Teologia da prosperidade, do coaching, Jeremias e Tiago.

coaching

Foto: Instituto Brasileiro de Coaching

    A teologia da prosperidade já apanhou demais. Seus grandes ícones já foram expostos e desmascarados. Infelizmente ela ainda faz vítimas pela falta de conhecimento do povo, principalmente nas periferias, público alvo desse tipo de “teólogos”. Felizmente ela está cada vez mais marginalizada e ficando limitada a determinadas igrejas. Um bom número de crentes tem um grande repúdio por esse tipo de abordagem “evangélica”. Pois bem, eis que temos uma substituta para a tal da teologia da prosperidade (TP). Eu a chamo de teologia do coaching (TC). Usareis as siglas a partir de agora.

A CULTURA DO COACHING

          Sou formado em administração. Cursei quatro anos de faculdade e fiz outros cursos na área. Na época, o coaching não era tão conhecido como hoje. Sempre valorizei cursos com conteúdo práticos como finanças, marketing e recursos humanos. Nunca fomos ensinados que precisaríamos de pessoas nos acompanhando para ensinar, direcionar, motivar e cobrar. Nós mesmos faríamos isso. Então a cultura do coaching chegou. Vá a uma seção de administração e negócios de uma livraria hoje e você perceberá o que estou dizendo. Nunca me dei bem com ela para ser sincero. E quero explicar a razão usando duas citações do Instituto Brasileiro de Coaching.

Primeiro, o que é o coaching?

Um mix de recursos que utiliza técnicas, ferramentas e conhecimentos de diversas ciências como a administração, gestão de pessoas, psicologia, neurociência, linguagem ericksoniana, recursos humanos, planejamento estratégico, entre outras visando à conquista de grandes e efetivos resultados em qualquer contexto, seja pessoal, profissional, social, familiar, espiritual ou financeiro”.

Agora pergunto: como o coaching acontece?

Conduzido de maneira confidencial, o processo de Coaching é realizado através das chamadas sessões, onde um profissional chamado Coach tem a função de estimular, apoiar e despertar em seu cliente, também conhecido como coachee, o seu potencial infinito para que este conquiste tudo o que deseja”.

         Antes de continuar deixe-me dizer algo para que fique claro. Acredito na liberdade de trabalho honesto. Se você gosta ou trabalha honestamente com isso, ok, é a sua escolha. Por mais que eu tenha críticas a essa prática, aqui entrarei na relação do coaching com a igreja. Usarei essas duas respostas dadas para analisar biblicamente o que chamo de TC. Minha argumentação será essa: Igreja e evangelho não combinam com o coaching e não devem se misturar jamais. Quando isso acontece temos uma nova TP com uma roupagem mais humanista e existencialista.
Junto com o coaching cresceu o chamado empreendedorismo de palco (EP). São aqueles profissionais que trabalham com palestras motivacionais e grandes palestras de coaching. Esse mercado tem crescido assustadoramente e também tenho sérias dificuldades com ele. Aqui se aplica a mesma observação que fiz aos profissionais de coaching. Mesmo assim indico um ótimo texto escrito por Ícaro de Carvalho chamado Por que o empreendedorismo de palco irá destruir você. O autor começa com uma afirmação que capta bem o ponto onde quero chegar:
O empreendedorismo é a nova religião do homem moderno. Materialista e secular, ele substituiu os Santos do seu altar por fotografias de homens bem-sucedidos; os seus Evangelhos são livros como “O sonho grande” e “A força do Hábito”. Ele acredita, de alguma maneira, que tudo aquilo irá aproximá-lo do seu objetivo principal: sucesso, fama e dinheiro…de preferência agora!”

         Essa cultura construída em torno do coaching e do EP é em sua maioria materialista. O objetivo de muitos é o sucesso financeiro, e isso significa enriquecer. Com um fator especial: o mais rápido possível. É comum ler e ouvir grandes promessas e ensinamentos sobre como trabalhar menos e ganhar mais. O foco está no esforço intelectual e físico daquele que está buscando seu lugar ao sol. É dessa cultura de palco, sonhos, riquezas e promessas que estou falando. Já viu onde isso vai chegar na igreja? Vamos falar disso agora!

O COACHING NA IGREJA

          Eu já vi palestras de coaching acontecendo onde deveria haver uma pregação da Palavra. Isso mesmo, em pleno culto público. Infelizmente, essa cultura chegou em muitas igrejas. E se eu já não me dou bem com ela no mercado de trabalho, na igreja não tenho medo de dizer que ela é minha inimiga. Assim como repudio a TP também o faço com essa nova onda da TC. Em alguns sentidos essa segunda chega a ser pior do que a primeira. Vamos analisar três pontos que constroem a TC.

Humanismo: O coaching utiliza de técnicas humanas num indivíduo que é o centro de tudo para que este alcance seus objetivos humanos. Muitos pastores e líderes tem enveredado por esse caminho. Tratam suas pregações como palestras motivacionais da fé que confundem fé com força e vontade, evangelho com motivacionismo e Cristo com um palestrante. O foco está naquilo que o homem pode fazer através da sua fé pessoal. Fé essa que passa por Cristo, mas que tem seu objeto na própria pessoa e nos seus esforços dirigidos. Muitas “pregações” tem o mesmo objetivo do coaching, ou seja, estão “visando à conquista de grandes e efetivos resultados em qualquer contexto, seja pessoal, profissional, social, familiar, espiritual ou financeiro”. O apelo pode ser até espiritual, mas ainda assim Você já deve ter escutado muito coisas do tipo “como ser o melhor marido”, “como atrair e fidelizar pessoas para o reino”, “alcançando sucesso através da fé.”. Tudo isso travestido de espiritualidade…

Materialismo: há um desejo enorme em conquistar coisas. Sejam elas produtos do mercado como carros, casas, roupas, viagens ou algo mais “espiritual” como paz, pessoas, bom casamento, filhos educados, castidade, etc. As pessoas querem conquistar, possuir e avançar, sendo tudo isso fruto não da humilhante auto confrontação e negação de si mesmo, mas da autoafirmação. O papel do pastor se tornou muito parecido com o do coach: “estimular, apoiar e despertar em seu cliente (ovelha)… o seu potencial infinito para que este conquiste tudo o que deseja”. É exatamente isso que essa mistura humanista-materialista busca: o potencial infinito de cada ser humano para conquistar aquilo que ele deseja. Há uma conexão com o existencialismo, onde o indivíduo e sua busca pessoal por significado em si mesmo passa a ser o centro do pensamento filosófico.

Ceticismo: Humanismo e materialismo são marcas de seres céticos. A crença no Deus da Bíblia é cada vez mais fraca onde esse tipo de cultura se manifesta. Como eu já disse, a TC busca descobrir o potencial de cada pessoa para que ela alcance seus próprios objetivos. Dependência de Deus é algo apenas fantasiado. Orações são feitas apenas para que Deus abençoe nossos planos e para que Ele nos dê apoio em nossa própria empreitada. O sobrenatural é esquecido e Deus vai ficando cada vez mais distante. Na TC o soberano é o indivíduo com suas decisões de fé e sucesso. Em muitas igrejas tudo que você vai encontrar nos púlpitos são mensagens sobre o que os homens podem fazer para serem alguma coisa melhor do que já são. Até a mistura com conteúdo de coaching, marketing pessoal e psicologia você encontrará. Aliás, tem sido comum pastores e líderes entrarem nesses cursos e palestras para serem mais persuasivos, contagiantes e teatrais (para não usar manipuladores). O Espírito Santo não tem muito espaço na TC, mesmo que usem seu nome.

São por esses motivos principais que digo que a TC está substituindo a TP. Esse discurso tem atraído jovens, empresários, profissionais liberais, e todo o tipo de gente, principalmente na classe média. E aqui está a transição entre as duas abordagens. A TP faz uma barganha com Deus crendo que Ele efetuará milagres para benefício material e espiritual do homem. A TC eliminou a barganha ao deixar Deus de longe, mas passou a ter no próprio homem a força “milagrosa” para seu benefício material e espiritual. Na TP ainda há uma certa dependência de Deus e seu agir sobrenatural, enquanto na TC o homem declarou sua independência. O relacionamento de barganha foi substituído para o relacionamento de plateia. O Deus da TC está assistindo e torcendo pelos grandes empreendedores no palco da fé. Talvez você ache ruim o uso da palavra coaching, mas quero que você entenda a expressão completa “teologia do coaching” que estou usando para definir esse tipo de abordagem.

Essa é uma teologia mais sutil, que parece mais humilde, mas na verdade transborda soberba ainda mais do que a tenebrosa TP. Seu ambiente menos escandaloso e mais conformado a cultura secular permite que esse tipo de abordagem lote igrejas e obtenha grande aceitação. Geralmente se fala o que as pessoas querem ouvir e pecados são tratados como pedra e obstáculos no caminho que devem ser superados. A pregação fica até mais dinâmica, com uso de mídias, frases de efeito e motivação mútua. Tudo isso associado com o desejo material dos nossos dias só contribuem para que a TC ganhe terreno. Logo nós teremos grandes problemas com ela e talvez ela chegue ao mesmo patamar da TP. Que Deus nos livre e proteja disso!

O QUE JEREMIAS E TIAGO DIRIAM?

Não quero tornar esse texto num texto longo demais. Portanto, encerrarei apenas com três passagens bíblicas (quem sabe um artigo completo poderá sair em breve sobre o tema). Compare com as ideias da TC e veja como a Bíblia é contrária a isso. Jeremias profetizou para um povo orgulho e que confiava em suas próprias forças e em sua “tradição espiritual”. Contra isso Deus falou por meio do profeta:

Assim diz o Senhor: “Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor, e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado”, declara o Senhor” (Jeremias 9:23,24)

Num momento mais a frente ele resume bem sua mensagem ao povo:

“Assim diz o Senhor: Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor… Mas bendito é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está” (Jeremias 17:5-7)

Encerro com a passagem de Tiago, um verdadeiro balde de água fria na teologia do coaching:

Ouçam agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro”. Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Ao invés disso, deveriam dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”. Agora, porém, vocês se vangloriam das suas pretensões. Toda vanglória como essa é maligna. ” (Tiago 4:13-16)

TP e TC, ambas são maléficas e distantes do cristianismo bíblico que leva o homem a negar a si mesmo, humilhar-se diante de Deus e depender dele em tudo. Ter sucesso profissional e conquistar riquezas não é pecado em si, mas isso não pode ser um dos pontos centrais de nossa espiritualidade cristã. Cuidado para não substituir a teologia da prosperidade pela teologia do coaching, em ambas o deus que adoram é o mesmo: o homem.

Autor: Pedro Pamplona.

Anúncios

CARTA ABERTA AOS ELEITORES DO BOLSONARO

Eleitores do Bolsonaro bolsomito #BrasilComBolsonaro

Amigos eleitores do Bolsonaro, gostaríamos dedicar essa carta aberta a vocês e, talvez, colaborar com o processo de melhoria de nosso país.

Concordamos que a soberania popular venceu e acreditamos que se ele chegou ao cargo máximo de nossa nação é porque Deus assim o quis. A facada de Adélio tinha o objetivo de matá-lo e Graças a Deus não teve seu propósito cumprido. Por uma intervenção rápida e a ajuda divina o capitão sobreviveu.

A MÍDIA O PERSEGUE:

Até o mais ingênuo dos cidadãos percebeu o movimento da mídia para que Bolsonaro não fosse eleito, alguns veículos com uma intensidade maior e outros tentando passar uma imagem de “imparciais”, mas a maioria lutou contra sua eleição.

Depois de eleito a perseguição aumentou e muito do que o Bolsonaro diz e faz é destorcido e ganha um tom sensacionalista. Normal, a mídia está fazendo o papel dela em tentar devolver o poder a quem mais lhe agrada. É assim desde sempre. Mas nem tudo o que publicam sobre ele é “fake news“. Existem coisas que precisam ser explicadas e trataremos delas ao final desse texto.

A ERA PT

É fato que Jair Messias Bolsonaro pegou um país quase falido e que os recursos escassos. Isso é inegável. Assim como sabemos que o PT, em sua administração, implantou um dos maiores projetos de poder sustentados na corrupção na história – confirmado, inclusive, por delações de ex-membros do alto escalão petista, o que levou nosso país à beira do caos. Sim, tudo isso influencia nos nossos dias, mas não pode ser uma muleta para tudo, ou seja, temos de deixar o passado em seu devido lugar e partimos em direção ao futuro, construir o país que queremos deixar para nossos filhos e trabalharmos para alcançar um patamar melhor que temos hoje.

Como o Sid Gomes disse aos petistas, podemos dizer a alguns bolsonaristas: “o Lula ta preso, babaca!”. Ele já está pagando por alguns dos crimes que cometeu. Se Deus quiser, logo será julgado e condenado pelos outros. Sendo assim, o Lula, enquanto estiver preso, não deve ser uma preocupação, pois não tem qualquer influência fora do PT e meia dúzia de gatos pingados da esquerda. Esqueçamos ele e o deixemos cair no ostracismo que um bandido como ele merece.

BOLSONARO TAMBÉM ERRA:

Claro que sim, ele é um ser humano e está totalmente sujeito a erros e falhas, porém essa construção do “mito” nas eleições fez com que algumas pessoas perdessem a noção de realidade e acreditaram que ele é realmente um “messias” para o nosso país e que ele fará mágica. Até aqui ele tem se retratado de alguns erros e voltado atrás, o que é digno e muito mais eficiente que insistir em algo errado apenas por orgulho.

Os erros dele são agravados por pessoas inflamadas, principalmente nas redes sociais que, tal e qual os petistas mais fanáticos, buscam desculpas para justificar seus erros. Cobra-lo quando errar é a melhor forma de ajudá-lo a crescer e governar melhor nosso país.

QUEIROZ

Antes de nos acusem de qualquer coisa, deixamos claro que não toleramos nenhum tipo de corrupção. A melhor forma de provar a inocência do Flavio é investigando e expondo a verdade, coisa que até agora não aconteceu como deveria. Se o Flávio é inocente, tem o dever, como figura pública de provar. Ele está prejudicando o pai por conta de seu silêncio e sumiço.

Que o Ministério Público, dentro da lei, investigue e conclua sobre as responsabilidades e eventuais culpas dos envolvidos. Se errou, que pague. Lembra que não temos bandidos de estimação não é?

BOLSONARO PRECISA DE NOSSAS ORAÇÕES:

Não só ele, mas todas as autoridades constituídas, como a Bíblia nos orienta. Ore pedindo a Deus que dê sabedoria ao Presidente, que tem faltado em muitos momentos. Que ele controle os impulsos e pense melhor antes de dar as respostas ou até mesmo escrever em suas redes sociais. Muitas polêmicas do governo partem de declarações ou posts do Capitão.

Oremos para que ele tenha habilidade política para aprovar as reformas necessárias para que o Brasil volte a crescer, para que o ministro Sergio Moro consiga implantar políticas públicas que reduzam de fato a criminalidade em nosso país. Que a educação seja, realmente, uma prioridade em nossa nação.

Que Deus abençoe o presidente e que possamos viver dias melhores!

Pastor lista ‘falsos evangelhos’ que estão sendo pregados na igreja hoje

O pastor Erwin W. Lutzer aponta cinco falsos evangelhos que estão sendo espalhados pelas igrejas.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POST

maxresdefault

O pastor Erwin W. Lutzer aponta cinco falsos evangelhos que estão sendo espalhados pelas igrejas. (Foto: Reprodução/YouTube)

Há cinco falsos evangelhos sendo espalhados pelas igrejas hoje, de acordo com o pastor canadense Erwin W. Lutzer.
Suas reflexões foram feitas em conversa com Darrell Bock, professor sênior de pesquisa do Novo Testamento no Seminário Teológico de Dallas (EUA), em um episódio do podcast “The Table” publicado na segunda-feira (13).

O primeiro dos falsos evangelhos é o da “graça permissiva”, que defende que as pessoas podem ter graça sem transformação pessoal.

Temos que pregar sobre o pecado e fazer isso com compaixão, para que as pessoas saibam que precisam da abundante e imerecida graça de Deus”, disse Lutzer. “Mas hoje muitas pessoas pregam a graça antes mesmo de as pessoas realmente saberem que precisam dela”.

O segundo falso evangelho descrito por Lutzer é o “evangelho da justiça social”, que deixa de lado a conversão pessoal em nome do assistencialismo.

A justiça social, por melhor que seja, no seu melhor, não é o Evangelho. Pode ser o resultado do Evangelho, dependendo de como é definida. Você pode ir para a África ver que vários hospitais foram construídos por missionários. Sempre tivemos uma consciência social, mas a justiça social não é o Evangelho. O Evangelho não é o que podemos fazer por Jesus; é o que Jesus fez por nós”, analisa.

O pastor também listou os conceitos da “nova era” como um falso evangelho que está entrando nas igrejas evangélicas. “Fico feliz com a formação de estudos sobre espiritualidade que nos ajuda a caminhar no Espírito, mas muitas vezes, eles são combinados com as religiões orientais”, afirma.

Ele também cita o “evangelho da sexualidade”, no qual as igrejas não denunciam os pecados sexuais. “Há muitos que se declaram evangélicos, mas aceitam o casamento homossexual, porque o conceito de amor está sendo definido de maneira contrária às Escrituras”.

Uma ameaça às igrejas evangélicas apontadas pelo pastor é o “diálogo inter-religioso”, especialmente com os muçulmanos. “Não me oponho aos debates. E, claro, eu também acredito que precisamos fazer amizade com os muçulmanos”, explicou Lutzer.

Por outro lado, Lutzer citou declarações de apologistas islâmicos que ensinam como convencer a sociedade sobre sua visão religiosa, usando argumentos como “o Islã sempre defendeu a justiça das mulheres”, “o Islã sempre esteve na linha de frente dos direitos civis” e “Maomé foi um homem de paz que tentou atrair judeus e pagãos”.

Como você leva o Islã para um público que provavelmente nunca viu um Alcorão, muito menos leu, ou o Hádice, e como você os vende em uma versão do Islã que será aceitável? Muitas pessoas estão se apaixonando por isso e eu advirto contra isso”, acrescentou Lutzer.

A explicação de Lutzer sobre os falsos evangelhos foi tirada de seu livro, publicado em agosto de 2018, intitulado The Church in Babylon: Heeding the Call to Be a Light in the Darkness (A Igreja na Babilônia: Atendendo ao Chamado para Ser uma Luz nas Trevas).

DESABAFO: CANSEI DE SER UM PERSONAGEM NA IGREJA!

“Eu tenho que assumir, ao ir para a igreja coloco roupas que não queria e me transformo em alguém que não sou em meu dia a dia”. Essa foi a conclusão que cheguei há alguns meses. Foi doloroso de aceitar, ainda não me acostumei com a idéia de ser eu mesmo, como em qualquer outro lugar, na igreja. Sei lá, parece que minha fé esfriou, mas sinto que estou, na verdade, mais forte. Agora não preciso mais ter medo de ser descoberto e decepcionar a pessoas, eu sou assim mesmo, cheio de falhas.

Óbvio que não me acomodei com meus erros e falhas, quero melhorar cada dia mais, quero ser mais parecido com Cristo quanto for possível. Porém é importante ressaltar que quando parei de esconder meus erros e falhas dos homens – porque Deus os conhecia – tive mais força e incentivo para mudar. Mas mudar de vez, de forma que não caísse mais no mesmo erro e não apenas me escondendo atrás de uma máscara para que ninguém pudesse enxergá-los. Quero realmente ser livre e quebrar as amarras que tentam me fazer sentir-me espiritual às custas rituais externos e que em nada mudam o interior.

Por vezes subi ao púlpito para pregar coisas que nem eu mesmo acreditava, ensinava coisas que eu, no meu íntimo, sabia que não eram efetivas na vida espiritual da igreja. Quem convivia de perto comigo sabia que aquele com o microfone na mão, falando bonito não era o mesmo sem o “terno mágico”. O pastor era muito melhor que o pai e marido. O conselheiro que sabia resolver todos os problemas dos irmãos, mas que tinha grandes problemas em casa. Enfim, um personagem de dar inveja em muitos atores renomados de Hollywood. É como diz aquela estorinha que o filho pede para a mãe para eles morarem na igreja, porque lá o pai era bonzinho e amoroso.

Concluindo, precisei mergulhar em uma auto análise sincera e compreender que aquele personagem da igreja não me deixava entrar no Reino. Ele estava alí só para agradar as pessoas e ser um exemplo aos que viam seu exterior, enquanto em meu interior eu tinha certeza que Deus não estava se agradando. Foi necessária uma crise em meu casamento e um princípio de depressão para eu compreender que Deus queria me transformar de dentro para fora.

A cada dia luto com mais forças para deixar de ser um sepulcro caiado (Mateus 23:27) e estou tomando consciência de que Deus não vê como o homem, mas Ele enxerga nosso interior (1 Samuel 16:7) e não quero ser dos que vão chegar no último dia e reclamar com Cristo que apesar de terem feito milagres e expulsado demônios, seus nomes não estavam no livro da Vida (Mateus 7:22).

Realmente, EU SOU UM FRACO! Graças a Deus que o poder dEle se aperfeiçoa em minhas fraquezas.

Deus seja louvado pelas minhas lutas, pois elas me aproximam cada vez mais dEle!

10 coisas que a igreja local pode fazer por um missionário

1. Oração (É a coisa mais importante);
2. Sustento financeiro (É uma das mais necessárias. Sua igreja local talvez não possa contribuir com valores altos, mas R$ 100,00 mensal para um missionário pode ser muita coisa);
3. Encorajamento (Todo missionário ama ser encorajado e desafiado, uma palavra de encorajamento pode mudar nossa semana);
4. Manter uma comunicação semanal aberta entre os membros da igreja local e os missionários (envio de cartas ou e-mails);
5. Enviar seus membros de tempo em tempo para auxílio na missão. (Profissionais ou não, todos podem cooperar de alguma forma no campo missionário);
6. Enviar materiais didáticos para adultos e crianças (Missionários sempre precisam de materiais e geralmente eles não conseguem comprar onde estão);
7. Plano de saúde ou seguro viagem para família (é importante também, principalmente para aqueles que estão em lugares inóspitos)
8. Pastoreio (mesmo à distância é importante essa aproximação e socorro);
9. Verificar se o mesmo tem transporte para suas ações e viagens. (Ás vezes o missionário deixa de alcançar muitas pessoas porque falta um carro, moto ou barco. Uma campanha missionária na igreja, consegue levantar o valor em um mês, sendo que o missionário gastaria em média o ano para fazer o mesmo).
10. Conceder períodos de descanso. (O missionário necessita de tempo de descanso, ele fica a disposição da comunidade onde trabalha em média 16 horas por dia e isso demanda muita disposição. Se puder tirar ele do campo nesse período, seria melhor ainda. Isso fará bem para saúde mental, para sua família, para gerar proximidade com a igreja local e para o mantimento da missão).

Texto original de Maycon Barroso, compartilhado por Eu oro pela África do Norte“.

NA CRUZ, JESUS NÃO ERA UM COITADO

É comum que ao ouvir falar ou assistir algum vídeo sobre a crucificação de Jesus, as pessoas digam: “Coitado de Jesus”. Esse é um pensamento popular e muito enraizado, inclusive, na igreja evangélica. Parece que Jesus veio a terra para reinar e algo deu errado, por conta disso foi preso, maltratado e morto.

Quem lê as escrituras com calma, atenção e interesse sabe que Ele tinha um propósito ao deixar a sua glória: glorificar ao Pai através de sua morte redentora. Antes mesmo do “haja luz”, Deus já havia declarado o “haja cruz” e Cristo é o cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Apocalipse 13:8). A cruz não foi um acidente na história, ela foi o plano de Deus para a remissão de nossos pecados.

A salvação tornou-se possível porque Cristo tomou nosso lugar e, na cruz, recebeu sobre si toda a ira de Deus por causa do pecado. Ele aplacou a ira do Pai e nos reconciliou com Ele, dando-nos a honra de sermos chamados de filhos. Fomos justificados pela fé e agora temos a paz com Deus, através de Cristo Jesus (Romanos 5:1) e toda escrita de dívida que nos era contrária foi cravada na Cruz, onde ele despojou os poderes e autoridades, triunfando sobre eles (Colossenses 2:14-15). Jesus nos deu vida e morreu por nós quando estavamos mortos em nossos pecados e eramos inimigos de Deus (Romanos 5:10).

Portanto quando ouvir falar sobre a crucificação, lembre-se que ela não foi uma derrota, mas a maior vitória da história!

Cristo vive e reina pelo século dos séculos e, como prometeu, vai voltar para buscar a sua igreja.

Que Deus te abençoe!

O Cristão e a TATUAGEM

Crente cristão evangélico pode fazer tatuagem?

Há alguns dias postei na página do blog no Facebook falando acerca dos que criticam os cristãos que fazem tatuagem, alegando que o corpo é o templo do Espírito – e de fato é, mas que padecem de doenças por conta de sedentarismo, má alimentação, falta de exercícios e etc. Fui xingado por alguns, outros elogiaram, um tanto deixou de seguir a página e uma moça me questionou sobre a permissão bíblica para fazer a tatuagem. Decidi escrever esse texto para, além de expor meu ponto de vista, tentar sanar algumas dúvidas que alguém tenha.

Antes de qualquer coisa, deixo claro que não tenho e nem pretendo fazer tatuagem. Não porque não goste ou tenha algum preconceito, mas porque sei que enjoaria rapidamente e com certeza me arrependeria. Isto posto, vamos ao que interessa:

A bíblia proíbe as tatuagens?

É comum interpretarem Levítico 19: 28 que diz: “Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o Senhor” como uma proibição expressa de que quem serve a Deus não deveria se tatuar. O que esquecem, como sempre, é de buscar o contexto histórico daquele mandamento. No versículo em questão, a ordem era que o povo de Israel não imitasse aos povos pagãos, que faziam marcas em seus corpos em homenagem aos deuses pagãos. Em resumo, eles não deveriam fazer marcas em seus corpos em homenagens a esses deuses, porque isso seria adoração a um falso deus.

Há quem diga que não possa fazer tatuagens porque era um costume pagão. Mas você sabia que muitas coisas que fazemos hoje também tem origens pagãs? Por exemplo: festas e bolos de aniversário, buquê de noiva, nos programas gospel de rádio e televisão é comum o pastor mandar colocar o copo d’água sobre o aparelho para receber oração, isso também tem origem pagã! Se quiser a explicação sobre isso, no final do texto tem o link do texto “O cristão deve comemorar o Natal” em que detalhamos cada um desses exemplos.

Se a tatuagem não é proibida, ta liberada?

Então, também não é bem assim. Apesar de a tatuagem não ser proibida, biblicamente falando, ela é algo muito sério e algumas coisas precisam ser levadas em consideração antes de sair rabiscando o corpo. Existem ainda algumas profissões em que as tatuagens são mau vistas e pode haver prejuízo profissional, caso faça uma tatatuagem

Por que você quer fazer a tatuagem?

Principalmente no final da adolescência, quando nos achamos donos de nossos narizes, queremos fazer o que der na telha. Muitas vezes por influência de amigos, o desejo de fazer aquele desenho bacana no corpo aflora. Nessa hora a razão tem que falar mais alto que o desejo.

Se a ideia de se tatuar for apenas para se enturmar em algum grupo, desafiar os pais ou a igreja, estar na moda ou ser descolado, desista! Você irá se arrepender em pouco tempo e, pode ter certeza, é mais caro e dolorido para retirar que para fazer a tatuagem.

Cuidado para não se arrepender!

O que tem de gente que fez tatuagem no impulso, sem pensar no significado ou se realmente valia a pena não está no gibi. Pessoas que tinham pouquíssimo tempo de namoro e, no auge da paixão, tatuou o nome do(a) namorado(a), que fizeram desenhos da moda e essa moda passou, que fizeram tatuagens em lugares do corpo que podem prejudicar profissionalmente. Ainda existe um preconceito com relação às tatuagens e quem trabalha utilizando sua imagem (vendedor, atendente, caixa e etc.) pode se prejudicar se fizer uma tatuagem no rosto, por exemplo.

Seus pais são contra as tatuagens?

Quem mora com os pais e esses são contra as tatuagens, tem duas opções: respeitar a posição dos pais e não fazer a tatuagem ou sair da casa deles, pagar suas próprias contas e fazer a tatuagem. Quem mora com os pais, está debaixo da autoridade deles e tem obrigação de respeitar a posição deles, independente da idade. Da porta para dentro são eles que mandam, goste você ou não.

Na sua igreja a tatuagem é proibida?

Então você deve respeitar. Se ainda assim você decidir fazer a tatuagem, seja adulto e chame seu pastor para uma conversa. Explique sua vontade, seu posicionamento e informe que mesmo sendo contra as “regras” da igreja, você irá se tatuar. Nesse caso, pode ser que haja algum tipo de penalização e ser afastado dos trabalhos.

Nesse caso vale a pena pesar se vale a pena fazer a tatuagem e continuar na igreja, apesar das punições ou se muda para uma igreja que não veja a tatuagem como um pecado.

Resumindo:

Embora a bíblia não proíba expressamente as tatuagens, ela é algo extremamente séria para ser feita por impulso ou rebeldia, para mostrar que não nos submetemos ninguém.

Portanto, se você pensa em fazer uma tatuagem, avalie muito bem se realmente vale a pena, tanto pelo fato de ser algo pra sempre, quanto pela “briga” que talvez você tenha que comprar.

Ore, peça discernimento a Deus e depois faça ou não a sua tatuagem.

Jesus revelado no Salmo 23

Jesus no Salmo 23 A maioria dos cristãos conhece o Salmo 23. Sim, aquele que revesa com o Salmo 91 aberto em cima da estante para trazer “proteção”. Mas o que pouca gente se atenta é que ele revela, quase que explicitamente, o nosso Salvador. A cada versículo do Salmo 23, o salmista mostra uma característica de Cristo.

Jesus, o Bom Pastor!

Salmos: 23:1 – O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta.   João: 10:11 – Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

Jesus, Nosso descanso!

Salmos: 23:2-3 – Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas; restaura-me o vigor. Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome. Mateus: 11:28-29 “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. 30. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Jesus, nossa tranquilidade em meio às dificuldades!

Salmos 23:4 – Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem. João 14:27 – Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo.

Jesus, nossa unção!

Salmos 23:5 – Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice.    Marcos: 14. 3-9 – Jesus é ungido em Betânia, a mulher que derramou o perfume nele o preparava para o sepultamento. Isso aconteceu diante  de todo o povo, inclusive os que queriam matá-lo. Mateus 26:39 – Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres”.

Jesus, nosso companheiro!

Salmos 23:6 – Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida, e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver. Mateus: 28:19 – 20 –  “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. João 14:2-3 – Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver.

Conheça o “Janeiro Branco” – uma campanha em favor da saúde mental e emocional

faixa

Fonte: Janeiro Branco

    Estudos apresentados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e Ministério da Saúde indicam que o Brasil tem experimentado um crescimento vertiginoso das problemáticas relativas à Saúde Mental/Saúde Emocional dos indivíduos e de toda a sociedade.

        São altos os índices de violência (em domicílios, no trânsito ou em escolas), de criminalidade, de suicídios, de alcoolismo, de drogadição, de depressão, de ansiedade, de preconceitos e de outros sintomas relativos a estilos de vida adoecidos e que colocam em risco o equilíbrio mental, comportamental, espiritual e emocional dos indivíduos e das instituições sociais.

          Porém, de acordo com o psicólogo Leonardo Abrahão, idealizador da Campanha Janeiro Branco, apesar da evidente necessidade de se colocar o assunto em pauta, muito pouco ainda se discute a respeito.
“Através da Campanha Janeiro Branco, pretendemos difundir um conceito ampliado de Saúde Mental/Saúde Emocional, como um estado de equilíbrio sem o qual não é possível viver satisfatoriamente em sociedade. Escolhemos o mês de janeiro para a mobilização pelo fato de que, em termos culturais e simbólicos, no início do ano as pessoas estão predispostas a pensar sobre as suas vidas em diversos aspectos, e, a cor branca, pois, como em uma tela em branco, queremos incentivá-las a desenhar novas possibilidades em suas vidas”, pontua Abrahão.

          Segundo o idealizador da Campanha, que a cada dia ganha mais adeptos nas redes sociais, nas cidades brasileiras e até mesmo em outros países, viver em uma sociedade individualista, competitiva, hedonista, materialista e consumista torna a vida um permanente desafio. “Os conflitos, os desejos, as ilusões, as ambições, os sistemas culturais e as aparências incitam os indivíduos a uma permanente prontidão dos sentidos que podem terminar por levá-los à exaustão física, mental e emocional”, afirma Leonardo que também é escritor e palestrante.

          A crença de que a humanidade já acumulou conhecimentos suficientes para ajudar as pessoas a desenvolverem vidas mais saudáveis e de que todos – indivíduos e instituições sociais – são responsáveis pela promoção da Saúde Mental/Saúde Emocional nas relações humanas é o motivo do convite lançado à sociedade pela Campanha Janeiro Branco.

          “Convidamos todos os cidadãos e profissionais das diversas áreas do conhecimento humano a se questionarem: como posso usar o que sei a favor da Saúde Mental/Saúde Emocional dos indivíduos? Como podemos favorecer a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas, bem como o equilíbrio emocional, o sentido existencial e a harmonia social em todos os tipos de relações interpessoais que ocorrem em nossas vidas?”, diz Abrahão.

Campanha ocorrerá em várias cidades do Brasil

         Em sua 6ª edição, a Campanha Janeiro Branco contou com a poderosa ajuda da Internet para ser conhecida e admirada em todo o Brasil. Sites voltados às temáticas da psicologia, instituições sociais e milhares de psicólogos e de psicólogas de todo o país estão aderindo à proposta e organizando ações virtuais e presenciais em suas cidades, como, por exemplo, compartilhamento de posts, palestras-relâmpago sobre Saúde Emocional em salas de espera de hospitais, em escolas, em espaços públicos e em empresas.

          Além de palestras-relâmpago, cidadãos e profissionais da Saúde estão organizando distribuição de fitas brancas em praças das cidades, tira-dúvidas virtuais sobre Saúde Mental e sobre a importância de uma cultura da Saúde Mental na humanidade, entrega de panfletos explicativos sobre Saúde Emocional em escolas, em empresas e a proposição de projetos de lei, aos vereadores e deputados brasileiros, para que cada município e estado declare o mês de Janeiro como o Mês Oficial do Janeiro Branco e da Conscientização sobre Saúde Mental nos calendários oficiais das prefeituras e das unidades da Federação.

Mais detalhes sobre a Campanha, sobre a sua programação e as suas novidades podem ser encontradas em:  janeirobranco.com.br, em facebook.com/campanhajaneirobranco e em @janeirobranco no Instagram.

Fonte e imagem: Janeiro Branco.

Quando um pastor comete um suicídio…

sem título-2Publicado originalmente no site da IPB, com autoria do Rev. Valdeci Santos

         Quando um pastor comete suicídio. . .
Mais um pastor cometeu suicídio! Frases e notícias como essa, a respeito de pastores que optaram pelo autoextermínio, têm veiculado com certa frequência na mídia social. Nos meses de novembro-dezembro de 2018 e janeiro de 2019, nada menos do que 6 casos foram divulgados, o que é um dado alarmante. Entre essas pessoas, estavam homens e mulheres, obreiros de diferentes denominações, com experiências ministeriais variadas e servindo em contextos sociais distintos. Todavia, o fator mais comum entre eles foi o fato de cada um deixar para trás familiares quebrantados, congregações e amigos confusos e inquietos quanto aos motivos que os levaram a tomar tão radical decisão.

          Verdadeiramente, suicídio é um assunto complexo. Ninguém deveria discuti-lo de maneira simplista, sob o risco de ser considerado tacanho ou reducionista. Quando se trata do suicídio de pastores e pregadores do evangelho, então, a questão se torna bem mais inquietante. Geralmente o que se espera é que esses santos saibam onde encontrar esperança em situações que favorecem o desespero. Ao menos esse foi o exemplo deixado pelo apóstolo Paulo quando relatou aos Coríntios: “não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos” (2Co 1.8-9). Contudo, os últimos acontecimentos provam que nem sempre isso acontece. Alguns ministros do evangelho não conseguem suportar o fardo da existência colocam um fim na própria vida.

          Antes de qualquer comentário sobre o suicídio de pastores é necessário considerar quatro fatores básicos. Em primeiro lugar, o fato de que num mundo caído e quebrado como o que vivemos, sofrimento e dor, sejam eles físicos, psíquicos, emocionais ou espirituais, não poupam qualquer classe social, nem mesmo os ministros do evangelho. Logo, a fragilidade da cultura pastoral não deveria surpreender nem causar espanto desse nosso lado da eternidade. Em segundo lugar, suicídio é uma forma de morte que geralmente é prenunciada.[1] Nesse sentido, Kay Warren, esposa do pastor Rick Warren e mãe do jovem Mateus Warren, que em abril de 2013 tirou sua própria vida, lembra que os Centros de Prevenção à Vida continuamente informam que para cada suicídio consumado, são feitas, no mínimo, 25 tentativas.[2] Assim, o problema é que a cultura do descaso é um panorama fértil para essa calamidade e para combatê-la é importante ser sensível à dor do próximo, inclusive a dos pastores.

          Em terceiro lugar, mais agravante do que as pressões ou a depressão no ministério é a insegurança e o medo que o pastor normalmente tem de se expor, compartilhar sua dor e pedir ajuda. Muitos receiam se abrir e, em seguida, não serem compreendidos, mas julgados e condenados. Infelizmente, o resultado imediato dessa atitude tem sido o isolamento e o agravamento da aflição de alguns. É fato que os pastores necessitam aprender a expressar suas angústias e buscar ajuda para suas lutas pessoais. Em quarto lugar, deve-se ponderar que as divulgações de casos de suicídio na mídia social nem sempre trazem o resultado esperado de remediar esse fenômeno trágico. Em um artigo sobre esse assunto, os estudiosos David D. Luxton, Jennifer D. June e Jonathan M. Fairall, afirmam que há evidências crescentes de que a Internet e a mídia podem influenciar negativamente alguns comportamentos associados ao suicídio.[3] Isso deveria desencorajar qualquer banalização dos tristes eventos relacionados aos casos de pastores que optaram pelo autoextermínio. Além disso, as transmissões relâmpagos de notícias envolvendo o suicídio de pastores deveriam ser ponderadas, pois ao invés de alimentar temor, elas podem ser sugestivas para outros que flertam com essa possibilidade.

          Tendo considerado essas questões preliminares, ainda permanece a dificuldade sobre o que pensar, o que dizer e como agir propriamente quando um pastor comete suicídio. Quais fatores deveriam ser analisados diante de tão trágicos eventos? A resposta pode variar, mas há certamente alguns elementos a serem notados, conforme sugestão abaixo.

          A ação de Satanás deve ser ponderada. Não é mero jargão afirmar que Satanás está vivo e ativo no planeta terra. A Bíblia ensina claramente que o “adversário, o diabo, anda em derredor, como leão que ruge, buscando alguém para devorar” (1Pe 5.8). Além do mais, os líderes eclesiásticos parecem ser os principais alvos do inimigo, pois há um princípio bíblico de que se o pastor for ferido, as ovelhas ficarão confusas e dispersas (cf. Nm 27.17, 1Re 22.17, Ez 34.5, Zc 13.7). Dessa maneira, quem mais se beneficia com o desespero e o suicídio de um obreiro é o próprio Satanás. A confusão, o falatório e o enfraquecimento da fé de muitos, atitudes comuns nessas ocasiões, acabam prestando serviço aos intentos do inimigo.

          Todavia, saber que Satanás e o principado das trevas estão envolvidos nos casos de derrotas dos pregadores do evangelho não equivale a ser simplista e dizer que o diabo fez isso. Tal constatação implica em reconhecer a realidade da guerra espiritual, a ação destrutiva das trevas e até a falha de alguns cristãos em discernir e resistir aos ataques malignos. Ignorar a realidade da ação satânica nessas questões alimenta conclusões míopes e não corresponde ao ensino bíblico.

          A liderança da igreja deve rever a maneira como tem tratado seus pastores. Há líderes de igrejas locais (presbíteros, diáconos e outros obreiros) que tratam seus pastores de modo totalmente anticristão. Eles parecem compreender a proibição bíblica para não serem dominadores do rebanho (cf. 1Pe 5.1-4), mas não se importam em agirem como “patrões” e “mandantes” de seus pastores. Ao fazerem isso, menosprezam o princípio sagrado de tratar com dobrada honra os que se dedicam à pregação e ao ensino (cf. 1Tm 5.17). Por desprezarem o princípio bíblico, esses líderes acabam não se importando de maltratar os ministros de Deus. Eles também não entendem que Deus não abençoa uma igreja emcuja liderança despreza sua Palavra.

           Na verdade, alguns líderes agem como se tivessem recebido a missão divina de manter seus pastores humildes e, por isso, os tratam de maneira miserável! Esse tratamento pode envolver remunerações baixas, rígido policiamento e ofensas verbais, maltratos emocionais, descasos relacionais e desvalorização profissional. Para agravar a situação, a família do ministro também recebe os efeitos traumáticos desse tratamento. Por isso, diante de notícias de que pastores têm chegado ao fundo do poço do desespero a ponto de cometer suicídio, alguns líderes eclesiásticos deveriam rever seus conceitos e avaliar se não são cúmplices de algumas dessas mortes.

          Os pastores devem resistir à armadilha da vitimização. Diante das notícias trágicas envolvendo pastores e outros obreiros do evangelho, é tentador pensar que esses santos são apenas vítimas de injustiças e malvadezas. Vários têm usado os mesmos canais da mídia social que noticia os suicídios de pastores para protestar que os ministros do evangelho estão sendo esquecidos, execrados, vilipendiados e desprezados. Em nenhum momento deve-se duvidar que isso, de fato, ocorre em alguns arraiais evangélicos, mas não é correto justificar a opção pelo suicídio por causa dos maltratos recebidos. Diferente disso, o pastor que sofre deveria se lembrar que isso o identifica com Cristo, o Servo Sofredor, e com os santos apóstolos do passado (cf. Jo 15.20 e 1Co 4.9-13). Se qualquer crente, não apenas pastores, analisar sua sorte apenas horizontalmente, poderá sucumbir ao desespero proveniente do sofrimento experimentado.

          Infelizmente, a cultura pastoral não é formada apenas de pessoas maduras, equilibradas e totalmente devotas ao Senhor. A verdade é que existem muitos que se encontram no ministério, mas não possuem mais o zelo pastoral dentro de si nem a dedicação diária ao Senhor. Dessa maneira, a armadilha da vitimização não ajuda nesses momentos de confusão pelos últimos acontecimentos. Portanto, o melhor que o servo devoto pode fazer diante desse quatro completo, é buscar graça do misericordioso Senhor para viver sob o lema da oração do salmista que disse: “Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó Senhor, Deus dos Exércitos; nem por minha causa sofram vexame os que te buscam, ó Deus de Israel” (Sl 69.9).

