lado destas três primeiras igrejas, encontramos ainda outras comunidades que se originaram de outras denominações tradicionais.

Expoentes e raízes teológicas

Dois nomes bastante influentes na teologia neopentecostal, com certeza são: Essek William Kenyon e Kenneth Hagin.

1. KENYON. Nasceu em 24 de abril de 1867, em Saratoga, Nova York, EUA, falecendo aos 19 de março de 1948, ele tinha pouco conhecimento teológico formal. “Kenyon nutria uma simpatia por Mary Baker Eddy” (Gondim, p. 44), fundadora do movimento herético “Ciência Cristã”, que afirma que a matéria, e a doença não existem. Tudo depende da mente.

2. KENNETH HAGIN. Discípulo de Kenyon. Nasceu em 20 de agosto de 1917, em McKinney, Estado do Texas, EUA. Sofreu várias enfermidades e pobreza; diz que se converteu após ter ido três vezes ao inferno (Romeiro, p. 10). Aos 16 anos diz ter recebido uma revelação de Mc. 11: 23,24, entendendo que tudo se pode obter de Deus, desde que confesse em voz alta, nunca duvidando da obtenção da resposta, mesmo que as evidências indiquem o contrário. Isso é a essência da “Confissão Positiva”.

Estes dois são os pulverizadores da teologia neopentecostal não apenas no Brasil, mas em toda América, misturaram teologia com gnosticismo e criaram uma estrutura teológica que encontrou solo fértil num país como o nosso; que é de terceiro mundo e sofre com questões básicas como saúde, falta de moradia, segurança, entre outras.

Teologia dos Neopentecostais

1. Teologia da prosperidade: A teologia da prosperidade, defendida pelos neopentecostais, afirma que um cristão verdadeiro e fiel a Deus, tem o direito de obter a felicidade integral, pode exigi-la, ainda durante a vida presente sobre a terra.

2. Confissão positiva: Confissão positiva é um título alternativo para a teologia da forma da fé ou doutrina da prosperidade promulgada por vários televangelistas “a expressão “confissão positiva” se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão”.

3. Maldições hereditárias: Chamada também de Quebra de Maldições, Maldições Hereditárias, Maldição de Família e Pecado de Geração. Pode ser definida como: A autorização dada ao diabo por alguém que exerce autoridade sobre outrem, para causar dano à vida do amaldiçoado. A Bíblia ensina que a responsabilidade do pecado é pessoal: Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que tendes vós, vós que, acerca da terra de Israel, proferis este provérbio dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram? Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR DEUS, jamais direis este provérbio em Israel (…). Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá (Ez. 18: 1-4).

4. Possessão de crentes: Os pregadores neopentecostais tem uma cosmovisão que dá lugar à crença na possessão de crentes por demônios. Essa crença fica clara no livro Orixás, Caboclos & Guias: Deuses ou Demônios (pgs. 101-104) no capítulo “Crentes endemoninhados?” – Macedo afirma claramente que o capítulo é fruto de sua observação: “Este capítulo não existiria se eu não tivesse visto constantemente pessoas de várias denominações evangélicas caírem endemoninhadas, como se fossem macumbeiras, ao receberem a oração da fé”. O Bispo Macedo não oferece nenhum texto bíblico como argumento para comprovar tal doutrina. Apenas fez “uma observação”.

O culto neopentecostal

A Bíblia nos apresenta um modelo de culto que é a adoração a Deus na pessoa de Cristo. Portanto, Cristo é o centro do culto, tudo deve girar em torno dEle e para Ele (Hebreus 10: 19-25).
Não é o que vemos num culto neopentecostal, onde o homem passa a ser o centro (antropocentrismo) do culto, tudo é para o homem (letras dos hinos, mensagens proferidas, testemunhos e outros) e feito na intenção de satisfazer esse homem. Isto não é bíblico, por atraente e satisfatório que pareça, não é para o homem que prestamos culto e sim para Deus. É quando prestamos culto a Deus que somos confrontados com nossa realidade, e descobrimos que somos carentes da graça de Deus. Neste momento Ele nos edifica e restaura; num culto antropocêntrico não existe espaço para Deus.

Outras práticas do culto neopentecostal

Hoje observamos práticas que eram comuns na Idade Média onde o catolicismo se utilizava de objetos ditos sagrados (posse de relíquias; unção e santificação de objetos; água benta; pedaços da cruz de Cristo; bulas papais etc.) para efetuar cura e absolvição de pecados. Essas mesmas práticas, os cristãos brasileiros, até a década de 70, só as viam nos cultos sincretistas afro-brasileiros (banhos sagrados, uso de rosas vermelhas, sal grosso, entre outras). É de assustar quando vemos igrejas neopentecostais usarem práticas e objetos ( copo d’água, rosa ungida, sal-grosso, pulseiras abençoadas, peças de roupas de entes queridos, óleos de Jerusalém, águas do rio Jordão, trombetas de Gideão, cajado de Moisés, cultos de descarrego etc.) como na Idade Média e no sincretismo brasileiro, em seus cultos. Esses objetos acabam servindo de mediação entre o homem e Deus. O perigo é que a Bíblia nos apresenta Cristo como sendo o único mediador entre Deus e o homem (I Tm. 2:5; Hb. 9:15; Hb. 12:24).

A evangelização dos neopentecostais

Jesus nos ordenou a pregar o Evangelho a todas as criaturas (Mt. 28: 19-20), a mensagem deve levar o ouvinte a crer no Senhor Jesus Cristo e a se arrepender e confessar os seus pecados, para obter a salvação (Rm. 10:10). O que vemos na evangelização neopentecostal é uma mensagem onde a pessoa é levada a satisfação do bem estar pessoal e não a uma mensagem de confissão para o perdão; isto é proselitismo e não pregação do Evangelho. Proselitismo é quando uma pessoa faz adesão a uma religião não por fé, mas por costume. Isto era o que Israel fazia com as pessoas que não eram cidadãos israelitas, mas que queriam professar a mesma crença; esta pessoa passava pelo ritual da circuncisão e assim se tornava israelita.

Conclusão:

Devemos firmar o compromisso de que a Bíblia é nossa única regra de fé e prática, portanto, nossa conduta eclesiástica deve se pautar na revelação divina, não devemos copiar ou aderir à práticas que não são aceitas pelo nosso presbitério. Sejamos fiéis primeiro àquele que nos chamou e que nos colocou como servos seus, para cuidar do seu rebanho. Não temos o direito de transformar a Igreja de Cristo em uma comunidade com objetivo e propósitos diferentes dos ensinados pelo Senhor da Igreja.

Comentários

O crente é santuário do Espírito Santo: Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo (I Co. 6: 19-20).

O Espírito Santo tem zelo por nós: Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes? (Tg. 4:5)

O crente é propriedade peculiar de Deus: Em que também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança até ao resgate da propriedade, em louvor da sua glória (Ef. 1: 13-14).

Jesus é o mais que valente que tomou posse da propriedade (Lc. 11: 21-22), portanto em Cristo estamos seguros.

Fonte:  http://blogdopcamaral.blogspot.com.br/2011/03/o-que-e-neopentecostalismo.html

Igreja do Século 21 – Rica e Falida

Igreja RicaPor Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Desde 1.517, quando Martinho Lutero, enfim, conseguiu consumar o que ficou conhecido como “a Reforma Protestante” a Igreja Evangélica não passa por uma crise tão grande quanto essa do século 21. A Igreja de nossa época consegue algo aparentemente impossível: Ser rica e falida ao mesmo tempo.
Segundo as estatísticas do IBGE, os evangélicos já ultrapassam a marca dos 30 milhões, mas de modo geral, somos pouquíssimo representativos. Não temos uma voz ativa na nação, na política, nas ações sociais. Tudo o que temos são algumas pessoas engajadas em projetos isolados, que não contam com a ajuda da Igreja.

No Brasil, não há como definir o que significa “Igreja Evangélica”, pois essa “instituição” não passa de um sem número de denominações com idéias diferentes, teologias diferentes, maneiras diferentes de buscar a Deus e que pouco se esforça para aumentar ou gerar comunhão entre si.
Deixo claro que há valores inegociáveis, como uma pregação bíblica, a centralidade de Cristo no culto, a Soberania do Senhor, a inerrância das Escrituras, dentre outras coisas. Porém, por outro lado, existem práticas que não ferem a minha comunhão com Deus e devemos respeitar e nos esforçarmos para vivermos em comunhão, a pesar das diferenças.

Provavelmente a Igreja do século 21 ouviria de Jesus a mesma coisa que Ele disse á Igreja de Laodiceia:

Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Apocalipse 3:20

Notemos que essa Igreja deixou Cristo do lado de fora por se achar auto-suficiente. Eles se gabavam por estarem enriquecendo, de não ter mais necessidades materiais e que podiam desfrutar dos bens desta terra.
Ao dizer que essa Igreja não era nem fria e nem quente, Cristo deixou bem claro de quão irrelevante ela era. A Igreja do século 21 é exatamente igual a de Laodiceia, constrói templos enormes, que mais se parecem com palácios, paga fortunas por horários em TV e Rádio para pregar que em sua denominação é que Deus opera e vai realizar tdos os nossos desejos, até mesmo os mais esdrúxulos.
Muitas,  para não dizer a maioria, das denominações foram fundadas sem nenhuma direção de Deus, depois de uma briga por poder. Nesse caso, a pessoa sai, se auto consagra pastor, leva alguns membros de sua igreja antiga consigo e monta uma igreja  que funciona em torno de si. O que é dito de púlpito é lei, quem não se enquadrar à cartilha que a igreja prega é tido como herege, arruaceiro, endemoninhado – ainda que esteja corrigindo o povo através da Bíblia.
Só no Brasil existem mais de 12 mil apóstolos que na grande maioria – note que não coloco todos no mesmo balaio – são homens egocêntricos que acharam o título de pastor pequeno demais para eles e quiseram subir mais um patamar. Homens que diante de sua congregação são as bocas de Deus e que toda a revelação, necessariamente,  vem por eles. São considerados infalíveis por seus liderados, tal qual o Papa na igreja Católica. Nas igrejas dirigidas por pessoas com esse perfil, a leitura e estudo da Bíblia são colocados em segundo plano e desincentivados, pois se as pessoas souberem demais, poderão fazer perguntas constrangedoras ou até mesmo se levantar contra os falsos ensinos.

Por outro lado, ainda existe a Igreja séria, onde todo louvor, honra e glória é dada a Deus, o nosso Senhor. Igrejas essas que tem seu crescimento vagaroso, porém consistente. Os membros não são apenas mais um número, mas peças importantes no plano da Salvação, pessoas que serão discipuladas pela Palavra de Cristo e que aprenderão a ser imitadores de Cristo.
Nessas Igrejas o caixa nunca tem dinheiro sobrando, porque tudo o que entra já tem um bom destino no Reino, o pastor não tem salário de executivo de banco, os membros não são coagidos a aceitar tudo o que vem do púlpito, antes são ensinados a analisar tudo e reter o que é bom, a conferir nas Escrituras se o que está sendo pregado é realmente daquela forma.
Como o Senhor falou a Elias que ainda haviam sete mil que não tinham se dobrado à Baal, em nossos dias, o Senhor também tem separado para Si um povo que não se corrompe com os prazeres e as tentações desse mundo, mas se mantém fiel a Ele.
Mesmo em meio a tanta coisa errada , o corpo de Cristo se mantém incorruptível.
A Igreja – organismo – sempre prevalece na luta contra o inferno, pois o Senhor é quem a defende. Ela passa por muitas lutas e dificuldades, mas entende que essas privações vem do próprio Deus, que usa essas situações para aperfeiçoar a sua fé e ensinar a vontade Dele.

Que esse texto nos traga a reflexão de se a Igreja em que congregamos tem acrescentado algo ao Reino de Deus nessa terra. Se a resposta for não, devemos lutar para mudar a situação, conversar com nosso pastor e demonstrar os erros, apontando soluções. Se nada mudar, ore e peça para Deus te direcionar a uma Igreja séria, que quer viver para a glória de Deus.

Que Deus te abençoe!

 

A entrada triunfal de Jesus – o Rei humilde!

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Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Neste post quero refletir sobre uma passagem maravilhosa do Evangelho: a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém!
O texto bíblico que servirá como base dessa reflexão será Mateus 21:1-10, e utilizarei a versão da NVI (Nova Versão Internacional).

Essa é uma passagem profética, que aponta para o reinado de Cristo. Podemos refletir em alguns pontos do reinado de Cristo no versículo 5.

“Digam à cidade de Sião: ‘Eis que o seu rei vem a você, humilde e montado num jumento, num jumentinho, cria de jumenta’ “. Mateus 21:5

Os judeus não receberam a Cristo como o Messias e isso nos deu o direito de sermos adotados como filhos de Deus (João 1:11), consequentemente, também não o aceitaram como Rei. Neste ponto, não podemos condená-los, pois eles esperavam um rei que fosse guerrear por eles contra todas as formas de opressão, um rei politico, tal como foi Davi.
Hoje em dia, muitos cristãos ainda esperam que Cristo seja esse Rei autoritário, que manda para a forca qualquer um que se levantar contra alguém do seu povo. Querem misericórdia para si e justiça para os outros, quando o que Cristo nos ensinou foi que devemos ser servos e humildes a ponto de perdoarmos e abençoarmos essas pessoas, pois se for da vontade de Deus, eles se tornarão nossos irmãos em Cristo, no momento certo.

Outro ponto que devemos destacar é que Jesus não montou um um cavalo Mangalarga e sim em um JUMENTINHO EMPRESTADO. Infelizmente os pregadores do gospel ostentação não conseguem aceitar isso e insistem em dizer que aquele jumentinho era uma BMW da época. O segundo assunto mais tratado por Cristo em suas mensagem foi o dinheiro, porém sempre alertando para o perigo de torná-lo um deus para si, bem diferente do que vemos hoje. O amor ao dinheiro contaminou muitos líderes e os tem feito levar o povo a buscar a Deus a fim de receber bens materiais e esquecem-se de pregar sobre o reinado espiritual de Cristo e sua vinda que se aproxima. Alias, muitos por buscarem as bençãos materiais, deixaram de acreditar que Cristo virá novamente à esta terra buscar os salvos.

Analisando o evangelho e a vida de Cristo descrita nele, vemos que Cristo foi humilde do começo ao fim de sua vida. Aqui não trato humildade como pobreza, mas como atitudes humildes.

Em Filipenses 2:5-8, Paulo faz a melhor descrição do que é ser um verdadeiro cristão. Devemos imitar o caráter humilde de Cristo, que mesmo sendo Deus veio a esta terra, assemelhando-se a sua criação para salvá-la da condenação provocada por ela mesma e se humilhou de tal forma que se entregou para morrer numa cruz, que era o pior castigo de sua época.
Quando Cristo morre naquela cruz todos os nosso pecados estavam sobre ele e a partir dai Satanás não tem mais qualquer poder para nos acusar, pois Cristo cravou na cruz toda escrita de condenação que era contra nós, e como o Apóstolo Paulo escreve em Romanos 8:1: “Agora já não há mais condenação para os que estão em Cristo”.
Cristo, em toda a sua humildade, se sentou com ladrões, prostitutas, gente de fama duvidosa – para ser simplista, pois eram pessoas que viviam à margem da sociedade.
Dentre seus discipulos tinha um zelote (esquerdista que queria fazer justiça com as próprias mãos), um públicano (cobrador de impostos), tinha um ladrão que se fingia de cristão – o Judas Iscariotes, dentre outras figurinhas.

Quando a mulher entra no banquete e começa a lavar os pés de Jesus com suas lágrimas e secá-los com seus cabelos, o pensamento dos religiosos era: ele não sabe quem é essa mulher para deixar tocar nele! Parecido com alguns pastores de hoje em dia, que só dão atenção aos bons dizimistas e dixam os marginalizados de lado?

Quando Jesus aponta em Jerusalém montado naquele jumentinho, ele deu uma grande lição aos fariseus de sua época, que queriam ser chamados de mestres, serem saudados pelo povo e se assentarem nos melhores lugares dos banquetes, que aumentavam as franjas de suas vestes a fim de mostrar sua autoridade. Esses fariseus se parecem muito com alguns líderes atuais que quando alguém pergunta seu nome, reponde: “Pastor Fulano”. Para outros, o título (bíblico e de grande honra) de pastor ficou pequeno. Querem ser apostolos, patriarcas, reis, anjos e outras besteiras que são extra-biblicos e quem os ortoga para si o faz distorcendo a bíblia.

Temos de aprender a viver e andar como o nosso Senhor andou: Em humildade e serviço.

Com uma coroa de espinhos, se tornou nosso Rei para sempre!

Que sigamos as pisaduras de Cristo e vivamos para louvor e glória dele!

Deus te abençoe!

O valor da Amizade

amizadeO valor a

 

Desde nossos primeiros dias de vida, recebemos influências para fazermos amizades. Geralmente, os primeiros amigos são nossos parentes próximos, como irmãos, primos, filhos de amigos de nossos pais.
Algumas amizades se iniciam na infância e duram até o final da vida, outras começam em certo ponto da vida e duram pouco, outras são tão fortes que nos tornamos mais chegados que irmãos. Quem não tem ou teve um amigo que sabia de coisas que ninguém mais no mundo sabia. Amizades que se tornam verdadeiros laços de sangue e essas são preservadas por anos a fio e nada é capaz de separar.

As amizades são tão importantes que a própria Bíblia trata com clareza sobre o tema, como podemos ver nos versículos abaixo:

Depois dessa conversa de Davi com Saul, surgiu tão grande amizade entre Jônatas e Davi que Jônatas tornou-se o seu melhor amigo. 1 Samuel 18:1

Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão. Provérbios 18:24

Ama o amigo em todo o tempo, que na angustia nasce o irmão. Provérbios 17:17

Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. João 15:15

O próprio Senhor Jesus tinha amigos, eram principalmente os 12 discipulos, entre os doze tinham três mais chegados, e um que era mais chegado de todos, João, que se auto descreveu como o que Cristo mais amava e chegava a reclinar a cabeça em seu peito.

Até mesmo o próprio traidor, Judas iscariotes, foi considerado um amigo até o final. Jesus o chama assim, mesmo no momento que sabia estar sendo entregue à morte.

Jesus perguntou: “Amigo, que é que o traz? ” Então os homens se aproximaram, agarraram Jesus e o prenderam. Mateus 26:50

O apóstolo Paulo fala sobre a amizade em Romanos 12:15 “Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram.“. Chorar com os que choram é facílimo, mas se alegrar com a alegria de outras pessoas é simplesmente ser totalmente cristãos. Cometo a heresia de dizer que esse versículo pode ser traduzido em música, através dos acordes de “A Amizade”, canção do grupo Fundo de Quintal, que diz:

“A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir, somos verdade, nem mesmo esse samba de amor pode nos resumir. Quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso. Valeu por você existir, amigo!”

Encerro esse texto, pedindo que você reflita sobre quem tem sido seus amigos, se eles tem te feito crescer como cristão e como pessoa. As verdadeiras amizades buscam nosso bem e não nos prejudicam. Talvez você tenha considerado amigo, quem te considera apenas colega e isso precisa ser revisto.

Que Deus te abençoe!

 

Corações Frios nos Últimos Dias

coraçao frio

Estou escrevendo este artigo porque tenho visto e ouvido falar de uma crescente frieza na igreja. Muitos que professam serem cristãos estão demonstrando um coração frio na maneira como tratam as outras pessoas. Acredito que a base para um coração frio é a rejeição da sã doutrina bíblica. Quando isso acontece, com o passar do tempo, o pecado e a contemporização entram na vida da pessoa. O resultado final é que o coração dela torna-se muito frio.

Este artigo explorará a questão sobre o aumento da frieza no coração das pessoas dentro da igreja nestes últimos dias. Os versos-chave que usaremos são estes:

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” [Mateus 24:9-12]

Vemos nessa passagem que haverá perseguição e ódio contra o povo de Deus. Os cristãos serão odiados e até assassinados neste mundo sem Deus.

Os problemas no mundo separam as ovelhas dos bodes. No texto referido, vemos que haverá aversão e traição contra os cristãos.

Nos últimos dias surgirão muitos falsos profetas. Homens ímpios aparecerão na igreja para pregar doutrinas heréticas. Infelizmente, muitos serão enganados e seguirão esses falsos profetas. As pessoas que serão enganadas são aquelas que não amam o suficiente a palavra de Deus e não a lêem diariamente.

Finalmente, temos o verso-chave (verso 12) para este artigo. Como resultado dos problemas no mundo, do falso ensino, dos falsos profetas e da enganação, o amor de muitos se esfriará. Isso significa que as pessoas ficarão com um coração frio. O verso 12 diz que a iniqüidade crescerá no mundo. Isso significa que o pecado estará em toda a parte e será socialmente aceito. A sociedade e as pessoas em geral amarão mais as trevas do que a luz. Como conseqüência, os corações ficarão duros e o amor esfriará. Isso pode ser observado no mundo e também na igreja. O mundo está com o coração tão duro que as pessoas matam bebês inocentes no útero materno sem sentir a menor dor de consciência. Em muitos países de ‘primeiro mundo’ é totalmente correto diante dos olhos da sociedade cometer esse assassínio. Os idosos e os doentes terminais estarão em breve na lista da morte. Se os bebês podem ser assassinados, então os doentes e os idosos devem começar a se preparar, pois serão os próximos. Os corações estão ficando muito frios e insensíveis. Os cristãos que vivem no mundo estão rodeados por todos os tipos de pecados e de perversidade. Alguns acabam se desviando e permitem que seus corações esfriem.

A Rejeição da Sã Doutrina

Por que há uma crescente frieza na igreja? A base para um coração frio é o coração que não ama a sã doutrina.

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” [2 Timóteo 4:3-4]

É hora de acordar, pois os dias da rejeição da sã doutrina estão sobre nós! Muitos que professam a fé cristã rejeitaram a verdade e a sã doutrina e preferem ouvir palavras suaves, que agradem aos seus ouvidos. Observe no verso 3 no texto referido que a concupiscência toma o controle da pessoa quando a sã doutrina é rejeitada. Quando a lascívia passa a controlar a vida da pessoa, o pecado entra em sua vida. Quando a pessoa afasta-se da sã doutrina volta-se para o pecado e para a contemporização e um dos frutos resultantes é a frieza no coração.

Permita-me dar um exemplo. Existe nos EUA um movimento chamado Promise Keepers que está promovendo abertamente a união com base em uma falsa religião baseada em obras e em sacramentos – o Catolicismo. Em vez de evangelizar os católicos perdidos, eles estão sendo tratados como irmãos em Cristo. A pedra fundamental do movimento Promise Keepers é a rejeição da sã doutrina. Os homens que participam do Promise Keepers vão aos encontros nesse Clube do Bolinha para cantar e ter comunhão uns com os outros. Como a doutrina não é uma preocupação, eles ficam bravos se alguém se atrever a se opor a esse “movimento de Deus”! Isso significa que os cristãos sinceros que vêem problemas com o Promise Keepers são malvistos em suas próprias igrejas. Como se recusam a participar nesse grande ‘movimento de Deus’, são tachados de criadores de divisões e sem-amor. Na verdade, o problema não está com aqueles que vêem os problemas, mas sim com aqueles que não têm Deus e que não amam a sã doutrina. Lembre-se que um coração frio e a rejeição da sã doutrina andam de mãos dadas.

