Devocional

Além do que os olhos podem ver. #Repost

“Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora meus olhos te veem” (Jó 42:5 – NTLH)

Por Odilar Júnior

Eliseu e os carros de fogoA situação do Brasil não está fácil. Em 2016, vimos uma crise político-econômica e suas desastrosas consequências: encolhimento da economia, fechamento de empresas, desemprego, etc. Há muitos motivos que causam temor e se perguntar como viveremos de agora em diante.
E assim, também ouvimos muito, que é preciso confiar em Deus, que Ele está no controle. “Mas como Ele está no controle, se o mundo está praticamente desabando sobre nossas cabeças? Que tipo de controle é este?” – poderiam pensar. Quem pensa assim, lhe falta uma visão apropriada; só enxerga apenas o (s) problema (s). Precisam enxergar além do que seus olhos podem ver. Não compreendem que tudo isto não passa de “ação e reação”.
Por mais que o mundo esteja um caos, Deus continua no controle sim. O ciclo natural continua vigente, mesmo havendo desastres naturais. A vida continua, em meio às doenças, guerras, fome e tudo mais. O universo ainda obedece às leis físicas estabelecidas desde o início. Ainda que por um lado, haja uma disfunção, o todo permanece.
Quando você passa a adotar uma cosmovisão (visão que se tem do mundo) mais clara e correta, sua compreensão se eleva e passa a enxergar melhor, que há um Deus nos céus que rege todo o universo com a sua Palavra e que não será um simples problema humano que abalará seu poder e seu governo. Assim, você passa a entender o que o Jó quis dizer no capítulo 42: 5 (o texto básico citado anteriormente).
Em 2 Reis 6:15-17 conta a história de uma situação crítica e a reação diferente em duas pessoas (Geazi e Eliseu), como suas visões são diferentes uma da outra.
“O servo do homem de Deus levantou-se bem cedo pela manhã e, quando saía, viu que uma tropa com cavalos e carros de guerra havia cercado a cidade.
Então ele exclamou: “Ah, meu senhor! O que faremos? ”
O profeta respondeu: “Não tenha medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles”.
E Eliseu orou: “Senhor, abre os olhos dele para que veja”.
Então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.”
Israel e Síria estavam em guerra. O rei da Síria mandou seu exército capturar o profeta Eliseu, por ter adivinhado seus conselhos e contar ao rei de Israel. Sua vida corria perigo. Ciente disto, Geazi se desesperou. Eliseu não temeu, e ainda o acalmou pedindo ao SENHOR para que Ele mostrasse a real situação: apesar de tudo, Deus estava no controle e protegendo-os. Por fim, a situação foi resolvida de uma forma inusitada e a guerra cessou. (2 Reis 6:18-23). Eliseu confiou em Deus e no seu poder para resolver problemas.
Hoje em dia não é diferente. Não chega a ter um exército sírio querendo a nossa cabeça, mas são aquelas situações do cotidiano que tiram nossa paz. Qual deve ser a nossa postura? A de Geazi – enxergar apenas o problema, se desesperar e entrar em pânico ou a de Eliseu – encarar o problema confiando em Deus e na sua provisão, mesmo que pareça não haver solução?
Que possamos não apenas enxergar o que é aparente, tangível e muitas vezes ilusório e falso, e sim, além disso – o que é real e verdadeiro, porém invisível – o que apenas pode ser visto com os “olhos da fé”. Que possamos encontrar a paz de espírito e enxergar a bonança em meio às violentas ondas nas tempestades de vida, confiando no poder transformador de Jesus Cristo.

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Apologético · Devocional · Ministerial

Você ainda não compreendeu o Evangelho se…

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Por Thiago Schadeck

Segundo o último censo do IBGE, em 2010, o Brasil tinha, à época, 50 milhões de evangélicos. Hoje, creio que há muito mais. Somos cerca de 25% de toda a população. Claro que com esse crescimento, foi se embora aquele esteriótipo que crente é alguém pobre, com pouco estudo, fanático e ignorante. Sim, ainda existem muitos desses, mas estão muito diluidos dentre os demais grupos. Tem pobres, ricos, analfabetos, estudados, bem educados, sem educação, enfim, todo tipo de gente.

Acontece que com o inchaço da igreja – à diante você perceberá que não houve crescimento – as pessoas aderem a um novo tipo de pensamento, mas quase nunca ao verdadeiro Evangelho. Sabem de cór e saltiado as letras das músicas, mas demoram para encontrar o livro de João na Bíblia. Não conhecem as histórias bíblicas e nem o Cristo apresentado pelas Escrituras, só o da igreja. São analfabetos bíblicos!

A nossa geração de crentes se assemelha muito ao mordomo da Rainha de Candace (Atos 8:26-40), que voltava de Jerusalem, onde havia ido adorar a Deus, lendo as escrituras, porém sem entender nada. É idêntico a milhares de crentes atuias que vão à igreja, adoram a Deus e lêem a Biblia sem entendê-la. São rasos e incapazes de transmitir àquilo que crêem a alguém. Não é raro alguém não saber falar de Cristo a um necessitado e levá-lo ao pastor e delegar-lhe a responsabilidade.

Crentes com mais de 10 anos de convertidos e que não conhecem, de fato, a Deus. O Senhor é alguém distante e pouco intimo. Mal sabem explicar porque estão na igreja, quase sempre porque precisam de algo que julgam poder alcançar apenas por uma intervenção divina. E não é a salvação!

Vejamos alguns pontos que demonstram desconhecimento sobre o Evangelho verdadeiro:

Se você pensa que determina aquilo que Deus deve fazer:
Com o inchaço da igreja evangélica ocorreu um fenômeno antibiblico e demoníaco, os homens passaram a querer mandar em Deus. Não é raro ouvir em uma igreja neopentecostal que você deve exigir, decretar e determinar aqulilo que Deus deve fazer.
O Senhor é o criador de tudo, inclusive do ser humano. Se você acha mesmo que pode dizer a Deus o que Ele deve fazer, sugiro que antes se prepare para responder as perguntas que ele fez a Jó (Jó 38:4-41) ou se preferir, responda apenas a pergunta feita pelo apóstolo Paulo:
“Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.” (1 Coríntios 2:16)
Ninguém é capaz de aconselhar a Deus acerca do que é melhor. Ter a mente de Cristo é exatamente o contrário, é submeter-se totalmente à vontade do Pai (Filipenses 2, Mateus 26:39)

Se você pensa que o Diabo tem poder sobre a sua vida:
Tem crentes convertidos há anos e que ainda pensam que Satanás pode fazer o que quiser com suas vidas. Certamente não foram bem instruídos biblicamente. São neuróticos e vêem a ação do Diabo em tudo, mas sequer conseguem ver o agir de Deus no seu dia a dia. Alguém realmente salvo, que teve um encontro verdadeiro com Cristo, que tem o Espírito Santo habitando em si, tem a plena convicção de que maior é o que está em nós.
Para exemplificar bem isto, podemos usar a história de Jó. Deus não permitiu que o Diabo fosse além daquilo que Ele havia autorizado. O Senhor, apesar de permitir o sofrimento de Jó, não o abandonou à sua própria sorte em momento algum, Deus não mandou Jó se virar com o Diabo, mas supervisionou tudo em todo o tempo.
Além disso, Cristo venceu o inimigo na cruz:
“E a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz.” (Colossenses 2:13-15)
Quando aqueles que rodeavam a cruz pensavam que o Salvador havia sido derrotado, Cristo, na verdade, estava alcançando a maior vitória da humanidade: a vitória sobre a morte e o pecado! Depois da cruz a possibilidade de salvação se tornou real, agora todos tem acesso à Deus. O véu está rasgado!

Se você pensa que a oração de uns é mais poderosa que de outros:
Basta ligar o rádio ou a tevê para encontrar pastores alegando que farão uma oração especial ou forte para você, porque eles têmse consagrado para buscar a sua vitória e assim Deus te atenderá. Isso é MENTIRA!
Deus não se comove com essas coisas e nem permite terceirizarmos a nossa fé. Temos de entender a diferença entre intercessão e transferência de responsabilidade. Na intercessão alguém me ajuda em oração, o que é correto e bíblico. Devemos participar dos sofrimentos de nossos irmãos, mas isso não nos dá o direito de transferir a responsabilidade da luta em oração a outra pessoa. Seja quem for!
E aos que defendem à pratica porque crêem que Deus ouve mais aos seus queridinhos, proponho que leia a parábola do Fariseu e o Publicano, contada por Jesus em Lucas 18:10-14. O justificado da história não foi o religioso arrogante que pensava ter uma linha direta com Deus, mas o pecador confesso e humilhado.
Davi escreveu no Salmo 34:18:
“Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.”
Deus não se ilude com nossos biquinhos de choro e sentimentalismo barato. Ele vê o nosso coração e sabe o quão quebrantados estamos.

Se você pensa que sua oferta compra o favor de Deus:
Diariamente as estações gospel transmitem centenas de testemunhos de pessoas que alcançaram alguma bênção após se associar a um projeto de ofertas para manter a programação no ar. Vendem isso como se a forma de ter o favor de Deus fosse comprando. É o espírito de Simão, o mágico, perambulando em meio às igrejas. Se você não sabe quem foi Simão, não Pedro, mas o mágico, leia Atos 8:9-25 e compreenderá a história.
Resumidamente, os apóstolos passaram pregando por várias cidades, em uma delas Simão ouviu a mensagem do Evangelho e passou a segui-los. Chegou a se batizar e acompanhar os apóstolos pelo caminho – tornou-se crente! Certo momento, ao ver os milagres sendo operados pelos apóstolos, Simão teve uma idéia brilhante: oferecer dinheiro para obter o mesmo poder. Infelizmente ele não contava que faria a proposta a um homem de Deus e não a um corrupto, como os que vemos hoje. A resposta de Pedro, o Simão cristão da história, foi clara e direta: “Mas disse-lhe Pedro: Vá tua prata contigo à perdição, pois cuidaste adquirir com dinheiro o dom de Deus.” (Atos 8:20)
Lamentavelmente hoje há muitos oferecendo o poder de Deus nas banquinhas de camelô dos púlpitos. Esqueceram apenas que Deus não aceita suborno (2 Crônicas 19:7).
Como um ser humano imagina que poderia mover o coração do dono do ouro e da prata, usando dinheiro? TUDO É DELE!

Se você pensa que há pecados mais graves que outros:
Os crentes se especializaram em categorizar os pecados. Uns são considerados leves, outros extremamente pesados, alguns imperdoáveis. A Bíblia é explícita em dizer que o único pecado sem perdão é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Todos os outros são pecados iguais e capazes de nos levar ao inferno, caso não haja arrependimento verdadeiro.
Por que ainda insistimos em condenar homossexuais, mas fingimos não ver a mentira que contamos? Por que o adultério é tão grave aos nossos olhos, mas a inveja é tratada como uma mera admiração?  Por que temos os católicos como idólatras, mas ai de quem falar do nosso líder?
No frigir dos ovos, pecado grave é aquele que o outro pratica, os meus Deus releva porque sabe que sou pecador arrependido. É sempre mais fácil condenar o outro pelo pecado diferente do meu. Difícil mesmo é abandonar os meus e imitar a Cristo.

Existem vários outros pontos que demonstram o desconhecimento ao Evangelho verdadeiro e oro para que Deus nos ilumine e mostre se o que temos seguido é realmente o Caminho ensinado por Ele. Cristo é o modelo perfeito, o imitemos e certamente seremos pessoas muito melhores.
Que a revolta com o pecado comece por nós mesmos, depois pela nossa igreja e por fim, a sociedade que não conhece a Deus. Se formos como Jesus, enxergaremos uma alma necessitada de salvação por trás do pecado e não o contrário.  Haverá mais compaixão com os que perecem.

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Festas Bíblicas Judaicas: Devemos Segui-las?

 

Shofar

“As festas bíblicas são ordens sagradas do Senhor. Elas não são apenas judaicas; são, antes de mais nada, do Senhor, declaradas como estatuto eterno (Lv. 23:1-44). Essas festas não são um convite para que a Igreja volte à primeira aliança, mas para sustentar a mensagem que elas transmitem. Elas apontam para o fim, para o Cordeiro e falam da parusia, ou seja, a segunda vinda do Messias.”

“Preste atenção ao que está sendo ministrado, pois Roma não deseja que nossos olhos sejam abertos. Roma quer nos prender ao paganismo. Esse paganismo se traduz na tentativa de deixar as festas bíblicas no esquecimento e de pegar as festas pagãs e tentar cristianizá-las. Porém, Deus abriu os nossos olhos. Não estamos mais debaixo da escuridão, pois o Senhor nos trouxe para a luz.”

(Ap. Renê Terra Nova).

A frase do autodenominado “apóstolo” René Terra Nova demonstra bem a necessidade de estudarmos este assunto: a Igreja deve guardar festas e costumes judaicos? A Bíblia deixa alguma evidência de que tais práticas são para os cristãos?

Independentemente de dados históricos extra-bíblicos, devemos nos deter ao estudo das Escrituras para esclarecermos tais questionamentos. É da Bíblia a Palavra final sobre o assunto!

Para começarmos nosso estudo, é interessante nos debruçarmos sobre a carta de Paulo aos gálatas, pois os irmãos da Galácia estavam passando por uma situação semelhante à da igreja de hoje.

Quando Paulo escreveu aos gálatas, os judeus estavam presentes em todo o Império Romano, principalmente nas cidades mais importantes. Muitos deles se converteram ao cristianismo e, dentre os convertidos, havia aqueles que queriam impor a lei mosaica sobre os cristãos gentios. São os “judaizantes”. Assim como os fariseus e saduceus perseguiram Jesus durante o período mencionado pelos evangelhos, os judaizantes pareciam estar sempre acompanhando os passos de Paulo a fim de influenciar as igrejas por ele estabelecidas. Essa questão entre judaísmo e cristianismo percorre o Novo Testamento.

Os judaizantes estavam também na Galácia, onde se tornaram uma forte ameaça contra a sã doutrina das igrejas.

Aqueles judeus davam a entender que o evangelho estava incompleto. Para conseguirem uma influência maior sobre as igrejas, eles procuravam minar a autoridade de Paulo. Para isso, atacavam a legitimidade do seu apostolado, como tinham feito em Corinto.

O EVANGELHO JUDAIZANTE

Os judaizantes chegavam às igrejas com o Velho Testamento “nas mãos”. Isso se apresentava como um grande impacto para os cristãos. O próprio Paulo ensinava a valorização das Sagradas Escrituras. Como responder a um judeu que mostrava no Velho Testamento a obrigatoriedade da circuncisão e da obediência à lei? Além disso, apresentavam Abraão como o modelo para os servos de Deus.

Os judaizantes ensinavam que a salvação dependia também da lei, principalmente da circuncisão. Segundo eles, para ser cristão, a pessoa precisava antes ser judeu (não por descendência, mas por religião). Foi para combater as heresias judaizantes que Paulo escreveu aos gálatas e mostrou àqueles irmãos que voltar as práticas e aos cerimoniais da Lei era cair da graça. (Gálatas 5:1-10):

“1 ¶ ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. 2 Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. 3 E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. 4 Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. 5 Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça. 6 Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. 7 Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? 8 Esta persuasão não vem daquele que vos chamou. 9 Um pouco de fermento leveda toda a massa. 10 Confio de vós, no Senhor, que nenhuma outra coisa sentireis; mas aquele que vos inquieta, seja ele quem for, sofrerá a condenação.” (Gl 5:1-10)

Algo parecido tem acontecido na Igreja brasileira nos dias atuais. Os judaizantes modernos ensinam que devemos guardar as festas judaicas, ler a Torah nos cultos, etc.

É muito comum vermos cristãos usando kipás (bonezinho usado pelos judeus), buscando ligações genealógicas com o povo israelita para que possam obter nacionalidade judia, entre outras coisas. Até mesmo nos cultos de algumas igrejas, músicas e danças judaicas foram inseridas.

Em nome do amor a Israel a bandeira da nação é colocada na igreja (será que um árabe desejoso por conhecer Cristo entraria nesta igreja?), o shofar é tocado e promovem-se as festas com a promessa de uma nova unção sobre a vida de quem participa de tais celebrações.

Há igrejas onde as pessoas não podem adentrar ao templo de sandálias ou sapatos e são orientadas a tirar os calçados, pois, segundo ensinam, irão pisar terra santa.

Há notícias de denominações no Brasil onde os assentos foram retirados dos templos e os crentes ficam de joelhos em posição semelhante à usada pelos judeus nas sinagogas.