           A realidade do pecado não deve ser facilmente descartada. Temendo responder com insensibilidade ao suicídio de santos, nem sempre se considera a possibilidade de que o sofrimento, o desespero e a morte tenham raízes no pecado do suicida. Todavia, há alguns poucos casos, nos quais os pastores que cometeram suicídio, estavam comprometidos com algum procedimento pecaminoso e o medo ou a angústia de serem descobertos resultou em sua morte. O pecado pode se expressar na forma de um relacionamento indevido, um procedimento imoral e impuro, uma compulsividade desenfreada ou alguma outra maneira. Nesses casos, o suicídio pode ser uma proposta atrativa de fuga ou autoexpiação. Ou seja, por não suportar mais as consequências do pecado, o sofredor-pecador pode tentar colocar um ponto final em sua existência.

          É necessário esclarecer que nem todo caso de suicídio foi resultado do pecado do suicida. Como já foi afirmado aqui, suicídio é um caso extremamente complexo. Todavia, não se pode descartar a verdade de que algumas vezes, o pecado, sua culpa e vergonha, pode ser o fator dominante nesses casos. Talvez esse ponto fique mais claro se considerarmos que cinco das ocorrências de suicídio mais comuns na Bíblia, estão associadas ao procedimento pecaminoso do suicida: Abimeleque (Jz 9.35), Saul (1Sm 31.4), Aitofel (2Sm 17.23), Zimri (1Re 16.18) e Judas (Mt 27.5). Assim esse é um elemento que não pode ser prontamente descartado.

          Fatores psíquicos devem ser considerados. Por mais lamentável que seja, há pessoas no ministério pastoral em profunda necessidade de acompanhamento e tratamento psíquico. Nem todos tiveram a oportunidade de obter cuidados antes de chegar ao ministério e alguns sintomas não se mostraram tão evidentes até a pessoa envelhecer e/ou ser submetida às pressões ministeriais. Para piorar a situação, alguns medicamentos para tratar outros males físicos podem interferir na saúde mental de seus usuários. Assim, desequilíbrio emocional, enfermidades psíquicas e outros agentes que interferem no equilíbrio mental da pessoa também devem ser analisados nos casos envolvendo tentativas ou consumação do suicídio.

          Como é comum que muitas pessoas sejam ordenadas ao ministério pastoral sem a devida avaliação mental prévia, o fato de encontrar muitos enfermos entre os que pregam a cura não deveria ser uma surpresa. Nesses casos, a melhor maneira de cuidar de um irmão sofrendo por algum mal mental é afastá-lo do pastorado, encaminhá-lo para tratamento e expressar o zelo fraternal cuidando de seus familiares enquanto o obreiro recebe cuidado.

          Devido à intricada natureza do assunto, outros fatores certamente poderiam ser listados acima. Mas conforme foi estabelecido no início, os tópicos mencionados apenas cobrem a categoria básica daqueles que devem ser considerados quando um pastor comete suicídio.

          Finalmente, uma palavra pastoral aos colegas de ministério. A morte pelo suicídio nunca põe um ponto final ao sofrimento. Ela apenas transfere a dor insuportável de uma pessoa para sua família, seus amigos, e, nos casos dos pastores, para sua congregação. Além do mais, é necessário notar que quando os servos de Deus no passado experimentaram desespero, frustração e desgosto com a realidade, eles não tomaram sobre si o direito de acabar com a vida, mas oraram pedindo a Deus que a tirasse deles (cf. Nm 11.15, Ex 32.32, 1Re 19.4, Jó 6.8-9 e Jn 4.3). Somente o Autor da vida possui o direito de pôr um término no dom que ele concedeu. Além do mais, é necessário lembrar que há sempre graça e misericórdia para socorro aqueles que se chegam ao trono de Deus (cf. Hb 4.16). Assim, é necessário que, a despeito da mais terrível dor, aprendamos a buscar ajuda e expor nossa situação na busca de solução e auxílio. O suicídio não é a resposta!

Rev. Valdeci Santos

[1] RAMOS, Edith. Anatomia do suicídio. Arq. Brasileiro de Psicologia Aplicada 26: 2 (abril/junho 1974): p. 79-98.
[2] WARREN, Kay. Who pastors the pastor? Even ministers suffer from suicidal thoughts. The Washington Post, 17 de abril de 2017.
[3] LUXTON, David D.; JUNE, Jennifer D. e FAIRALL, Jonathan M. Social Media and Suicide: A Public Health Perspective. American Journal of Public Health (Maio de 2012). Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3477910/. Acesso em: 12 de novembro de 2017.

QUAL DEVE SER O SALÁRIO DO PASTOR?

Quanto um pastor deve ganhar? A igreja tem obrigação de pagar um salário ao pastor? Quanto ganha pra ser pastor?

Antes de qualquer coisa, é importante ressaltar, ainda que o texto deixará isso claro, que pastor não é profissão e, por isso, não tem registro em carteira seu salário chama-se plebenda, que é uma ajuda de custo

Durante os quase dez anos em que fui tesoureiro da igreja que congreguei, não foram poucas as vezes em que tivemos conversas para tentar definir qual deve ser o salário do pastor. Todas as vezes em que esse assunto vinha à pauta, minha opinião era sempre a mesma e baseada nesses cinco princípios:

  1. O pastor tem família para sustentar:

    Como qualquer marido e pai de família, o pastor tem a responsabilidade de levar o sustento para seu lar. Ele deve suprir as necessidades de sua família e isso custa dinheiro, logo, a igreja deve ser a fonte dessa renda. Se ele serve de forma integral, deve receber de acordo com sua função e dedicação

  2. Qual o custo de vida na cidade em que o pastor vive?

    É óbvio que o custo de vida em uma capital, como São Paulo, por exemplo, é muito maior que em uma cidade do interior do estado. Isso deve ser levado em conta quando o salário do pastor está em discussão. Não é porque o pastor da cidade do interior consegue viver com “X” por mês, que o da capital também conseguirá.

  3. O salário cobre as despesas básicas?

    O Pastor e sua família devem ter onde morar, o que comer, o que vestir, um lazer eventual e uma sobra que posaa poupar para as emergências. Não estou aqui, de forma alguma, defendendo que o pastor more em uma mansão, coma nos restaurantes mais caros da cidade e vista roupas de grife que custam uma fortuna, mas também não se pode aceitar o pastor morando em um barraco de madeira, tendo uma refeição por dia e com roupas surradas e sapatos furados, quando a igreja tem condições de proporcionar uma condição melhor.

  4. O pastor precisa de bons materiais de estudo:

    Muito embora haja bons materiais disponíveis na internet, eles não são suficientes. Existem bons livros que devam constar na biblioteca do pastor que custam caro, ele precisa ter boas bíblias de estudo, que também não são baratas. O pastor deve participar de cursos e seminários para aperfeiçoar seus conhecimentos e contribuir no crescimento espiritual da Igreja.

  5. O quanto ele trabalha na e para a Igreja?

    Se o pastor está em tempo integral na igreja, certamente ele faz muito mais que orar, preparar pregações e atender os membros que estão em dificuldades. Normalmente eles fazem pequenas manutenções no prédio, limpam, zelam e tomam conta de tudo o que envolve a Igreja. Se o pastor cumpre esses requisitos, é óbvio que deve ser “recompensado”. Se realmente for um homem de Deus, não será o salário que o fará trabalhar com mais dedicação. Se não for, independente do salário, ele nunca estará satisfeito.

Isto posto, também há outros dois pontos que são determinantes na questão salarial do ministro:

  1. A igreja tem condições de arcar com um salário que atenda aos cinco princípios acima?

    Assim como na nossa casa ou na empresa que trabalhamos, o correto é gastar menos do que se arrecada. Desta forma, se a igreja não tem como pagar um salário ao pastor que lhe supra as necessidades, é melhor que ele não fique em tempo integral, mas que trabalhe e ganhe seu dinheiro no mercado de trabalho. O apóstolo Paulo construía tendas para não ser pesado para a igreja (Atos 18:3).

  2. O pastor já tem um patrimônio que lhe permite abrir mão do salário?

    Existem pastores que já tiveram sucesso profissional e isso lhe trouxe um bom patrimônio, que o permite abir mão do salário. Neste caso, se a igreja tiver condições de pagá-lo e ele não quiser receber, seria prudente investir esse valor em alguma obra social, missões ou um caixa de urgência para socorrer algum irmão em necessidade.

Já ouvi um pastor dizer que se estivesse no mundo corporativo, liderando mais de cem pessoas, seria um diretor de empresa que teria um salário altíssimo. Outro fez questão de dizer numa reunião que ganhava um valor considerável (quase toda a arrecadação da igreja) quando trabalhava secularmente e agora a igreja não podia “igualar” seus rendimentos. Em ambos os casos fui enfático em orientar que abandonem o ministério e partam para a carreira no mundo corporativo, afinal o dinheiro, ou a falta dele, estava pensando muito em seus corações.

Vale a lembrança de que isso não é um mandamento bíblico direto, mas um conselho de quem está há muito tempo envolvido em liderança e manutenção de igreja. Também não tenho qualquer interesse em receber salário da igreja porque além de trabalhar em uma empresa privada e abri mão de ser pastor.

Sugiro que você leia também o meu artigo: Pastorado não é voto de pobreza.

Que esse texto ajude a melhorar essa complicada relação pastor x igreja x dinheiro!

O Salvador nasceu!

Antes que houvesse céus ou terra, Ele já existia (João 1:1, Salmos 90:2). Cristo, sendo Deus é Eterno (João 8:58) e mais, ele já estava crucificado por nossos pecados desde a criação do mundo (Apocalipse 13:8), ou seja, quando Deus disse “haja luz” (Gênesis 1:3), Ele já havia nos preparando um plano de redenção, a morte de seu único filho, através da cruz do Calvário (João 3:16).

Porém, haviam várias promessas ao longo de toda a história do Antigo Testamento de que nasceria, entre os judeus, um salvador. Desde o exílio no Egito, o povo hebreu aguardava ansiosamente a vinda do Messias que mudaria a sua história. Deus sempre tomava algum profeta para anunciar ao seu povo que a sua promessa ainda permanecia de pé, que Ele cumpriria tudo aquilo que fora prometido.

Quando chegou o tempo em que o próprio Deus viria ao mundo para nos salvar, o anjo Gabriel aparece a Maria e anuncia que ela estava grávida e o fruto de seu ventre fora gerado pelo Espírito Santo de Deus (Lucas 1:26-38) para se cumprir o que havia sido dito através do profeta Isaías: “Eis que a virgem ficará grávida e dará a luz a um filho e o seu nome será Emanuel” (Isaías 7:14). José, ao saber da gravidez de Maria, pensou em abandoná-la, para que ela não ficasse com má fama, mas o Senhor mandou o anjo Gabriel acalmá-lo e explicar a situação (Mateus 1:19-25).

Quando foram à Belém fazer o ressarcimento, ordenado pelo imperador, chegou o dia do nascimento do Salvador (Miquéias 5:2-3). O Rei dos reis nasceu e foi colocado em uma manjedoura enquanto o anjo Senhor anunciava que na cidade de Davi havia nascido e um coral celestial festejava cantando: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor“. (Lucas 2: 14).

Jesus veio ao mundo com um único propósito: glorificar o nome do Pai. Passou os 33 anos de sua vida seguindo o que era a vontade de Deus e cumprindo o seu propósito. Em Filipenses 2, um dos mais belos textos bíblicos, o Apóstolo Paulo escreveu:

“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai“. (Filipenses 2:5-11)

Esse é o resumo da vida do Salvador, o Deus que se fez servo e foi obediente a Deus até às últimas e mais severas consequências.

Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores! O Salvador nasceu para nos salvar e morreu para consumar o plano da salvação!

A Ele todo o louvor, toda honra e toda a glória!

Somos a PIOR geração de cristãos da história

Quem já estudou, ainda que superficialmente, a história da igreja, sabe o que nossos irmãos passaram para terem o privilégio de servir a Deus. O livro de Atos ilustra em detalhes o que os primeiros cristãos sofreram para que a Igreja tivesse continuidade.

Vale lembrar que Saulo, antes de sua conversão, era um vil assassino de crentes. Entrava nas casas e arrastava os crentes para a prisão e morte. Era impiedoso e mal, não poupava ninguém, antes incitava que maltratassem os que decidiram servir a Cristo. Ele que segurou as roupas daqueles que apedrejaram Estevão, o primeiro mártir. Quando teve o encontro com Cristo, Saulo estava com cartas nas mãos que o autorizavam a barbarizar os que fossem do “Caminho”. Depois de convertido, as coisas não ficaram melhores para o, agora, Paulo. Ele foi preso por diversas vezes, levou chicotadas, foi apedrejado e teve de se fingir de morto. O perseguidor agora era perseguido e glorificava a Deus por isso!

Os apóstolos foram mortos pelos seus perseguidores e não negaram o nome de Cristo. Quase todos provaram de uma morte violenta e dolorosa (com exceção de João que foi enviado para uma prisão perpétua na Ilha de Patmos), mas consideraram isso um ganho, visto que agora herdaram a Vida. A morte para eles era a ida para a Casa. O reencontro com Cristo, agora glorificado!

A história diz que os apóstolos de Cristo morreram dessa forma: Mateus, esfaqueado;  Tiago, Paulo e Aufeu foram decapitados (cortarem suas cabeças);Pedro foi crucificado de cabeça para baixo;  Felipe e André foram Crucificados; Matias foi  queimado vivo; Tiago (filho de Aufeu) foi apedrejado;  Lucas, o evangelista, foi enforcado; Simão, o Zelote e Judas Tadeu foram esquartejados (cortados em pedaços);  e Tomé foi morto a lanças

Essa é a forma que a história mostra a morte dos cristãos

Agora vamos à nossa geração:

Somos uma geração que tem envergonhado de forma recorrente o Evangelho. No Brasil somos mais de 50 milhões de Evangélicos e isso não representa absolutamente nenhuma mudança no país. Pelo contrário, nossa nação vai de mal a pior!

Uma geração que não crê na Bíblia:

Há quem pense que eu exagero nesse ponto, mas prefiro ir aos fatos. A maior prova de que os cristãos da nossa geração não crêem na Bíblia é que ela tem sido desprezada. A grande maioria dos crentes não tem o hábito de leitura, claro que isso se reflete na sua meditação bíblica. Preferimos caixinhas de promessas à bíblia; culto da vitória com a irmã que revela o RG à escola dominical; louvor à pregação. A Bíblia, que deveria ser, a nossa única regra de e prática foi renegada do meio dos crentes.

Existe crentes que defendam que estudar a bíblia mata a fé, porque a letra mata. Me pergunto como essas pessoas conhecem a Jesus, se não pela palavra de Deus?!

Somos uma geração mimada:

Enquanto há poucas décadas a preocupação dos cristãos era viver uma vida digna do chamado de Cristo e, pela graça de Deus, alcançar os perdidos, demonstrando o amor de Cristo por eles, atualmente queremos mostrar para os perdidos que somos abençoados e que Deus dá carro zero, casa em condomínio fechado e empresas. O conceito de benção agora é quase que unicamente material. Se está passando por dificuldades, sejam quais forem, é porque Deus não está abençoando. A igreja primitiva pensava exatamente o contrário, que as dificuldades aperfeiçoaram a fé e davam a oportunidade de testemunhar a Cristo com seu sangue.

Temos medo da morte!

Ave Maria dos Crentes! Deus me livre de morrer!

Infelizmente esse é o pensamento de muitos crentes. É óbvio que ninguém deve desejar a morte, a não ser que ela seja e meio para estar com Cristo pela eternidade. O problema é que a maioria tem medo de morrer porque sua família ficará desamparada ou porque não tem certeza de sua salvação. Em ambos os casos, isso pode ser resumido como falta de fé!

No primeiro caso, do medo de sua família passar necessidade, o sujeito crê que quem promove o sustento de sua família é ele e não Deus. Se realmente tivesse fé que é Deus quem o sustenta, não se preocuparia com sua falta, porque Deus continua com sua família, mesmo após sua partida.

No caso da incerteza da salvação, a falta de fé no sangue purificador de Cristo e sua graça. Como ensinado em muitas igrejas, o sacrifício de Cristo não foi suficiente e é você quem se salva, por suas boas obras. Alguém que se diz salvo e vive como um ímpio tem fortes indícios de nunca ter sido salvo.

Deixo aqui a indicação de alguns textos já publicados aqui, para que você possa meditar:

É preciso ter mais fé para dizer seja feita a Tua vontade que eu profetizo

A morte do Cristão é a sua ida para a casa

A oração do Pai Nosso da Igreja moderna

O Gospel é Pop

Os crentes DEVEM comemorar o Natal!

Cristãos comemoram o natal

Já sei que quem é contra os cristãos comemorarem o natal vai lançar mão de algumas justificativas como Jesus não ter nascido em dezembro, que é uma festa pagã adaptada ao cristianismo e que Jesus nos mandou lembrar de sua morte e não seu nascimento. São justificativas, de certa forma, válidas, nas gostariaNatal de abordar um contra-pronto nessa visão.

Por quê, então, o cristão deve comemorar o natal?

Essa é a época do ano que todo mundo fala sobre o nascimento e até a vida de Jesus. O problema é que eles falam daquilo que não conhecem com a profundidade necessária. Para a maioria dessas pessoas, Jesus é um cara legal que passou por essa terra fazendo o bem e nada mais. Eles não tem Cristo como seu único Salvador, suas vidas não são guiadas pela Bíblia e não tem em si a habitação do Espírito Santo.

Quem, então, é melhor que os cristãos para anunciar, de fato e verdade, quem realmente é Jesus? Se nossa vida é pautada pelas escrituras sagradas, se Cristo é o nosso Senhor e se conhecemos o real significado da primeira vinda de Cristo, porque raios não usamos isso para evangelizar aqueles que ainda não tiveram uma explicação clara e coerente sobre Jesus?

…”Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês” (1 Pedro 3:15)

A razão de nossa vida é Cristo. Nele vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17:28). Sem Ele, nada podemos fazer (João 15:5), porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas (Romanos 11:36), deve-se fazer tudo para a glória Dele (1 Coríntios 10:31) e também porque fomos criados para louvor de Seu nome (Efésios 1:12).

Desta forma, se temos em Cristo a nossa verdadeira esperança, por quê não declará-la abertamente ao mundo? O natal é o tempo extremamente propício para mostrarmos que somos Dele e glorificamos o Seu nome!

Há quem defenda que não se deve comemorar o Natal porque Jesus não mandou comemorar o seu aniversário e sim sua morte. Por esse ponto de vista, não há nenhuma passagem em que Jesus fale aos discípulos que eles devem ser dizimistas. Ele também não fala que deve ter um período de louvor antes da pregação no culto, nem tampouco que para pregar tem de usar terno e gravata, mas isso não importa, não é mesmo?

Mas o Natal ocupou a data de uma festa pagã!

Sim, disso não há dúvidas. Mas o que te incomoda mesmo é ser a festa pagã? Se sim, deixe te mostrar algumas outras festas que tiveram origem pagã:

Festa de aniversário:

Você faz festa de aniversário para seus filhos ou até mesmo a da sua igreja? Saiba que nela tem diversas referências pagãs.

Na idade média havia a crença de que quando a pessoa fazia aniversário ficava vulnerável ao ataque de espíritos maus. Por isso, seus amigos e parentes iam até sua casa para passar a noite com outros aniversariante e protegê-lo desse ataque.

Bolo de aniversário:

O bolo de aniversário teve origem na Grécia antiga. Anualmente era oferecido um bolo à Ártemis, a deusa da caça.

Velas de aniversário:

As velas também eram uma prática na oferenda aos deuses gregos. Acender velas sobre o bolo de aniversário simbolizava um pedido de proteção espiritual ao aniversariante.

Buquê de noiva:

Essa tradição começou também na Grécia antiga, em que as mulheres usavam o buquê feito de ervas e alho para espantar o mau olhado e atrair bons fluídos. Claramente mais uma tradição não judaico-cristã!

Água “ungida”:

Sabe aquele copo d’água que você coloca em cima da televisão ou do rádio para receber oração? Isso, aquele também que dizem ser água de Israel e que vão distribuir na igreja?

A origem dele são as religiões que crêem que os médiuns tem poder para abençoar a água e que nela passará a haver um poder especial.

Então, se você não comemora o Natal por ter origem em uma festa pagã, deixe também de fazer essas coisas.

Use o Natal para falar de Cristo, anuncie seu nascimento e, a partir daí, sua vida, obra, morte, ressurreição e a promessa de sua vinda! Que o Natal seja o gatilho para muitas pessoas conhecerem o Deus a quem servimos!

COMO ME PREPARAR PARA PREGAR?

Como preparar um pregação e pregar bem? Quero ser usado por Deus

Por Thiago Schadeck

Não são poucas as pessoas que tem o desejo de pregar. Passam anos desejando uma oportunidade para ter o microfone em mãos e trazer uma mensagem da parte de Deus à Igreja.

Muitos nunca terão essa tão sonhada chance porque não se preparam corretamente e nem tem a capacidade de executar bem o que deseja. Obviamente que é necessário ter um chamado de Deus e receber dele uma capacitação especial, mas não é só isso. Existem também alguns passos para desempenhar bem a função de pregar.

Vejamos quais são esses passos:

Ore muito:

Pressupondo que pregar seja declarar à Igreja qual a vontade de Deus, como saberemos qual o desejo dEle se não conversarmos com o Senhor? É na oração que colocamos a Deus aquilo que temos em nosso coração, onde tomamos conselhos com Ele e nos colocamos debaixo de sua vontade.

Não ore pedindo que Deus te use ou te honre, porque isso são desejos vãos e, ainda que indiretamente, é nosso ego querendo destaque. Peça a Deus que Ele te ajude a honra-lo e que você possa exaltar o nome dEle.

Ore como João Batista: “Que Ele cresça e que eu diminua”

Estude bastante:

Estudar a Bíblia é fundamental para qualquer cristão, visto que a temos como nossa única regra de fé e prática, mas para quem deseja pregar é ainda mais importante. Não é questão do quanto você lê, mas o quanto conhece daquele texto para explicar aos seus ouvintes.

É indispensável que o pregador conheça o texto e o contexto (versículos anteriores e posteriores) para fazer uma exegese correta da passagem e não cair na cilada do versículo fora de contexto. Sua pregação pode, ainda que não seja recomendado, ser baseada em único versículo, mas a interpretação deverá, necessariamente, estar baseada na história completa e não como um fio solto.

Sempre uso um exemplo que é bem claro para ilustrar isso: imagine uma pregação baseada no versículo que diz: “Tudo isso te darei, se prostrado me adorares”, o pregador tem apenas dois caminhos a percorrer. O errado, em que vai dizer que se você se prostrar a Deus, ele te dará tudo e o correto, que ele aplicará o contexto e mostrará que o Diabo tentou tirar Jesus do seu foco, propondo-lhe comida (ele estava em jejum há 40 dias), poder e riquezas, mas Jesus rejeitou, porque sabia que sua missão e seu Reino não eram terrenos.

Seja simples e objetivo:

Se tem uma coisa que mata a pregação é quando o pregador não consegue transmitir à igreja aquilo que o texto diz tão claramente. Muitos pregadores dão tantas voltas para explicar aquilo que entenderam da passagem em questão que fica enfadonho e as pessoas se dispersam. Nessa questão também entram aqueles que querem explicar as palavras em grego, hebraico e aramaico, ainda que não faça o menor sentido para a mensagem.

Outro ponto é o tempo de pregação, a nossa geração é a que mais sofre de ansiedade na história, não conseguimos manter o foco por muito tempo, então é recomendado que a pregação não passe de 45 a 50 minutos, para que as pessoas não percam o fio da meada e saiam sem entender exatamente o que Deus quis dizer. Esse negócio de que Deus está querendo falar e o pregador tem que “dar lugar” é coisa de crente carnal que quer ficar mais tempo com o microfone. O objetivo principal da pregação é que Deus seja glorificado.

Para a pregação ser um “sucesso”, ela deve ser aplicável à vida de seus ouvintes. Não adianta falar sobre as voltas de Josué em Jericó, se isso não trouxer uma lição que seja prática aos ouvintes. Por isso, prepare a mensagem com calma e pensando bem no que e como irá falar.

Seja você mesmo:

O que não falta, principalmente no meio pentecostal, são pregadores que imitam os famosos. São bordões, roupas, trejeitos e até as pregações. Não é nada difícil encontrar uma pregação que seja idêntica a de algum pregador do Gideões, por exemplo. As mesmas falas, entonações e até as manifestações, tudo reproduzido fielmente ao visto no DVD.

Cada um tem um chamado e uma forma de Deus usar, busque isso.

E lembre-se dos cinco pilares da Reforma Protestante, eles são um bom guia para preparar uma boa pregação: Somente a Fé, Somente se Escrituras, Somente Cristo, Somente a Graça e Somente a Deus a Glória.

Deus te abençoe!

Nossa esperança não está no presidente!

Por Thiago Schadeck

A eleição desse ano está saindo diferente de qualquer outra na história. A grande mídia perdeu espaço e a credibilidade para blogs e Youtubers que passaram a mostrar o outro lado da narrativa. Até então, tudo o que era publicado pelos grandes jornais e revistas era tido como verdade, porém agora é possível checar a fonte. O problema é que as fake news (notícias falsas) deixaram de ser exclusividade da imprensa e passou a ser de “domínio público”, sendo distribuídas aos montes pelo WhatsApp.

Nesse cenário, muita gente, inclusive os crentes, passaram a depositar suas esperanças nos candidatos – principalmente Haddad e Bolsonaro, que estão no segundo turno – e acreditam que eles corrigirão todos os problemas do Brasil quase que em um passe de mágica. A realidade é que nem Bolsonaro e nem Haddad conseguirão fazer tudo o que tem prometido, dado que boa parte das promessas não dependem só deles para se realizar. Isto posto, é bobagem colocar nossas esperanças em um homem.

A bíblia nos orienta a não colocarmos nossa esperança no homem:

“Assim diz o Senhor:’Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor.’ (Jeremias 17: 5)

“Alguns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós confiamos no nome do Senhor nosso Deus.” (Salmos 20: 7)

“É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem. É melhor confiar no Senhor do que confiar nos príncipes”. (Salmos 118:8-9)

Todavia é importante ressaltar que apesar de nossa confiança não estar no futuro presidente, nós temos a responsabilidade e a obrigação de votar naquele que melhor representa a nossa visão. Não um candidato que irá privilegiar os Evangélicos, mas o que tem o melhor plano de governo e capacidade de levar nosso país à diante e prosperar. A Igreja já tem problemas demais e não podemos votar em nossos inimigos históricos, como os comunistas, por exemplo.

Após o segundo turno da eleição teremos todos os quadros políticos definidos e isso nos traz uma imensa responsabilidade, a de orar por eles. Independente se foi o candidato que escolhemos ou não, ele foi decidido pela vontade da maioria. Assuma um compromisso de orar pelas autoridades constituídas todos os dias, pedindo que Deus abençoe nossa nação!

Que Deus derrame de sua graça e misericórdia sobre nosso país!

Briga entre CABO DACIOLO e MARCO FELICIANO

(Link no YouTube: https://youtu.be/2Z-HH1q60T0)

O Cabo Daciolo teria dito que o pastor Marco Feliciano é maçom, o que gerou um desentendimento entre os dois no plenário da Câmara dos Deputados.

No vídeo é possível ouvir Feliciano manda que Daciolo vire homem. Ao perceber que estão sendo filmados, Feliciano confronta o Cabo dizendo que o Deus que revelou que ele seria eleito presidente no primeiro turno com 51% dos votos teria revelado que ele era maçom. Daciolo não se deu por vencido e ainda disse que Marco Feliciano tem a pomba gira.

Aguardemos as cenas dos novos capítulos!

A Igreja sempre será oposição a QUALQUER GOVERNO!

A igreja é oposição a qualquer governo

Por Thiago Schadeck,

Estamos a uma semana das eleições que decidirão o presidente, governador, os senadores e os deputados que tomarão posse do mandato em primeiro de janeiro do ano que vem. Não é de hoje que a internet está em pé de guerra por conta do pleito, principalmente para presidente. Pessoas, de ambos os lados, invadem as redes sociais de outras para criticar, ofender e tentar empurrar goela abaixo seus ideias.

Obviamente que você pode, e deve, ter um candidato em que votará acreditando que ele é o melhor para o momento do país e que nos ajudará a sair desta crise em que o país está afundado. Escolha o candidato que vai mais ao encontro de seus ideias e sua visão política. Graças a Deus, vivemos em uma democracia e somos livres para votarmos em quem quisermos, sem necessidade de explicação ou prestação de contas.

Fato é que a Igreja, com sua voz profética, deverá ser uma ferrenha oposição ao governo, seja ele qual for. Da extrema direita à extrema esquerda, qualquer candidato que for eleito deverá receber as orações e cobranças da Igreja. O único sistema de governo que o mandatário não tinha de ser corrigido era a teocracia, em todos os demais, os governantes eram passíveis de erros e correções.

Os reis de Israel eram corrigidos sempre que cometiam algum erro. Deus sempre levantou os seus profetas para cobrar que o governante voltasse ao seu propósito original. Traçando um paralelo com nossos dias, o propósito dos nossos governantes é que todos tenham, no mínimo, o básico de boa qualidade. Saúde, educação e segurança, por exemplo, gratuita e de qualidade, dado que pagamos impostos altíssimos e que, via de regra, não são aplicados no bem estar da população.

Vale lembrar que João Batista perdeu, literalmente, a cabeça por ser oposição ao governo de Herodes, que estava devastando Israel. Os apóstolos foram mortos por se opor aos desmandos dos imperadores. Não é certeza que enfrentaremos a morte para garantir a ordem em nosso país, mas temos a obrigação de militar em favor do que cremos, custe isso o que custar.

Seja eleito o Bolsonaro, Haddad, Ciro, Alkimin, Marina, Cabo Daciolo, João Amoedo ou Guilherme Boulos, eles não podem ter sossego, porque a Igreja lhe fará oposição ferrenha e mostrará que é luz e sal nessa terra.

Por que a Igreja não pode ser de ESQUERDA?

Igreja de esquerda

Por Thiago Schadeck,

Obviamente que nenhum sistema político cabe na Igreja. Ela é muito maior e veio muita antes de qualquer definição política ideológica. Isto, porém, não nos isenta de combater aquilo que há de mal nos regimes e ideologias que vão contra nossa fé.

Os ideais da esquerda são extremamente nocivos à nossa crença. A maioria deles vai contra a Bíblia, nossa única regra de fé e prática. Lembrando que tem muita gente de dizendo de direita, mas que é muito alinhado aos objetivos da esquerda, os tais sociais democratas.

A esquerda divide:

A propaganda eleitoral é muito propícia a identificar o discurso de divisão da esquerda. É normal ouvir que vai lutar pelos “trabalhadores”, mulheres trabalhadoras”, “mulheres negras” “homossexuais”, “homossexuais negros” e por aí vai.

Essa divisão é muito clara. Eles segmentam a sociedade de forma que consiga formar grupos minúsculos e que possam pretensamente defender. Seu discurso sempre contrário aos homens, brancos, ricos e conservadores, por exemplo, mostra que esse discurso não cabe na Igreja.

Lembrando que Cristo não faz acepção de pessoas para compor seu Corpo. Na Igreja são integrados os ricos e os pobres, onde quem pode colabora e quem não pode, recebe; homens e mulheres, onde cada um cumpre seu chamado na edificação do Corpo e assim por diante. Todos tem lugar e função no Corpo de Cristo e ninguém pode ser excluído desse privilégio.

A esquerda resolve os problemas à força:

Não critico, de forma alguma, quem luta por seus ideais e se entrega de verdade para alcançar seus objetivos. Porém, se olharmos ao longo da história, todos os governos comunistas, que são os ídolos da esquerda, mataram muito para ascender ao poder e em seguida instauram a ditadura.

Che Guevara, ídolo de muitos desavisados, matou muita gente (incluindo gays e negros) para poder implantar sua “revolução”. Zumbi dos Palmares, que tem até feriado em sua homenagem, nunca lutou pela libertação dos escravos, mas pela sua liberdade e direito de ter escravos. Sim, Zumbi tinha escravos e os torturava quando tentavam fugir. Isso sem contar quantas pessoas foram mortas nos regimes de Mao, Lênin, Fidel Castro, Maduro e na China e Coréia do Norte, que vivem há anos debaixo de governos comunistas.

A teologia da missão integral, por exemplo, tem alguns de seus expoentes defendendo uma luta armada e que cristãos saiam para a guerra para matar em favor de seus ideais.

O ateísmo é a base da esquerda:

Nos governos de esquerda a liberdade de culto inexiste. Pior que isso, eles perseguem e matam cristãos que arriscam suas vidas para levar o amor de Cristo ao povo que sofre debaixo da égide dos ditadores. Qualquer material cristão é destruído e quem o portar terá problemas sérios com a justiça.

Sugiro que você leia o livro “O Contrabandista de Deus”, escrito pelo Irmão André, fundador da Missão Portas Abertas. Nele, há diversos relatos de suas viagens à União Soviética no auge do comunismo. Não foram poucas as vezes que ele dependeu de uma intervenção divina para se sair ileso, isso porque ele estava cometendo o grave crime de carregar bíblias para dentro da “cortina de ferro”.

Assim como na Roma bíblica os imperadores criam ser Deuses, nos governos comunistas o “presidente” (ditadores que se perpetua na canetada) também quer receber adoração. Assista os vídeos em que eles aparecem em meio ao povo e como são venerados. Isso não por sua benevolência, mas pelo seu forte braço que pune os discidentes. Lembra da fornalha de Nabucodonosor e os três hebreus? Ela continua sendo usada, agora com outros nomes, mas com punições tão severas quanto.

Os governos de esquerda mataram milhões de pessoas ao longo da história e continuam matando todos os dias. Você acha que é esse tipo de ideologia que deve ser pregada na igreja?

Deus tenha misericórdia de nosso país!

3 Lições sobre o ESPINHO NA CARNE de Paulo

3 Lições sobre o ESPINHO NA CARNE do apóstolo Paulo

Por Thiago Schadeck

Existem muitas especulações acerca do que seria o espinho na carne do Apóstolo Paulo. O objetivo aqui não é entrar nessa discussão e nem afirmar o que a Bíblia não diz. O mais importante, imprescindível, eu diria, é tirarmos lições que sejam práticas para nossas vidas e espiritualidade.

Vejamos os três pontos mais importantes dessa passagem:

  1. A experiência com Deus que trouxe o sofrimento:

    “Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar.” (2 Coríntios 12: 7)
    Paulo havia tido uma revelação maravilhosa, foi arrebatado até o terceiro céu e viu coisas que ao homem não é permitido dizer. A experiência foi tamanha que Deus, conhecendo o coração enganoso do homem, permitiu que fosse colocado o espinho na carne dele. Muitas vezes queremos nos aprofundar em nosso relacionamento com Deus, mas não estamos dispostos a sermos esbofeteados por um mensageiro de Satanás, de forma que isso nos manterá firmes no único propósito válido para um cristão: dar toda honra e glória a Deus!Nem sempre Deus vai nos responder na primeira oração:

  • “Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim.” (2 Coríntios 12: 8) Essa teologia maldita que diz que Deus está sempre pronto a nos responder e que Ele sempre está ao nosso dispor cai por terra. Não apenas na passagem em questão, porque alguns podem dizer que Paulo não teve fé, mas também com Jesus no Getsêmani, que orou por três vezes pedindo para o Pai passar dele o cálice. Deus é soberano e sabe exatamente o momento de responder a oração e nem sempre será com um sim ou um não, por diversas vezes a resposta de Deus é o silêncio, como nas duas primeiras orações de Paulo. Se o silêncio de Deus não nos aproxima Dele é porque queremos um resolvedor de problemas e não um pai.
  • A graça de Deus nos é suficiente:

    “Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.” (2 Coríntios 12:9)

    Ouvir de Deus que a graça Dele já é o suficiente é um bálsamo para a alma. Ela que nos garante a salvação, apesar de nossos erros e falhas, a graça que nos leva para mais perto de Deus e nos torna seus filhos. A graça tira todo o nosso mérito e deposita em Deus, ela nos humilha e exalta a Deus, que é o único digno de honra e glória. Um coração orgulhoso jamais se alegrará em ouvir isso, mas o servo, que reconhece ser o pior dos pecadores se regozija como se tivesse encontrado o maior dos tesouros, final Cristo nos resgatou das trevas e nos levou para a luz. Nos tornou herdeiros com ele do Reino do Pai.

Provavelmente por conta do espinho na sua carne e a resposta de Deus, Paulo escreveu um dos mais inspiradores trexos da Bíblia:

“Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno. (2 Coríntios 4:16-18)

Paulo chama de leves e momentâneos o que para nós, provavelmente, seria algo insuportável: prisões, náufragos, traições, apedrejamento, chicotadas e açoites, mordida de cobra, abandono, frio, fome e por aí vai. Definitivamente, a vida dele foi muito difícil, mas o que o impulsionava à diante era o fato de saber que essa vida é curta e passageira, portanto o que mais importa é o que está além dela, a glória eterna ao lado de Deus.

Que Deus te abençoe e edifique com essa reflexão.

UM POLICIAL CRISTÃO PODE MATAR?

Um policial cristão pode matar?

Por Thiago Schadeck

Sei que essa pergunta pode gerar várias interpretações, mas a que certamente vem à mente da maioria das pessoas é a de um policial armado atirando por aí, como uma espécie de Rambo. Porém não é disso que este texto trata.

Este texto não trata de milicianos que saem matando ao seu bel prazer, eliminando quem se opõe a ele. O objetivo aqui é falar sobre o policial honesto, que decidiu entrar nas forças armadas para cumprir sua vocação de defender a população. Isso, com certeza, o coloca em situações de combate que o fazem ter de escolher matar ou morrer.

Quando Paulo fala sobre a submissão às autoridades, em Romanos 13, deixa claro que

“Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal.” (Romanos 13:3-4)

O policial é um agente público que tem como principal obrigação defender a sociedade daqueles que vivem fora da lei e para isso deverá usar, quando necessário, as armas que tem em mãos. Ele deve sempre prezar pela vida, tanto dele quanto a do bandido, porém existem situações que ele será obrigado a escolher qual dos dois sairá vivo. Como qualquer um de nós ele vai preferir ficar vivo.

Gostaria de compartilhar a história de um amigo policial:

“Numa abordagem de rotina ele pediu que os ocupantes de um carro parado no semáforo descessem para serem revistados. Quando ele abriu a porta da viatura, o motorista do carro abordado deu ré em alta velocidade e o prensou entre a porta e a viatura. Ele quebrou a bacia e ainda assim saiu em perseguição ao carro que passou a fazer barbaridades no trânsito.
Quando finalmente conseguiu emboscar os bandidos, ele percebeu que estava exatamente na linha de tiro. Teve de tomar uma decisão rápida para sobreviver e quase que por impulso alvejou o ladrão, que morreu no local.”

Na sua opinião, esse meu amigo agiu errado? Se sim, o que você faria no lugar dele então?

É obvio que os excessos existem e devem ser severamente punidos, mas precisamos valorizar o bom policial. Eles arriscam suas vidas todos os dias para nós desfrutarmos do mínimo de segurança. Lembre-se de como ficou o estado do Espírito Santo quando os policiais de lá decidiram fazer greve.

Os policiais saem para o trabalho e não sabem se verão suas famílias e amigos novamente. Infelizmente muitos não tem a sorte de voltar para a casa.

Oremos pelos policiais e que Deus os proteja!

#SetembroAmarelo – Pastores com Depressão

Por Thiago Schadeck

Desde o ano passado, temos visto na mídia inúmeros casos de pastores que sucumbiram à depressão e tiraram a própria vida. Infelizmente não são raros os casos em que pastores sofrem com a depressão. Estima-se que 50% dos pastores tem depressão em algum nível. Óbvio que nem todos pensam em suicídio, mas a depressão tem diversos sintomas e pode se manifestar de inúmeras formas.

Infelizmente ainda há muito preconceito em pastores procurarem ajuda médica, muitos preferem acreditar que a oração irá resolver. Creio que Deus é poderoso para curar, mas também foi Ele quem deu a inteligência para que os médicos nos tratassem e nos ajudassem nas dificuldades da vida. Incentive o seu pastor a procurar um psicólogo ou psiquiatra, se estiver sentindo que algo está errado.

Alguns motivos podem ajudar o pastor a desenvolver a depressão, enumero alguns abaixo:

Exigência em ser perfeito:

Ninguém discorda que o pastor deve ser o exemplo para a congregação, porém isso passou de todos os limites aceitáveis. Temos jogado nas costas dos pastores, e eles tem aceitado, o fardo da perfeição. Infelizmente o peso do erro de um pastor é exponencialmente muito maior que o de um simples membro. Concordo que por ter mais exposição, o peso é maior, mas não da forma que vem sendo atribuído.

Por exemplo, se o pastor perde a paciência no trânsito e discute com outro motorista, já é o suficiente para alguns colocarem em dúvida o até o seu chamado. Parece que pastor não é um ser humano normal, mas uma espécie de super herói. Os membros podem errar, o pastor, jamais.

Vai dizer que você nunca escutou, ou até disse: “Ele é pastor, não pode fazer isso”

Os membros não ligam para seus sentimentos:

Quando as pessoas tem algum problema ou não gostam de algo que o pastor fez, não tem a preocupação de falar com cuidado, sabendo que por trás do título existe um ser humano e que tem sentimentos. Via de regra acreditamos que o pastor tem que saber lidar com tudo, inclusive nossa falta de educação e sensibilidade.

Infelizmente os membros ainda não perceberam que o pastor não é um robô sem sentimentos que fica apenas discursando e dando ordens. Os membros devem ser o suporte para que o pastor possa realizar bem suas atribuições. Não seja ingênuo, seu pastor se machuca com as coisas que ouve.

Faça críticas construtivas e ajude seu pastor a crescer. Cresça junto com ele.

O trabalho dele é maior que pode suportar:

Sei que muita gente pensa que o trabalho do pastor é ir ao banco depositar o dinheiro das ofertas, pagar os boletos e preparar a pregação do domingo. Doce ilusão.

O pastor que realmente é dedicado faz visitas, recebe membros que precisam de ajuda, faz a parte financeira (tem muita igreja que não tem condições de pagar uma secretária), estuda a bíblia (a pregação não baixa na mente dele), gasta tempo em oração, dentre outras coisas. Além de tudo isso, tem a sua família para cuidar e dar conta de pastorea-los com tanta ou mais dedicação que o faz pela igreja.