Outro exemplo é o Reavivamento do Riso, também chamado de Unção do Riso, ou Bênção de Toronto. Já ouvi testemunhos de pessoas que tiveram esse movimento demoníaco em suas igrejas. O pastor e outras pessoas ficaram envolvidos. Existem pessoas cristãs, no entanto, que vêem o perigo desse movimento maligno e se atreveram a falar contra ele. Elas acham estranho e demoníaco quando as pessoas deitam-se no chão e começam a latir como cachorros, rugir como leão, rir descontroladamente, desmaiar ou ter convulsões, como se estivessem sob um ataque epiléptico. Como conseqüência das advertências, esses assim chamados cristãos amorosos no Reavivamento do Riso do inferno ofendem essas pessoas. Muitos cristãos ficaram feridos e foram forçados a deixar esse tipo de assembléia e a procurar outra igreja, após dez ou vinte anos de participação fiel. Esse tipo de coisa está acontecendo hoje e, novamente, a base é a rejeição da sã doutrina bíblica. Quando a sã doutrina é rejeitada, o coração torna-se frio e não aceita a repreensão.

Eis outro exemplo: Todos já ouvimos falar nos mestres da fé que ensinam a nomear e a reivindicar. Eles têm grandes nomes e grandes igrejas, aparecem na televisão regularmente e usam jóias caras. Os pastores da linha ‘nomeie e reivindique’ afirmam ter comunicação freqüente com Deus de alguma forma audível. Segundo eles, Deus lhes dá muitas instruções nas audiências pessoais que têm com o Todo-Poderoso. Infelizmente, o que Deus supostamente lhes diz não se adequa com sua palavra já revelada na Bíblia. Além disso, eles profetizam, supostamente da parte de Deus, mas essas profecias não se cumprem. Na verdade, são falsos profetas que não ouviram palavras de Deus, mas ouviram sim, a palavra do Diabo. Sabe qual é o teste de um verdadeiro profeta de Deus? A pessoa precisa estar 100% correta durante todo o tempo quando fala as palavras de Deus. A penalidade no Antigo Testamento para os falsos profetas era a morte. Atualmente, não matamos mais os falsos profetas, mas existem muitos deles por aí. Os seguidores dos falsos profetas preocupam-se com o falso ensino e com as falsas profecias? Querem saber se esses homens são falsos profetas de acordo com a Bíblia? A resposta é NÃO. Esses homens são enganadores e enganam a muitos! Quando um cristão que ama a Deus e a sã doutrina adverte, os seguidores do profeta geralmente ficam irados e respondem com ofensas. As pessoas de coração frio, que rejeitam a sã doutrina bíblica, ficam furiosas quando seu líder ‘espiritual’ é questionado ou tem seus ensinos comparados com os da Bíblia. Até ameaças de morte são feitas, como “Deus o destruirá por atacar seu ungido”… ou “Não fale mal de um ungido de Deus”, etc. Para os falsos profetas, aqueles que amam e defendem a sã doutrina são considerados sem-amor e um câncer que causa divisões na igreja, e oram para que Deus os remova. Novamente, muitos cristãos verdadeiros têm sido feridos por essas pessoas de coração frio que amam os falsos profetas e seus falsos ensinos em vez de o Senhor Jesus Cristo. A pedra fundamental para o coração frio e sem-amor é a rejeição da sã doutrina.

Aqui está um exemplo de uma falsa profecia. Certa vez uma pessoa que afirma ter conversas freqüentes com Deus fez esta afirmação: Que em junho de 199X, Deus removeria todo o mal da terra. Todos os tipos de seguidores crédulos acreditaram nessa assim chamada Palavra de Deus anunciada por esse falso profeta. À medida que o dia se aproximava, as pessoas que acreditavam na falsa profecia ficaram muito animadas. No entanto, aquele dia veio e nada de extraordinário ocorreu. Para se justificar, os seguidores foram a um jornal e começaram a dizer que talvez aquilo tenha realmente acontecido, mas “simbolicamente”! Eles encontraram eventos no mundo e disseram: Aqui, Deus está arrancando o mal do mundo. A conclusão é que aquele homem fez uma falsa profecia extra-bíblica que não se cumpriu. Na verdade, não poderia mesmo se cumprir porque contradizia o que Deus já revelou na Bíblia. Deus não arrancará todo o mal do mundo em um certo dia, mas está no processo de remover a iniqüidade e o pecado. Ele só vai terminar esse processo no final do reino milenar, após o retorno de Jesus Cristo à terra. Aí então Deus criará novos céus e nova terra, livres da contaminação do pecado. Até lá, porém, o mal continuará a existir no mundo e realmente não importa o que um falso profeta diga.

O fato triste é… se as pessoas lessem suas Bíblias e tivessem um coração obediente e aberto à repreensão, o falso profeta que trouxe essa falsa profecia não teria prosperado. Entretanto, ele foi honrado na “televisão cristã” e muitos falaram sobre sua “palavra de profecia” com grande fervor e reverência, rejeitando e atacando todas as vozes que se atreveram a contradizer aquela ‘profecia de Deus”. Novamente, vemos a rejeição da sã doutrina bíblica levando a um coração frio.

O Amor a Deus

A conclusão final é que as pessoas que rejeitam a sã doutrina não amam a Deus.

“Se me amais, guardai meus mandamentos.” [João 14:15]

Se eles amassem a Deus, guardariam seus mandamentos. Isso envolve ouvir a Palavra de Deus e obedecê-la; envolve também amar a sã doutrina e rejeitar a falsidade. Infelizmente, isso não acontece hoje. Em nome do amor, os falsos mestres recebem a permissão de pregar suas heresias e aquele que os desafiar é atacado como sendo causador de divisões, sem-amor e de coração duro.

“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes. Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão.” [Tito 1:9-10]

Somos instruídos a reter a sã doutrina e a defender a fé que está sob ataque dos falsos mestres que estão em busca das riquezas e da fama terreais.

Existem muitos faladores vãos e enganadores. Lembre-se que eles prosperarão e enganarão a muitos. Infelizmente, eles já fizeram um grande infiltração nas igrejas. Como as pessoas não amam a sã doutrina, os falsos mestres são aceitos e os corações ficam cada vez mais frios à medida que cresce também a iniqüidade no mundo.

“Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância.” [Tito 1:11]

Para aqueles que amam a Deus precisamos continuar a falar como Deus nos manda. Nunca desista de falar contra aqueles que promovem o erro e a heresia na igreja. A motivação para os falsos mestres é o dinheiro. Eles querem dinheiro e não as coisas de Deus.

Para aqueles que amam a Deus e que amam a sã doutrina há um vínculo de unidade. Esse vínculo é automático, porque o Espírito Santo é o mesmo dentro de cada cristão genuíno. Infelizmente, existe muito joio espalhado entre o trigo; existem lobos entre as ovelhas.

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós; que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” [João 13:34-35]

Nestes dias finais, o amor de muitos está esfriando. O pecado cresceu tanto, até na igreja, que muitos desenvolveram um coração frio. No entanto, Deus ainda tem seu remanescente que o ama, que ama a sã doutrina e que ama os outros cristãos.

“Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” [João 12:43]

Muitos hoje estão buscando o louvor dos homens. Entretanto, o verso referido diz que há um louvor de Deus. Aqueles que amam a Deus e o buscam em primeiro lugar receberão esse louvor. Contudo, há um preço a pagar. Quando você se levanta para se opor ao joio e aos falsos mestres, deixa de ser bem-recebido em alguns círculos. Talvez precise até mesmo procurar outra igreja, se a sua estiver totalmente entregue à contemporização doutrinária e não quiser ouvir a sã doutrina. Não deixe de freqüentar a igreja, pois somos instruídos a procurar uma boa igreja e sermos participantes. Entretanto, procure uma igreja que ponha a Bíblia em primeiro lugar. Nenhuma igreja é perfeita, mas você deve procurar uma que pelo menos esteja tentando caminhar com Deus.

Apostasia nos Últimos Dias

LOBO-EM-PELE-DE-OVELHA

A Bíblia ensina que haverá uma grande apostasia nos últimos dias. Por outro lado, os falsos profetas estão todos dizendo que haverá um grande reavivamento. Em breve o Anticristo aparecerá (possivelmente após o Arrebatamento) e a atual apostasia e afastamento da doutrina está preparando o caminho para um sistema religioso mundial. Esse sistema será apóstata e contrário à sã doutrina. Acredito que será uma combinação de cristianismo com o islamismo. Portanto, quando você ouvir alguém falar sobre um grande reavivamento, acautele-se. A Bíblia diz que haverá uma grande apostasia nos últimos dias, não um grande reavivamento. O reavivamento das ‘falsas religiões’ será um grande movimento ecumênico que unirá todos os tipos de falsas religiões em uma só. Esse reavivamento não tem nada que ver com Deus… mas tem tudo que ver com o Anticristo.

Outra diferença interessante é que os cristãos genuínos estão se preparando para ir para o céu para estar com o Senhor. Por outro lado, o joio está se preparando para reinar na terra agora. O joio afirma que vai ganhar este mundo para Deus. Sim, o mundo será conquistado e ficará unido, mas não sob Deus… será sob o reinado do Anticristo. O cristão genuíno deve erguer os olhos para o céu e alegrar-se, sabendo que o dia da redenção está próximo. Continue testemunhando para os perdidos, obedecendo e servindo a Deus como ele deseja. Os últimos dias serão marcados por uma apostasia da sã doutrina bíblica. Juntamente com isso, haverá um aumento na frieza nos corações. O mundo não caminha para um grande reavivamento; ao contrário, caminha para uma grande apostasia.

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.” [2 Tessalonisences 2:3]

O verso acima diz que o aparecimento do Anticristo será precedido pela apostasia. As pessoas apostatarão da sã doutrina bíblica. A fé uma vez para sempre entregue aos santos será rejeitada e, em lugar dela, as fábulas e os mitos (o misticismo) serão aceitos. O caminho estreito da salvação SOMENTE por meio do Senhor Jesus Cristo será rejeitado. Em vez disso, um falso evangelho será aceito como parte dos ensinos da religião mundial apóstata. Isso ocorrerá imediatamente antes do aparecimento do Anticristo. Estamos vivendo nestes dias agora!!

Além disso, à medida que o povo se afastar da sã doutrina, o pecado crescerá na sociedade e na igreja. Conseqüentemente, o amor de muitos esfriará. Novamente, isso está acontecendo hoje. Muitas pessoas estão com seus corações frios e endurecidos.

Em breve a igreja (o corpo dos cristãos genuínos) será arrebatada para estar com o Senhor nos céus. Após o arrebatamento, muitas igrejas não perderão uma parte significativa de seus membros. Com a remoção do restritor, o Diabo estará livre para trazer o Anticristo ao poder. Durante o reinado do Anticristo toda a sã doutrina será rejeitada e a enganação prevalecerá. Muitos acreditarão nas enganações e, portanto, serão condenados para sempre. No entanto, durante esse tempo, Deus também salvará muitas pessoas; pois elas precisarão escolher se aceitam ou rejeitam a salvação que é encontrada somente no Senhor Jesus.

Conclusão

Mostramos que um coração duro e sem-amor caminha de mãos dadas com a rejeição da sã doutrina. Muitos que afirmam serem cristãos na verdade são pessoas de coração frio que não amam a sã doutrina. Elas soltam seu veneno contra aqueles que não abraçam seus erros e que as advertem sobre os perigos. Estamos também vivendo em dias de apostasia, não de reavivamento. Os falsos profetas estão dizendo que o ‘reavivamento’ ocorrerá, mas isso não é verdade. O mundo está caminhando para seus dias mais tenebrosos. Após o arrebatamento, o Anticristo estará livre para ascender ao poder; durante o reinado do Anticristo, Deus derramará terríveis juízos sobre os ímpios. À medida que o mundo avança no pecado e na apostasia, o amor de muitos esfriará. Haverá pessoas de coração frio dentro e fora das igrejas; essas pessoas rejeitam a sã doutrina e atacam e ofendem qualquer um que se oponha às enganações que elas acolheram.

Não se sinta desanimado se encontrar pessoas de coração frio na igreja. Lembre-se que sua fé deve estar firmada no Senhor Jesus Cristo e não nas outras pessoas. Continue fazendo aquilo que é certo e deseje ansiosamente o breve retorno do Senhor Jesus para levar sua igreja aos céus.

“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” [Mateus 24:12]

Mesmo assim, vem logo Senhor Jesus.
Autor: Alan Yusko. Visite o site dele, Heaven Soon
Tradução: Jeremias R D P dos Santos
Data da publicação: 14/3/2001
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/yusko-4.asp

Coloquei a foto da girafa no Facebook. Estou amaldiçoado?

girafa1

 

Por Thirago Schadeck

A paz do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo!

Uma brincadeira, que se tornou um viral no Facebook tem dado o que falar. Se você tem Facebook e o acessou nos últimos dias, com certeza viu muitos amigos seus com a foto de uma girafa no perfil. Isso aconteceu porque eles erraram uma charada e deveriam pagar o castigo de ficar 3 dias “fantasiados” de girafa.

Mas como sempre, chegou um pastor, ex-satanista e viu que aquilo não era apenas uma brincadeira ingênua, mas uma cilada de Satanás para forçarem as pessoas a fazerem o que ele chama de “pacto involuntário”, ou seja, através dessa atitude, você faz um pacto com o Diabo, mesmo que não saiba disso.  Vamos ver abaixo o que escreveu esse pastor:

“(…) Na “brincadeira”, a pessoa receberia uma visita inesperada às 3h. É um horário estratégico no inferno, dentro da magia negra no satanismo, para abertura de portais espirituais onde geram legalidades sobre vidas. (…)
A pessoa que erra a resposta troca sua foto por três dias e coloca no lugar uma imagem de uma girafa. Com isso gera a primeira legalidade de troca de identidade espiritual e abertura para opressão e – posteriormente – possessão demoníaca. A girafa é um animal símbolo da sensualidade e um dos animais que mais possuem relações entre membros do mesmo sexo, numa escala de um caso para cada dez animais.
Muitas correntes, brincadeiras aparentemente ingênuas e inofensivas aparecem nas redes sociais e os crentes, incautos, participam. CUIDADO!! Satanás é astuto e esperto. Ele sabe como enganar os eleitos e gerar maldições. Quando eu tentei escrever este post direto no meu iPhone, ele começou a travar. Quem tem iPhone sabe que ELES NÃO TRAVAM!!! (…)
O que fazer? Orem, peçam perdão ao Senhor e digam audivelmente que não aceitam qualquer legalidade espiritual gerada por esta brincadeira. Cancelem tudo no Nome de Jesus. As pessoas que fazem a brincadeira da girafa (e tantas outras) geram legalidades para que esses demônios entrem em suas casas.”

Vamos lá:

Agora o Diabo tem horário certo pra agir. Se ele tiver uma oportunidade as 2h59, vai ter que deixar passar, porque está fora do horário de abertura dos portais do inferno. E no caso do horário de verão, ele age primeiro nos estados que aderiram ao fuso e depois nas demais?
O diabo, assim como Deus, não está preso ao nosso tempo. Ele é um ser espiritual e vive em outra dimensão te tempo e não fica esperando os ponteiros de nossos relógios.

Colocar a foto de uma girafa ou qualquer outra coisa gera troca de identidade espiritual? Pelo amor de Deus, quanta besteira! Quando troco a foto, continuo sendo eu mesmo no mundo espiritual, pois Deus e o Diabo continuam sabendo quem sou e isso não interfere em nada! Se eu mudar a minha foto para a de um grande homem de Deus, como Lutero, Calvino, Apostolo Paulo e etc, vou ser confundido com eles no mundo espiritual?

Todos passamos por opressões demoníacas, pois esse é o papel de Diabo, oprimir e tentar contra os escolhidos de Deus. O apóstolo Pedro, deu ouvidos as opressões do Diabo e tentou impedir Jesus de cumprir a sua missão, que era morrer na cruz pelo perdão de nossos pecados. A resposta de Jesus foi: “Pra trás de mim, Satanás!” porque sabia que o Diabo estava soprando no ouvido de Pedro (Mateus 16:20-23). O Apostolo Paulo, diz que não teve qualquer sossego na Macedônia e estava com “combates por fora e temores por dentro” (2 Corintios 7:15) e ele mesmo disse que tinha um “espinho na carne, um mensageiro de Satanás que o esboteava” (2 Corintios 12:7). Qual a semelhança entre os dois e nós? “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (2 Corintios 4:8-9) 

Agora, a pergunta mais importante: O cristão pode ser amaldiçoado?

“Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso pronunciar ameaças quem o Senhor não quis ameaçar?” (Números 23:8)
Balaão sabia que o povo que era abençoado por Deus não podia sofrer as maldiçoes. Eles eram protegidos pelo Todo Poderoso, que tem o domínio de tudo, inclusive das ações do Diabo. Leia Jó e contate a soberania de Deus em absolutamente tudo: nas investidas de Satanás e na vida de Jó.

“Como o pardal que voa em fuga, e a andorinha que esvoaça veloz, assim a maldição sem motivo justo não pega.” (Provérbios 26:2)
Quando Deus permite que haja uma maldição, é porque de alguma forma ele quer corrigir a pessoa ou nação. Sempre que Israel adorava a outros deuses, o Senhor deixava eles padecerem males para se voltarem a Ele. Mas em todas essas situações, havia o pecado de forma voluntária.

“Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8:1-2)
Não há qualquer maldição sobre a vida daqueles que estão, de fato, em Cristo. Ele se fez maldição em nosso lugar, quando morreu na Cruz do Calvário (Gálatas 3:13) e hoje somos totalmente livres.

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2 Coríntios 5:17)
Quem está em Cristo deixou, no momento da conversão, toda a sua história e agora é um novo ser, espiritualmente falando. As maldições do passado tornam-se inválidas e as “futuras”são canceladas.

Te convido a buscar mais versículos que falem sobre maldições e comprove que isso é mais uma baboseira de pessoas que buscam o Diabo em tudo, e enfatizam a batalha espiritual como o Diabo medindo forças com Deus. Colocam o Senhor de todas as coisas no mesmo nível de um simples anjo caído. Isso beira a blasfêmia!

Que Deus te abençoe e se por acaso você acha que foi amaldiçoado por essa brincadeira, ore e peça ao Senhor que te mostre a verdade. Tenho certeza que você encontrará conforto nos braços do Pai e essa armadilha do Diabo, não a brincadeira, mas a teologia do medo, vai cair por terra!

Lembre-se: Jesus veio pra tirar o seu pecado e não a sua inteligência! Seja como os bereanos (Atos 17:11) que confirmavam com a Bíblia se o que ouviam na pregação era verdade.

 

Quem te viu passar na prova e não te ajudou…

vingaca

 

Não é de hoje que vemos um “evangelho” vingativo e revanchista sendo pregado e cantado nas igrejas. Nossas pregações são recheadas de frases de efeito que nos colocam num patamar acima dos não cristãos, como ficou famosa na música da Damares: “Quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na benção vão se arrepender, vão estar entre a platéia e você no palco, vão olhar e ver Jesus brilhando em você”. Resumindo, se você está passando por uma dificuldade, fique tranquilo, porque Deus vai te colocar num belo palco e os que não te ajudaram vão ter de te olhar lá de baixo vendo que o “deus” que você serve vai te honrar.

Mas será que foi isso que Cristo nos ensinou? Certamente que não! Primeiro, porque Deus não tem prazer em nos abençoar e com isso humilharmos os impios. Deus quer a salvação deles e o nosso testemunho deve colaborar para que essa salvação seja alcançada. Do contrário, continuaremos vivendo em nosso mundinho umbigocêntrico! Se Deus, um dia, nos colocar em uma posição elevada, devemos usar isso com todas as nossas forças, a fim de que Deus seja glorificado em nossas vidas.

Vejamos o que a Bíblia diz sobre o nosso tratamento com os inimigos:

“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus” Mateus 5:44

“Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis”. Romanos 12:14

“Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam” Lucas 6:27

Jesus, sabendo que Judas o trairia, não lançou sobre ele palavras de maldição, não decretou sua morte espiritual ou física, não disse que Deus pesaria a mão sobre ele, simplesmente o chamou de amigo.

“Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam”. Mateus 26:50

E do alto da cruz, morrendo por bilhões de pecadores, dos quais alguns estavam ali a sua frente e zombando e escarnecendo dele, teve a atitude de interceder e ser o exemplo de como podemos e devemos agir nas situações mais difíceis. Alguma situação sua é mais difícil que ser crucificado?

“E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes”. Lucas 23:34

Portanto, seguindo o exemplo de Cristo, devemos mudar essa frase e consequentemente nossas atitudes!

A partir de agora quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na bênção e precisar de ajuda, você vai estender a mão, por que foi isso que Cristo fez com você e espera a mesma atitude da sua parte!

Que Deus te abençoe e te dê um coração perdoador!

 

 

 

NÃO É PRECISO VER PARA CRER

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Por Renato Santiago

Muitos tem buscado achar em meio às diversas igrejas da atualidade, um lugar onde possam enxergar alguma manifestação concreta e visível de Deus. Essas manifestações serviriam para “comprovar” que ali Deus está agindo.

A exemplo de Tomé, só creem se puder ver algo concreto: “se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei.” (Jo 20.25)

Os locais que apresentam algum tipo de “manifestação de Deus”, vivem cheios de pessoas que querem ver para crer. Os líderes percebendo esta realidade, se especializaram em criar “manifestações” que atribuem a Deus, para usar como propaganda para atrair pessoas.  E o pior é que normalmente essas “bençãos” e “curas” são conquistadas mediante uma boa contribuição financeira ou através da compra de objetos “ungidos”.

Jesus repreendeu a Tomé por causa de sua necessidade de ver sinais: “Porque me viste, creste?” (Jo 20.29)

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Quanto às manifestações visíveis de Deus, elas existem, creio nelas, mas duvido da maioria das que se tem apresentado atualmente, por uma simples razão: A manifestação se tornou mais importante do que o próprio Deus. Deus foi tirado do centro e se colocou no lugar várias “manifestações”; Deus sendo usado para provocar admiração nas pessoas, e depois disso a fé. Não creio que essa seja a vontade de Deus. No final das contas, a glória é dada à placa da igreja, onde o objetivo claramente é mostrar ao público que “aqui funciona, lá não!”.

Eu não preciso de sinais para crer em Deus e nem ver manifestações poderosas, para saber que Ele existe e está presente. Não preciso de shows de poder e nem de líderes “poderosos”, que, como dizem, tem a chave para liberar o “poder de Deus”.

Jesus completa sua repreensão a Tomé: “Bem-aventurados os que não viram e creram.” (Jo 20.29).

Não é a toa que os promotores desses “shows da fé” estão cada dia mais ricos.  Se as pessoas vêem resultados na vida dos outros, não medirão e$forçoS para conseguir ver suas benção$ também, essa é a e$stratégia.

O cristão que se preza, que tem sua fé regida única e exclusivamente pela Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada –  não necessita de provas do poder de Deus ou de Seu amor,  afinal tudo isso já foi “mostrado” na Cruz do Calvário, onde Jesus se entregou em nosso favor, para nos dar a maior benção de todas: o perdão de nossos pecados e a vida eterna.

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem(Hebreus 11:1)

Jesus em seu ministério terreno fazia curas e operava maravilhas no meio da multidão, e sabia exatamente que muitos o seguiam somente pelo que O viam fazendo:

E, estando ele em Jerusalém pela páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome. Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia; (João 2: 23,24)

E você irmão, precisa ver para crer?

Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; (João 2: 39)

 

Apostolo Afortunado Próspero aponta os erros de Jesus

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Por Thiago Schadeck

Importante deixar claro que esse apóstolo não existe e não é inspirado em ninguém especificamente, mas é fruto de minha imaginação e coisas que ando vendo. Esse personagem é apenas uma brincadeira que arrumei para dizer verdades que não seriam levadas a sério se fossem contadas com a seriedade necessária.