Uma famosa “apóstola” apregoa inclusive a necessidade da Igreja Evangélica brasileira guardar o sábado. Em uma entrevista a antiga revista Vinde, ela declarou: “Meu contato com Israel me mostrou várias coisas, como os dias proféticos, as alianças: seis dias trabalharás e ao sétimo descansarás. Êxodo 31 declara que o sábado é o sinal de uma aliança perpétua e da volta de Cristo”.

Afinal, devemos ter a preocupação de celebrar as festas judaicas, usar kipá, colocar pano de saco, banhar-se de cinzas? O cristão tem essas obrigações? O que diz a Palavra sobre o assunto?

Sobre a idéia da guarda do sábado e a sugestão da pastora de que isso faz parte de uma aliança perpétua, verifiquemos o seguinte:

Usar a expressão “aliança perpétua” para referir-se à aliança feita entre Deus e Israel é desconhecer a transitoriedade dessa aliança apontada pela Bíblia. Se não, vejamos. A Bíblia menciona a existência de duas alianças. A primeira foi firmada entre Deus e o povo de Israel (Êxodo 19.1-8), logo que saiu da terra do Egito e se acampou junto ao Monte Sinai. A aliança foi ratificada com o sangue de animais como se lê em Êxodo 24.1-8. No livro de Hebreus, o escritor se reporta a esta aliança, dizendo: “18 Por isso também o primeiro não foi consagrado sem sangue; 19 Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissope, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo, 20 Dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado.” (Hb 9:18-20)

Essa aliança não integrava o povo gentio (Salmo 147.19 e 20): “19 Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. 20 Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR.” (Sl 147:19-20)

Embora o povo de Israel tivesse prontidão em responder que observaria essa aliança, na verdade, não a cumpriu, de modo que Deus prometeu nova aliança. Essa promessa foi registrada por Jeremias: “31 Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR. 33 Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 34 E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.” (Jr 31:31-34).

Novamente, o escritor do livro de Hebreus se reporta a essa nova aliança, afirmando que ela já tinha sido estabelecida por Jesus Cristo: “6 ¶ Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas. 7 Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda.” (Hb 8:6-7). Ainda Paulo, falando sobre a antiga aliança, declara: “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (2Co 3:6). Logo, não se pode falar em “aliança perpétua”, referindo-se à primeira aliança entre Deus e Israel.

O que talvez a apóstola quisesse, mas não o fez, era dizer que o sábado é um mandamento perpétuo, como se lê em Êxodo 31. 16 e 17. Todavia, ainda assim, ela estaria incorreta. Não procede dizer que a guarda do sábado deva ser observada pelos cristãos hoje. Isto porque a palavra perpétuo não se aplica só ao sábado, mas também a vários outros preceitos que os guardadores do sábado nunca se dispuseram a cumprir, como, por exemplo, a circuncisão pois Gênesis 17.13-14 diz o seguinte: “Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança”. E agora, teremos que nos circuncidar também? Ou não seria mais coerente guardar o significado espiritual de tais ordenanças e não o seu aspecto cerimonial?

Um outro argumento da “apóstola” é a de que o domingo tem origem pagã, ela diz: “Roma teve um imperador que adorava o sol. Daí Sunday (dia do sol) [do inglês, domingo]. Por essa questão pagã, a tradição chegou até nossos dias…”.

Entretanto, esse é um argumento pueril, freqüentemente citado por eles para imprimir a idéia de que a guarda de outro dia que não o sábado é de origem estritamente pagã. Tão pagã quanto a palavra Sunday é Saturday (dia de Saturno), sábado, em inglês. O dia era dedicado ao deus Saturno e prestava-se culto com orgias e muita bebida. Os dias da semana levavam nomes pagãos e não só o domingo.

Constantino, por sua vez, foi o primeiro imperador romano a adotar o cristianismo. Quando o fez promulgou vários decretos em favor dos cristãos, destacando-se o de 7 de março de 321. Se vale o argumento de que a guarda do domingo é de origem pagã por ter sido Constantino quem firmou o primeiro dia da semana como dia de guarda, então teria que reconhecer que a doutrina da Trindade também tem origem pagã, pois foi o mesmo Constantino quem presidiu o Concílio de Nicéia, em 325, quando foi reconhecida biblicamente a deidade absoluta de Jesus. Jesus sempre foi Deus verdadeiro ou passou a sê-lo depois do Concílio de Nicéia? E o domingo passou a ser dito como dia de adoração em decorrência do decreto imperial ou os cristãos já o tinham como dia de adoração?

Quanto ao uso do Kipá, atente para o significado desta indumentária judaica segundo judeus messiânicos:

“Kipá – Simboliza que há alguém acima de você – O significado da palavra kipá é “arco”, que fica compreensível quando pensamos em seu formato. A kipá é um lembrete constante da presença de Deus. Relembra o homem de que existe alguém acima dele, de que há Alguém Maior que o está acompanhando em todos os lugares e está sempre o protegendo, como o arco, e o guiando. Onde quer que vá, o judeu estará sempre acompanhado de Deus”.

“É costume judaico desde os primórdios um homem manter sua cabeça coberta o tempo todo, demonstrando com isso humildade perante Deus. É expressamente proibido entrar numa sinagoga, mencionar o nome Divino, recitar uma prece ou bênção, estudar Torá ou realizar qualquer ato religioso de cabeça descoberta”.

Fica o questionamento: é necessário para um cristão usar um kipá para lhe lembrar a presença de Deus? É preciso usar esse gorrinho para não esquecer de que Deus é Soberano e está acima de todos?

Não basta para o verdadeiro cristão o fato de que o próprio Deus habita em nós por meio do Seu Espírito? Fica o questionamento de Paulo aos coríntios: (1 Coríntios 3:16) “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”.

 

POR QUÊ NÓS CRISTÃOS NÃO GUARDAMOS A LEI?


1o – A lei de Moisés foi dada aos filhos de Israel (Êx.19,3,6). Nós, cristãos gentios, não somos filhos da nação Israel.

2o – Jesus cumpriu a lei cerimonial. Tal cumprimento significa não apenas sua obediência, mas a satisfação das exigências da lei cerimonial através da obra de Cristo.

Precisamos entender que os mandamentos da lei mosaica se dividem em vários tipos. Vamos, basicamente, dividi-los em mandamentos morais, civis e cerimoniais:

Os mandamentos morais dizem respeito ao tratamento para com o próximo: Não matarás; Não adulterarás; Não furtarás, etc. Tais ordenanças estão vinculadas à palavra amor.

Os mandamentos civis são aqueles que regulamentavam a vida social do israelita. São regras diversas que se aplicam às relações da sociedade. Um bom exemplo é o regulamento da escravidão.

Os mandamentos cerimoniais são aqueles que se referem estritamente às questões religiosas. São as ordenanças que descrevem os rituais judaicos.

A classificação de um mandamento dentro desses tipos nem sempre é fácil. Algumas vezes, uma lei pode pertencer a dois desses grupos ao mesmo tempo, já que a questão religiosa está por trás de tudo. A sociedade israelita era essencialmente religiosa. O Estado e o sacerdócio nem sempre se encontravam separados. Contudo, tal proposta de classificação já serve para o nosso objetivo.

A lei moral se resume no amor a Deus e ao próximo, como é dito em Gálatas 5.14 “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.Os princípios morais permanecem válidos no Novo Testamento. Hoje, não matamos o próximo, mas não por causa da lei de Moisés e sim por causa da lei de Cristo (Gálatas 6.2) “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” à qual os gálatas deviam obedecer. A lei de Cristo é a lei do amor a Deus e ao próximo.

As leis civis do povo de Israel não se aplicam a nós. Além dos motivos já expostos, nossas circunstâncias são bastante diferentes e temos nossas próprias leis civis para observar. O cristão deve obedecer as leis estabelecidas pelas autoridades humanas enquanto essas leis não estiverem ordenando transgressão da vontade de Deus (Rm.13.1) “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”.

As leis cerimoniais judaicas foram abolidas por Cristo na cruz (o significado de cada uma delas se cumpriu em Cristo). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados da lei cerimonial judaica. Por isso, não fazemos sacrifícios de animais, não guardamos o sábado, não celebramos as festas judaicas, etc.

Se alguém quiser observar algum costume judaico, isso não constituirá problema, desde que a pessoa não veja nisso uma condição para a salvação e nem prometa através destas coisas tornar alguém mais espiritual. (Rm 14.-8)

“1 ¶ ORA, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. 2 Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. 3 O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. 4 Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio SENHOR ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. 5 Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. 6 Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a Deus. 7 Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. 8 Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (Rm 14:1-8 ACF)

O problema é justamente a conotação dada a essas festas e aos costumes judaicos por pessoas de movimentos judaizantes. Por exemplo, dizem que se não celebrarmos as festas estaremos sendo devedores ao Senhor e que celebrar seria repreender o “espírito de Roma” da Igreja, que o Evangelho estaria de volta a Jerusalém, etc.

Celebrar uma festa judaica na igreja como representação simbólica do período vetero-testamentário nada tem de mais, no entanto, colocar isso como obediência de mandamento é certamente abandonar a graça de Deus e voltar a Lei.

Já há gente se vestindo de pano de saco e banhando-se de cinzas para mostrar arrependimento. Em certos ambientes, para se aproximar do púlpito é preciso que os crentes tirem os calçados, pois estariam pisando em “lugar santo”. Com isso, a obra de Cristo estará sendo colocada em segundo plano, como algo incompleto e insuficiente, como fica claro em Gálatas 5.4-6 “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes. Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé. Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor”.

Além de tudo isso, é bom que citemos as palavras de Paulo: “..não estais debaixo da lei mas debaixo da graça.” (Rm.6.14).

O Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho escreveu o seguinte sobre a rejudaização da Igreja:


A rejudaização do evangelho tem um lado comercial e outro teológico. O comercial se vê nas propagandas para visita à “Terra Santa”. O judaísmo girava ao redor de três grandes verdades: um povo, uma terra e um Deus. No cristianismo há um povo, mas não mais como etnia. A Igreja é o novo povo de Deus, herdeira e sucessora de Israel, composta de “homens de toda tribo, e língua e povo e nação” (Ap 5.9). Há também um Deus, que se revelou em Jesus Cristo, sua palavra final (Hb 1.1-2). Mas não há uma terra santa. No cristianismo não há lugares e objetos santos. O prédio onde a Igreja se reúne e que alguns chamam, na linguagem do Antigo Testamento, de “santuário”, não é santuário nem morada de Deus. É salão de cultos. O Eterno não mora em prédios, mas em pessoas. Elas são o santuário (At 17.24, 1Co 3.16, 6.19 e Hb 3.6). Deus não está mais perto de alguém em Jerusalém que na floresta amazônica, nos condomínios, favelas e cortiços das grandes cidades. No cristianismo, santo não é o lugar. São as pessoas. Não é o chão. É o crente. E Deus pode ser encontrado em qualquer lugar. Não temos terra santa, e sim gente santa.

A propaganda gera uma teologia defeituosa. Pessoas vão à Israel para se batizar nas águas onde Jesus se batizou. Ora, o batismo é único, singular e sem repetição. Ele segue a conversão e mostra o engajamento da pessoa no propósito eterno de Deus. Uma pessoa que foi batizada, após conversão e profissão de fé, numa igreja bíblica, não se batiza no rio Jordão. Apenas toma um banho. E, sem o sentido filosófico do ser e do vir a ser de Heráclito, aquele não é o Jordão onde Jesus foi batizado porque as águas são outras. As moléculas de hidrogênio e oxigênio que compunham aquele Jordão podem estar hoje em alguma nuvem. Ou na bacia amazônica. Ou no mar. Até no Tietê. É mero sentimentalismo e não identificação com Jesus. É lamentável que pastores conservadores em teologia “batizem” crentes já batizados no Jordão. Isto é vulgarizar o batismo, tirando seu valor teológico.

Não sou contra turismo. Faça-o quem puder e regozije-se com a oportunidade. Sou contra o entortamento da teologia como apelo turístico. Temos visto pastores com sal do mar Morto, azeite do monte das Oliveiras (há alguma usina de beneficiamento de azeitonas lá?) e até crucifixos feitos da cruz de Jesus (pastores evangélicos, sim!). Há um fetichismo com terra santa, areia santa, água santa, sal santo, folha de oliveira santa, etc. No cristianismo as pessoas são santas, mas as coisas não. A rejudaização caminha paralelamente com a superstição e feitiçaria. É parente da paganização. Não estou tecendo uma colcha de retalhos. Tudo isto é produto de uma hermenêutica defeituosa, que não compreende as distinções entre os dois Testamentos, os critérios diferentes para interpretá-los, a pompa e liturgia do judaísmo em contraposição à desburocratização do cristianismo e que a palavra final de Deus foi dada em Jesus Cristo. É o NT que interpreta o AT e não o AT que interpreta o NT.

 

Um outro fator abordado pelo pastor Isaltino é a tal “restauração do sacerdócio”. O pastor visto como um intermediário da relação do homem com Deus. Sabemos que no NT o sacerdócio universal do crente fica claro, nem um filho de Deus precisa de sacerdotes humanos para ter acesso ao Pai. Temos a Cristo como o nosso Mediador:

Entretanto, a incidência do uso do termo “leigo” para os não consagrados aos ministérios é reveladora. Todos nós somos ministros, pois todos somos servos. E todos somos leigos, porque todos somos povo (é este o sentido da palavra “leigo”, alguém do povo). Não temos clero nem laicato. Somos todos ministros e somos todos povo. Mas cada vez mais as bases ministeriais são buscadas no Antigo Testamento e não no Novo. Usamos os termos do Novo com a conotação do Antigo. O pastor do NT passa a ter a conotação do sacerdote do AT. É o “ungido”, detentor de uma relação especial com Deus que os outros não têm. Só ele pode realizar certos atos litúrgicos, como o sacerdote do AT. Por exemplo, batismo e ceia só podem ser celebrados por ele. Assumimos isto como postura, mas não é uma exigência bíblica. Na batalha espiritual isto é mais forte. Os pastores tornam a igreja dependente deles. Só eles têm a oração poderosa, a corrente de libertação só pode ser feita por eles e na igreja, só eles quebram as maldições, etc.

O sentido teológico do sacerdote hebreu parece permear fortemente o sentido teológico do pastor neotestamentário na visão destas pessoas. Este conceito convém ao pastor que prefere ser chamado de “líder”. Ele se torna um homem acima dos outros, incontestável, líder que deve ser acatado. Tem uma autoridade espiritual que os outros não tem. O Antigo Testamento elitiza a liderança. O Novo Testamento democratiza. Para os líderes destes movimentos, o Novo Testamento, a mensagem da graça e a eclesiologia despida de objetos, palavras e gestual sagrados não são interessantes. Assim, eles se refugiam no AT. Por isso há igrejas evangélicas com castiçais de sete braços e estrelas de Davi no lugar da cruz, bandeira de Israel, guardando festas judaicas, e até incensários em seus salões de cultos. Há evangélicos que parecem frustrados por não serem judeus. A liturgia pomposa do judaísmo é mais atraente e permite mais manobra ao líder que se põe acima dos outros. Concluindo, a atração pelo poder é maior do que o desejo de servir.

 

A RESPOSTA DE PAULO AOS JUDAIZANTES DA GALÁCIA:


A perniciosidade da influência judaica na Galácia estava no fato de atentar contra a essência do evangelho. Os judeus queriam acrescentar a circuncisão como condição para a salvação. Se assim fosse, o cristianismo seria apenas mais uma seita do judaísmo. Então, Paulo vem reforçar o ensino de que a salvação ocorre pela fé na suficiência da obra de Cristo. Para se conhecer a suficiência é preciso que se entenda o significado. Em sua exposição, Paulo toma Abraão como exemplo, assim como fez na epístola aos Romanos, afirmando que o patriarca foi justificado pela fé e não por obediência à lei. Tal exemplo era de grande peso para o judeu que lesse a epístola. Na seqüência, o apóstolo expõe diversos aspectos da obra de Cristo e do Espírito Santo na vida do salvo sem as imposições da lei.

