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EVANGELHO E FINANÇAS: CONSUMISMO

Muitas pessoas são consumistas e não de dão conta. Esse texto traz um diagnóstico preciso.

Por Thiago Schadeck,

Você é consumista?

Ao ouvir essa pergunta, somos tentados a responder um sonoro NÃO de bate-pronto, mas a questão é que não dá para responder sem antes fazermos uma análise mais calma de toda a situação.  Claro que existem os consumistas compulsivos e esses precisam de tratamento, mas existem pessoas que são consumistas num “grau mais leve” e nem sempre se dão conta disso. Vejamos algumas caracteristicas de pessoas que são, em algum nível, consumistas:

  • Compram o que não precisam
  • Usam as compras como forma de relaxar
  • Não tem controle sobre a fatura do cartão de credito
  • Compram coisas que “perdem a graça” em pouco tempo
  • Querem sempre o modelo mais atual
  • Querem comprar sem antes ter acabado de pagar a compra anterior

    Esses são apenas alguns exemplos de pessoas que tem um estilo de vida consumista. Certamente você conhece alguém assim. O sujeito compra um celular em 18x, com juros no cartão de crédito, e antes de quitar essa dívida já quer trocá-lo porque o fabricante lançou um modelo novo. Outro ponto comum são as pessoas que vão à loja, experimentam uma roupa, gostam, compram e quando chegam em casa percebem que na verdade não ficou tão boa quanto a empolgação do momento deu a impressão. Envergonhados, não voltam à loja para trocar a peça por uma que de fato fique boa.

    O calor do momento nos faz ver vantagens onde não tem e encobre os defeitos mais evidentes. Para algumas pessoas o momento da compra se assemelha muito a uma paixão, onde tudo é lindo e não há qualquer defeito, mas com o passar do tempo e o controle das emoções, percebe-se que há algo de errado com aquele objeto. Existe quem compre um carro sem consultar um mecânico porque no calor da venda e a experiência do vendedor, só foi ressaltado aquilo que é bom do veículo, mas uma breve busca no Google já faria a venda ficar pelo menos em stand by. 

    Quem compra por impulso, invariavelmente faz maus negócios! 

    Quando a pessoa é consumista, certamente terá de trabalhar muito mais para ter uma renda maior e consequentemente conseguir bancar esse estilo de vida. Por conta disso, famílias são destruídas, a saúde é prejudicada e  as horas de sono são sacrificadas. Tudo para poder desfrutar por um tempo de coisas materiais e supérfluas, que não saciam o vazio na alma. Muitos querem ser vistos por aquilo que tem e não pelo que são, aí entra o consumismo e a vida se torna um círculo vicioso, quanto mais compra, mais precisa comprar.

    • Consumismo infantil:

    Os pais sempre vão querer dar uma vida melhor que a que tiveram aos filhos e isso é bom, mas se não nos cuidarmos criaremos consumistas mirins. Uma criança que tem tudo o que quer não dará valor a nada. Se a criança não tiver que conquistar o que quer, jamais saberá o sacrifício que há para conseguir adiquirir algo. É um grande desafio mostrar a essas crianças que o certo não é juntar a maior quantidade de bens possível, mas ter a melhor vida possível, o que não necessariamente tem a ver com dinheiro ou aparelhos eletrônicos. 

    Crianças de 4 ou 5 anos já tem celulares de ultima geração, algumas vezes até melhores que dos pais e isso é uma porta aberta para males muito maiores que o consumismo em si. O consumismo que os pais implantaram na criança pode abrir uma porta para a pedofilia, por exemplo, visto que hoje todos os celulares tem câmera e acessam a internet. Ou então crianças um pouco maiores, na casa dos dez anos, que estão descobrindo a sexualidade, troquem “nudes” com outras crianças da mesma faixa etária.

    O ideal mesmo é que busquemos o contentamento, como bem enfatizou o apóstolo Paulo:

    “De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.” (1 Timóteo: 6. 6-8)

    Se soubermos valorizar as coisas que já conquistamos, certamente aquilo que ainda desejamos perderá a força. Mesmo que ainda teremos o desejo de conquistar, o que é bom, não o faremos a qualquer custo. 

    Nós já temos o suficiente, o que buscamos é, na verdade, um luxo a mais para podermos desfrutar.

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