Absorver problemas dos membros:

Você tem ideia de quantas pessoas procuraram seu pastor para desabafar? Tem de tudo: casamento acabando, filhos nas drogas, membros com vícios, traições, desejo de suicídio e por aí vai.

Como qualquer ser humano, sabendo do problema que um membro passa, o pastor se preocupa e fica apreensivo até que a situação se resolva. Imagine um membro de sua igreja te dizer que o filho foi ameaçado de morte pelo tráfico, você ficaria tranquilo ou se preocuparia com o fato de poder receber uma má notícia a qualquer momento.

O celular do pastor tem que ficar ligado 24h por dia e toca muito na madrugada. Ele é o primeiro nome que nos vem à mente nas angústias da madrugada, mas poucas vezes reconhecemos essa ajuda.

Falta de dinheiro:

Muitas igrejas, sobretudo as menores, não conseguem pagar um salário digno ao seu pastor. Isso faz com que muitos fiquem preocupados com as contas que tem de pagar, as roupas dos filhos que estão ficando pequenas, os filhos que tem de estudar na fraquíssima escola pública. No aniversário de sua esposa ele não tem condições de dar o bom presente, que ela merece.

Isso tem feito muitos pastores pensando em procurar um emprego secular. Isso o tiraria do dia a dia da igreja e o sobrecarregará ainda mais. Fora isso, ainda há a preocupação acerca do que os membros pensarão. Em sua mente passa a ideia de que vão achar que está abanando o ministério para ir atrás de dinheiro.

Esse dilema vai trazendo angústia ao seu coração e alimenta a depressão, ainda que silenciosa.

Veja aqui alguns sintomas da depressão:

  • Apatia
  • Falta de motivação
  • Medos que antes não existiam
  • Dificuldade de concentração
  • Perda ou aumento de apetite
  • Alto grau de pessimismo
  • Indecisão
  • Insegurança
  • Insônia
  • Falta de vontade em fazer atividades antes prazerosas
  • Sensação de vazio
  • Irritabilidade
  • Raciocínio mais lento
  • Esquecimento
  • Ansiedade
  • Angústia.

Conclusão:

Se você percebeu que há algo errado com seu pastor, não o critique e nem saia por aí falando para as pessoas. Chame ele para um café, converse com ele de forma aberta e deixe que ele fale o que o aflige.

O pastor precisa ter confiança de que você não sairá por aí contando os problemas que ele enfrenta. Assim como ele não conta os seus, não conte os dele.

Ore por ele e, juntos, tracem um plano de ação para solucionar os problemas dele. Seja um braço direito e divida algumas responsabilidades com ele.

Oremos por nossos pastores e, nós, oremos por eles!

Por que os jovens desviam da fé quando chegam à faculdade?

Porque os jovens abandonam a fé quando chegam à faculdade?

Porque os jovens abandonam a fé quando chegam à faculdade?

Por Thiago Schadeck

Milhares de jovens ingressam à faculdade todos os anos. Uma parte deles são cristãos, que realmente crêem em Deus, tem a Bíblia como sua única regra de fé e prática; e que amam congregar e ter comunhão com os irmãos de sua igreja. Isso, porém, não é uma garantia que passarão os quatro anos, em média, da faculdade com sua fé ilesa. Não são raros os casos de cristãos fervorosos se tornarem ateus convictos.

Existem vários motivos para isso acontecer, porém existem três, que estão interligados, que são os principais:

1 – Falta de alicerce na fé

Muitos jovens são cristãos fervorosos, mas não conseguem explicar os conceitos básicos da fé. São bem treinados para falar em público e pregar nos cultos de jovens, mas totalmente despreparados para o debate que ocorre na faculdade.

Quando afrontados sobre suas crenças, não conseguem se defender e deixam que os outros coloquem dúvidas em suas mentes, o que depois se tornam novas convicções, totalmente inversas ao Evangelho.

Por essas e outras, temas como descriminalização do aborto e das drogas estão cada vez mais presentes nas igrejas. A falta de base os fez ver as coisas pelo lado da sociedade e não do que a Bíblia diz.

2 – A igreja não oferece ensino de qualidade:

Muitas igrejas tem medo de “sobrecarregar” os jovens com um ensino mais “pesado” das escrituras e, por isso, preferem entretê-los em rodinhas de discussões sobre coisas banais.

O interessante é que no colégio eles aprendem química, física, matemática, falam inglês, estudam como loucos para p vestibular. Normalmente tem smartphones e tablets de última geração e fazem coisas que são difíceis até de acreditar que sabem. É a geração sedenta por informações e hiper conectada, mas, na cabeça da liderança, se fizer estudar a bíblia, vão abandonar a igreja porque estão exigindo muito deles.

É quase uma sessão de coaching coletivo. Ensinam como ser louco por Jesus, como ser feliz (aliás, isso é até colocado como uma obrigação – você tem que ser feliz) e até o que pode ou não no namoro. O problema é que nada disso vem acompanhado de um ensino sério e sistemático da Bíblia. É como tapar o sol com uma peneira, não vai servir pra nada.

3 – Os cultos de jovens não são sérios:

Não estou aqui defendendo que os cultos de jovens devam ser como os de varões da década de 80. Tenho plena consciência da contemporaneidade da igreja e ela deve estar alinhada ao seu tempo. Isso, definitivamente, não é um problema.

É possível ter um culto de jovens que toque rock, rap e outros estilos musicais não convencionais e ainda assim ser um culto sério. O problema é que na maioria das vezes os jovens cantam, pulam e dançam no momento de louvor; na hora da palavra, que deveria ser o momento mais sério do culto, colocam alguém que é legal, que faz brincadeiras e ainda passa a mão na cabeça deles. Raramente há em um culto de jovens, uma pregação expositiva e que fale, por exemplo, sobre como os apóstolos sofreram por seguir a Cristo e os recrutando para serem imitadores da fé desses homens.

A combinação de músicas de letras fracas e sem base bíblica com uma pregação rasa como um pires não transformará ninguém.

Conclusão

Esses três motivos estão extremamente interligados e são a razão de muitos jovens abandonarem a Cristo durante o curso universitário.
Não são os jovens que perdem a fé ao entrar na faculdade, mas nós que não a alimentamos durante a vida toda deles. Construímos a fé desses jovens num terreno arenoso e queremos que ela se mantenha firme e forte em meio às tempestades da universidade, junto com a chegada da vida adulta e suas responsabilidades.

Invista e prepare os jovens da igreja e tenha uma comunidade muito mais forte em poucos anos.

É preciso mais FÉ para dizer SEJA FEITA A TUA VONTADE que EU PROFETIZO

Por Thiago Schadeck

No início dos anos 90, tivemos o boom do movimento conhecido como “palavra da fé”, que ensina, basicamente, que tudo o que falamos produz efeito no mundo espiritual. Um dos principais expoentes desse movimento foi Kanneth Hagin, que influenciou diretamente líderes de grandes igrejas brasileiras, como R.R. Soares, Edir Macedo e René Terra Nova.

Uma das marcas mais características desse grupo são as frases de efeito. Segundo eles, você tem que declarar com fé coisas do tipo: eu tomo posse”, “eu declaro”, “eu determino”, “eu profetizo”. Pois, na visão deles, nós temos o poder de Deus em nossa fala. Quando declaramos, é como se o próprio Deus estivesse falando.

“… Eu descobri que a pessoa tem o que ordena. Se alguém deseja mudar alguma coisa, deve acreditar o suficiente para ordená-lo…” (Jamie Buckingham)

Essa fé que eles tanto defendem, apesar de parecer, não é em Deus. Ela tem como alicerce seus próprios ventres, acreditam que podem produzir o que quiserem apenas pela autoridade do que falam. Passando por profetas de Deus, se mostram falsos profetas, visto que o que profetizam não se cumpre e não são dignos de temor (Deuteronômio 18:22) e fazem exatamente o contrário do que o personagem central da Bíblia, Jesus, ensinou.

A vontade de Deus

Proclamamos aos quatro ventos que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável, citando Romanos 8:28, mas não confiamos nisso. Preferimos declarar, profetizar e determinar, porque isso, teoricamente, nos coloca no controle da situação. Agrada nosso orgulhoso e enganoso coração, dá aquela sensação boa de poder. Nos sentimos deuses e isso faz bem ao ego inflado.

Mas vamos ver o que JESUS, diz sobre o assunto:

Na oração modelo, o Pai nosso, ele diz que devemos clamar pela vontade de Deus (Mateus 6:10) na terra, como ela é feita no céu.

Em João 6: 38, Jesus diz: “Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou.Jesus, embora sendo Deus (Filipenses 2:6), não quis profetizar, decretar e nem declarar a vitória. Ele fez exatamente o contrário, morreu na cruz, que era a forma mais humilhante que havia em sua época.

Inclusive, sabendo que estava próximo de ser preso e morto, juntou os discípulos e foi orar. Ao contrário dos defensores da palavra da fé, ele fez uma oração muito mais simples e sincera.

“E retirou-se outra vez para orar: ‘Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade‘”. (Mateus 26:42)

Você prefere ficar com o exemplo de Jesus ou com quem diz que Ele errou ao fazer isso?

Veja a frase de RR Soares, publicada em seu livro “O direito de desfrutar da saúde”
Usar a frase “se for a Tua vontade” em oração pode parecer espiritual, e demonstrar atitude piedosa de quem é submisso à vontade do Senhor, mas além de não adiantar nada, destrói a própria oração.”

O que ele disse é que Jesus errou ao pedir que Deus cumprisse Sua vontade. Ele deveria ter determinado que não ia pro cruz e saído como herói e, de preferência, tomar o poder de Roma e dá-lo aos discípulos.

Por isso que digo que tem que ter mais fé para dizer SEJA FEITA A TUA VONTADE que EU PROFETIZO. Não sei exatamente qual a vontade de Deus para mim em muitos momentos, mas tenho certeza que ela é boa. Quando “profetizo” digo a Deus que sei melhor que Ele o que preciso. Em resumo: não confio nEle.

Reveja suas posições e retome o caminho de Cristo e não dos homens que deturpam o Evangelho!

GRANDE TRIBULAÇÃO: A Igreja passará por ela?

A Igreja passará pela grande tribulação?

A Igreja passará pela grande tribulação?

Por Thiago Schadeck

A volta de Jesus e todos os eventos que a cercam já são motivos de debates desde os tempos bíblicos, porém a ideia de que os cristãos não passarão pela grande tribulação é relativamente recente, é do início do século XIX. Ela surgiu através de uma revelação que Margareth McDonald teria recebido e que foi amplamente divulgado por Edward Irving e através das bíblias de estudo de Scofield.

Fato é que os cristãos de nossa geração GOSPEL foi mimado e não aceita que devemos sofrer nesse mundo. Temos um enorme pavor com relação à isso. Esquecemos apenas que desde o início da Igreja, nossos irmãos são perseguidos e mortos por causa do nome de Jesus. Com exceção de João, que morreu em uma prisão perpétua e de Judas, que se enforcou, todos os apóstolos foram brutalmente assassinados. O Coliseu, em Roma, foi o palco de centenas de assassinatos de cristãos. Hebreus 11:37, no final da galeria dos heróis da fé, o escritor fala de homens que “Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados” e completa dizendo que “dos quais o mundo não era digno”. E ao longo de toda a história cristãos tem morrido por pregar o Evangelho da Salvação.
Resumindo: em nenhuma época de nossa história os cristãos foram poupados do sofrimento para defender o Evangelho, por que conosco seria diferente?

Por conta de interpretações de trechos de textos, interpretamos erroneamente o contexto e criamos uma ideia diferente do que a Bíblia diz claramente.

Obviamente que não sou louco de negar que a volta de Jesus está mais próxima que nunca e tenho a plena certeza de que o arrebatamento da Igreja é uma realidade. A diferença para a grande maioria dos cristãos é que não creio ser secreto e nem que pessoas sumirão de uma hora para outra, isso por um motivo simples: A Bíblia não afirma que as pessoas desaparecerão, mas que todo olho verá a Cristo, em sua volta (Apocalipse 1:7).

Então quer dizer que a Igreja passará pela grande tribulação?

A resposta para essa pergunta é um sonoro SIM!

Vejamos o que o próprio JESUS fala sobre esse tenebroso período que virá sobre a face da terra:

Vou dividir em tópicos para que todos tenhamos o claro entendimento do que estamos prestes a passar, com base no que Jesus disse aos discípulos em Marcos 13:19-27 (NVI – Nova Versão Internacional):

É o período mais terrível de todos os tempos:

19 – “Porque aqueles serão dias de tribulação como nunca houve desde que Deus criou o mundo até agora, nem jamais haverá.”

O período compreendido como a grande tribulação será de uma aflição sem precedentes. Desde a fundação do mundo não houve nada tão terrível e nem haverá depois. Ao final desse período, os salvos serão levados com Cristo para o Seu Reino e os condenados serão lançados no fogo do inferno.

Deus abreviará esses dias por causa dos escolhidos:

20 – “Se o Senhor não tivesse abreviado tais dias, ninguém sobreviveria. Mas, por causa dos eleitos por ele escolhidos, ele os abreviou”.

Será um período de tanto sofrimento que se Deus não intervir nem mesmo os eleitos e escolhidos por Deus conseguiriam passar por ele. Muita gente alega que esses eleitos seriam os judeus, que seriam despertados durante a tribulação para anunciar que Jesus havia voltado e que agora só seriam salvos aqueles que não O negassem.

Porém a Bíblia é muito clara acerca de quem são os eleitos: A IGREJA!

o Apóstolo Pedro escreve suas cartas direcionadas à Igreja e não aos judeus, logo a GERAÇÃO ELEITA se trata dos cristãos:
Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1 Pedro 2:9)\

No capítulo 11 de Romanos, o Apóstolo Paulo fala sobre a escolha dos judeus para serem o povo de Deus, mas que não receberam a Cristo e a ELEIÇÃO daqueles que creram nEle, ou seja, os cristãos.
“Que dizer então? Israel não conseguiu aquilo que tanto buscava, mas os eleitos o obtiveram“. (Romanos 11:7)

Ao seu discípulo Tito, Paulo se identifica como um escolhido por Deus para levar aos ELEITOS a fé salvífica. Se fosse para levar os judeus até a Deus, não seria necessário que ele abandonasse os ensinos de Gamaliel. Ele dizia acerca dos cristãos, que seriam salvos pela pregação!
“Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo para levar os eleitos de Deus à fé e ao conhecimento da verdade que conduz à piedade, fé e conhecimento que se fundamentam na esperança da vida eterna, a qual o Deus que não mente prometeu antes dos tempos eternos”. (Tito 1:1-2)

Pedro escreveu à Igreja chamando-os também de eleitos. Ele se dirigia àqueles que haviam sido dispersos pela perseguição aos cristãos. Note que ele saúda os que foram escolhidos pela obra santificadora do Espírito. Os judeus ainda buscavam a redenção através da Lei.
“Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos de Deus, peregrinos dispersos no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na província da Ásia e na Bitínia, escolhidos de acordo com a pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para a obediência a Jesus Cristo e a aspersão do seu sangue: Graça e paz lhes sejam multiplicadas”. (1 Pedro 1:1-2)

Existem ainda outros textos que referem os cristãos como os eleitos. Portanto não se pode alegar que esses eleitos seriam os judeus. Não os colocaremos aqui para o texto não ficar ainda maior, mas qualquer busca no Google é capaz de lhe aumentar o entendimento.

Nos dias da grande tribulação, os falsos Cristos e falsos profetas farão milagres mirabolantes:

Jesus é, mais uma vez, categórico ao informar que os eleitos, como já vimos acima, a Igreja, não pode ser enganada. Portanto, mesmo estando em meio à grande tribulação, Deus não nos abandonará, Ele mesmo cuida de nós.
Os falsos cristos e falsos profetas farão milagres tão maravilhosos que os escolhidos podem chegar a crer que aquilo seja realmente algo enviado da parte de Deus. Convenhamos que com o nível dos cristãos que temos hoje, que creem em qualquer charlatão que se diz profeta, não seria difícil para o falso profeta enganá-los. Por isso que Cristo não deixa que os seus eleitos se percam, para que o seu coração enganoso não lhe traia e faça crer nos milagres realizados pelo Diabo.

21 – “Se, então, alguém lhes disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo! ’ ou: ‘Vejam, ali está ele! ’, não acreditem. 22 – Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão sinais e maravilhas para, se possível, enganar os eleitos. 23 – Por isso, fiquem atentos: avisei-os de tudo antecipadamente”.

Jesus volta após a grande tribulação

A volta de Jesus acontecerá nos dias após a grande tribulação, quando todas as profecias cessarem e tudo já estiver cumprido.

24 – “Mas naqueles dias, após aquela tribulação, ‘o sol escurecerá e a lua não dará a sua luz; 25 – as estrelas cairão do céu e os poderes celestes serão abalados’.

A volta de Jesus é visível

A Igreja, em grande parte, tem acreditado no arrebatamento pré-tribulacionista e secreto. Como vimos nos versículos anteriores, Jesus diz que a igreja passará pela tribulação, logo, o arrebatamento é pós-tribulacionista. Da mesma forma, o arrebatamento não é secreto, Jesus será visto por todos aqueles que estiverem vivos. O soar da trombeta, escrito por Paulo aos Coríntios e aos Tessalonicenses, é o sinal da volta de Cristo e o arrebatamento visível da Igreja. Ele virá com aqueles que já morreram e levará consigo os que estiverem vivos.

26 – “Então se verá o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória.

Os eleitos serão arrebatados no final dos tempos

Como já vimos até aqui, os eleitos estão guardados por Deus para perseverarem em sua fé até o fim da tribulação. ele abreviará os dias para que os seus não se percam e guardará as suas mentes para que não creiam nos milagres do anticristo. O grand finale será os anjos reunindo os eleitos, a Igreja, de todos os cantos da terra, para o glorioso encontro com o nosso Senhor nos ares, de onde partiremos para o descanso eterno!
27 – E ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, dos confins da terra até os confins do céu.

Conclusão:

Creio que tenha ficado claro que cremos na volta de Jesus para nos buscar, todavia, não será antes que a Igreja seja provada na grande tribulação e tampouco será uma volta secreta. Jesus virá em poder e grande glória para que todos o vejam. Esse período não será de sete anos como alguns creem, por conta das setenta semanas de Daniel, ele será abreviado por conta dos eleitos, a Igreja. Poderá durar anos, como também pode ser questão de dias. Deus é quem sabe!

Se você tem dúvidas ou não concorda com algum ponto do texto, fique a vontade para comentar. Será um prazer crescer contigo no conhecimento. Vamos conversar!

Que Deus te abençoe!

VOTE NOS MELHORES DO GOSPEL!

Por Thiago Schadeck

Sei que o título desse texto atraiu sua atenção. Provavelmente você já entrou esperando encontrar seu artista favorito na disputa e, claro, votar nele.

Não te soa estranho esse negócio de MELHOR DO GOSPEL? Se, de fato, os artistas cristãos tem um ministério, não deveria haver o melhor e não tão bom, mas cada um cumprindo aquilo que entende como seu chamado por Deus. Paulo foi um grande apóstolo, porém não podemos dizer que ele foi melhor que o diácono Estevão. Seus ministérios tiveram alcances diferetes, mas cada um cumpriu seu propósito determinado por Deus.

A indústria do Gospel virou um monstro que engole seus artistas sem dó e nem piedade. Segundo pesquisas, o gospel é, junto com o sertanejo, o segmento mais lucrativo da música brasileira.

Cantores que começaram suas carreiras como verdadeiros adoradores se perderam ao longo do caminho e se venderam às grandes gravadoras. Elas tem o alcance que os artistas precisam para dar a exposição necessária para se tornar conhecidos. Além disso, abrem muitas portas nos programas de televisão, o que torna o artista conhecido também fora da igreja. Que maravilhoso poder fazer sucesso e ver sua música sendo cantada pelos não crentes.

Sabe qual o preço que essa fama cobra? Músicas cada vez mais rasas, com menos base bíblica e que agradem os ouvintes sedentos por terem seus egos afagados. Dificilmente se adora, de fato, a Deus nessas músicas. Repare que tem mais pronomes pessoais (eu, meu, mim) que referências a Deus em suas letras. Não se fala sobre a grandeza de Deus para nos livrar da condenação do pecado, mas do seu poder para esmagar os inimigos. Acabaram com esse negócio de se entregara a Deus, agora é Deus que me dá. Como nossa ganância é insaciável, nunca ficamos satisfeitos com as bençãos que recebemos dEle.

É provável que você não conheça Luiz de Carvalho, Grupo Logos, Vencedores por Cristo, Feliciano Amaral, Grupo Prisma Brasil entre outros. Eles não foram popstars, mas deixaram um grande legado na música cristã brasileira. Não tiveram a produção musical e os instrumentos de primeira qualidade que temos hoje, mas tem letras que nos levam às lágrimas pela profundidade.

Não se assuste se um dia ouvir os crentes cantando:

“Então minha alma, canta a mim senhor, grandioso eu sou, grandioso eu sou”

Ou então:

“E que diminua Deus, pra que eu seja senhor, mais e mais”

Reflita se o que temos ouvido e cantado em nossos cultos realmente adora a Deus é apenas uma massagem ao nosso ego, travestido de louvor.

Deus te abençoe!

Um coração orgulhoso não aceita a Graça de Deus

Por Thiago Schadeck

Qual seria sua reação, se eu disser que você não fez absolutamente nada para que Deus decidisse te salvar?

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” (Efésios 2:8-10 – NVI)

Há alguns dias venho meditando no texto acima e pensado como nosso coração orgulhoso tem dificuldade em aceitar que a salvação não está em nossas mãos e tampouco é um mérito nosso. Na nossa cabeça medíocre, precisamos ajudar a Deus em cumprir aquilo que ele já fez.

Quando Jesus morreu na cruz, Ele consumou aquilo que já estava planejado desde antes da fundação do mundo: a nossa redenção. Desde o pecado de Adão, procuramos, de alguma forma, como nos salvarmos. Claro que queremos fazer isso com nossas próprias forças, como se isso fosse possível. Nossa natureza má tem prazer apenas em fazer o que é mau. O que nos move a fazer a vontade de Deus é o próprio Espírito Dele!

As boas obras não nos salvam, elas são apebas a prova de que somos salvos. Deus já as planejou para nós as praticarmos. Ou seja, Deus mesmo preparou as oportunidades de fazermos as boas obras para que o mundo veja a nossa salvação nEle e O glorifique.

A graça de Deus é um favor imerecido, sendo assim, já devemos partir do pressuposto de que não somos dignos de sermos salvos. É puxa compaixão e misericórdia de um Deus m amoroso, que não poupou seu único filho para nos salvar. Cristo é o cordeiro que foi morto desde antes da fundação do mundo, antes mesmo que houvesse pecado.

Lembre-se que antes de morrer, Jesus bradou: “Está consumado!” e não: “Agora façam a parte de vocês!”

Que Deus te abençoe

A importância da Igreja Local

Por Thiago Schadeck

Escrevi esse texto em 2011, a pedido de um amigo para postar em seu blog. Hoje, olhando meus arquivos o encontrei e percebi que se faz extremamente atual. Decidi publica-lo aqui também.

Vivemos em tempos muito difíceis, escândalos estouram a todo o momento e feito com que muitos comecem a pensar se realmente vale a pena congregar em uma igreja local. Por conta disso, muitos pensam em se reunir nas casas, em escolas, praças e outros locais menos formais. Acontece que quando fazem isso, ainda que inconscientemente, estão formando uma igreja local.

Quero falar da igreja local, a congregação que milhares de brasileiros frequentam e cultuam ao Senhor em comunidade. A igreja local deve ser um lugar acolhedor, independente da situação das pessoas. Deve receber a todos de braços abertos. Isso não significa passar a mão na cabeça, mas tratar a todos da mesma forma, como Cristo fazia quando esteve aqui na terra.

A igreja local deve fazer jus ao título de Corpo de Cristo e se compadecer daqueles que estão aflitos, se alegrar com as vitórias que o Senhor concede aos demais irmãos. Na igreja local não pode haver vaidade, ao contrário, todos devem se empenhar na implantação do Reino de Deus nessa terra. E como diz o Ariovaldo Ramos, “o Reino de Deus é um reino de amigos” e como bons amigos, precisamos nos colocar no lugar de nosso irmão sempre que necessário. Só desta forma viveremos o que apostolo Paulo escreveu a igreja em Roma: “Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram.” (Romanos 12:15)

Precisamos lembrar que servir a Deus implica diretamente em servir ao nosso próximo. Jesus diz em Mateus 25:35-40, que haviam homens que mesmo sem saber haviam o visitado quando ele esteve preso, o vestiram quando nu, o alimentaram quando padecia de fome, o deram água quando teve sede. E quando eles questionaram quando haviam feito todas essas coisas, Jesus surpreende a todos dizendo que fizeram a Ele quando fizeram aos pequeninos.

Seguindo o ensinamento de Cristo, o apostolo Tiago descreveu a verdadeira religião em sua carta: “A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.” (Tiago 1:27)

A igreja local deve ter como uma de suas diretrizes a ajuda aos necessitados. Todos na igreja têm suas necessidades básicas supridas? Se a resposta é não, temos um sério problema, pois a vontade de Deus é que saibamos dividir aquilo que Ele tem nos dado.

Escrevo este texto até como testemunho de alguém que fez parte por muitos anos da liderança administrativa e espiritual de uma igreja local, que sente a dor de não poder colocar em prática todos os planos de ajudar aqueles que necessitam, por causa de um orçamento escasso, que mal consegue pagar todas as dívidas que a igreja tem. Alguém que conhece os pontos fracos de ser igreja local, pequena, independente. Sabe as dores e o peso que recai sobre as costas da liderança de uma igreja local que prega e busca viver a Verdade. Que muitas vezes é taxado de frio e sem fé, simplesmente porque não tem amuletos, revelação ou “rajadas de línguas”, mas que tem pregações cristocêntricas, que apontam para a condição de pecador do ser humano e a Salvação em Cristo; que anuncia a salvação pela fé e não pelas obras ou carnês; que discípula seus membros na Palavra e os prepara para serem independentes dos líderes, prontos a gerar outros cristãos e discipulá-los.

Estou ciente de que há muitos erros nas igrejas locais, mas não posso crer que tudo está perdido. Creio que ainda hoje existem homens e mulheres de Deus pastoreando as igrejas locais. Não podemos tomar todas por algumas. Claro que há “donos de igrejas” que fazem o que querem e mandam seus capangas darem jeito nos que ousarem contrariá-los, mas há muitos que se colocam aos pés de Cristo, clamando que Ele dê direção nas decisões a serem tomadas e que quando tem “sucesso”, colocam toda a glória no Senhor.

Portanto, se fazemos parte de uma igreja local, temos que ser participantes em todas as áreas, usando os dons e talentos que o Senhor nos deu para o trabalho em sua obra. Sempre digo que o Senhor não chama ninguém para o “ministério do banco”, mas todos nos enquadramos em algum trabalho. Ainda que este trabalho seja a faxina, que em minha opinião é um dos mais nobres, pois todos querem estar em um lugar limpo e agradável, mas poucos reconhecem quem se esforça para mantê-lo assim.

Minha oração é que os cristãos entendam a necessidade de viver como um só corpo, buscando o bem e o crescimento mútuo. Que apesar das diferenças, possamos ser um em Cristo.

Claro que em um único texto é impossível relatar toda a importância da igreja local, então te deixo uma lição de casa: medite no que te faz congregar em uma igreja local, nas falhas dela e como você pode ajudar a ser uma comunidade melhor. Com certeza, se cada um fizer a sua parte, muito mais pessoas se interessarão em conhecer a igreja do Senhor mais a fundo.

Que Deus te abençoe!

Eu desisti de ser PASTOR

Há algum tempo já venho pensando na possibilidade de abrir mão do meu título de pastor. Sim, não quero mais ser pastor, no sentido eclesiástico da palavra.

Temos milhares, se não milhões, de pastores no Brasil. Isso sem contar os bispos, apóstolos e outras aberrações que derivam desses títulos megalomaníacos e o que isso mudou nosso país? Absolutamente nada!

Somos mais de 50 milhões de evangélicos, igrejas e mais igrejas sendo abertas todos os dias, trazendo consigo os postulantes ao pastorado se acotovelando para conseguir o cargo de liderança máxima nessa nova congregação. A minha pergunta nesse caso é: essas pessoas estão prontas para liderar uma igreja? Tem preparo espititual, emocional, físico e teológico para tal? Sem medo respondo que a maioria não tem. Por isso mesmo que vejo cada vez mais pessoas se decepcionando com a igreja e consequentemente com Deus. Infelizmente pessoas sem preparo matam espiritualidade as outras.

Por motivos como esses, eu decidi abrir mão de ser pastor!

Não disse que deixarei de pastorear, não entenda mal. Eu abro mão do título, da pompa, das formalidades, de ser do topo da pirâmide. Não quero mais ser respeitado por conta do título que carrego, mas sim pelo que sou. Não quero que ninguém siga minhas orientações porquê me vê como o ungido de Deus, infalível e inerrante. Quero ser visto como um ser humano pecador, como qualquer outro, que erra e acerta, que luta para fazer a vontade de Deus, mesmo falhando miseravelmente na maioria das vezes.

Quero ser um ponto de apoio aos que se decepcionaram, que desanimaram na fé, aqueles que foram feridos na batalha. Meu desejo é ajudar pessoas a encontrar igrejas saudáveis para congregar e alimentar sua fé. Não quero ninguém preso a mim, como se fosse um guru espiritual. Pelo contrário, que caminhemos juntos, nos edificando mutuamente, como o corpo de Cristo deve fazer.

Durante dez anos alimentei pessoas, mas negligenciei minha alimentação, poucas vezes me sentei em um culto para ouvir e meditar aquilo que era pregado porque sempre tinha alguma tarefa a ser executada na igreja e um obreiro não pode descansar. Que tolo eu fui! Anos e anos à fio tentanto fazer pessoas se achegarem a Cristo e eu mesmo me afastando dEle lentamente. Enquanto me preocupava em tudo correr bem no culto, em atender as pessoas e que elas desejassem voltar por conta do “bom atendimento”, a depressão ia me consumindo, meu casamento ficando pra traz, meu filho crescendo sem que eu percebesse.

Há alguns dias tomei uma decisão: procurar ajuda. Tanto a ajuda profissional de um psicólogo quanto a ajuda espiritual, passando a congregar em uma igreja estruturada, que tem o evangelho como foco e que poderei ser simplesmente eu, sem cobranças pelo cargo, sem formalidades e sem precisar colocar uma máscara quando estiver mal pra que ninguém perceba. Vou tratar da minha saúde e minha espiritualidade para poder ajudar os que precisam.

EU ABRO MÃO DO TÍTULO DE PASTOR, MAS NÃO DA FUNÇÃO DE PASTOREAR!

Todavia, continuarei acreditando e lutando ferrenhamente pela Igreja de Cristo. Não deixarei de congregar e tampouco me afastarei da comunhão de irmãos queridos. Apenas passarei a exercer uma função muito mais importante: os bastidores. Não quero meu nome conhecido, mas quero que Cristo seja conhecido por todos e reconhecido em nós.

Se você também passou ou está passando por isso, chega mais, vamos caminhar juntos. Vivamos o Evangelho Puro e Simples de Jesus.

Se quiser, me mande um e-mail (pregverdade@gmail.com) ou CLIQUE AQUI e envie uma mensagem no WhatsApp e vamos conversar!

Deus nos abençoe!

Por que Jesus ganhou OURO, INCENSO e MIRRA?

Por Thiago Schadeck

Nada que está escrito na Bíblia foi parar alí por acaso. Tudo tem um propósito e um significado.

Quando lemos o nascimento de Jesus narrado no Evangelho escrito por Mateus, ele nos informa que os magos trouxeram presentes ao menino. Mais que isso, ele especifica quais foram os presentes: ouro, incenso e mirra. Você já se perguntou o por quê desses presentes específicos? Eles não poderiam presentear a Jesus com outras coisas? Vamos ver o significado de cada presente:

Ouro:

Na época em que Jesus nasceu era comum que se presenteasse aos reis com ouro. Quando a Rainha de Sabá foi visitar o Rei Salomão, deu a ele mais de quatro toneladas de ouro, como podemos ver em 2 Crônicas 9:9

“E ela [rainha de Sabá] deu ao rei quatro toneladas e duzentos quilos de ouro e grande quantidade de especiarias e de pedras preciosas. Nunca se viu tantas especiarias tais como aquelas que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.”

Sendo assim, os magos vindos do oriente reconheceram que estavam diante de um Rei. Esse rei era muito maior que Davi, o maior rei de Israel ou que Salomão, o homem mais sábio do mundo. Ele era um Rei eterno, profetizado por Isaías!

“Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isso.” (Isaías 9:7).

Lendo o Novo Testamento vemos que Jesus não é um rei como os outros, que ficavam sentados em seu trono, no luxuoso palácio, apenas demandando aos servos o que deveria ser feito. Ele esteve entre o povo, ensinando e transformando a realidade daqueles que o acompanhavam. Seu trono foi uma cruz e a sua coroa não era de ouro, mas de espinhos afiados!

Incenso:

O incenso era uma oferta apresentada a Deus. Na construção do tabernáculo, por exemplo, Deus ordenou que Moisés fizesse um altar para oferta de incenso à Ele (Êxodo 30:1) e Arão deveria queimar incenso à Deus todas as manhãs, quando fosse apagar as luzes ou quando fosse acende-las a tarde.

“Arão queimará incenso aromático sobre o altar todas as manhãs, quando vier cuidar das lâmpadas, e também quando acendê-las ao entardecer. Será queimado incenso continuamente perante o Senhor, pelas suas gerações.” (Êxodo 30:7-8)

No Santo dos santos, o local em que apenas o sacerdote poderia entrar, uma vez ao ano, para oferecer o sacrifício pelos seus pecados e os do povo.

“Porá o incenso no fogo perante o Senhor, e a fumaça do incenso cobrirá a tampa que está acima das tábuas da aliança, a fim de que não morra.” (Levítico 16: 13)

Em apocalipse, quando Deus desacortina o tempo do fim diante dos olhos de João, o próprio Jesus o ensina sobre o novo significado do incenso sob a perspectiva do Novo Testamento.

“Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. (João 5:8)”

Resumindo a questão do incenso, no Antigo Testamento ele era uma forma de oferta a Deus. No Novo Testamento nossa vida é uma oferta ao Senhor e a nossa oração faz o antigo papel do incenso, ela faz com que Deus nos ouça. A oração é a forma que temos para chegarmos até a Deus. Cristo é a oferta perfeita e eterna. Não há mais necessidade de sangue de animais, Jesus já derramou o seu sangue por nós.

Mirra:

A mirra é uma resina retraída de uma árvore espinhosa e que tinha uma função farmacêutica. Era muito usada em tratamentos de feridas e sangramentos por conta de seu alto teor antisséptico. Outra função atribuída a ele à época era o preparo para funerais.

Na morte de Jesus, ela estava presente na mistura que Nicodemos providenciou para cumprir a cerimônia judaica de sepultamento.

“Ele estava acompanhado de Nicodemos, aquele que antes tinha visitado Jesus à noite. Nicodemos levou cerca de trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés. Tomando o corpo de Jesus, os dois o envolveram em faixas de linho, juntamente com as especiarias, de acordo com os costumes judaicos de sepultamento.” (João 19:39-40)

Quando os magos entregam a mirra a Jesus, ainda que não saibam, estão anunciando seu sofrimento e morte. Como já havia sido profetizado por diversas vezes no Antigo Testamento, ele sofreria por nós. Em Isaías 43 a profecia é que ele seria moído por nossas iniqüidades e ferido por nossas transgressões. Cristo sofreu e morreu por nós, para que se abrisse a nós a possibilidade de Vida Eterna!

Finalizando, os magos vindos do oriente (a bíblia não informa quantos são) não trouxeram esses presentes por acaso. Eles reconheciam em Cristo, enquanto ser humano, um Rei, Profeta e Sacerdote. E no Cristo filho de Deus, um Rei Eterno, Deus e Salvador que deu a sua vida por nós!

Feliz Natal!

ELEIÇÕES: PASTOR, NÃO ALUGUE SEU PÚLPITO

Lembre-se que o púlpito é um lugar de pessoas sérias, comprometidas com o Evangelho e o Reino de Deus, de onde a Palavra é anunciada e não planos de governo

Por Thiago Schadeck

Estamos a menos de um de eleições, onde os cidadãos vão novamente às urnas para escolher aqueles que o representarão na política. Logo, é de extrema importância que saibam quem irão eleger. Para isso devem investigar a fundo a vida do candidato, saber exatamente quais são as suas propostas e o principal, acompanhá-los depois para poder exigir o cumprimento do que foi dito durante a campanha.

O que mais me preocupam são os pastores que “alugam” seus púlpitos para que esses políticos façam campanhas em seus cultos. Se ainda não chegou um político em sua igreja oferecendo algum “benefício” para o templo ou para os membros em troca de uma breve saudação, certamente logo chegará. Claro que vão se apresentar como amicíssimos dos crentes, citarão versículos da bíblia e se ajoelharão aceitando Jesus (processo repetido em todas as igrejas que forem).

Isso aconteceu com a Dilma quando visitou a AD Brás, do Samuel Ferreira. Na ocasião, ela fez um discurso muito bem alinhado com o que os crentes queriam ouvir. Iniciou sua saudação declarando o Salmo de Davi afirmando que “feliz é a nação em que Deus é o Senhor”, que reconhecia a Soberania de Deus e encerrou pedindo oração ao povo, porque “a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”. Discurso ensaiado e lido, mecânico, sem qualquer peso espiritual, mas que foi capaz de arrancar mais aplausos e gritos de glória a Deus que muitas pregações cristocêntricas. Também estava presente o Deputado Eduardo Cunha, que foi flagrado recebendo propina está preso. Dinheiro esse que as investigações apontam ter sido lavado na AD Brás, entrando como oferta da empreiteira e sendo transferido a Cunha. Interessante notar que Cunha e Dilma eram “muito amigos”, mas no processo do impeachment da presidente a história mudou bastante.

O Senador Lindbergh Farias, do agora inimigo PT, que recebeu oração do Silas Malafaia durante um dos cultos. Malafaia se defendeu das críticas dizendo que estava fazendo o que era bíblico, orando pelas autoridades constituídas e não fazendo campanha, como diziam. Lindbergh, hoje, é um dos ferrenhos defensores da esquerda e seus planos com a família, homossexualidade e aborto. Malafaia é um dos mais declarados críticos dela. Oportunismo ou inocência de ambos os lados em se juntar?

O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, chegou a aceitar Jesus num dos controversos congressos do “Abala São Paulo”, comandado pelo Apóstolo Sérgio Lopes – que elegeu o pastor Lelis Trajano a deputado federal. Depois daquele evento, Kassab nunca mais foi visto em outra igreja evangélica. Isso prova que não foi um encontro com Cristo, mas com cristãos.

Quando morava em Sorocaba, cidade dominada pela maçonaria, um candidato a prefeito visitou a igreja que congregava. Foi recebido no púlpito como “um grande amigo da igreja”, que estava terminando a construção do templo. Por coincidência, ou não, logo após a visita do candidato (maçom declarado), a igreja recebeu a oferta dos pisos e janelas que faltavam. Isso se repete eleição após eleição. Sempre terão as igrejas que alugam seus púlpitos aos candidatos.

Agora quero me dirigir aos pastores!

Caro pastor, pelo amor que você tem a Deus e às suas ovelhas, não alugue de forma alguma o seu púlpito. Não importa qual seja o tamanho da oferta, resista! Quem supre e sustenta a obra é Deus e não esses políticos. Quantas vezes esses políticos que agora batem em sua porta o procuraram até hoje? Certeza que nenhuma. E não vão te procurar depois. Eles só querem usar a você e sua igreja. Eles não defendem o evangelho, pelo contrário, vêem nele uma chance de se promover.

Lembre-se que o púlpito é um lugar de pessoas sérias, comprometidas com o Evangelho e o Reino de Deus, de onde a palavra de Deus é anunciada e não os planos de governo. Se o senhor se presta a fazer do púlpito de sua igreja um palanque político, sinto em te dizer, mas Deus não tolera isso.

Além do mais, no artigo 24 da Lei 9.504/97 está escrito que é “vedado, a partido e candidato, receber direta ou indiretamente doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie” de entidades beneficentes e religiosas, como limita o inciso VIII. Isso significa que é proibido fazer campanha política na igreja!

Pastor, atente-se somente ao seu chamado e não alugue seu púlpito a nenhum político, por mais honesto ou bem intencionado que ele pareça ser. Nem mesmo se ele for o membro mais antigo de sua igreja. O templo é destinado apenas para atividades que glorifiquem o nome de Deus e ceder espaço a pessoas que não estão dispostas a cumprir uma simples lei, definitivamente não é algo que exalte ao Senhor. Você pode e deve conhecer de política, ter seus candidatos bem definidos, pessoas que representem aquilo que você acredita, mas isso não significa que tenha de fazer isso na igreja. Separe sua cidadania de seu ministério.

Igrejas que lançarão candidatos:

Tenho duas considerações a fazer aos pastores de denominações que lançarão seus candidatos:

Jamais faça o voto de cabresto:

Infelizmente não é raro vermos pastores determinando em quem os membros de suas igrejas devem votar, ameaçando inclusive de punir quem não cumprir a ordem. Colocam o candidato como um Messias que salvará a humanidade.

Se você pensou em fazer isso, pastor, peço que antes responda para si mesmo essa simples pergunta: Você emitiria a esse candidato uma procuração que lhe desse plenos poderes para ser um representante seu, com acesso e transações na sua conta corrente, que pudesse te representar em contratos, assinar cheques em seu nome?

Se a resposta é não, você será desonesto incitando a sua igreja em votar nele. Melhor a consciência limpa que o dinheiro sujo!

Políticos devem ser bons para o povo e não para a igreja:

Cansei de ver pastores defendendo a eleição de um certo candidato porque ele iria conseguir o alvará para a igreja ou que isentaria as igrejas da “Lei do Psiu” (que proíbe barulho após as 22h). Temos que lembrar o simples fato de que os não crentes pagam impostos também! Isso significa que os políticos não trabalham para a igreja que o elegeu, mas para os cidadãos que pagam os impostos, e consequentemente, seu salario. Isso independe de credo, cor, sexo ou idade. Políticos são funcionários públicos e trabalham, ou deveriam, para a população.

Não vote em ninguém pensando no que ele pode fazer pela sua igreja, mas pela sua comunidade. O que ele fará pela população que utiliza serviços públicos. Não seja mesquinho e egoísta achando que a sua igreja é mais especial que as pessoas que não fazem parte dela. Deus não vê dessa forma, afinal Cristo morreu pelas pessoas e não pelas denominações!