O “Apostolo Afortunado Próspero” está de volta. Após refutar as heresias pregadas pelo apóstolo Paulo, agora é a vez de denunciar os graves erros pregados por Jesus.
Shalom amados discípulos e profetas para as nações!
Aqui estou eu, apóstolo patriarca e mentor de vocês, Afortunado Próspero. Quero através desse estudo, lhes mostrar que Jesus teve algumas graves em sua vida terrena. Isso não tira sua divindade, mas mostra que em alguns momentos a sua carne falou mais alto, logo, temos de examinar a sua vida e imitá-lo apenas nos acertos, desprezando os erros.
A seguir, exponho alguns erros de Jesus, não para envergonhar o Cristo, mas para te alertar a ter uma fé apostólica profética perfeita.

Jesus disse em Lucas 12:15 que “a vida de um homem não consiste na quantidade de seus bens”

Como não? Nesses últimos anos, nós, o povo de Deus temos recebido a revelação de que ter tudo do bom e do melhor, principalmente os sacerdotes. Afinal, somos cabeça e não cauda. Se o crente é pobre, ele vai ser vergonha para a igreja, pois servimos ao Deus que é dono do ouro e da prata e Ele está amarrado a suas promessas e tem a obrigação,sim obrigação de nos abençoar com as riquezas dessa terra e assim fazer o seu nome grande e louvado.
Você costuma dar graças a Deus quando tem apenas arroz e ovo frito pra comer? Seu miserável! Por isso não prospera, fica conformado com essa miséria, não toma posse das bênçãos de prosperidade que seus decretos apostólicos proféticos tem a liberar. Eu fiz um trato com Deus: só O sirvo enquanto ele me der caviar e BMW, por menos que isso vou ser diretor de qualquer empresa e ele que arrume alguém com tanto talento quanto eu pra dirigir a congregação. Duvido que consiga!

Outro erro grave de Jesus está relatado em Mateus 4, onde “Ele deixou o diabo tentá-lo”

Tem me sido revelado pelo Espírito, que só é tentado quem dá brecha pro Diabo. Se o crente é fiel e exemplar, o Diabo não tem autoridade pra sequer tentá-lo, por isso ando sempre emitindo decretos apostólicos proféticos de que Satanás fique a 5 kilometros de mim, o mistério é tão forte, que quando fui aos EUA, eu ordenava que ele ficasse a 5 milhas, afinal os demônios territoriais só entendem se falarmos na linguagem deles.
No meu seminário “Como surrar Satanás e saquear suas bênçãos retidas com ele” eu tenho ensinado que o Diabo é um chihuahua metido a leão e temos que esfregar a cara dele no chão, colocá-lo debaixo de nossos pés e mostrar pra ele que temos autoridade apostólica. Se ele tem te tentado em alguma área é porque você é fraco e não serve integralmente a Deus. Se isso acontece com você, é porque você é uma vergonha pro Reino.
Sem querer me gabar, uma vez fui expulsar o demônio de um homem, e só de ele ouvir meu nome sendo citado já deixou o homem gritando: Ele não! Ele não peca há mais de 10 anos, chamem um mais fraco. O diabo sabe que comigo ele não tem vez mesmo, então é bom que ele fuja. Se ele pensa que vou aceitar negociar com ele, como Jesus, ele tá muito enganado. Jesus não tinha a revelação apostólica que temos hoje. Dá pra entender, há 2 mil anos, o agir do Espírito Santo era diferente.

Em Mateus 7:22-23, Jesus disse: Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’ Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’ “

Eu lhes digo uma coisa: eu tenho todos esses dons apostólicos citados nesse versículo. Libero profecias e palavras proféticas, não expulso demônios, porque como já mencionei, eles fogem só de ouvir meu nome, mas se tiver um mais valente eu expulso com minha unção e meu sopro profético. Realizo milagres a rodo: curo, liberto, faço prosperar, revelo o oculto e escondido, desfaço macumba, santifico a pessoa, garanto a vitória e outras coisas que se você quiser saber terá de ir na minha igreja.
Se fazendo tudo isso, Jesus não me deixar entrar em seu Reino, pode ter certeza que vai ter barraco e eu invado. Mais que ninguém eu tenho direito de estar no Reino de Deus, pois tenho entregue a minha vida pra fazer a obra. Na semana passada estive evangelizando os funcionários de um belíssimo resort em Cancún. Duas pessoas decidiram entregar a vida a Cristo, mas como não tem uma congregação nossa lá, os orientei a continuarem com a vida normal e mandar o dízimo (em dólar) para nós e me comprometi a lutar pela salvação deles como mediador de suas almas, Alias, se em sua cidade não tem uma congregação nossa ou você não tem tempo de ir à igreja, faça o mesmo.
Jesus cometeu um erro gravíssimo nessa passagem: Julgou o próximo! Quem ele pensa que é pra determinar quem entra ou não no Reino de Deus? Ele deveria deixar Deus julgar, pois com essas atitudes, ele corria o risco de perder a sua salvação.

Existem ainda muitos erros de Jesus, relatados na Bíblia, mas vou citar apenas mais um, para não ficar cansativo.

Mateus 10:8 – “De graça recebeis, de graça dai”

E tem gente que tem coragem de dizer que Jesus não tinha senso de humor! Ele só poderia estar brincando, porque todo mundo sabe que o trabalhador é digno do seu salário. Como a melhor ideia que Deus teve e dotado de um talento incomum, afinal, eu sou um líder incomum, eu mereço ter um belo salário. Hoje em dia é impossível viver com menos de R$ 30.000,00 e eu exijo que a igreja se vire pra me pagar isso, fora as primíssias e os dízimos dos dízimos, que completam meu orçamento, nem que pra isso não pague mais nenhuma conta.
O salário do apóstolo deve ser generoso, ou você acha que alguém consegue pregar lembrando que anda de carro popular. Como vou dizer que Deus é maravilhoso andando em um carro 1.0? Quem gosta de motorzinho é dentista. Eu tenho que ter um 4×4 Turbo Diesel e a igreja que banque o IPVA, Combustível, seguro e manutenção, porque eu não posso tirar do meu salário pra pagar essas coisas, elas devem ser inclusas nas despesas fixas da igreja.
Deus nos dá o direito de cobrar pelo milagre. Foi assim com Balaão e Geazi? Eles cobraram pra fazer o que o povo queria. Por que teria que ser diferente em nossos tempos?
Um diretor de empresa que cumpre as metas e traz resultados recebe bônus no final do ano. Por que o apóstolo líder fundador e sacerdote do ministério, no caso eu, não pode ganhar como eles? Eu sou muito mais capaz que qualquer um deles, só escolhi ser apóstolo para não ter que trabalhar tanto quanto eles e poder viajar para pregar nas igrejas co-irmãs e ficar hospedado em hotéis que jamais ficaria se fosse um assalariado qualquer.

Bom, por enquanto, paro por aqui e mais a diante volto a comentar os erros e heresias de Jesus ou um dos apóstolos bíblicos, como fiz com Paulo (leia aqui).

* Agora voltando a falar sério, que Deus abra o nosso entendimento para sermos como Cristo, o verdadeiro Santo, que não cometeu nenhum pecado e não se achou engano em sua boca (1 Pedro 2:22)
Que a bíblia sempre fale mais alto que esses homens egocêntricos que a adaptam para se aproveitarem do povo.

Fique na paz e comente!

Deus te abençoe!

 

E se a Igreja fosse como uma empresa?


Igreja2

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Gostaria de propor uma reflexão, baseada em um pergunta que com certeza muitos já se fizeram:

Imagine se a Igreja de Cristo funcionasse como uma empresa, com Deus sendo o “acionista majoritário”, que melhor e mesmo sendo o mandatário, não interfere diretamente nas decisões da empresa, apena orienta e deixa que o “alto escalão” decida o que julga ser o melhor para a empresa.

Façamos um exercício de imaginação, se assim fosse, como seriam distribuídos os cargos:

Pastor:
O pastor seria o diretor, aquele responsável por administrar da melhor forma possível, estabelecendo um nome forte e um bom lucro.
O pastor teria a responsabilidade de administrar egos, vaidades, conflitos, intervir em situações complicadas e principalmente preparar os seus subordinados para que eles sejam funcionários invejáveis e cobiçados pela “concorrência”. Pela responsabilidade maior, provavelmente a recompensa (financeira) seria maior, colocando-o assim, numa posição privilegiada.

Presbítero:
O presbítero seria o superintendente, com a responsabilidade de gerir os demais funcionários e prestar contas ao diretor. Os presbíteros teriam a função de ser o administrador da área na qual foi designado a gerenciar e fazer com que aquela área contribua, em todos os sentidos, com o bom crescimento da “empresa”.
Se todos os presbíteros administrarem bem a sua equipe, no final, a união de todas trará resultados que sem a organização aplicada não seriam alcançados.

Diácono
O diácono seria uma espécie de chefe de sessão, que trabalha tanto quanto seus subordinados, e ainda tem de prestar contas de tudo o que sua equipe faz. Seria uma das funções mais importantes da empresa, visto que eles devem dominar o trabalho e saber administrar uma equipe, independente de seu tamanho.
Os diáconos devem ser uma referência entre os demais, pois ele será um espelho para a sua equipe, mostrando que não está acima de ninguém, mas no mesmo barco e com uma responsabilidade maior, pois prestará contas ao superintendente (presbítero)/

Membros
Os demais membros seriam a classe operária, a categoria mais importante na empresa, pois sem diretores, superintendentes, chefes de sessão, a empresa continua funcionando e produzindo, mas sem a mão de obra desta classe, a empresa para.
Na prática, sem membros, a Igreja perde seu sentido. Se não houver essa classe trabalhadora, os demais terão de fazer o que não é sua função. Lembro-me agora de um ditado que ouvi de um pastor: ovelha gera ovelha. Isso significa que para trazer pessoas para trabalharem na minha empresa, eu tenho de ser mais um a colocar a minha mão de obra em prática.

Como Cristo disse: O que quiser ser maior, terá de ser o menor. Nesta igreja-empresa, a classe trabalhadora tem maior importância que qualquer outra classe administrativa.

Agora, quem sabe se a igreja fosse tratada como empresa, então também levaríamos mais a sério nossos “cargos” nela. Quantas vezes fomos trabalhar doentes, cansados, sem dormir, mas qualquer 5 minutos a menos de sono já nos impedem de ir ao culto. Muitas vezes fazemos centenas de horas extras em nosso trabalho, mas se o culto passa 10 minutos do horário já reclamamos e saímos bravos, sem sequer nos despedirmos de nossos irmão.
Em nossos trabalhos, cumprimos horários à risca, mas na igreja chegamos no meio do louvor e ainda atravessamos todo o salão pra cumprimentar nosso amigo que está sentado no primeiro banco, sem se importar se vai atrapalhar quem está cultuando.

Por outro lado, se pudéssemos, demitiríamos aqueles que, na nossa opinião não acrescentam nada ao Reino. Mas isso não cabe a nós, pois quem tem o poder de demitir é apenas o “dono” dessa empresa.
Se você já pensou em uns quatro ou cinco que você demitiria, não se culpe, eu também imaginei alguns.

Quem sabe, na prática, as igrejas realmente deveriam ser administradas como empresas, no sentido de responsabilidade e atitudes para agradar ao “dono”, pensando na “aposentadoria” que alcançaremos ao final da jornada.

Que Deus te abençoe!

Fique a vontade para acrescentar o que achar necessário nos comentários.

 

Cristãos e Gays podem viver em paz!


Fotoguerragayscristos

 

Por Thiago Schadeck

A mídia, em todas as esferas tem incitado o ódio entre cristãos e gays. Colocam os dois grupos como inimigos mortais, como se de um lado estivessem os Estados Unidos e de outro o Bin Laden, cada qual esperando a oportunidade de explodir o outro. Isso não é uma realidade.
Claro que há excessos de todos os lados, mas isso não pode ser tomado como o todo. Os extremistas devem ser tratados como pessoas desequilibradas e que precisam tomar vergonha na cara, seja de qual lado eles estiverem. Esse tipo de gente normalmente se utiliza dessa “guerra” para levar algum tipo de vantagem e via de regra, se promover.

Eu, como cristão que crê na Bíblia, ainda acredito que o ato homossexual é um pecado que ofende a Deus. Mas isso não me impede de amar a um homossexual como eu amo qualquer outra pessoa que não é evangélica. Nós, cristãos, temos de entender que Cristo também morreu pelos homossexuais e quer salvá-los também, mas isso não será possível se continuarmos com nosso discurso xiita. Enquanto o versículo: “Criou Deus macho e fêmea” for mais importante para nós que o “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” continuaremos afastando não só os gays, mas todos aqueles que não conhecem a Deus. Não é nada agradável lidar com pessoas que não sabem pensar, que apenas reproduzem um discurso estúpido que vêem na televisão e simplesmente acatam.
O maior dos mandamentos, segundo o Senhor Jesus é amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Eu não gosto de ser discriminado por ser evangélico. Odeio que pessoas ao saber de minha religião digam que sou um trouxa que não pensa, que acreditam na história de que Jesus vai voltar ou que me coloquem no mesmo balaio dos pastores corruptos da televisão que fazem um verdadeiro estelionato religioso.

Há Cristãos e cristãos, como há Gays e gays! Toda generalização é injusta e burra!

Do lado dos cristãos, há sim aqueles que tentam fomentar o ódio contra os gays, pois isso lhes rende ibope, rende dinheiro, rende popularidade através de uma falsa santidade e defesa da família. Digo isso porque é nítido que a preocupação não é defender a família, nas vender, e caro, a Bíblia que supostamente defende. Meu caro, qualquer Bíblia defende a família, não precisamos de mais uma com versículos isolados e explicações esdruxulas. Claramente, a família bíblica é formada por homem e mulher, mas não podemos enfiar isso goela abaixo das pessoas. Devemos ser como Cristo, que recebia a todos de braços abertos e influenciava as pessoas a mudança em vez de exigir isso delas.

Do lado dos homossexuais, também há impostores que estão se beneficiando com polemicas com cristãos. Há aqueles que incitam a violência e provocação contra os cristãos, como aconteceu e provavelmente acontecerá novamente, de levarem cruzes, encenar um Cristo gay, colocar pessoas fantasiadas de cristãos para se beijar. Ou como aconteceu com o Marco Feliciano, em que duas mulheres tiraram uma foto se beijando enquanto ele pregava. Toda e qualquer provocação é desnecessária!

Sinceramente, temos meia dúzia de aproveitadores de cada lado, com intenções diabólicas, incentivando o aumento dessa guerra. Quanto maior a polemica, maior o lucro. Então vamos parar com essa bobagem e vamos usar o respeito sempre, assim conseguiremos calar esses imbecis e viver como cidadãos civilizados.
Digo isso porque já trabalhei com alguns gays e tive um ótimo relacionamento com todos eles. Mesmo eles sabendo que eu considero suas atitudes pecado e eles tendo um pé atrás com evangélicos, por todas as besteiras que ouviram durante a vida, o respeito imperava nas conversas e isso faz com que alguns paradigmas sejam quebrados.

Nem todo cristão é homofóbico e nem todo gay é evangelicofóbico!

Mudando nossas atitudes, vamos acrescentar muito ao Reino de Deus! Temos de ser a diferença nesse mundo, mas a diferença pelo lado positivo e não por polêmicas desnecessárias!

Reflita!

Fique a vontade para comentar com sua opinião e descordar, mas faça isso com respeito!

Que Deus te abençoe!

[PERSONAGEM #01] Pastor Apolo Jetro de Beréia

pulpito

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Hoje começo uma série nova que quero desenvolver, personagens inventados, mas que tem um fundo de inspiração em pessoas que conheço, famosas ou não.

Neste primeiro, simularemos uma entrevista com o “Pastor Apolo Jetro de Beréia” um defensor da Verdade, que ensina seus membros a pensarem biblicamente. Vejamos:

 Como o senhor se sente sendo criticado por usar apenas a Bíblia em suas pregações?

Infelizmente o Evangelho que tem sido propagado em muitas de nossas igrejas não é o Evangelho de Cristo. Essa pregação antropocêntrica, que o homem pode tudo e que Deus é obrigado a me atender, afinal de contas sou um dizimista fiel na casa do Senhor!
Estão ensinando um caminho que não é Cristo, e que certamente levará muitos ao inferno. Quando  alguém me critica por usar a Bíblia como base de minhas pregações, automaticamente eu incluo o nome dele em minhas orações, pois por ai percebo que ainda falta uma conversão genuína e verdadeira. Tenho certeza absoluta que Deus tem se agradado de minhas pregações!

Mas às vezes não da vontade de utilizar algumas técnicas extra- bíblicas em suas pregações?

Se eu disser que nunca sinto vontade de introduzir alguns desses besteiróis em minhas pregações estarei mentindo, mas sempre que esses pensamentos me vêm à mente eu busco ao Senhor e peço sua orientação e Ele me da certeza de que eu não preciso de argumentos exteriores para que a mensagem seja completa. O apostolo Paulo, quando escreve a Timóteo que a Palavra de Deus é completa em si mesma, basta lermos 2 Timóteo 3:16-17: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”
A Bíblia deve ser a nossa regra de fé e prática, a bússola que aponta para o norte da salvação!

O senhor é conhecido como uma pessoa que estimula os membros de sua igreja a estudar a Bíblia, o senhor não tem medo de isso fazer com que eles pensem diferente e saiam da igreja?

Muito pelo contrário, eu quero que eles pensem conforme a Bíblia, eles tem que conhecer o Deus a quem servem e ter sede por conhecê-lo a cada dia mais.  Uma igreja que conhece a Deus de fato não se prende aos desejos dessa terra, mas antes tem a sua vida pautada na vontade de Deus e a sua esperança está na vida eterna. Uma igreja bem instruída na Palavra será uma igreja evangelista, com pessoas que não tem dificuldade em pregar, pois tem a sua fé firmada em Cristo. Afinal, a fé vem pelo ouvir e o ouvir da palavra de Cristo. Se vier de qualquer outra fonte, deixa de ser fé e no máximo será uma boa esperança.

O Senhor também é conhecido por ser um pastor que se permite ser questionado por seus membros. Como o senhor lida com isso?

Eu não vejo problema algum em um membro me questionar, pois sei que sou um homem falho e posso falar alguma besteira. Como busco sempre me pautar na Palavra, quando algum membro me questiona eu mostro a ele o que quis dizer e lhe faço o convite de se aprofundar no assunto.

A igreja que o senhor preside prega que o dízimo é bíblico, mas não obrigatório. Isso não seria uma contradição?

De maneira alguma! O que eu ensino é que quem quer ser um dizimista, deve o fazer por amor, por gratidão e por reconhecimento de que Deus o tem sustentado e suprido suas necessidades. Qualquer outro motivo fora esses, é sacrifício de tolo e não agrada  a Deus.
Se formos olhar biblicamente, o dizimo surgiu antes da lei e Jacó, por exemplo em Genesis 28, a partir do versículo 18, fez um voto em que como reconhecimento de que o Senhor o guardou e proveu suas necessidades, ele daria o dizimo ao Senhor.
Não podemos fazer ameaças aos não dizimistas e nem prometer aquilo que Deus não promete aos que são. Devemos apenas orientá-los a serem gratos e ajudar na manutenção da igreja, o que custa dinheiro, mas de maneira alguma condená-los se não quiserem prestar essa ajuda.

Se Deus lhe aparecesse, como fez com Salomão, qual seria o seu pedido a Ele?

Se eu tivesse essa honra de poder pedir o que quisesse ao Senhor, certamente eu pediria que as pregações voltassem a ser cristocêntricas, pois não há como gerar o arrependimento no coração do homem, senão mostrando que a nossa vida não termina aqui, mas teremos a eternidade para nos alegrarmos com o Senhor ou sofrermos no inferno. Hoje, com essas pregações politicamente corretas, onde não se fala mais em pecado, em negar-se a si mesmo. A pregação não deve ser para agradar quem nos ouve, mas para comunicar o que Deus quer!

Qual o conselho que você daria aos pastores que não incentivam o estudo da bíblia e de certa forma até proíbem?

O meu conselho é simples: que eles sejam estudiosos da Palavra, pois quem proíbe alguém de conhecer mais a Deus é porque tem medo da outra pessoa saber mais que ele, e isso pode tirar seu poder. Acredito que os membros tem muito a aprender com o pastor, mas isso não quer dizer que o pastor não tem nada a aprender com os membros. Se somos um Corpo, devemos agir e viver em unidade, crescendo e aprendendo uns com os outros.
Se você usa o pretexto de que “a letra mata, mas o Espírito vivifica”, o meu conselho é que você estude muito mais, porque você não conhece nem a letra e nem o Espírito. O Espírito Santo nos fará lembrar daquilo que aprendemos. Quem não conhece, não pode ensinar.
Cuidado! Deus pode estar rejeitando seu ministério e você continua insistindo em pregar experiências e modismos aprendidos fora da Palavra. Como diria o louvor antigo, cantado em minha infância: “Amanhã pode ser muito tarde”

 

Espero que esta reflexão lhe incomode a viver mais pela Palavra de Deus, que é viva e eficaz e menos por pregações que massageiam nosso ego ou supostas experiências de outras pessoas com Deus. Viva para Cristo e prove experiências novas a cada dia!

Que Deus te abençoe e por favor deixe seu comentário!

O Deus que não aceita NÃO como resposta!

Chamado

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor Jesus!

Meditando na Palavra do Senhor, vejo que Deus nunca aceitou um não como resposta daqueles a quem Ele chamou. Mesmo com argumentos tão bons para não cumprir o chamado do Senhor, Deus mostrou que Ele tinha uma missão aqueles que Ele escolheu.
Quero compartilhar dois exemplos que me vem a mente, se quiser acrescentar mais algum, por favor deixe nos comentários.

Moisés: Ele teve um encontro com o Senhor no monte, na região de Horebe, enquanto apascentava o rebanho de seu sogro, e teve a visão da sarça que ardia em fogo e não era consumida (Exodo 3). Deus diz a Moisés que ele havia sido o escolhido por Ele para libertar o povo de Israel de um julgo de 400 anos, o que seria uma honra para qualquer um, Moisés tremeu na base e quis mostrar ao Senhor o quão capaz ele não era.
Mesmo Deus se declarando a Ele como o “EU SOU O QUE SOU”, Moisés se amedrontou diante da missão que Deus tinha para colocar em suas mãos. Em Êxodo 4, Moisés começa a debater com Deus e escancarar seus defeitos, como quem diz a Deus: “Eu sei que não consigo e nem adianta o Senhor insistir!”.
Por um momento, parece que Moisés esquece quem é o Deus com quem ele estava conversando, quando ele diz que é pesado de boca, que não tem facilidade para falar. Deus dá uma bela bronca em Moisés e diz que Ele fez a boca do homem, fez o mudo e o que fala. Existe um chavão evangélico, que eu acredito ser a pura verdade: “Quando Deus nos chama, Ele nos capacita para fazermos a sua obra!”
Moisés um dos maiores homens Bíblia, marcou a história do povo hebreu, com relatos que para muitos é conto da carochinha, mas para nós é a manifestação do poder de Deus!

Jonas: Recebeu uma ordem explicita de Deus: “Vá a Nínive e diga que se não se arrependerem Eu destruirei a cidade!”. Claro que daria medo de pronunciar o juízo de Deus dessa forma. Mas Jonas se esqueceu que o Deus que o havia enviado é poderoso para destruir ou para gerar o arrependimento. A verdadeira intenção de Deus não era destruir a cidade e sim que eles se arrependessem de seus pecados.
Jonas teve uma ideia brilhante, se não servisse a um Deus que é Soberano. Queria fugir para Társis e deixar que Deus mandasse outro em seu lugar, afinal deveria existir alguém mais capacitado para cumprir esse ide. Mas Deus havia escolhido Jonas para pregar àquele povo e faria com que esse chamado fosse cumprido.
No meio de sua viagem, Deus mandou uma forte tempestade e os marinheiros começaram a lançar sortes e invocar os seus deuses. Jonas em uma atitude de hombridade assume a culpa pela tempestade e é jogado no mar. Um grande peixe o engole, onde Jonas fica três dias e três noites, onde ora de todo o seu coração e é cuspido na praia.
Depois de ter passado por tudo isso, Jonas vai a Nínive e prega a destruição, Deus moveu o coração do rei para apregoar um jejum entre todos os habitantes, buscando o perdão do Senhor. Com essa atitude, Deus não destrói a cidade, mas dá uma nova chance aos seus habitantes.