 

COMPARAÇÃO ENTRE CARACTERÍSTICAS E EFEITOS DA LEI E DA GRAÇA


A lei mosaica se concentrava em questões visíveis, embora não fosse omissa com relação ao espiritual. Os pecados ali proibidos eram, principalmente, físicos. Assim também, a adoração era bastante prática. Seus preceitos determinavam o local, a postura, a roupa, o tempo apropriado, etc. No Novo Testamento, Jesus vem transferir a ênfase para o espiritual, embora não seja omisso em relação ao físico. Ao falar com a mulher samaritana, Jesus observa que ela estava muito preocupada com os aspectos exteriores da adoração a Deus. Isso era característica da ênfase do Velho Testamento. Jesus lhe disse:
“A hora vem e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade” (João 4.23). Vemos nisso a ênfase do Novo Testamento: que é espiritual.

 

Contrastes entre a Lei e a Graça


LEI / MOISÉS

Mostra o pecado

Enfatiza a carne

Traz prisão e morte

Infância

Traz maldição

GRAÇA / JESUS / CRUZ

Perdoa o pecado

Enfatiza o espírito

Traz libertação e vida

Maturidade

Leva a maldição

Aponta pra Cristo

Conduz ao Pai

 

PRESERVAÇÃO DA LIBERDADE


Paulo admoestou os gálatas para que se lembrassem do significado da obra de Cristo, a qual teve o objetivo de libertá-los. Agora que eram livres, não deveriam voltar ao domínio da lei.

Voltar à lei é negar a graça e perder os seus efeitos, ele mostra isso enfaticamente no Capítulo 5. É renunciar aos direitos de filho e voltar a viver como servo (Sara e Hagar). É renunciar à liberdade cristã, a qual foi comprada pelo precioso sangue do nosso Senhor. A história de Israel foi uma seqüência de cativeiros e libertações. Não podemos permitir que a nossa vida seja assim.

Os judaizantes estavam querendo impor a marca da circuncisão como se esta fosse um valor cristão. Entretanto, Paulo conduz os gálatas a um exame mais profundo da questão. O sinal exterior tem valor quando corresponde à condição interior. Como disse aos Romanos, “a circuncisão é proveitosa se tu guardares a lei” (Rm 2.25). Então, o que seria evidência fiel do interior humano? As obras da carne e o fruto do espírito. São marcas do caráter e se revelam nas ações. Estas são as marcas mais importantes na vida de um ser humano. Entretanto, se os judaizantes faziam mesmo questão de marcas físicas, Paulo possuía as “marcas de Jesus”, sinais de todo o seu sofrimento pela causa do Evangelho “Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus” (Gálatas 6.17).

O mesmo Paulo, escrevendo aos irmãos em Colossenses 2:16-17, diz: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”.

Cristo é a Luz do mundo, quem está em Cristo não anda em trevas. Por que então voltarmos às sombras? É isso que Paulo deixou claro. Portanto, fica evidente o quanto é descabida a idéia de introduzir costumes dos judeus nas atividades cristãs como cumprimento de mandamento, promessas de nova unção e coisas desse tipo.

Deus estabeleceu uma Nova Aliança em Cristo, pois na primeira os homens se apegaram muito mais aos rituais e aos símbolos do que ao significado dos mesmos. Passaram a viver uma religiosidade vazia e já no período do Antigo Testamento, o Senhor mostrava a sua tristeza com relação a isso: Isaías 1:13-14 “13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. 14 As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.” (Is 1:13-14 ACF)

Usam mal Mateus 5:17, em que Jesus diz: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”.

A palavra cumprir utilizada aqui vem do grego plérõsai, que significa “encher”, “completar”. Jesus não veio revogar ou destruir nenhuma palavra que Deus ensinara aos fiéis do passado no AT. Veio cumprir plenamente o propósito de Deus revelado no AT dando à Lei e aos Profetas aquilo que faltava: o Espírito Santo para interpretá-lo e o poder para pô-lo em prática, pela sua obra salvadora.

Cristo representa o fim do legalismo de se tentar cumprir a Lei, como está escrito em Romanos 10:3-4 “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”.

Cristo tirou o véu que encobria a Antiga Aliança. Ele revelou o “espírito” da Lei tornando-se carne. Cumpriu fielmente todas as ordenanças impostas pela Lei, dando a verdadeira interpretação a elas.

Ainda que Lei ordenasse o apedrejamento de adúlteras, Cristo perdoou uma mulher apanhada em adultério. Ainda que a Lei designasse o afastamento dos considerados “puros’ dos leprosos, Cristo se aproximada deles, os tocava e os curava”.

Cristo trouxe luz sobre o que eram sombras. Por que, então, voltar à escuridão do legalismo judaico?

Paulo resume esse comportamento da seguinte forma: “Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido”. (2 Coríntios 3:14 ).

Extraído de: http://solascriptura-tt.org
Com auxílio de textos do Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho, Anísio Renato de Andrade, Natanael Rinaldi e site dos judeus messiânicos.

Autor: Clériston Andrade – Juazeiro-Ba

Fonte original:
http://www.cacp.org.br 

 

Devocional

O Jesus da Páscoa

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Por Thiago Schadeck,

Estamos nos aproximando da páscoa e consequentemente volta à baila o assunto da morte e ressurreição de Cristo. É a oportunidade de anunciarmos ao mundo que Cristo, nosso Salvador, se entregou por nós, morreu na cruz do Calvário e , vertendo seu sangue puro, nos salvou. O problema é que muitos crentes, com anos e anos de igreja, não sabem explicar sequer as implicações básicas da morte de Cristo.

A páscoa para os cristãos evangélicos não é anual como para os demais, nossa páscoa é mensal, representada na ceia. Nosso cordeiro pascal, Cristo (João 1:29) tira o pecado do mundo, foi morto antes da fundação do mundo (Apocalipse 13:8), e que voltará para buscar a Sua Igreja (Apocalipse 3:11 e 22:12). A ceia é muito mais que um “teatro” sobre a última reunião de Cristo com seus discípulos, ela é a o anuncio da morte salvífica de Cristo e a esperança de Sua iminente volta.

Cristo é o Cordeiro imaculado (1 Pedro 1:19-20) que em um único e perfeito sacrifício  (Hebreus 10:12) pagou a nossa dívida e cravou na cruz, anulando assim toda escrita que nos era contrária (Colossenses 2:14), despojou os principados e potestades, triunfando em si mesmo (Colossenses 2:15).

Quando Jesus ressucita, ao terceiro dia, ele anuncia sua vitória sobre a morte e o inferno (Apocalipse 1:18), agora nada mais pode nos separar do amor de Deus em Cristo (Romanos 8:38-39). Deus nos comprou pelo sangue de Jesus vertido na cruz (1 Corintios 6:20) e, por Cristo, temos paz com Deus.

Graças ao nosso Senhor, crucificado e morto, mas ressurreto ao terceiro dia, temos a esperança da salvação eterna. O sepulcro está vazio e Cristo reina em Sua glória!

Que Deus nos abençoe!

Apologético · Devocional · Ministerial

Mitos Evangélicos

CAPA POST

por Renato Santiago (@renatosantyago)

Uma frase muito famosa se enquadra nesse pequeno artigo que escrevo: “Uma mentira dita muitas vezes acaba se tornando uma verdade”. Isso é claro também se aplica ao contexto do Evangelho, visto que desde o Éden o inimigo tenta distorcer a palavra de Deus e implantar sua própria verdade (Gn 3: 1-6).

Sabemos que a Palavra de Deus é autoridade sobre invenções e doutrinas criadas por homens (2 tm 3:16,17), devemos portanto submeter nosso  conhecimento adquirido ao crivo das Escrituras (a menos que seu entendimento esteja tão endurecido pela religiosidade que não admite a hipótese se mudar de ideia), aí é problema seu com Deus.

Mas para aqueles que desejam servir a Deus em verdade (Jo 17:17), e aprender mais das Escrituras (Mt 22:29) listo que aqui alguns mitos do meio evangélico atual que são taxados como verdade absoluta, vou discorrer resumidamente sobre cada tópico e sugerir algumas referências bíblicas para aguçar nossa curiosidade em pesquisar sobre os assuntos (At 17:11). Para estudos mais amplos existe muito material na internet (de preferência sites comprometidos com a teologia reformada). Cristão, pegue sua Bíblia e vamos lá:

Mitos que não tem embasamento concreto na Palavra de Deus e são tidos como bíblicos:

Devorador é um demônio que ataca quem não é dizimista

Nada a ver, o contexto do livro de Malaquias é outro, o capítulo 3 foi escrito para os sacerdotes de Israel, casa do tesouro era um galpão onde se armazenavam os dízimos (alimento) e o devorador era um gafanhoto que destruía a lavoura do povo por causa da desobediência (Ml 2: 1-4 / 3: 6-11);

Devo ungir minha casa e tudo que precisa de proteção

Baseado em Ex 12:7 esse é um erro muito comum, que vale para a maior parte dos tópicos apresentados: as pessoas pensam que acontecimentos e ordenanças de Deus relatados no Velho Testamento se aplicam à igreja hoje, é preciso entender que o V.T. é histórico, ético, moral e profético, aponta para a obra expiatória de Cristo, a Lei se cumpriu n’Ele (Mt 5:17) o véu do Templo se rasgou, a antiga aliança não tem mais valor, entra em vigor a nova e eterna aliança (Mt 26:28 / Mt 27:51 / Hb 12:24) não adianta querer transformar o V.T. em um livro de receitas mágicas para solução de problemas (Gálatas 3);

Os músicos da igreja são Levitas

Pura mística, mais uma invencionice que pegou, os Levitas eram simplesmente os responsáveis pelo serviço no Tabernáculo, escolhidos da tribo de Levi (Nm 1:49-53). Quem canta/toca na igreja ou em grupos de louvor é apenas músico/cantor(a);

Óleo de unção tem poder de operar milagres

Ta aí um objeto extremamente místico, existe óleo para todo tipo de “unção” (prosperidade, cura, proteção, esquecimento, emagrecimento, etc, etc, etc), esse á mais uma aberração difundida pelo neopentecostalismo. E olha que é muito simples desmistificar essa prática, o óleo só é citado uma vez no N.T., no livro de Tiago e com a simples finalidade de oração para cura (e a pedido do enfermo) e ainda assim o texto diz que o que trará a cura é a oração (há estudos sobre propriedades medicinais do óleo usado na época).  Tg 5: 14,15. Óleo não tem poder nenhum, bem como objetos ungidos. Os demônios se curvam ante o nome poderoso de Jesus, o que passar disso é engano e idolatria. O caminho correto é a oração.

Não toqueis nos ungidos do Senhor

Muitos risos, essa é famosa atualmente. É tipo imunidade parlamentar, o camarada faz besteira a torto e a direito, ensina heresias a perder de vista, enriquece à custa da ignorância do povo, usa o nome do Eterno para ficar milionário com vendas de CD’s, DVD’s e shows, e ainda não pode ser questionado em nada que seus fiéis súditos já usam essa passagem em que Davi teve a oportunidade de se vingar de Saul mas respeitou o fato dele ser Rei (e que foi ungido para isso) – 1Sm 24:6. Engraçado que várias passagens da mesma bíblia advertem contra os falsos ensinos e falsos profetas principalmente nos últimos dias mas não são levados em conta (Mt 24:11,24 / 2Tm 4: 2-4 / 2Pe 2: 1-3). Isso só mostra que muitas pessoas estão realmente firmadas em seus líderes, não em Cristo. Falta a coragem que tinha de sobra em João Batista.

Dízimo é obrigação, é lei

Este é um bezerro de ouro difícil de quebrar, não questiono a necessidade de dinheiro para manutenção da congregação e outras finalidades da igreja (principalmente ajudar os membros menos favorecidos e investir em trabalhos missionário), porém se estudarmos as Escrituras veremos que Jesus e os discípulos não estipularam quantia (se alguém quer dar 10% ou outra procentagem é questão individual), esse valor não deve ser usado como moeda de troca com Deus. Contribua sim, mas com alegria, com gratidão, mas não faça como muitos que usam isso para cobrar bênçãos em troca. (2Co 9: 7-9). Se você crê que vivemos no tempo da Graça, por quê acredita no poder de barganha do dinheiro? (agora tem sido difundida a teologia da semente, que é um dos braços da teologia da prosperidade). Se você dá 10% de seu salário por medo do “devorador” e não se importa em como o seu dinheiro está sendo aplicado, lamento informar mas você está vivendo no engano, está sendo negligente com aquilo que o Senhor tem te dado. Quero deixar claro mais uma vez que não estou pregando contra a necessidade de recursos na igreja, apenas reforço que o dinheiro não pode ser usado como parâmetro para medir a fidelidade de um cristão, e muito menos deve se constranger quem não tem condições de ofertar (prática comum hoje em dia). Devemos sim contribuir, cada um de acordo com suas posses (1Co 16: 1,2).

Atos proféticos”, “palavras proféticas”, “sua palavra tem poder” e “determine a benção

Chega a ser patética essa ideia de que nós, seres caídos, pecadores, míseros diante do poder e soberania de Deus, temos algum tipo de poder espiritual, onde o Todo Poderoso depende de nossas palavras ou de nossa vontade para realizar Seus desígnios. Coitada dessa geração arrogante, que se acha cheia de direitos a ponto de dar ordens ao Criador (“eu ordeno”, “eu declaro”, “eu profetizo”). Ele é soberano, você pode “declarar” algo por toda a sua vida que se Ele não quiser fazer não fará. Ou então Ele pode dar ouvidos a uma simples e humilde oração e operar um milagre. A busca por Atos Proféticos (e por tudo que contem o termo ‘profético’) é gerada pela sensação de que a Bíblia não é suficiente para nos falar, para nos corrigir e nem para nos orientar, e muito menos para suprir nossas reais necessidades (2Tm 4:1-5). O fato é que esses atos, encontrados em sua grande maioria no Antigo Testamento, são direcionados à um povo, evento ou situação específica, e a Bíblia está apenas relatando o que houve. A Bíblia não está estabelecendo uma regra ou dizendo que deveríamos reproduzir o ato (é muito comum vermos pessoas imitando os 7 mergulhos de Naamã, fingindo que estão derrubando as muralhas de Jericó, passando dentro de bonecos infláveis com formato de baleia (risos), carregando/orando em réplicas da Arca da Aliança, realizando festas judaicas, tocando Shofar, etc),  o leitor da Bíblia deve observar o que o texto está dizendo, para quem está dizendo e para quando está dizendo. Muitas vezes algumas pessoas erram porque se apropriam de promessas que dizem respeito ao povo de Israel no Antigo Testamento, como se isso dissesse respeito a nós hoje. Portanto, uma coisa é a Bíblia relatar um fato, e outra coisa completamente diferente é a Bíblia dar uma ordem direta e aplicável a nós hoje.  (Dt 18:22).  Esse ensino Neopentecostal está muito em moda nestes dias onde vários pregadores dizem que “Há Poder em Suas Palavras” e expõem um sermão cristão misturado com paganismo místico. Todo este ensino de “há poder nas palavras” surgiu no mundo cristão nos anos 50 quando um pastor americano Norman Vicent Peale lançou o livro O Poder do Pensamento Positivo – em 1952. Era um livro evangélico de auto-ajuda, que ensinava que a fé pode conseguir qualquer coisa. A síntese do livro é a seguinte formula: “Ore, imagine, realize”. Devemos entender que este ensino não provém da Bíblia, mas das seitas místicas e movimentos esotéricos, como a Nova Era, que também ensinam que “as palavras tem poder”. Nem Jesus nem a Igreja Primitiva, nem os apóstolos, assim como em toda a Historia da Igreja Cristã Mundial não encontramos estes ensinos, é algo pagão e provém de mitos, é um ensino que veio do mundo das superstições e compartilhado no mundo pagão sem Deus (2Tm 4: 3,4). Qualquer passagem usada para defender tal ensino é uma afronta a inteligência, pois não existe tal ensino em toda a Bíblia, no Antigo Testamento e também no Novo Testamento. Passagens do Antigo testamento como Provérbios 18.21 ensinam “um poder nas palavras”? O único ensino de “poder nas palavras” que observamos pela Bíblia é o poder destruidor das palavras e seus efeitos. Por exemplo: Através de palavras ofensivas a uma pessoa poderei magoar um irmão de tal maneira que será mais fácil conquistar uma cidade do que aquele irmão (Pv 18.19).

Portanto meus irmãos, sejamos sóbrios e atentos como os bereanos, que não acreditavam em tudo que lhes era dito, antes conferiam nas Escrituras para avaliar se tudo que ouviam correspondia à verdade.

Encerro aqui a primeira parte desse artigo, só o Espírito Santo nos convence verdadeiramente da verdade, que Ele ilumine nosso entendimento e nos ajude a compreender a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

João 14: 6 – E conhecereis a verdade, e a verdade os libertará.