TESTEMUNHO CONVERSÃO E CURA DO CÂNCER – RODOLFO ABRANTES (EX-RAIMUNDOS)

TESTEMUNHO!!! Rodolfo Abrantes conta como foi sua conversão. Você sabe que ele foi curado de um CÂNCER NO ESTÔMAGO? Diferente do que muitos pensam, a mudança não foi imediata. Ele ainda continuou fumando maconha e cigarro por algum tempo e tampouco já virou pregador e saiu por aí dando testemunho de igreja em igreja. Ele teve que crescer, se firmar e provar a mudança pra pegar o microfone e falar do que Cristo fez em sua vida.

 

Curta nossa página: facebook.com/pregandoaverdade

A morte do cristão é a sua ida para a casa!

Por Thiago Schadeck

Hoje acordei com a notícia da morte de uma irmã da igreja, ela estava com um câncer no pulmão e foi acometida de um AVC. Estava internada há alguns dias e pela manhã não resistiu e faleceu.

Fiquei pensativo à respeito da morte. Apesar de ela, ainda que indiretamente, fazer parte de nossas vidas, ninguém está preparado para enfrentá-la. Não queremos que nossos entes queridos partam. O ser humano tem em si o desejo pela eternidade:

“Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade, se bem que este não possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim. (Eclesiastes 3:11)”

O próprio Deus colocou em nós esse desejo pela eternidade. Isso porque não fomos criados para a morte, mas para a vida. No Éden, Adão e Eva tinham vida plena, comunhão diária com o próprio Deus, mas preferiram o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, logo, preferiram a morte. O desejo de ser semelhante a Deus nos trouxe a morte, mas Deus se fazendo homem nos devolveu a vida.

Esse cenário de medo da morte muda, ou pelo menos ameniza, quando conhecemos a Deus, pois sabemos o que nos espera “do outro lado”. Sabemos que para um cristão a morte não é um fim, mas o início da verdadeira Vida. É o encontro com o Pai. Tal como na parábola do filho pródigo, estamos aqui na terra, errantes, acertando e falhando, sendo aperfeiçoados para passarmos a eternidade ao lado de Deus. Um dia o encontraremos, ele nos dará as novas vestes e haverá uma grande festa, as bodas do cordeiro. O casamento entre Cristo e a Igreja!

Hoje só temos a possibilidade da vida eterna porque Jesus morreu na cruz. Só conhecemos o Evangelho porque milhares de pessoas morreram afim de defendê-lo. Se essas pessoas não tiveram medo em colocar suas vidas como pagamento, é porque tinham certeza que algo muito melhor nos estava reservado. Dos doze apostolos de Jesus, onze morreram através do martírio e João passou seus últimos dias preso na ilha de Patmos. Ninguém suportaria tal sofrimento se não tivesse certeza que após ele viria o conforto dos braços do Pai.

O apóstolo Paulo tinha tanta certeza que havia algo maior o esperando na eternidade, que já não sabia mais se queria viver ou preferia partir a ir com Cristo:
“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Mas, se o viver na carne resultar para mim em fruto do meu trabalho, não sei então o que hei de escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor; todavia, por causa de vós, julgo mais necessário permanecer na carne. (Filipenses 1:21-24)

Paulo não temia a morte, pois sabia que ao findar sua vida terrena, seria recebido por Cristo na glória. Só considerava a sua vida importante para a propagação da mensagem do Evangelho. Ele estava ansioso em poder encontrar seu Salvador, aquele a quem antes perseguia, agora é a sua esperança.

Já no final de sua vida, provavelmente pouco antes de ser decaptado, Paulo escreve à Timóteo, seu filho na fé e deixa claro que sua missão aqui na terra havia acabado e tinha esperança que a coroa da glória já lhe estava reservada. A morte seria apenas um portal para o encontro glorioso com Cristo.

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. (2 Timóteo 4:7-8)”

É como se Paulo estivesse prestando contas de seu ministério: tudo o que fui ordenado, fiz. Agora parto para receber a recompensa! Essa deve ser a mentalidade do cristão, tudo o que fazemos aqui está sendo visto por Deus e Ele nos recompensará no fim de tudo.

O salmista disse que “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos. (Salmos 116:15)”, porque é a volta dos filhos à casa do Pai. É o encontro do Pai com seus filhos amados.

Para finalizar, deixo o trecho do hino “Porque Ele Vive”, que vem ecoando em minha mente:

E quando, enfim, chegar a hora em que a morte enfrentarei.
Sem medo, então, terei vitória:
Verei na Glória ao meu Jesus que vivo está.
Porque Ele vive, posso crer no amanhã.
Porque Ele vive, temor não há.
Mas eu bem sei, eu sei que a minha vida
Está nas mãos do meu Jesus, que vivo está.

Que nossa esperança esteja apenas em Cristo, o Rei da Glória!

A portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja

As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja

Por Thiago Schadeck

Temos sido fortemente bombardeados por ataques do inferno nos últimos dias. Não me refiro à batalha espiritual como é pregada nas igrejas neopentecostais em que o Diabo mede forças com Deus ou que anjos e demônios ficam trocando flechadas e se degladiam com espadas flamejantes. Falo sobre como estamos evidenciando, de uma forma jamais vista em nossa geração, como realmente o mundo jaz no maligno. Sei que já houve tempos de promiscuidade em que as pessoas quiseram que o pecado fosse aceito como algo normal, mas nunca com um alcance tão grande. Hoje a mídia e a internet dão voz àqueles que antes tinham pouco público. O que era regional agora é global. Um post, como esse, pode ser lido em qualquer lugar do mundo. Uma idéia que surja no mais longínquo dos países pode ser difundida ao redor do mundo todo com um clique apenas. Simples assim.

São tempos difíceis em que o casamento heterossexual é menosprezado e o homossexual valorizado. Onde pais não podem dar um tapa para corrigir o filho porque lhe traz traumas, mas pode levá-lo à uma exposição para tocar em um estranho nu. A mulher pode ser o que ela quiser, menos “bela, recatada e do lar”. Não se pode criticar políticos, a não ser que ele não concorde com a agenda gayzista feminista abortista grevista, nesse caso não só critique, mas também vomite, cuspa, urine e defeque na foto dele na avenida que é o coração financeiro do pais. Não se pode mais ter opinião própria, isso é facismo, ouça o que dizem os “artistas e intelectuais”, eles sabem o que é bom para você. Resumindo, vivemos uma inversão de valores.

Há quem queira sair do país para poder se afastar dessa casta, mas mal sabe que essa praga é mundial e não estaremos livres dela em lugar nenhum do mundo. Qual a esperança então? A promessa de Jesus: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mateus 16:18)”

Cristo é a pedra angular de esquina que os construtores rejeitaram (1 Pedro 2:7-8). Ele é a Rocha em que a Igreja está alicerçada. Os profetas e apóstolos já lançaram o alicerce nessa Rocha (Efésios 2:20) e nem ventos ou tempestades podem abalar suas estruturas (Mateus 7:24-27). Ele é quem edifica e cuida de Sua Igreja. Ao longo dos séculos os cristãos vem sendo perseguidos e mortos, mas jamais foram abandonados por Ele. Seu Espírito é o pendão da nossa salvação. Cristo cuida de sua noiva e nunca permitiria que Satanás a destruísse. O inferno todo reunido e organizado não seria capaz de sequer causar o mínimo arranhão no corpo místico de Cristo, a saber, a Igreja. Obviamente que matam e ferem o corpo físico, mas o espiritual não. Como na história de Jó, Deus pode permitir a doença, a pobreza e o sofrimento da perda, mas jamais permitiria a sua morte. Essa história ilustra bem o cuidado de Cristo com a Igreja.

As investidas de Satanás nunca surpreenderão a Deus, tampouco lhe causarão espanto ou temor. Ele é soberano e infinitamente mais poderoso que todo o inferno. Ele tem o controle e o domínio de tudo, nada foge um milímetro sequer dos seus planos. A Igreja é mais que vencedora em Cristo, mesmo que indo como ovelha ao matadouro (Romanos 8:33-37). Continuar lendo

E aí, vamos legalizar a pedofilia?


E aí, vamos legalizar a pedofilia ou vamos combater esse movimento que quer destruir nossas crianças?

“Artista” nu de mãos dadas com crianças que o tocam durante o “espetáculo”

Por Thiago Schadeck

Claro que esse título soa mal. Você deve ter sentido repulsa ao lê-lo e talvez só tenha entrado aqui para me xingar. Pode até fazer isso, fique à vontade, mas antes leia o texto todo. Duvido que você não entrar na luta ao meu lado. O da defesa das crianças e sua inocência!

Como já venho alertando por aqui há algum tempo, a esquerda quer legalizar a pedofilia a qualquer custo. Como o Brasil percebeu o que o PT fez e quais eram os ideais políticos dessa turma, ficou mais difícil de eles cobseguirem impor sua agenda maldita por aqui. Os “especialistas” dizem que os brasileiros vivem uma onda conservadora, porque se revoltam com essas coisas. Não acreitamos e nem aceitaremos que a escola distribua cartilhas com imagens de sexo explícito, seja hétero ou homossexual. Não aceitaremos o ensino da identidade de gênero. Não vamos tolerar professores ensinando que o socialismo e as ditaduras de esquerda são o melhor caminho, pregando a liberação das drogas e incentivando seu uso medicinal. Apoiando o aborto indiscriminado, o feminismo radical, a guerra de classes e cores. Não aceitaremos. Somos, sim, conservadores!

Há poucas semanas veio à tona a polêmica sobre a exposição “Queer Museu”, em Porto Alegre, patrocinada pelo Banco Santander e com incentivo da Lei Rouanet. Uma exposição que apoiava a pedofilia, zoofilia, homossexualidade, zombava da fé cristã e por força dos “conservadores” capitalistas que dão lucro ao banco ela foi cancelada. As pessoas que tem conta, e consequentemente sustentam o banco, ameaçaram trabsferi-las com os investimentos para outra instituição financeira e o Santander se viu obrigado a vir a público e assumir o erro. Com certeza não o repetirão tão cedo. Agora o Museu de Arte Moderna (MAM) em São Paulo apresentou a performance La Bête, do pseudo artista Wagner Schwartz em que ele se deita completamente nu no palco e é manipulado pelo público. O problema é que entre as pessoas que o manipulam está uma criança, uma menina de cerca de quatro anos de idade. Exatamente isso que você leu, a menina de quatro anos é incentivada a tocar um homem nu, sob a desculpa de que isso é arte e todos deveriam entender que a criança não pode ser privada de conhecer o corpo humano.

O fato é que de forma cada vez menos sutil estão tentando colocar nossas crianças em contato com o sexo e o adulto nu. As crianças estão cada vez mais erotizadas, principalmente as meninas. Nossas crianças são incentivadas a ser adultos cada vez mais cedo, não vivem mais a doçura da infância porque cada vez mais estão ocupadas com assuntos que não são pertinentes à sua idade.

Você vai ficar de braços cruzados vendo tudo isso acontecer de baixo do seu nariz? Se não lutarmos hoje, amanhã pode ser tarde demais e a pedofilia pode ser uma prática não só permita como também incentivada. Nossos filhos estão em risco. Reajamos urgente!

CONHEÇA A ESTRATÉGIA QUE TEM ATRAÍDO MILHARES DE JOVENS PARA A IGREJA

Por Thiago Schadeck

Tenho notado ao longo da caminhada que o evangelho tem atingido cada vez mais jovens. Não é difícil encontrar um deles ouvindo músicas gospel em seus smartphones ou com camisetas que demonstrem seu amor por Jesus. Como sou muito analítico, fui juntando os fatos e montei um manual com três passos para voce ter centenas de jovens frequentando sua igreja. Por favor, leia até o final, pois a conclusão desse texto trará como “bônus” uma informação extremamente importante!

Escolha um líder de jovens descolado e carismático.

A escolha do líder é um dos pontos mais importantes. Tem que ser alguém de alma jovem, independente da idade. De preferência que se comporte como os jovens e esteja totalmente antenado nas tendências deles. Tem que ser descolado e saber conversar na mesma linguagem deles, se não fica difícil de ganhar a confiança. O jovem da igreja deve se sentir conversando com um “Brother” e os de fora tem de ver nele a imagem de uma igreja mais “light”, que não fica só falando de bíblia e proibindo, mas que tem uma vida normal como qualquer um não crente.

É questão de pouco tempo para as pessoas virem atrás desse líder. Ele tem essa influência natural e sabe lidar com a molecada. Não se importe se ele não sabe muito de bíblia, o importante é ele saber falar sobre vídeo games, futebol, séries, filmes, moda e tudo mais que está nas rodinhas de jovens por aí. Ele não deve ter obrigação de ensinar biblia aos seus liderados, porque essa responsabilidade é do pastor. Cada um no seu quadrado!

De a ele autonomia para falar e ensinar o que quiser aos jovens, ele sabe o que é melhor para eles. Exija apenas uma coisa: que tenham cultos regularmente (pode ser uma vez por mês) e que ele vai movimentar a galera para usar as redes sociais e trazer mais amigos. A cada culto deve ter um tema, decoração e surpresa diferentes. Vejamos a seguir.

Tenha um culto extrovertido e sem formalidades

Promova cultos que não pareçam cultos. Melhor ainda, NUNCA use esse nome. Culto remete a religiosidade e jovens não querem ser religiosos. Essa nova geração tem asco a isso, eles são descolados. Alguns até dizem que se Jesus nascesse em nossos dias, ele teria Facebook, Twitter, Instagram e provavelmente seria um Youtuber famoso. “Ele tinha uma mensagem muito massa, faria sucesso no flow”, afirma Paulo Break, dançarino, tatuador, barman e DJ gospel.

Os cultos não podem seguir uma liturgia, para os jovens não lembrarem que estão em uma igreja, mas devem seguir alguns padrões para manter o sucesso. Vejamos:

Comece orando:

Para não constranger ninguém, não imponha nenhuma forma de oração. Deixe cada um com a sua espiritualidade, cada qual ora como e para quem quiser. Se tiver um budista, por exemplo, garanta a ele um espaço confortável para que possa meditar em posição de Lótus. Não ore no microfone e nem permita que alguém ore em voz alta para não influenciar e nem atrapalhar quem estiver ao lado.

Tenha um longo período de música:

Se tem uma coisa que atrai jovem é música. Principalmente se não parecer “música de Deus”. Deixe que cantem o que quiserem, dê a eles liberdade. Onde o Espírito de Deus está há liberdade. De preferência invista em jogos de luz para que quando tudo estiver apagado elas possam dar o clima de balada ao culto. Tudo o que favorecer os jovens a se soltar e se divertir é bem vindo. Promova concursos de bandas para que mais pessoas possam se apresentar e ocupar mais tempo. Jamais, em situação alguma, proíba que sejam cantadas músicas seculares. Os jovens curtem uma música do mundo e não há mal nisso. Se Deus não habita em templos feitos por mãos humanas, não tem problema em fazer isso na igreja.

Finalize com uma pregação:

Como abominamos a religiosidade, temos de mudar esse nome. Vamos chamar de reflexão, mensagem positiva, pílula de bem estar… Use a criatividade que Deus te deu!

Seguindo a linha descolada, nada de bíblia. Nada mesmo. Use um IPad de última geração para falar sobre coisas do dia a dia, por isso sem biblia, ela é ultrapassada demais pra isso. Fale sobre como é bom ser popular como Jesus, como ser feliz e desfrutar a vida como Salomão ou como ser poderoso como Davi. A bíblia é repleta de boas histórias, escolha uma e faça um bom uso.

Deixe que vivam suas vidas como quiserem, fomos chamados para amar e não para julgar

Se você quer ter uma igreja abarrotada, não somente de jovens, terá de riscar alguns temas de suas mensagens. O principal deles é o pecado! Se ficar falando de pecado, viver para Deus, santidade, busca pelo Espírito Santo e coisas do tipo, eles irão embora e ainda falarão mal da igreja. Como em uma empresa, cada cliente que fala mal, influencia o mesmo que oito clientes que falam bem. Você precisa de oito pessoas elogiando sua igreja para cada uma que falar mal. O melhor mesmo é ficar bem com todo mundo. Fale sobre assuntos mais interessantes, como o quanto Deus ama eles e não se preocupa com seus estilos de vidas, o que importa mesmo é o coração. Que a forma que eles vivem a semana inteira não faz a menor diferença, desde que venham ao culto no domingo.

Seja da turma do “mais amor por favor” e critique as igrejas organizadas. Diga que o Espírito Santo age como quer e ele colocou em seu coração que Ele quer essa bagunça santa. Se alguém criticar, mande ler Mateus 7:1, chame de fariseu e saia batendo no peito estufado.

Seguindo esses passos você terá uma igreja cheia de jovens. Tudo bem que serão jovens sem compromisso com Deus e sua igreja, que não sabem nada de Bíblia e não estão nem aí para sua vida espiritual. Jovens que vivem como se nunca tivessem ouvido falar de Deus, mas a foto da igreja lotada vai ficar bacana nas redes sociais. No fim o que importa mesmo é o marketing que eles promovem. Deixa que vivam suas vidas pecaminosas e seguirem seus corações enganosos. O que importa mesmo é que eles se sintam bem.

Conclusão (bônus)

Você terá uma igreja cheia de jovens, mas de poucos cristãos. Enquanto os tratarmos como um bando de imbecis que não tem capacidade de ouvir o verdadeiro evangelho e ler bons livros, principalmente a bíblia, que não podem ser confrontados pela verdade porque se sentirão ofendidos o futuro da igreja será tenebroso.

Graças a misericórdia de Deus, Ele tem levantado em meio a esse caos jovens realmente apaixonados por Deus e que tem feito a diferença. A teologia sadia os tem feito referenciais em suas comunidades de fé. São a luz e o sal desse mundo. Mesmo vivendo entre os perdidos não tem se contaminado, pelo contrário, tem sido influenciadores onde quer que estejam. Agem sempre em favor da verdade, em toda e qualquer situação.

Resumindo: se você quer formar cristãos de caráter, deverá investir tempo em discipulado e convivência. Sua igreja demorará a crescer, mas certamente será muito fortalecida e dificilmente será abalada por ventos de doutrinas.

Invista no ensino dos jovens e tenha uma igreja saudável!

A MENTIRA QUE O JUIZ LIBEROU A CURA GAY

Cura gay

Por Thiago Schadeck

Os portais de notícias estão agitados pela notícia de que o juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, do Distrito Federal, concedeu uma liminar que derruba, em partes, uma decisão do Conselho Federal de Psicologia que proíbe que os psicólogos atuem na reorientação sexual de pacientes que desejarem. Na prática, um psicólogo que receba em seu consultório algum paciente que seja homossexual, mas não se sinta bem com essa condição, não poderá sequer sugerir que ele possa estar enganado quanto à sua sexualidade.

Como prova da falência do jornalismo em nosso país, em vez de procurarem profissionais que defendam e medida para debater com os que são contra e deixá-los expor suas opiniões, foram às redes sociais para ouvir o que o povo pensa a cerca do tema. Obviamente uma grande parte é a favor, porém não leram sequer um parágrafo da liminar e não tem a menor ideia do que se trata. O povo é baseado pelo senso comum. Certamente você conhece alguém que tenha medo de tomar leite depois de ter chupado uma manga ou que esconda espelhos quando ameaça chover. São histórias passadas de geração em geração que se tornam verdade pela repetição. O caso da “cura gay” não é diferente, a esquerda inventou diversos boatos sobre esse projeto de lei que até hoje as pessoas pensam que os defensores acreditam que ser homossexual é uma doença. Um dos maiores enganos é crer que o Marco Feliciano seja o autor desse PL.

A desonestidade intelectual do jornalismo brasileiro está tão escancarada que a manchete é: “Juiz considera a homossexualidade uma doença e libera a cura gay”. Mas quando se tem o interesse de ler a matéria e não somente a chamada, poderá perceber que em lugar nenhum da matéria ou da decisão do juíz cita a homossexualidade como uma patologia. A decisão do juiz foi a de liberar o profissional para atender as necessidades de seu paciente.

Vamos refletir sobre alguns pontos dessa discussão.

Os que defendem o projeto de lei pensam que o homossexualismo é doença?

Obviamente que não. Há divergências acerca de se a pessoa nasce ou se torna gay. Mas essa discussão não fica apenas entre os “conservadores”, a comunidade científica ainda não chegou a uma conclusão sobre o tema. O que é defendido nesse projeto é que a pessoa possa procurar ajuda psicológica para lidar com os sentimentos que os aflingem. Sejam quais forem!

Por que o psicólogo pode orientar a assumir a homossexualidade e não pode auxiliar a deixá-la caso o paciente deseje?

Se qualquer pessoa chegar ao consultório de um psicólogo e disser que tem sentido atração por alguém do mesmo sexo, o psicólogo terá total liberdade de entender o caso e dar o veredito: “É homossexual e precisa trabalhar isso. Assuma e seja feliz”. Tão simples quanto isso.

Porém se a situação for inversa e um homossexual chegar ao consultório do psicólogo dizendo que agora sente atração por alguém do sexo oposto e o profissional buscando entender a situação diagnosticar que o paciente agora é hetero, jamais poderá dar esse veredito. Se o fizer terá implicações no CFP e até na justiça. O profissional terá de encontrar uma forma de convencer o paciente de que ele está passando por uma fase difícil e terá de encontrar uma forma de ser feliz de novo. Sugere-se uma porção de livros de autoajuda e toque a vida a diante.

Os psicólogos poderão obrigar as pessoas a se submeter ao tratamento e deixar de ser gay?

Hoje você tem a possibilidade de escolher com qual psicólogo deseja se consultar? Sim? Pois te lembro que esse direito se mantém preservado. Se é homossexual e não deseja “ser curado” procure um profissional que não faça esse tipo de tratamento. E, se por acaso, ele tentar forçar o tratamento deverá ser processado. Tudo como funciona hoje. Atualmente se alguém se consulta com um psicólogo e ele age fora das regras de sua profissão ou obriga o paciente a passar por tratamentos que ele não deseje, é passível de denuncia.

Isso acontece em qualquer profissão, quem não nada conforme as regras pode e deve sofrer as consequências. Não há porque fazer tanto alarde. Os artistas e intelectuais do nosso Brasilzão que criticaram a decisão demonstram claramente que jogam para a torcida e não lêem as matérias que comentam. O importante é ficar bem com o povão!

Entrevista com o Apóstolo Afortunado Próspero: “O inferno tem medo de mim!”

Por Thiago Schadeck

Como já fez por duas vezes, o nosso amigo imaginário, Afortunado Próspero, nos dá aquela entrevista fictícia, mas com uma dose cavalar de situações e frases que vemos em nosso dia a dia. Acompanhe essa entrevista!

Antes de começarmos a entrevista gostaria de agradecê-lo por disponibilizar seu tempo e nos atender.

Shalom, graça e paz da parte do Eterno, o Pai de Yeshua. Que a paz reine desde Israel até a vida dos leitores do Pregando a Verdade. Profetizo uma boa leitura a vocês.

É sempre um prazer conversar com vocês. Discordo de 99% do que vocês escrevem, mas as entrevistas repercutem muito e fico um pouco mais conhecido na internet. Aliás, gostaria de ver com vocês a possibilidade de eu escrever um texto sobre as divinas revelações versus a letra fria da bíblia, que mata a fé. Vejo muita gente estudando a bíblia e perdendo a fé, agora só acreditam no que está escrito e não querem mais o novo de Deus que é entregue a mim.

O senhor tem uma auto-estima tão grande que os seus críticos o classificam como arrogante. O que o senhor pensa disso?

Na verdade, meu amigo, eles tem inveja de mim. O crítico é alguém que queria ser o que você é, sem pagar o alto preço que você pagou. Eu me valorizo mesmo, sou mais raro que o ouro puro de Ofir, Cristo morreria na cruz de novo só por mim, se fosse necessário. Eu tenho intimidade com o Eterno, sou chegado dele e Ele fala através de mim. Já convidei os críticos a fazerem excursões com suas igrejas em um de meus cultos para que possam conhecer o que é um verdadeiro homem de Deus e não esses pastores frios que só falam de biblia, esse livro retrógrado, que fora as histórias do Antigo Testamento (como Deus os fazia prosperar e os tornou trilhonários), os milagres de Jesus e dos apóstolos em Atos, pouco se aproveita.

Na sua opinião nós não precisamos mais da bíblia hoje?

Te convido a participar de uma reunião de fé na minha igreja. Você vai ver exemplo: estamos na campanha da “Sabedoria e Riquezas” e o tema é 1 Reis 3. Usamos a bíblia como tema, mas a base de nossas palestras, que odeio quando chamam de pregação – coisa mais anos 80, é o livro “Recebendo a Herança de Deus em Vida” do apóstolo Edward Franklin Jr., dos Estados Unidos. Esse livro mudou minha vida e quero que mude a das pessoas que estão conosco.

O senhor também é criticado por ter revelações que, segundo eles, vão contra aquilo que a bíblia ensina. Como o senhor vê essas críticas?

Bom, como já disse, é tudo inveja. Reclaque, como dizem os jovens. Eu tenho intimidade com Deus e ele guardou revelações para me entregar. Ele mesmo me disse isso na sétima vez que me arrebatou ao quarto céu de glória. Ele me falou assim:

“Ei meu filho em quem me comprazo, te escolhi desde sua tenra idade para que você anuncie o meu nome em todas as nações. Te farei tão grande que o seu nome será tão conhecido e glorificado quanto o meu. Terás uma glória pouco menor que a minha, mas maior que a dos anjos e igual a de Cristo, seu irmão primogênito. Apenas faça o que manda o seu coração. Eu estou contigo e preciso de você. Sem ti, minha obra é incompleta. Se eu soubesse que você seria essa bênção, te colocaria como um de meus apóstolos”.

Chega a me dar um arrepio e meus olhos marejam quando me lembro desse encontro com o Eterno. Aquele senhor idoso, de cabelos e barba bem brancos, olhos verdes, pele macia e uma bengalinha que o ajudava a caminhar apesar da dificuldade. Lindo demais. Essa imagem nunca sairá da minha mente.

Mas voltando à sua pergunta, eu fui escolhido por Deus para isso. Como o próprio Deus me disse em frente ao seu trono, eu deveria ser um apóstolo de Yeshua. O que os apóstolos faziam? Abriam igrejas, escreviam a bíblia e administravam o dinheiro dos membros que vendiam tudo e colocavam aos seus pés. Paulo era o exemplo errado de apóstolo, como já lhe disse em 2012, em nossa primeira entrevista. Ele sofreu, passou fome, naufragou, foi preso e apanhou porque tinha mente de derrotado. “Mindset” de perdedor. Falo sobre isso na minha palestra de coaching espiritual. Vocês tem que ir lá fazer uma reportagem.

O senhor disse que o próprio Deus te queria como apóstolo. Realmente o senhor se enxerga no mesmo nível dos apóstolos da bíblia?

Olha, sem querer ser pretencioso e sem falsa modéstia, mas me vejo um patamar acima. Não se assuste, vou explicar:

Qual foi o fim dos apóstolos da bíblia? Todos foram mortos, exceto João que morreu de velhice preso em um ilha. Eles viviam contando moedinhas e não sabiam rentabilizar o trabalho. Não foi uma e nem duas vezes que Paulo teve de se humilhar pedindo ofertas. Não ensinou o povo sobre a liberalidade com sua cobertura espiritual, teve de mendigar. Quanto aos demais, quando começou a dar confusão por conta da conversão dos gentios, tiveram de fazer um concílio. Desculpe a expressão, mas não tinha ninguém com aquilo roxo pra decidir? O líder tem que mandar em tudo. Ele decide e nada pode ser feito sem antes ele permitir. Quem precisa fazer colegiado é porque tem medo de se expor e não tem perfil de liderança. Falo muito sobre isso no meu livro “Líder absoluto ou divisor de poder?” em que deixo claro que quem divide o poder, perde a mão e enfraquece sua liderança. Os apóstolos dividiram a liderança não só entre eles, mas viviam colocando mais gente pra liderar as igrejas que eram plantadas. Timóteo, Tito e Apolo são exemplos disso.

Eu tive revelações muito fortes. Portanto, gostem ou não, sou maior que eles. Escrevi mais livro que todos, faço mais milagres em uma concentração de fé que todos eles juntos na vida toda, tenho revelações mais profundas que todos eles. Sou muito usado por Deus. Quando o próprio diabo usou um endemoninhado para falar que tinha medo de algum apóstolo? Comigo já aconteceu!

O inferno tem medo do senhor? Explique melhor, por favor?

Claro, gosto muito dessa história porque mostra como usando o poder de Deus da forma correta nós colocamos medo até no capeta.

Um dia, em uma reunião de libertação em que fiquei um mês chamando os endemoninhados a comparecer e desafiando o Diabo a levá-los e passar vergonha, fui decretar libertação a um jovem (esse negócio de orar é pra quem não tem fé) e quando coloquei a mão sobre sua cabeça e disse: “Satanás, aqui é o Afortunado Próspero eu te ordeno que saia dele agora”. Nesse momento ele torceu as mãos, virou os olhos e começou a falar com aquela voz de rottweiler: “Você não! Urrava ele. Nós temos medo de você no inferno. Você tem frustrado nossos planos e não podemos te vencer. Nem o filho do cara lá de cima nos incomodou tanto!”. Conversamos ainda cerca de dez minutos em que ele me contou mais algumas coisas que o inferno pensa a meu respeito. Já estou preparando um livro sobre isso.

E o senhor pode dar uma palhinha desse livro?

Posso, mas não vou entregar tudo senão as pessoas não compram, aí falta aquela graninha por whisky, digo o refrigerante do fim de semana. [Depois você edita e tira a parte do whisky. Escapou]

A bíblia diz que o Diabo treme ao ouvir a voz de um homem de Deus e que a voz profética de um justo abala o inferno. Assim como Jesus acabou com a festa no inferno quando ressucitou, nossa obrigação é tomar posse disso e acabar também. Sei que não é bem com essas palavras, mas o sentido é esse. Foi Jesus mesmo que me falou enquanto dançavamos em uma festa no céu pela conversão de uma alma. Não há o que se discutir.

Portanto, esse livro abordará histórias de meus embates com Satanás. Não o venci de um dia para o outro, tem muito trabalho, muito estudo sobre demonologia. Aprendi muito com alguns dos ex-pais de santo da Rede Globo, falei com uns cinco ou seis, mas tem bem mais que isso. Mesmo eles nunca tendo pisado no PROJAC, fizeram milhares de sacrifícios lá dentro. Não entendi bem como era isso, mas Deus manda a gente amar e não julgar. Glória a Deus pela vida deles.

Mas vou resumir bem rapidamente o enrredo do livro:

Quando entrei na igreja pela primeira vez e, no final do culto, o pastor fez o apelo, fui até a frente entregar minha vida a Jesus. Enquanto eu caminhava o pastor foi ficando estranho e tomado pelo Diabo gritou: “Você não pode passar pro lado deles, você é meu!”. Mais que depressa respondi: “Cala a boca satanás, você me perdeu, sai dele”. O problema é que o Diabo estava sendo usado por Deus e eu não sabia. O capeta pegou uma irmã no mistério e ela veio marcahando me dizer que a única chance de ele ser derrotado é que eu virasse o pastor daquela igreja. Passei de mundano a pastor em um culto e Deus tem me abençoado. Isso vai ser a introdução do livro, quero deixar claro quem me chamou para dar mais credibilidade.

Depois, em alguma momento do livro, vou contar aquela história que mencionei há pouco. Em que o Diabo, outra vez usado por Deus, falou que o inferno treme ao ouvir meu santo nome. Que desde que fui arrebatado ao inferno e orei por Satanás, tirando dele todos os poderes e perdoando seus pecados, afinal Jesus morreu pelo Diabo também, ele não consegue mais fazer maldades e está tentando converter os demais anjos caídos. Já tem até uma igrejinha começando lá no inferno. Satanás voltou a ser Lúcifer para a minha glória na eternidade.

Como disse, é só uma pincelada. Quem se interessou, compre o livro e tenha a vida transformada. Mas leia sem as lentes da religiosidade, coloque a bíblia de lado e foque no que Deus, através de mim e do Diabo, quer te ensinar.

Agradeço pela disponibilidade e paciência em ceder essa entrevista. Não preciso dizer que não concordo com nada do que o senhor disse, mas deixo os comentários à cargo dos leitores. Tentarei manter a imparcialidade.

Eu que agradeço o espaço dado e continuo orando e profetizando a sua conversão. Quem sabe um dia você vira um discípulo meu e seja salvo. Ainda te compro com meu sangue.

Eu abençoo todos os leitores com o poder que a mim é ortogado por conta da minha busca pelo Eterno e que vem através da minha intimidade com Ele. Sou um xodó dele e ele me honra. Me engulam críticos idiotas e medíocres.

O profeta Jonas e a sombra da aboboreira

Por Odilar Júnior

downloadHá momentos na vida que aparecem várias propostas e ofertas tão tentadoras, tão deslumbrantes que as pessoas acabam sendo seduzidas e fazem de tudo tirar proveito. Isso gera nelas sentimentos ruins, ganância ou mesmo insatisfação. Por muitas vezes, acabam se descontrolando e por não medirem a consequência de seus atos, acabam insatisfeitas com o que veem. A exemplo de uma aboboreira, uma lição de Deus ao profeta (Jonas 4: 6-11), será constatado o quanto é fácil o homem se apegar ao que é passageiro, porém cômodo, e ainda desenvolver sentimentos egoístas.

O profeta Jonas foi enviado a Nínive (capital da Assíria, hoje Iraque) para pregar a mensagem de Deus àquela cidade (Jonas 1:1-2). Ele fugiu para a direção contrária, a Península Ibérica (1:3). No meio da tempestade, ele foi jogado ao mar pelos tripulantes do barco (1: 4-19) e engolido (1:17) e vomitado por um grande peixe (2:10). Não tendo sucesso na sua fuga, restou-lhe apenas uma alternativa: anunciar a mensagem que Deus havia lhe dado contra os ninivitas (3:2-3). Ele anunciou que em quarenta dias a cidade seria destruída (3: 4).

Ao pregar esta mensagem, o povo creu, se arrependeu e se todos humilharam com jejum. Tornou-se até mesmo um decreto do rei daquela cidade — que todos jejuassem (inclusive os animais domésticos), abandonassem suas maldades, seus maus caminhos para que alcançassem a graça e a misericórdia de Deus. E assim fizeram. Como resultado, alcançaram a misericórdia de Deus e não seriam mais destruídos (3: 5-10).

Não satisfeito com isto, Jonas se aborreceu, ficou com raiva. Ele desejava ver aquele povo sendo dizimado pela ira divina, pois eram famosos por serem sanguinários e cruéis, por torturarem, maltratarem e subjugarem as pessoas dos lugares em que conquistaram, fazendo-lhes escravos. Ele não se contentou com o que viu. Ao dormir, Deus fez com que nascesse uma aboboreira para fazer sombra ao profeta; porém, na noite seguinte, a planta morreu. Jonas se indignou de tal modo que desejou morrer. Para ele, seu infortúnio já tinha chegou a limite suportável.

Diante deste episódio, há lições a serem tiradas com a aboboreira:

1 — O apego à sombra da aboboreira:

É interessante notar que esta planta não é perene, quer dizer, dure muito tempo. Então por que Jonas se apegou a ela? Provavelmente, por ter lhe dado um conforto a protegê-lo do sol. Isso é apenas uma ideia. Através deste vegetal, Deus quis mostrar ao profeta como ele estava sendo egoísta. Deus o questionou, confrontou o seu apego por uma planta que tinha nascido do dia para a noite e porque Ele, o SENHOR, não poderia ter compaixão de uma cidade de cento e vinte mil habitantes. Trazendo para o cenário atual, muitos se apegam às suas aboboreiras e a fazem como sombra, como uma proteção; se apegam às suas riquezas e ao conforto que geram; como disse o salmista, “uns confiam em carros e cavalos” (Salmos 20: 7a). Isto os torna individualista, egocêntricos, vis, valorizando mais o “ter” que o “ser”, como fosse eterno e que poderiam salvá-los na hora da morte. As riquezas, bens materiais são necessárias para a nossa sobrevivência, para o nosso sustento, porém, elas só nos servem apenas nesta vida e elas devem ser usadas com sabedoria; porém, se não mais vivermos, não servirá para mais nada a nosso favor, pois não poderemos carregá-las conosco, ficarão para outras pessoas. Em Mateus 6: 19 diz que “não devemos ajuntar tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e roubam”. A mulher de Ló perdeu a sua vida, por não conseguir se desprender do deixara para trás. Com sua cidade sendo destruída, a única maneira de salvar sua vida era fugir sem olhar para trás – ela se virou e foi transformada numa estátua de sal (Gênesis 19:26; Lucas 17:32-33).

2 – O perigo da sombra da aboboreira:

A sombra é causada pela ausência de luz e ela ofusca o que deveria ser visto. Quando o que é passageiro se torna uma prioridade maior que as coisas de Deus, ou seja, quando a sua visão de Deus é ofuscada pela sombra do brilho deste mundo, você está correndo um perigo muito grande. Jesus alertou: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque há de odiar um e amar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mateus 6:24). “Mamom” é uma palavra aramaica que significa “riquezas” ou “fortuna”; por elas pessoas mentem, matam, fazem atrocidades que as impedem de servir ao SENHOR. Experimente um teste: olhar para dois lugares ao mesmo tempo, você consegue? Não. Seu cérebro simplesmente não consegue processar. Então, ou foquemos em Deus, priorizando-o e nos tesouros do céu ou na ansiedade e nos tesouros deste mundo, deixando o Senhor de lado. Aqueles que priorizam o seu tempo às coisas deste mundo, não havendo uma mudança de direção (ou um arrependimento genuíno), o fim não será nada agradável: virá a perdição e a ira da justiça divina. (Romanos 2:5-6).

3 – Saia da sombra da aboboreira!

O profeta Jonas se apegou à aboboreira por lhe dar conforto e proteção. Porém, ela morreu e ele quis morrer, por “quase desmaiar devido a calor do sol que queimava sua cabeça” (cap. 4: 8). Ou seja, ele entrou em desespero pois onde ele tinha se firmado simplesmente ruiu.

Como já foi dito, nós precisamos de comida, trabalho, uma certa comodidade, conforto, trabalho, roupas, dinheiro, diversão; No entanto, precisamos muito mais de Deus, pensar e ansiar a nossa salvação. As primeiras, fazem parte de nossa vida em sociedade, nossa sobrevivência. Morremos e nada mais faz sentido. Porém, as últimas são para tanto a nossa vida hoje, quanto para a eternidade. Deus pode prover tanto as primeiras quanto as últimas. De acordo com a Sua Palavra (João 11:25), quem crê em Jesus, ainda que morra, viverá. Se preocuparmos com nossa salvação, teremos vida eterna. Se não, não a teremos.

É importante frisar que este texto não incentiva a abandonar tudo e viver no meio de um deserto, uma ilha ou numa floresta e viver como um “hippie” ou como os povos silvícolas, como se fosse um pecado mortal possuir bens, não é isto. O texto apenas alerta o perigo do apego aos bens terrenos, ao amor por coisas, como se elas fizessem viver ou somente elas lhes satisfazem. Devemos ter a consciência de tudo isto deve ser adquirido e utilizado com sabedoria e sobriedade, tendo gratidão, pois o SENHOR quem o capacitou que isto fosse realizado ou conquistado, com saúde e forças para possuir o quem você tem. Todos dependem de Deus e nada é feito ou realizado sozinho, então não há motivo para este sentimento egoísta ou de posse.

Conclusão:

Para enxergar a Luz, primeiramente precisamos sair da sombra. Há uma realidade bem maior e infinitamente melhor do que este mundo pode oferecer. Busquemos a luz que brilha a salvação. Jesus disse: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Se nossa mente e coração estiverem presas a esta terra, estaremos em trevas, pois não teremos acesso à luz. Porém, se nossas mente e coração focarem em algo bem maior, além, nos tesouros do céu, a luz resplandecerá eternamente, brilhando cada dia mais, porque onde estiver o nosso tesouro, aí estará o nosso coração (cf. Mateus 6: 21).

Saiamos da sombra da aboboreira, onde a luz é ofuscada e troquemos pela sombra do Onipotente, um lugar feito para o nosso descanso! (Salmo 91: 1).

INCOERENTES: Queremos UBER exclusivo para mulheres e banheiros unissex

Por Thiago Schadeck

A notícia de que a PUC (Pontifícia Universidade Católica) implantará o banheiro unissex em seus campi mexeu com a internet. Uma avalanche de elogios e críticas tomou os sites que traziam a informação. De um lado quem achava ser uma atitude “lacradora” dizia que isso será bom e ensinará as pessoas a se respeitar. Do outro, os que são contra alertam que isso será um precedente para que barbaridades aconteçam em um espaço que, por lei, não pode ser monitorado.

O feminismo que tanto diz defender as mulheres dos “machos opressores” jogam os “potenciais estupradores” no ambiente em que as mulheres mais se tornam vulneráveis (a não ser que já consigam usar o banheiro de roupa e eu não saiba). Reclamam de homens que mostram suas genitálias na rua, mas não se importam se o fizerem no banheiro unissex? Afinal, num mictório com apenas uma pequena divisão – quando tem – não é capaz de evitar quando alguém quer mostrar mais que deveria.

Mulheres brigam com unhas e dentes por vagões exclusivos no metrô, por motoristas mulheres para o UBER, a criação de um sistema de transporte exclusivo para o público feminino (trans e afins também são considerados mulheres por eles) com o intuito de evitar os abusos sexuais, mas topam tranquilamente que o passageiro do metrô e o motorista do UBER usem o mesmo banheiro que elas. A incoerência chega a ser inacreditável.

Se, segundo as feministas, todo homem é um potencial estuprador, por quê deixá-lo usar o mesmo banheiro que elas?
Podem anotar: as queixas sobre abuso sexual nesses banheiros serão cada vez mais frequentes e sempre terão o objetivo de desmoralizar o “macho hétero patriarcal opressor”. Na verdade elas não estão nem um pouco interessadas em fazer homens e mulheres se respeitarem e orientar acerca dos abusos sexuais. O que elas querem mesmo é que os homens sejam expulsos aos poucos desses banheiros até finalmente ter uma lei aprovada que permita aos gays, travestis, trans e qualquer outra pessoa que se enxergar como uma mulher possa utilizar o banheiro feminino. Obviamente é uma jogada sutil dos gayzistas (diferente de quem luta pela causa) para que consigam evoluir em pontos que hoje ainda são difíceis de avançar, como a ideologia de gênero, por exemplo.

