EVANGELHO & FINANÇAS: Planejamento

Dicas simples de como se planejar para conseguir alcançar os seus sonhos materiais

Por Thiago Schadeck

Já notou que as pessoas que estão endividadas são, normalmente, aquelas que não tem um planejamento claro. São pessoas que não sabem ao certo qual o valor do seu salário – sempre fazem a conta do bruto, tem várias compras divididas em parcelas de valor baixo – mas que a soma delas compromete uma boa parte do orçamento, gastam muito dinheiro pagando juros – por conta do descontrole e, principalmente, compram por impulso. Puxe assunto com uma dessas pessoas e comece a falar sobre coisas que você comprou e não usa, a lista dela será maior, certamente. Via de regra essas compras são feitas a um preço mais alto que custaria normalmente,  em mais parcelas que deveria, comprometendo o orçamento por muitos meses e quando chegou em casa constatou que o produto não era bem aquilo que se esperava.

Jesus falou sobre esse planejamento aos discípulos. Vejamos:

“Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’”. (Lucas 14:28-30)

Jesus é muito claro: antes de começar, tenha certeza de que conseguirá terminar. Simples! Se tem dinheiro, compra. Se não tem, deixa para outra oportunidade. É melhor andar a pé com dinheiro no bolso que de carro e todo endividado. É melhor comer arroz e feijão em casa guardando dinheiro que em restaurantes bons pagando com o limite do cheque especial. Note que Jesus não disse para não fazer, pelo contrário, mas ele colocou um ponto importante: o planejamento.
Uma casa com porcelanato na cozinha e com paredes sem reboco na sala não é harmoniosa em sua estética. Não seria melhor colocar um piso mais barato e deixar a sala aconchegante de igual maneira?

Não adianta ser dizimista, ofertante, entregar primicias, fazer voto, ser voluntário ou qualquer outra coisa, se não souber administrar bem aquilo que lhe vem às mãos. Ter consciência de quanto ganha (salário liquido, depois dos descontos – o que realmente cai na conta) e o quanto se pode gastar. Se não se esforçar e cortar alguns gastos desnecessários agora, talvez nunca tenha o suficiente para “construir a torre” a diante. Dificilmente conseguirá comprar a casa que sonha, o carro mais novo, aquela viagem legal em família e etc. 

Precisamos ter o contentamento naquilo que possuímos. Pessoas consumistas demonstram um vazio interior que não será preenchido enquanto não aprenderem a valorizar aquilo que já foi conquistado.

Lembre-se que só há provisão para construir, se houve inteligência no poupar!

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7 Maneiras de Combater o Evangelho da Prosperidade

idolatria-ganancia

 

Por Sugel Michelén

14 de Abril de 2014 

“Ser pobre é pecado” (Robert Tilton).

“Se agradarmos a Deus, seremos ricos” (Jerry Savelle).

“Deus quer que seus filhos vistam as melhores roupas, […] dirijam os melhores carros e tenham o melhor de tudo; apenas peça o que precisa” (Kenneth Hagin, Sr.).

Essas são afirmações desconcertantes, porém comuns dos pregadores do “evangelho da prosperidade”. O deus deles é uma espécie de empreendedor cósmico que pode ser usado através dos dízimos e das ofertas para alcançar o que realmente importa: uma vida próspera em termos meramente terrenos.

“Foge também destes”

Paulo nos constrange a ficar longe de “pessoas que têm a mente corrompida e que são privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro” (1Tm 6.5). E em sua segunda carta a Timóteo, ele adverte seu filho na fé que “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, […] mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes!” (2Tm 3.1-5).

Pedro também nos avisa que, assim como houve falsos profetas entre o povo de Deus na antiga aliança, “surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram” (2Pe 2.1-3; cf. Jd 11-16).

Infelizmente, apesar dos avisos claros das Escrituras, o evangelho da prosperidade possui um enorme e crescente grupo de seguidores. Isso não é difícil de entender, visto que a mensagem apela tão diretamente à nossa ganância natural. Ainda assim, é triste e desconcertante ver que tantas pessoas permanecem no movimento por um longo tempo, até mesmo por toda a vida, uma vez que os pregadores não são capazes de cumprir suas promessas.

A psicologia do evangelho da prosperidade

Por que o evangelho da prosperidade é tão atraente? Como ele ganha e mantém seguidores? Eu recentemente conversei com um irmão que esteve envolvido no movimento por 10 anos, que lançou alguma luz sobre a psicologia do evangelho da prosperidade.