Lembre-se que Deus não precisa de nós, mas conta conosco!

Temos de estar atentos com o chamado e a direção de Deus em nossas vidas, entendendo que Ele nos capacitará para fazermos a Sua boa obra.

Deus te abençoe!

 

O que penso do Marco Feliciano na CDHM

marco-feliciano-cdh-20mar20Há cerca de um mês um assunto tem tomado conta dos noticiários, das igrejas, das reuniões de homossexuais, dos programas humorísticos e da mídia em geral. A eleição de Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Vejo de um lado, os homossexuais o acusando de ser homofóbico por conta de algumas declarações. Evangélicos divididos entre os que o apoiam e os que o reprovam. Dentre os evangélicos, a maioria que o aprova faz isso simplesmente por ser um pastor e pronto. De outro lado, os que o reprovam, tem essa atitude por não concordar com sua linha doutrinária. Gostaria de expressar minha opinião sobre o assunto, e quem sabe, de alguma forma, ajudar aos indecisos.

Tenho muitas diferenças doutrinárias com o Marco Feliciano, que inclusive já me renderam algumas brigas via Twitter com ele e seus defensores mais ferrenhos. Porém isso não pode ser o fiel da balança, afinal se formos criticá-lo deve ser como Deputado e não como pastor, visto que lá ele não tem a missão de pastorear a ninguém. Isso não quer dizer que ele não deva se portar como um pastor em meio aos demais deputados. A missão do Deputado Marco Feliciano é de promover a justiça social, defender o bem do povo e lutar contra a opressão da maioria sobre a minoria.

O gabinete dos Direitos Humanos não pode se prender a simplesmente discutir sobre casamento gay, enquanto pessoas morrem em Teresópolis por causa das enchentes anuais e recorrentes na região. Precisamos tomar a atitude de fazer valer os direitos dos necessitados, daqueles que não tem sequer qualquer esperança de um futuro digno.

Sou totalmente contra qualquer tipo de preconceito, mas também sou contra qualquer tipo de afronta, principalmente quando se escondem atrás da “liberdade”. Não posso usar minha liberdade para atacar os homossexuais, como eles também não podem usar a deles para atacar os cristãos. Toda generalização, assim como toda unanimidade é burra. Não posso dizer que todos os gays são reacionários e pegam em armas para ameaçar os cristãos. Sei que é apenas uma minoria burra. Assim como é uma minoria burra de cristãos que, ao invés de pregar, gasta tempo atacando os homossexuais em programas de TV, rádio ou pela internet. Cristãos e homossexuais burros, famosos ou não.

Infelizmente existem muitos soldados rasos em ambos os lados, que reproduzem o que o seu “influenciador” diz. Não pensam,  não questionam, não tem sua própria opinião. Simplesmente dizem: “Acho que é assim, porque foi isso que meu líder falou”.

Como cristão, jamais poderei aceitar a homossexualidade como algo normal ou natural, pois a minha fé na Bíblia me diz que esta atitude é pecaminosa. Porém jamais desprezarei um homossexual, pois para Deus a alma dele tem exatamente o mesmo valor que a minha. Não podemos pensar que por sermos cristãos, Deus olha com mais carinho para nós e com fúria para os gays. Deus abomina as práticas homossexuais, mas deu o seu Único Filho para morrer por eles também.

O messianismo de alguns com relação ao Marco Feliciano me causa arrepios. Alguns já “profetizaram” que ele será o presidente da república, mas esqueceram de perguntar para Deus se é isso que Ele quer. Se essa for a vontade de Deus, acontecerá, mas não podemos olhar o futuro e ficar profetizando, sem colocarmos a mão na massa e agirmos em nosso presente.

Tenho incluído o Marco Feliciano em minhas orações diárias e sempre peço a Deus que o ilumine e lhe de discernimento para fazer o que é correto, para que o povo (crentes e não crentes) seja beneficiado, afinal todos pagam impostos. Oro para que o Marco Feliciano não seja mais um dos que se corrompem com o poder e fazem aquilo que Deus abomina, por causa de alianças políticas. Que o Marco Feliciano se lembre todos os dias que a única aliança que vale a pena é feita na cruz do Calvário.

Sei que é um assunto extremamente delicado e em tudo a concordância e discordância, mas que saibamos usar o bom senso para reconhecer o que está sendo feito de bom e criticar o que está ruim. Mas que nossa crítica não seja apenas pela vontade de criticar e sim para trazer mudanças propondo soluções.

Aos cristãos e homossexuais, gostaria de deixar um recado. As nossas diferenças não podem ser motivos de guerras. Quem quer ser respeitado, deve respeitar. Vamos nos unir para que os direitos humanos realmente existam em nosso país, pois hoje esses direitos ainda são utopia.

Aos cristãos em específico recomendo que orem pelo Pastor Marco Feliciano, não porque é um servo de Deus que está na Câmara, mas porque Deus o colocou onde está para que ele possa defender os interesses da família e promover a justiça social em nosso país.

 

A importância do perdão


perdao

Perdoa nossas ofensas assim como nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam” Matheus 6:12

            Já pensou se Deus nos perdoasse do jeito que perdoamos? O que seria de nós sem perdão? Por quê temos tanta dificuldade em perdoar? Uma pessoa que já recebeu perdão não deveria perdoar também? O que é perdoar?

Segundo o Aurélio perdão significa remição de uma falta ou ofensa. Perdoar é renunciar a punir. Absolver. E se eu preciso de perdão é porque sou culpado. Perdão exige culpa. Pedir perdão é assumir a culpa. Perdoar é um favor imerecido.

O perdão diz: “Ok. Você fez isso, mas eu aceito seu pedido de perdão. Não jogarei isso na sua cara e seremos do mesmo jeito que éramos”. É isso que Deus faz conosco, e é isso que não fazemos com os outros. Falamos que perdoamos e na primeira oportunidade jogamos na cara o que a pessoa fez. Uma frase do C. S. Lewis diz o seguinte: “todos dizem que perdoar é uma ideia maravilhosa até terem algo para perdoar”. Concordo com ele. Sempre falamos sobre perdão, aconselhamos os outros perdoar, mas quando é nossa vez de colocar em praticar, o bicho pega.

Aprendi a perdoar de uma maneira dolorosa, porém muito eficaz. Uma pessoa que eu amava muito fez algo que me machucou bastante. Fiquei muito mal, muito triste, não queria liberar perdão algum, e então comecei a questionar Deus. “Por que ele fez isso comigo Senhor? Por que? E Deus me respondeu: “Você está triste pelo que ele fez? Seu coração está machucado? Doendo? Pois é exatamente assim que me sinto todos os dias quando você peca, e quando você se arrepende eu te perdoo. Então, por que você não pode perdoá-lo?”. (HADOUKEEEEEN!!! Jesus Win!) Fiquei com a cara na poeira e lembrei-me da Parábola do Credor Incompassivo (Matheus 18: 23-35). Depois de uma voadora dessas o que eu podia fazer senão perdoar?!

Da próxima vez que você não estiver disposto a perdoar, pense no perdão que já recebeu.

“…Certa vez alguém disse que perdão se dá de graça

Mesmo que não se mereça

Perdoar é reflexo de amabilidade implícita no ser

Quem quer paz, precisa dar
Quem quer amor, precisa ter
Perdão “pra” perdoar…”

Canção do Perdão – Danni Distler

 

Texto da Patrícia Moura (@Pattymeel)

Orações que Deus não ouve

oracao

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Lamentavelmente, hoje em dia muitas igrejas não tem dado o devido valor, tem mudado o teor ou os motivos de oração. Isto acontece muitas vezes porque somos “orientados” a orar buscando poder ou coisas terrenas.

Oração gananciosa

“Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres.” Tiago 4:3

Muitas vezes, Deus não ouve nossas orações por um simples motivo: a GANÂNCIA!
Quantas orações partem do altar, com a potência do microfone, ensinando a buscar “o melhor de Deus” para a sua vida. Nesses casos é a melhor casa, o melhor carro, as melhores roupas e o melhor em tudo (desta terra) e sabe por quê? Dizem que é porque somos servos de Deus e temos que ter o melhor em tudo, mas na realidade é para esfregar na cara dos demais irmãos e demonstrar o quanto somos espirituais e abençoados, como nossa oração “move a mão de Deus” a meu favor, como Deus é fiel a um dizimista e ofertante fiel.

Oração em que nos colocamos como senhores

Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? “Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: ‘Por que me fizeste assim? ’ ” – Romanos 9:20

Alguns tem ensinado uma teologia que anda numa linha muito tênue com a blasfêmia, pois coloca Deus no lugar do servo. Muitos chegam a exigir o que querem dizendo que promessa é dívida e se Deus prometeu, Ele é obrigado a cumprir. O pior é que esse câncer se alastra como fogo em um paiol, levando centenas de milhares ao erro e a servir a Deus de forma errada. Em vez de glorificá-lo pela salvação que Ele oferece, ficam exigindo que Ele nos ceda os mimos. É a criatura se colocando no lugar do criador.
Essas pessoas negam inclusive a necessidade de fé para se alcançar aquilo que esperamos em Deus, pois basta darmos uma ordem que esse deus capacho (que não é o verdadeiro) deve nos atender e na hora!

“O cristão não precisa ficar orando, suplicando ao senhor que o cure ou lhe dê prosperidade ou vitória sobre as tentações. Tudo o que tem a fazer é exigir que o mal sai de sua vida, determinando assim a benção.” (Trecho do livo de um Tele-Missionário famoso) Engraçado que não vejo Jesus determinando nada, o apostolo Paulo também não fez uma determinação sequer, nenhum dos apóstolos determinaram o cumprimento das promessas em suas vidas. Será que Deus guardou esse “segredo” até os nossos dias e contradiz sua própria Palavra, apenas para abençoar os cristãos de nossa geração?

Oração para impressionar

“E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mateus 6:5

Os hipócritas queriam ser reconhecidos pelos homens, mostrar que oravam, que eram homens de Deus – qualquer semelhança com alguns, não é mera coincidência, eram homens que amavam multidões, mas temiam os indivíduos com todas as suas forças, pois o contado mais intimo revela quem somos de verdade.
Hoje existem muitos que sequer oram, mas quando chegam na igreja ou em qualquer reunião com os irmãos, ora alto, usa palavras difíceis, fala em línguas, salta, rodopia e é tido por todos como espiritual, mas na verdade diante de Deus está apenas encenando, pois Ele conhece as intenções pelas quais fazemos qualquer coisa. Se o que estivermos fazendo for para a nossa glória e não a Dele, não seremos atendidos. Ao contrário, nos condenamos e levamos muitas pessoas ao erro.

Estes são alguns motivos pelos quais a nossa oração não tem poder algum diante de Deus, portanto devemos meditar se em nossas orações estamos colocando Deus no lugar do Senhor ou se estamos assumindo o controle da situação.
Ainda é tempo de mudar e viver as verdadeiras bênçãos de Deus em nossas vidas.

Que Deus te abençoe!

Uma carta sincera ao Senhor

 

Carta-caminha

A paz do Senhor!

Hoje decidi escrever uma carta para Deus.
Não sei se desabafei ou se simplesmente inventei alguns trechos, mas posso garantir que foi escrita com muita sinceridade. Te encorajo a fazer o mesmo, o final pode ser muito mais gratificante que você imagina.

 

Meu Deus, 

Tenho a plena certeza de que o Senhor é real e que está comigo em todos os momentos de minha vida. Nos bons, me ensinando a aproveitá-los e a desfrutar do bem que o Senhor me concede. Nos maus, simplesmente se fazendo presente, muitas vezes em silêncio, apenas me abraçando, não com um abraço físico, mas com o consolo do Espírito Santo.

Muitas vezes tentei imaginar o por que de algumas coisas ruins em minha vida, mas o teu Espírito me “retruca” perguntando: “Por que não você?’. E nesses momentos me lembro que se o Senhor está permitindo que eu passe por algo que aos meus olhos não é bom é porque de alguma forma, o vaso tem de ser moldado e como tudo, depois que o vaso pega a forma e “seca”, qualquer remodelagem gera rachaduras que danificam sua estrutura.
Aprender a glorificar o Teu nome em meio ao sofrimento é muito difícil, mas totalmente possível, caso contrário nosso Senhor Jesus não teria ido até o fim na cruz do Calvário, Paulo não teria sofrido tudo o que sofreu por amor ao Evangelho, Pedro e os demais apóstolos não teriam dado suas vidas em favor da pregação da Palavra.

Pai, me perdoe por muitas vezes me omitir e não defender Tua Noiva como deveria, deixando que alguns abusados flertem com ela e algumas vezes sujem o nome de sua Amada. Sei que não serei o novo John Huss, John Wycliffe, Calvino, Lutero entre outros que defenderam a Tua Igreja com a própria vida, mas poderia, sim, ser uma voz profética, nesse mundo sujo e anunciar a Palavra que liberta enquanto esperava na fila do pão, do hospital, no metrô, no ônibus ou em qualquer outro lugar, mas nem sempre tenho a coragem que deveria.

Vira e mexe me questiono acerca de sua Graça, afinal, por que o Senhor decidiu me escolher? Um pecador, inimigo da cruz de Cristo e por isso seu inimigo. Mas quando penso nisso, o teu Santo me lembra que não devo entendeu o teu trabalhar e sim trabalhar Contigo para alcançar os escolhidos que ainda estão perdidos e espalhados pelo mundo. Saber que o Senhor é quem me impulsiona e me dá forças para continuar é o combustível que não me deixa parar, que me motiva a cumprir a grande comissão e Te fazer conhecido. Antes de declarar que Tu és o Senhor do Brasil, quero apresentar o Senhor ao Brasil.

O Senhor conhece meu coração e sabe que mesmo sem querer a fama, as vezes minha carne fala mais alto e clama por aplausos. Muitas vezes é necessário um maior esforço para apontar os holofotes para Ti, pois a minha vontade carnal é trazê-los para mim. Mas continuarei buscando o maior título que um ser humano pode receber: SERVO, de preferência INÚTIL, pois este faz apenas o que o Senhor manda.

Só posso te agradecer por tudo que o Senhor fez em minha vida até hoje. Tens me dado saúde, mas em alguns momentos me deixa adoecer. Tens me sustentado, mas algumas vezes me falta o que comer. Tens me usado, mas em algumas situações me sinto sozinho na batalha.
Posso dizer de boca cheia que o Senhor é fiel, não a mim, mas a sua Palavra que é a Verdade que me resgatou, libertou e salvou. Isso para mim já vale mais que qualquer fortuna, fama ou qualquer outro bem material.

Para encerrar essa carta, quero Lhe fazer um único pedido: Que o Senhor me molde à Tua vontade e forje o caráter de Cristo em mim, pois só assim eu serei mais que um chamado, serei um dos teus escolhidos!

Teu servo inútil, Thiago Schadeck

O preço da fidelidade

“E os três homens, vestidos com seus mantos, calções, turbantes e outras roupas, foram amarrados e atirados na fornalha extraordinariamente quente” (Dn 3:21).

O capítulo 3 do livro de Daniel contém um dos episódios mais lembrados do Antigo Testamento. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego são os personagens mais notáveis da narrativa. Eles eram homens de muita inteligência e entendiam, com muita profundidade, a cultura e a ciência babilônica, apesar de serem judeus (1:17). Ainda jovens, eles foram levados cativos para Babilônia e logo nos primeiros dias de sua estada ali, não cederam à tentação de se contaminar com a comida e com a bebida do rei (vv.8-15). Mas é no capítulo em questão que estes bravos homens de Deus atravessam a adversidade mais cruel de suas vidas. É uma verdadeira “prova de fogo”.

Tudo começou quando o rei Nabucodonosor mandou fazer uma enorme estátua de ouro e decretou uma lei que exigia que todos os que ouvissem o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música, se prostrassem e adorassem a dita estátua (3:5). A punição para os desobedientes a tal lei era a morte na fornalha em chamas (v.6). Em contrapartida, os que se curvassem a ela tinham a garantia de uma vida aparentemente tranqüila. O problema, é que aquela lei feria um princípio insubstituível das Escrituras: Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo na terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto (Êx 20: 4-5a).

Defender princípios bíblicos num mundo sem pudor não é tão simples quanto gostaríamos que fosse. Andar na contramão de uma sociedade egoísta, depravada, avarenta, pornográfica e violenta, é uma característica de poucos. Bem mais desanimador é o fato de que pouquíssimas pessoas estão dispostas a padecerem qualquer espécie de sofrimento para defenderem a fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd 1:3). Ser fiel em meio a uma sociedade infiel ou honesto em meio à corrupção, falar a verdade quando a maioria profere mentiras, dizer “não” quando todos dizem “sim” ou dizer “sim” quando todos dizem “não”, exige um preço alto a ser pago.

Talvez não tivéssemos a ousadia de dizer “não” à lei do rei babilônico. É possível que, à semelhança do que fez a grande massa populacional da época, tivéssemos humildemente inclinado a nossa cabeça e, ajoelhados, adorado a um objeto produzido por mãos humanas e, consequentemente, traído o nosso Deus. Porém, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego agiram diferente: …fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste (v.18). Se o rei lhes tivesse perguntado se estariam dispostos a pagar o preço por essa atitude corajosa (ou suicida, na visão de alguns), eles certamente diriam que sim! O preço da fidelidade, nesta situação, era a morte.

A pergunta que não quer calar é: “quem está disposto a pagar o preço da fidelidade?” Se esta pergunta fosse direcionada especificamente a você, qual seria a sua resposta? Os três personagens aqui citados foram condenados por declararem obediência ao Deus que serviam. Eles não escaparam da fornalha, mas na fornalha (vv.24-25)! Todos os soldados valentes que declaram fidelidade ao seu comandante, Cristo, serão por ele assistidos! Isso, todavia, não significa que os fiéis serão imunes ao preconceito, à dor, à resistência ou à morte. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram livres na fornalha babilônica, mas Paulo não teve a mesma sorte na prisão romana (2 Tm 4:6).

Deus estará ao seu lado quando você rejeitar as idéias promíscuas dos ditos “amigos”; e quando você recusar participar das tramóias sugeridas pelos chefes da empresa; e quando você disser “não” às propostas sedutoras, cujo fim é o adultério e a fornicação; e quando você confrontar as convicções heréticas, as quais desnorteiam as mentes das pessoas da verdade do evangelho. Por causa da sua firme convicção na Palavra, você estará sujeito a sofrer perseguições. Mas seja fiel, pague o preço e Deus lhe honrará de modo tremendo!

Fonte: FUMAP.

O perigo do culto sem pregação

Por Eudoxiana Canto Melo

Há alguns anos, ouvi a respeito de um show que uma cantora gospel realizara num grande templo evangélico, na cidade de São Paulo: “Foi tão bom que nem precisou de pregação!” Infelizmente, esse menosprezo pela exposição da Bíblia tem se tornado cada vez mais comum. Em contrapartida, ouço pessoas declarando amor por Cristo. Penso que o amor a Deus implica confiança nele; esta, por sua vez, implica a tentativa de obedecer-lhe, que é uma atitude de quem valoriza o que ele diz em sua palavra. Não sou contra que se declare amor por Cristo, mas me assusta a contradição entre a facilidade com que tanta gente confessa amá-lo e o menosprezo que tantos demonstram pela pregação das Escrituras nos cultos.

Há uma afirmação de C. S. Lewis que tem muito a ver com essa contradição: “Não há sentido em dizer que confiamos em tal pessoa se não aceitamos seus conselhos”. De fato, confiar implica ouvir e valorizar o ensino da pessoa que consideramos confiável. Se dizemos amar a Cristo e confiar nele, é de se esperar que queiramos ouvir e aceitar o que ele tem a dizer. Ora, se o ensino e os conselhos de Cristo estão na Bíblia Sagrada, é indispensável a exposição fiel de seu conteúdo, no culto, para que o conteúdo dos louvores, da oração, da oferta permaneça fiel à verdade nela revelada.

Se pensarmos o quanto a saúde espiritual da igreja depende do ensino e da pregação fiel das Escrituras, veremos o quanto é preocupante descartarmos esse momento do culto e aceitarmos que seja substituído por algum falatório vazio ou algum entretenimento. É como dizer a Cristo: “Tu és meu Senhor, meu amigo, mas não preciso dos teus conselhos”. Conscientemente, alguém que professe ser cristão não diria isso a Deus. Mas é exatamente o que lhe dizemos, quando desprezamos a exposição da Bíblia Sagrada; não importa quantas declarações de amor cantemos para ele. Na verdade, se lhe dizemos isso com nossas atitudes, ele ainda não é nosso Senhor, nem nosso amigo.

Deus jamais aceitará um culto sem o conteúdo de sua palavra. Isso nos dá o dever de repensar o valor da pregação, pois quando esta é descartada ou quando seu conteúdo não tem compromisso com a palavra de Deus, toda a adoração torna-se vulnerável a conteúdos corrompidos por falsos ensinos. Precisamos, urgentemente, que Cristo volte a ser o centro da nossa vida, que volte a ser o centro da nossa oração, da nossa pregação, do nosso louvor, de toda oferta que depositamos diante dele.

Sem Jesus, faz algum sentido nos reunirmos para celebrar? O Cristo a quem temos declarado amor é o Deus das Escrituras ou algum que inventamos? Se a pregação da palavra de Deus nos for negligenciada, nosso culto, consequentemente, se esvaziará do conteúdo que deve fundamentá-lo: a verdade. Considerando isso, estamos diante de um sério perigo, pois Jesus afirmou ser a própria verdade (Jo 14.6); também orou ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Ele é a verdade, a palavra de Deus encarnada, revelada na palavra de Deus escrita, a Bíblia Sagrada. Portanto, onde não há palavra de Deus, não há verdade, e onde não há verdade, não há Cristo.

Fonte: FUMAP.

O Fim do Mundo e a Esperança em Cristo

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Co mo vemos, passamos do dia 21/12/2012 “ilesos”, ou seja, o mundo não acabou!

Durante todo esse ano ouvimos comentários e piadinhas sobre o final do mundo em dezembro. Muitos sequer deram atenção, pois tinham a certeza que não seria o fim desse mundo, mas muitos se refugiaram em abrigos especialmente preparados para essa data, onde tinha comida, remédios, roupas e mais alguns itens de sobrevivência.

A data do fim do mundo foi definida em um “estudo”  do calendário Maia, uma antiga civilização que foi extinta há mais de 500 anos, durante a dominação espanhola nas Américas Central e do Sul.

Segundo historiadores, os Maias eram extremamente avançados para o seu tempo, eles sabiam ler, escrever, fazer contas e exímios engenheiros. As cidades Maias eram repletas de monumentos, como pirâmides por exemplo.

Muito bem, passada essa breve introdução, gostaria de te lembrar que nossa esperança não deve estar em um calendário, seja ele dos Maias ou de qualquer outro povo. Sequer devemos acreditar em qualquer pessoa que em nome de Deus diz saber o dia do fim. Já tivemos algumas centenas de pessoas profetizando datas para o fim do mundo e sabe o que aconteceu? Ele não acabou. Vamos ver alguns desses casos:

Charles Russel, fundador dos testemunhas de Jeová, declarou que Jesus voltaria de forma invisível em 1874 e de forma visível em 1914. Claro que ele errou, mas como não poderia deixar sua reputação escorrer pelo ralo, já que seus seguidores o veem como um profeta marcou as data de 1925. Como Russel morreu em 1916, seus seguidores (provavelmente liderados pelos juiz Joseph Franklin Rutherford, que o sucedeu) se encarregaram de marcar a volta de Cristo para 1941, 1942 e 1975. Advinha o que aconteceu? Erraram de novo!