E se o estuprador se enxergar como uma mulher lésbica, qual a pena?
Segundo a lei da Identidade de Gênero o sexo não pode e nem deve ser definido pelos órgãos genitais. Na verdade, segundo a Erika Kokay e o Jean Willys, criadores do projeto, o que define o sexo de alguém é a forma como a pessoa se vê e não como a sociedade define. Como escrevi no texto sobre o apoio do Criança Esperança à essa idéia (link no final desse texto), essa lei abre um enorme precedente para a pedofilia. Quando alguém for pego estuprando uma criança, poderá usar a desculpa de que se auto percebe como uma criança e que não pode ser julgado por isso.

Isso poderá acontecer também caso o safado seja pego estuprando uma mulher. Se ele se auto perceber uma mulher lésbica, mesmo tendo nascido homem – a versão inversa da Ivana da novela “Amor à Vida” – qual será a pena? Se ele se vê como uma mulher e contrariar isso é crime de intolerância e preconceito, portanto deverá ter seu testemunho aceito sem precisar passar por qualquer análise psicológica, conforme determina o projeto de lei.

O que fazer com os adolescentes?

Muitas escolas enfrentam problemas com os adolescentes por conta da puberdade e os hormônios à flor da pele. Isso porquê é nessa fase que eles começam a se descobrir, inclusive sexualmente. As mudanças no corpo começam a ficar cada vez mais evidentes e despertam o olhar do sexo oposto. Nessa fase também são muito comuns os namorinhos com pessoas que estudem no mesmo colégio, fazendo os novos casais procurarem lugares mais reservados para poder ficar mais à vontade, o que leva os diretores a investir em mais inspetores e coibir isso de alguma forma, já que é quase impossível acabar.

Há poucos dias fiquei sabendo que um colégio particular perto da minha casa colocou preservativos no banheiro. Em outras palavras eles assumiram que não tiveram capacidade de evitar que os alunos façam sexo nas suas dependências então que ao menos se previnam. Se em um colégio que tem banheiros separados já foi necessário tomar essa atitude, imagine em um unissex?

Na verdade eles querem mesmo “libertar” os jovens para que tenham uma vida sexualmente ativa e desregrada desde cada vez mais cedo. Querem acabar com a inocência das crianças, sexualizando-as cada vez mais jovens. Hoje já vemos crianças de onze, doze anos que namoram e que muitas vezes nem são virgens mais. São crianças que estão sendo adultizadas precocemente.

E quando precisarem trocar de roupa para uma aula específica?

É muito comum que os alunos troquem de roupa quando tem aula de educação física, por exemplo, então vão ao banheiro e se trocam. Óbvio que não tem box para todos, então tem que se trocar alí no “hall” do banheiro mesmo. Se o rapaz ficar pelado diante das mulheres, ele será acusado por ato libidinoso? Ou por ser um banheiro unissex ele estará livre de culpa e poderá se aproveitar disso para realmente cometer abusos contra as mulheres, mesmo sem tocá-las?

E no caso de colégios que tem mais estrutura e os alunos tem chuveiro para tomar banho após as aulas de educação física, tudo bem todos se virem nus? Ou serão banhos ao estilo BBB?

Estão abrindo brechas gigantes para que nosso país caminhe para um abismo muito maior. A cada dia tentam nos fazer acreditar que os usos de drogas e sexo sem compromisso são coisas normais, que a homossexualidade é a nova tendência entre os jovens e que ser conservador é ser mal e preconceituso. Demonizam as religiões, mas tem o Estado como um deus. Se dizem livres, mas estão aprisionados à um estilo de vida que não os faz felizes.

Que Deus tenha misericórdia de nosso país e que voltemos aos trilhos!

LEIA AQUI: “A Ideologia de Gênero defendida no Criança Esperança é porta aberta à pedofilia!” https://t.co/AKwW3B4vTD

LEIA AQUI: O projeto de lei da Identidade de Gênero download direto do site da Câmara

Lâmpada incandescente – #Repost

“Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte” (Mateus 5:14)

Por Odilar Júnior

Qual a função da lâmpada? Iluminar um ambiente escuro. O modelo incandescente foi o primeiro dispositivo criado para gerar luz utilizando a energia elétrica e assim, substituir as velas e lamparinas. Mas, devido a sua estrutura e o material que ela compõe, apenas 5% da energia consumida é convertida em luz, os 95% restantes se transforma em calor, ou seja, a maior parte da energia consumida é desperdiçada, por não cumprir a sua função principal de maneira satisfatória.

Por mais que ainda não sejamos perfeitos e ainda sermos falhos e pecadores, uma parte do cristianismo atual tem se comportado como a lâmpada incandescente. O mundo se encontra em trevas e cada dia pior e nós portamos uma mensagem de esperança, que pode sinalizar com uma luz em meio a este caos. Porém, muito de nós, prefere gastar energia e tempo com aquilo que não edifica.

Cristo nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz (1 Pedro 2:9) e nos transportou para o Seu Reino (Colossenses 1:12-14). Ainda disse que somos a luz do mundo (Mateus 5:14) e que a nossa luz “resplandeça diante dos homens, para que vejam as nossas obras e glorifiquem a Deus, o Pai” (Mateus 5: 16). Fomos chamados para refletir a Sua glória e viver o Seu Reino aqui na terra com palavras e ações, até o dia de Sua vinda. Fomos chamados para promover a proclamação da mensagem do Evangelho para que todos conheçam a Jesus Cristo e experimentem ter um real encontro com Ele para que haja uma real transformação em suas vidas. No entanto, muitos gastam sua energia em promover algo que não edifica, em assuntos periféricos que não levam a lugar algum. O ruim disso é que pode gerar um mau testemunho, causando um desserviço para o Reino e fomentar ódio, contendas e aversão a tudo que é relacionado ao Cristianismo e seus princípios, manchando até mesmo aqueles que têm um compromisso sério com a missão. São como uma fruta podre que contaminam todo o cesto.

Precisamos entender que não podemos dar motivos para que a Palavra de Deus seja negligenciada aos que não conhecem e sim sermos “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo, retendo a palavra da vida”(Filipenses 2:15-16 a). Que vivamos não como as pessoas deste mundo, mas deixemos que Deus nos transforme por meio de uma completa mudança de mente. Assim conheceremos a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a Ele (cf. Romanos 12:2).

Então, antes de tudo, busque a Palavra de Deus e medite nela. Não fique apenas na mensagem ouvida, procure confrontá-la com a Palavra. Só assim, você poderá ter uma posição seja diante de uma situação, escândalo, mensagem ou notícia que vier. O mundo está cheio de disseminadores de ódio a pessoas que não pertencem ao seu grupo ou às suas ideias, pessoas que usam o Evangelho para se autopromover, se enriquecerem por meio da fé ingênua das pessoas, por meio de objetos; ou utilizam textos isolados para justificar suas loucuras e ações indiscriminadamente. Hoje, vemos idolatria a cantores e líderes gospel, quando a glória é somente a Deus (Isaías 42:8; Romanos 11:36), pessoas que se acham os novos profetas deste tempo, com novas revelações, como se o que foi revelado na Bíblia não fosse o suficiente. Fujam disto e recorram a Palavra de Deus (2 Timóteo 3:16-17). “Que suas conversas sejam agradáveis e de bom gosto e que vocês saibam também como responder a cada pessoa” (Colossenses 4:6 – NTLH).

Não seja como a lâmpada incandescente, que consome muita energia, gera pouca luz e produz muito calor. Não se empenhe demais em questões que não levam a lugar nenhum e foquem e se dediquem no essencial: Cristo, Seu Reino e a mensagem Real.

Para que não tenham o mesmo destino da lâmpada incandescente, que já caiu em desuso no Brasil e seu uso foi proibido em toda a Europa:

“Produzam frutos dignos de arrependimento. Toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má, produz maus frutos. Portanto, pelos frutos os conhecereis. E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” (Mateus 3:8,10; 7: 17,20)

Sigam a Jesus e busquem fortalecer a sua comunhão com Ele, através da oração e do estudo da Bíblia:

“Eu sou a videira e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada. Quem não ficar unido comigo será jogado fora e secará; será como ramos secos que são juntados e jogados no fogo, onde serão queimados” (João 15:5,6 – NTLH).

A lâmpada só consegue cumprir sua função (iluminar) quando está em contato com a corrente elétrica. Sem isto, ela é inútil. Logo, estejam ligados a Cristo e Ele fortalecerá vocês com Seu poder, para brilharem neste mundo para a glória de Deus.

Notas:

Você não é CABEÇA e nem CAUDA

Por Thiago Schadeck

Tenho certeza que alguém já te disse que deveria se animar porque você é cabeça e não cauda. Claro que essa pessoa – normalmente um profeta – usa um texto do antigo fora do contexto e tenta aplicar uma história do Antigo Testamento aos nossos dias. Insistem em tentar trazer a lei para dentro da graça.

Se você já leu o texto de Deuteronômio 28, sabe que a primeira parte fala sobre as bençãos (versículos 1 ao 14) e as maldições (versículos 15 ao 68). Note, 14 versículos sobre bençãos e 53 sobre maldição. Advinhe quais os crentes sabem decorado? Obviamente os catorze primeiros e ainda assim sem se dar conta do propósito e para quem foi escrito. Esse texto é claramente escrito para Israel e não para a Igreja, o que já o coloca sob judice acerca de sua aplicação em nossos dias.

Vamos ao versículo que deu origem ao texto e a milhares de congressos, eventos, cultos e principalmente campanhas:

O Senhor fará de vocês a cabeça das nações, e não a cauda. Se obedecerem aos mandamentos do Senhor, do seu Deus, que hoje lhes dou e os seguirem cuidadosamente, vocês estarão sempre por cima, nunca por baixo.” (Deuteronômio 28: 13)

No capítulo 12, Moisés se dirigiu ao povo de Israel e para transmitir aquilo que Deus o mandara falar. Esses capítulos são orientações de como o povo de Israel deveria servir a Deus. Era basicamente um conjunto de pode e não pode. Não a toa é chamado de Lei. Não há exceções, deve-se cumprir.

Mas se a Bíblia é uma junção entre o Novo e o Antigo Testamento, que não tem contradição entre si, como posso ter certeza que a Igreja não é cabeça?

Deus cuidou de Israel porque tinha uma promessa maior:

Israel, assim como a Igreja, é o povo escolhido por Deus. Lendo os cinco primeiros capitulos da bíblia, podemos ver nitidamente um cuidado de Deus para com eles. Foram livres do domínio de Faraó e da opressão do Egito, passaram 40 anos no deserto e Deus os supriu com maná e cordonizes. Durante o dia havia uma nuvem que não deixava que o sol escaldante não os desidratasse. A noite tinha uma coluna de fogo para esquenta-los do frio abaixo de zero do deserto os congelasse. Foram conduzidos milagrosamente pelo mar vermelho aberto e à seco. Quando Moisés subiu ao monte para receber as tábuas da lei, com os dez mandamentos escritos pelo dedo de Deus, o povo se juntou e fez um bezerro de ouro para ser adorado por eles.

Enfim, o povo de Israel era inclinado a se afastar de Deus. Idólatras e murmuradores que contaram com a misericórdia do Senhor para que se cumprisse neles e apesar deles a promessa de que da descendência de Davi viria o Messias – aguardado pelos judeus até hoje. O tempo passou e Deus enviou a eles os Juízes, Reis (alguans) e profetas para lembrá-los dessa promessa. Eles estavam sendo guardados porque deles viria o Rei dos reis. O Verbo se faria carne no meio daquele povo.

Cristo é o CABEÇA!

Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, lança luz sobre esse assunto em suas cartas. Ele aponta em diversos momentos – veremos abaixo – as evidências de que a Igreja NÃO É CABEÇA.

A Igreja é composta por pessoas de todos os povos e não só Israel:

Quando Paulo escreve aos Gálatas, deixa bem claro que em Cristo não há diferenciação entre os povos, ou seja, os Judeus não são os detentores exclusivos das bençãos de Deus e tampouco da salvação.

“Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:28)

Cristo comprou para ele homens de todos os povos e nações. A Igreja se expandiu pelo mundo todo e desde o pentecostes arrebanha os salvos em Cristo de todas as partes da terra, não apenas judeus.

“…E eles cantavam um cântico novo: “Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação.” (Apocalipse 5:9)

“Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas.” (Apocalipse 7:9)

CRISTO é o cabeça da Igreja:

Na segunda carta que Paulo escreve aos Coríntios, descreve a Igreja como o corpo e Cristo a CABEÇA desse corpo. Os membros (nós) têm sua função específica no corpo e a CABEÇA (Cristo) o conduz conforme Sua própria vontade.

Aos Efésios, Paulo afirma categoricamente que Deus colocou CRISTO como CABEÇA de todas as coisas:

Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância.” (Efésios 1:22-23)

“Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.” (Efésios 4:15)

Aos Colossenses, Paulo também escreve ressaltando a verdade de que Cristo é a Cabeça:

Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia.” (Colossenses 1:18)

Conclusão:

Quando alguém vier dizer que você é cabeça, repreenda com amor e diga que não quer tomar o lugar de Cristo. Ele é o cabeça de tudo. O Pai O colocou como CABEÇA e todo o corpo cresce ajustado com e por ele.

Querer ser cabeça é cobiçar o lugar que é de Cristo. O pecado de Satanás foi exatamente esse. Talvez você tenha sido ensinado que deveria ser cabeça e por ignorância creu nisso, mas agora que sabe da verdade, oriente aos que ainda crêem errado, para que eles reconheçam que Cristo, e apenas ele, é o cabeça!

Venha pregar em minha igreja!

Convidar pastor para pregar

Por Thiago Schadeck

É muito comum que ao ser apresentado a outros pastores, geralmente acompanhado de uma breve conversa, vem o seguinte convite: “vamos marcar um dia para você pregar na minha igreja!”. Dou aquele sorriso amarelo e penso: “esse cara nem me conhece e já quer que eu pregue em sua igreja!”. Infelizmente isso é muito comum, pastores que entregam o microfone e o púlpito de suas igrejas nas mãos de qualquer um que se identifique como pastor ou qualquer título que o valha e “capacite” a pregar.

Já reparou quantos pregadores postam em seus Facebooks que estão com “agenda aberta” para convites? Puxe assunto com um desses e demonstre interesse em levá-lo para ministrar em sua igreja. Automaticamente abre-se um catálogo de “produtos” que o tal pregador tem a oferecer: cura e libertação, campanhas, ministrações sobre dizimos, ofertas e prosperidade financeira; ministrações para casais e família (cidadão de 22 anos e solteiro) e, claro, apenas uma pregação simples. A grande maioria segue um padrão e imitam o pastor da tevê ou do congresso de missões que dita regra no ambiente pentecostal. Postam vídeos curtos falando frases de efeito, fazem algum milagre e terminam falando em línguas. É a versão em vídeo das propagandas de campanhas de igrejas nas rádios piratas.

O grande problema desses pregadores é que normalmente não congregam em nenhuma igreja. Quando congregam, são “pastores presidentes da denominação” e fazem com ela o que bem entendem. Conheço diversas dessas. O pastor não tem qualquer preocupação em largar a igreja nas mãos de qualquer obreiro para ir atender um convite para pregar. Agora pergunto: se ele não tem compromisso com o culto da própria igreja, terá com a minha? Se ele não se compromete com o ensino de sua igreja, deixando-a sempre que aparece outro compromisso, o que terá a transmitir à minha igreja? Um pastor que prioriza outras igrejas à sua terá moral para incentivar alguém a permanecer congregando?

Lembre-se que quando algum pregador de fora tem oportunidade em sua igreja, seu pastor torna-se automaticamente responsável por o que ele disser. Claro! A responsabilidade de cuidar, ensinar e alimentar bem o rebanho é dele e não do visitante. Portanto, antes de convidar alguém para pregar em sua igreja, avalie bem a vida e a teologia do pregador. Tenha referências de como ele cuida da própria igreja – se não congregar, exclua de sua lista imediatamente, assista algumas pregações dele e avalie se o que ele prega está de acordo com a bíblia.

Meu conselho é que, salvo em raras exceções, não leve pregadores de fora em sua igreja. Se é para correr o risco de alguém falar uma bobagem ao púlpito, que venha de alguém de casa, que possa ser corrigido e auxiliado no crescimento. Com certeza os frutos serão maiores e mais gratificantes.

Identidade de Gênero defendida no Criança Esperança é porta aberta à pedofilia

Por Thiago Schadeck

O apoio aberto e declarado da Rede Globo à Identidade de Gênero:

Nesse final de semana aconteceu o ‘Criança Esperança’, projeto da Rede Globo em parceria com a UNESCO para arrecadar doações que ajudem a manter os projetos assistidos pela emissora carioca. Não vou me ater aqui ao fato de haver desconfianças de que a Globo usa o Criança Esperança para pagar menos Imposto de Renda, porque não há provas e não perderei tempo fazendo conjecturas. Também não vou me apegar ao fato dela ter bilhões de lucro e não reverter parte dele para esse projeto que, segundo ela mesmo, é tão importante, porque isso é um problema dela. Os seus acionistas são livres para fazer o que quiser com o dinheiro que ganham através da emissora.

Sendo ssim, quero falar objetivamente sobre os ideais que são divulgados pela Globo (e por outras emissoras, em menor escala) em sua programação. O programa “Encontro com Fátima Bernardes” faz abertamente apologia ao aborto, identidade de gênero, drogas, homossexualismo, feminismo dentre outros temas tidos como tabus pela “sociedade conservadora”. O “Profissão Reporter”, programa de Caco Barcellos que supostamente usa os jovens reporteres para cobrirem todos os lados da notícia é por muitas vezes – pra não dizer todas – tendencioso. “Amor & Sexo”, apresentado pela Fernanda Lima, como o próprio nome diz, aborda temas sexuais e sobre relacionamento. Claro que sempre sobre uma ótica liberal e que estimule a “diversidade”. Isso sem contar as novelas, as minisséries e filmes produzidos pela emissora, que sempre trazem algum tema polêmico para tentar enfiar a aceitação goela abaixo na sociedade. Atualmente a novela “A Força do Querer” traz Ivana, uma moça que não se aceita como alguém do sexo feminino e deseja, a qualquer custo e enfrentando o que enfrentar, transformar seu corpo e se tornar um homem. Além de todos os casais homossexuais que fazem as pessoas torcerem para que fiquem juntos no final. Tem também as traições que destroem uma família para construir outra, ou quando chega aos extremos, como o personagem do Alexandre Borges, que tinha quatro esposas ao mesmo tempo e quando descobriram ficaram amigas.

Deu para perceber o quão podre é a programação dessa emissora, não só a dela, mas é a que mais evidencia isso. Porém toda essa programação é voltada a ter lucro e atender a um público adulto, que sabe o que deve ou não assistir. O problema quanto ao Criança Esperança é que ele usa crianças e tem forte apelo ao público infantil. Até a edição do ano passado (31ª) a Globo foi extremamente sútil quanto a assuntos mais polêmicos, mas nesta edição (32ª) eles escancararam o que defenderão à partir de agora. O slogan “A sua esperança não está sozinha” é parte da jogada de marketing dos organizadores para dizer às crianças que eles estão ao lado delas em qualquer situação, inclusive na transexualidade.

Querem facilitar que as crianças troquem de sexo:

Existe uma lei tramita no Congresso Nacional, de autoria dos deputados Jean Willys (PSOL) e Erika Kokay (PT), que visa “ajudar” as pessoas que nasceram em um corpo que não se enquadram à sua visão de mundo. Nesse projeto de lei (colocarei o link para o download do projeto completo no final desse texto) a palavra “autopercebido” se repete por várias vezes.

Buscando sobre o tema na internet, descobri que há um CID (Cadastro Internacional de Doenças) que trata disso, o CID 10 – F64. Ele classifica a Identidade de Gênero, inclusive a infantil, como uma doença psíquica.

Resumindo, você se não é necessariamente o que todo mundo vê, mas o que você se sente. Nessa toada, o projeto tem como carro chefe a assistência às pessoas que se autopercebem em um corpo do sexo oposto ao que nasceu, independente da idade.

Vejamos alguns pontos dessa lei demoníaca:

Artigo 2º – Entende-se por identidade de gênero a vivência interna e individual do gênero tal como cada pessoa o sente, a qual pode corresponder ou não com o sexo atribuído após o nascimento, incluindo a vivência pessoal do corpo.

No caso de cirurgia para a troca de sexo, o artigo 8° é bem claro que a solicitação de mudança no corpo, seja hormonal ou cirúrgica deverá ser feita sem a solicitação de qualquer tratamento ou laudo psicológico. Será que é porque sabem que isso é um distúrbio?

Artigo 8º – Toda pessoa maior de dezoito (18) anos poderá realizar intervenções cirúrgicas totais ou parciais de transexualização, inclusive as de modificação genital, e/ou tratamentos hormonais integrais, a fim de adequar seu corpo à sua identidade de gênero auto-percebida.

§1º Em todos os casos, será requerido apenas o consentimento informado da pessoa adulta e capaz. Não será necessário, em nenhum caso, qualquer tipo de diagnóstico ou tratamento psicológico ou psiquiátrico, ou autorização judicial ou administrativa.

Note que o artigo 8° se refere aos indivíduos de idade, que já sabem o que querem da vida e devem ter discernimento para decidir se querem ou não trocar de sexo. Porém a parte mais demoníaca desse projeto de lei vem no parágrafo segundo:

§2º No caso das pessoas que ainda não tenham de dezoito (18) anos de idade, vigorarão os mesmos requisitos estabelecidos no artigo 5º para a obtenção do consentimento informado.

Os menores de idade, crianças e adolescentes que deveriam ser protegidos pelo ECA, terão agora o direito de mutilarem seus corpos ainda em formação e sob a tutela do Estado. Nesse parágrafo é citado o artigo 5°, estrategicamente colocado separado, mas que diz o seguinte:

Artigo 5º – Com relação às pessoas que ainda não tenham dezoito (18) anos de idade, a solicitação do trâmite a que se refere o artigo 4º deverá ser efetuada através de seus representantes legais e com a expressa conformidade de vontade da criança ou adolescente, levando em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

§1° Quando, por qualquer razão, seja negado ou não seja possível obter o consentimento de algum/a dos/as representante/s do Adolescente, ele poderá recorrer a assistência da Defensoria Pública para autorização judicial, mediante procedimento sumaríssimo que deve levar em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança.

A lei diz expressa e claramente que o menor de idade que quiser trocar de sexo terá todo o apoio em fazer. Não será permitido que ninguém, nem mesmo os pais, se oponham. O Estado assume a responsabilidade de viabilizar a mutilação de nossos filhos. Sem laudo psicológico, sem acompanhamento, sem suporte pós cirurgia. Simplesmente faça a cirurgia e seja feliz, ou não, pelo resto da vida.

Ah, se depois disso a pessoa se arrepender, infelizmente os autores da lei não planejaram. Até porque, eles dão todo o apoio para quem quer deixar de ser hetero, mas reciminam com todas as forças os que buscam deixar a homossexualidade, transexualidade, transgênero e etc.

Espero estar muito errado, mas certamente veremos inclassificáveis suicídios em breve. Uma decisão desse peso, tomada de forma errada, vai trazer um peso insuportável para a vida dessas pessoas. Que a responsabilidade recaia sobre aqueles que apoiam essa insanidade.

Por que a Ideologia de Gênero é uma porta aberta à pedofilia?

Se você leu até aqui com atenção, exceto quando disse e repito que esse é um projeto demoníaco, não entrei aqui em no mérito religioso. A discussão aqui é apenas no ramo do que a ciência diz. Isso é um transtorno psíquico.

Essa lei abrirá uma porta enorme para que alguém pego praticando a pedofilia saia ileso de qualquer acusação. Basta que no momento do flagrante ele alegue que se vê como uma criança. Olha a expressão autopercebido entrando em cena novamente, o pedófilo se autopercebe uma criança e portanto pode ter relações sexuais com ela sem problema. Segundo os deputados dementes que propuseram essa lei, o gênero sexual é apenas uma construção social e nada tem a ver com os órgãos sexuais. Seguindo essa lógica imbecil, logo também considerarão a idade como uma imposição social e que cada poderá ter a idade que quiser.

A esquerda introduz sutilmente suas ideologias através de seus braços midiáticos e educacionais e se não tomarmos cuidado agora, em breve o estrago será irreversível. Se nos calarmos, seremos culpados pela omissão e pagaremos cara em um futuro muito próximo. Questione os defensores dessa ideia e veja o quão perigosos são, em todos os sentidos.

Que Deus tenha piedade de nosso país e nossos filhos.

A Esposa do Pastor

Por Thiago Schadeck

A maioria dos cristãos, que congregam regularmente e tem algum compromisso com a igreja sabe que a vida do pastor não é fácil. Ele tem uma nobre função, como o Apóstolo Paulo diz em 1 Timóteo 3. O pastor tem como missão levar as ovelhas do rebanho que Cristo o confiou à conhecer e ter um relacionamento mais profundo com o Pai. Definitivamente, não é fácil pastorear ima igreja, seja qual for o tamanho dela.

O “sucesso” do ministério de um pastor depende basicamente de duas coisas: a sua intimidade com Deus e o apoio de sua esposa. Um pastor que não recebe apoio em casa está fadado a ser qualquer coisa, menos um pastor, biblicamente falando.

É a esposa do pastor que muitas vezes tem de abrir mão de ter a companhia do marido. Isso porque sempre tem alguém querendo conversar com ele, se aconselhar, pedir uma oração. Não foram poucas as vezes que vi pastores que eram convidados em alguma festa sendo puxados de canto por pessoas que precisavam desabafar sobre problemas no casamento, com filhos, trabalho e etc. Enquanto isso, sua esposa ficava deslocada em alguma rodinha, que claramente ela não estaria, se tivesse essa opção. Infelizmente as pessoas não conseguem compreender que o pastor deve ter seus momentos de lazer.

É a esposa do pastor que se assusta quando ele sai da cama num pulo porque acaba de receber a notícia que algum membro de sua igreja precisa de ajuda no meio da madrugada. É ela que fica sozinha pelo restante da madrugada, orando e intercedendo para que tudo dê certo e que seu marido volte logo e são para a casa. Todo mundo tem direito a descansar após o trabalho, menos o pastor. Ele tem que estar disponível 24 horas por dia.

É a esposa do pastor que não sabe quando foi o último domingo em que conseguiu ter a família toda reunida à mesa no almoço. O marido tem que dar aula na escola dominical, assitir o ensaio do ministério de louvor, preparar o sermão da noite e chegar cedo para abrir a igreja e ligar toda a aparelhagem para que quando os membros chegarem para o culto, tudo já esteja pronto. Poucas pessoas tem disposição para se colocar ao lado do pastor e dividir essa carga com ele.

É a esposa do pastor que sabe o que ele passa para honrar o chamado que recebeu, quando passa a noite acordado pensando como resolverá algum problema da igreja ou orando pelo casamento de algum casal de sua igreja que está diante de uma iminente separação. Nesses momentos ele só pode contar com sua esposa, que com sabedoria o acalma e o lembra que foi Deus quem o chamou e cuida de tudo.

É a esposa do pastor que embarca em um chamado que não é dela e serve de coluna no ministério do marido. Ela que coloca o braço do marido em seus ombros e o ajuda a ficar em pé quando suas forças se vão e todos lhe viram as costas. É ela que dá o suporte e o ânimo para seguir em frente mesmo quando ele erra. Eu creio que existam mulheres que tem o chamado para serem ESPOSAS DE PASTOR.

Certamente não é qualquer mulher que aguenta isso, ela deve ter um chamado por Deus e ser tão apaixonada por Jesus e Sua Igreja quanto o marido. Louvado seja Deus pela vida dessas mulheres!

Valorize não só a esposa de seu pastor, mas toda a sua família. Se o pastor for uma grande bênção para a igreja e falhar na comunhão e no cuidado de sua própria familia, então ele fracassou miseravelmente em seu ministério.

Apóie seu pastor a tirar uma folga de vez em quando, sair em férias pelo menos uma vez por ano, ter tempo com sua família.

Deseje que seu pastor tenha uma vida de qualidade com ao lado de sua esposa e filhos. Isso não tem a ver com dinheiro, mas com presença. Não lance um fardo ainda mais pesado sobre os ombros da esposa dele, a obrigação de educar os filhos não é só dela. Cuidar da igreja é uma das obrigações do pastor, cuidar se sua família é a sua missão primordial. O cuidado com a igreja será o reflexo de como ele cuida dos seus.

Ore, mas ore muito pela esposa do pastor porque o trabalho muitas vezes invisível dela é que o mantém em pé.

Louvo ao Senhor pela vida da Patrícia, minha esposa, que tem sido um grande apoio nessa nova e dura fase de minha vida!

Que Deus abençoe grandemente as esposas de pastor!

Daniela Araújo e seu suposto uso de drogas. Qual a atitude a ser tomada?

O namorado da cantora vazou “sem querer” um áudio em que a cantora assumiu ser usuária de drogas. Ao que tudo indica é um áudio real e a voz é da Daniela, mas ela ainda não se manifestou à respeito do assunto.

Por Thiago Schadeck

A notícia de que a cantora Daniela Araújo é usuária de drogas caiu como uma bomba na internet ontem. O seu namorado vazou “sem querer” um áudio (colocarei o link no final desse texto) em que Daniela comprava drogas e que ao ser repreendida por ele, ficou extremamente irritada e agressiva. O traficante tenta argumentar que as drogas não trazem mal e que muita gente usa. Em todo tempo, a moça que supostamente é a Daniela Araújo, se coloca ao lado do traficante, pedindo insistentemente que ele a perdoe.

Como qualquer assunto, e o gospel não está livre disso, apareceram especialistas de todos os lados: os “não julgueis”, os que já condenaram a moça ao inferno, os que ficam felizes e tripudiam da igreja de Cristo, os ponderadores e etc.

Não sou especialista, mas tenho certa experiência em todos esses anos ajudando a pastorear a igreja e lidando com todo tipo de gente. Tivemos inclusive um caso que de certa forma é parecido. Como deve-se proceder quando há um fato tão delicado quanto esse?

Daniela deve ser abraçada:

Não estou aqui, de maneira alguma, defendendo que se passe a mão sobre a cabeça dela e a tratem como uma coitada que foi vítima das drogas. De certa forma ela é uma vítima, mas isso não a isenta de sua responsabilidade, ainda mais se tratando de alguém com tanta influência entre os cristãos, sobretudo os jovens.

A igreja que ela congrega, se é que congrega, terá de abraçá-la como se fosse sua filha e mostrar que há uma luz no final do túnel. Deverá mostrar o quão grave foi o seu erro, mas que ele não é maior que a misericórdia de Deus. Se ela se arrepender verdadeiramente, será perdoada e terá forças para mudar de vida.

Deverá afastá-la dos púlpitos e palcos:

Esse momento é delicado e não deve ter os holofotes que a Daniela se acostumou. Por mais que seja querida pelos amigos, familiares e fãs, ainda que seja, e acredito que seja mesmo, usada por Deus, não está em condições de subir ao púlpito para ministrar. Suas músicas falam muito sobre santidade e vida com Deus, o que ela demonstrou não ter, pelo que se pode ouvir no áudio. Claro que todos temos pecados e ainda não atingimos a santidade que teremos na glória, mas é muito diferente de alguém afundado em um vício. Seja quem for, se estiver nessas condições, deve ser afastado do púlpito até ser tratado por Deus e transformado.

Não que seja o caso da Daniela, mas alguns artistas gospel, quando pegos em alguma falha grave de caráter, somem por um tempo e depois retomam a carreira como se nada tivesse acontecido. A Daniela terá de lidar com a desconfiança sobre sua recuperação pelo resto da vida. A melhor forma de ela provar que foi regenerada é dando frutos.

Ela deve reconhecer sua condição:

O primeiro passo para a libertação é reconhecer que só sairá da posição lastimável que se encontra é reconhecer que o problema é maior que suas forcas e sozinha não será possível. Quem tem problemas com vícios, sejam eles quais forem, tem a tendência de acreditar que pode se livrar deles quando quiser e a cada tentativa sem sucesso se afunda mais.

Tem que analisar o que a levou às drogas:

É hora da Daniela fazer uma auto reflexão e entender quais os motivos que a levaram a entrar no mundo das drogas. Normalmente quem decide experimentar algum tipo de droga é porque não está satisfeito com o que vem vivendo e quer uma fuga para os seus problemas. É sabido que a cantora é separada do também cantor Leonardo Gonçalves (da música Getsêmani) e que passou por alguna períodos depressivos, o que podem os motivos para essa derrocada nas drogas.

Identificando os motivos, ela deve ser tratada, ministrada e discipulada para que consiga superar esses fatos e que as lembranças (da separação, por exemplo) ou as crises de depressão não tenham mais a força de jogá-la nas drogas, fazendo um estrago pior.

Rever a sua fé e teologia:

Ao que me consta, apesar de ser Adventista, ela havia abraçado uma teologia mais suave e liberal, daquelas que estão “com Cristo, mas não com a religião” e que vivem a “liberdade e não os dogmas”. Isso é perigoso demais, porque aprisiona as pessoas à essa “liberdade”, que na verdade é uma válvula de escape para pode viver como bem entender. Estava vivendo amasiada com o namorado, o que a Bíblia diz claramente ser um pecado.

Se ela se arrepender de verdade de sua condição, será inevitável que mude os seus pensamentos, modo de agir e, fatalmente, sua pregação. Não que tenha de virar uma legalista, mas o Evangelho de Cristo não é oba-oba.

Qual o nosso pepel?

Simples! Orar por ela.

Pedir ao Senhor que tenha misericórdia dela. Não só dela, mas de nós, dos nossos filhos, vizinhos, amigos, irmão da Igreja, enfim da nossa geração. Ninguém está livre de entrar para o mundo das drogas. O Diabo está ao nosso derredor buscando a quem possa tragar.

Só quem já vivenciou alguém que ama passando por esse terrível sofrimento de se livrar das drogas sabe o quanto é doloroso e traumático para todos. Essa moça tem pais, tem amigos e familiares que a amam e certamente estão sofrendo, ore por eles também.

Em tempo: o namorado que jogou tudo no ventilador não é nenhum santo e usou de um mal caratismo tremendo vazando esse áudio, poderia resolver isso de outra forma, trazendo um estrago menor. Quase no final do vídeo ele alega que a cantora deveria esconder o fato de ser drogada por que se fosse descoberto isso acabaria com a sua carreira. Sim, a preocupação dele era com a carreira dela.

Ouça o áudio completo aqui https://youtu.be/ejYrZ3OMHwo

Uma reflexão sobre a conversão e o batismo de Wesley Safadão

O cantor postou as fotos de seu batismo em seu Instagram e rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais.

Por Thiago Schadeck,

Um dos assuntos mais comentados no meio gospel no final da última semana, principalmente através das redes sociais, foi o batismo do cantor Wesley Safadão. O próprio artista divulgou o fato através de seu Instagram. Ele e a esposa participaram de um retiro na Igreja Batista da Lagoinha e decidiram-se por descer às águas.

Obviamente que uma notícia dessas faz com que as pessoas tenham logo uma opinião e a tendência é que essa seja polarizada. Uns pensam que é só marketing e que ele abraçou o evangelho da moda. Outros se empolgam e já esperam um DVD gospel com o testemunho do Wesley, até então, Safadão. Assim como em qualquer outro assunto, o brasileiro aprendeu que deve escolher um lado e defendê-lo com unhas e dentes. É assim na política, por exemplo, em que se você não é PT, é automaticamente taxado de ser PSDB e vice versa.

Sabemos através da bíblia que a conversão é instantânea e garante a salvação, porém a regeneração e a santidade são um processo longo. Os discípulos que estavam 24 horas por dia com Jesus ainda tinham suas falhas de caráter. João queria que chovesse fogo sobre seus opositores, Pedro cortou a orelha do soldado que estava prendendo Jesus, Tomé duvidou que Cristo tivesse mesmo ressuscitado. Nós, convertidos, ainda temos maus hábitos que trazemos de nosso velho homem, ainda estamos nesse processo de santificação. A nossa vantagem é que somos anônimos e nossos erros não são expostos.

Batismo do Wesley Safadão

Claro que o Wesley não poderá continuar sendo “Safadão” e é óbvio que as letras de suas músicas deverão mudar, não pode ter mais aquele 1% vagabundo. O problema é que queremos que ele largue tudo hoje, sem pestanejar, mas toleramos o irmão da nossa igreja que ainda fuma, a irmã que ainda trai o marido, o jovem que fuma maconha. Simples, eles ainda não conseguiram se livrar desses pecados e estão na luta. Mas o Safadão não, ele já deveria renunciar tudo agora. Que chame uma coletiva de imprensa e avise que todos os seus shows estão cancelados. Os patrocinadores que se virem para devolver o dinheiro de quem já comprou ingresso. Ele não é da minha igreja, então que sejam radicais com sua postura. Os meus eu tenho mais paciência porque sei que discipular alguém não é fácil.

Aliás, o próximo e mais precioso passo que o Wesley deverá dar é aceitar ser discipulado e confrontado pela Bíblia. Alguém precisa dedicar tempo para ensiná-lo sobre as doutrinas básicas da Graça, sobre o que é ser cristão e principalmente em que implica a sua escolha por Cristo. Apenas conhecendo a Verdade que ele será liberto das amarras do pecado. Somente conhecendo as Escrituras que ele entenderá qual a vontade de Deus para a sua vida. Não creio que isso será feito por um anjo resplandecente que invadirá o quarto dele na madrugada, mas pelos pastores que agora são espiritualmente responsáveis por sua vida.

Se o Wesley continuará sendo Safadão ou será o Santarrão, ainda não sabemos. O nosso papel como cristãos maduros e – segundo nós mesmos – mais santos que ele é orar e pedir ao Senhor que conclua a boa obra que Ele começou na vida dessa família. Que Deus o desperte e lhe tire as escamas que não o permite ver que são pecadores e necessitados da graça de Cristo.

Que o Wesley entenda que a fama e o dinheiro podem ser muito bons nessa terra, mas não garantem a sua vaga na vida eterna. Que não foi por ouro e nem prata que ele foi comprado, mas pelo sangre precioso do nosso Senhor Jesus. Que renuncie essa coisas passageiras para abraçar o que é eterno.

Obs1: não defendo que ele “migre” para a música gospel e nem que lhe sejam dadas oportunidades para pregar ou contar testemunhos. Primeiro dê os frutos dignos de arrependimento e mostre que realmente se converteu, o restante acontecerá naturalmente, se tiver o chamado.

Que Deus abençoe o Wesley e sua família nesaa nova caminhada e que possam provar dessa maravilhosa graça e ter a satisfação de provar a caminhada com o Pai.

Obs2: Claro que há artistas que “se convertem” por marketing, como já escrevi no post “O GOSPEL É POP” e obviamente fazem mal à reputação da igreja, mas só se mostram com o tempo, não nos precipitemos em julgar. Tempo ao tempo!

PARÁBOLA: A TABUADA E A BÍBLIA

Por Thiago Schadeck

Um garoto fazendo sua lição de matemática deveria colocar em uma folha todas as tabuadas, do 1 ao 10. Por ter muita dificuldade com números, pediu ajuda a mãe que pacientemente o ensinou a resolver cada questão. Em poucas horas o garoto era capaz de falar de cór e salteado qualquer resultado das tabuadas que havia estudado e estava irradiante por isso.

  • “Sou o novo gênio da matemática!” – gritava ele.

Vendo aquilo, sua mãe o chamou para conversar e lhe explicou que a matemática não se resumia à tabuada e que existiam temas dentro da própria matemática que eram infinitamente mais complexas que aquilo que ele tinha conseguido decorar.

-“Meu filho, saber a tabuada de cór significa que você compreendeu uma partícula muito pequena da matemática. Algo muito significativo para alguém de sua idade, mas é o básico da matéria. Para se considerar um conhecedor da matéria você precisa se dedicar a muito mais que decorar uma porção de contas simples. É necessário saber interpretar os números e atender às demandas, sejam de quais áreas forem.” – explicou a mãe.

A semelhança do garoto com os crentes de hoje:

Muiros crentes pensam que por saber meia dúzia de versículos de cór já são mestres em bíblia e que são os novos gênios da teologia.

O problema em comum entre o garoto e a nossa geração gospel é que eles sabem uma partícula da matéria – matemática para o garoto e bíblia para os crentes – mas não sabem o que fazer com isso. Os crentes são capazes de citar dezenas de versículos pela memória, mas não conseguem explicar o mais simples contexto no qual estão inseridos e qual seria sua aplicação para os dias de hoje. Isso acontece principalmente com Malaquias 3:8-10, sobre os dízimos e os homens que roubam a Deus; Filipenses 4:13, em que tudo posso naquele que me fortalece; Mateus 6:33, acerca de buscar primeiro o reino de Deus e ter as demais coisas acrescentadas. Claro que esses são apenas alguns, existem muitos outros.

Talvez a nossa geração seja a que mais tem versículos decorados, afinal eles são incutidos sistematicamente na mente das pessoas para manupulá-las àquilo que se deseja alcançar delas. Não precisam explicar o que significa “poder tudo naquele que nos fortalece”, só é necessário que a pessoa acredite que ela tem superpoderes celestiais. Por que fazer as pessoas se preocuparem com a salvação etrerna, se o que eles querem mesmo é ouvir que são o xodózinho de Jeová? Lamentavelmente, os crentes não sabem ao menos o básico de bíblia.

Resumindo: para ser um matemático ou um cristão verdadeiro é necessário muito mais que saber um pequeno trecho do todo. O verdadeiro cristão tem sede de conhecer mais sobre seu Senhor, através de Sua Palavra.

Não se contente apenas em saber o que a Bíblia diz, mas em aplicar tudo o que ela ensina.

FILHA DE JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA PROFETIZA QUE JOÃO DÓRIA SERÁ PRESIDENTE

“Sei que o propósito do senhor é este. Sei que Deus tem outros voos para você. Vejo nisso tudo um grande plano de Deus para esta nação. Nosso povo, João, tem estado de joelhos orando por socorro”, disse Rute Costa, filha de José Wellington Bezerra da Costa.

Não foi a primeira e provavelmente não será a última vez que um encontro entre João Doria e líderes evangélicos termina com clamores para que o prefeito de São Paulo seja o candidato do PSDB à Presidência em 2018.

Mas a reunião de Doria com mais de 150 pastores na noite desta sexta-feira (7) teve um componente inédito: os gritos de “glória a Deus” e “amém”, reações sempre que alguém levantava a hipótese de uma candidatura presidencial, foram proferidos na sede do Executivo paulistano.

Segundo presentes, a Prefeitura jamais havia abrigado um evento para evangélicos, ao menos não um com aquelas proporções.

O evento foi orquestrado pelo presbítero Geraldo Malta e pelo pastor Luciano Luna, assessores religiosos informais do prefeito. A mesma que organizou cerimônia similar para o governador Geraldo Alckmin um mês atrás, no Palácio dos Bandeirantes.