    1. Um deus facilmente manipulado

O evangelho da prosperidade é atraente porque nos oferece um deus facilmente manipulado. Apesar dos ataques dos ateístas militantes nas últimas décadas, o homem não pode eliminar do seu coração a ideia de Deus, porque Deus deixou evidências de sua presença em toda a criação e deu ao homem a capacidade de entender essa evidência (Rm 1.18-21). O que torna o evangelho da prosperidade atraente para o homem caído é que ele parece colocar Deus do seu lado, eliminando o obstáculo da sua santidade e soberania.

O deus desses evangelistas não é aquele revelado nas Escrituras, de quem devemos nos aproximar segundo as condições que ele estabeleceu. Em vez disso, o deus deles é uma combinação do gênio da lâmpada de Aladim com um psiquiatra todo-poderoso, que pode ser facilmente manipulado através de ofertas e “palavras de fé”.

    1. Culpa e ganância

Segundo, o evangelho da prosperidade atrai as pessoas porque ele cria um ciclo de culpa e ganância. Quando as ofertas de riquezas ou saúde demoram para se materializar, as pessoas culpam a si mesmas por sua falta de fé ou por não serem generosas o suficiente. Essa culpa, combinada com a ganância em seus corações, as mantém agarradas às promessas desses falsos evangelistas, assim como o viciado em jogatina volta ao cassino diversas vezes esperando que um dia terá sorte.

    1. Temor religioso

Tais “evangelistas” tendem a inculcar temor religioso em seus seguidores para que eles não ousem questionar “o ungido do Senhor”. Isso impede a capacidade de seus ouvintes de objetivamente analisar o conteúdo da mensagem e a dicotomia evidente entre o estilo de vida deles e o modelo apresentado pelas Escrituras, sobre como o ministro do evangelho deve viver (1Co 4.9-13; 2Co 4.7-11, 11.23-28).

    1. Mordomia traz prosperidade

Outro fator que sustenta a propagação desse falso evangelho é que alguns experimentam, de fato, um grau de prosperidade financeira como consequência de colocar em prática princípios gerais de boa administração que aprendem em tais igrejas. Isso parece confirmar a legitimidade da mensagem que, por sua vez, aumenta a ganância em seus corações, pois “quem ama o dinheiro jamais dele se farta” (Ec 5.10).

Instruções para imunização

Como podemos imunizar nossos ouvintes contra essa ameaça? Eu tenho sete sugestões.

  1. Ensine-os a ler a Bíblia em seu contexto. Os pregadores da prosperidade citam as Escrituras, especialmente o Antigo Testamento, mas negligenciam os contextos geral e imediato dos textos que citam.
  2. Apresente claramente as exigências do evangelho (Mc 1.14-15; At 2.38, 3.19, 26) e o verdadeiro discipulado (Mc 8.38-37; Lc 14.25-33; Fp 1.29).
  3. Inculque neles o espírito dos bereianos (At 17.11). Uma coisa é respeitar a autoridade pastoral (Hb 13.17), mas outra coisa muito diferente é seguir cegamente um líder mesmo quando ele se afasta dos claros ensinos das Escrituras (Rm 16.17-18; Fp 3.17-19).
  4. Pregue sobre as advertências da Bíblia contra a ganância (Pv 23.4-5; Lc 12.15; 1Tm 6.6-10, 17-19; At 13.5-6).
  5. Ensine-os que Deus é bom, sábio e soberano na dispensação de seus presentes. Nem todos os seus filhos serão prósperos e saudáveis deste lado da eternidade, mas todos experimentarão o mesmo amor e cuidado paternal manifestado de diversas maneiras para a sua glória e o bem das nossas almas (Jn 11.3; Fp 2.25-30; 1Tm 5.23).
  6. Ensine-os em como lidar com a tensão de ser um filho de Deus vivendo em um mundocaído (Jn 15.18-21; 17.14-16; At 11.13).
  7. Acima de tudo, apresente Cristo como a pérola de grande valor, que infinitamente ultrapassa em valores qualquer coisa que este mundo transitório possa oferecer (Mt 13.44-46; Fp 3.7-8).

Tradução: Alan Cristie

Fonte:  http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/668/7_Maneiras_de_Combater_o_Evangelho_da_Prosperidade

Palavra Apostólica e Profética de Ano Novo

Estevão

A paz do Senhor!

* Esse texto deveria ter valido apenas para o ano de 2014, mas as coisas continuam tão iguais que vou reutilizá-lo!