Nos anos 80, Edgar C. Whisenant vendeu 4,5 milhões de cópias de seu livro, ”88 Razões Por Que o Arrebatamento Será em 1988”. Quando não aconteceu, deu ele então oitenta e oito razões porque tinha errado? Não, ele disse que tinha calculado mal a data acidentalmente e, então, vendeu mais milhões de cópias de “O Grito Final: Relatório do Arrebatamento de 1989.”

O caso mais famoso aqui no Brasil foi de uma “apostola” que em 1990 declarou que Jesus voltaria em um sábado de 2007. Ao contrario dos dois acima, ela explicou a formula que usou para chegar a essa data, inclusive foi gravado e pode-se encontrar facilmente no Youtube.

Segundo ela, em 1967 Israel voltou a existir e foi “profético” porque 6 é o numero do espírito do homem e 7 o número do Espírito de Deus. 6 e 7 se encontraram, o homem se encontrou com Deus e a Bíblia diz que quando Israel for restaurada não passará (Marcos 13:28-30) e conforme essa senhora, uma geração dura 40 anos (considerando tão somente o israelitas no deserto) e seria no sábado porque é o dia do Senhor. Nesse vídeo, ela ainda alega que a igreja não será pega de surpresa, pois Deus irá nos avisar.

Uma coisa é inegável: ela tem a imaginação muito fértil, mas pouquíssima habilidade na interpretação do texto, porque se continuasse lendo, veria que no versículo 32 Jesus diz categoricamente que do dia do fim, ou de Sua volta, ninguém sabe, somente o Pai e também não leu a parábola das 10 virgens (Mateus 25:1-13).

É importante lembrar que o mundo acaba para muitos todos os dias, quando a morte chega e é impossível evitá-la, pois é o Senhor quem dá a vida e quem torna a tomá-la, o poder de vida e morte está em suas mãos (1 Samuel 2:6). Nós, como cristãos, devemos estar sempre preparados.

Jesus conta uma parábola de um homem rico que se deleitava de toda sorte de bens materiais e pergunta a ele: “Louco, esta noite pedirão a tua alma. O que tens para oferecer?”. Faça esse pergunta a si mesmo, se hoje o Senhor pedisse a sua alma, quais foram as tuas obras para Ele? O que poderia oferecer a Ele?

A Bíblia é enfática em dizer que Jesus voltará, mas também é explicita em dizer que a nós não é dado o direito de saber quando. Abaixo vou listar alguns versículos que falam sobre a vinda de Cristo. Pegue sua bíblia e confirme que a promessa do Senhor de arrebatar o seu povo é real.

Mateus 24:1-51 – O capitulo 24 de Mateus é dedicado a falar sobre a vinda de nosso Senhor, e se você for uma pessoa atenta perceberá que a maioria desses sinais já se cumpriu e faltam apenas alguns detalhes para o cumprimento dos demais.

1 Corintios 15:50-58 –  o Apostolo Paulo nos alegra dizendo que aqueles que estão em Cristo, ao ressoar da ultima trombeta terão o corpo revestido de incorruptibilidade e imortalidade e estará com o Senhor para sempre.

1 Tessalonicenses 4:15-18 – Aqueles que morreram em Cristo serão levados junto com os salvos ao encontro de Cristo nos ares para estarmos eternamente com Ele.

Apocalipse 3:15 – Eis que venho sem demora, guarde o que tens para que ninguém tome a sua coroa.

1 Tessalonicenses 5:2 – O dia do Senhor virá como um ladrão de noite, Ninguém saberá até que ele chegue.

Existem mais centenas de versículos que apontam para Cristo como a nossa esperança no “fim do mundo”, portando pesquise e veja que não devemos temer ao fim dos tempos, porque para nós, os salvos, o fim nessa terra é o inicio de uma vida eterna com o Senhor!

Como diz a letra de um louvor que cantava na igreja que eu congregava na adolescência: “A eternidade é o começo da história”

Que Deus te abençoe.

Lições de uma moabita

Foi assim que Noemi voltou das terras de Moabe, com sua nora Rute, a moabita. Elas chegaram a Belém no início da colheita da cevada (Rt 1.22).

Rute era uma moabita que havia se casado com Malom, filho de Noemi e Elimeleque. Isso aconteceu porque Noemi, Elimeleque e seus dois filhos que eram judeus, haviam se mudado para Moabe por causa da fome que assolara Israel. Noemi e Rute, logo ficaram viúvas. Mediante essa lamentável situação, Noemi decidiu voltar para a sua terra de origem. Ali, ela se aventuraria em um recomeço. Rute, sua nora, não a deixou ir sozinha e a acompanhou nesta difícil jornada. Ambas não tinham filhos, estavam desamparadas e sem perspectiva positiva de vida. Com esta mulher que renunciou a própria pátria para servir ao Deus de Israel, aprendemos importantíssimas lições:                                    

            Em primeiro lugar, precisamos encarar a vida com humildade. Observe o texto: Um dia Rute disse a Noemi: – Deixe que eu vá até as plantações para catar as espigas que ficam caídas no chão. Talvez algum trabalhador me deixe ir atrás dele, catando as espigas que forem caindo (2.2). Note que Rute além de ser submissa, demonstra profundo respeito para com Noemi. Os cabelos brancos de sua sogra não lhe são motivo de desprezo, mas de consideração. Se de fato, você deseja ser vitorioso na vida, poste-se de modo humilde. Não aja como se você fosse superior às demais pessoas. Siga o exemplo de Jesus, que é manso e humilde de coração (Mt 11:29).

            Em segundo lugar, precisamos encarar a vida com vigilância. Veja o texto:o versículo 8 do capítulo 2: Então Boaz disse a Rute: – Escute, minha filha. Não vá catar espigas em nenhuma outra plantação. Fique aqui e trabalhe perto das minhas empregadas (2.8). Rute catava espigas nos campos. Esse trabalho, apesar de parecer fácil, era perigoso, pois as mulheres que o fazia, corriam o risco de serem violentadas por homens de má índole. Por isso, Rute deveria ficar vigilante e evitar colher espigas nos lugares perigosos. No versículo 23a, vemos que Rute atendeu, prontamente, o conselho de Boaz: Assim Rute trabalhou com as empregadas de Boaz e catou espigas até terminar a colheita da cevada e do trigo. Quem é vigilante não põe em risco a sua fé e o seu caráter; não caminha por lugares obscuros onde há risco de queda; não espera a doença do pecado atingir a alma para depois tentar remediá-la, mas previne-se com o “antídoto” da santificação. Quem é vigilante modera as suas palavras para falar o que convém, apressa os seus pés para andar retamente e preserva os olhos para não desejar o mal.

            Em terceiro lugar, precisamos encarar a vida com disposição. Considere o texto: E assim Rute catou espigas no campo até a tarde. Depois debulhou os grãos das espigas que havia apanhado, e estes pesaram quase vinte e cinco quilos (2.17). Veja que Rute tem disposição para ir à luta e correr atrás daquilo que precisa. Ela é perseverante no trabalho e não se esquiva de suas responsabilidades.  Esta mulher virtuosa nos anima a continuarmos a lutar em meio às circunstâncias negativas. Não fuja dos seus deveres para com Deus quando vierem os problemas. Continue a insistir em trabalhar para ele. Lembre-se que ele é o nosso pastor, por isso, nos suprirá nas necessidades. Seja forte e corajoso sabendo que o Deus da providência estará ao seu lado!

Fonte: FUMAP

 

A importância do Estudo Bíblico

Um estudo bíblico inaugurou o ministério terrestre de Jesus, e com um estudo bíblico ele o encerrou. Esta é a ênfase do evangelho segundo Lucas (Lc 4.14-22; 24.27,32,44). Lucas é o livro bíblico que chama Jesus de Mestre o maior número de vezes. Jesus pressupunha que o homem só pode aproximar-se de Deus por meio da sua revelação. O estudo bíblico é o modo de conhecer a revelação de Deus.
O estudo bíblico foi um meio utilizado pela igreja primitiva na divulgação do evangelho e no fortalecimento da fé dos convertidos (At 8.35; 17.2-3,11; 18.27-28). Eles seguiam os passos de Jesus e acreditavam, como ele, que a pesquisa das Escrituras levaria os homens ao encontro de Deus.
 
O próprio evangelho de Lucas é o resultado do estudo bíblico de evangelhos anteriormente escritos, conforme declara o autor no prefácio da obra (Lc 1.1-4). A leitura do Novo Testamento certamente confirma a tese de que o estudo bíblico era uma das principais atividades desenvolvidas pela igreja nascente e missionária, no primeiro século.
 
Estas poucas observações bastam para ressaltar nosso dever de estudar a Bíblia. É um dever e não uma opção, visto que este era o proceder de nosso Mestre, da igreja antiga e dos próprios escritores inspirados. O que conhecemos de Jesus está na forma de um livro que necessita ser estudado para obter dele uma plena compreensão da sua obra e pessoa.
 
Metodologia e estudo bíblico
 
Todos os que se aproximam da Bíblia, utilizam-se de um método de estudo da mesma, consciente ou inconscientemente. Não há problema em ter um método de estudo bíblico, desde que ele seja válido e nos conduza a resultados verdadeiros.
 
É necessário verificar se o método que utilizamos para estudar a Bíblia é bom. Alguns conscientes da necessidade de estudo, utilizam-se de comentários, livros de estudo dirigido e de outras obras, para obter maior compreensão do texto bíblico. Ouvir palestras, aulas e pregações é para a maior parte das pessoas o único método de estudar a Bíblia que conhecem.
 
A razão de estudar a Bíblia por si mesmo
 
Alguém pode perguntar: Porque devo estudar a Bíblia por mim mesmo? Uma infinidade de pessoas já não fez esse estudo? Qual a razão de tentar fazer isto de novo?
 
1.A primeira razão para estudar a Bíblia por si mesmo é simples: não devemos absorver a “teologia” dos que nos rodeiam. Esta sempre foi a causa da apostasia e idolatria de Israel. Usaremos, porém, um exemplo moderno para ilustrar esse ponto: Os primeiros missionários de determinada denominação batizavam para a remissão de pecados. Hoje em dia, porém, a prática mais comum desta denominação não é esta. Qual a razão? Simples: como os primeiros obreiros diziam não ter necessidade de estudar a Bíblia (mas pregavam “inspirados” pelo Espírito, sem preparo prévio), com o tempo, esta denominação foi absorvendo a teologia evangélica mais forte no país que ensinava a não essencialidade do batismo. Moral da história: quem não estuda para aprender o que é certo, vai aprender de muitos modos o que é errado.
 
2.Outra razão para fazer um estudo bíblico independente é a má exegese encontrada na literatura sobre a Bíblia. Se um professor da escola bíblica preparar suas aulas consultando comentários, vai acabar ensinando mentiras em nome de Deus.
 
3.Estudar a Bíblia faz com que deixemos de usar os textos como “textos-prova” de doutrinas, e busquemos a mensagem íntegra que o Espírito Santo quis transmitir através do escritor do texto sagrado.
 
4.Um estudo bíblico renovado impede aquela tendência de ser eclético e dar ao texto bíblico vários sentidos. Um estudo sério leva em conta o fato do escritor original ter tido em mente algo que precisamos saber. Não adianta somar tudo o que se diz sobre um texto; precisamos determinar o que o texto diz.
 
5.Por último, cremos que a razão mais importante para um estudo bíblico sério é a vontade de Deus. Deus quer que nos apropriemos da sua vontade. A Bíblia é o registro dela. Logo, é essencial que estudemos a pa­lavra de Deus e procuremos compreendê-la. Não existe conselho mais repetido nas Escrituras, direta e indiretamente. Deus é eternamente sábio. Se ele, nesta sabedoria, deixou sua vontade revelada em um livro, então temos a certeza de que é possível compreender a vontade dele pelo estudo deste livro. Se não o fizermos ou desistirmos da tarefa, estaremos blasfemando contra a sabedoria de Deus.
A Palavra de Deus é alimento para nossa alma, para nossa “saúde espiritual”; faça parte de um grupo de estudo bíblico, convide pessoas para fazerem parte e assim “conhecer e prosseguir em conhecer a vontade do Senhor”.
 
Fonte: Sou da Promessa

O Deus dos ansiosos

Esperei ansiosamente por Iahweh: ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito. (Sl 40:2 – A Bíblia de Jerusalém)

Esperar talvez seja a experiência mais desgastante para o ser humano. As palavras de Davi, registradas no Salmo 40:2, revelam-nos que esse não é um problema apenas de quem vive numa sociedade imediatista como a nossa. Esperar sempre foi difícil.

A expressão do salmista traz toda a carga emocional que o envolvia, enquanto aguardava pela resposta de Deus: Esperei ansiosamente por Iahweh. É para um estado de angústia, devido a uma espera prolongada, que o verso aponta. Toda a ansiedade de Davi se justifica pela situação desesperadora em que se encontrava. Ele assemelha seu estado a uma cova fatal e a um brejo lodoso (v.3).

Uma pessoa ansiosa é alguém inquieto e aflito. Era nessas circunstâncias que Davi esperava por Deus. Sua ansiedade o fazia pensar, por vezes, que o Senhor estava demorando demais para atendê-lo. Ele não hesitava em expor diante de Deus o seu estado emocional; não negava seu sofrimento. E o Senhor, que entende os ansiosos, jamais o condenou por isso, pois sabe o quanto nossas emoções nos distanciam da perfeita compreensão de seu plano.

Você está sofrendo, enquanto espera por Deus? Está aflito, impaciente? Acha que Deus se esqueceu de você? Davi se sentia assim também. Mas preste atenção ao que ele diz, na sequência do verso: … ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito. Deus não rejeitou o ansioso e impaciente Davi. Também não rejeitará você. Ele é bondoso, misericordioso (Sl 103:8) e sabe que seres humanos sentem ansiedade. Ele próprio a experimentou, no jardim do Getsêmani (Mt 26.36-46; Mc 14.32-42). O Senhor sabe lidar com os ansiosos, e é com muito amor que os trata.

Deus não espera que você seja mais que um ser humano. Ele espera que você se exponha diante dele e lhe confesse o quanto está impaciente, sem máscaras e sem fingimento. Para Deus, o importante é que você, a despeito da sua ansiedade, seja sincero e assuma suas fragilidades diante dele, jamais desista de confiar em suas promessas e jamais procure outros socorros. Aos ansiosos sinceros, Deus atende, e dos ansiosos fiéis, ele se agrada.

Fonte: FUMAP.

Se tão somente tocar nas suas vestes, sararei!

Gessiele Sousa
 
“E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue, e que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior; Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste. Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei. E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal. E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes? E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera.
Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal”. Marcos 5:25-34
 
O texto acima narra a história de uma mulher que usou sua fé com o fim de alcançar uma cura aparentemente impossível, até mesmo, para os médicos. Mas ao imaginar a palavra “impossível”, devemos lembrar que Jesus esta no controle. Esse episódio muito nos ensina sobre isso.
O texto diz que há doze anos uma mulher sofria de uma enfermidade, um fluxo de sangue. Além de deixar claro que ela estava com sérios problemas físicos, o texto diz que ela estava arruinada financeiramente. Isso porque ela havia gastado tudo o que tinha no tratamento da enfermidade, e a sua situação estava cada vez pior.
Mas ela ouviu falar da pessoa de Jesus. E pensou: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei. Aqui ela não se mostra duvidosa. A mulher sabia que se tocasse nas vestes de Jesus, seria, de fato, curada. Ela poderia ter desistido, pois a multidão a impedia de chegar perto do Mestre. Além disso, poderia desistir da vida, pois todas as suas forças e expectativas tinham sido desfeitas, juntamente com o seu dinheiro. Contudo, ela viu, em Jesus, a única solução para a sua dificuldade. Ao vê-lo, de pronto ela se deixou levar pela fé, e não teve dúvida: …sararei (Mc 5:28). Se fosse ao encontro de Jesus, com certeza alcançaria a cura. E foi isso que ela fez. Deixou de lado o medo, a vergonha, a fragilidade física, e foi ao encontro dele, tocou em suas vestes e logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal (v.29). Precisamos seguir o mesmo exemplo dessa mulher; precisamos ter a mesma fé.
Há momentos em que corremos o risco de perder a fé em Jesus. De repente, o médico dá o último diagnóstico e nosso mundo desaba sobre nossas cabeças. Ele diz: “lhe resta alguns meses de vida, apenas”. Então, nos deparamos com, pelo menos, duas opções: confiar na opinião do médico ou buscar uma segunda, a saber, a do médico dos médicos. Lembre-se, a última palavra sempre será a do Todo Poderoso!
Em dias de aflição creiamos no socorro de Jesus. Ele nos ama! Quer que contemos com a pessoa dele em todos momentos. Ele é o nosso amigo de todas as horas! Saiamos, portanto, ao encontro dele, com coragem e fé. Talvez aquela enfermidade, o problema na família, aquele acidente, tenha colaborado para a nossa aproximação de Cristo. Somos humanos e, como tais, limitados. Precisamos do alivio oferecido por Jesus. Ele nos dá alivio e cura.
Que o Senhor continue a nos abençoar.
 
Fonte: FUMAP.

Apetite pelo alimento do céu

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; (Mateus 5:6)

Por Hernandes Dias Lopes

1. O evangelho de Mateus apresenta Jesus como Rei. O sermão do monte é a plataforma do Reino. Ele não descreve a vida do mundo, mas a vida daqueles que fazem parte do Reino.

2. Somente uma pessoa que é humilde de espírito e reconhece os seus próprios pecados e chora por eles e se submete à soberania de Deus, pode ter fome e sede de justiça.

3. Falaremos sobre esse apetite pelo alimento do céu.

I. QUE TIPO DE ALIMENTO DEVEMOS TER APETITE?

A fome espiritual é uma das características do povo de Deus. A ambição suprema do povo de Deus não é material, mas espiritual. Os cristãos aspiram as coisas mais excelentes. Eles buscam em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça.

Thomas Watson, puritano inglês do século XVII, disse que Jesus está falando aqui da justiça imputada e da justiça implantada. John Stott, maior exegeta do século XX, diz que a justiça bíblica tem três aspectos: legal, moral e social. A justiça legal trata da nossa justificação, um relacionamento certo com Deus. A justiça moral trata da conduta que agrada a Deus, a justiça interior, de coração de mente e de motivações. A justiça social refere-se à busca pela libertação do homem de toda opressão, junto com a promoção dos direitos civis, de justiça nos tribunais, da integridade nos negócios e da honra no lar e nos relacionamentos familiares.

1. Devemos ter apetite pela justiça imputada, ou seja, justiça diante de Deus

Aquele que reconhece que é pecador, e que como pecador é injusto, e portanto, está condenado junto ao trono do Deus todo-poderoso, esse tem fome e sede de justiça. Esse deseja ser justo, ele deseja ter sua iniquidade perdoada. Esse busca a salvação.

Mas como um homem pode ser justo diante de Deus? Ele jamais estará satisfeito até que creia que Jesus foi feito por Deus nossa sabedoria, justificação, santificação e redenção (1 Co 1:30). Ele jamais estará satisfeito até que compreenda que Cristo morreu em seu lugar, em seu favor, levando sobre o seu corpo os seus pecados, encravando na cruz a sua dívida, e comprando na cruz a sua eterna redenção.

Cristo é a nossa justiça. O mais fraco dos crentes que crê em Cristo tem tanto da justiça de Cristo como o mais forte dos santos. Em Cristo somos completos e perfeitos. Cristo é a fonte da vida. Não precisamos das cistenas rotas. Quem nele crê tem uma fonte e rios de água viva. Essa justiça de Cristo é gratuita. O pão da vida é de graça. A água da vida é de graça (Is 55:1; Ap 22:17).

2. Devemos ter apetite pela justiça implantada, ou seja, uma vida nova com Deus

Não é suficiente saber que os nossos pecados estão perdoados, pois temos ainda uma fonte de pecado dentro do nosso coração e águas amargas fluem constantemente dessa fonte. Quem tem fome e sede de justiça deseja ardentemente ser transformado. Jesus disse: “Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt 5:20).

Quem tem fome e sede de justiça aspira as coisas do céu, ama a santidade, tem prazer nas coisas de Deus, deleita-se em Deus, ama a lei de Deus. Sua aspiração mais elevada não é ajuntar tesouros na terra, mas no céu. Seu prazer não está nos banquetes do mundo, mas nas manjares do céu. Ele tem sede de santidade. Ele tem uma nova mente, um novo coração, um novo nome, uma nova vida. Seu coração está no céu. Seu tesouro está no céu. Seu lar está no céu. Sua pátria está no céu.

Quem tem fome e sede de justiça deseja ardentemente ter mente pura, coração puro, vida pura. Anela subjugar o orgulho e ter vida certa com Deus e com os homens. Quem tem fome e sede de justiça quer sempre mais. Ele está satisfeito, mas nunca saciado. Ele ama, mas quer amar mais. Ele ora, mas quer orar mais. Ele estuda a Palavra, mas quer estudar mais. Ele obedece, mas quer obedecer mais.

3. Devemos ter apetite pela justiça promovida

Quem tem fome e sede de justiça não se conforma com a injustiça – Ele abomina o mal, ele ataca a corrupção, ele declara guerra contra toda de esquema opressor. Ele luta pela justiça social. Ele exige justiça nos tribunais, ele defende o direito do fraco, a causa dos oprimidos.

Quem tem fome e sede de justiça luta por uma sociedade onde não haja fraude, falso testemunho, perjúrio, roubo e lascívia. Ele deseja que o justo governe. Ele deseja que toda guerra cesse. Ele deseja que leis justas sejam estabelecidas. Sua oração contínua é: “Senhor, venha o teu reino, seja feita a tua vontade assim na terra como no céu.” Ele deseja justiça diante de Deus, justiça para si e entre os homens.

Aqueles que têm fome e sede de justiça lutaram pelas grandes causas sociais: 1) O cristianismo defendeu o direito das mulheres e das crianças; 2) John Weley combateu a escravidão; 3) William Wilberforce lutou pela abolição da Escravatura na Inglaterra; 4) Martin Luther King lutou contra o preconceito racial.