Marcos 7: 7,8b – Em vão, porém, me honram,Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens.

 

 

Apologético · Devocional · Não Categorizado

A INJUSTIÇA NOSSA DE CADA DIA

Dois-pesos

Por Renato Santiago

Paz de Cristo a todos!

É com o coração angustiado que escrevo este texto. Uma das coisas que mais me causam tristeza é a injustiça, seja ela na área que for. O mundo é injusto, o Brasil é um país injusto, a ‘justiça social” tão prometida por políticos gananciosos nos discursos em véspera de eleição é simplesmente uma utopia. A justiça penal da lei praticamente não existe também, vemos o crescimento da corrupção e da violência no mesmo ritmo da impunidade.

Mas não se trata desse tipo de justiça, quero falar sobre nossa justiça própria, no meio cristão.

Ao recorrermos à Biblia, um dos textos mais conhecidos acerca da palavra justiça é o de Isaías 64:6 “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.”

Esse texto leva muitos a pensar que todo “ato de justiça” nosso é como trapos imundos aos olhos de Deus. Aliás, no versículo anterior, Isaías 64.5, Isaías declara: “Vens ajudar aqueles que praticam a justiça com alegria, que se lembram de ti e dos teus caminhos”. Não é impossível o povo de Deus praticar atos de justiça que agradam a Deus. Mas John Piper explica:

“Às vezes as pessoas são descuidadas e falam de forma negligente sobre toda a justiça humana, como se não houvesse nada que agradasse a Deus. Muitas vezes elas citam Isaías 64.6 que diz que nossa justiça é como ‘trapo de imundícia’. É verdadeiro – gloriosamente verdadeiro – que ninguém do povo de Deus, antes ou depois da cruz, seria aceito pelo Deus imaculadamente santo se a justiça perfeita de Cristo não nos fosse imputada (Romanos 5.19; 1 Coríntios 1.30; 2 Coríntios 5.21). Mas isso não quer dizer que Deus não produza nessas pessoas ‘justificadas’ (antes e depois da cruz) uma justiça experiencial que não é ‘trapo de imundícia’. Ao contrário, ele o faz; e essa justiça é preciosa a Deus e é exigida, não comofundamento da justificação (que é a justiça de Cristo somente) mas como evidência de sermos filhos verdadeiramente justificados de Deus”.

Ou seja, nós como servos de Deus, lavados e remidos pelo sangue do cordeiro, precisamos aprender a praticar a justiça, seja nas menores coisas, ou nas grandes, e que não seja por falta de exemplos na Bíblia.

Vejamos as palavras de Jesus aos religiosos da época, que se aplica muito bem aos dias atuais:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.”. Mt 23:23.

Não se parece com o que vimos hoje? Quantas pessoas se preocupam mais com suas obrigações religiosas do que em exercer sua fé através de atos de misericórdia e justiça? Quantos já passaram sua vida inteira sendo “dizimistas fiéis” e nunca compraram um pão de sal para uma criança de rua, jamais doaram 2,00 a uma instituição de caridade ou algo do tipo.

Somos hipócritas, egoístas, desprovidos de amor ao próximo, insensíveis e consequentemente injustos. Usamos dois pesos e duas medidas, fazemos vistas grossas, não nos importamos com o sofrimento alheio, não choramos com os que choram. Conheço cristãos que tem duas formas de pensar sobre o pecado alheio. Vou dar um exemplo: Se uma pessoa de seu círculo de amizades ou de sua família descamba por exemplo para o adultério, a reação é a seguinte: “essa pessoa precisa de apoio, não vamos julgar, vamos ajudar.” Ok.

Em contrapartida, se essa pessoa fica sabendo do pecado de alguém que não faz parte de sua panelinha (mesmo que esteja lutando contra uma fraqueza), a dureza de coração e a religiosidade falam mais alto, aí vem: “Tá vendo? Depois fala que é crente! Essa pessoa precisa se converter!!”

Conseguem ver a diferença? É parecido com um ditado que diz: “Aos amigos tudo, aos inimigos os rigores da lei.”

Precisamos aprender muito com Jesus, precisamos rever nossos conceitos sobre o que é ser cristão, sempre fui adepto de que atitudes falam mais que palavras. Que Jesus mude nosso coração, que o transforme em coração de carne, e que possamos entender que a justiça, a misericórdia e a fé são mais importantes que nossa fútil religiosidade.

O que segue a justiça e a beneficência achará a vida, a justiça e a honraProvérbios 21:21

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartosMateus 5:6

(Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade); Efésios 5:9

Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo. 1 João 3:7

Deus nos abençoe.

Apologético · Devocional

Igrejas evangélicas: um verdadeiro Frankenstein

Frankenstein

Por Thiago Schadeck

As ideologias humanas tem transformado a igreja, enquanto corpo de Cristo, em um enorme Frankenstein. Cada ramo teológico diz fazer parte do corpo, mas não se considera da mesma espécie e por conta disso ficam se atacando. Não quero aqui dizer que temos de tolerar erros teológicos crassos ou fingir que não vemos a bíblia ser deixada de lado por pseudo pregadores. Falo aqui de cristãos sinceros, que buscam viver para Cristo e segui-lo com todas as suas forças. Essas pessoas muitas vezes são enganadas por falta de conhecimento, que na maioria das vezes são omitidas por seus líderes.
Alias, muitos simplesmente reproduzem frases desses falsos pastores sem pensar ou analisar, de tão enraizado que isso está em suas mentes, por exemplo: “Crente que não faz barulho está com defeito de fabricação”,”Meus amigos `sorveterianos'”, “Igrejas locais geram pastores, igrejas apostólicas geram multidões”, “Calvinista, como o apóstolo Paulo”  e etc.

Mas imagine comigo, se juntarmos as principais características de cada tipo de igreja dessas. Certamente teríamos cristãos mais produtivos ao Reino e que trariam muitos frutos.

Pentecostais
Quem dera se todos os cristãos tivessem o desejo de ter experiências com Deus como os pentecostais. Se todos orássemos como eles, esperando ouvir a voz de Deus. Muitos de nossos irmãos pentecostais fazem o sacrifício de subir o monte para orar por horas a fio, na expectativa de que terão algum contato maior com Cristo. Os pentecostais, em sua maioria, são fervorosos no que diz respeito a fé e são sinceros em sua busca por uma espiritualidade.
Se todos os cristãos tivessem esse espírito sedento pelo ouvir a voz de Deus, teríamos uma igreja muito mais atuante na oração e na busca por Deus.

Tradicionais
Os tradicionais são conhecidos por sua busca incansável em conhecer a Deus através das Escrituras, uma busca diária por saber o que Cristo ou o escritor de algum dos livros bíblicos quis dizer naquele versículo específico. As igrejas tradicionais investem fortemente nos grupos de estudos bíblicos. Muitas dessas igrejas tem estudos todos os dias, para todos os níveis de conhecimento. Fazem isso com o objetivo de que todos cheguem a maturidade através do conhecimento das sagradas Escrituras.
Se todos os cristãos tivessem a sede pela fidelidade bíblica dos tradicionais, as nossas pregações seriam muito mais sadias e a regeneração dos que nos ouvem seria muito mais visível.

G12/M12 (Igrejas em células)
As igrejas em células tem em sua matriz o evangelismo. Os membros dessas igrejas são encorajados a montar células de estudos bíblicos em suas casas e fazer discípulos. Outro ponto muito forte dessas igrejas é a submissão à liderança. O que o líder diz, vira lei. Não concordo com essa posição, porém nossos líderes devem ser respeitados, honrados e devemos nos submeter a sua autoridade – se concordamos que ela vem de Deus.
Quando alguém se converte em uma igreja em células, já começa a ser preparada para liderar, montar sua célula e evangelizar afim de atrair pessoas à sua célula.
Se todos os cristãos evangelizassem como os das igrejas em células, alcançaríamos muito mais pessoas para o Reino de Cristo e quem sabe cresceríamos muito mais na qualidade, pois para evangelizar  precisamos conhecer bem a Deus e a sua Palavra.

Neopentecostais
Os neopentecostais são aqueles cristãos das igrejas que dominam a mídia (rádio e televisão), em sua maioria tem as pregações baseadas em vitórias terrenas, vida próspera e saúde. O que me chama a atenção nos neopentescotais é a pregação convincente, pregadores cativantes, que prendem a atenção dos ouvintes e tem carisma para atrair as pessoas à mensagem que lhe é pregada.
Se nós, os cristãos, buscássemos de Deus uma homilética como a desses homens, que prendem a atenção daqueles que os ouvem e com isso introduzíssemos no coração dessas pessoas o evangelho verdadeiro a nossa pregação teria muito mais efeito.

Sei que em todas essas categorias de igrejas tem erros, que não podem ser considerados o modelo bíblico de igreja para os nossos dias, pois a Igreja não é uma instituição humana, mas uma obra divina, que nos juntou como seu corpo.
Devemos examinar tudo e reter o que é bom, assim como o Apóstolo Paulo nos ensinou.

Que Deus nos ajude a agradá-lo a cada dia mais e que sejamos mais parecidos com Cristo, que buscava a vontade do Pai em períodos longos de oração, conhecia as Escrituras e delas falava como quem tem autoridade, evangelizava e buscava atrair as pessoas para ser seus discípulos e pregava como ninguém jamais pregou, prega ou pregará, pois era a própria Palavra encarnada.

Deus te abençoe!

Apologético · Devocional

Por que temos tantas igrejas no Brasil?

 

igreja_BrasilPor Thiago Schadeck

Cada igreja tem suas características próprias, com seus erros e acertos. Diferente da igreja Católica, os protestantes não tem um comandante, que dita as regras e direciona a igreja pelo caminho que ele e seus cardeais vêem como o melhor.
Certamente a facilidade de se abrir uma igreja no Brasil fez com que a quantidade de templos e até mesmo de denominações explodisse nos últimos 10 anos. O que mais me intriga é: em quais condições, físicas e espirituais essas igrejas são abertas e para qual finalidade alguém abre uma igreja ou funda uma nova denominação.
Creio que há igrejas sendo abertas ou denominações sendo fundadas com a direção de Deus e buscando glorificá-lo, mas via de regra não é isso que acontece. Na minha opinião três motivos mais comuns (não necessariamente nessa ordem e nem são excludentes):

  • Ganância
    É inegável que igrejas podem ser lucrativas. Não pagam impostos, tudo o que é arrecadado passa primeiro pelas mãos dos que administram a igreja e nem sempre é necessário se ter conta em banco, pode-se fazer campanhas prometendo aos membros que se eles colaborarem financeiramente receberão das bênçãos de Deus.
    Alguns, ao ver sua igreja crescendo e o dinheiro entrando em volumes maiores, crescem os olhos e já imaginam o salário que poderiam tirar da igreja, dos carros que poderia adquirir, das benesses que poderiam ser desfrutadas apenas pelo fato de se ser o pastor.
  •  Orgulho
    Na sociedade egocêntrica em que vivemos, todos querem estar no topo da pirâmide e para isso são capazes de puxar tapetes, mentir, manipular, usar as pessoas e coisas ainda mais terríveis.
    Nem a igreja escapou disso e muitos aproveitam a facilidade de abrir uma igreja e se auto intitulam pastores, depois bispos e por último (por enquanto) apóstolos. Para tais homens, o peso que o título de pastor traz é muito mais importante que a função, muitas vezes não exercida. Há uns 15 anos ser pastor era a maior honra e responsabilidade que alguém poderia alcançar na igreja, mas isso tem ficado defasado, qualquer analfabeto bíblico que sabe repetir meia dúzia de frases que seu líder manda, pode se tornar um apóstolo. O orgulho de ser o mandachuva da igreja tem feito que muitos homens despreparados, sem a fé necessária para aguentar o peso do ministério e o principal: sem qualquer aprovação de Deus para ter dado esse novo passo assumirem uma responsabilidade enorme sem Deus ao seu lado.
  • Rebeldia
    Durante minha caminhada cristã, não foram poucas as igrejas que vi abrir por um sujeito que não sabia ser submisso à uma autoridade. Por não ter o dom de servir, simplesmente junta mais alguns e saem da igreja para fundar a sua própria denominação, via de regra com promessas de cargos. Quando isso acontece, em poucos meses as pessoas começam a ver, nas atitudes do novo líder, que erraram e deveriam ter ficado onde estavam. Alguns continuam na nova igreja por vergonha;,alguns voltam e se reconciliam com os irmãos e outros simplesmente desistem da vida em comunidade, no que diz respeito à espiritualidade.
    Normalmente esses rebeldes encontram outros insatisfeitos com algo e fomentam seus corações se colocando como o salvador de sua fé e a solução de todos os problemas eclesiásticos e se aproxima de tais pessoas até ganhar sua confiança. Quando há gente necessária, propõe a abertura de uma igreja, apenas para formalizar as reuniões. Ai começam os problemas!

Isso não significa que todas as igrejas abertas são sem direção de Deus ou por algum dos motivos acima. Creio que há igrejas sendo abertas com a direção de Deus, com o propósito de glorificá-lo e para pregar a Verdade do Evangelho de Cristo e alcançar aqueles sedentos por uma espiritualidade sadia. As pequenas comunidades são facas de dois gumes, podem ser bênção na vida dos membros ou uma maldição que os levará à uma teologia centrada no homem, baseada nas vitórias terrenas e prometendo o bem nessa terra, se esquecendo a vida eterna.

Cabe a cada um de nós examinar se a igreja em que congregamos é uma igreja sadia, que promove e exalta o Reino de Deus nessa terra, se nossos pastores vivem o que pregam, se a mensagem pregada é bíblica e se a vida eterna é o objetivo do povo.

Se nossa igreja não se enquadra nesses requisitos temos duas opções:

1 – Lutar pelas mudanças necessárias

Infelizmente há um pensamento equivocado no meio da igreja de que a palavra do pastor não pode ser contrariada ou ao menos debatida. Se a igreja em que congregamos não é séria o suficiente para nos alimentarmos, devemos contestar e lutar para que as coisas mudem e se ajustem à vontade de Deus.
Quando Lutero afixou as 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg, ele não queria criar uma nova igreja e sim corrigir os erros da Igreja Católica, a qual ele era monge.
Mas para termos autoridade nessa tentativa, precisamos conhecer muito bem as Escrituras, termos uma vida reta, digna e ser exemplo aos demais. Nesse caso, não basta ser direito, tem que parecer direito também e em nenhum momento sonegar a oração.

2- Trocar de igreja

Essa é uma opção a ser considerada, mas não deve ser banalizada. Já cansei de ver pessoas que não param em igreja nenhuma porque nos primeiros meses estão na “lua de mel” e não percebem os erros, mas quando esses ficam evidentes saem e vão para outra igreja, criando assim um circulo vicioso e a pessoa não cria raízes em lugar nenhum.
Existem casos que o melhor a se fazer é, sim, mudar de igreja, mas isso deve ser muito bem pensado e apenas depois de muita oração e concordância da família. Muitos jogam os filhos para fora da igreja por bobagens e depois culpam as igrejas. Precisamos ser diferentes e ter discernimento do propósito de Deus sobre nossas vidas.

O essencial deve nos unir: crer no nascimento virginal, na morte e ressurreição literal de Cristo, na sua divindade, que há um só Deus, que a nossa salvação vem apenas pela graça de Deus e não por obras nossas, que Deus não pode ser manipulado por nós, que somos a morada do Espírito Santo e etc.

Que você medite nesse texto e lute a cada dia pela sua igreja local. Se cada um de nós nos esforçarmos e conseguirmos tornar nossa igreja um pouco melhor, o resultado de nosso esforço vai redundar em igrejas mais saudáveis e o Reino de Deus será expandido de forma inexplicável!

Que Deus te abençoe!

Apologético · Devocional

Os Cristãos e o filme Noé

 

Noé

Por Thiago Schadeck

 

Nos últimos dias os cristãos tem invadido as salas de cinema para assistir o badalado e comentado filme “Noé”. Como os produtores previam, o filme fez muito sucesso e está em destaque absoluto nas redes sociais. Isso se deve ao fato de muitos crentes terem ido ao cinema esperando uma ilustração fiel do que a Bíblia descreve como o fim do mundo, mas ao assistir o filme perceberam que os autores não tiveram qualquer fidelidade às Escrituras e pior, chegaram a beirar a blasfêmia.
Concordo que os cristãos que se sentiram lesados com a história cinematográfica devem, sim, emitir suas opiniões e reclamar, afinal ir ao cinema está muito caro hoje em dia.