A reunião na Prefeitura foi maior (mais do que o dobro de presentes) e, segundo pastores que conversaram com a Folha, mais genuína. No Bandeirantes, Alckmin foi saudado como bom nome para disputar as eleições presidenciais, mas o coração do segmento estaria com Doria.

O encontro no sétimo andar do prédio onde o prefeito despacha durou uma hora e meia, ensanduichado por uma oração de abertura e outra de encerramento.

Os pastores se alternavam em discursos polvilhados com tom de campanha nacional enquanto Doria sorria numa mesa com seu vice-prefeito, Bruno Covas, e três de seus secretários –Julio Semeghini (Secretaria de Governo), Eloísa Arruda (Direitos Humanos) e Filipe Sabará (Desenvolvimento Social).

“Mais de 80% do segmento evangélico do país” estava ali representado, disse Malta ao microfone.

“Hoje o senhor está aqui, mas quero te ver lá”, disse a vereadora Rute Costa (PSD), filha de José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil.

Dizendo falar em nome do pai, Rute continuou: “Sei que o propósito do senhor é este. Sei que Deus tem outros voos para você. Vejo nisso tudo um grande plano de Deus para esta nação. Nosso povo, João, tem estado de joelhos orando por socorro”.

A vereadora comparou o prefeito a David, que trava uma batalha bíblica contra o gigante Golias. “Ele não era alto, era baixo. E era valente. Como Doria também é. O que o senhor fez na cracolândia foi valente.”

Ligado à Assembleia de Deus, o vereador João Jorge (PSDB) tinha puxado o coro presidencial minutos antes. “Ninguém falou aqui ainda, mas se ano que vem [o sr. concorrer]…” O público reagiu com um coro de “amém”.

Jorge prometeu entregar dois projetos de lei na Câmara Municipal: um para facilitar a obtenção de alvarás para igrejas e outros com uma versão “mais realista” da lei do Psiu, que costuma punir instituições evangélicas por cultos barulhentos.

“É um constrangimento para nós [ser penalizado], João, acha que isso nos agrada? No dia seguinte a imprensa bate na gente, bate no senhor”, disse.

Jorge louvou Doria como “um homem de Deus que não fala palavrão, não bebe, não fuma”. O próprio prefeito reforçou as credencias de bom moço. “Minha formação cristã, católica, me fez distante de bebida, tabaco.”

O tucano contou que começou a se aproximar do segmento evangélico nas prévias partidárias que o ungiriam candidato de seu partido em 2016. “Fui gradualmente me entusiasmando. Me senti completamente dominado, feliz.”

Os líderes religiosos também celebraram a sanção sem vetos do PPI (Plano de Parcelamento Incentivado) aprovado na Câmara Municipal, que prevê anistia a dívidas de igrejas.

Na saída do encontro, cada convidado recebeu uma caixa de vitaminas com o rótulo DoriaVit(“especialmente formulado para o trabalhador”), que continha o aviso: “Contém alta dosagem de trabalho”.

Fonte: Folha

DEUS NÃO ESTÁ PREOCUPADO COM NÚMEROS?

Realmente Deus não se interessa por números, o interesse Dele é com as pessoas. Ele deu a vida do seu único filho por amor ao mundo!

Deus não está interessado em números

Por Thiago Schadeck,

Com certeza você já ouviu alguém, principalmente se congrega em uma igreja pequena, dizendo: “Deus não está preocupado com números, ele quer qualidade!”. Concordo em partes, como explicarei à diante. Porém, não podemos usar isso como uma desculpa para nos acomodarmos em nossa zona de conforto e deixar a igreja crescer lentamente. Eu mesmo já tive esse pensamento, mas Deus vem mudando meu entendimento ao longo do tempo.

Vamos ver o que a Bíblia diz sobre o crescimento da igreja.

  • Em uma única pregação de Pedro, mais de três mil pessoas se converteram:

“Com muitas outras palavras os advertia e insistia com eles: ‘Salvem-se desta geração corrompida!‘ Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas.” (Atos dos Apóstolos: 2:40-41)

Note que não foram atraídos por falsas promessas de que teriam uma vida de plena paz, saúde e prosperidade financeira, pelo contrário, eles foram convencidos de que Cristo era o Salvador, o Messias prometido que Deus enviaria para salvar o seu povo. Não era um evento diferentão, não tocava as músicas pop da época e tampouco tinham artistas gospel cantando para ‘preparar’ o povo para a mensagem. O crescimento se deu por conta do derramar do Espírito Santo, que encheu os discípulos e deu a autoridade e intrepidez que Pedro necessitava, além disso, o mesmo Espírito convenceu aquelas pessoas que o ouviam do pecado, da justiça e do juízo.

Com uma pregação dessas, que troxe a consciência de quão pecadores eram e que entenderam que sem Cristo jamais poderiam ser salvos por conta própria ou apoiados na lei. 

  • Não muito tempo depois, eram cinco mil convertidos:

Mas, muitos dos que tinham ouvido a mensagem creram, chegando o número dos homens que creram a perto de cinco mil. (Atos dos Apóstolos: 4:4)

A Igreja continuou crescendo porque os apóstolos não pararam de pregar. Como aconteceu com Pedro em pentecostes, os outros apóstolos também foram cheios do Espírito Santo e pregavam com ousadia. Além disso, eles estavam sempre reunidos orando, ouvindo a Palavra e compartilhando o pão. Isto é, eles tinham a comunhão necessária para que Deus se agradasse deles e derramasse as suas bençãos (Salmos 133:1-3).

  • Se Deus não está preocupado com números, por que Jesus mandou pregar à todos?

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15)

É claro que as pessoas serão convencidas pelo Espírito Santo, mas isso não nos isenta de nossa responsabilidade de pregar a todos aqueles que não conhecem ao Senhor. A grande comissão consiste em anunciar a salvação única e exclusivamente pelo sacrifício vicário de Cristo, em que fomos comprados por seu sangue.

  • Jesus mandou quer sua casa cheia nas bodas do Cordeiro:

“O servo voltou e relatou isso ao seu senhor. Então o dono da casa irou-se e ordenou ao seu servo: ‘Vá rapidamente para as ruas e becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos’. “Disse o servo: ‘O que o senhor ordenou foi feito, e ainda há lugar’. “Então o senhor disse ao servo: ‘Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar, para que a minha casa fique cheia. (Lucas 14:21-23)
Claro que aqui, em um primeiro momento, Jesus não quer qualidade, mas a quantidade mesmo. Não é possível selecionar a qualidade de uma pessoa sem antes conhece-la muito bem. 

Cristo chamou a pior espécie de gente da época: pobres, aleijados, cegos e mancos. Basicamente eram os inúteis de sua época, aqueles que viviam de esmolas. Certamente que Cristo transformaria suas vidas com o bem mais valioso do mundo e que nenhum dos ricos que lhes desprezavam poderiam dar, a vida eterna. Humilhados aqui na terra, mas honrados com a coroa da vida no céu. Corpos defeituosos na terra, mas com corpos glorificados na eternidade. Sofredores na terra, vida abundante na glória.

Cristo chama para uma completa transformação. Não cabe a nós decidir quem tem ou não as qualidades necessárias para que Ele cumpra seus planos. Ao contrário, ele usa a nossa incapacidade à favor de Seu Reino!

Existem ainda outros tantos textos que falam sobre o chamado de Cristo e o crescimento da Igreja, como a parábola da grande rede em que vem todo tipo de peixes, as igrejas que Paulo plantou ao longo de suas três viagens missionárias. A Igreja que começou com apenas um homem, Jesus, e logo tinham doze, setenta, quinhentos, três mil, cinco mil e que hoje tem uma quantidade incontável deve ser o maior exemplo de que Cristo quer que sua igreja cresça.

Apenas reforço que desde os tempos bíblicos a igreja cresce quando há pregação fiel às escrituras, pois elas dão testemunho de Cristo e anunciam a vida eterna

PASTOR DOA RIM PARA UM MEMBRO DE SUA IGREJA

Basílio Montez diz que foi instruído por Deus a fazer a doação

Pastor doa rim para um membro de sua igreja

A igreja Batista da Terra Santa, na cidade de Cameron, Texas, vivenciou uma rara oportunidade de ver-se o amor cristão sendo praticado.

O pastor Basílio Montez disse estar obedecendo a Deus quando decidiu doar um de seus rins para Jesus Cerecerez, um membro antigo da congregação.

Dois anos atrás, quando descobriu que sofria de uma grave doença renal e precisaria de um transplante para sobreviver, Cerecerez começou a orar por um doador. O pastor Montez afirma que Deus o orientou para se oferecer. Após os exames, descobriram que eles eram compatíveis, algo extremamente raro nesses casos.

Eles deram prosseguimento ao processo que terminou com a cirurgia e depois de algumas semanas de recuperação, ambos estão iniciando uma nova fase de suas vidas. 

Cerecerez disse que ainda está comovido, e que a sensação é inexplicável. O líder religioso afirma que está feliz por ter “embarcado nessa jornada de fé”.

“Eu recuperei minha vida e mal posso esperar para saber o que mais Deus tem para mim”, disse Cerecerez.
A maior parte da vida de Montez foi dedicada à oração, pregação e aconselhamento, mas ele diz que é uma honra maior receber o chamado para salvar uma vida.

“Louvamos a Deus por tudo o que Ele tem feito”, disse o pastor. “Pela cura que Ele tem operado e que tudo sempre seja para sua honra e sua glória”. Disse ainda que faria tudo de novo, se pudesse.
Com informações CBS

Via: Gospel Prime

PASTOR DIZ QUE FOI AO INFERNO E MATOU O DIABO

A imprensa sul-africana divulgou nas últimas horas uma postagem no Facebook do pastor Paseka Motsoeneng, também conhecido como Pastor Mboro, onde ele afirmava ter ido ao inferno e matado o diabo.

O religioso escreveu que foi até o inferno e chegando lá viu “uma fila de milhões de pessoas esperando para serem amaldiçoadas pelo Satanás” e que ele, inclusive viu muitos políticos da África do Sul nessa fila.
“Fiquei tão chocado porque eles viveram como anjos aqui na Terra. Eu pensava que eles estavam no céu”, declarou o pastor ao falar sobre os políticos que viu no inverno.
Ainda na postagem, ele afirmou que Satanás o viu e entrou em pânico por saber que ele seria morto. “Quando Satanás me viu, ele entrou em pânico e enviou seu exército para me matar. Como Sansão na Bíblia, eu os derrotei e Satanás foi a minha última vítima”, declarou o pastor.
Segundo o site Daily Voice, o primeiro a publicar a história do pastor, por conta das críticas que Motsoeneng recebeu nas redes sociais, ele acabou apagando a postagem.

Todo cristão sabe que Satanás terá seu merecido fim dado pelo próprio Deus, como lemos em Apocalipse. Logo a versão do pastor Mboro é uma das várias mentiras que ele tem contado aos seus seguidores.
Segundo o Daily Voice, no ano passado o mesmo religioso disse aos seus fiéis que tinha ido até o céu. Isso aconteceu durante a Páscoa e lá ele tirou fotos usando seu smartphone da Samsung.
O site diz que o religioso vendeu as imagens “do céu” por 5 mil rands, que em real daria cerca de R$ 1.251. E não foi só isso, ele fez uma campanha cobrando 10 mil rands para levar pessoas até o céu.
Outra mentira contada por ele, foi que ele teria “recebido de Deus” uma BMW i8 avaliado em 2 milhões de rands, presente este dado a ele por “ter ajudado os pobres”. “A Bíblia diz que aqueles que cuidam dos pobres serão exaltados por Jesus. Eu tenho ajudado os pobres. Deus me recompensou com um i8”, disse o pastor.

Com informações de Daily Voice

Via Mulheres Sábias

A CRISE É O PRELÚDIO DO AVIVAMENTO

Os grandes avivamentos da história aconteceram em tempos de crise. Não nasceram do útero da bonança, mas foram gestados com dores e lágrimas em tempos de sequidão, diz Hernandes D. Lopes

Os grandes avivamentos da história aconteceram em tempos de crise. Não nasceram do útero da bonança, mas foram gestados com dores e lágrimas em tempos de sequidão. A crise nunca foi impedimento para a ação soberana de Deus. É quando os recursos dos homens se esgotam que Deus mais visivelmente manifesta o seu poder. É quando todas as portas da terra se fecham é que Deus abre as janelas do céu. É quando o homem decreta sua falência, que o braço do onipotente mais se manifesta.

​O Brasil está vivendo, possivelmente, a sua mais aguda e agônica crise desde o seu descobrimento. A nação está rubra de vergonha, diante da desfaçatez de políticos e empresários que domesticaram os poderes constituídos, para assaltarem a nação e sonegarem ao povo o direito de viver dignamente. O profeta Miquéias, já no seu tempo, identificou esse conluio do crime, quando escreveu: “As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e, assim, todos eles juntamente urdem a trama” (Mq 7.3). A corrupção chegou ao palácio, ao parlamento, às cortes e em setores importantes do empresariado. Um terremoto devastador atingiu as instituições, abalou a economia e enfraqueceu a indústria e o comércio. A carranca da crise é vista na desesperança dos mais de quatorze milhões de desempregados em nosso país. A morte se apressa para aqueles que não têm direito a uma assistência digna nos hospitais, sempre lotados e desprovidos de recursos. Os acidentes trágicos se multiplicam porque nossas estradas estão sucateadas. A educação se enfraquece porque as escolas públicas, em muitos lugares, estão entregues ao descaso. Líderes com muito poder e apequenado caráter, favorecem os poderosos e tiram o pão da boca dos famintos, fazendo amargar a vida de um povo já combalido pela pobreza e desesperança.

Nesse cenário cinzento, muitas igrejas, por terem se afastado da sã doutrina e por terem tergiversado com a ética, perderam a capacidade de exercer voz profética. Não confrontam os pecados da nação, como consciência do Estado, porque primeiro precisam embocar a trombeta para dentro de seus próprios muros. Há um silêncio gelado, um conformismo covarde, um torpor anestésico. Há igrejas cheias de pessoas vazias de Deus. Há igrejas onde os púlpitos já baniram a pregação fiel da palavra de Deus. Há igrejas onde o antropocentrismo idolátrico substituiu a centralidade de Cristo. Há igrejas mornas, apáticas, amando o mundo, sendo amigas do mundo e conformando-se com o mundo. Há igrejas que parecem um vale de ossos secos. Perdeu-se a vitalidade. Perdeu-se o vigor. Falta um sopro de vida!

​É nesse momento de prognósticos sombrios, que devemos nos humilhar sob a poderosa mão de Deus. É imperativo converter-nos dos nossos maus caminhos e orarmos, buscando a face do Senhor, a fim de que ele perdoe nossos pecados, restaure a nossa sorte e sare a nossa terra. O avivamento começa com a igreja e partir dela reverbera para o mundo. O avivamento é uma obra soberana do Espírito Santo que vem, como torrentes do céu, sobre a terra seca. A água é derramada sobre o sedento e as torrentes sobre a terra seca. O Espírito Santo é derramado sobre um povo que anseia por Deus mais do que pelas bênçãos de Deus. É quando decretamos nossa falência, nos convertemos dos nossos maus caminhos e nos prostramos diante de Deus, para desejarmos ardentemente sua presença manifesta, é que ele traz sobre nós o seu renovo. Então, a igreja florescerá como salgueiros junto às correntes das águas. Então, os crentes se levantarão para dizer: “Eu sou do Senhor”. Então, não haverá mais abismo entre o que se prega e o que se vive, porque os crentes escreverão na própria mão: “Eu sou do Senhor”. Oh, que Deus levante sua igreja e restaure a nossa nação! Oh, que nesse tempo de crise e sequidão caia sobre nós as torrentes abundantes do Espírito Santo!

Vi no pulpitocristao.com 

Por Hernandes Dias Lopes
Fonte: Palavra de Verdade
Imagem: reprodução

Receita do Dia: Evangelho sabor Miojo Light


Por Thiago Schadeck

Miojo é o nome popular para o macarrão instantâneo. Aquele que fica pronto em apenas três minutos. Um alimento fácil de fazer, relativamente barato, mas que não sustenta – apenas sacia momentaneamente, não tem sabor, é artificial, faz mal à saúde e no fundo todo mundo sabe que não deveria comer, mas acredita que não fará mal se alimentar dele por um tempo.

Vamos aprender como fazer um “Miojo espiritual” e servir às pessoas que estão desesperadas em trocar a primogenitura pelo prato de lentilha, ou miojo, nesse caso.

  • “Preparo da Massa”

Quer agradar os “consumidores” que entram aos montes nas igrejas atrás de um bem estar? Sirva-lhes algo que é de fácil preparo. As pessoas andam muito ocupadas para se apegarem a algo que lhes dará mais trabalho. Imagine se alguém que já é superatarefado consegue arrumar tempo para estudar seriamente a bíblia. Claro que não! Por isso eles precisam de algo mais fácil.

Esqueça aquela receita antiga, dada por um tal de Jesus, que disse pra negar-se a si mesmo, para tomar a própria cruz, negar pai e mãe, aquela bobagem de que o Reino de Deus é tomado a força. Esses eram ingredientes usados há dois mil anos, ainda não existia a maravilhosa industria alimentícia. Pegue uma meia dúzia de versículos soltos, mas bem escolhidos, misture tudo e leve o povo em banho maria, enquanto você diz que Deus tem que atender todos os seus desejos, que se Ele prometeu – não importa para quem – Ele é obrigado a cunprir. Force-os a fazer votos financeiros e associe quem não os fizer aos avarentos. Enfatize sempre, em alto e bom som, que se eles não fizerem o voto é porque estão deixando o Diabo (cite mais uma porção de nomes de deuses das religiões afro) tomar conta de suas vidas. Por exemplo, use esse discurso:

“Meu irmão, Deus está com a mão estendida a te abençoar, mas antes Ele quer provar sua fidelidade. Satanás sabe que o Senhor vai recompensar cem vezes mais o valor desse voto e ele enviou o Tranca Rua pra fazer uma barreira no seu bolso e o Exú Caveira para matar suas finanças. Mostre a eles que você confia em Deus e traga o seu voto aqui, com fé”

Se a pessoa não ficar com medo disso, deixe ir. Não perca tempo com quem não vai ser útil no futuro. Imagine que o Miojo é composto por diversos macarrões e que não será possível amolecer a todos ao mesmo tempo. Como temos fome e só podemos usar três minutos para prepará-los, afinal discipulado longo é para igrejas mortas que estudam demais a Bíblia e matam a fé das pessoas, portanto é melhor separar os macarrões duros e descarta-los. Chame-os de joio diante de todos os outros, desta forma evita que os demais endureçam também. Lembre-se sempre que o Evangelho sabor Miojo Light é um fast-food e por conta disso não podemos perder tempo.

  • Preparo do “Tempero”

Todo mundo que já comeu Miojo viu aquele pacotinho cromado que vem dentro do pacote maior. Ele que contem todo o “sabor” do Miojo. Esse tempero é extremamente nocivo à saúde, pois contém corantes, sódio e sabor demasiadamente artificial. O problema é que sem esse tempero que faz mal a massa fica sem graça. Para esses Evangelho sabor Miojo Light o tempero também é indispensável, ele que atrai as pessoas às “prateleiras de bençãos vazias” que as igrejas tem a oferecer.

Vamos criar o nosso tempero próprio, mas que não pode ser muito diferente do industrializado para que as pessoas não estranhem. Com esse mundo de facilidades as pessoas passaram a preferir o que é menos saudável, mas que dá mais prazer a algo que seja de fato bom. Por exemplo, vendem-se mais Big Macs que saladas no Mc Donald’s.

Para que seja um tempero mais atrativo, precisamos usar ingredientes mais parecidos com aquilo que eles estão acostumados e, principalmente, o que buscam. As pessoas que consomem o Evangelho sabor Miojo Light já tem um gosto peculiar por temperos de outras religiões. Nesse caso podemos ubusar do sal, tanto o grosso para descarrego quanto o refinado para fazer o “tapete do vale do sal”. Podemos também usar e abusar do óleo. Compre do mais vagabundo que encontrar no mercado, coloque em uma jarra de vidro transparente, diga que veio de Israel e que foi consagrado no Monte das Oliveiras. Outro ingrediente nesse tempero é a água. Encha diversas garrafinhas de água da torneira, vista-se como um judeu e diga que é água do Rio Jordão, onde Jesus se batizou. 

Agora que já temos os ingredientes do tempero, precisamos dar um bom cheiro à ele, assim as pessoas serão atraídas de longe pelo olfato. Para isso podemos usar o sabonete ungido, que limpa as impurezas do corpo e fazer as pessoas armarem “pegadinhas” com os parentes não crentes. Eles deixam o sabonete ungido no banheiro, como se fosse qualquer outro, e quando o incrédulo tomar banho com ele, sai do banho convertido. Dizem até que já saí cantando “Estou seguindo a Jesus Cristo, desse caminho eu não desisto…”. Podemos também utilizar aquele perfume fuleiro, que ataca a rinite a metros e chamá-lo de “o bom perfume de Cristo”, assim quem sentir aquele fedor, digo, perfume, será atraído a Cristo e desejará ir para a igreja naquele mesmo dia. 

Bom, essas são apenas algumas ideias, mas o campo da culinária gospel atual existem diversas outras receitas e ingredientes que podem ser utilizados. A única ressalva é que nunca se utilize o VERDADEIRO EVANGELHO. Ele anula sumariamente os demais ingredientes e já faliu diversos restaurantes. Uma irmã idosa e bem vivida da igreja me confidenciou que misturar Evangelho Verdadeiro com o Evangelho sabor Miojo Light é pior que misturar manga e leite. Em pouquissimo tempo a massa murcha e ficam alguns poucos macarrões.

Que você entenda a pitada de ironia e que seja despertado!

Marcha para Jesus e Parada do Orgulho LGBT: Duas faces da mesma moeda

Por Thiago Schadeck,
São Paulo recebeu ontem, 15, a Marcha Para Jesus e domingo, 18, receberá a Parada do Orgulho LGBT. Eventos esses que estão no calendário dos grandes acontecimentos da cidade, junto com o Carnaval e a Fórmula 1. O que pouca gente percebe é que há muito em comum entre os dois eventos.

Sei que serei apedrejado pelos dois lados, mas é inegável que os objetivos e a forma como ambos os eventos são conduzidos é idêntica. As lideranças se aproveitam para manipular as massas com suas mensagens de exclusivismo e superioridade. Tanto os Apóstolos que subirão para profetizar sob a cidade, quanto a liderança LGBT que gritará aos quatro ventos sobre LGBTfobia, fazem pouquíssimo pela causa no decorrer do ano.
Vamos aos pontos em comum:

  • São shows com artistas ganhando milhões:

Não pense que algum artista sobe ao trio elétrico apenas porque quer expor seu apoio à causa. Pelo contrário, eles estão sendo muito bem renunerados e ainda usam esse evento como um belíssimo palanque para se expor nacionalmente. Há uma sequência idêntica em que os artistas de ambos os lados seguem: sobem ao trio demonstrando conhecer a causa à fundo e e se sentindo privilegiados por estarem ali, depois cantam uma sequência de músicas e antes de se despedir fazem um discurso à favor da causa que supostamente defendem, se colocam como vítima de uma perseguição e saem aplaudidos para dar entrevistas.

  • São financiados com dinheiro público

Tanto um quanto o outro vende a alma ao governo. Sem dinheiro público envolvido ficaria quase impossível organizar eventos desse porte e pagando os cachês que os artistas recebem. Tudo é supervalorizado quando tem o “patrocínio” do Governo. As empresas que locam o material necessário para a estrutura e os artistas que se apresentarão sabem que o patrocinador não poupará gastos e pagará aquilo que pedirem, afinal o dinheiro não sai do bolso deles. 

Ao final da festa, os organizadores passam a dever favores ao governo. Certamente serão cobrados e essa dívida aumentará muito com os juros acrescidos à ela. Você acredita mesmo que as bancadas evangélicas e gays são tão coniventes ao descalabro que nosso país passa à toa?

  • São eventos politicos

São eventos políticos no sentido em que políticos e seus partidos aproveitam para se promoverem, lembra que são eles quem financiam a festa? Portanto não se assuste se vir uma campanha política antecipada, já que em 2018 teremos eleições. Eles sobem ao palco para dizer o quanto são engajados com a causa que o evento defende. Na Marcha, vão dizer que lutam pela família (mas alguns dos que estão lá, trocaram a esposa por uma mais nova) e na Parada dirão que lutam pelos direitos do público LGBT (exceto se forem eleitores do Bolsonaro). O que fica bem claro nesses eventos é que em ambos os lados a luta não é pela causa, mas por aquilo que lhes convém na causa.

É um evento político também sob o aspecto de que querem levar milhões de pessoas atrás de seus trios para demonstrar poder e “vender” o apoio dessa multidão aos candidatos que desejarem. Não por coincidência os organizadores gritam aos quatro ventos que seu evento trouxe “x” milhões de pessoas e cresceu “y” por cento. Na verdade a contabilidade dos organizadores (superestimada) nunca bate com a da Polícia Militar. Quem grita mais, sai como campeão nessa disputa vã.

  • A maioria que está ali mal conhece a causa:

Faça o teste e pergunte a um frequentador desses eventos se ele sabe à fundo do que eles se trata. Peça para ele fazer um resumo de cinco propósitos de existir um dia em que as pessoas saem de suas casas e se juntam para protestas, celebrar e comungar à cerca de uma causa. Posso garantir que pelo menos 90% não conseguirão mencionar três.

  1. Marcha para Jesus
  2. É composta por pessoas que mal conhecem o evangelho. Sabem um amontoado de versículos soltos e esperam as palavras proféticas da liderança​ para que a situação mude. Acreditam que “marchando” uma vez por ano manifestarão ao país e ao mundo a glória de Deus, mas no decorrer do ano não fazem absolutamente nada pelo Reino. Que aliás, a marcha também não faz, o propósito dela é gloriar-se na multidão que se arrasta atrás do trio.

  3. Parada LGBT
  4. Grande parte das pessoas que marcará presença na Parada não consegue justificar aquilo que é repetido à exaustão por seus organizadores: que os gays são mortos apenas por serem gays, que há preconceito em tudo o que acontece com os homossexuais (existe preconceito, mas não na escala em que pregam). Além disso, apoiar a causa gay (assim como ser evangélico) se tornou cool, é POP. É melhor apoiar algo que eu não conheço direito que ser taxado de preconceituoso. Não é mesmo?

  • Todos os que são sérios nessas causas, perdem:

Falando como pastor, posso garantir que a Marcha traz mais males que benefícios​ às igrejas sérias. Precisamos ficar nos justificando o tempo todo e que apesar de também ser evangélico não temos nada a ver com essa bagunça. A Marcha prega um evangelho de facilidades, com falsas promessas e busca por coisas fúteis. Como se o favor de Deus fosse condicionado a peregrinação de alguém atrás de um trio elétrico tocando músicas de louvor e adoração ao homem. Evangelho sem cruz, sem confrontar o pecado e sem anúncio de salvação, definitivamente não é evangelho. Quando uma liderança cristã pega o microfone diante da multidão e condena os homossexuais ao inferno, ele pretensamente anula a graça de Cristo que morreu por todos os pescadores.

Do lado GLBT da festa, conheço pessoas que são de fato lutadores por uma vida melhor, inclusive acerca de que haja acompanhamento​ psicológico adequado àqueles que ten dúvida sobre sua sexualidade ou que decidiram que querem deixar a homossexualidade (erroneamente chamado de ‘cura gay), apoiando a liberdade do indivíduo decidir ser ou deixar de ser homossexual, mas que fica à sombra desses movimentos que desrespeitam quem discorda daquilo que defendem. Pregam a liberdade, mas aprisionam as pessoas à uma censura nem tão velada assim. Quando colocam uma transexual simbolizando Cristo crucificado não só ofendem os cristãos, mas também desprezam o trabalho daqueles que buscam o respeito se utilizando do respeito.

Já trabalhei com diversos homossexuais e nenhum pode me acusar de preconceito. Isso porque apesar de eles saberem que, de acordo com o que creio, a prática homossexual é considerada pecado. Não o único pecado, mas não deixa de sê-lo. Assim como já trabalhei com crentes gospel e sempre fiz questão de mostrar que embora estivesssem na igreja, não estavam em Cristo. Que o Evangelho qus criam não eram o da Bíblia.

Se puder resumir tudo o que escrevi aqui em uma frase seria: “Não seja extremista, busque a moderação”. Lembre-se que os cristãos são o sal da terra e não existe nenhum prato que o ingrediente principal seja o sal. Não tolere o pecado (independente de qual for), mas ame as almas perdidas e pregue o Evangelho da salvação eterna. É isso que Jesus faria!

Pastorado NÃO é voto de pobreza

Por Thiago Schadeck

Por conta de diversos escândalos envolvendo pastores que se utilizam do aparato da igreja para enriquecer, muita gente pensa que todo pastor deve ser um abnegado e rejeitar qualquer tipo de recurso financeiro, seja pago pela igreja ou de seu trabalho secular. Alguns chegam a dizer que se eles servem a Deus, que dependam da provisão Dele. Eu pergunto: e qual de nós não depende?
Se acordamos hoje, é porque Deus nos proveu mais um dia. Se temos um emprego que nos proporcionou termos um local para morar, seja próprio ou alugado, é porque o Senhor tem nos mantido empregados mesmo em meio à crise. Se temos a salvação é porque o Pai proveu a Cristo, o Cordeiro santo e imaculado. Digo mais, se há ímpios podendo desfrutar de tudo isso que citei acima é porque provam de uma provisão da graça de Deus, que não deixa serem consumidos por Sua ira.

Vamos agora a fatos mais objetivos sobre a relação do pastor com o dinheiro:

  • Pastor deve ter um salário.

Não importa se esse salário virá da igreja ou de um trabalho secular, o fato é que pastor deve ter um salário. Normalmente o pastor é casado e tem filhos, portanto ele precisa ter algum rendimento para sustentar a sua casa e os seus. Não é prudente deixar o pastor passando necessidade enquanto a igreja tem seus empregos e salários. Como o pastor fará visitas aos membros se não tiver um carro e dinheiro para colocar gasolina? Claro que reclamarão que o pastor é negligente e distante.
O que pode e deve ser discutido é se a igreja tem ou não condições de pagar um salário digno ao pastor. Infelizmente tem igrejas que pensam que meio salário mínimo e uma cesta básica suprem as necessidades do pastor e sua família. Deve-se levar em conta o custo de vida na região em que a igreja está localizada. Se não tiverem condições de sustenta-lo, que o liberem para trabalhar secularmente, porém que fiquem cientes que não poderão contar com ele durante um período do dia.

  • Como o pastor adquiriu seus bens?

Vejo muita gente criticando alguns pastores que tem uma boa condição de vida. Há quem pense que só porque ele é pastor deva morar com a esposa e filhos em um quarto e cozinha no fundo da igreja e ter, no máximo, uma Mobette para se locomover. A pergunta que deve ser feita é: como ele conquistou tudo isso?

Tem pastores que ganham um salário relativamente baixo da igreja mas que sabem administrar e poupar, e por conta disso conseguem adquirir alguns bens. Há os que são empresários e administram suas empresas sem que isso interfira em seu ministério. Outros são autores de livros e pela sua qualidade conseguiram um renome, valorizando suas obras e consequentemente ganhando algum dinheiro. Outros ainda vem de famílias que tem uma boa condição financeira. Existem aqueles que dão aulas, principalmente de teologia. E assim por diante.

Portanto não se preocupe com esses pastores, o dinheiro deles é ganho de forma honesta e Deus é glorificado nisso, assim como Ele é glorificado quando recebemos o nosso salário. Preocupe-se mesmo com pastores que se encostam na igeja e utilizam os recursos dela para se beneficiar, dos que profetizam mentirosamente e depois pedem a oferta para o profeta, dos que prometem bençãos e curas em troca de um “voto”, dos que exigem que sua igreja lhes entregue as primícias (um dia de salário para o sustento do pastor). Fuja desses porque o desejo deles em ver a igreja crescer não está relacionado à salvação dos perdidos, mas na possibilidade de ganhos futuros.

  • Como ele desfruta desses bens e valores

Se o pastor é egoísta e usa tudo isso que conquistou para jogar na cara dos membros o quão abençoado ele é, infelizmente não passa de mais um mercenário da fé, que só quer o status que o título lhe proporciona. Está engrossando as fileiras dos que deixaram de servir a Deus para cultuar a Mamom. O pastor, como qualquer outro cristão, tem o dever de administrar bem o que Deus lhe confiou. Lembre-se que somos mordomos daquilo que Deus nos permite desfrutar. 

Por outro lado há quem pense que as coisas do pastor são de uso irrestrito da igreja. Se tem que buscar sacos de cimento para rebocar a parede da casa do irmão, pensam logo no carro do pastor. Precisa ligar para os jovens para organizar a pizza pós culto, use o celular do pastor. Há extremos em que membros entram sem qualquer aviso na casa do pastor (principalmente se for aquele quarto e cozinha no fundo da igreja), sem nenhuma preocupação se pode encontrar alguma situação embaraçosa ou mesmo se ele quer aquela visita naquele momento. Já vi casos em que membros abriam a geladeira da casa do pastor, enquanto ele pregava, e comiam e bebiam à vontade.

Considerações finais:

Com certeza seu pastor não entrou no ministério por causa do dinheiro, mas isso não significa que o dinheiro não seja importante para a sua vida. Ninguém, nem você e nem seu pastor, podem viver sem dinheiro. Lembre que o dinheiro não é a raiz de todos os males, como alguns insistem em afirmar, mas o amor à ele, portanto o problema não é ter dinheiro e sim ter um apego exagero à ele.

Pense nisso!

Filhos mal educados e seu relacionamento com Deus

Filhos mal educados e seu relacionamento com Deus
Por Thiago Schadeck

Se você tem mais de 30 anos ou tem pais que foram rígidos em sua criação, certamente já percebeu que a relação entre pais e filhos mudou muito nas últimas duas décadas. As crianças de sofrem de uma enorme falta de educação. Não pedem licença para falar, atravessam as conversas dos pais com outras pessoas, desmentem – normalmente acerca de um assunto que não dominam – os país em frente a outras pessoas, fazem birra e se jogam no chão do shopping ou supermercado quando recebem uma negativa acerca do que desejam comprar. 

O único problema é que eles foram estragados por nós, os pais frouxos que queremos dar a eles tudo o que não tivemos, mas não damos o que recebemos de melhor, a educação. Qualquer coisa é vista como abuso, os pais não podem mais dar um tapa na bunda do filho que já surgem os paladinos dos direitos das crianças para condenar o pai. Se a criança quiser se empaturrar de alimentos que fazem mal a saúde e é repreendida, já aparecem aquele que dirão que essa criança crescerá com problemas psicológicos devido ao cerceamento de suas vontades. Lamentavelmente temos nos dobrado às regras do politicamente correto.

Essa falta de educação reflete diretamente na forma com que se relacionam com Deus. A oração de um jovem, na casa dos 15 anos, hoje é mais ou menos assim:

“- Aí Deus, vamos trocar uma ideia, na moral, cê ta ligado que ta osso passar naquela matéria da escola, né não? Cara, queria pedir que me ajudasse aí porque ta #@&# passar de ano. Quebra essa pra mim, velho e pode pá que colo no culto de jovens no sabadão antes da baladinha (pra evangelizar).
É nois hein deusão”

Parece brincadeira, mas é um compilado de coisas que venho ouvindo nos últimos tempos. Perdeu-se totalmente a reverência à Deus. Não que eu defenda o farisaísmo disfarçado de santidade, pelo contrário, o abomino também. A questão aqui é que muitos jovens não sabem se comportar e isso reflete diretamente em sua vida cristã. Pulam, dançam, cantam no louvor, mas na pregação colocam os pés em cima do banco e vão desfrutar de ótimas conversas no WhatsApp. Mas não podemos corrigi-los, isso cria traumas. 

Por não serem obrigados a obedecer os pais, os professores, respeitar os mais velhos, teremos problemas sérios em breve. Essa juventude não respeitará seus chefes no trabalho, não saberão ouvir um não de seus superiores e caso se comportem em uma reunião da empresa como se comportam no culto, já sairão dela desempregados. Lamentavelmente estamos criando monstrinhos e nos orgulhando.

Se você, assim como eu, tem filho, INVISTA uma boa parte de seu tempo educando-o. Não basta apenas dizer como ele deve agir, seja um ótimo exemplo para que quando surgir alguma situação de conflito, ele se lembre de como você age em casos semelhantes.

Seja um bom cristão e o ensine a se relacionar da forma correta com Deus, tendo temor, respeito e educação. Mostre a ele que Deus é um Senhor zeloso e não um amiguinho de escola. Que para ter intimidade com ele é necessário ser parecido com Cristo. Estimule-o a estudar a bíblia, estudando com ele. Ajude a tornar a oração um hábito na vida dele, tendo momentos de oração com ele. Incentive-o a ter comunhão com a igreja dando lhe o exemplo de amor ao próximo e por fim, mostre a ele a importância do culto comunitário.

Certamente seus filhos lhe darão muito menos trabalho no futuro.

O Cristão e a Depressão 

Depressão em cristãos. Quem está deprimido não tem que passar por exorcismo

Por Thiago Schadeck,

Depressão é um dos males do nosso tempo. Tem acometido muitas pessoas e cada vez mais precocemente. Já existem diversas crianças com essa doença desde muito cedo, o que muitas vezes dificulta o tratamento porque acreditam que a criança é quieta por conta de sua personalidade. Normalmente ela se instala nos adultos por uma fadiga excessiva ou por conta de uma grande perda ou decepção. Muitos sequer reconhecem que estão deprimidos. O diagnóstico é dificultado pelo fato de que apesar de a depressão causar dores físicas, sua origem é na alma.

Por falta de conhecimento do assunto, muitas vezes pensamos que a depressão é apenas uma frescura ou um charme e que a pessoa não sai de casa e nem se relaciona com outras pessoas porque não quer. Mas o que é simples para alguém saudável emocionalmente pode ser um grande desafio a alguém depressivo. Isso porque a depressão suga toda a nossa vontade de viver, ela tira a nossa alegria em vivenciar as mais belas coisas da vida. O mundo fica cinza e a vontade de viver se esvai pouco a pouco. 

Visão de mundo de um depressivo

Visão de mundo de um depressivo

A depressão, como qualquer outra doença, tem alguns estágios. O pior deles é o que a pessoa perde as forças para lutar e se vê no fundo do poço. Normalmente não tem ânimo de sair da cama, quer ficar o tempo todo sozinho e não gosta de ser incomodado. Nessas horas o Diabo se aproveita para sussurrar ao ouvido o quanto a pessoa é inútil e lhe dar a idéia de tirar a sua própria vida. Ela não é uma ação demoníaca, mas a pessoa fica fragilizada espiritualmente, isso porque suas esperanças, inclusive em Cristo, vão se acabando.

  • Pastores depressivos:

As pesquisas são alarmantes e apontam que cerca de 50% dos pastores sofrem com a depressão. Isso acontece principalmente porque a responsabilidade do ministério lhes suga muita energia. Pouquíssimos pastores têm o privilégio de dar uma vida boa e confortável à família apenas com a ajuda que a igreja lhe dá (quando dá). Além disso, muitos pastores tem seus empregos seculares – até para não serem pesados para a igreja – e estão, quase que diariamente, envolvidos em todas as atividades da igreja. Some-se a isso as contas da igreja, os problemas que os irmãos lhe trazem todos os dias, sua família e os cultos em que prega – normalmente mais de uma vez por semana.

o ministério é extremamente pesado e os pastores se cobram além do que deveriam, por conta disso nunca estão satisfeitos com o resultado alcançado. Eles estão sempre preocupados com aquele membro que não vem mais à igreja e nem quer saber de Deus. Ficam preocupados com o filho daquele casal que está envolvido com o crime e deixa os pais sem dormir. Está preocupado com o pai de família que ficou desempregado e corre o risco de ser despejado. Essa preocupação com fatos que vão além de seu alcance que trazem, na maioria das vezes, a depressão.

  • Como tratar a depressão?
  • Tratamento médico
  • Por anos os cristãos desprezaram a ajuda médica no tratamento da depressão, mas ela é de extrema importância. Claro que Deus é poderoso para curar qualquer que seja a doença, mas isso não nos isenta de procurar a ajuda especializada. Há de se ter o cuidado com o profissional escolhido, de preferência um cristão. 

    Interessante que desprezamos a ajuda dos médicos porque Deus pode nos curar, mas não desprezamos um professor porque Deus pode ensinar nossos filhos a ler e escrever.

  • Oração
  • A pessoa que está depressiva precisa ser incentivada a orar e buscar a misericórdia de Deus. Portanto, se há alguém próximo a você que sofre desse mal, ore por e com ele. Apesar de o tratamento médico ser importante, a oração ainda é a forma mais eficaz de tratar qualquer problema. O tratamento médico complementa o clamor e não o contrário.

    Saiba que por vezes a oração não será bem vinda pela pessoa que atravessa a fase depressiva, respeite-a e ore sozinho, pedindo que Deus quebrante aquele coração e que o Espírito Santo o console. Existem momentos de crise em que a aproximação é dificil e falar sobre Deus fica quase impossível. Isso acontece por conta da perda de esperança que já citei.

    O oração de alguém que passa por uma depressão deve ter a oração de Davi no Salmo 51:12:

    “Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer.”

    Quem passa por uma crise depressiva precisa receber a alegria da salvação, porque ela traz consigo a esperança e a certeza de que por maiores que sejam nossos problemas, Deus está conosco. Ele já nos preparou a eternidade e a nossa vitória é certa!

EVANGELHO E FINANÇAS: CONSUMISMO

Muitas pessoas são consumistas e não de dão conta. Esse texto traz um diagnóstico preciso.

Por Thiago Schadeck,

Você é consumista?

Ao ouvir essa pergunta, somos tentados a responder um sonoro NÃO de bate-pronto, mas a questão é que não dá para responder sem antes fazermos uma análise mais calma de toda a situação.  Claro que existem os consumistas compulsivos e esses precisam de tratamento, mas existem pessoas que são consumistas num “grau mais leve” e nem sempre se dão conta disso. Vejamos algumas caracteristicas de pessoas que são, em algum nível, consumistas:

  • Compram o que não precisam
  • Usam as compras como forma de relaxar
  • Não tem controle sobre a fatura do cartão de credito
  • Compram coisas que “perdem a graça” em pouco tempo
  • Querem sempre o modelo mais atual
  • Querem comprar sem antes ter acabado de pagar a compra anterior

    Esses são apenas alguns exemplos de pessoas que tem um estilo de vida consumista. Certamente você conhece alguém assim. O sujeito compra um celular em 18x, com juros no cartão de crédito, e antes de quitar essa dívida já quer trocá-lo porque o fabricante lançou um modelo novo. Outro ponto comum são as pessoas que vão à loja, experimentam uma roupa, gostam, compram e quando chegam em casa percebem que na verdade não ficou tão boa quanto a empolgação do momento deu a impressão. Envergonhados, não voltam à loja para trocar a peça por uma que de fato fique boa.