II. QUE TIPO DE APETITE DEVEMOS TER PELO ALIMENTO?

1. Consideremos alguns problemas graves ligados ao apetite

a) Os mortos não têm apetite – Uma pessoa morta não tem fome. Não há restaurantes nos cemitérios. Assim, também, uma pessoa sem vida espiritual nunca vai ter fome das coisas de Deus. As coisas de Deus não atraem uma pessoa morta espiritualmente. Ela tem fome do pecado e não do pão do céu. Ela tem fome das coisas do mundo e não dos banquetes de Deus. Se você não tem fome de Deus é porque possivelmente você ainda está morto espiritualmente. A fome é o primeiro sinal de que uma pessoa está viva. Assim como uma criança ao nascer deseja o leite materno, uma pessoa ao nascer de novo, deseja ardentemente o genuíno leite espiritual. Se você tem fome e sede de justiça é porque você recebeu vida em Cristo. Mas se você está cheio com a sua própria justiça. Se está satisfeito com a sua própria vida então não há sinal de vida espiritual em você.

b) A falta de apetite é uma doença – Muitas pessoas que nasceram de novo estão doentes espiritualmente e perderam o apetite pelas coisas do céu. Pessoas doentes têm mais sono do que apetite. São como Pedro no Getsêmani, dormem em vez de orar. Também, perderam o apetite pela leitura da bíblica. Perderam o apetite pela oração. Perderam o entusiasmo de estar na Casa de Deus. Estão fracas na fé. Aqueles que se consideram cheios jamais serão saciados. “Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos” (Lc 1:53). Quando as pessoas recusam o alimento é porque não estão com fome. Quando elas fazem pouco caso do evangelho é porque estão cheias de si mesmas. Jesus tinha apetite pelas coisas do Pai. Ele disse: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (Jo 4:34). Quem tem fome de Deus deleita-se na Palavra de Deus. Ela é mais doce do que o mel e o destilar dos favos (Sl 19:10). Jeremias disse: “Achadas as tuas palavras, logo as comi” (Jr 15:16). Mas apenas ouvir a Palavra sem colocá-la em prática é sinal de doença (Ez 33:32; Tg 1:22-25). Outros preferem recreação ao alimento.

c) A inanição é evidência de alimentação escassa – Quando as pessoas não recebem alimento suficiente para atender suas necessidades elas ficam fracas e não se desenvolvem. Há muitos crentes sofrendo inanição espiritual porque estão ingerindo muito pouco alimento. Estão recebendo apenas uma refeição por semana. Em casa não lêem a Bíblia. Não frequentam os cultos semanais. Não frequentam as reuniões de oração. Por isso estão fracas na fé. Por isso ficam expostas a toda sorte de doenças oportunistas.

d) Muitas doenças são provocadas por alimentação inadequada – A saúde começa pela boca. Ninguém pode ter boa saúde se tem uma péssima alimentação. Não há nada mais nocivo à saúde do que ingerir um alimento estragado ou venenoso. No tempo do profeta Eliseu, os discípulos dos profetas não puderam comer porque havia morte na panela. Hoje muitos crentes estão doentes porque há morte na panela. Há morte nos púlpitos. Há morte nas salas de Escola Dominical. Há morte nos livros! As pessoas estão desejando as bênçãos de Deus e não o Deus das bênçãos. Elas querem prosperidade e cura e não santidade. Elas querem sucesso e não piedade. Elas têm sede dos aplausos dos homens e não fome da glória de Deus. O jovem rico foi a Jesus, mas ele tinha fome de salvação e também de riqueza. Muitos vão a Jesus, mas têm fome de salvação e dos prazeres do mundo; fome de salvação e também de riquezas; fome de Jesus e do pecado. Esses são despedidos vazios! Há pessoas que têm fome de mamom e não de maná. São como Acabe que se deprimem por não terem a propriedade que pertence a Nabote. Há outros que têm fome de vingança. Outros fome e sede de satisfazer seus desejos impuros. Aqueles que têm fome do pecado serão saciados por Satanás e perecerão de fome e sede para sempre.

e) A desnutrição produz raquitismo – Uma pessoa que não recebe alimento saudável e suficiente pode sofrer de raquitismo. Não há desenvolvimento. Um crente que não se alimenta de forma correta das coisas de Deus torna-se raquítico espiritualmente. Assim como uma pessoa deve evitar ingerir aquilo que tira o apetite, devemos também rejeitar tudo aquilo que tira o nosso apetite de Deus.

2. Consideremos as características do apetite

a) O apetite é um desejo real – Não podemos fazer de conta que ele não existe. A fome e a sede são as necessidades mais essenciais da vida. Ninguém sobrevive sem pão e sem água. Assim, também, ninguém pode pertencer ao reino sem ter fome de justiça. O maior anelo de um crente é ser perdoado, é ser vestido com a justiça de Cristo. Seu maior desejo é ser santo, puro e glorificar a Deus. Antes tínhamos fome de pecar; agora temos fome para não pecar. Quem tem apetite enfrenta qualquer dificuldade para saciar a sua fome. Ele se deleita na comida. Há algumas diferenças entre o apetite verdadeiro pelas coisas de Deus e o apetite hipócrita: 1) O hipócrita não deseja Deus, mas apenas as bênçãos de Deus – É como Balaão, ele quer morrer a morte dos justos, mas não viver a vida dos justos (Nm 23:10). 2) O apetite do hipócrita é condicional – Ele quer Jesus e os seus pecados; ele quer Jesus e as riquezas; ele quer Jesus e a cobiça; ele quer Jesus e o mundo. 3) Os desejos do hipócrita são fora de tempo – As cinco virgens loucas, desejam entrar nas bodas tarde demais. Elas queriam as bodas, mas não se prepararam.

b) O apetite é um desejo constante – Comemos pão hoje e temos fome de novo amanhã. Assim também é com respeito às coisas espirituais. Temos fome de Deus e somos saciados. Mas queremos mais. Queremos mais do seu amor, da sua graça, do seu poder. Somos como Moisés. Ele conheceu a Deus na sarça. Ele conheceu os milagres de Deus no Egito. Ele viu o poder de Deus arrancando o povo do Egito, abrindo o mar vermelho, dando água no deserto e fazendo chover pão do céu. Ele viu o dedo de Deus escrever a lei em tábuas de pedra. Mas ele queria mais de Deus. Ele clamou: “Senhor, mostra-me a tua glória!” Esta fome e esta sede continuam e aumentam no simples fato de saciá-la. Quanto mais você se alimenta de Deus, mais você tem fome de Deus. Davi disse: “Minha alma tem sede do Deus vivo” (Sl 42:2). Isaías diz: “Com minha alma suspiro de noite por ti e, com o meu espírito dento de mim, eu te procuro diligentemente…” (Is 26:9).

c) O apetite é um desejo intenso – O que pode ser mais intenso do que a fome e a sede. Essa é a necessidade mais básica e mais urgente da vida. Não basta ter fome, é preciso estar morrendo de fome. Enquanto o filho pródigo estava com fome foi buscar as alfarroba dos porcos, mas quando estava morrendo de fome, busca a casa do Pai. Victor Frankl narra sua dolorosa experiência no campo de concentração nazista. Ele disse que o principal assunto dos prisioneiros era sobre comida. Eles faziam sacrifícios tremendo apenas para ter uma concha de sopa. Houve um tempo em Samaria que se vendia uma cabeça de jumento por um preço de ouro. Na Coréia do Norte já se chegou a comer defuntos. A fome provoca uma dor insuportável. Oh, que Deus nos mande uma fome assim de justiça. Que possamos clamar como Paulo: “Miserável homem que eu sou, quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24). Que o desejo de ter uma vida certa com Deus seja desesperadora em nosso coração. Oh, que possamos ter fome de Deus como Davi: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Sl 42:2); “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água” (Sl 63:1). “A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã” (Sl 130:6). Aquele que tem fome de Cristo é o que diz: “Dá a Jesus senão eu morro”.

d) O apetite é um desejo insubstituível – Se uma pessoa está desesperadamente faminta não adianta você oferecer a ela entretenimento, uma boa música, ou colocar talheres de prata sobre a mesa ou enfeites bonitos. Nada substitui o pão e a água. Assim, também, nada substitui Deus. Nada substitui a salvação em Cristo. As oferendas do mundo não podem satisfazer um coração sedento de Deus. Salomão buscou saciar a sua sede nos prazeres do álcool, nas riquezas, no sexo e na fama e descobriu que tudo era vaidade. Jesus fala da bem-aventurança daquele que tem fome e sede não de dezenas de coisas, mas daquele que é específico no seu apetite: feliz é o que tem fome e sede de justiça. Hoje as pessoas querem Jesus e a riqueza, Jesus e o sucesso, Jesus e as glórias do mundo. Mas, feliz é o que tem fome de justiça!

III. QUE BÊNÇÃOS SÃO DESTINADAS AOS QUE TÊM APETITE PELAS COISAS DO CÉU?

1. Ele é saciado com uma bênção singular

Quando uma pessoa tem apetite de pão, ele come pão, mas volta a ter a mesma fome de pão. Quando ela deseja beber, ela bebe, mas volta a ter a mesma sede. Muitas pessoas têm fome de bens materiais, mas ninguém pode satisfazer sua alma com bens materiais. O mais rico dos homens não conseguiu ser tão rico como gostaria de ter sido. Os homens têm tentado satisfazer seus corações com as possessões do mundo: eles compram casas e mais casas, carros e mais carros, fazendas e mais fazendas, cidades e mais cidades, até terem a sensação de que são os únicos donos da terra, mas ninguém conseguiu satisfazer a sua alma com coisas da terra. Alexandre, o grande conquistou o mundo todo da época e morreu chorando por não ter mais terra para conquistar. Deus colocou a eternidade no coração do homem e coisas não preenchem esse vazio.

Jesus chamou de louco o homem que pensou que poderia alimentar a sua alma com bens materiais. Somente aqueles que saciam suas almas com o pão do céu são verdadeiramente saciados: Jesus disse: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (Jo 6:35). Só Jesus satisfaz. Só a justiça de Deus satisfaz a alma!

2. Ele é saciado com uma bênção apropriada

Uma pode só pode ser saciada com alimento. Assim, também, aqueles que têm fome e sede de justiça serão fartos de justiça. Eles desejam justiça e terão justiça. Eles desejam Deus e terão Deus. Eles desejam um novo coração e terão um novo coração. Eles desejam ser guardados do pecado e serão guardados do pecado. Eles desejam ser perfeitos e serão aperfeiçoados. Eles desejam viver onde o pecado não entrará e eles serão arrebatadas para morar no céu, onde o pecado jamais entrará.

3. Ele é saciado com uma bênção abundante

O que Cristo promete não é apenas uma refeição imediata ou provisória, mas uma satisfação completa e eterna. Aquele que tem fome e sede de justiça será farto agora, aqui, na terra e também no céu. Jesus disse: “Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede, pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4:14). Ninguém jamais será satisfeito sem que antes esteja faminto e sedento!

A provisão de Deus é abundante. Não apenas nossos pecados são perdoados. Somos justificados. Somos feitos filhos de Deus. Somos feitos herdeiros de Deus. Tornamo-nos co-participantes da natureza de Deus. Cristo passa habitar em nós, como nossa esperança da glória. O Espírito passa habitar em nós e tornamo-nos santuários da sua habitação. Seremos guardados por ele para sempre. Então, Receberemos uma herança incorruptível. Teremos um corpo glorioso. Celebraremos seu nome para sempre nas mansões celestes.

CONCLUSÃO

Se você não tiver fome e sede de Deus agora, você terá fome e sede tarde demais. Agora você pode ser saciado, mas então jamais o será. O homem rico morreu e foi para o inferno e em tormento, clamou por uma gota de água e até isso lhe foi negado (Lc 16:24). Aquele que não tiver fome e sede de justiça agora, vai ter sede de misericórdia na eternidade, mas será tarde demais. Aquele que não tiver fome e sede de justiça agora, sofrerá fome e sede para sempre sem jamais ser saciado.

A calor aumenta a sede. Quando as pessoas estiverem queimando no inferno sob o fogo da ira de Deus, esse calor irá aumentar a sua sede por misericórdia, mas nada haverá para saciar essa sede.

Mas se você tiver fome e sede de justiça agora, você será feliz agora e eternamente. Você será satisfeito agora e eternamente. “Bem-aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.”

Fonte: Palavra da Verdade | Compartilhado no PCamaral  | Republicado em Pregando a Verdade

Arrependimento, uma mensagem para o nosso tempo

Ele era jovem e rico. Tinha um pai bondoso, uma família desejável. Era o filho mais novo da família. Tinha tudo o que todo jovem bem resolvido gostaria de ter. Mas a seu ver, todos os benefícios de que dispunha lhe eram insuficientes. A fartura de sua mesa, o conforto de sua casa e o amor de sua família pareciam não satisfazer o seu coração. Ele queria mais! Queria aventura.  Queria diversão. Ele não almejava a casa do pai, mas o mundo dos “amigos”. A curtição passou a ser o seu alvo de vida. Por isso, ele tomou uma atitude por demais precipitada: Pai, eu quero agora a minha parte da herança (Lc 15:12 – NBV). Como é possível perceber, este jovem ninguém mais é que o filho perdido, personagem da parábola contada por Jesus no Evangelho de João 15:11-32.

Após receber a sua herança, tal jovem partiu de seu lar. De maneira irresponsável, gastou toda a herança que havia recebido (v.13). O tempo das “vacas gordas” para ele havia terminado. Teve de ir trabalhar em condições precárias. Assim, pôde perceber a gravidade da besteira que fizera (v.17). Os versículos 18 e 19 retratam bem do seu arrependimento. Diante do seu pai, ele desabafou: Pai, pequei contra o céu e diante de ti (v.21a).

Dá para duvidar de que este rapaz se arrependera, verdadeiramente? Obviamente, não. E nem devemos. O termo “arrependimento” se origina na palavra grega metanoeo, que significa mudança nas percepções, disposições e propósitos da mente. O arrependimento ocorre dentro de nós. Depois essa mudança produz os frutos do novo comportamento.[1] O jovem perdido se arrependeu. Ele passou por uma mudança de mente, e retornou, decididamente à casa do pai. A sua mudança de mente o impulsionou à mudança de atitudes.

Arrependimento é necessário e a sua mensagem, oportuna. É para hoje, é para nós, é para o mundo! Ao dizermos “Pai, pequei contra o céu e contra ti”, admitimos a nossa falha diante de Deus. A confissão arrependida é também um meio de nos prostrarmos aos pés do Pai celestial. O jovem da parábola abandonou a casa de seu pai para viver dissolutamente. Este foi o pecado dele. E o nosso pecado, qual será? Não importa, se estivermos dispostos ao arrependimento. E esta é, sem dúvida, a vontade de Jesus em relação a nós: Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo. (Mt 4:17)


[1] PIPER, John. O que Jesus espera de seus seguidores: mandamentos de Jesus ao mundo. São Paulo: Editora Vida, 2008, pp. 40, 41.

Fonte: FUMAP

REFLEXÃO: Qual ladrão da Cruz você é?

A paz do Senhor!

Hoje quero compartilhar uma reflexão que tem me ocupado a mente nos últimos dias: Qual ladrão da Cruz nós somos?
Antes de partir para a história da crucificação, quero mostrar na Bíblia que estamos mortos com Cristo.

De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. (Romanos 6:4)

Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á. (Mateus 10:39)
Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. (Romanos 8:36)

E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal (2 Coríntios 4:11)

E a principal que me fez pensar no tema desse post:

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. (Gálatas 2:20)

Esses versículos me relembram que estamos nessa terra com o propósito de servir a Deus e carregarmos a cruz em que nós morreremos.

Vamos então à reflexão sobre os ladões da Cruz.

E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.  (Lucas 23:33)

Quando Jesus foi crucificado, também foram crucificados dois ladrões, um de cada lado. Pessoas que, segundo a lei, mereciam morrer. Porém com temperamentos e reações diferentes.

E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. (Lucas 23:39)

Um daqueles ladões teve a atitude que volta e meia nós temos, tentou colocar Jesus na parede e fazê-lo mostrar sua divindade para que todos vissem que ele era o “alvo do milagre”.
Em meio às tribulações, acabamos tendo a mesma atitude, afinal quantas pregações nos ensinam que temos direitos em Cristo, que as promessas dEle são dividas para conosco e que se somos dizimistas podemos colocá-lO a prova!

Mas a lição não vem por Jesus, e sim pelo outro ladrão que reconheceu Jesus, não como a solução para descer da Cruz, mas o Deus que poderia salvar sua alma.

Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.  (Lucas 23:40-42)
 

Esse ladrão recebeu a maior de todas as recompensas: a vida eterna!
Quem sabe, se Cristo o livrasse da Cruz, a sua gratidão poderia ter “prazo de validade”, como acontece conosco após conseguirmos uma bênção tão desejada e logo já nos esquecemos do favor de Deus e miramos em outras bênçãos.
Sonho em poder ouvir a frase abaixo de Cristo, no momento em que for partir pra glória:

E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso. (Lucas 23:43)

Não há e nem haverá nada melhor que a eternidade com Cristo em seu reino. Por isso, entes de questionarmos ou cobrar algo de Deus, devemos nos lembrar de onde Ele nos tirou e para qual propósito fomos criados.

Qual ladrão da Cruz você é?

Deus te abençõe!

@pregandoverdade

www.facebook.com/pregandoaverdade

Eu quero ganhar o Troféu Promessas – Zé Bruno

Hoje, o Zé Bruno publicou esse texto em seu Facebook e na minha humilde opinião, ele foi perfeito em seu raciocínio e suas palavras.
Faço coro com ele em todos os sentidos. Inclusive o encontrei hoje na Expo Cristã e fiz questão de parabenizá-lo pessoalmente.
Zé Bruno já havia conquistado meu respeito quando rompeu com a Renascer e partiu em “carreira solo”, abandonando as heresias e voltando ao evangelho verdadeiro, puro e simples. Com esse texto, apenas aumentou minha admiração por ele.
Segue abaixo o texto:
Atenção seguidores do twitter, irmãos da Igreja e amigos do Facebook, vamos combinar uma coisa:
Eu faço de conta que não pedi nada a vocês, e vocês fazem de conta que não ouviram nada.
Vocês fazem de conta que foi iniciativa espontânea e acessam o site do Troféu Promessas.
Aí vocês votam tipo 50 ou 100 vezes cada um pra fazer de conta que foram muitas pessoas diferentes que votaram em mim.
O Comitê Organizador fica satisfeito porque fez de conta que seu Troféu mobilizou votos de milhões de pessoas, e todo mundo fica feliz!
Eu faço de conta que estou ansioso pelo resultado, mesmo sabendo que outros artistas fazem o mesmo.
Não se esqueçam, todos nós estamos fazendo de conta que nada disso está acontecendo.
Vocês podem, tipo assim, fazer de conta que estão preocupados com minha ansiedade, e até podem mobilizar uma campanha de oração por mim, e Deus…bom…não posso afirmar que Deus faz de conta que ouve…mas tudo bem vai…
Aí então eu recebo o Troféu de “faz de conta”, e tento fazer de conta que minha mediocridade nunca existiu.
Aliás posso concorrer com uma música americana, tipo versão em português, e receber o troféu no Brasil fazendo de conta que o compositor americano é tonto…bom…vá lá…americano é tudo tonto mesmo…
Vocês fazem de conta que ficaram espantados com a minha vitória, e fazem de conta que sou uma bênção.
Daí eu dou testemunho dizendo que Deus me honrou, fazendo de conta que eu nunca soube que tudo foi combinado, tipo Lula, e até deixo cair umas lágrimas de “faz de conta”
A Mídia Gospel faz de conta que sou um sucesso, e publica o fato, e eu faço de conta que acredito que sou incrível.
Quem sabe até um programa de auditório me convide pra mostrar o Troféu fazendo de conta que a gravadora não pagou jabá pra eu estar lá…já pensou!
Aí eu digo que até os ímpios estão reconhecendo o valor da música evangélica, e eu faço de conta que foi a minha “unção” a responsável por tal feito.
Coitado só do povo né…que consumirá o meu CD, sem saber do “faz de conta”, mas tudo bem…eles são café com leite.
Meu Deus! Vai ser demais!!!!
Nós todos fazemos de conta que nosso mundico gospel é poderoso e que nosso mercado é sério.
Podemos ainda fazer de conta que isso não é idiotice.
Podemos fazer de conta que somos felizes e que isso é um avanço…
Depois fazemos de conta que foi bênção vinda dos céus, e louvamos a Deus em agradecimento, cantando minha música é claro…aquela americana que eu fiz uma versão em português pra concorrer como melhor canção gospel no Brasil, lembra?
Deus, que por sua vez não teve nenhuma participação nisso, não consegue fazer de conta que não viu nossa infantilidade… paciência…
Mas nós que vivemos no mundo de “faz de conta”, fazemos de conta que tá tudo certo, afinal de contas esse reino que inventamos é o país das Maravilhas, e nós??…nós somos Alice, é lógico…quer dizer, fazemos de conta que somos, é claro.
Na premiação todos estarão lá; o Coelho branco de colete a Lagarta azul, a Duquesa, a Rainha de copas e o Gato de Cheshire.
O Chapeleiro maluco nos avisará quando for a hora do chá, e a Lebre de março e o Arganaz vão ajudá-lo no cerimonial.
Todos sabem que a Tartaruga é falsa, mas dançam assim mesmo na quadrilha da Lagosta.
Ai meu Deus…será que conseguiremos algum dia correr o risco da simplicidade?
“…difícil é viver a vida assim sem aventura, deixar ser pelo coração…se é loucura, então melhor não ter razão…”
Amigos cantores e artistas, não se ofendam com o humor ácido das palavras de um pobre maluco como eu que faz de conta que é pensador.
Se fiz mal, é fácil resolver o problema… afinal, depois de tanto “faz de conta”, basta fazer de conta que eu nunca escrevi nada, e tá tudo certo.
Zé Bruno é pastor evangélico, vocalista, guitarrista, compositor, produtor musical e fundador da banda Resgate e da igreja A Casa da Rocha.

 

Combatendo o bom combate

Por Thiago Schadeck

 

A paz do Senhor!

Hoje quero compartilhar com vocês um assunto que vira e mexe me ocupa o pensamento. Se poderei chegar ao fim de minha vida e falar como Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Timóteo 4:7)”. Mas qual é esse combate e principalmente, qual o seu preço?

Todos nós temos uma missão e um chamado a ser cumprido nessa terra, não estamos aqui por acaso, mas isso muitas vezes nos custa caro, em casos até a vida!

Em Atos 9, o Senhor aparece a Paulo e o chama para o ministério. Enquanto Paulo foi para a casa de Judas, na rua chamada Direita, o Senhor Jesus falou com Ananias e fez questão de avisar que a vida de Paulo não seria fácil dali pra frente, quando disse “E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome.  (Atos 9:16)”.

Em 2 Coríntios 11:23-28 Paulo escreve algumas das agruras que passou por servir ao Senhor:

 São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes.
Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;
Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;
Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. 

Para alguns pregadores atuais, Paulo foi um fracassado. Não teve um ministério próspero (financeiramente falando), passou por muitas dificuldades como naufrágios, apedrejamento, nudez, fome e inúmeras vezes preso e padecendo necessidades. Porém, o apóstolo Paulo sabia que sua fé estava sendo aperfeiçoada e a cada dia ele acumulava tesouros no céu.

Mas preferimos nos apegar a um dos versículos mais conhecidos de Paulo, que está em Filipenses 4:13: “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.”. Versículo este que na maioria da vezes em que é citado, tiram do contexto e o apresentam como uma fórmula mágica, dizendo que em Cristo podemos – e devemos – ser milionários, andar de carros importados, ter mansões e etc, mas nos versículos anteriores Paulo diz o que é poder tudo em Cristo.

“Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. (Filipenses 4:12)”

Paulo sabia se contentar com a provisão diária da Graça do Senhor, mesmo que aos olhos de alguns ela tivesse falhado.

Mas você pode estar pensando que esse era o combate de Paulo e não o nosso, mas como a Bíblia é maravilhosa e perfeita em nos apresentar o Deus a quem servimos, o próprio Paulo escreveu em Romanos 8:36: “Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.”

Quem quer servir a Deus tem que estar consciente de que a vontade dele nem sempre é nos dar conforto e refrigério. Em alguns momentos Ele nos deixará sofrer para que aperfeiçoarmos a nossa fé e nos apegarmos ainda mais a Ele.

A pergunta a nos ser feita é a seguinte: Estamos dispostos a entrar nesse combate?

Se sim, estamos indo no caminho certo pra acabarmos nossa carreira como Paulo e termos nosso nome marcado na história, não na história da Igreja, como Paulo, mas na história das pessoas que passam pela nossa vida e nos tem como referência.

Que Deus te abençoe!

Fique a vontade para comentar.

 

[1]Série Adoradores: Adhemar de Campos

A paz do Senhor!

Começo por esse post uma nova série: ADORADORES, onde trarei alguns cantores cristãos que vivem e cantam para a glória do Senhor, e para iniciar, vamos conhecer melhor o Pastor Adhemar de Campos, que completa 35 anos de ministério.