O problema começa quando exigimos uma fidelidade bíblica e coerência teológica inconcebível para Hollywood e não temos a mesma atitude com as pregações que assistimos e músicas que ouvimos. Quantas vezes assistimos a uma pregação de uma hora e sequer abrimos a Bíblia, seja por preguiça ou porque o pregador decidiu não utilizá-la?

Abaixo, vou listar algumas frases, que dão título à pregações e em seguida “louvores” que cantamos pensando que estamos agradando a Deus:

“Quem tem promessa de Deus não morre”
Sinceramente, eu gostaria muito de saber quem inventou essa bobagem. Com certeza quem começou com isso nunca leu a Bíblia toda e em especial o capítulo 11 de Hebreus, conhecido como “a galeria dos heróis da fé”. Acho muito difícil que algum cristão nunca tenha lido esse capítulo, pois é um dos mais conhecidos da Bíblia. De qualquer forma, vamos à refutação:

Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. (Hebreus 11:13)

Claro que vai surgir a pergunta: Mas Hebreus 11 fala de pessoas que alcançaram as promessas! Sim, muitos alcançaram o que lhes havia sido prometido, mas isso não significa que todos os que receberam qualquer promessa ficaram vivos para recebê-las.

“Os sonhos de Deus… ”
Essa frase pode se enquadrar tanto em pregações como em músicas. Não sei quem começou com isso, mas uma coisa é fato, essa frase fere um dos maiores atributos de Deus, a sua Soberania! Deus não fica sonhando e torcendo pra que tudo dê certo no final, pois ele sonhou mas não tem qualquer poder para realizá-los.
Isso é um dos pontos do Teismo Aberto ou Teologia Liberal, que defende que Deus não conhece o futuro, que não pode fazer qualquer intervenção, porque criou a terra e o ser humano e os deixou abandonados à sua própria sorte para, quem sabe, se encontrar com ele no final de tudo.

Se lermos o livro de Jó, completo e não apenas os quatro primeiros e o último capítulos, veremos que nas coisas boas e ruins Deus estava no controle e ajudando Jó a perseverar, ele não estava alheio ao sofrimento do seu servo. Vamos ver o que o próprio Jó fala acerca da soberania de Deus:

Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido (Jó 42:2)
 

“O melhor de Deus ainda está por vir”
Essa frase tão dita como motivação quando as pessoas estão passando por alguma dificuldade, afronta brutalmente nosso Senhor Jesus. O melhor de Deus já veio e atende pelo nome de Jesus, o Cristo! Enquanto ficamos esperando o “melhor” de Deus, esquecemos de tudo o que Ele já fez por nós e pela salvação através da graça trazido por Cristo.
Além do desprezo ainda há um outro problema nessa frase, ela pode causar um descontentamento eterno, porque sempre ficamos esperando o melhor de Deus e nunca nos conformamos com o que já recebemos, tendo em vista que sempre há algo melhor da parte de Deus para nós!
Essa frase ficaria mais biblicamente correta se fosse: O melhor de Deus já está pra voltar!

Partindo para o lado musical, teremos de resumir, pois é um campo vasto de bobagens e heresias:

“A minha vitória hoje tem sabor de mel”
A vitória do cristão foi conquistada na Cruz do Calvário, quando Cristo derrotou Satanás e nos comprou com seu sangue, trazendo assim a esperança da salvação aos homens. Tenho certeza que para Cristo a Cruz e a vitória dele não tinham sabor de mel. Em seus últimos dias de vida, Jesus foi traído por um de seus discípulos, outros dez o abandonaram quando ele foi crucificado e antes de morrer, o Pai o abandona para morrer sozinho e pagar pelos pecados da humanidade. Acredito que Cristo não sentiu sabor de mel em sua vitória.

Vejamos as palavras do próprio Jesus acerca dos acontecimentos que teria de passar:

E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai. (Marcos 14:34)
 

“Restitui, quero de volta o que é meu…”
Essa música fez muito sucesso no início dos anos 2000 e até hoje é uma das mais tocadas nas igrejas evangélicas. Eu mesmo comprei o CD e cantei muito, porém se prestarmos atenção na letra veremos que é uma música totalmente egocêntrica e anti-bíblica! Vejamos alguns motivos:

– Nenhum ser humano pode exigir qualquer coisa de Deus. Nós somos os servos e Ele o Senhor. Ele faz o que quer, quando quer e como quer, sem obrigação nenhuma de atender nossas vontades egoístas.

– O que é nosso? Tudo o que temos vem do Senhor. Dele é a terra e a sua plenitude (Salmos 24:1) e porque dele, por Ele e para Ele são todas as coisas (Romanos 11:36). O Senhor, nosso Deus é soberano!

Concluindo, se você exige fidelidade bíblica do filme de Hollywood e gosta desse tipo de pregação ou música, é hora de rever seus conceitos e começar a exigir a mesma fidelidade de si mesmo, buscando conhecer mais o Deus das Escrituras e não o pregado nas igrejas de autoajuda, depois exigir que na sua igreja a Palavra seja pregada em verdade, se baseando somente nas sagradas escrituras e que os louvores exaltem e adorem unicamente a Cristo. Se todos os inconformados com o filme fizerem um pouquinho e mostrar que quer se alimentar de uma palavra pura, sem adicionar modismos ou frases de efeito com certeza teremos uma nova reforma protestante e voltaremos ao Evangelho Puro e Simples de Cristo.

Que Deus te abençoe e que esse texto te faça refletir na sua vida como cristão se tem se apegado a verdade ou ao que te agrada!

 

 

Apologético · Devocional · Ministerial

O ABANDONO DAS ESCRITURAS E A APOSTASIA

Por Renato Santiago

OXYGEN Volume 10

Paz seja com todos!

Após alguns anos na caminhada cristã, posso dizer que já vi praticamente todo tipo de loucuras em nome de Deus. Muitas vezes as aberrações doutrinárias partem de pessoas sinceras, que desejam servir a Deus de todo coração e com a melhor das intenções, mas sem direção. Infelizmente vivemos dias em que a sociedade está em declínio moral e espiritual, e isto está atingindo a Igreja de Cristo de maneira avassaladora.  Quem deveria ser “sal da Terra” e “luz do mundo” (Mt 5:13,14) acabou se tornando ínspido e apagado.

Poderia enumerar aqui alguns motivos para isso, mas nesse post gostaria de compartilhar o que penso ser um dos principais fatores que tem contribuído para a apostasia dos dias atuais: a falta de conhecimento das Escrituras Sagradas (principalmente no que tange à Exegese e Hermenêutica).

Normalmente quando uma pessoa se converte a Cristo, uma das primeiras coisas que aprende é que a Bíblia é a única regra de fé do cristão, correto? Sim, correto, mas maioria das vezes não é assim que tem funcionado.

Com a multiplicação de congregações e denominações atualmente, acabou se formando um número excessivo de líderes e pastores sem o devido preparo para o manuseio da Bíblia, contribuindo para o aparecimento e disseminação de doutrinas anti e extra-bíblicas. Ora, se o líder do rebanho não tem a instrução suficiente para manusear a Palavra de Deus,  que se dirá então dos membros? Como será a saúde espiritual de uma congregação que não se esmera em estudar a Bíblia? Não estou dizendo que todos tem que ter acesso à teologia ou seminários, não é isso, mas quem pastoreia um rebanho tem que ter o mínimo de discernimento sobre como interpretar as Escrituras, e poder assim alimentar suas ovelhas com “comida limpa”.

Uma famosa passagem do livro de Oséias reflete de maneira quase profética a situação atual: “o meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento…” (Os 4:6). O próprio Jesus alertou sobre a importância da Bíblia: “Errais não conhecendo as Escrituras e o poder de Deus.”

Por isso posso afirmar sem medo de errar: para a maioria dos cristãos (os evangélicos) de hoje, a Bíblia não é a exclusiva regra de fé de sua vida, a Palavra de Deus escrita não é autoridade máxima sobre pensamentos humanos, pelo menos para essa geração gospel.

“Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, luz para o meu caminho” (Sl 119:105) é um texto muito dito e pouco praticado. A maioria prefere seguir mesmo é a palavra dos homens, gostam de ser enganados, aceitam qualquer coisa, pensam que um pouco de verdade misturada com mentira resulta em uma quase verdade, alguns até costumam dizer que “realmente o pregador falou um monte de besteiras, mas o importante é reter o que foi bom”, ledo engano. Não à toa que Paulo elogiou os bereanos, afirmando que eles foram mais nobres que os tessalônicos simplesmente pelo fato de terem o hábito de consultar as Escrituras para ver se as coisas eram assim (At 17:11).

Se as pessoas amassem a  Palavra de Deus de verdade, não aceitariam tanta palhaçada em nome de d’Ele, não seriam tão facilmente levadas por todo vento de doutrina, não seriam tão facilmente enganadas pelos lobos devoradores (Mt 7:15), não acreditariam em falsas revelações, não seriam levadas por ondas de avivamento que só fazem as pessoas desmaiar e agir como loucas mas não produz nenhum fruto de arrependimento. A Bíblia não erra, devemos crer nela, somente nela como regra de fé.

Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).

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Por exemplo: é  comum vermos a influência do judaísmo no meio cristão, igrejas adotam festas e costumes judeus como se Deus estive se agradando disso. Pensam que adornar o templo com réplicas de utensílios do Tabernáculo tem algum valor espiritual, entram e saem de seus corredores carregando cópias da Arca da Aliança buscando simbolizar a presença de Deus (como se a presença do Senhor precisasse ser simbolizada na Nova Aliança), não imaginam que assim estão recosturando o véu, estão cuspindo na cruz de Cristo, se lessem o livro de Gálatas e entendessem o que ele diz, talvez saberiam que a Lei se cumpriu em Cristo, que não se remenda roupa velha com pano novo. Saberiam que o Cristianismo é superior ao judaísmo. Infelizmente, estes não conhecem a suficiência da cruz de Cristo, precisam de novidades, de símbolos, de entretenimento. Se conhecessem a Graça e a Liberdade que há em Jesus, não se tornariam macumbeiros travestidos de “cristãos”, inventando seus “atos proféticos” que não tem valor algum para o Reino.

Em vão porém me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Mc 7:6).

Se realmente entendessem através das Escrituras que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem (Hb 11:1) não teriam aderido tão facilmente ao misticismo idólatra da utilização de objetos ungidos, dando a desculpa esfarrapada de que são “pontos de contato”, na verdade são incrédulos, assim como foi Tomé, por que precisam ver, precisam apalpar para crer. Muitos andam como quem procura cartomantes, horóscopos, buscam revelações em pastores, “profetas”, adivinhos, fazendo um típico sacerdócio papal, onde o guru espiritual é dono da última palavra, e todos dizem amém.

Sabe por que acontece isso? Por que sua fé não está firmada sobre a rocha, mas é como uma folha de bananeira que balança para o onde vento sopra. Não tem consistência.

Se conhecessem o sumo-sacerdócio de Cristo, se entendessem a obra da Cruz, saberiam que o véu se rasgou de alto abaixo e abriu-se assim um acesso entre aquele que crê e o próprio Deus, não necessitando de nenhum mediador na Terra, pois Jesus é o único mediador entre Deus e o homem (I Tm 2:5). Mas não, muito viajam milhares de quilômetros para receber uma oração do pregador que viram na TV, um “ungido”, quase um Messias, pois a oração dele vai mudar a vida daquele que crê, e se vier acompanhada de uma “semente” (financeira) aí que os encostos não resistirão mesmo a tamanha fé! Será?

Acham um absurdo a idolatria católica com suas procissões infindáveis, mas se espremem em shows góspel, andam quilômetros em “marchas para Jesus” usando suas camisas com nomes de artistas atrás de lideres que só fazem politicagem, fazem fila para conseguir um autógrafo de seu cantor góspel favorito (e ai daquele que criticar os astros góspel, mesmo que suas canções sejam um poço de besteirol), ah, mas os católicos é que são idólatras, nós não somos, afinal de contas colocamos a Palavra góspel, aí fica tudo numa boa.

Falta Bíblia, falta ler, estudar e praticar. Servir a Deus é simples, em resumo é abandonar o pecado e viver segundo a Palavra de d’Ele, o Evangelho é simples, mas vivê-lo exige renúncia, exige abandonar o “eu” e levar minha cruz, amar o próximo, perdoar, andar na contramão do mundo, mas acreditar nisso pra que? Se o pastor da televisão disse que Jesus morreu na cruz para que eu fosse rico, feliz e saudável, e ainda provou essa tese ao exibir vários testemunhos de “vitória financeira”, ora ora, é isso que eu quero!!! É claro que eu creio, estou vendo!!!! Dizem.

É necessário voltar às Escrituras,  Jesus se revelou a nós através da Bíblia e o Espírito Santo nos guia a toda a verdade, precisamos incentivar a leitura e o estudo da Palavra de Deus em nossa casa, na igreja, precisamos ser corajosos como Lutero, romper com os dogmas humanos e enfrentar as influências demoníacas nas mentes das pessoas, através de oração, da pregação do Evangelho da Cruz.

A Bíblia é a Palavra de Deus, é nosso escudo, é uma espada contra as artimanhas de Satanás, nossa fonte de conhecimento de Deus, de sabedoria. É a Revelação escrita do amor de Deus derramado em Cristo Jesus, é um tesouro, uma fonte inesgotável de vida. Ame-a, esmere-se em buscar conhecer mais a Deus, procure viver Seus princípios, e desfrute da maravilhosa Graça que Ele nos concedeu.

“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (I Tm 4:1)

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2:15).

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (II Tm 3: 16,17).

Devocional

Palavra Apostólica e Profética de Ano Novo

Estevão

A paz do Senhor!

* Esse texto deveria ter valido apenas para o ano de 2014, mas as coisas continuam tão iguais que vou reutilizá-lo!

Tal e qual as igrejas neopentecostais e simpatizantes, resolvemos atrelar um personagem bíblico ao próximo ano. A idéia surgiu de um post do Ruy Cavalcante no Facebook, portanto, todo o crédito é dele.

A bíblia relata a história de Estevão entre Atos 6:8 e Atos 8:2 e se você costuma ler a Palavra do Senhor já deve ter ouvido falar sobre ele.
Estevão foi um dos diáconos escolhidos pelos apóstolos para ajudá-los a administrar os trabalhos da igreja primitiva. Já em Atos 6:8 diz que Estevão era cheio de fé e poder, e que fazia prodígios entre o povo. Ele foi um dos homens que fizeram a diferença em sua época, pois os milagres aconteciam mediante pregação da Palavra e oração.

Estevão foi um homem a quem Deus deu muita sabedoria e o Espírito Santo o usava para pregar. Isto passou a ser um problema para ele, afinal isso despertou a inveja dos religiosos de sua época. Por Estevão pregar a verdade e ser usado pelo Senhor os religiosos não podiam resisti-lo ou desmascará-lo então tiveram a ideia de matá-lo. Nada diferente do que fazem hoje. Se nos atrevemos a mostrar que um religioso manipulador está pregando coisas que estão contra o que a Bíblia ensina, seus seguidores rapidamente nos cercam com as pedras nas mãos, esperando a ordem para nos intimidar e tentar calar a nossa voz.

Os religiosos moveram o povo e usaram de falsas testemunhas para provar que Estevão estava blasfemando. Exatamente como em nossos dias, os líderes manipulavam o povo a defendê-los e não a defender a Bíblia. Experimente escrever corrigindo alguma heresia dos líderes modernos e prepare-se para receber comentários do tipo: “quem você pensa que é pra falar assim do meu líder?”, “Seu endemoninhado, pare de julgar e vai ganhar almas, como o meu líder”, “Por que você não mostra seus frutos em vez de julgar esse homem de Deus?”.

No capítulo 7 de Atos, Estevão dá uma aula de Antigo Testamento e consequentemente da história dos Hebreus, que aqueles religiosos deveriam saber de cor e salteado. Em vez de eles se agradarem por ouvir a pregação da verdade vinda de um homem cheio do Espírito Santo e que estava pregando o reino de Deus, eles ficaram furiosos por verem em Estevão um perigo, visto que certamente ele tomaria o lugar daqueles líderes no respeito dado pelo povo àqueles homens.