    O calor do momento nos faz ver vantagens onde não tem e encobre os defeitos mais evidentes. Para algumas pessoas o momento da compra se assemelha muito a uma paixão, onde tudo é lindo e não há qualquer defeito, mas com o passar do tempo e o controle das emoções, percebe-se que há algo de errado com aquele objeto. Existe quem compre um carro sem consultar um mecânico porque no calor da venda e a experiência do vendedor, só foi ressaltado aquilo que é bom do veículo, mas uma breve busca no Google já faria a venda ficar pelo menos em stand by. 

    Quem compra por impulso, invariavelmente faz maus negócios! 

    Quando a pessoa é consumista, certamente terá de trabalhar muito mais para ter uma renda maior e consequentemente conseguir bancar esse estilo de vida. Por conta disso, famílias são destruídas, a saúde é prejudicada e  as horas de sono são sacrificadas. Tudo para poder desfrutar por um tempo de coisas materiais e supérfluas, que não saciam o vazio na alma. Muitos querem ser vistos por aquilo que tem e não pelo que são, aí entra o consumismo e a vida se torna um círculo vicioso, quanto mais compra, mais precisa comprar.

    • Consumismo infantil:

    Os pais sempre vão querer dar uma vida melhor que a que tiveram aos filhos e isso é bom, mas se não nos cuidarmos criaremos consumistas mirins. Uma criança que tem tudo o que quer não dará valor a nada. Se a criança não tiver que conquistar o que quer, jamais saberá o sacrifício que há para conseguir adiquirir algo. É um grande desafio mostrar a essas crianças que o certo não é juntar a maior quantidade de bens possível, mas ter a melhor vida possível, o que não necessariamente tem a ver com dinheiro ou aparelhos eletrônicos. 

    Crianças de 4 ou 5 anos já tem celulares de ultima geração, algumas vezes até melhores que dos pais e isso é uma porta aberta para males muito maiores que o consumismo em si. O consumismo que os pais implantaram na criança pode abrir uma porta para a pedofilia, por exemplo, visto que hoje todos os celulares tem câmera e acessam a internet. Ou então crianças um pouco maiores, na casa dos dez anos, que estão descobrindo a sexualidade, troquem “nudes” com outras crianças da mesma faixa etária.

    O ideal mesmo é que busquemos o contentamento, como bem enfatizou o apóstolo Paulo:

    “De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.” (1 Timóteo: 6. 6-8)

    Se soubermos valorizar as coisas que já conquistamos, certamente aquilo que ainda desejamos perderá a força. Mesmo que ainda teremos o desejo de conquistar, o que é bom, não o faremos a qualquer custo. 

    Nós já temos o suficiente, o que buscamos é, na verdade, um luxo a mais para podermos desfrutar.

    EVANGELHO & FINANÇAS: Planejamento

    Dicas simples de como se planejar para conseguir alcançar os seus sonhos materiais

    Por Thiago Schadeck

    Já notou que as pessoas que estão endividadas são, normalmente, aquelas que não tem um planejamento claro. São pessoas que não sabem ao certo qual o valor do seu salário – sempre fazem a conta do bruto, tem várias compras divididas em parcelas de valor baixo – mas que a soma delas compromete uma boa parte do orçamento, gastam muito dinheiro pagando juros – por conta do descontrole e, principalmente, compram por impulso. Puxe assunto com uma dessas pessoas e comece a falar sobre coisas que você comprou e não usa, a lista dela será maior, certamente. Via de regra essas compras são feitas a um preço mais alto que custaria normalmente,  em mais parcelas que deveria, comprometendo o orçamento por muitos meses e quando chegou em casa constatou que o produto não era bem aquilo que se esperava.

    Jesus falou sobre esse planejamento aos discípulos. Vejamos:

    “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’”. (Lucas 14:28-30)

    Jesus é muito claro: antes de começar, tenha certeza de que conseguirá terminar. Simples! Se tem dinheiro, compra. Se não tem, deixa para outra oportunidade. É melhor andar a pé com dinheiro no bolso que de carro e todo endividado. É melhor comer arroz e feijão em casa guardando dinheiro que em restaurantes bons pagando com o limite do cheque especial. Note que Jesus não disse para não fazer, pelo contrário, mas ele colocou um ponto importante: o planejamento.
    Uma casa com porcelanato na cozinha e com paredes sem reboco na sala não é harmoniosa em sua estética. Não seria melhor colocar um piso mais barato e deixar a sala aconchegante de igual maneira?

    Não adianta ser dizimista, ofertante, entregar primicias, fazer voto, ser voluntário ou qualquer outra coisa, se não souber administrar bem aquilo que lhe vem às mãos. Ter consciência de quanto ganha (salário liquido, depois dos descontos – o que realmente cai na conta) e o quanto se pode gastar. Se não se esforçar e cortar alguns gastos desnecessários agora, talvez nunca tenha o suficiente para “construir a torre” a diante. Dificilmente conseguirá comprar a casa que sonha, o carro mais novo, aquela viagem legal em família e etc. 

    Precisamos ter o contentamento naquilo que possuímos. Pessoas consumistas demonstram um vazio interior que não será preenchido enquanto não aprenderem a valorizar aquilo que já foi conquistado.

    Lembre-se que só há provisão para construir, se houve inteligência no poupar!

    Além do que os olhos podem ver. #Repost

    “Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora meus olhos te veem” (Jó 42:5 – NTLH)

    Por Odilar Júnior

    Eliseu e os carros de fogoA situação do Brasil não está fácil. Em 2016, vimos uma crise político-econômica e suas desastrosas consequências: encolhimento da economia, fechamento de empresas, desemprego, etc. Há muitos motivos que causam temor e se perguntar como viveremos de agora em diante.
    E assim, também ouvimos muito, que é preciso confiar em Deus, que Ele está no controle. “Mas como Ele está no controle, se o mundo está praticamente desabando sobre nossas cabeças? Que tipo de controle é este?” – poderiam pensar. Quem pensa assim, lhe falta uma visão apropriada; só enxerga apenas o (s) problema (s). Precisam enxergar além do que seus olhos podem ver. Não compreendem que tudo isto não passa de “ação e reação”.
    Por mais que o mundo esteja um caos, Deus continua no controle sim. O ciclo natural continua vigente, mesmo havendo desastres naturais. A vida continua, em meio às doenças, guerras, fome e tudo mais. O universo ainda obedece às leis físicas estabelecidas desde o início. Ainda que por um lado, haja uma disfunção, o todo permanece.
    Quando você passa a adotar uma cosmovisão (visão que se tem do mundo) mais clara e correta, sua compreensão se eleva e passa a enxergar melhor, que há um Deus nos céus que rege todo o universo com a sua Palavra e que não será um simples problema humano que abalará seu poder e seu governo. Assim, você passa a entender o que o Jó quis dizer no capítulo 42: 5 (o texto básico citado anteriormente).
    Em 2 Reis 6:15-17 conta a história de uma situação crítica e a reação diferente em duas pessoas (Geazi e Eliseu), como suas visões são diferentes uma da outra.
    “O servo do homem de Deus levantou-se bem cedo pela manhã e, quando saía, viu que uma tropa com cavalos e carros de guerra havia cercado a cidade.
    Então ele exclamou: “Ah, meu senhor! O que faremos? ”
    O profeta respondeu: “Não tenha medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles”.
    E Eliseu orou: “Senhor, abre os olhos dele para que veja”.
    Então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.”
    Israel e Síria estavam em guerra. O rei da Síria mandou seu exército capturar o profeta Eliseu, por ter adivinhado seus conselhos e contar ao rei de Israel. Sua vida corria perigo. Ciente disto, Geazi se desesperou. Eliseu não temeu, e ainda o acalmou pedindo ao SENHOR para que Ele mostrasse a real situação: apesar de tudo, Deus estava no controle e protegendo-os. Por fim, a situação foi resolvida de uma forma inusitada e a guerra cessou. (2 Reis 6:18-23). Eliseu confiou em Deus e no seu poder para resolver problemas.
    Hoje em dia não é diferente. Não chega a ter um exército sírio querendo a nossa cabeça, mas são aquelas situações do cotidiano que tiram nossa paz. Qual deve ser a nossa postura? A de Geazi – enxergar apenas o problema, se desesperar e entrar em pânico ou a de Eliseu – encarar o problema confiando em Deus e na sua provisão, mesmo que pareça não haver solução?
    Que possamos não apenas enxergar o que é aparente, tangível e muitas vezes ilusório e falso, e sim, além disso – o que é real e verdadeiro, porém invisível – o que apenas pode ser visto com os “olhos da fé”. Que possamos encontrar a paz de espírito e enxergar a bonança em meio às violentas ondas nas tempestades de vida, confiando no poder transformador de Jesus Cristo.

    Um Recado de Deus para você!

    Recado de Deus

    Por Thiago Schadeck

    O nosso país passa por uma grave crise. Cerca de 13 milhões de desempregados, tantos outros trabalhando em situação precária,  milhares de mendigos pelas ruas, governos corruptos em todas as esferas. Na questão moral não estamos diferentes,  a sociedade cada vez mais abraça o mal e despreza o bem. O errado passa a ser valorizado à medida em que o bem é afastado do ensino. Ensino que aliás vai de mal à pior, com alunos que ingressam à faculdade sem conseguir interpretar um texto ou escrevê-lo de forma clara.

    Nesse contexto muitas pessoas se desesperam por ouvir Deus falar de alguma forma, de qualquer forma, ainda que na boca de um jumento. Por conta desse desespero saem curtindo tudo quanto é postagem que diga que Deus fará algo no Facebook, digitam “amém” em todas aps postagens do Regis Danese e do Davi Morgado e batem de porta em porta e de igreja em igreja atrás de um profeta que possa lhe revelar qualquer coisa. Ainda que nada do que foi profetizado aconteça, porque o que importa mesmo é voltar pra casa acreditando que ouviu a voz (ainda que falsa) de Deus.

    Se você está nessa situação eu tenho um recado de Deus para você!

    • O véu foi rasgado!

    Quando Jesus brada do alto da cruz, no Calvário, que tudo estava consumado e entregar o espírito ao Pai o véu do templo rasgou-se de alto à baixo (Mateus 27:50-51). 

    Sabe o que isso significa? Que você tem acesso direto à Deus. Não é necessário que um sacerdote entre na presença de Deus para interceder por você, Jesus tirou a barreira que nos impedia de irmos até o Pai, ele é o Deus que veio até nós. Cristo é o nosso sacerdote perfeito que ofereceu o sacrifício único e necessário para a remissão de nossos pecados, seu corpo. Com esse acesso direto à Deus nós podemos orar em qualquer lugar e a qualquer hora e Ele nos ouve!

    • Leia a sua Bíblia!

    Muita gente quer ouvir a voz de Deus através da boca de alguém, de preferência com rodopios e línguas estranhas, para dar mais credibilidade, mas não tiram ao menos meia hora por dia para ler a Bíblia. Ela é a nossa regra de fé e prática, ela é a nossa régua de medir, ela é a Palavra de Deus! Toda escritura é inspirada por Deus (1 Timóteo 3:16). Quando Jesus ia afrontar os seus acusadores ele pedia os rolos dos profetas, que eram as bíblias da época, ou dizia “está escrito” e citava aquilo que estava registrado nas escrituras.

    São 66 livros, escritos por mais de 40 autores e em períodos totalmente diferentes na história, porém totalmente harmoniosa e interligada. É possível relacionar Levítico ao sermão do monte em Mateus 5-7 tranquilamente, desde que se entenda os objetivos de cada livro. É possivel relacionar Gênesis e Apocalipse com relativa facilidade, considerando a ação de Deus em ambos os casos. 

    Leia a bíblia e acabe com a dependência de revelações que massageiam o ego e não eficiam em nada, porque não vieram de Deus!

    • Ore muito!

    Alguém já disse que não devemos orar até que Deus nos ouça, mas até nós O ouvirmos. A oração é uma conversa nossa com o Pai. Assim como em qualquer diálogo devemos falar e ouvir. Não espere que apareça um anjo no quarto enquanto estiver orando e diga tudo o que Deus mandou, mas tenha a certeza que o Espírito Santo que habita em você irá testificar e dar certeza daquilo que deve ser feito.

    Uma oração só de pedidos é como um filho que só procura o pai quando precisa de alguma coisa, na verdade ele não está preocupado com a companhia do pai e sim em como suprir suas necessidades momentâneas. Um filho que reconhece o valor do pai e como ele supre as necessidades diárias, não o procura só nas horas de aperto, mas tem uma vida de intimidade constante com ele.

    Não podemos determinar o que Deus deve ou não fazer, ele sabe o que é melhor para cada um de nós. Na nossa visão limitada, vislumbramos apenas o agora, já o Pai sabe o que precisaremos à diante. Lembre-se que a vontade dele é boa, perfeita e agradável  (Romanos 8:28) e que Ele tem cuidado de nós com zelo.

    • Congregue!

    A adoração congregacional tem como objetivo maior a adoração pública e coletiva ao Senhor, mas também tem a missão da edificação mútua. Resumindo, se eu tenho irmãos que caminham comigo na fé, certamente quando eu precisar de ajuda terei com quem contar. Ser desigrejado é tentar ter vida fora do corpo, o que é impossível. Assim como a brasa se apaga quando afastada da fogueira, a fé longe do corpo tende a enfraquecer.

    Sim, a Bíblia diz que você é TEMPLO do Espírito Santo, mas ela também diz que você é PARTE DO CORPO. Ninguém consegue ser igreja sozinho.

    Para finalizar, se posso te dar um conselho é que você busque viver uma fé sadia, crendo no Deus invisível, porém real. Não se apegue a paganismos e macumbas gospel, não espere um milagre pelas mãos de um homem, ainda que ele seja muito usado por Deus. Vá direto à fonte, busque diretamente em Deus, através da meditação em Sua Palavra e na oração diária! 

    Que Deus te abençoe 

    A bariátrica no anoréxico. Uma crítica à identidade de gênero.

    Ideologia de gênero

    Por Thiago Schadeck,

    Imagine a seguinte cena: você se depara com um adolescente de doze anos de idade que passa por uma crise de anorexia. Apesar de pesar apenas 26kg ainda se vê como uma pessoa obesa, diz que não está satisfeita com seu corpo e deseja mudar. Implora, chorando, que você o ajude e consiga com algum amigo médico que ele faça uma cirurgia bariátrica, a popular redução de estômago, para que enfim o corpo ideal, desenhado em sua mente, seja alcançado. Você o ajudaria e buscaria um médico para operá-lo?

    Para você entender melhor, coloco aqui a definição de anorexia:
    De acordo com a medicina, distúrbios psicológicos causam em certas pessoas uma distorção da imagem corporal, fazendo com que se vejam sempre como gordas, mesmo estando já muito magras e debilitadas pela falta de ingestão de alimentos.” (Grifos meus)
    (Fonte: https://www.significadosbr.com.br/anorexia)

    Tenho certeza que você não ajudaria o adolescente a fazer essa cirurgia. Antes, encaminharia o caso a um psiquiatra, que teria a competência necessária para tratar desse assunto. O anoréxico é na verdade alguém que tem uma visão errada sobre seu próprio corpo. A sua mente projetou uma expectativa fantasiosa e que o faz se sentir com num corpo que não é o seu. É como se seu corpo estivesse numa casa grande demais e ele precisasse transformá-la em um loft.

    Se os pais desse adolescente acreditassem que ele realmente precisa de uma cirurgia para reduzir o estômago para viver bem e fossem procurar um médico para realizar o procedimento, provavelmente seriam denunciados à justiça e o conselho tutelar tomaria a guarda do adolescente. Claro! É incabível fazer uma cirurgia dessa magnitude para corrigir uma visão destorcida que um adolescente recém saído da infância tem de si mesmo.

    Agora pense em um outro exemplo: um outro adolescente, também com doze anos de idade, acredita piamente que nasceu num corpo errado e não consegue se aceitar no padrão de gênero imposto a ele. Para resolver essa questão,  faz-se um procedimento de troca de gênero. O adolescente, seja homem ou mulher – nos padrões “patriarcais retrógrados”, começa a receber hormônios do sexo oposto, o que deforma completamente seu corpo. Agora sim ele terá o corpo dos sonhos. Vai viver feliz e contente com o corpo do sexo que deseja ter. Até passar por todo o tratamento e poder amputar o pênis, no caso dos homens. No caso das mulheres, não é possível “implantar” um pênis, apenas a remoção das mamas. O que acontece nesses casos não é a troca de sexo e sim a mutilação do corpo. Mas ainda há um problema, não é possivel mudar seus órgãos internos, portanto a estrutura continuará a “original”.

    Deixo um questionamento final: esse procedimento irreversível não é algo sério demais para ser decidido antes da maioridade? Não é razoável deixar uma criança que mal sabe decidir o que vai almoçar escolher se quer ou não receber doses cavalares do hormônios em seu corpo. 

    Com essa idade a maioria dos adolescentes ainda não tem idéia do que “querem fazer quando crescerem”, muitos ainda sonham em ser bombeiros, mas já quiseram ser astronautas e jogadores de futebol. São tão voláteis no que diz respeito ao que vão estudar e trabalhar no futuro, como teriam tanta certeza na questão do gênero?

    Elas devem receber todo o apoio psiquiátrico durante a infância e adolescência e quando tiverem idade e maturidade para decidir que realmente é isso que desejam, que seja feito o procedimento que eles quiserem, mas na infância e adolescência não! Isso é se aproveitar da fragilidade de um inocente para escravizá-la em suas ideologias.

    A mídia tenta a todo custo nos fazer acreditar que isso se trata de uma coisa normal e que devemos aceitar a idéia de uma criança decidir sobre seu sexo, mas é a mesma mídia que critica quando uma criança decide não seguir os padrões que ela impõe. Se um menino quiser virar menina, ok! Se uma menina quer ser dona de casa quando crescer é porque se rendeu ao sistema machista patriarcal.

    Os militantes da “defesa” LGBT não descansarão enquanto não conseguirem imputar nas mentes mais frágeis, principalmente das crianças, que se você não é feliz com o seu corpo, eles podem te ajudar. Inclusive, eles podem tirar seus pais do caminho, caso sejam contra sua atitude. Isso está declarado com todas as letras no projeto de lei 5002/2013, de autoria dos deputados Jean Willys (PSOL/RJ) e Érica Kokay (PT/DF):

    Artigo 5º – Com relação às pessoas que ainda não tenham dezoito (18) anos de idade, a
    solicitação do trâmite a que se refere o artigo 4º deverá ser efetuada através de seus representantes legais e com a expressa conformidade de vontade da criança ou adolescente, levando em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

    §1° Quando, por qualquer razão, seja negado ou não seja possível obter o consentimento de algum/a dos/as representante/s do Adolescente, ele poderá recorrer ele poderá recorrer a assistência da Defensoria Pública para autorização judicial, mediante procedimento sumaríssimo que deve levar em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança.

    Artigo 8º – Toda pessoa maior de dezoito (18) anos poderá realizar intervenções cirúrgicas
    totais ou parciais de transexualização, inclusive as de modificação genital, e/ou tratamentos
    hormonais integrais,
    a fim de adequar seu corpo à sua identidade de gênero auto-percebida.

    §1º Em todos os casos, será requerido apenas o consentimento informado da pessoa adulta e
    capaz. Não será necessário, em nenhum caso, qualquer tipo de diagnóstico ou tratamento
    psicológico ou psiquiátrico
    , ou autorização judicial ou administrativa.

    §2º No caso das pessoas que ainda não tenham de dezoito (18) anos de idade, vigorarão os
    mesmos requisitos estabelecidos no artigo 5º para a obtenção do consentimento informado.

    Você pode ler o projeto de lei completo AQUI e tirar suas conclusões sobre a canalhice que estão fazendo, tornando lei uma prática que mutila crianças e os transforma naquilo que eles querem que elas sejam. Note que o PL descarta o laudo psiquiátrico,  sendo assim, a criança pode acordar se sentindo no sexo errado e sem o consentimento dos pais, trocar de gênero. De acordo com essa lei, a vontade da criança é soberana, sendo assim, se essa mesma criança tiver vontade de ter relações sexuais com um adulto, ela poderá, pois sua vontade sobrepõe à outros preceitos, logo, o adulto não poderá ser criminalizado como pedófilo. Reparou como esse projeto demoníaco tem outras implicações sérias? 

    Como pai, jamais aceitarei que imponham sobre meu filho idéias de que ele pode fazer o que quiser com seu corpo. Como pastor, sempre lutarei para conscientizar as pessoas que nosso corpo faz parte do plano perfeito de Deus para nós e que somos templo do seu Espirito, tendo a responsabilidade de zelar por ele. Seja na questão da “sexualidade” quanto no cuidado com saúde, alimentação e etc.

    Idolatria Reformada

    Idolatria reformada
    Por Thiago Schadeck,

    Antes de qualquer coisa – e de ser xingado – quero deixar bem claro que creio que Lutero foi usado por Deus em sua época para reconduzir a igreja ao caminho correto. A saber, de volta às Escrituras. Creio que Calvino foi um grande homem de Deus e que a sua obra de sistematizar o estudo bíblico tem uma enorme importância há quase 500 anos e provavelmente continuará tendo até a volta de Cristo.

    Entretanto de um tempo pra cá a idolatria à Reforma tem ganho uma força tão grande que muitos falam mais em Lutero que em Cristo, mais em Institutas que em Bíblia (nunca leu nenhuma). Colocam os reformadores num status de inerrância, assim como o Papa está para os católicos. Repito: a Reforma teve uma importância ímpar para nós cristãos, mas ela não é mais importante que a primeira vinda de Cristo e não tão redentora quanto a volta dEle. A Reforma foi um divisor de águas na história da Igreja e precisa ser lembrada por nós. Os homens de Deus que lutaram pela restauração da Igreja e a pregação da salvação apenas pela fé merecem honra, mas não idolatria. John Huss, que preferiu morrer queimado, cantando hinos, a negar aquilo que cria tinha pecados assim como eu e você. Apesar de ele ter profetizado a vinda do Cisne, Lutero, e isso ter se cumprido, continuava sendo falho e necessitado da graça de Deus.

    Hoje temos grandes pregadores reformados como Augustus Nicodemus, John Pipper, Paul Washer entre outros, mas eles não estão isentos de errar. Sem dúvida que são homens de Deus e que se dedicam ao estudo sério das Escrituras. São eruditos em grego, hebraico e aramaico. Conhecem o texto e o contexto. Porém isso não significa que sejam infalíveis. Pelo contrário, eles também tem um coração enganoso, assim como declarou o Profeta Jeremias. Eles também pecam e precisam ser regenerados, dia a dia, pelo Espírito Santo.

    Está na hora de aprendermos a diferença entre REFERENCIAIS e ÍDOLOS.

    Conhecer as doutrinas da graça e crer na predestinação não te faz mais crente que o seu amigo arminiano que crê no livre-arbitrio. Não rodopiar durante o culto não lhe dá o direito de chamar de macumbeiro o pastor pentecostal da igreja vizinha à sua. Lembre-se que segundo a crença Reformada, Deus predestinou quem ELE quis e não quem se encaixa nos seus requisitos. Pela lógica Calvinista/Reformada até Hitler e Fidel Castro podem passar a eternidade no céu conosco. Quem garante que Deus não os quis salvar?

    Doi meu coração quando ouço frases do tipo: “o Calvinismo é o Evangelho”. Isso porque um dos pilares da Reforma é o Sola Scriptura, ou seja, a Bíblia que é nossa única regra de fé e prática se interpreta. O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. O Calvinismo é uma interpretação do Evangelho, de acordo com a ótica de Calvino. Não confunda as coisas, pelo amor de Deus.

    Se o Calvinismo que você conhece não o deixa ver pastores pentecostais como Ciro Zibordi e Walter Maclister como irmãos em Cristo e que foram alcançados por Sua graça, apenas porque tem pontos de vista diferentes em questões secundárias, você é um sectario! Questões secundárias, aliás, são o motivo de 99% das brigas online. Os cristãos sérios, sejam Reformados ou Pentecostais, concordam em muito do que é crucial no Evangelho. 

    As discussões teológicas na internet são, na grande maioria das vezes, um bando de moleques consultando o Google e querendo gritar mais alto. Assim saem “por cima” e se gabam aos amiguinhos que ganharam a briga.

    Te convido a cultivar amizades sinceras com irmãos que crêem diferente de você. Certamente trará ganhos à sua fé. Aprender a ouvir o outro lado sem tentar enfiar uma dúzia de versículos carregados de arrogância goela abaixo do outro é um exercício excelente para quem quer viver o que Cristo ensinou.

    Lembre-se dos pilares da Reforma:

    • Só a Escritura e não “só os livros reformados”
    • Só Cristo e não “só os reformadores”
    • Só a Fé e não “só o entendimento do Calvinismo”
    • Só a Graça e não “só o que o Calvinismo defende”
    • Só a Deus a Glória e não “só aos reformadores a inerrância”

    Que Deus te abençoe e que o “conhecimento reformado” não nos torne fariseus sectaristas.

    Ore pelsos falsos profetas!

    Por Thiago Schadeck,

    Você já deve ter reparado como os falsos profetas, aqueles que lideram igrejas em que o verdadeiro evangelho não passa nem no mesmo bairro. São homens inescrupulosos e que não tem qualquer temor a Deus ou respeito às pessoas. A motivação deles é o dinheiro. Quanto mais grana, melhor. Falam o que Deus não disse e prometem o que Ele não prometeu. Aos nossos olhos humanos e carnais são pessoas dignas de queimarem no mais profundo inferno, afinal espantam muita gente do verdadeiro evangelho e profamam o santo nome do Senhor. Segundo a Bíblia, esses homens caminham mesmo à passos largos para  a condenação eterna, porém ela também é categórica em dizer que se houver arrependimento e conversão, eles serão salvos.

    É evidente também que os falsos profetas tem carisma enorme. Facilmente trazem consigo uma multidão – interessada nas falsas promessas, é verdade – que está disposta até a matar ou morrer para defender seu líder. Esses homens têm um potencial enorme, sabem como ganhar a atenção das pessoas. Eles tem o dom da fala, suas pregações são tão convincentes que até quem está firmado na verdade se pega vez por outra prestando atenção. Eles uusam todo o poder de homiletica e de retórica para fazer pessoas o ouvirem pelo tempo que desejarem. 

    Imagine se esses homens se convertessem e passassem a pregar o verdadeiro evangelho!

    Já pensou nesses homens pregando e vivendo a verdade? Seria um baita ganho para a Igreja de Cristo. Claro que a multidão que os segue hoje se dissiparia e não seriam todos que aceitariam ser confrontados pelas verdades do evangelho. Certamente eles levantariam para si novos falsos profetas para continuarem alimentando seus egos inflados e gulosos. Mas por outro lado, os convertidos teriam a oportunidade de usar todo o seu potencial para pregar o evangelho puro, verdadeiro, tal e qual o Senhor Jesus ensinou. Se as horas de programas de televisão usadas para se autogloriar fossem usadas para pregar o evangelho, com certeza a igreja seria melhor vista, assim como a de Atos 2, que louvava a Deus com singeleza e caiu nas graças do povo.

    Nosso papel é orar vorazmente para que esses homens que tem sido instrumentos nas mãos de Satanás para pregar um outro evangelho, sendo malditos, se arrependam e mudem drasticamente de vida. Que a motivação de seus ministérios deixem de ser o dinheiro e a fama, mas que sejam sedentos por fazer a vontade de Deus. Que Cristo seja glorificado através de suas vidas e o Brasil seja alcançado pela graça e misericórdia de Deus, através da pregação desses homens.

    Que Deus nos abençoe!

    A oração do Pai Nosso da igreja moderna.

    Por Thiago Schadeck.

    Uma das coisas mais vistas ultimamente nas igrejas é a bíblia ser distorcida e fazerem ela falar aquilo que nunca disse. Usam textos totalmente fora de seus contextos para ficar mais fácil de manipular o povo. Ensinam as pessoas a servirem, mas na verdade querem ser servidos. Ensinam as pessoas a dar, mas retém até o que não lhes pertence. Ensinam as pessoas a serem mansas enquanto são ferozes. Ptincipalmente, exigem submissão de seu rebanho e não se submetem à autoridade de Deus.Imagine se a oração do Pai Nosso, ensinada por Jesus fosse ensinada pelo líder de uma dessas igrejas! Seria mais ou menos assim:

    <

    p style=”line-height:25px;font-size:18px;”>Servo nosso que está nos céus
    Louvado e conhecido seja o nosso nome
    Venha a nós as riquezas do seu Reino
    E seja feito conforme determinamos
    Aqui na terra como ordenamos ao céu
    As riquezas profetizadas, dá-nos hoje
    Entendes as nossas ofensas, mas
    Pesa a mão naqueles que tem nos ofendido
    Faça conforme manda nosso coração e
    Deixe-nos afundar naquilo que é mau
    Pois queremos teu poder, Reino e glória para sempre
    “À mim”

    Pesada essa “oração” não é? O problema é que infelizmente ela é muito mais verdadeira que 97% das que vemos nos progamas gospel do rádio e da televisão. Quando ensinam o povo a “alcançar as bênçãos” eles usam palavras mais brandas para dizer que Deus deve serví-los, conforme seus enganosos corações.

    O que conforta é saber que apesar de tudo, Deus ainda está no controle e nada foge de seu domínio. A Igreja Verdadeira continua santa e imaculada aguardando ansiosamente a volta de Jesus!

    Cristãos e a morte da Dona Marisa

    Morreu dona Marisa Letícia

    Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula

    Por Thiago Schadeck,

    Foi noticiado há pouco a morte da ex-primeira dama, Marisa Letícia, esposa do Lula. Ela teve um AVC grave e apesar de ter sido socorrida em um dos melhores hospitais do Brasil – e quem sabe do mundo – não resistiu. Lutaram para mantê-la viva, mesmo com evidências de que ficariam sequelas graves, mas não foi possível. 

    Não nutro qualquer simpatia por ela, pela família Lula ou pelo PT. Pelo contrário, sou um crítico da forma como eles usurparam nosso país e, no caso da família indiretamente, jogaram o País numa das piores crises de sua história. Anseio que os corruptos, de todos os partidos, que se aliaram a essa máfia chefiada por Lula, como vem sendo evidenciado nos últimos tempos, sejam presos e paguem por seus atos. Que o dinheiro afanado de nossa pátria seja recuperado ao máximo e que o Brasil volte a andar para frente. Não, a questão aqui não é partidária e nem anti-PT. Tenho minhas preferências políticas, como todo cidadão, mas acima disso, como cristão não posso me alegrar nem pela derrocada do Brasil (apenas para poder colocar a culpa no PT) e muito menos pela morte de uma pessoa, por pior que ela fosse.

    Chegamos a um ponto catastrófico da igreja evangélica em nosso país.  Pessoas que se dizem imitadoras de Cristo se alegram na morte de uma pessoa que provavelmente não foi salva. Crentes que deveriam ser a luz para o mundo mostrando seu lado mais sombrio e tenebroso. Se alegrar com a morte de um ímpio é o mesmo que se alegrar com a condenação eterna dele. É se colocar no lugar de Deus e julgar que a pessoa recebeu o que merecia. Minha esperança é que de alguma forma Deus tenha tido misericórdia da Dona Marisa e que ela tenha sido salva. Não porque mereceu, mas porque Deus assim o quis. Não consigo, de forma alguma, ver um lado positivo em alguém ir para o inferno, mesmo sabendo que ele é uma realidade e que Deus mostrará sua justiça enviando os ímpios para lá. Não sou universalista, como alguns podem pensar, e não creio que Deus salvará a todos. Mas sou cristão e oro para qur todos sejam salvos. Faço a minha parte e deixo que Deus faça a Dele, que por sinal é soberana e imutável.

    Quanto a Dona Marisa, antes de sair postando bobagens em seu Facebook, te aconselho a refletir um pouco mais. Apesar dos pesares, ela deixa marido, filhos e netos. Deixa amigos que a amavam. Essas pessoas estão sofrendo a dor de perder alguém querido e merecem respeito nesse momento de luto. Essas pessoas precisam, mais do que nunca, do Evangelho de Cristo sendo vivido. Precisa de alguém que os abrace e conforte, mas também que os alerte sobre a eternidade. Os que ficaram ainda tem a chance de consertar suas vidas, viver para a glória de Deus e serem salvos. Tem a oportunidade de provar do amor e da bondade de Deus.

    Mas o discurso de ódio trajado de “justiça divina” infelizmente afasta mais essas pessoas de Cristo que as aproxima. Sejamos prudentes e vamos praticar o que a Bíblia ensina sobre lidar com os inimigos. “Só porque morreu, virou santa?”, pode ser sua pergunta. Não, de maneira nenhuma, mas assim como não gostaria que comemorassem a morte da minha mãe, também não comemoro a da mãe dos outros.

    Provérbios: 24. 17. Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e quando tropeçar, não se regozije o teu coração.

    Mateus: 5. 44. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem.

    Romanos: 12. 20. Antes, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. 



    Que Deus nos abençoe nessa batalha contra nossas vontades carnais e que traga conforto à família Lula por essa perda.

    Não abandone a Igreja!

    Não abandone a igreja

    Por Thiago Schadeck

    Nos últimos anos o número de “desigrejados” – termo usado para definir àqueles que desistiram de congregar em igrejas estruturadas para viver sua fé de forma mais “livre” – tem crescido assustadoramente. As estatísticas apontam que cerca de um terço dos que se denominam evangélicos não congregam. Esse fenômeno acontece por diversos fatores, alguns justificáveis e outros nem tanto. Há quem se decepcionou de forma tão profunda que não consegue superar e infelizmente não ultrapassa essa barreira, ainda que em outra igreja. Por outro lado, há os que abandonam a congregação pelo simples fato de serem rebeldes e não aceitarem ter de prestar contas a alguém.

    Ando pensando muito acerca desse tema nos últimos tempos e listarei alguns motivos pelos quais creio que não devamos abandonar a congregação:

    1. Na igreja somos multuamente edificados:
    2. Quando a igreja se reune, temos a oportunidade de sermos edificados mutuamente. Apesar de haver uma hierarquia, todos tem algo a ensinar e a aprender. Como representação do Corpo de Cristo (2 Coríntios 12:12-27), cada membro desse organismo têm sua função e utilidade no bem comum. Como o apóstolo Paulo bem escreveu em sua primeira carta aos Coríntios, a igreja é uma engrenagem que bem ajustada e movida pelo empenho e dedicação de todos, funciona espiritualmente perfeita.

      Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. (1 Coríntios 14:26)

    3. A igreja é uma família:
    4. Você conhece alguma família que não tenha problemas e umas brigas de vez enquando? Se sua resposta foi sim, ou você não os conhece tão bem ou eles não vivem tão próximos como deveriam. A igreja – ajuntamento dos salvos – têm problemas e falhas, justamente por ser formada por pessoas imperfeitas e pecadoras, como você e eu, mas isso não pode ser forte o suficiente para que desistamos dela. Da mesna forma que não desistimos – ou não deveríamos desistir – de nosso casamento na primeira crise, ou que não desistimos de nosso trabalho no primeiro feedback ruim, também devemos insistir na igreja.
      Sei que em algumas situações a coisa fica insustentável e a saída é a única solução, assim como em alguns casos temos de nos afastar de alguns parentes para não termos maiores problemas, o que não nos pode fazer pensar que nenhuma família dará certo mais. Que nosso amor pela igreja seja tão grande quanto pela nossa família. 

      Se não gostamos dos membros da Igreja de Cristo aqui na terra, por quê desejaríamos passar a eternidade ao lado deles?

    5. A igreja é a forma de manifestar o Reino de Deus:
    6. Você pode discordar e pensar que sozinhos nós também conseguimos manifestar o Reino. Sim, é possível, porém em proporções muito menores. Se a Igreja estiver de fato empenhada nesse propósito a manifestação de Espírito Santo é quase inevitável. Não digo aqui de manifestações esdrúxulas, mas de mostrar as obras de nosso Deus!
      Quando a igreja está unida e disposta a fazer a diferença as coisas acontecem. Existem diversas creches, orfanatos, escolas, cursos profissionalizantes, abrigos mantidos por igrejas. Bem como há diversos profissionais cristãos que doam seu tempo para ajudar os necessitados, como psicólogos, médicos, dentistas e etc. Se a igreja não age em favor dos mais necessitados, ela não pode ser considerada imitadora de Jesus. Para a igreja manifestar o Reino não pode haver ninguém passando necessidade. Uns podem ter mais e outros menos, mas ninguém pode ter falta.

    7. Você pode ser um agente de mudança na igreja:
    8. Quando converso com os “desigrejados” e busco saber o motivo que os fez desistir de congregar e continuar vivendo como igreja, em sua forma visível, tenho ao menos 3 respostas:

    • Tinha muita coisa errada:
    • Sério mesmo? E vai dizer que a igreja primitiva que você diz ter como modelo – apenas desculpa para ficar em casa e fazer “culto” com os amigos – era perfeita. Lembre-se: os diáconos foram instituídos para corrigir o problema das viúvas que não eram judias e estavam sendo esquecidas. Aos gálatas, Paulo teve de escrever uma carta trazendo-os de volta para o Evangelho de Cristo, pois já estavam se desviando para um outro evangelho, criado por homens. Na igreja de Corinto havia quem dormisse com madrasta e os que se embebedavam na ceia. Resumindo, a igreja aqui na terra nunca foi e nem será perfeita. Só alcançaremos a perfeição ao soar da trombeta, no arrebatamento (1 Coríntios 15:50-58).
      Não estou aqui dizendo que os erros devem ser tolerados, ao contrário, devem ser combatidos pelos que o veem e devemos gastar energia tentando levar a igreja aos trilhos. Desistir e deixar que as pessoas continuem no erro, além de não ter nada de cristão ainda é uma covardia.

    • Ninguém se importa com os outros, quando eu faltava ninguém percebia:
    • E a pergunta que fica é: e quando as outras pessoas faltavam, você percebia? Quantas vezes pediu o telefone de alguém que sabia estar fraco e ligou ou foi fazer uma visita? É fácil sentar a bunda – desculpe o termo – na frente do computador e vomitar um monte de reclamações sem nunca ter movido uma palha em favor da igreja, sem nunca ter ido atrás daqueles que ficavam pelo caminho, exceto raríssimas exceções, quando eram seus amigos. Não quero generalizar, mas pelo que vejo ao longo de minha caminhada de fé é isso. Pessoas que nunca se envolveram emocionalmente com as outras pessoas, tem apenas um relacionamento superficial e querem ser amadas. O amor das demais pessoas vem através de suas atitudes de amor. Não espere ser amado sem amar.

    • Fui expolrado!
      Essa resposta é, na minha opinião, a mais justificável quando se trata de “abandonar” a igreja. Pessoas exploradas, seja em qual área for, criam traumas sérios e que afetam diversos pontos de suas vidas. Que já foi explorado passa a ter problemas graves de autoestima e confiança. Se veem como a pessoa mais burra do mundo, pois não percebeu que estava sendo explorado e todos passam a ser um explorador em potencial. Não podemos fazer vistas grossas e concordar que existem muitas igrejas exploradoras por aí, mas não podemos ser tolos ao ponto de dizer, como muitos fazem, que já não há mais igrejas saudáveis e que todas estão corrompidas.
      As igrejas precisam iniciar um trabalho para resgate dessas pessoas com urgência! Não podemos deixar que lobos famintos arranquem as ovelhas do aprisco do Senhor. Sejamos àqueles em quem elas confiam e o conduzamos de volta à comunhão dos santos.

      Que você reflita se realmente todas as igrejas estão erradas ou se é a sua visão que está turva por conta de sua infantilidade espiritual. Só tem direito de criticar a igreja quem está nela e lutando para corrigir o que há de errado!

      Carta de um pastor reformado a um jovem de sua igreja

      A paz do Senhor, meu caro jovem!

      Tenho percebido sua dedicação e ímpeto em conhecer mais as doutrinas da graça, descobertas há pouco por você. Sei que nessa fase queremos mostrar a todos que agora conhecemos a verdade de fato. Como é bom saber que fomos escolhidos por Deus mesmo antes do haja luz. É tão seguro saber que não é pelo nosso esforço que alcançaremos a salvação, mas pela obra perfeita de Cristo. Infelizmente essa é uma verdade que nem toda a igreja de Cristo conhece, mas isso não os faz menos filhos de Deus.

      Creio que devamos gastar um bom tempo lendo livros de qualidade e estudando a bíblia com afinco, mas não podemos perder de vista que fomos chamados a ser a luz desse mundo e o sal dessa terra, e só nos manifestamos assim quando há convivência com os perdidos e quando exaltamos a Cristo. É uma lástima que nós, os reformados que tão mal falamos dos pentecostais que consideram suas referências como inerrantes ou da “geração gospel” que idolatra cegamente os cantores que têm disseminado heresias terríveis através da música, também caímos nessen tipo de cilada. Quando algum dos nossos “papas” fazem conjecturas estranhas acerca de algo, procuramos logo uma justificativa que nos convença e nos armamos para defendê-los com unhas e dentes. Além de que quando falamos sobre Calvino e Lutero, o fazemos como se falássemos do próprio Cristo, que não teve pecados e nem em sua boca se achou engano. Certamente você já ouviu a estúpida frase de que “o calvinismo é o Evangelho”. O calvinismo é uma sistematização teológica,  e como qualquer outra interpretação humana, está sujeito a erros. Não há dúvida de que os reformadores foram homens cheios do Espírito Santo e usados por Deus para trazer a igreja de volta aos trilhos, mas como qualquer ser humano, tiveram seus erros e falhas. Interessante é que Deus não escondeu os erros dos grandes homens da Bíblia, mas nós ficanos cheios de “veja bem” quando questionados acerca dos erros dos reformafores ou dos expoentes da teologia reformada. Muitas vezes tem nos faltado amor e sobrado pedras na hora de anunciar em quais pilares carcamos nossa fé. 