Se você cresceu na igreja, com certeza Adhemar de Campos fez parte de sua infância com louvores que marcaram e até hoje nos fazem refletir sobre a simplicidade do Evangelho de Cristo. Se você não teve a oportunidade de crescer na igreja, certamente alguns dos louvores do Pastor Adhemar fizeram parte de sua conversão. Caso você ainda não o conheça, ouça Deus falando contigo através da música e medite nas letras de exaltação unicamente a DEUS!

Poucos conseguem atingir a fama como Adhemar conseguiu e se mantém buscando apenas a glória para Deus. É muito dificil não se corromper com tantas pessoas cantando sua música, querendo chegar perto, tirar foto, pedindo autógrafo, mas ao longo desses 35 anos, Adhemar de Campos conseguiu administrar esse assédio e tem se mostrado um verdadeiro adorador.

O pontapé inicial para esse post surgiu de um podcast sensacional do irmaos.com, que entrevistou o Adhemar de Campos (clique aqui para ouvir) que me fez lembrar de louvores que marcaram muito minha vida.

Quem é Adhemar de Campos?

Adhemar de Campos é músico, compositor e pastor auxiliar na Igreja Comunidade da Graça no Brasil, uma igreja com aproximadamente 7.000 membros localizada em São Paulo.
Paulistano, teve a infância e adolescência bem aproveitada ao lado dos irmãos, primos e amigos.
Adhemar entende que os planos de Deus tiveram início a partir da conversão de sua mãe, seus irmãos e, posteriormente, a própria experiência com Cristo acontecida durante um retiro em 1974.
Ele considera que o chamado teve início no exato momento da conversão, pois foi tomado por um desejo incontrolável de conhecer a Cristo. Começou a participar do coral da Igreja, das reuniões de oração, onde pelos mais experientes foi instruído a adorar. Também fazia evangelismo ao ar livre e cursou teologia por três anos.

No terceiro ano de sua conversão começou a namorar Aurora hoje sua esposa, que também é pastora. Enfrentou muitos obstáculos e, no primeiro ano de casamento, deparou-se com a luta mais difícil de sua vida: sua primeira filha Rachel, veio a falecer. O consolo veio do Senhor, que deu ao casal uma promessa em Isaías 65:17-23. E dessa forma nasceram seus três filhos – Rodrigo, casado, Mariana e Juliana.

Adhemar é o idealizador do Reciclando a Visão, um seminário de louvor e adoração realizado na Comunidade da Graça desde 1992, por onde passaram várias pessoas que hoje são ministros em suas igrejas. Foi também um dos fundadores e presidente da AMC – Associação de Músicos Cristãos do Brasil. É autor de mais de 500 canções e versionista de mais de 100, cantadas por várias igrejas dentro e fora do Brasil, como “Grande é o Senhor”. Como pioneiro em produções ao vivo, tem 20 trabalhos musicais gravados desde 1985 e também tornou-se escritor, com três livros lançados: “Adoração e Avivamento”, “O Poder da Música a Serviço da Adoração” e “Adoração Um Estilo de Vida”.

Louvores do Pastor Adhemar

Como ele tem mais de 500 louvores compostos e cerca de 100 versões, postarei apenas alguns e no final um link onde podemos encontrar mais alguns.

Louvemos ao Senhor

Grande é o Senhor

Ele é Exaltado

Amigo de Deus

O Nome de Jesus

E tantos outros que não caberiam aqui, mas deixo o link do Vagalume e do site do próprio Adhemar de Campos, para conhecer melhor esse adorador!

Que Deus te abençoe grandemente e desperte em nós o desejo de sermos verdadeiros adoradores, com louvores simples, que nos lembram de quão pequenos somos diante de nosso Deus.

Deixe um comentário dando sua opinião sobre esse post e proponha quem deve ser o(a) próximo(a) a ser homenageado(a).

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Se Deus te desse essa oportunidade?

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Hoje quero refletir sobre qual seria nossa atitude se tivéssemos a oportunidade que Salomão teve, quando encontrou a Deus.

E em Gibeom apareceu o SENHOR a Salomão de noite em sonhos; e disse-lhe Deus: Pede o que queres que eu te dê. 
1 Reis 3:5

O Senhor deu a Salomão a oportunidade de pedir qualquer coisa, absolutamente sem restrição alguma e para a surpresa de muitos, Salomão pediu apenas sabedoria, e ainda reconheceu não ser capaz de reinar em lugar de seu pai, Davi (1 Reis 3:7).

Vamos fazer um exercício de imaginação, com base no que é pregado nos púlpitos Brasil a fora. Listarei dois dos pontos que acredito ser os mais prováveis:

Riquezas

Com o advento da Teologia da Prosperidade, muitas igrejas tem baseado o nível de fé e “sucesso” cristão na vida financeira da pessoa. Se for pobre, está em maldição e com certeza não serve a Deus de verdade, pois a pobreza vem do Diabo e ele tem amarrado sua vida. O que é uma baita bobagem, pois o Senhor é quem enriquece e empobrece (I Samuel 2:7) e a vida de ninguém pode ser baseada na quantidade de seus bens (Lucas 12:15).

Vale lembrar que onde estiver nosso tesouro, ali também estará nosso coração (Lucas 12:34) e o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (I Coríntios 6:10). O dinheiro é importante, mas não é tudo!

Vingança

Muitas pregações, baseadas no Antigo Testamento, tem omo tema a vitória do cristão e o extermínio de seus inimigos. Não sei se essas pregações são baseados em músicas ou as músicas baseadas nas pregações, o fato é que estamos mergulhados nesse espírito de vingança ao ponto de amaldiçoar aos que se opõem a nós em “nome de Jesus”, afinal de contas “mexer com os ungidos é brincar com fogo e vai dar com a cara na poeira” e “quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando vir você na bênção vai se arrepender” e etc.

O fato é que não estamos mais no tempo da Lei, onde Deus exterminava os inimigos de ISRAEL e sim no tempo da graça em que Jesus nos ensina a abençoar os que nos perseguem (Mateus 5:44). Jesus fez isso quando estava morrendo na Cruz e clamou ao Pai que perdoasse aqueles que o matavam (Lucas 23:34)

 

Mas Salomão pediu sabedoria e isso agradou muito ao Senhor (1 Reis 3:10), que lhe deu muito mais, conforme  podemos ver em 1 Reis 3:13:

Também lhe darei o que você não pediu: riquezas e fama; de forma que não haverá rei igual a você durante toda a sua vida. 

Muitas vezes Deus nos dá essa oportunidade, mas não recebemos o que pedimos porque nossos pedidos são gananciosos, para nos deleitarmos em nosso egoismo (Tiago 4:3). Precisamos estar em intimidade com o Senhor, para que quando formos pedir alguma coisa ao Senhor, que seja da maneira e com a motivação certa. Como disse um pastor amigo meu, antes de pedir, pergunte-se: “Para que eu quero o que eu quero?”

Que Deus nos abençoe grandemente!

Fique na paz que excede todo o entendimento!

@PregandoVerdade

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Fomos chamados para SOFRER!

 

A paz do Senhor Jesus!

Em tempos de um Evangelho superficial, com pregações que mais se parecem com palestras de auto-ajuda, quero chamar a atenção para um outro lado, o de sofrermos pelo verdadeiro Evangelho, afinal a Bíblia não promete sombra e agua fresca para ninguem enquanto estiver sob essa terra.

Na conversão do apostolo Paulo, quando o Senhor Jesus aparece a ele, o deixa cego com a sua glória e o manda para a casa de Judas em Damasco que lá ele receberia as instuções. Neste meio tempo, o Senhor manda que Ananias vá pregar à Paulo. Como Ananias conhece a fama de Saulo (antigo nome de Paulo), ele se recusa, fica com medo e tenta fazer com que Deus mude de ideia, mas a resposta de Jesus é a segunte:

E eu lhe mostrarei quanto deve sofrer pelo meu nome. (Atos 9:16)

Paulo, que depois de Cristo foi o maior evangelista que se conhece, um homem que escreveu metade do Novo Testamento, nos deixou cartas maravilhosas que tem instruções de extrema valia para todos os cristãos, desde novos convertidos à pastores, não foi exatamente um comandante dos cristãos, que ficava sentado atrás de uma mesa de mogno, em uma luxuosa cadeira escrevendo instruções e gerando “suditos”, como esses pastores que dizem que devemos ter a vida mansa fazem.

O Senhor Jesus nos deixou alertas que no mundo teriamos aflições, mas era para termos bom ânimo, pois ele venceu o mundo (João 16:33). O próprio Jesus não quis e não teve moleza nos trinta e três anos que passou nesta terra. Ao contrário dos pastores que querem ser servidos, que inventam para sí títulos (apostolo, patriarca, doutor em divindades e etc.) deixou bem claro que não veio para ser servido, mas para servir (Mateus 20:28)

O Senhor Jesus deixou uma imposição que devemos cumprir para segui-lo. Quem quiser servir ao Senhor deve tomar a sua cruz (Lucas 9 :23, Mateus 16:24 e Marcos 8:34). Tomar a cruz me remete ao sofrimento de Jesus no Calvário. Sofremos ao falar de Jesus para as pessoas na rua, muitas nos ignoram, algumas nos xingam, outras são indiferentes e pela nossa natureza, a vontade que nos dá é de desistirmos de esperarmos que as pessoas cheguem por conta própria em nossas igrejas, nas não cumpririamos o ide que Jesus ordenou e consequentemente não fariamos a vontade de Deus.

O apostolo Paulo entendeu muito bem o que é sofrer por conta do Evangelho, em uma de suas cartas ele escreve o que teve de passar por amor à Palavra do Senhor e nos deixa um exeplo maravilhoso de alguém que tinha sede em servir ao Deus que o chamou.

Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo (2 Coríntios 11:25)

Paulo foi açoitado três vezes, foi apedrejado uma vez em Listra – onde teve que se fingir de morto para escapar, naufragou por três vezes, passou um dia no abismo e foi preso por inumeras vezes. Se existe alguem que pode dizer com propriedade o que é sofrer pelo nome do Senhor, é o apostolo Paulo, que chegou ao ponto de dizer que viver era Cristo e morrer passou a ser um ganho (Filipenses 1:21), pois ele sabia que no fim desta vida, algo muito melhor lhe estava reservado.

No final de sua vida, escrevendo à Timóteo, seu filho na fé, Paulo escreve uma frase que me faz viajar em meus pensamentos e me faz imaginar se ao final de minha vida, terei autoridade de falar como ele, se o legado de meu ministério vai comprovar esta frase, tornando-a verdadeira em minha vida.

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Timóteo 4:7)

Com esta frase, o apostolo Paulo deixa bem claro que não ficou devendo em nada, que tudo o que o Senhor lhe havia ordenado estava feito. E se estudarmos a Bíblia veremos que realmente ele havia cumprido os propósitos do Senhor em sua vida, mostrando que a pesar de todo o sofrimento que passamos, o Senhor está agindo em nosso favor e que não devemos desistir de nossa fé, pois cada luta irá nos ajudar a aperfeiçoar nossa caminhada com o Senhor.

Que o nosso Deus te ilumine a mente e que você tenha sido edificado através deste texto, que com o estudo sistemático e devocional da Bíblia, você possa perceber os falsos evangelhos e seguir pelo verdadeiro, sem se desviar nem para a direita e nem para a esquerda, pois mesmo com todo o sofrimento, quando estivermos na glória, vamos olhar para tras e ver que valeu a pena!

Deus te abençoe grandemente e fique à vontade para comentar.

Thiago Schadeck

@pregandoverdade

Esperamos em Cristo só nesta vida?

A paz do Senhor Jesus Cristo meus irmãos!

Há algum tempo que combato as heresias que são pregadas nos arraiais ditos evangélicos, onde são vendidas bênçãos através de carnês. Quero deixar bem claro que sou totalmente a favor de que o povo de Deus seja próspero, mas isso não pode se dar pelo fato de eu comprar a Deus, aliás a prosperidade não tem nada a ver com isso que é pregado, prosperidade não é riqueza simplesmente, prosperidade é se bem aventurado, ou seja, mais do que feliz! E todos sabemos que a riqueza por si só não traz felicidade!

“Se esperamos em Cristo só nessa vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (Apostolo Paulo em I Coríntios 15:19)

O apostolo Paulo, cheio do Espírito Santo, nos mostra que não devemos nos apegar a este mundo. Não podemos comprar a Deus, pois Ele é o dono do ouro e da prata (Ageu 2:8). Nós não podemos manipular a Deus com o nosso dinheiro, porque Deus não aceita recompensas (Deuteronômio 10:17).

Eu fico extremamente triste ao ver os pastores simpatississímos na TV, mas que fogem das ovelhas atrás das câmeras, pastores que ensinam a “colocar Deus na parede” (que Deus tenha misericórdia!) para conseguir o que você quer. São pastores que se forem chamados para pregarem para dez mil pessoas, vão com prazer, entretanto fogem da conversa com a mãe que acabou de enterrar um filho e necessita de um consolo. Pastores que só sabem pregar as bem aventuranças, mas não sabem pregar que cada um terá de levar a sua cruz (Lucas 9:23), que no mundo teremos aflições (João 16:33). Mas amam pregar que nós nascemos para ser cabeça e não cauda (Deuteronômio 28:18), que nós somos mais que vencedores em Cristo (Romanos 8:27). Quero deixar bem claro que creio nessas passagens também, pois elas são a Palavra de Deus, porém deve ser utilizada no contexto, pegarei como exemplo Romanos 8:37 que diz que em todas essas coisas somos mais que vencedores. O que são todas essas coisas?

Vejamos o versículo 36 para entender o que o Apostolo Paulo teve a intenção de dizer: Como está escrito, por amor a ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Percebemos quando somos mais que vencedores? Quando somos entregues a morte por amor ao Senhor Jesus Cristo. Não significa dizer que isso são minhas finanças, na minha saúde, na minha família. Nessas coisas eu serei mais que vencedor quando eu entregar o meu caminho ao Senhor verdadeiramente, sem me preocupar com o futuro, se eu me der por satisfeito tendo o que comer e o que vestir (I Timóteo 6:8).

Hoje em dia é pregado um Jesus “Papai Noel”, um Jesus que se eu for um bom menino posso pedir qualquer coisa. Mas como podemos exigir algo de Deus, se somos pecadores (ou alguém nessa terra não peca mais?) e quando nos damos por nós, estamos pecando novamente. Não são raras as vezes que pessoas sobem ao altar para agradecer a Deus pela benção alcançada através da oração do pastor, apostolo, bispo e etc. Porém minha Bíblia diz em Tiago 5:16 que a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. É uma tolice achar que a oração de alguém tem mais ou menos poder, o poder de uma oração não está no cargo, mas sim na sinceridade do coração.  Digo isso baseado na parábola que Jesus contou em Lucas 18:10-14 em que dois homens subiram ao templo para orar, um religioso e um não, o religioso batia no peito e se exaltava por orar e jejuar, por dar muitas ofertas, enquanto o outro sequer tinha coragem de olhar para o alto assumia-se pecador e clamava que Deus tivesse misericórdia dele. No final da parábola, o Senhor Jesus disse que esse foi justificado!

A APROVAÇÃO DE DEUS NUNCA SERÁ O SUFICIENTE PARA AQUELES QUE VIVEM DE APLAUSOS

Agora que já percebemos que a vida no evangelho não é um mar de rosas, vamos ver o que a Bíblia diz sobre as riquezas:

Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam (Mateus 6:19)

Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína; Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. (I Timóteo 6:9-10)

Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração (Mateus 6:21 e Lucas 12:34)

É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus (Marcos 10:25, Mateus 19:24 e Lucas 18:25)

Para finalizar gostaria de fazer o último comentário, em I Coríntios 1:18  “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.”

Meus irmãos não há poder maior que a cruz de Cristo, pois foi através dela que Ele nos salvou, nos fez povo dEle, nos trouxe a paz, basta lermos Isaías 53 e veremos como o Senhor Jesus nos amou e sofreu para dar-nos a VIDA ETERNA e quantas vezes temos trocado isso por alegrias terrenas e passageiras?

Se esperamos em Cristo só nessa vida, somos os mais miseráveis de todos os homens!

Que Deus abençoe grandemente a sua vida!

 

Porque não uso amuletos nem fetiches

 

A Paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Queridos irmãos, é sabido por todos que a partir do advento do neo-pentecostalismo, tem-se distribuido objetos “ungidos” nas igrejas. São tantos objetos que a pessoa que se converte do catolicismo, por exemplo, nem chega a desmontar o altar dos “santinhos”. Ela apenas substitui o objeto “sagrado”, troca os santos e anjos da guarda por lenços, sabonetes, rosas, martelos da justiça, banho das sete águas, arruda, sal grosso, bombom da vida sentimental entre outras coisas.

O que mais me preocupa é que as pessoas realmente atribuem poder a esses objetos. Quando esses objetos são apresentados no púlpito são “consagrados” a Deus e depois entregue para as pessoas com a promessa de que se ela utilizar aquele “objeto ungido” o seu problema terá fim. Porem Estêvão, pouco antes de morrer declarou eu Atos 7:48:

“Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens”

Estão dando a glória e atribuindo um poder a objetos que só poderiam ser dados a Deus, o único que pode realizar um milagre. Um dos nomes de Deus é El Shaday, que significa Deus Todo-Poderoso. Mas parece que esse povo não acredita tanto assim no poder de Deus e preferem os amuletos e fetiches. Vamos ver como o dicionário Aurélio define essas palavras.

 AMULETO: “Objeto que alguém leva consigo por superstição, para se preservar de perigos, doenças etc”

Como podemos ver, amuletos são objetos que pessoas levam consigo para se livrarem de perigos. A partir do memento que eu saio de casa com um lenço acreditando que ele me livrará de acidentes de carro, assaltos ou que “serei eu uma bênção“, estou carregando SIM um amuleto. Um amuleto muito usado é a Bíblia. Quando simplesmente deixo ela aberta em algum “Salmo de proteção”(geralmente no Salmo 91), ela deixa de ser a Palavra de Deus pra mim e se torna um amuleto. Outra forma de utilizar a Bíblia como amuleto é o que se tem feito em alguns cultos, o “apostolo” levanta a Bíblia e manda que as pessoas olhem para ela, a partir daí brotam testemunhos. A Bíblia fechada ou apenas sendo exibida é um livro como qualquer outro, porém quando lida buscando entendê-la com a ajuda do Espírito Santo, ela é a PALAVRA DE DEUS REVELADA PARA NÓS. Visto que “toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; (II Timóteo 3:16).

FETICHE:  “Objeto que supostamente tem poderes mágicos; Muitos povos adoram ossos, estátuas, pedra com formas estranhas e outros objetos. Em algumas sociedades, certas pessoas conduzem consigo fetiches, como pés de coelho ou uma figa para terem sorte. As ferraduras e os raros trevos de quatro folhas também são fetiches comuns.”

Conforme o Aurélio, fetiche é quando acreditamos que algum objeto tem poderes. Acredito que ninguém pega um objeto “ungido” sem acreditar que este objeto possa trazer algum bem, possa transformar a vida e etc. Nos programas de TV e rádio, os pastores mandam colocarmos um copo d’agua em cima do aparelho e após a oração aquela água irá purificar meu corpo e me livrar de toda sorte de males que estiverem me impedindo de prosperar. Mas Deus não precisa de um copo com água para me purificar, esse é o papel do Espírito Santo, pois é ele quem nos convence do pecado, e da justiça e do juízo (João 16:8), não vai ser um copo d’agua que vai me purificar, mas sim uma convivência diária com o Senhor Jesus (João 15:3)

Como no post anterior, Igrejas dos nossos dias, fui questionado sobre os lenços que Paulo distribuía lenços e aventais.

A Bíblia não diz em momento algum e em nenhuma tradução que Paulo distribuía lenços ou aventais, mas em Atos 19:12 diz:

“De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam”

Um detalhe a ser destacado é que os lenços eram levados e não doados por ele. Outra coisa muito importante é que Paulo foi um exímio doutrinador, como podemos ver em suas cartas à Timóteo e Tito, os quais ele ordenou a pastores deu a eles “dicas” de como pastorear o rebanho do Senhor. E em nenhuma dessas cartas ele mandou que se distribuíssem objetos.

Eu prefiro fazer como o centurião romano que prostrou-se aos pés do Senhor Jesus e disse que bastava apenas uma palavra do Senhor Jesus e que apenas por uma palavra dele, o seu criado seria curado. “E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. (Mateus 8:10)”. Eu não preciso de amuleto porque o meu pai celestial já sabe de tudo o que eu preciso antes que eu abra a boca (Lucas 12:30) e a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tiago 5:16).

Eu não preciso de amuletos porque sirvo a um Deus vivo,  onipresente, onipotente, todo poderoso e que precisa apenas que eu abra meu coração e o busque a cada dia. Pois todas as coisas cooperam para o bem daquele que O amam (Romanos 8:28), e eu não vou converter a glória do meu Deus na figura de um boi que come erva (Salmos 106:20)

Que Deus te abençoe e a Ele seja dada toda honra, gloria e louvor pelos séculos dos séculos.

Fique a vontade para comentar, questionar ou criticar. Mas faça tudo com respeito e decência, sem uso de palavras chulas ou palavrões.

Edir Macedo defende o aborto!

Como podemos ver no vídeo, o bispo Macedo defende o aborto como forma de planejamento familiar, ou em outras palavras, se eu quiser ter o filho, espero nascer, se não tiro. Pior é ver que ele defende essa tese com veemência (ou com demência?). Há muito tempo eu tenho opiniões contraditórias às do bispo, mas até hoje minha discórdia era apenas pela teologia da prosperidade e os amuletos distribuídos na IURD, que pra mim são patuás gospel.

Porém dessa vez o bispo Macedo passou de qualquer limite biblicamente aceitável, defender o aborto como planejamento familiar é o fim, é a apostasia dos últimos dias que o apóstolo Paulo se referiu na sua cara a Timóteo. Não me surpreenderia se o bispo Macedo passasse a autorizar o casamento gay em sua igreja.

No seu blog, o bispo defendeu a idéia de que o Senhor Jesus falou sobre o aborto. Como já é de costume dele, usou o texto fora do contexto (texto fora do contexto gera pretexto para heresias) e mais uma vez deturpou a santa Palavra do Senhor, que deveria ser levada mais a sério por esse povo!

Veja abaixo um trecho do blog:

Para os que acreditam não haver embasamento bíblico no que eu digo, cito o momento em que o Senhor Jesus sentou-se à mesa com Seus discípulos para celebrar a última ceia, antes de ser torturado e morto. Ele anunciou que ali estava presente quem O trairia, e sentenciou: “O Filho do homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!” Mateus 26-24

 Meus irmãos, se Judas tivesse sido abortado Deus com certeza colocaria outro traidor no caminho do nosso Salvador, se não as profecias não se cumpririam. Deus voltaria atrás na sua Palavra? Claro que não. Judas deixou o diabo usá-lo, visto que ele já roubava a bolsa dos apóstolos (João 12:6). No Antigo Testamento já havia sido profetizado através da boca do proféta Zacarias:

Porque eu lhes disse: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o meu salário e, se não, deixai-o. E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata. O SENHOR, pois, disse-me: Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por eles. E tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro, na casa do SENHOR. (Zacarias 11:12-13)

O problema da violência, da gravidez indesejada, das familias sem estrutura se inicia na EDUCAÇÃO. Se a população não tem escolaridade, não há uma base social e consequentemente não tem oportunidades de emprego e fatalmente partem para o lado obscuro da vida. Se todos tivessem oportunidade de trabalhar e ganhar o seu dinheiro honestamente, com certeza reduziria e muito esses problema, só partiriam realmente para o crime, aqueles que tem falha no caráter e não por simplesmente verem suas mães ou filhos passando fome.