No capitulo 7, versículo 48 ele disse a frase que foi a gota d’água para aqueles religiosos: “O altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanos”. Assim como hoje, o templo era idolatrado e acreditavam que ali era o lugar de adorar a Deus. Impressionante como em quase dois mil anos nada mudou! Estevão cometeu o mais grave pecado, aos olhos dos religiosos, dizer que Deus era onipresente e que não é no templo ou no monte que devemos adorá-lo, mas em todo o tempo com a nossa vida. Sem reservas.

Quanto mais Estevão mostrava a verdade, mais o ódio dos religiosos aumentava. Eles não se interessavam pela verdade e sim pelo status que seus cargos proporcionavam. Se alguém fizesse alguma coisa que saia da “cartilha” dos religiosos era considerado blasfemo, simples assim.

Pela perseverança de Estevão, ele teve uma visão impar nas escrituras: Enquanto levava as pedradas e estava para morrer, viu os céus abertos e o Filho do homem em pé a direita de Deus. Todas as visões de Cristo na Bíblia se referiam a ele assentado no trono, mas Estevão viu o que até então nunca ninguém tinha visto e antes de morrer, faz uma belíssima oração: Pai, não os impute este pecado.

Assim como Estevão, que em nesse novo ano, aprendamos pregar a verdade, doa a quem doer. Que sejamos a diferença nesse mundo evangélico, tão raso e tão vazio de uma Palavra da Verdade. Que em Nome de Jesus, sejamos ousados para defender a sã doutrina como somos para defender o nosso time de futebol ou nosso cantor favorito. Sempre em amor e buscando a salvação daqueles a quem pregamos!

E aos que tentam se opor à Verdade pregada, vai um aviso: NÃO SÃO PEDRADAS QUE VÃO NOS PARAR, porque para nós é mais importante agradar a Deus que aos homens.

Que Deus te abençoe e que nos engajemos nessa luta pelo Evangelho Puro e Simples!

Apologético · Devocional

Corações Frios nos Últimos Dias

coraçao frio

Estou escrevendo este artigo porque tenho visto e ouvido falar de uma crescente frieza na igreja. Muitos que professam serem cristãos estão demonstrando um coração frio na maneira como tratam as outras pessoas. Acredito que a base para um coração frio é a rejeição da sã doutrina bíblica. Quando isso acontece, com o passar do tempo, o pecado e a contemporização entram na vida da pessoa. O resultado final é que o coração dela torna-se muito frio.

Este artigo explorará a questão sobre o aumento da frieza no coração das pessoas dentro da igreja nestes últimos dias. Os versos-chave que usaremos são estes:

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” [Mateus 24:9-12]

Vemos nessa passagem que haverá perseguição e ódio contra o povo de Deus. Os cristãos serão odiados e até assassinados neste mundo sem Deus.

Os problemas no mundo separam as ovelhas dos bodes. No texto referido, vemos que haverá aversão e traição contra os cristãos.

Nos últimos dias surgirão muitos falsos profetas. Homens ímpios aparecerão na igreja para pregar doutrinas heréticas. Infelizmente, muitos serão enganados e seguirão esses falsos profetas. As pessoas que serão enganadas são aquelas que não amam o suficiente a palavra de Deus e não a lêem diariamente.

Finalmente, temos o verso-chave (verso 12) para este artigo. Como resultado dos problemas no mundo, do falso ensino, dos falsos profetas e da enganação, o amor de muitos se esfriará. Isso significa que as pessoas ficarão com um coração frio. O verso 12 diz que a iniqüidade crescerá no mundo. Isso significa que o pecado estará em toda a parte e será socialmente aceito. A sociedade e as pessoas em geral amarão mais as trevas do que a luz. Como conseqüência, os corações ficarão duros e o amor esfriará. Isso pode ser observado no mundo e também na igreja. O mundo está com o coração tão duro que as pessoas matam bebês inocentes no útero materno sem sentir a menor dor de consciência. Em muitos países de ‘primeiro mundo’ é totalmente correto diante dos olhos da sociedade cometer esse assassínio. Os idosos e os doentes terminais estarão em breve na lista da morte. Se os bebês podem ser assassinados, então os doentes e os idosos devem começar a se preparar, pois serão os próximos. Os corações estão ficando muito frios e insensíveis. Os cristãos que vivem no mundo estão rodeados por todos os tipos de pecados e de perversidade. Alguns acabam se desviando e permitem que seus corações esfriem.

A Rejeição da Sã Doutrina

Por que há uma crescente frieza na igreja? A base para um coração frio é o coração que não ama a sã doutrina.

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” [2 Timóteo 4:3-4]

É hora de acordar, pois os dias da rejeição da sã doutrina estão sobre nós! Muitos que professam a fé cristã rejeitaram a verdade e a sã doutrina e preferem ouvir palavras suaves, que agradem aos seus ouvidos. Observe no verso 3 no texto referido que a concupiscência toma o controle da pessoa quando a sã doutrina é rejeitada. Quando a lascívia passa a controlar a vida da pessoa, o pecado entra em sua vida. Quando a pessoa afasta-se da sã doutrina volta-se para o pecado e para a contemporização e um dos frutos resultantes é a frieza no coração.

Permita-me dar um exemplo. Existe nos EUA um movimento chamado Promise Keepers que está promovendo abertamente a união com base em uma falsa religião baseada em obras e em sacramentos – o Catolicismo. Em vez de evangelizar os católicos perdidos, eles estão sendo tratados como irmãos em Cristo. A pedra fundamental do movimento Promise Keepers é a rejeição da sã doutrina. Os homens que participam do Promise Keepers vão aos encontros nesse Clube do Bolinha para cantar e ter comunhão uns com os outros. Como a doutrina não é uma preocupação, eles ficam bravos se alguém se atrever a se opor a esse “movimento de Deus”! Isso significa que os cristãos sinceros que vêem problemas com o Promise Keepers são malvistos em suas próprias igrejas. Como se recusam a participar nesse grande ‘movimento de Deus’, são tachados de criadores de divisões e sem-amor. Na verdade, o problema não está com aqueles que vêem os problemas, mas sim com aqueles que não têm Deus e que não amam a sã doutrina. Lembre-se que um coração frio e a rejeição da sã doutrina andam de mãos dadas.

Outro exemplo é o Reavivamento do Riso, também chamado de Unção do Riso, ou Bênção de Toronto. Já ouvi testemunhos de pessoas que tiveram esse movimento demoníaco em suas igrejas. O pastor e outras pessoas ficaram envolvidos. Existem pessoas cristãs, no entanto, que vêem o perigo desse movimento maligno e se atreveram a falar contra ele. Elas acham estranho e demoníaco quando as pessoas deitam-se no chão e começam a latir como cachorros, rugir como leão, rir descontroladamente, desmaiar ou ter convulsões, como se estivessem sob um ataque epiléptico. Como conseqüência das advertências, esses assim chamados cristãos amorosos no Reavivamento do Riso do inferno ofendem essas pessoas. Muitos cristãos ficaram feridos e foram forçados a deixar esse tipo de assembléia e a procurar outra igreja, após dez ou vinte anos de participação fiel. Esse tipo de coisa está acontecendo hoje e, novamente, a base é a rejeição da sã doutrina bíblica. Quando a sã doutrina é rejeitada, o coração torna-se frio e não aceita a repreensão.

Eis outro exemplo: Todos já ouvimos falar nos mestres da fé que ensinam a nomear e a reivindicar. Eles têm grandes nomes e grandes igrejas, aparecem na televisão regularmente e usam jóias caras. Os pastores da linha ‘nomeie e reivindique’ afirmam ter comunicação freqüente com Deus de alguma forma audível. Segundo eles, Deus lhes dá muitas instruções nas audiências pessoais que têm com o Todo-Poderoso. Infelizmente, o que Deus supostamente lhes diz não se adequa com sua palavra já revelada na Bíblia. Além disso, eles profetizam, supostamente da parte de Deus, mas essas profecias não se cumprem. Na verdade, são falsos profetas que não ouviram palavras de Deus, mas ouviram sim, a palavra do Diabo. Sabe qual é o teste de um verdadeiro profeta de Deus? A pessoa precisa estar 100% correta durante todo o tempo quando fala as palavras de Deus. A penalidade no Antigo Testamento para os falsos profetas era a morte. Atualmente, não matamos mais os falsos profetas, mas existem muitos deles por aí. Os seguidores dos falsos profetas preocupam-se com o falso ensino e com as falsas profecias? Querem saber se esses homens são falsos profetas de acordo com a Bíblia? A resposta é NÃO. Esses homens são enganadores e enganam a muitos! Quando um cristão que ama a Deus e a sã doutrina adverte, os seguidores do profeta geralmente ficam irados e respondem com ofensas. As pessoas de coração frio, que rejeitam a sã doutrina bíblica, ficam furiosas quando seu líder ‘espiritual’ é questionado ou tem seus ensinos comparados com os da Bíblia. Até ameaças de morte são feitas, como “Deus o destruirá por atacar seu ungido”… ou “Não fale mal de um ungido de Deus”, etc. Para os falsos profetas, aqueles que amam e defendem a sã doutrina são considerados sem-amor e um câncer que causa divisões na igreja, e oram para que Deus os remova. Novamente, muitos cristãos verdadeiros têm sido feridos por essas pessoas de coração frio que amam os falsos profetas e seus falsos ensinos em vez de o Senhor Jesus Cristo. A pedra fundamental para o coração frio e sem-amor é a rejeição da sã doutrina.

Aqui está um exemplo de uma falsa profecia. Certa vez uma pessoa que afirma ter conversas freqüentes com Deus fez esta afirmação: Que em junho de 199X, Deus removeria todo o mal da terra. Todos os tipos de seguidores crédulos acreditaram nessa assim chamada Palavra de Deus anunciada por esse falso profeta. À medida que o dia se aproximava, as pessoas que acreditavam na falsa profecia ficaram muito animadas. No entanto, aquele dia veio e nada de extraordinário ocorreu. Para se justificar, os seguidores foram a um jornal e começaram a dizer que talvez aquilo tenha realmente acontecido, mas “simbolicamente”! Eles encontraram eventos no mundo e disseram: Aqui, Deus está arrancando o mal do mundo. A conclusão é que aquele homem fez uma falsa profecia extra-bíblica que não se cumpriu. Na verdade, não poderia mesmo se cumprir porque contradizia o que Deus já revelou na Bíblia. Deus não arrancará todo o mal do mundo em um certo dia, mas está no processo de remover a iniqüidade e o pecado. Ele só vai terminar esse processo no final do reino milenar, após o retorno de Jesus Cristo à terra. Aí então Deus criará novos céus e nova terra, livres da contaminação do pecado. Até lá, porém, o mal continuará a existir no mundo e realmente não importa o que um falso profeta diga.

O fato triste é… se as pessoas lessem suas Bíblias e tivessem um coração obediente e aberto à repreensão, o falso profeta que trouxe essa falsa profecia não teria prosperado. Entretanto, ele foi honrado na “televisão cristã” e muitos falaram sobre sua “palavra de profecia” com grande fervor e reverência, rejeitando e atacando todas as vozes que se atreveram a contradizer aquela ‘profecia de Deus”. Novamente, vemos a rejeição da sã doutrina bíblica levando a um coração frio.

O Amor a Deus

A conclusão final é que as pessoas que rejeitam a sã doutrina não amam a Deus.

“Se me amais, guardai meus mandamentos.” [João 14:15]

Se eles amassem a Deus, guardariam seus mandamentos. Isso envolve ouvir a Palavra de Deus e obedecê-la; envolve também amar a sã doutrina e rejeitar a falsidade. Infelizmente, isso não acontece hoje. Em nome do amor, os falsos mestres recebem a permissão de pregar suas heresias e aquele que os desafiar é atacado como sendo causador de divisões, sem-amor e de coração duro.

“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes. Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão.” [Tito 1:9-10]

Somos instruídos a reter a sã doutrina e a defender a fé que está sob ataque dos falsos mestres que estão em busca das riquezas e da fama terreais.

Existem muitos faladores vãos e enganadores. Lembre-se que eles prosperarão e enganarão a muitos. Infelizmente, eles já fizeram um grande infiltração nas igrejas. Como as pessoas não amam a sã doutrina, os falsos mestres são aceitos e os corações ficam cada vez mais frios à medida que cresce também a iniqüidade no mundo.

“Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância.” [Tito 1:11]

Para aqueles que amam a Deus precisamos continuar a falar como Deus nos manda. Nunca desista de falar contra aqueles que promovem o erro e a heresia na igreja. A motivação para os falsos mestres é o dinheiro. Eles querem dinheiro e não as coisas de Deus.

Para aqueles que amam a Deus e que amam a sã doutrina há um vínculo de unidade. Esse vínculo é automático, porque o Espírito Santo é o mesmo dentro de cada cristão genuíno. Infelizmente, existe muito joio espalhado entre o trigo; existem lobos entre as ovelhas.

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós; que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” [João 13:34-35]

Nestes dias finais, o amor de muitos está esfriando. O pecado cresceu tanto, até na igreja, que muitos desenvolveram um coração frio. No entanto, Deus ainda tem seu remanescente que o ama, que ama a sã doutrina e que ama os outros cristãos.

“Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” [João 12:43]

Muitos hoje estão buscando o louvor dos homens. Entretanto, o verso referido diz que há um louvor de Deus. Aqueles que amam a Deus e o buscam em primeiro lugar receberão esse louvor. Contudo, há um preço a pagar. Quando você se levanta para se opor ao joio e aos falsos mestres, deixa de ser bem-recebido em alguns círculos. Talvez precise até mesmo procurar outra igreja, se a sua estiver totalmente entregue à contemporização doutrinária e não quiser ouvir a sã doutrina. Não deixe de freqüentar a igreja, pois somos instruídos a procurar uma boa igreja e sermos participantes. Entretanto, procure uma igreja que ponha a Bíblia em primeiro lugar. Nenhuma igreja é perfeita, mas você deve procurar uma que pelo menos esteja tentando caminhar com Deus.

Apostasia nos Últimos Dias

LOBO-EM-PELE-DE-OVELHA

A Bíblia ensina que haverá uma grande apostasia nos últimos dias. Por outro lado, os falsos profetas estão todos dizendo que haverá um grande reavivamento. Em breve o Anticristo aparecerá (possivelmente após o Arrebatamento) e a atual apostasia e afastamento da doutrina está preparando o caminho para um sistema religioso mundial. Esse sistema será apóstata e contrário à sã doutrina. Acredito que será uma combinação de cristianismo com o islamismo. Portanto, quando você ouvir alguém falar sobre um grande reavivamento, acautele-se. A Bíblia diz que haverá uma grande apostasia nos últimos dias, não um grande reavivamento. O reavivamento das ‘falsas religiões’ será um grande movimento ecumênico que unirá todos os tipos de falsas religiões em uma só. Esse reavivamento não tem nada que ver com Deus… mas tem tudo que ver com o Anticristo.

Outra diferença interessante é que os cristãos genuínos estão se preparando para ir para o céu para estar com o Senhor. Por outro lado, o joio está se preparando para reinar na terra agora. O joio afirma que vai ganhar este mundo para Deus. Sim, o mundo será conquistado e ficará unido, mas não sob Deus… será sob o reinado do Anticristo. O cristão genuíno deve erguer os olhos para o céu e alegrar-se, sabendo que o dia da redenção está próximo. Continue testemunhando para os perdidos, obedecendo e servindo a Deus como ele deseja. Os últimos dias serão marcados por uma apostasia da sã doutrina bíblica. Juntamente com isso, haverá um aumento na frieza nos corações. O mundo não caminha para um grande reavivamento; ao contrário, caminha para uma grande apostasia.

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.” [2 Tessalonisences 2:3]

O verso acima diz que o aparecimento do Anticristo será precedido pela apostasia. As pessoas apostatarão da sã doutrina bíblica. A fé uma vez para sempre entregue aos santos será rejeitada e, em lugar dela, as fábulas e os mitos (o misticismo) serão aceitos. O caminho estreito da salvação SOMENTE por meio do Senhor Jesus Cristo será rejeitado. Em vez disso, um falso evangelho será aceito como parte dos ensinos da religião mundial apóstata. Isso ocorrerá imediatamente antes do aparecimento do Anticristo. Estamos vivendo nestes dias agora!!

Além disso, à medida que o povo se afastar da sã doutrina, o pecado crescerá na sociedade e na igreja. Conseqüentemente, o amor de muitos esfriará. Novamente, isso está acontecendo hoje. Muitas pessoas estão com seus corações frios e endurecidos.