Tal e qual as igrejas neopentecostais e simpatizantes, resolvemos atrelar um personagem bíblico ao próximo ano. A idéia surgiu de um post do Ruy Cavalcante no Facebook, portanto, todo o crédito é dele.

A bíblia relata a história de Estevão entre Atos 6:8 e Atos 8:2 e se você costuma ler a Palavra do Senhor já deve ter ouvido falar sobre ele.
Estevão foi um dos diáconos escolhidos pelos apóstolos para ajudá-los a administrar os trabalhos da igreja primitiva. Já em Atos 6:8 diz que Estevão era cheio de fé e poder, e que fazia prodígios entre o povo. Ele foi um dos homens que fizeram a diferença em sua época, pois os milagres aconteciam mediante pregação da Palavra e oração.

Estevão foi um homem a quem Deus deu muita sabedoria e o Espírito Santo o usava para pregar. Isto passou a ser um problema para ele, afinal isso despertou a inveja dos religiosos de sua época. Por Estevão pregar a verdade e ser usado pelo Senhor os religiosos não podiam resisti-lo ou desmascará-lo então tiveram a ideia de matá-lo. Nada diferente do que fazem hoje. Se nos atrevemos a mostrar que um religioso manipulador está pregando coisas que estão contra o que a Bíblia ensina, seus seguidores rapidamente nos cercam com as pedras nas mãos, esperando a ordem para nos intimidar e tentar calar a nossa voz.

Os religiosos moveram o povo e usaram de falsas testemunhas para provar que Estevão estava blasfemando. Exatamente como em nossos dias, os líderes manipulavam o povo a defendê-los e não a defender a Bíblia. Experimente escrever corrigindo alguma heresia dos líderes modernos e prepare-se para receber comentários do tipo: “quem você pensa que é pra falar assim do meu líder?”, “Seu endemoninhado, pare de julgar e vai ganhar almas, como o meu líder”, “Por que você não mostra seus frutos em vez de julgar esse homem de Deus?”.

No capítulo 7 de Atos, Estevão dá uma aula de Antigo Testamento e consequentemente da história dos Hebreus, que aqueles religiosos deveriam saber de cor e salteado. Em vez de eles se agradarem por ouvir a pregação da verdade vinda de um homem cheio do Espírito Santo e que estava pregando o reino de Deus, eles ficaram furiosos por verem em Estevão um perigo, visto que certamente ele tomaria o lugar daqueles líderes no respeito dado pelo povo àqueles homens.

No capitulo 7, versículo 48 ele disse a frase que foi a gota d’água para aqueles religiosos: “O altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanos”. Assim como hoje, o templo era idolatrado e acreditavam que ali era o lugar de adorar a Deus. Impressionante como em quase dois mil anos nada mudou! Estevão cometeu o mais grave pecado, aos olhos dos religiosos, dizer que Deus era onipresente e que não é no templo ou no monte que devemos adorá-lo, mas em todo o tempo com a nossa vida. Sem reservas.

Quanto mais Estevão mostrava a verdade, mais o ódio dos religiosos aumentava. Eles não se interessavam pela verdade e sim pelo status que seus cargos proporcionavam. Se alguém fizesse alguma coisa que saia da “cartilha” dos religiosos era considerado blasfemo, simples assim.

Pela perseverança de Estevão, ele teve uma visão impar nas escrituras: Enquanto levava as pedradas e estava para morrer, viu os céus abertos e o Filho do homem em pé a direita de Deus. Todas as visões de Cristo na Bíblia se referiam a ele assentado no trono, mas Estevão viu o que até então nunca ninguém tinha visto e antes de morrer, faz uma belíssima oração: Pai, não os impute este pecado.

Assim como Estevão, que em nesse novo ano, aprendamos pregar a verdade, doa a quem doer. Que sejamos a diferença nesse mundo evangélico, tão raso e tão vazio de uma Palavra da Verdade. Que em Nome de Jesus, sejamos ousados para defender a sã doutrina como somos para defender o nosso time de futebol ou nosso cantor favorito. Sempre em amor e buscando a salvação daqueles a quem pregamos!

E aos que tentam se opor à Verdade pregada, vai um aviso: NÃO SÃO PEDRADAS QUE VÃO NOS PARAR, porque para nós é mais importante agradar a Deus que aos homens.

Que Deus te abençoe e que nos engajemos nessa luta pelo Evangelho Puro e Simples!