Planejamento familiar não deve ser feito com aborto, mas sim com educação e concientização. As eleições estão ai e podemos escolher em quem vamos votar. EU NÃO VOTO EM NINGUEM APOIADO PELO BISPO MACEDO. Imaginem se um candidato apoiado por ele é eleito, com certeza defenderá os interesses do bispo e tentará legalizar o aborto no Brasil.

O bispo defende a legalização do aborto, usando a alegação de que muitas mulheres morrem em clínicas clandestinas. Se mantivermos essa linha de pensamento, devemos liberar também as drogas, pois muitos jovens morrem por dia na guerra do tráfico, tentando ajudar seus chefes a tomarem a “boca”da quadrilha rival. A idéia então deveria ser a de o governo controlar a venda das drogal, tal como faz com o cigarro e as bebidas alcólicas. Essa seria a melhor solução? ‘NÃO! O melhor é mostrar para as crianças que o fim de uma vida no crime é morrer assasinado!

Cabe também lembrar que a criança que está no ventre da mãe já tem alma e sente o que acontece “aqui fora”. Vejamos isso na bíblia:

E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo. (Lucas 1:36)

Quem comete o aborto é ASSASSINO e quem o incentiva é CO-AUTOR do crime, se tornando ASSASSINO também. A Bíblia diz claramente em Apocalipse qual será o fim dos homicidas.

Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. (Apocalipse 22:15)

No fim dessa história toda eu fico com a Palavra de Deus, porque os céus e a terra passarão, mas as Palavras de vida eterna do Senhor jamais passarão.

Fiquem a vontade para comentar, desde que com sabedoria e respeito. Evite palavrões!

Qual é o maior milagre?

A Graça e a Paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Há tempos venho observando os testemunhos dados em igrejas que visito, na televisão, no rádio e até mesmo na minha igreja. Via de regra o testemunho de um milagre refere-se a uma cura, emprego novo, um acidente que o carro parou muito próximo mas não houve a colisão e etc., gostaria de deixar claro que estes são milagres sim, devem ser contados em nossas igrejas e podemos ter a certeza de que Deus quem nos livrou. Porém estou vendo também muito pastor “cantar de galo” que nas suas “concentrações de fé” (nome que não aceito de forma alguma, pois fazemos um culto racional ao Senhor e não concentramos nossa fé afim de conseguirmos algo) X pessoas levantaram da cadeira de rodas, Y pessoas voltaram a enxergar e assim vai. Glórias a Deus e só a Ele por essas curas, mas a essência do evangelho não são essas curas mirabolantes, muitas vezes achamos que o maior milagre é uma pessoa ser curada de AIDS, ou até mesmo estar morta e ressuscitar, mas ai que nós nos enganamos, o maior milagre que podemos alcançar é eterno, chama-se SALVAÇÃO.

O Senhor Jesus em um de seus discursos relatados nas páginas da Bíblia sagrada disse: “Se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno.  (Mateus 18:9)”. Claro que devemos buscar a cura de nossas doenças,porém é preferivel morrer com um câncer e ir morar com o Senhor Jesus, assim como Ele nos prometeu em João 14, que ser curado e passar a eternidade no lago de fogo que nunca se apaga.

Muitos dizem ter um ministério de cura e por isso ficam mais de uma hora orando para que as pessoas sejam curadas, mas pregam apenas 5 minutos. Essa pessoa pode até ser curada, mas não se firmará nos caminhos do Senhor, porque sae a árvore não tem raiz não se firma.Se a pessoa não conhece a Palavra do Senhor, como terá fé nEle.

a Bíblia descreve o maior milagre que já aconteceu na humanidade, não foi a ressurreição de Lázaro após 4 dias, não foi a cura da mulher com fluxo de sangue há 12 anos, nem mesmo Jesus ter feito o vendo e o mar se acalmarem para não matar  os discípulos, posso afirmar que nem mesmo a ressurreição de Jesus foi o maior milagre, mas parte dele. O maior milagre de todos os tempos está em Filipenses 2:5-8:

“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,  Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”

O maior milagre foi o Deus Todo Poderoso ter se tornado um homem (João 1:1-3) para que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus (João 1:11), o Senhor Jesus passou pela terra sem jamais terem achado nele pecado e nem na sua boca engano (I Pedro 2:22)  e na forma de homem foi submisso ao Pai obedecendo até à morte e morte de c(Filipenses 2:8), após a sua morte na cruz ressuscitou dentre os mortos (Atos 13:30) e foi assunto aos céus, onde está até hoje ao lado do Deus Pai Todo Poderoso(Lucas 22:69) e este MESMO Jesus voltará para buscar os que o servem (I coríntios 15:50-58).

Chego a conclusão que o que acontece nos dias de hoje é a graça de Deus derramada, ou seja Deus nos dá aquilo que não merecemos, porque no fundo ninguém é merecedor do favor de Deus.

Que Deus te abençoe!!!

Sola Dei Gloria

Todo louvor, honra e glória ao Senhor dos Senhores!!

Culto “Profético”?

A cada dia cresce mais o hábito de se dar nomes aos cultos. Um dia é o “Culto do Impossível” no outro dia é o “Culto do Julgamento do Juiz que Julga com Justiça” e assim sucessivamente. Não se tem mais culto para buscar o Deus Todo Poderoso e sim Todo o Poder de Deus e quase que unanimemente para resolver problemas financeiros, que começa sendo o problema da falta do dinheiro e depois o da ganância do ser humano querendo ter sempre mais. Enfatizam muito o ter e quase nada o ser!

Mas em meio a toda essa onda de “cultos novos” , surgem os cultos “proféticos”, que sinceramente ainda não consegui entender direito. Na maioria das vezes esses “cultos proféticos” são a maior divulgação da teologia da prosperidade, as pregações são em 90% das vezes baseadas no Antigo Testamento, onde podem usar exemplos como os de Abraão, Neemias, Gideão, Isaque, Jacó (um dos favoritos, acabam a pregação dizendo que se Jacó lutou com Deus, você também tem que “colocar Deus na parede”). Mas a mensagem da Cruz é deixada de lado e quando lembrada  até mesmo essa que deveria ser a base do Cristianismo (palavra que significa seguidores de Cristo!) é lembrada citem o AT, em Isaías 53, para dizerem que o Senhor Jesus já pagou o preço pra você viver sem problema nenhum.

A maioria das pessoas que vão a um “culto profético” vão atrás de profecias – como o próprio nome sugere – mas na maioria das vezes voltam pra casa apenas com profetadas, acreditam facilmente em qualquer palavra vinda do púlpito, sem antes examinarem as Escrituras como faziam os bereanos em Atos 17:10 e por examinarem as Escrituras foram elogiados pelo Apostolo Paulo, o que hoje é severamente criticado. Hoje em dia se você buscar um entendimento maior sobre o que foi pregado dizendo que “estamos tocando nos ungidos do Senhor”, mas será que uma pessoa verdadeiramente ungida pelo Senhor se auto-declara “profeta” ou “apostolo”? Acredito que não! Porque os verdadeiros ungidos são como João Batista que querem que o Senhor cresça e ele diminua cada vez mais.

Por falar em João Batista que a Bíblia declara que é o maior profeta nascido de mulher não FEZ NENHUM MILAGRE!, conforme João 10:41 “Muitos foram ter com ele e diziam: João, na verdade, não fez milagre algum; mas tudo quanto ele disse deste homem, era verdade.” o que é totalmente contraditório com o que se tem feito hoje.

Nestes cultos normalmente o “preletor” (porque não são pregadores da Palavra da Verdade e sim preletores de palestras auto-motivacionais) fica dizendo frases de efeito e a “platéia” repete, em Apocalipse, na carta à Igreja de Laodicéia o Senhor mandou o seguinte recado:

Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;

“Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Apocalipse 3:17-20

Notem que o Senhor repreende essa confissão positiva e nos lembra que somos pó, que dependemos dele. Outro detalhe é que se o Senhor Jesus está à porta e bate ele está do lado de fora da Igreja, portanto ele não compactua com esse triunfalismo e declaração de auto suficiência.

Que Deus te abençoe a cada dia mais e lhe dê sabedoria para discernir os ensinos para rejeitar os falsos mestres e doutores.

Por favor deixe seu comentário expressando sua opinião, todos os pontos de vista são bem vindos.

Eu prego a Teologia da Prosperidade

Amados irmãos, tenho que confessar que sou um pregador da Prosperidade.

Não a prosperidade ensinada pelo “papai” Keneth Haggin, que surgiu no inicio do século passado, e amplamente divulgada no Brasil com mais afinco desde os anos 90, por homens que hoje tem mega templos e se tornaram verdadeiros vendilhões do templo. São os chamados neopentecostais, são pentecostais no que se diz a cura divina, dons de línguas, visões, profecias e etc., e são neo (novo) na parte financeira, confesso que não sei onde se enquadram em novos, visto que neopentecostalismo deveria ser um novo pentecostalismo. O pior é que esta “teologia” está amplamente difundida nas igrejas, que estão se dobrando a Mamom, hoje nós temos os cultos da PROSPERIDADE! Um culto que a pessoa vai buscar a Deus para ter riquezas, mas muitas vezes não é batizada no Espírito Santo, não é uma pessoa que ora, jejua, pessoas que se mandarmos abria a Bíblia em Mateus ela não sabe onde fica.

Hoje a mídia está repleta de “pregadores do evangelho” que ensinam que nós devemos rejeitar as doenças e simplesmente dizer a elas que não as aceitamos em nossas vidas, após isso é só não negarmos nossa confissão que seremos curados. O impressionante é que o Apostolo Paulo, que foi levado ao 3° céu pelo Senhor e teve revelações que aos homens não é licito saber (II coríntios 12) não sabia disso, se soubesse não teria escrito a Timóteo:

“Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades” I Timóteo 5:23

O agravante é que isso não é teologia, mas sim a ciência da fé, que é mais o poder do pensamento que a manifestação do poder de Deus. Porque se u posso me curar, pra que eu vou pedir para que Deus me cure? O homem sempre se achou auto-suficiente, a maioria esmagadora da humanidade não da ouvidos a Deus e alguns sequer acreditam que ele existe.

Raramente prega-se a mensagem da cruz com o verdadeiro propósito e a interpretação correta, a de que Deus se fez homem por nós e morrendo como homem ele nos salvou, rasgou o véu e nos deu acesso direto a Deus. Mas usam esse texto apenas para dizer que porque Jesus morreu na cruz nós temos direito à saúde perfeita, a milhões em nossas contas e podemos até “colocar Deus na parede” e exigirmos nossos direitos.

Eu prego sim a Teologia da Prosperidade, mas a verdadeira Teologia da Prosperidade que ensina que prosperidade não é ser milionário, até porque o Senhor Jesus disse: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui (Lucas 12:15). Portanto não é porque a pessoa tem sido abençoada financeiramente que ela é espiritualmente abençoada também, se fosse assim o Sílvio Santos já teria passagem para o céu sem escalas.

A verdadeira prosperidade é a ESPIRITUAL, é pregarmos  Palavra do arrependimento, é mostrar que há uma luz no fim do túnel, que este mundo não tem mais salvação, mas as PESSOAS TEM!

Cada vez que renuncio as minhas vontades para fazer a do Pai, estou sendo próspero. A cada dia que tomo a minha cruz e sigo a Cristo estou sendo próspero.

Eu sou próspero quando me injuriam, quando levantam falso testemunho contra mim, quando me perseguem por causa do nome de Jesus, pois ele mesmo disse que eu seria mais do que feliz – bem aventurado – quando essas coisas acontecessem. Portanto eu prego a TEOLOGIA DA PROSPERIDADE ESPIRITUAL!!!

Que Deus te abençoe a cada dia e você cresça na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus!

 

Acaba o “show” e restaura o louvor…

Confesso que não dou nenhum pouco fã do cantor Lázaro, porém esta música dele “morar no céu”, explica bem este momento que a parte musical das igrejas passam.

 Apesar de ter apenas 24 anos, sou de uma época que cantávamos louvores e não músicas nas igrejas. A “comercialização do evangelho” tem destruído muitos ministérios de louvor, antigamente cantávamos louvores como:

“Levarei, eu também minha cruz, até por uma coroa trocar” 

“Glória, glória, aleluia…vencendo vem Jesus”

“Jesus Tu és a pessoa mais importante neste lugar”

“Ao Único que é digno de receber, a honra e a glória, a força e o poder. Ao Rei eterno e imortal, invisível mas real, a Ele ministramos o louvor”

“A minh’alma engrandece ao Senhor, o meu Espírito se alegra em Deus, meu Salvador”

“Espírito, enche a minha vida. Enche-me com Teu poder, pois de Ti eu quero ser. Espírito enche o meu ser”

Em compensação, hoje em dia os “louvores” são:

“Reinar em vida eu vou…eu vou”

“Eu fui no terreno do inimigo e eu tomei tudo que me roubou. Debaixo do meu pé, debaixo do meu pé”

“Divisa de fogo,Varão de guerra…
Ele desceu na Terra (2x), Ele chegou pra guerrear
Foi no quartel general, De Jeová…
Você tem que aprender, você tem que adorar…
E uma bola de fogo, Aqui descerá,
Se você tem olhos ungidos, Pode contemplar
Mas desceu um Varão…Resplandecente lá da glória…
Glorificado, esse é o Deus que da vitória
olhos de fogo, sapato de fogo, olha o renovo
Mais desceu o Miguel Arcanjo de guerra lá do céu…                                                                                                                               
(Cabe um comentário: Esta música é totalmente blasfema, e cultua a anjos, no caso Miguel. Devemos louvar ao Senhor e não aos anjos. Cabe lembrar que a Bíblia descreve o Senhor Jesus com olhos de fogo, e quem acredita que Jesus e o arcanjo Miguel são a mesma pessoa, são os testemunhas de Jeová)

Bom, não vou mais postar a músicas ruins para não dar ibope para esse povo que se passa por adorador.

O pior é chegar a conclusão de que isso é culpa nossa mesmo. Nós não escolhemos mais o que será cantado em nossas igrejas pela letra e se tem fundamento bíblico, mas sim pelo solo da guitarra, o ritmo que “balança” o povo e etc. Não queremos saber mais da vida do cantor fora dos palcos, mas sim se o “fogo cai” enquanto ele “louva”, não interessa de o cidadão largou a mulher para se casar de novo, se o tal cantor escreve as letras pensando em vendas de cds. Estamos trocando o caráter pelo carisma, o cara pode não valer nada, mas se canta bem e faz a “plateia” lotar a igreja não tem problema.

Nós temos que começar a ensinar os nossos adolescentes que idolatria não é só com imagens de “santos”, mas sim o cantor/cantora, o pregador, o pastor (admirar uma pessoa e espelhar o seu ministério no dela não é pecado, o pecado é imitá-lo e adorar essa pessoa, a ponto de achá-la perfeita e não aceitar críticas).

Se começarmos a divulgar isso entre os adolescentes, em médio prazo, conseguiremos diminuir essa idolatria. Acabar nós não conseguiremos nunca, pois a idolatria está no coração do homem, o normal é o homem ser idólatra, o anormal é deixar a idolatria de lado, isso só consegue quem entrega o seu coração totalmente ao Senhor Jesus, pois assim não tem espaço para as coisas secundárias.

Há algum tempo tentei levar um famoso cantor de Rap na minha igreja, que tem 70 membros. O cara teve a pachorra de cobrar R$ 20.000,00. Isso é mais que muito pai de família ganha em um ano inteiro de trabalho!!! Um outro grupo de São Bernardo do Campo cobrou R$ 500,00 mais 100 CDS vendidos a R$15,00. Ou seja, R$ 2.000,00 para cantar em uma igreja que fica a no máximo 10km da deles.

Não se tem mais no coração “de graça recebestes, de graça dai”, mas sim que “o obreiro é digno do seu salário”.

Concordo que se a pessoa vive da música ela deve receber para isso, porém não explorando as igrejas que secam o caixa para trazer estes “shows” .  poderíamos ofertar uma ajuda a um grupo desse louvar, e escolher verdadeiros adoradores. Mas aceitar essas exigências absurdas não dá pra compactuar!

Agradeço muito a Deus porque ainda há os que não se dobraram a Baal, ainda há verdadeiros adoradores que compõem verdadeiras orações, louvores de adoração que fazem nos sentir no Santo dos Santos, louvores que fazem-nos sentir como o Profeta Isaías, na sala do trono do nosso Deus Todo Poderoso. É maravilhoso no momento do louvor sentirmos a Glória de Deus inundando a igreja.

Como o Salmista declarou, “em meio aos louvores Deus habita”. Quando louvamos com a alma, de todo o nosso coração, o nosso louvor não é somente recebido, mas também aceito por Deus.

Eu suplico aos irmãos, para nos atentarmos ao que é cantado em nossas igrejas, não vamos deixar que essas heresias em forma de música estraguem a nossa comunhão com Deus e assim não blasfemaremos pensando que estamos louvando a Deus.

Que o Senhor Deus te abençoe!

Fique à vontade para comentar.

Ide..

“Ide por todo o mundo e pregai o EVANGELHO a toda criatura” (Marcos 16:17)
Depois de ressuscitar, o Senhor Jesus apareceu aos discípulos para orientá-los de como proceder após a sua ascensão ao céu. Notem que o Senhor nos ordenou a pregar o EVANGELHO e não placas de igrejas ou pastores. Hoje em dia os testemunhos não são mais de antes e depois de conhecer a Cristo, mas sim antes e depois da igreja. Eu trabalho o dia todo ouvindo rádio no meu celular, e por ter várias estações gravadas sempre acabo ouvindo pataquadas que nem dá pra acreditar que são realmente pastores que estão falando. Com essa moda de “apóstolos” os outros pastores depositam todo o poder da igreja no mover apostólico que está sobre o homem de Deus. Só faltam dizer: “Eu acho que Jesus estará no culto, mas se ele não estiver, com certeza o nosso apostolo estará”, estamos trocando caráter  por carisma, unção por talento, não queremos saber mais se o que o cidadão está pregando é bíblico ou herético, mas sim se o povo está dando “glória a Deus e aleluia”. Existe um pastor, que tem muito conhecimento da Bíblia, mas prega invencioníces inaceitáveis. Começando pelo sujeito ter sido intitulado “doutor em divindade”, se contarmos nas pregações dele, ouviremos mais vezes nomes de demônios que de Jesus e Deus. Em cada pregação há uma revelação de Deus (que estranhamente contradiz a Bíblia),por exemplo: Disse que Emanuel não significa “Deus conosco”, como diz a Bíblia, mas que Deus “revelou” especialmente a ele o significado “correto”: “Deus dentro do barro”. Ele disse que a palavra veio de uma composição de três palavras, duas inglesas e uma hebraica: In (dentro) + Man (homem) + El (Deus). Uma pessoa que diz isso merece crédito? Eu não dou o menor crédito, mas há igrejas que disputam a agenda desse pregador que infelizmente está no contesto de II Corintios 3:6 “a letra mata, mas o Espírito vivifica”.

Agora que já vimos o que não é o verdadeiro evangelho a ser pregado, vamos fazer o contrário, vamos ao evangelho genuíno e Cristocentrico.
“todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome (João 1:12)”

“Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, será salvo” (Romanos 10:9)

Este é o verdadeiro evangelho, que Jesus Cristo é quem salva, que ele é o caminho, e a verdade, e a vida, como ele próprio declarou em João 14:6. A verdadeira pregação não deve ser triunfalista de exija, determine, coloque Deus na parede, mas sim de “sujeitai-vos pois a Deus…(Tiago 4:7)”.

O Próprio Senhor Jesus quando esteve aqui na terra afirmou que “o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir” (Mateus 20:28), se Jesus não quis ser servido pelo homem, quem é o homem para querer ser servido pelo Senhor?

Como o proféta Isaias escreveu, cerca de 3.000 anos atrás: “Vós tudo perverteis! Como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não me fez, e o  vaso formado jdissesse do seu oleiro: Nada sabe (Isaías 29:16).” Qundo nóe determinamos a bênção, exigimos os nossos direitos de Deus e etc, estamos fazendo exatamente isso que o profeta Isaias escreveu.

Porque não pregamos que servimos a um Deus que se dispiu de sua glória para nos salvar, conforme o Apostolo Paulo escreveu aos Filipenses, no capitulo 2, versículos 5-11.

“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.”

Se o Senhor Jesus foi sujeito a autoridade de Deus, quem somos nós para querermos fazer as coisas do nosso jeito.

Que Deus te abençõe!

Existe “Maldição Hereditária?”

Meus irmãos, hoje em dia é muito normal nós ouvirmos falar em quebrar as maldições, em regressão para saber qual foi o nosso antepassado que pecou para que tenhamos hoje que usar óculos, câncer, alcoolismo e etc. Mas à luz da Bíblia nos diz a esse respeito? Em êxodo 20:4 – 6 diz: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança do que há em cima no céu e nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas e nem as servirás: porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração dos que me aborrecem e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos” Temos que levar em conta o contexto, nós vemos que Deus visita a maldade e não amaldiçoa, por acaso teríamos que quebrar maldições lançadas por Deus? Na minha Bíblia diz que “Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”. Alguém pode dizer : mas como o pai e os quatro filhos podem ser alcólatras se não for um demônio que aflige toda a família? Eu posso dizer que isto é o exemplo, os filhos via de regra se espelham nos pais, se o pai bebe, ele não vê mal algum em beber, o problema é que aos poucos ele vicia, não precisa de demônio para alguém viciar em bebidas alcoólicas, a própria fórmula dela é feita para isso. Quanto a doenças eu mudaria o nome de maldição para genética. Isto quem for salvo poderá cobrar de Adão e Eva, pois foi à partir do pecado deles que passaram a existir as doenças. O profeta Ezequiel desmente essa doutrina que tem sido pregada. No capítulo 18, versículo 4 diz: “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá”. Reparem que a alma que pecar ESSA morrerá, não é a alma das próximas gerações. No versículo 20, o profeta é ainda mais enfático: “A alma que pecar, essa morrerá: o filho não levará a maldade do pai, nem o pia a maldade do filho: a justiça do justo ficará sobre ele, a impiedade do ímpio ficará sobre ele”. Ninguém pagará pelo erro do outro e nem será recompensado pelo acerto do outro. Se fosse assim quando Paulo diz ao carcerereiro “Crê no Senhor Jesus e será salvo tu e e tua casa” (Atos 16:31) , teria de ser interpretado da seguinte forma: se algum parente meu foi um servo fiel do Senhor, eu não preciso fazer mais nada, posso viver de acordo com o mundo, posso viver dissolutamente, nem preciso me arrepender dos meus pecados. Mas todos sabemos que cada um dará conta de si. Os discípulos certa vez perguntaram para o Senhor Jesus :” Rabi, quem pecou este ou seus pais?”, mas o Senhor respondeu “Nem ele nem seus pais,;mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus”. Não foi por maldição que ele nasceu cego, mas sim para que as obras de Deus fossem manifestas. è muito importante nos apegarmos somente ao que a Palavra de Deus nos diz, pois em Deuteronônio 29:29 diz: “As cousas encobertas são para o Senhor nosso Deus, porém as reveladas são para nós”, se Deus não revelou na Bíblia, me desculpe, mas eu não acredito que Deus revelaria como os demônios agem. Além de que, Deus nunca orientou ninguém a se preocupar com eles, afinal, devemos adorar a Deus e o apostolo Pedro diz na sua segunda carta “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando quem possa tragar” (II Pedro 5:8), notem que o diabo anda ao derredor, ao nosso redor estão os anjos do Senhor nos protegendo, não devemos nos preocupar com o diabo, devemos nos preocupar apenas em adorar a Deus, porque assim “Ele dará ordem aos anjos ao nosso respeito” (Salmos 91:11). Vamos ser como os bereanos, “que de bom grado recebiam a palavra, examinando todos os dias nas escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11) Quando ouvimos uma pregação devemos nos atentar às referencias bíblicas. Deus abençoe a todos!