Em breve a igreja (o corpo dos cristãos genuínos) será arrebatada para estar com o Senhor nos céus. Após o arrebatamento, muitas igrejas não perderão uma parte significativa de seus membros. Com a remoção do restritor, o Diabo estará livre para trazer o Anticristo ao poder. Durante o reinado do Anticristo toda a sã doutrina será rejeitada e a enganação prevalecerá. Muitos acreditarão nas enganações e, portanto, serão condenados para sempre. No entanto, durante esse tempo, Deus também salvará muitas pessoas; pois elas precisarão escolher se aceitam ou rejeitam a salvação que é encontrada somente no Senhor Jesus.

Conclusão

Mostramos que um coração duro e sem-amor caminha de mãos dadas com a rejeição da sã doutrina. Muitos que afirmam serem cristãos na verdade são pessoas de coração frio que não amam a sã doutrina. Elas soltam seu veneno contra aqueles que não abraçam seus erros e que as advertem sobre os perigos. Estamos também vivendo em dias de apostasia, não de reavivamento. Os falsos profetas estão dizendo que o ‘reavivamento’ ocorrerá, mas isso não é verdade. O mundo está caminhando para seus dias mais tenebrosos. Após o arrebatamento, o Anticristo estará livre para ascender ao poder; durante o reinado do Anticristo, Deus derramará terríveis juízos sobre os ímpios. À medida que o mundo avança no pecado e na apostasia, o amor de muitos esfriará. Haverá pessoas de coração frio dentro e fora das igrejas; essas pessoas rejeitam a sã doutrina e atacam e ofendem qualquer um que se oponha às enganações que elas acolheram.

Não se sinta desanimado se encontrar pessoas de coração frio na igreja. Lembre-se que sua fé deve estar firmada no Senhor Jesus Cristo e não nas outras pessoas. Continue fazendo aquilo que é certo e deseje ansiosamente o breve retorno do Senhor Jesus para levar sua igreja aos céus.

“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” [Mateus 24:12]

Mesmo assim, vem logo Senhor Jesus.
Autor: Alan Yusko. Visite o site dele, Heaven Soon
Tradução: Jeremias R D P dos Santos
Data da publicação: 14/3/2001
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/yusko-4.asp

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A Âncora da Alma

ancora

Quando sopram os ventos da adversidade, poucas coisas dão mais conforto do que ter uma âncora segura e firme para evitar que o barco da nossa vida seja despedaçado pelas ondas.

Li certa vez uma anedota sobre um escoteiro do mar que estava passando por um exame oral. Quando o guia perguntou o que ele faria se uma severa tempestade viesse subitamente do norte, a resposta foi: “- Eu lançaria a âncora ao mar e colocaria a proa contra o vento.” Em seguida veio a pergunta: “- E se outra tempestade viesse do sul?” O rapaz respondeu que lançaria outra âncora ao mar. Apenas por brincadeira, o guia perguntou sobre uma terceira possibilidade – outra tempestade vinda do leste! Quando o rapaz deu exatamente a mesma resposta pela terceira vez, o guia perguntou de onde ele estava conseguindo todas as âncoras. Sem pestanejar, o escoteiro respondeu: “- Do mesmo lugar de onde o senhor está obtendo as tempestades!”.

Se você é crescido o suficiente para ter experimentado o que a vida lança sobre todos nós, sabe que a analogia de uma tempestade é um termo apropriado para aquilo que ocorre com freqüência. Quando sopram os ventos da adversidade, poucas coisas dão mais conforto para um cristão do que ter uma âncora para evitar que nosso barco seja despedaçado pelas ondas.

“Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu, onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.” [Hebreus 6:18-20]

O autor da Epístola aos Hebreus, que eu pessoalmente acredito tenha sido o apóstolo Paulo, fez esses comentários para os cristãos judeus que estavam vacilando em sua fé. Para exortá-los, ele disse que a “esperança” é a âncora da alma. Mas depender da esperança no sentido em que se usa na frase “Bem, espero que sim”, não é o que ele está falando aqui. Agarrar-se a esse tipo de esperança não dá conforto algum quando o barco está prestes a afundar! O que os navegantes precisam durante uma tempestade é de uma âncora que possam lançar ao mar e ter confiança que ela estabilizará a embarcação e a manterá flutuando nas águas. Em outras palavras, a “esperança” deles seria uma expectativa fervorosa, em vez de uma vaga “esperança” de um último recurso.

Assim, qual “esperança” no sentido de expectativa fervorosa, estava Paulo oferecendo a eles? A resposta definitiva encontra-se em sua epístola a Tito:

“Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.” [Tito 2:13]

Os cristãos genuínos têm sua âncora firmada no fundamento que é Jesus Cristo. Pela fé, que o próprio Deus fornece, enfrentamos as tempestades desejando ansiosamente o súbito retorno de nosso Senhor e Salvador – nossa bendita esperança. Ele nos disse que sua ascensão aos céus não seria permanente e que voltaria outra vez para nos levar para onde Ele está:

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. Quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” [Ênfase adicionada]

“E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.” [Atos 1:9-1; ênfase adicionada]

Está a âncora da sua alma mantendo seu barco flutuando ou precisa admitir que algumas vezes você se sente como um homem que está se afogando e que já submergiu duas vezes e está lutando com todas as suas forças contra a terceira e última vez? (Dizem que a pessoa que está se afogando submerge três vezes.) Se você é um crente em Cristo, a letra do hino “Firme nas Promessas” deve ser de grande conforto. A segunda estrofe diz: “Firme nas promessas não irei falhar; vindo as tempestades a me consternar; pelo Verbo eterno eu hei de trabalhar; Firme nas Promessas de Jesus.”

É pelo Verbo, a palavra viva de Deus, que vamos vencer. Firmar-se nas promessas de Deus pela fé nos dá o tipo correto de esperança, mas a Palavra viva de Deus – Jesus Cristo – é a âncora que nos mantém seguros.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens… E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” [João 1:1-4,14; ênfase adicionada]

Meu amigo, se você reconhece que está à deriva no mar tempestuoso da vida em uma jangada improvisada (sem vela, sem remo e muito menos sem uma âncora), eu o exorto a considerar as promessas feitas por Jesus Cristo – Deus em carne. Primeiro e mais importante de tudo, Ele prometeu salvar todos aqueles que Vêm até Ele com fé absoluta – confiando totalmente Nele o destino de suas almas eternas. Mas esteja ciente que fazer promessas de ser um bom menino ou uma boa menina daqui para a frente, ou de ir à igreja, ou ajudar as velhinhas a atravessarem a rua, não bastam!

Outra máxima diz que uma pessoa que esteja se afogando se agarrará a qualquer tábua de madeira em uma tentativa desesperada de se salvar. Milhões e milhões de pessoas continuam a afundar sob as ondas enquanto se agarram às tábuas das religiões que lhes são oferecidas. Essas tábuas basicamente consistem de ensinos que dizem que a pessoa precisa fazer alguma coisa para conseguir se salvar, como fazer uma profissão de fé, tornar-se membro de uma igreja, ou ser batizada. Embora essas coisas sejam boas quando vistas dentro do contexto correto, em si mesmas elas não podem realizar o serviço. A salvação consiste simplesmente em receber a pessoa de Jesus Cristo em sua vida. Orar, fazer promessas, ir à igreja todas as vezes que as portas estiverem abertas, praticar boas obras, etc., não tem influência alguma na salvação, pois as obras pessoais não salvam.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” [Efésios 2:8-9]

Veja o seguinte: Deus não tem obrigação de salvar ninguém. Se Ele decide fazer isso, é sempre estendendo Sua graça a cada indivíduo. Méritos pessoais ou a ridícula percepção de merecimento não O impressionam, por causa de um fato básico: nenhum de nós tem mérito algum. O melhor homem já salvo era um pecador espiritualmente morto em ofensas e pecados e merecedor de passar uma eternidade no inferno, separado de Deus, com todos os tormentos associados com esse estado.

Quando Adão deliberadamente desobedeceu a Deus e comeu do fruto proibido, o pecado como um conceito entrou em um universo moral. O resultado instantâneo foi uma “tempestade” sobrenatural além de nossa capacidade de compreensão. Ela foi tão severa que nossos pais originais, Adão e Eva, morrem imediatamente naquele dia – da forma como Deus disse que aconteceria (Gênesis 2:17). A morte instantânea foi espiritual e o efeito no longo prazo foi a morte física. Com a única exceção de Jesus Cristo, todo ser humano que nasceu desde aquele dia veio ao mundo tão morto espiritualmente quanto uma sardinha. (Efésios 2:1). Os mortos têm alguma coisa a oferecer a Deus? Romanos 8:8-9 diz claramente que não:

“Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” [Ênfase adicionada]

A equação é bem simples: Presença do Espírito Santo na vida de uma pessoa = salvação. O corolário é: Presença do Espírito Santo = frutos demonstrados na vida. Se não há fruto, isso significa que não há raiz em Cristo!

Você foi lançado ao mar e a única âncora que tem está amarrada ao seu pescoço? Em caso afirmativo, amorosamente sugiro que invoque a Jesus Cristo e clame por misericórdia. Lance-se aos pés Dele e implore que Ele estenda graça a você, entrando em seu coração e na sua vida. Esqueça as promessas, porque você não tem nada absolutamente a oferecer, exceto a si mesmo. Se quiser realmente ter um relacionamento com Ele, tudo o que Ele pede em troca é seu amor e sua obediência.

Como você saberá que irá sobreviver? Quando um grande peixe o vomitar na terra seca, como fez com o profeta Jonas e você seguir a estrada para Nínive, em verdadeiro arrependimento e com fé, em vez de insistir em remar naquela jangada frágil que chama de vida rumo ao total esquecimento.


Fonte: “The Cutting Edge”, clique aqui http://www.cuttingedge.org

Autor: Pr. Ron Riffe
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/p276.asp

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Orgulho e o coração humano

CORACA PEDRA

Por Renato Santiago

Significado da palavra orgulho:  s.m. Elevado conceito que alguém faz de si próprio. / Amor-próprio exagerado. / Brio. / Altivez, soberba. / Ufania.   http://www.dicionariodoaurelio.com/Orgulho.html

Assim como todos os pecados que habitam no âmago da natureza humana, o orgulho também passou a fazer parte de nosso ser a partir da queda no Éden.

Mas esse mal já havia se manifestado antes da criação, no coração de Lúcifer, quando ele ainda era um anjo de luz, regente dos coros celestiais, vivendo em posição privilegiada dada por Deus, adornado com toda sorte de pedras preciosas. Mas ao intentar seu coração para o mal, quis ser como Deus, chegando ao ponto de almejar o lugar do SENHOR. Como consequência foi lançado fora da presença de Deus para sempre. (Ezequiel 28:13-18)

Voltando à queda no Éden, desde então nosso coração passou a ser terreno fértil para toda sorte de sentimentos, principalmente os maus. A partir do momento que escolhemos uma vida distante de Deus, fazendo nossas próprias escolhas e vivendo de acordo com nossos próprios desejos, nosso coração passou a exibir uma característica semelhante a de Lúcifer: o orgulho.

Que triste sentimento! Que pecado contra o Senhor! Pobre raça humana!

É muito comum vermos pessoas assim, orgulhosas, soberbas, cheias de si, se achando os “donos da cocada preta”. Pessoas com coração duro, com dificuldades enormes em ser contrariadas, corrigidas.

Você já parou pra pensar quantos problemas seriam evitados no dia-a-dia se fôssemos menos orgulhos?

Quantos casamentos não teriam sido desfeitos se um cônjugue não colocasse toda a culpa dos problemas no(a) companheiro(a)?

Quantos homicídios seriam evitados se houvessem mais pedidos de perdão?

Quantos pessoas permaneceriam em seus empregos se aceitassem as críticas construtivas e tentassem melhorar seu desempenho?

Quantas brigas no trânsito seriam evitadas com simples pedidos de desculpas?

Quantos desentendimentos familiares não teriam acontecido, se os filhos recebessem os conselhos e a correção dos pais como algo valioso?

Vivemos em uma época que muitas pessoas não gostam de ser contrariadas, normalmente a primeira reação a algo que vai afetar nosso ego, nosso orgulho, é a auto-defesa,  o contra-ataque (como se vivêssemos em uma constante de disputa sobre quem está certa ou errado).

É aquele ditado futebolístico: “a melhor defesa é o ataque”.

Uma irmã em Cristo definiu bem essa situação, ela disse: “as pessoas precisam aprender a ter um coração ensinável, pois são muito resistentes”. E é por aí mesmo. A maioria das pessoas odeia correção, ou até mesmo sugestão. Muitos não costumam aceitar conselhos de ninguém, se sentem inferiores assim.

Eu como cristão, servo do Deus altíssimo, pergunto aos meus irmãos em Cristo:

-Como pode uma pessoa regenerada pelo Espírito Santo ser orgulhosa, intransigente?

É impraticável a vida cristã sem humildade. O coração duro do homem é uma porta fechada ao Espírito Santo. Como poderei falar do amor de Deus se eu mesmo não tiver uma conduta condizente? Talvez seja essa uma das maiores reclamações das pessoas contra os evangélicos: o orgulho. Várias vezes já ouvi a seguinte frase: “esses crentes são metidos a besta”. E alguns são mesmo, infelizmente.

E não é por falta de bons exemplos, temos vários na Bíblia, vou citar um: Davi.

Uma passagem muito conhecida do Antigo Testamento nos leva a refletir sobre essa questão. Davi, então Rei de Israel, aproveitou-se de sua autoridade para se deitar com a esposa de um soldado (Urias), e além de levar a mulher (Bate-seba) para o palácio, ainda teve a coragem de forjar a morte do marido, colocando-o no fronte do exército. (2Sm 11:2-24)

Mas um dia Deus enviou Natã à casa de Davi, e este condenou o seu pecado, comparando suas atitudes a de um homem que mesmo tendo várias cabras e vacas decide dar a um viajante a única cordeira de seu vizinho pobre (2sSm 12: 1-7). Davi imediatamente reconheceu seus erros: “Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor” (2 Sm 12:13a).

Orando

Aí está a chave, o homem pecou contra Deus, mas ao ser repreendido pelo profeta do Senhor, simplesmente reconheceu seus erros e se prostrou em arrependimento. O Salmo 51 revela uma das mais belas orações contidas na Bíblia, veja um trecho: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares” (Sl 51:1-4).

Mas infelizmente, hoje muitos no lugar de Davi teriam expulsado Natã de sua casa, esbravejando: “quem é você para me julgar?”, ou “Não toqueis no ungido do Senhor!!” ou então: “É Deus quem me julga!” e outras frases decoradas, que na verdade revelam que a falta de temor ao Senhor impera. O ego prevalece.

Concluindo, o orgulho é um dos sentimentos mais perversos de nosso coração, revela uma tendência a nos assemelhar a Lúcifer, é duro mas é verdade. A Bíblia é clara sobre isso: “ Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (Tiago 4:6)

Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás, e não para diante. (Jr 7:24)

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
(2 Tm 3:1-5 )

E pra fechar,  o maior exemplo de todos:

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. (Filipenses 2:3-8)

Então deixe esse orgulho de lado, viva mais, ame, perdoe, ria, aprenda, ensine, ouça, cresça, seja maleável, promova a paz, você será mais feliz!

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Uma igreja de sucesso

Imagem igreja

Por Thiago Schadeck

Uma igreja de sucesso é aquela que a liderança não tem medo de perder o lugar, ao contrario, na medida do possível capacitam e preparam sucessores. Na igreja de sucesso, todos os líderes são servos e exercem a liderança fazendo com que Cristo sempre seja glorificado em seu ministério. Nessa igreja, os líderes não aprisionam as pessoas, a fim de serem ídolos delas, mas tornam-se apoios que ajudam as pessoas a crescerem espiritual e pessoalmente.

Os pregadores da igreja de sucesso sempre tem como centro de suas mensagens a salvação através da graça de Cristo, as pregações são totalmente bíblicas e não há lugar para invencionices ou formulas mágicas de espiritualidade. O pregador da igreja de sucesso tem sempre em mente de que só a Cristo pertence a glória e ele é apenas um instrumento usado pelo Espírito Santo e que nada que ele fale vem de si, mas de Deus, sendo assim, ele não tem qualquer mérito.

Os músicos de uma igreja de sucesso não estão preocupados com o solo do seu instrumento ou se fará a parte principal no vocal, mas buscam cantar e tocar da melhor forma possível, com o arranjo mais perfeito que conseguirem para fazer o som agradável aos ouvintes e, através da música, levarem a congregação a uma adoração genuína, olhando para Cristo e não para os que cantam ou tocam. As letras escolhidas pelo ministério de louvor são cristocêntricas,bem analisadas antes de serem levadas ao povo. Os músicos são, antes de qualquer coisa, adoradores em todos os momentos e não somente em cima do altar. O ministério de louvor da igreja de sucesso não cobra qualquer tipo de regalia e participa ativamente do culto.

O departamento social da igreja de sucesso trabalha ativamente para que as desigualdades sejam minimizadas, conscientiza os demais membros da necessidade de prestar socorro aos que estão em dificuldades. Nessa igreja, os dízimos e as ofertas não são guardados em poupanças para render juros, mas são bem utilizados no serviço ao próximo, e não necessariamente apenas com os membros da igreja. O departamento social atua em várias frentes, não somente em distribuição de cestas básicas. Se há alguém precisando refazer o telhado de casa pra parar de tomar chuva de madrugada, a igreja de sucesso o ajuda. Se alguém sofreu acidente e precisa de sangue, a igreja de sucesso doa, se alguém está desempregado, a igreja de sucesso ajuda a se recolocar no mercado de trabalho.

A Igreja de sucesso cuida do corpo e da alma das pessoas, pois reconhece que: “Corpo sem alma é defunto e alma sem corpo é fantasma”. O corpo e a alma são inseparáveis, enquanto há vida!

O ministério de teatro da igreja de sucesso é formado por pessoas que desejam pregar a mensagem de Cristo através de seus talentos de forma voluntariosa. Quem quer fazer parte desse ministério de teatro não deve se importar se será uma “árvore” ou o papel principal. As peças são planejadas com enredos que anunciam a glória de Cristo e trazem reflexão, confronta a “plateia” a ser pessoas melhores e exemplos de cristãos nesse mundo.

Os membros da igreja de sucesso sabem conviver com as diferenças entre si e se respeitam. Os membros ajudam uns aos outros a crescerem e sabem o significado de “chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram”. Na igreja de sucesso, os membros podem se chamar de irmãos sem medo, pois como todos irmãos, de vez em quando brigam, ficam emburrados, mas no final o amor fraternal permanece. Os membros de uma igreja de sucesso tem sede por conhecer a Deus e com isso não deixam de aprender nunca, isso inclui pastores, presbíteros, diáconos e toda a liderança.

A igreja de sucesso é conhecida como uma igreja séria, que não se vende ao mundo para atrair mais membros, mas também não vive em outra realidade. Essa igreja é totalmente envolvida nas questões sociais de onde está instalada  e impacta positivamente na vida das pessoas que de qualquer forma a cercam: membros, sociedade, políticos.

Essa igreja é a verdadeira Igreja, organismo, corpo incorruptível de Cristo, vivendo o Reino de Deus aqui nessa terra!

Essas são as marcas do verdadeiro sucesso, segundo a vontade de Deus.

Não um sucesso segundo a visão humana, onde o que importa são os números, o lucro e a fama. Mas um sucesso espiritual, de amor e de serviço a Deus e ao próximo.

A igreja de sucesso é aquela que é “Luz para o mundo” e “Sal da terra”.

Eu quero que a minha igreja seja uma igreja de sucesso. E você?

#FaçaSuaParte

 

 

 

Devocional

Deus ama os pecadores, dos quais eu sou o maior!

Pecador

Por Thiago Schadeck

Talvez você tenha estranhado o título desse post, mas acredite se quiser, foi o apóstolo Paulo o autor dela. Quando o maior evangelista do Novo Testamento se assume o maior dos pecadores, foi por um simples motivo: Reconhecer que Deus o livrou de um mundo de pecados, mesmo ele não merecendo. Não é a toa que Paulo trata muito sobre a graça de Deus, que ele faz questão de frisar que a salvação é unicamente pela fé em Cristo. Paulo sabia exatamente quem ele era até o encontro com Cristo no caminho de Damasco.

Todos nós, que já tivemos um encontro verdadeiro com Cristo, sabemos quem eramos antes de ele nos resgatar do nosso mundo de pecados. Antes desse encontro fazia parte de nossas vidas o pecado, as mentiras, os lucros desonestos, as traições, a falta de temor a Deus. Hoje, porém, remidos pelo sangue de Jesus, buscamos viver uma vida nova e nos livrarmos desses males que tanto ofendem a Deus.

Mas como nos livrarmos de hábitos enraizados em nossas almas há tanto tempo? Quem sabe você esteja pensando: “Paulo disse que era o maior dos pecadores porque não me conheceu”. E eu te digo que você só pensa que é o maior dos pecadores porque não me conhece bem! Todos nós temos, ainda, falhas no nosso caráter que nos afastam de Deus e, por consequencia, nos fazem pecar.

Acredito que depois do encontro com Cristo, os nossos pecados passaram a ser encarados como erros graves e que devem ser corrigidos, com o máximo de esforço para sermos santos e mais parecidos com o Senhor Jesus Cristo a cada dia. A pesar de a nossa natureza terrena ser pecaminosa, após entregarmos nossas vidas a Cristo, passamos a ter também uma natureza espiritual, que deve ser alimentada através da oração e da leitura bíblica. Precisamos conhecer a fundo o Deus que servimos e isso só é possível através da bíblia, biscando a ajuda do Espírito Santo.

Agora, se você está achando que tudo o que eu disse até aqui é bobagem, vou mostrar alguns versículos que provam que ainda continuamos pecando e que nem sempre nos esforçamos o suficiente para servir a Deus da forma que ele espera.

O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei –  1 Corintios 15:56
Quem quer viver pela lei, voltando ás práticas judaicas, está desprezando a morte salvífica de Cristo na cruz e com isso comete pecado, pois não aceita a salvação apenas pela graça de Deus, mas a busca com suas forças.

Jesus respondeu: “Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado –  João 8:34
Tem muita gente que peca porque quer, mas não assume ser escravo daquele pecado. Você com certeza conhece alguém que diz parar de beber ou fumar quando quiser, mas nunca cumprem essa promessa. E você, o que te prende ao mundo e não te deixa assumir que aquilo é um senhor na sua vida?

Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado – Tiago 4:17
Todos nós sabemos fazer o bem, mas pouquíssimas vezes fazemos! Esse ano tivemos um dos invernos mais frios das últimas décadas e não ouvi quase ninguém buscando amenizar o sofrimento dos mendigos, Você separou alguma roupa que não usa mais para doar a alguém que necessita? 

Infelizmente a Igreja de nossos dias está mais preocupada com o próprio umbigo que em ajudar aqueles que necessitam. Não exita em comprar um Iphone de 2 mil reais, mas não paga um lanche para um garoto de rua. Compra tênis Nike ou Adidas de 500 reais, mas não compra uma cesta básica pra doar a um irmão na fé que está passando por dificuldades.
Ainda temos coragem de falar que somos filhos de Deus. Muitos crentes tem servido ao deus Mamóm e ainda não se deram conta de que isso não trará a graça de Deus sobre a suas vidas, mas a justiça e a condenação dEle.

Deus não nos escolheu por sermos perfeitos, mas nos elegeu nele para sermos santos e irrepreensíveis (Efésios 1:4). Deus não aceita qualquer tipo de pecado, por isso, devemos nos esforçar para pecarmos menos a cada dia. Sabemos que não vamos parar de pecar enquanto estivermos nesse corpo corruptível, mas também sabemos que é nossa obrigação lutarmos contra a nossa natureza pecaminosa e vivermos para o louvor e glória de Deus!

Que Deus te abençoe e através desse texto você busque conhecê-lo a cada dia!

Em Cristo e só a Ele a glória, a honra e o louvor!

Devocional

Por que amo a Deus

amor de Deus

Por Thiago Schadeck

Quem já teve um encontro real com Deus, pode dizer que já provou de um amor inexplicável e isso reflete na correspondência desse amor a Deus. Quando temos esse encontro, fatalmente somos impactados por esse amor e queremos, de alguma forma, retribuir.

Como bom calvinista, acredito que Deus escolheu os seus, utilizando-se de sua pré-ciência (Efésios 1:4-5), antes da fundação do mundo e que quando isso acontece é apenas o cumprimento do que Deus já havia previsto antes de começar a construção desse mundo. E que quando isso acontece, nada mais é que a graça de Deus se achegando sobre nossas vidas.

Existem ao menos 3 razões para amarmos a Deus:

Porque ele nos amou primeiro:

Quando Deus envia a Cristo para morrer em nosso lugar e, consequentemente, nos dar a salvação, Ele prova que esse amor é incondicional. Nenhum de nós merecia a salvação, pois todos éramos pecadores em Adão e estávamos a caminho do inferno, mas por Sua misericórdia, Deus decide se entregar em nosso lugar e morrer como homem e dar a salvação à humanidade perdida. Vejamos alguns versículos que falam sobre esse amor:

Nós amamos porque ele nos amou primeiro. (1 João 4:19)

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.   (João 3:16)

Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. (João 15:13)

E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! (Filipenses 2:8)

Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas? (Romanos 8:32)

Porque Ele nos adota como filhos

Infelizmente, muitos sabem a dificuldade de se crescer sem ter um pai, de ter que se virar sem a ajuda de ninguém. Era assim que vivíamos antes de sermos adotados pelo Senhor e incorporados à família de Cristo.
Esse amor que sentimos nada mais é que a gratidão por Ele ter nos “tirado das ruas” e ter nos dado um lar e suprido todas as nossas necessidades.
Vejamos alguns versículos que falam sobre esse tema:

Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus. (João 1:12-13)

Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai”. (Romanos 8:15)

Porque assim diz o Soberano Senhor: Eu mesmo buscarei as minhas ovelhas e delas cuidarei. (Ezequiel 34:11)

Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. (Gálatas 3:26-27)

O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. (Romanos 8:16)

Ele é a esperança de nosso futuro

Quando colocamos nosso futuro nas mãos do Senhor, temos a paz e a alegria de saber que estamos seguros, tanto na vida terrena quanto na eterna. Deus não nos desampara nessa terra, mesmo que em certos momentos passemos por algumas privações e dificuldades, mas em tudo Ele nos mostra a sua vontade.
Apenas em Deus, através do sacrifício vicário de Cristo na Cruz, podemos ter a salvação de nossas almas. Isso deve ser o maior motivo de nossa alegria, saber que teremos a eternidade de vida ao lado do nosso Senhor! Quem não anseia pela volta de Jesus e o arrebatamento da Igreja ainda não está totalmente focado no alvo, as coisas dessa vida ainda o prendem muito e é necessário começar a soltar essas amarras o quanto antes.
Como diria o louvor da Harpa: “Nossa esperança é sua vinda, o Rei dos reis vem nos buscar. Nós aguardamos Jesus ainda até a luz da manhã raiar”.
Vejamos alguns versículos que falam sobre essa esperança:

Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. (1 Pedro 3:15)

Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. (1 Tessalonicenses 4:17)

Eis que eu lhes digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados,
num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. (1 Coríntios 15:51-52)

Venho em breve! Retenha o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa. (Apocalipse 3:11)

Certamente existem muitos outros motivos para amarmos a Deus, por isso deixe um comentário dizendo o seu motivo de amar ao Senhor.

Que Deus te abençoe!

 

Apologético · Devocional · Espírito Santo · Ministerial

Aprendendo com a história de Lázaro

Aprendendo com a história de Lázaro

Por Thiago Schadeck

A Paz do Senhor Jesus!

Hoje quero compartilhar com vocês um assunto bem conhecido nos arraiais evangélicos, porém nas muitas vezem em que ouvi pregações sobre este tema percebi um lado meio triunfalista e um Jesus mordomo em alguns momentos. Tentarei expor minha opinião e já deixo bem claro que não sou o dono da verdade.

Meditemos então em alguns versículos, mas é muito importante que você medite em João 11:1-57 e analise se estou falando alguma bobagem.

Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. (João 11:3)

Primeiro passo que Marta e Maria, as irmãs de Lazaro deram foi o de chamar ao Senhor Jesus. Muitas vezes ao vermos quem amamos sofrendo, nossa atitude é de combater com nossas forças, buscamos amuletos (lenços, óleos de Israel e etc.), levamos as fotos para o Pastor orar, mas chamar a Jesus mesmo que é bom, nada!

Outro ponto muito interessante é que elas mandam avisar que aquele a quem Jesus ama está doente. Elas sabiam reconhecer que Cristo os amava, sabiam que Cristo era poderoso para vir e curar seu irmão por um simples motivo: o AMOR!

E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. (João 11:4)

Jesus sabia o que aconteceria nos próximos dias e por isso afirmou categoricamente que Lazaro não morreria e que ELE, Jesus, seria glorificado através deste “incidente”. Quantas vezes questionamos a Deus o por que de um revés em nossas vidas, em vez de perguntar como Ele será glorificado através de nossas vidas. Nem toda doença vem do diabo, nem todos os problemas que enfrentamos é o diabo tentando acabar conosco. Muitos desses problemas tem a mão de Deus, para Ele nos mostrar  e nós mostrarmos ao mundo que o Deus a quem servimos é Todo Poderoso!

Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto; (João 11:14)

Ninguém disse a Jesus sobre a morte de Lazaro, mas ele com a sua onisciência já tinha tudo planejado de como faria para que o nome do Pai fosse glorificado. Devemos ter essa confiança, de que antes de abrirmos nossa boca, Jesus já sabe o que precisamos e como e quando agirá.

Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura. (João 11:17)

Quando Jesus voltou a Judéia, Lazaro já havia morrido há quatro dias, o corpo já estava se decompondo e cheirando mal, mas Jesus não quis saber do que estava acontecendo, pois ele não olha para as circunstâncias. O que para nós é impossível, para o Senhor é questão de uma palavra. Ele sabe a hora certa de agir para que ELE seja glorificado.

Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.  (João 11:21)

Marta parece deixar a sua incredulidade prevalecer, não acreditando que Jesus pudesse ressuscitar seu irmão, mas ele só poderia tê-lo curado em vida. Mal sabia ela que o Senhor tem poder tanto para curar, ressuscitar dos mortos  ou simplesmente deixar morto, se assim for a vontade dele!

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá (João 11:25)

Aqui Jesus revela sua divindade a Marta. Quando diz que ele era a ressurreição, declarava aos Judeus que era Deus, pois a eles o poder de ressuscitar um morto era do Todo Poderoso. Neste versiculo há alguns pontos que podem ser ressaltados, quem sabe vire um post a diante, mas nesse quero ressaltar que Jesus prova aos judeus que ele é sim o Cristo, enviado e igual ao Pai.

Jesus chorou (João 11:35)

Nesse versículo Jesus mostra sua humanidade. Jesus enquanto caminhou nessa terra, foi um homem que se importou com os problemas e as mazelas do povo de tal forma que várias das curas operadas por ele foram por compaixão. Jesus foi um homem que se revelou amoroso em todo o tempo que esteve aqui na terra. Jesus considerava Lazaro como um amigo. Que privilégio!

Disse Jesus: Tirai a pedra (João 11:39)

Quando Jesus manda tirar a pedra, podemos destacar dois pontos que acredito ser a chave, vejamos:

Deus não faz aquilo que é nossa parte. Todo milagre necessita de um esforço de nossa parte, pois se não tomarmos uma atitude e ir em direção a Deus, Ele nada fará por nós.

Muitos de nós tem “pedras” que tem nos trancado mortos dentro de um sepulcro, essas pedras podem ser: incredulidade, idolatria, mágoas, falta de perdão, passado mal resolvido, pecados e outras coisas que jogam no sepulcro muitos ministérios, dons, talentos, projetos e outras coisas que o Senhor nos deu para usarmos em favor do Reino.

Clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. (João 11:43)

Quando tiramos as pedras de nossas vidas, podemos ouvir a voz de Cristo nos chamando para uma vida nova, fora daquele lugar de morte, onde sonhos são enterrados. Jesus mostra que mesmo quando pensamos que é o fim, ele vem e muda a história, mesmo que nosso ministério esteja morto há tempos ele pode vir e mudar todo o rumo e nos trazer para provar coisas novas ao seu lado.

Minha oração é que nós arranquemos as pedras que impedem nosso crescimento espiritual, deixando que Cristo nos leve mais longe, que nessa nova vida possamos ter muito mais dele em nós que o nosso eu. Como João Batista disse: Que Ele cresça e eu diminua!

Que Deus te abençoe muito, espero que você tenha sido muito edificado(a).

Por favor deixe sua opinião (ainda que contrária). Ela é importante!