      Quanto aos nossos irmãos pentecostais – sim, eles são nossos irmãos -tenho visto seu desdém, principalmente nas redes sociais e isso muito me entristece. Ouso parafrasear a pergunta que Paulo fez ao povo de Corinto: “Acaso está Cristo dividido? Ou os reformadores morreram por vocês e o pessoal da Rua Azuza morreu pelos pentecostais?”. A Igreja de Cristo é única e nela existem tanto pentecostais quanto reformados. Não seja tolo a ponto de generalizar os pentecostais, nivelando-os àqueles que de fato fazem zombaria com o Evangelho,  assim como eles não devem nos colocar no mesmo balaio dos arrogantes que se acham melhores por terem mais graduação teológica. Precisamos entender que o movimento reformado tem 500 anos e o pentecostalismo por volta de cem. Eles ainda são meninos na fé e pela graça de Deus, muitos tem se alinhado às doutrinas da graça. Podemos divergir em alguns pontos, porém aquilo que é central e em comum, nos une. Há bases bíblicas para cada lado defender sua posição e perder tempo debatendo assuntos secundários é perder a chance de usá-lo para a glorificação de Cristo. Sugiro que você procure um irmão pentecostal e busque conhecer mais à fundo aquilo que ele crê, examine tudo. Faça o mesmo com ele e pontue tudo aquilo que nos é central no que diz respeito à nossa fé. Edifique e seja edificado com os irmãos que crêem diferente (aprnas no que é secundário)  e o Reino dos Céus será expandido sob essa terra!

      Pense nisso! Não seja um arrogante que pensa saber tudo acerca da fé, talvez você tenha um coração muito sincero, mas que ainda assim é enganoso. Não basta a sinceridade, a transformação pelo Espírito também acontece na convivência e comunhão com os irmãos. 

      Deus te abençoe!

      O SANGUE DE VALDEMIRO SANTIAGO TÊM PODER!

      O “Apóstolo” Valdemiro Santiago não perdeu tempo para traçar um plano de marketing ao que poderia ter sido uma verdadeira tragédia. No último domingo, 08/01/17, um homem com um facão enferrujado o golpeou no pescoço. O líder da IMPD foi socorrido ao Hospital Sírio Libanês (um dos mais caros do país) e passa bem.
      Como é chegado em uma macumba travestida de ponto de fé, a equipe do Valdemiro já fez questão de usar a camisa com sangue e dizer que as pessoas que tocarem nela viverão milagres extraordinários.
      Não existe palavra melhor para definir essa corja: EXTRA ORDINÁRIOS!
      Esse cidadão demonstra claramente ter o espírito de anticristo que quer tomar o lugar de Deus e ser adorado como Ele.
      2 Tessalonicenses: 2. 3-4 Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.
      Tito: 1. 16. Afirmam que conhecem a Deus, mas pelas suas obras o negam, sendo abomináveis, e desobedientes, e réprobos para toda boa obra.
      Que o autointitulado apóstolo Valdemiro se arrependa das blasfêmias que tem proferido e passe a pregar o verdadeiro Evangelho. Que a Igreja Mundial não seja apenas do “Poder de Deus”, mas também da “Proclamação do Evangelho que Salva”

      As Igrejas não são todas iguais

      Por Thiago Schadeck

      Com o crescimento das igrejas neopentecostais e sua superexposição na mídia com promessas de milagres em troca de dinheiro, os crentes são colocados todos no mesmo balaio. Os de fora nos julgam na mesma régua dos exploradores da fé. Sim, a igreja evangélica degringolou muito do início dos anos 90 pra cá. A queda tem se tornado latente a cada dia e nitidamente temos entrado por um caminho de destruição. Com as próprias mãos, falsos profetas tem destruído o caminho que seus precursores tanto suaram para abrir. 

      Já reparou que não basta mais dizer que você é evangélico, mas tem que detalhar como é. “Eu sou evangélico, mas não tenho nada a ver com aqueles da tevê e não creio nas profecias daqueles da rádio, nem acho certo essa exploração dos pobres em nome da fé”. Até pouco tempo, bastava se dizer evangélico que a outra pessoa já sabia no que você cria, como levava a vida, seu caráter e etc. Na década de 90 se um pastor fosse abordado em uma operação policial e se identificasse como tal, o policial o liberaria na hora. Se isso acontecer hoje, o policial vai pedir uma revista mais detalhada aos seus parceiros. Não foram os policiais que se tornaram preconceituosos, foram alguns pastores que abandonaram a verdadeira fé e agora denigrem os demais.

      Vejo muitos desigrejados usando a desculpa de que não existe mais nenhuma igreja que não se corrompeu e, por isso, desistiram de congregar. Concordo que há muitas igrejas que se perderam e servem muito mais a Satanás que a Deus, mas dizer que não há nenhuma igreja boa é o mesmo que dizer que todos os desigrejados são rebeldes e insubmissos que saíram da igreja porque não querem compromisso. Ou seja, em ambos os casos há uma generalização e como tal é preconceituosa e burra.

      Deus ainda guardou para si o remanescente, os joelhos que não se dobraram à Baal. Claro que existirão erros em todas as igrejas porque elas são um ajuntamento de pessoas. Impossivel a reunião de imperfeitos poderia resultar em algo perfeito. Mas Deus, em sua infinita misericórdia,  não deixou que o Evangelho se tornasse falho ou imperfeito e ainda há pessoas que buscam viver esse evangelho de forma plena. Pessoas que estão em igrejas qur se reunem em templos, que são institucionalizadas, que tem hierarquia e liturgia. Homens e mulheres sedentos por conhecer e servir ao Deus verdadeiro. Pessoas que querem viver uma igreja diferente, que se reúne em templos, mas que não está presa à eles. 

      Igrejas, assim como nós, não são todas iguais e não se pode rotular. Existem as ruins e devemos correr delas como o Diabo foge da cruz. Porém existem sim as boas e devemos correr para ela assim como o filho pródigo correu de volta para o Pai. Igrejas boas e saudáveis são compostas por pessoas com compromisso com Deus. Elas se tornam uma hoa trincheira para proteger e sarar o soldado ferido, até que ele esteja pronto para voltar à batalha e resgatat os que são seus. A verdadeira igreja funciona como um hospital, acolhendo os feridos e os tratando. As cicatrizes da batalha ficam, talvez surjam novas, por conta das intervenções cirurgicas, mas elas não doem. As cicatrizes servem para nos lembrar que algo nos machucou, mas que é algo resolvido em nossas vidas.

      É importante procurar uma igreja saudável porque nela cresceremos e ajudaremos as pessoas a crescerem. Assim abencoaremos e seremos abençoados. LEMBRE-SE: IGREJAS NÃO SÃO TODAS IGUAIS!!!

      Olhe para a Cruz!

      A cruz de Cristo revela o quanto Deus nos amouPor Thiago Schadeck

      Olhe para a cruz quando estiver pensando em desistir. Cristo, que não tinha pecado e nem obrigação de morrer nela, a enfrentou e cumpriu o propósito que Deus havia traçado para Ele. Não foi fácil e tampouco prazeroso, pelo contrário foi trágico, doloroso e solitário. Cristo, do alto da cruz, foi abandonado pelo Pai para que pudesse morrer como homem e nos redimir. Ele se entregou por pecadores que não valiam nada – como eu, por exemplo. O Pai entregou o seu filho para nos salvar. Desistir é desdenhar desse maravilhoso sacrifício, é dizer a Deus que a nossa luta é maior que a de Cristo em suportar as afrontas, cuspidas, chicotadas e a morte na cruz do Calvário. Não desista, antes peça a Deus o conforto e as forças através do Espírito Santo.

      Olhe para a cruz quando estiver fraco. A cruz revela o poder de Deus em meio à fraqueza. Aparentemente Jesus foi derrotado na cruz. Um grande líder, profeta, realizador de prodigios, sinais e maravilhas. Aquele que ressuscitou mortos, não tinha – aos olhos do povo – poder para escapar da morte iminente e triunfar sobre seus adversários. Mas o que ninguém ali presente sabia é que no mundo espiritual uma batalha estava sendo travada e Cristo vencera! Ele despojou os principados e potestades, cravou na cruz toda cédula de condenação que havia contra nós e triunfou sobre eles. Ele venceu a morte! A aparente tragédia foi na verdade o maior trinfo. A desgraça se transformou em esperança. A morte não pode detê-lo e ele ressucitou. Ele subiu aos céus, mas não está distante. Ele foi, mas voltará!

      Olhe para a cruz quando estiver solitário. Jesus morreu na cruz traído por um amigo, negado por outro e abandonado pelos demais. Apenas as mulheres e João tiveram a coragem de se colocar aos pés da cruz e contemplar aquele momento de dor. Para que Jesus morresse como um homem e pudesse tirar o pecado do mundo, o Pai também o abandona. Ele esteva ali solitário, sofrendo a dor da morte. Os anjos não o ampararam, o Pai não poupou sua dor, não houve um refrigério. Ele teve de passar por tudo para que o propósito de Deus se cumprisse integralmente. Às vezes a solidão é a forma que Deus usa para nos aperfeiçoar. Ele afasta aqueles que nos atrapalham de estar mais próximos a Ele e nos coloca no deserto, como fez com Elias, para poder nos ensinar.

      Olhe para a cruz quando estiver sem esperanças. A cruz está vazia! Jesus morreu, mas ressucitou ao terceiro dia. Ele vive e reina para todo o sempre. Jesus voltará um dia para buscar sua igreja e nada do sofrimento que passamos aqui será lembrado ao lado dEle. Nenhuma alegria ou prazer que tenhos nessa terra chega aos pés do gozo de viver eternamente ao lado do nosso Senhor! A Nova Jerusalém noa aguarda e lá poderemos ver a Deus como Ele é. Seremos o seu povo e Ele o nosso Deus. Não haverá mais morte, choro ou dor. De fato, viveremos em um paraíso.

      O sangue de Cristo,  o cordeiro de Deus, nos comprou e nos leva de volta para Ele. Já não pertencemos mais a esse mundo, sequer somos donos de nossos narizes. Temos um Senhor e o servimos por gratidão. O que Ele fez por nós, ninguém faria!

      DAVI E GOLIAS: Uma visão espiritual da batalha

      image

      Batalha entre Davi e Golias

      A história de Davi e Golias é com certeza uma das mais conhecidas de toda a bíblia. Quaquer criança que frequenta a salinha do culto sabe contá-la. Talvez por isso não nos atentamos a pequenos detalhes, que fazem uma grande diferença. Devemos olhar a história de Davi e Golias pelo lado espiritual.
      Para facilitar a compreensão, dividirei o texto em três partes.

      O que se passava antes da luta entre Davi e Golias?
      O exército de Israel estava acampado, aguardando que a guerra se iniciasse, porém, por quarenta dias, de manhã e a tarde, aparecia um gigante chamado Golias e os desafiava a batalha. Se algum soldado de Israel tivesse coragem de enfrentá-lo e conseguisse vencê-lo, os filisteus seriam escravos de Israel, mas se perdesse a luta, Israel serviria os filisteus. Além de ser um gigante experiente em batalhas, Golias ainda usava uma armadura imponente e empunhava uma lança amedrontadora. Isso fazia que os israelitas temessem enfrentá-lo, pois sabiam que um golpe de Golias seria fatal.
      Na verdade, o que os israelitas sentiam não era medo, mas pânico. A diferença entre os dois é simples: o medo te faz pensar bem antes de agir, pois reconhece os riscos. O pânico te paralisa e não te deixa raciocinar, sofrendo a derrota por antecedência.
      Mas a situação de Israel começa a mudar quando Davi chega ao arraial Israelita para levar mantimentos e saber notícias de seus irmãos. Ao saber da recompensa que teria aquele que vencesse o gigante, ele decidiu que iria à luta.

      Davi e Golias se enfrentam
      Davi era um garoto franzino e de boa aparência, não botava medo em ninguém, muito menos em um gigante guerreiro. O que ninguém contava é que apesar dessa “desvantagem”, ele era extremamente corajoso e já havia enfrentado ursos e leões para defender as ovelhas que pastoreava (1 Samuel 17:34) e os venceu. Davi sabia que não estava sozinho naquela batalha. Ele sabia que Deus estava ao seu lado e isso fica claro em sua resposta a Golias: “Davi, porém, lhe respondeu: Tu vens a mim com espada, com lança e com escudo; mas eu venho a ti em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. (1 Samuel 17:45)
      Davi não foi enfrentar Golias para mostrar o quão bom ele era em guerrear, até porque, diferente dos demais, era um garoto inexperiente nesse tipo de batalhas. O que motivou Davi foi o fato de ele poder provar que o Deus de Israel estava com seu povo e não aceitaria aquela afronta.
      Enquanto Golias veio todo aparelhado para o embate, Davi tinha apenas uma espécie de estilingue e cinco pedras. Quando o filisteu abriu a guarda, o garoto acertou uma pedrada em cheio no meio da testa, o que levou o gigante Golias ao chão. Davi não teve dúvidas, para não dar chance de Golias acordar e levantar, pegou a espada do gigante e arrancou-lhe a cabeça, dando fim ao sofrimento e humilhação de seu povo.

      Davi, Golias e a Igreja hoje:
      Pleno século XXI, com bíblias impressas nas mais diversas linguagens e ainda está cheio de crentes que pensam que os nossos inimigos são as pessoas. Não conseguem enxergar que o mal que o ser humamo pratica é fruto do pecado que habita em nós e, mesmo nós que já conhecemos a Deus, ainda não somos totalmente livre de nossa natureza pecaminosa. Como bem escreveu o Apóstolo Paulo, “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.” (Efésios 6:11-12)
      A despeito de a batalha entre Davi e Golias ser real, é uma tolice querer literaliza-la hoje. Ela é um grande ensinamento para nós. Golias representa o Diabo, com as artimanhas do mundo, que parece ser muito maior e mais poderoso que nós,  porém temos em nós algo muito maior que ele, o Espírito Santo de Deus. Devemos enfrentá-lo em nome do Senhor dos Exercícios. Jesus deu essa autoridade aos seus discípulos. Note que a autoridade foi dada aos discípulos e não aos seus ouvintes. Com pecado não há negociação, deve arrancá-lo pela raiz, “arrancar a cabeça”. Pecado adormecido pode acordar a qualquer momento, só a espada de dois gumes (Hebreus 4:12) pode cortar seu mal e evitar o crescimento. É assim que se trata o pecado, como uma erva daninha.

      Que Deus te abençoe! Reflita onde o inimigo tem te afrontado e enfrente-o. Cristo está contigo!

      A cultura do estupro e a cultura do Reino

      Por Thiago Schadeck

      image

      Estupro coletivo, cultura do estupro e cultura do Reino

      *CULTURA DO ESTUPRO:
      Nos últimos dias a internet foi tomada por fotos de perfil com filtros “pelo fim da cultura do estupro”. Isso se deu depois que uma garota carioca, após ter seu vídeo íntimo divulgado nas redes sociais, quatro dias depois de supostamente – ainda não foi provado – ter sido estuprada por 33 homens.
      Dado esse fato lamentável, as feministas se mobilizaram e causaram um reboliço na internet. Segundo elas, todos os homens são potenciais estupradores e que a nossa cultura patriarcal induz a isso. O argumento de defesa que utilizam é simples: toda mulher é vulnerável e todo homem tem um monstro adormecido em si. Duas mentiras!
      Esse movimento não quer proteger a mulher ou até mesmo empoderá-la, elas querem, na verdade, impor seu estilo de vida e pensamento. Defendem que a mulher deve ser livre para fazer o que quiser de sua vida, mas se for “bela, recatada e do lar” será duramente criticada pelas feminazzis. Lutam pela liberdade sexual da mulher, desde que ela não queira se casar virgem e ter apenas um companheiro para a vida toda.
      A cultura do estupro nada mais é que um movimento articulado para colocar as mulheres numa posição aparente de poder, mas que no fim das contas as amarra a uma ideologia que apesar de feminista, tira todo o feminismo das mulheres.
      Se as feministas realmente quisessem proteger as mulheres, lutariam por prisão perpétua, castração química e até pena de morte para estupradores ou porte de armas para as mulheres.
      Se o movimento feminista realmente estivesse preocupado em educar as pessoas, estariam fazendo palestras em escolas e comunidades carentes para falar acerca de respeito ao próximo e suas escolhas e não textões no Facebook e protestos mostrando os seios por aí.

      *CULTURA DO REINO
      Nós, cristãos, temos falhado muito também. Não adianta jogar toda a culpa nas costas dos outros, a síndrome de Adão. Sempre foi “a mulher que Tu me deste” e nunca a minha irresponsabilidade. Há séculos a igreja evangélica tem sofrido uma acentuada queda moral e espiritual. Isso fica muito claro quando vemos, aqui no Brasil, líderes religiosos se empodeirando e criando em torno de si uma redoma que o torna intocável e acima do bem e do mal. Com isso, ganham um aval para fazer o que quiserem sob o pretexto de serem a voz de Deus na terra.
      Como profetizou Jesus nos últimos dias o amor de muitos têm se esfriado. E esse esfriamento atingiu em cheio a igreja evangélica. Nos enclausuramos em nosso gueto e ali ficamos em nossa zona de conforto,  totalmente alheios ao sofrimento no mundo – inclusive dos próprios cristãos no Oriente Médio.
      Nos esquecemos que Cristo, quando esteve aqui na terra, implantou seu Reino e nossa missão é sinalizá-lo. Ele ordenou que os discípulos anunciassem que é chegado o Reino dos céus. Mas a chagada do Reino não pode de forma alguma passar desapercebido, se isso acontecer é porque não era o Reino de Deus, mas um reino genérico. Por onde Jesus e seus discípulos passaram, houve transformação de vidas.
      A igreja precisa relembrar que sua missão primordial é anunciar a salvação aos perdidos e não entregar supostas bênçãos de Deus – invariavelmente materiais. Ela precisa retomar suas funções de sal e luz urgente. A igreja precisa ser um lugar onde as pessoas encontrarão o refúgio que Cristo pode dar.
      Imagine se os 50 milhões de evangélicos brasileiros decidissem ser como Cristo foi. Se a dor de nosso próximo doesse em nós, assim como dói quando criticam nosso líder. Se educássemos as crianças para serem cidadãos melhores como educamos os membros de nossa igreja a serem crentes domingueiros que fazem de sua ida a igreja o cumprimento de uma obrigação.
      Está na hora de a igreja arregaçar as mangas e se envolver com os problemas da região em que está localizada para ajudar a resolvê-los. Precisamos ser aqueles que trazem a paz e não a guerra àqueles que sofrem. Em vez de culpar o drogado, trazer a ele a consciência de que aquilo acabará com aua vida. Mostrar à prostituta que ela ficará velha, seu corpo não será mais atraente e não poderá mais tirar dele o seu sustento, ajudando a se profissionalizar em uma atividade descente e etc.
      É chegado o tempo de a igreja atrair as pessoas pela mensagem da Cruz e não dos benefícios de ser crente. De sair das quatro paredes e invadir o mundo anunciando o Reino de Justiça e Paz!

      A conclusão que chego é triste: tanto as feministas quanto a igreja, em sua maior parte, não está cumprindo o seu papel básico. Em ambos os casos a cultura foi denigrida com o passar do tempo. A mudança no pensamento de ambos os grupos é necessário e urgente.

      Não posso me comprometer em mudar as feministas,  mas me comprometo a tentar mudar o status quo da igreja evangélica. E você, se compromete?

      Você ainda não compreendeu o Evangelho se…

      image

      Por Thiago Schadeck

      Segundo o último censo do IBGE, em 2010, o Brasil tinha, à época, 50 milhões de evangélicos. Hoje, creio que há muito mais. Somos cerca de 25% de toda a população. Claro que com esse crescimento, foi se embora aquele esteriótipo que crente é alguém pobre, com pouco estudo, fanático e ignorante. Sim, ainda existem muitos desses, mas estão muito diluidos dentre os demais grupos. Tem pobres, ricos, analfabetos, estudados, bem educados, sem educação, enfim, todo tipo de gente.

      Acontece que com o inchaço da igreja – à diante você perceberá que não houve crescimento – as pessoas aderem a um novo tipo de pensamento, mas quase nunca ao verdadeiro Evangelho. Sabem de cór e saltiado as letras das músicas, mas demoram para encontrar o livro de João na Bíblia. Não conhecem as histórias bíblicas e nem o Cristo apresentado pelas Escrituras, só o da igreja. São analfabetos bíblicos!

      A nossa geração de crentes se assemelha muito ao mordomo da Rainha de Candace (Atos 8:26-40), que voltava de Jerusalem, onde havia ido adorar a Deus, lendo as escrituras, porém sem entender nada. É idêntico a milhares de crentes atuias que vão à igreja, adoram a Deus e lêem a Biblia sem entendê-la. São rasos e incapazes de transmitir àquilo que crêem a alguém. Não é raro alguém não saber falar de Cristo a um necessitado e levá-lo ao pastor e delegar-lhe a responsabilidade.

      Crentes com mais de 10 anos de convertidos e que não conhecem, de fato, a Deus. O Senhor é alguém distante e pouco intimo. Mal sabem explicar porque estão na igreja, quase sempre porque precisam de algo que julgam poder alcançar apenas por uma intervenção divina. E não é a salvação!

      Vejamos alguns pontos que demonstram desconhecimento sobre o Evangelho verdadeiro:

      Se você pensa que determina aquilo que Deus deve fazer:
      Com o inchaço da igreja evangélica ocorreu um fenômeno antibiblico e demoníaco, os homens passaram a querer mandar em Deus. Não é raro ouvir em uma igreja neopentecostal que você deve exigir, decretar e determinar aqulilo que Deus deve fazer.
      O Senhor é o criador de tudo, inclusive do ser humano. Se você acha mesmo que pode dizer a Deus o que Ele deve fazer, sugiro que antes se prepare para responder as perguntas que ele fez a Jó (Jó 38:4-41) ou se preferir, responda apenas a pergunta feita pelo apóstolo Paulo:
      “Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.” (1 Coríntios 2:16)
      Ninguém é capaz de aconselhar a Deus acerca do que é melhor. Ter a mente de Cristo é exatamente o contrário, é submeter-se totalmente à vontade do Pai (Filipenses 2, Mateus 26:39)

      Se você pensa que o Diabo tem poder sobre a sua vida:
      Tem crentes convertidos há anos e que ainda pensam que Satanás pode fazer o que quiser com suas vidas. Certamente não foram bem instruídos biblicamente. São neuróticos e vêem a ação do Diabo em tudo, mas sequer conseguem ver o agir de Deus no seu dia a dia. Alguém realmente salvo, que teve um encontro verdadeiro com Cristo, que tem o Espírito Santo habitando em si, tem a plena convicção de que maior é o que está em nós.
      Para exemplificar bem isto, podemos usar a história de Jó. Deus não permitiu que o Diabo fosse além daquilo que Ele havia autorizado. O Senhor, apesar de permitir o sofrimento de Jó, não o abandonou à sua própria sorte em momento algum, Deus não mandou Jó se virar com o Diabo, mas supervisionou tudo em todo o tempo.
      Além disso, Cristo venceu o inimigo na cruz:
      “E a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz.” (Colossenses 2:13-15)
      Quando aqueles que rodeavam a cruz pensavam que o Salvador havia sido derrotado, Cristo, na verdade, estava alcançando a maior vitória da humanidade: a vitória sobre a morte e o pecado! Depois da cruz a possibilidade de salvação se tornou real, agora todos tem acesso à Deus. O véu está rasgado!

      Se você pensa que a oração de uns é mais poderosa que de outros:
      Basta ligar o rádio ou a tevê para encontrar pastores alegando que farão uma oração especial ou forte para você, porque eles têmse consagrado para buscar a sua vitória e assim Deus te atenderá. Isso é MENTIRA!
      Deus não se comove com essas coisas e nem permite terceirizarmos a nossa fé. Temos de entender a diferença entre intercessão e transferência de responsabilidade. Na intercessão alguém me ajuda em oração, o que é correto e bíblico. Devemos participar dos sofrimentos de nossos irmãos, mas isso não nos dá o direito de transferir a responsabilidade da luta em oração a outra pessoa. Seja quem for!
      E aos que defendem à pratica porque crêem que Deus ouve mais aos seus queridinhos, proponho que leia a parábola do Fariseu e o Publicano, contada por Jesus em Lucas 18:10-14. O justificado da história não foi o religioso arrogante que pensava ter uma linha direta com Deus, mas o pecador confesso e humilhado.
      Davi escreveu no Salmo 34:18:
      “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.”
      Deus não se ilude com nossos biquinhos de choro e sentimentalismo barato. Ele vê o nosso coração e sabe o quão quebrantados estamos.

      Se você pensa que sua oferta compra o favor de Deus:
      Diariamente as estações gospel transmitem centenas de testemunhos de pessoas que alcançaram alguma bênção após se associar a um projeto de ofertas para manter a programação no ar. Vendem isso como se a forma de ter o favor de Deus fosse comprando. É o espírito de Simão, o mágico, perambulando em meio às igrejas. Se você não sabe quem foi Simão, não Pedro, mas o mágico, leia Atos 8:9-25 e compreenderá a história.
      Resumidamente, os apóstolos passaram pregando por várias cidades, em uma delas Simão ouviu a mensagem do Evangelho e passou a segui-los. Chegou a se batizar e acompanhar os apóstolos pelo caminho – tornou-se crente! Certo momento, ao ver os milagres sendo operados pelos apóstolos, Simão teve uma idéia brilhante: oferecer dinheiro para obter o mesmo poder. Infelizmente ele não contava que faria a proposta a um homem de Deus e não a um corrupto, como os que vemos hoje. A resposta de Pedro, o Simão cristão da história, foi clara e direta: “Mas disse-lhe Pedro: Vá tua prata contigo à perdição, pois cuidaste adquirir com dinheiro o dom de Deus.” (Atos 8:20)
      Lamentavelmente hoje há muitos oferecendo o poder de Deus nas banquinhas de camelô dos púlpitos. Esqueceram apenas que Deus não aceita suborno (2 Crônicas 19:7).
      Como um ser humano imagina que poderia mover o coração do dono do ouro e da prata, usando dinheiro? TUDO É DELE!

      Se você pensa que há pecados mais graves que outros:
      Os crentes se especializaram em categorizar os pecados. Uns são considerados leves, outros extremamente pesados, alguns imperdoáveis. A Bíblia é explícita em dizer que o único pecado sem perdão é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Todos os outros são pecados iguais e capazes de nos levar ao inferno, caso não haja arrependimento verdadeiro.
      Por que ainda insistimos em condenar homossexuais, mas fingimos não ver a mentira que contamos? Por que o adultério é tão grave aos nossos olhos, mas a inveja é tratada como uma mera admiração?  Por que temos os católicos como idólatras, mas ai de quem falar do nosso líder?
      No frigir dos ovos, pecado grave é aquele que o outro pratica, os meus Deus releva porque sabe que sou pecador arrependido. É sempre mais fácil condenar o outro pelo pecado diferente do meu. Difícil mesmo é abandonar os meus e imitar a Cristo.

      Existem vários outros pontos que demonstram o desconhecimento ao Evangelho verdadeiro e oro para que Deus nos ilumine e mostre se o que temos seguido é realmente o Caminho ensinado por Ele. Cristo é o modelo perfeito, o imitemos e certamente seremos pessoas muito melhores.
      Que a revolta com o pecado comece por nós mesmos, depois pela nossa igreja e por fim, a sociedade que não conhece a Deus. Se formos como Jesus, enxergaremos uma alma necessitada de salvação por trás do pecado e não o contrário.  Haverá mais compaixão com os que perecem.

      E se você encontrar Hitler no céu?

      image

      Por Thiago Shadeck

      Imagine você chegar ao céu, todo feliz e sorridente, e lá encontrar ninguém mais, ninguém menos que o alemão Adolf Hitler. Sim, ele mesmo! O ditador alemão que matou brutalmente e com requintes de crueldade mais de 6 milhões de judeus. Aquele cara que exalava ódio pelos poros, que transpirava maldade, que tinha raiva em seu olhar, agora passará a eternidade ao seu lado, louvando e exaltando a Deus.
      Qual seria sua reação: Iria tirar satisfações com Deus e alegar que ele errou ou O glorificaria por ter salvo um pecador, aparentemente, irremediável?

      Eu não posso afirmar que Hitler foi salvo, mas posso garantir com toda a certeza que Deus tem poder para isso! A salvação é algo que pertence a Deus e sua soberania é incompreensível à mente humana. Não sabemos o que se passou na mente e no coração de Hitler em seus últimos segundos de vida. O Espírito Santo pode tê-lo tocado e causado um arrependimento verdadeiro, produzindo a salvação. Claro que não concordo com as práticas de Hitler, e não devemos deixar, em hipótese alguma, que isso aconteça novamente. O holocausto foi um dos piores episódios da história da humanidade, que não poupou, sequer, as crianças.

      A Bíblia mostra claramente que Deus não tem predileção pelos bonzinhos e nem faz disso uma prerrogativa para a salvação. Existem dezenas de versículos que mostram a bondade de Deus, principalmente, com os que ninguém dava qualquer valor. Vejamos alguns:

      Aqueles que invocam a Deus, são salvos:
      “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (Romanos 10:13)

      A salvação vem pela graça de Deus e não pelas nossas obras:
      “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9)

      Deus salva quem Ele quer:
      “Porque diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e terei compaixão de quem me aprouver ter compaixão.” (Romanos 9:15)

      Deus salva quem não merece, como o ladrão da cruz:
      “Respondeu-lhe (ao ladrão) Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lucas 23:43)

      Deus salvou um grande perseguidor da igreja:
      Eu, na verdade, cuidara que devia praticar muitas coisas contra o nome de Jesus, o nazareno; o que, com efeito, fiz em Jerusalém. Pois havendo recebido autoridade dos principais dos sacerdotes, não somente encerrei muitos dos santos em prisões, como também dei o meu voto contra eles quando os matavam. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, obrigava-os a blasfemar; e enfurecido cada vez mais contra eles, perseguia-os até nas cidades estrangeiras.” (Atos 26:9-11)

      Perseguidor esse que se julgava o maior dos pecadores:
      Fiel é esta palavra e digna de toda a aceitação; que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais sou eu o principal; mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, o principal, Cristo Jesus mostrasse toda a sua longanimidade, a fim de que eu servisse de exemplo aos que haviam de crer nele para a vida eterna.” (1 Timóteo 1:15-16)

      Existem ainda outros versículos que não postarei aqui, mas te convido a buscar em sua bíblia, temas como graça e salvação.

      Para encerrar, lembro que Jesus, sim o próprio salvador da humanidade, não se empolga com boas obras. Pelo contrário, ele afirma categoricamente que chegarão pessoas a ele no último dia exibindo seus currículos espirituais e tentando se associar a ele, mas que serão lançados no inferno.

      “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mateus 7:21-22)

      Interessante que Jesus diz isso no capítulo 7 de Mateus, o mesmo texto que muitos crentes usam o primeiro versículo: “Não julgueis para que não sejais julgados”, quando querem defender alguém ou algo e não tem argumentos.

      A lição que tiramos é que não cabe a nós determinar quem será salvo e quem será condenado. Não é aquilo que vemos que definirá isso, mas aquilo que Cristo fez e como Ele quer agir. Como crentes, deveríamos orar e clamar a Deus que Ele salvasse os piores humanos possíveis também. Se ele salvou a mim e a você, pode salvar qualquer um!

      Que Deus te abençoe e reflita nisso!

      Você tem um PASTOR DILMA?

      image

      Por Thiago Schadeck

      Hoje aconteceu o tão debatido impeachment da presidente Dilma Rousseff. Vários fatores contribuíram para uma revolta popular e levaram as pessoas às ruas. Não quero aqui entrar no mérito desses fatores e nem fazer juízo sobre sua “legalidade”, quero apenas te convidar a refletir em sua igreja, seu pastor tem cometido os mesmos erros da, agora, presidente afastada.

      Redução do PIB:
      PIB é a abreviação de Produto Interno Bruto, que simplificadamente é o resultado de toda riqueza produzida por um país em um determinado período. Por exemplo, um país que tem uma indústria forte e que produz muito, gerando mais empregos terá um PIB melhor que um outro que pouco produza, isso porque dará aos seus cidadãos um poder de compra maior e assim mais possibilidades de “melhorar de vida”. O exemplo mais claro e prático disso foi o Brasil de 2004 a 2012, que o incentivo ao consumo ganhou força, além do crédito facilitado.
      Isto posto, imagine agora como isso funcionaria em uma igreja. Por lei ela não pode ter fins lucrativos, ou seja, não deve gerar riquezas. Como se trata de um assunto espiritual, essa riqueza deve ser encarada de outro ângulo. Ela gera riquezas quando expande e sinaliza o Reino de Deus entre os homens. O maior bem que uma igreja pode gerar é um membro bem discipulado, que conhece e maneja bem a Bíblia, que sabe,de verdade, quem é o seu Deus e como relacionar-se com Ele. Esse é um dos maiores erros que os pastores cometem em comum com a Dilma. Muitos deles vêem a igreja ruindo sem conhecimento e nada faz para mudar a situação. Não o fazem porque é cômodo! Assim não tem trabalho de ensinar, ajudar e muito menos produzir. É mais fácil enganar pessoas intelectual ou biblicamente limitadas.

      Corrupção:
      Infelizmente há hoje uma quantidade considerável de pastores que ou se corrompem ou nada fazem para combater a corrupção que corre solta bem debaixo de seus narizes. Se você conhece o mínimo dos bastidores de uma igreja, sabe exatamente do que estou falando. Muitas igrejas tem conselhos que mais parecem partidos políticos querendo tomar o poder a qualquer custo e os pastores se omitem. Sabem que há pessoas fazendo de tudo para tirar vantagem às custas da igreja e agem como se nada estivesse ocorrendo. Isso quando o pastor não é o comandante da rebelião para derrubar o grupo oponente ou quando não contrata um pregador prometendo-lhe parte da oferta arrecadada, independente da forma que isso seja feito. Já vi pastores combinando com o pregador de ele entregar o relógio no momento de arrecadação da oferta para incentivar os fiéis, mas ao final do culto, nos bastidores, quando a oferta é dividida, o relógio volta para o pulso do pregador. Isso sem contar as notas de gastos com o valor um pouco mais alto, compras particulares e reembolsadas pela igreja, uso de pertences da igreja para fins pessoais e etc.
      Agradeço a Deus por, apesar de ser uma quande quantidade, esses pastores serem exceção.

      Inflação:
      Ta aí uma coisa que tem incomodado muito o povo, a tal da inflação. Ela faz nosso dinheiro valer cada vez menos. Cada vez que vamos ao supermercado pagamos mais caro por menos coisas. Saímos com carrinhos e bolsos mais vazios.
      Mas não pense que a inflação não chegou à igreja, porque ela chegou e forte! Preste atenção nos pedidos de ofertas, principalmente das igrejas da mídia, são cada vez maiores, aumentam exponencialmente. Se há algum tempo a oferta era voluntária e sem um valor mínimo preestabelecido, hoje ela é, em muitas igrejas, obrigatória e com um piso. Esse valor é revisado periodicamente e reajustado, de acordo com as necessidades da igreja. Já há na tevê uma igreja pedindo dízimo dobrado para que o fiel alcance dupla honra. Assim como a inflação, isso é dinheiro jogado fora.

      Pedaladas:
      O motivo maior do pedido de afastamento da Dilma. A pedalada é um emprestimo para pagar uma divida. Resumindo, é fazer dívida para pagar outras dúvidas, sabendo que no final não conseguirá pagar nem um e nem outro.
      Muitos pastores são formados de qualquer jeito e não tem nenhum preparo para gerir a parte “burocrática” da igreja. Não sabem administrar nem o seu salário, quanto mais o dinheiro de uma igreja. Por isso atolam a igreja em dívidas e jogam a responsabilidade nas costas dos membros. Isso acontece muito com igrejas que estão na midia, ou você nunca ouviu um pastor falando: “precisamos pagar essa programação e não temos dinheiro, nos ajude a não sairmos do ar”?
      Isso é uma pedalada na igreja. O cidadão sabe que sua igreja não tem condições de bancar o programa, mas ainda assim insiste em mantê-lo. Já vi casos de pastores que ficam implorando a ajuda das pessoas para pagar a rádio, mas estão com o seu carro que vale mais que quatro ou cinco meses de programas estacionado na porta. Afundam a igreja em dividas, mas não abrem mão de sua vida nababesca, cercada de luxo.

      Incapacidade:
      As atitudes de Dilma e o resultado da política econômica brasileira mostram a sua total incapacidade em gerir o país. Mesmo percebendo que o Brasil se afundaria em uma das maiores crises financeiras dos últimos anos, ela nada fez e, como o violonista do Titanic, continuou tocando vendo o barco afundar. Lamentevelmente, tem muitos, mas muitos pastores incapazes de estar à frente de uma igreja. Isso acontece por diversos motivos: incapacidade intelectual, administrativa, moral, conhecimento bíblico raso, pessoal, familiar, dentr outros.
      Tem pastores que não conseguem administrar nem a sua própria vida, devem para um monte de gente, tem o casamento arruinado, são mentirosos, gananciosos, fazem tudo o que é errado, mas querem estar “à frente da obra” porque isso lhe traz status.

      Se você identificou alguma dessas qualidades no seu pastor, sugiro que converse com ele, não apontando os erros, mas mostrando que algo foge ao controle e que precisa ser mudado. Além disso, proponha ajudá-lo a corrigir e, se necessário, peça auxilio de alguém que domine aquela área deficiente. A igreja necessita de pessoas dispostas a mudar o quadro atual, que arregacem as mangas e saim à luta!

      Se acha que esse texto é uma grande bobagem e que não posso julgar os pastores desse forma, te aconselho a ler os escritos de Paulo a Timóteo e a Tito, lá ele deixa bem evidente quais são os requisitos mínimos para alguém ser pastor.

      Que Deus abençoe nosso país e desperte a sua igreja do sono profundo da indiferença!

      Festas Bíblicas Judaicas: Devemos Segui-las?

       

      Shofar

      “As festas bíblicas são ordens sagradas do Senhor. Elas não são apenas judaicas; são, antes de mais nada, do Senhor, declaradas como estatuto eterno (Lv. 23:1-44). Essas festas não são um convite para que a Igreja volte à primeira aliança, mas para sustentar a mensagem que elas transmitem. Elas apontam para o fim, para o Cordeiro e falam da parusia, ou seja, a segunda vinda do Messias.”

      “Preste atenção ao que está sendo ministrado, pois Roma não deseja que nossos olhos sejam abertos. Roma quer nos prender ao paganismo. Esse paganismo se traduz na tentativa de deixar as festas bíblicas no esquecimento e de pegar as festas pagãs e tentar cristianizá-las. Porém, Deus abriu os nossos olhos. Não estamos mais debaixo da escuridão, pois o Senhor nos trouxe para a luz.”

      (Ap. Renê Terra Nova).

      A frase do autodenominado “apóstolo” René Terra Nova demonstra bem a necessidade de estudarmos este assunto: a Igreja deve guardar festas e costumes judaicos? A Bíblia deixa alguma evidência de que tais práticas são para os cristãos?

      Independentemente de dados históricos extra-bíblicos, devemos nos deter ao estudo das Escrituras para esclarecermos tais questionamentos. É da Bíblia a Palavra final sobre o assunto!

      Para começarmos nosso estudo, é interessante nos debruçarmos sobre a carta de Paulo aos gálatas, pois os irmãos da Galácia estavam passando por uma situação semelhante à da igreja de hoje.

      Quando Paulo escreveu aos gálatas, os judeus estavam presentes em todo o Império Romano, principalmente nas cidades mais importantes. Muitos deles se converteram ao cristianismo e, dentre os convertidos, havia aqueles que queriam impor a lei mosaica sobre os cristãos gentios. São os “judaizantes”. Assim como os fariseus e saduceus perseguiram Jesus durante o período mencionado pelos evangelhos, os judaizantes pareciam estar sempre acompanhando os passos de Paulo a fim de influenciar as igrejas por ele estabelecidas. Essa questão entre judaísmo e cristianismo percorre o Novo Testamento.

      Os judaizantes estavam também na Galácia, onde se tornaram uma forte ameaça contra a sã doutrina das igrejas.

      Aqueles judeus davam a entender que o evangelho estava incompleto. Para conseguirem uma influência maior sobre as igrejas, eles procuravam minar a autoridade de Paulo. Para isso, atacavam a legitimidade do seu apostolado, como tinham feito em Corinto.

      O EVANGELHO JUDAIZANTE

      Os judaizantes chegavam às igrejas com o Velho Testamento “nas mãos”. Isso se apresentava como um grande impacto para os cristãos. O próprio Paulo ensinava a valorização das Sagradas Escrituras. Como responder a um judeu que mostrava no Velho Testamento a obrigatoriedade da circuncisão e da obediência à lei? Além disso, apresentavam Abraão como o modelo para os servos de Deus.

      Os judaizantes ensinavam que a salvação dependia também da lei, principalmente da circuncisão. Segundo eles, para ser cristão, a pessoa precisava antes ser judeu (não por descendência, mas por religião). Foi para combater as heresias judaizantes que Paulo escreveu aos gálatas e mostrou àqueles irmãos que voltar as práticas e aos cerimoniais da Lei era cair da graça. (Gálatas 5:1-10):

      “1 ¶ ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. 2 Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. 3 E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. 4 Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. 5 Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça. 6 Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. 7 Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? 8 Esta persuasão não vem daquele que vos chamou. 9 Um pouco de fermento leveda toda a massa. 10 Confio de vós, no Senhor, que nenhuma outra coisa sentireis; mas aquele que vos inquieta, seja ele quem for, sofrerá a condenação.” (Gl 5:1-10)

      Algo parecido tem acontecido na Igreja brasileira nos dias atuais. Os judaizantes modernos ensinam que devemos guardar as festas judaicas, ler a Torah nos cultos, etc.

      É muito comum vermos cristãos usando kipás (bonezinho usado pelos judeus), buscando ligações genealógicas com o povo israelita para que possam obter nacionalidade judia, entre outras coisas. Até mesmo nos cultos de algumas igrejas, músicas e danças judaicas foram inseridas.

      Em nome do amor a Israel a bandeira da nação é colocada na igreja (será que um árabe desejoso por conhecer Cristo entraria nesta igreja?), o shofar é tocado e promovem-se as festas com a promessa de uma nova unção sobre a vida de quem participa de tais celebrações.

      Há igrejas onde as pessoas não podem adentrar ao templo de sandálias ou sapatos e são orientadas a tirar os calçados, pois, segundo ensinam, irão pisar terra santa.

      Há notícias de denominações no Brasil onde os assentos foram retirados dos templos e os crentes ficam de joelhos em posição semelhante à usada pelos judeus nas sinagogas.

      Uma famosa “apóstola” apregoa inclusive a necessidade da Igreja Evangélica brasileira guardar o sábado. Em uma entrevista a antiga revista Vinde, ela declarou: “Meu contato com Israel me mostrou várias coisas, como os dias proféticos, as alianças: seis dias trabalharás e ao sétimo descansarás. Êxodo 31 declara que o sábado é o sinal de uma aliança perpétua e da volta de Cristo”.

      Afinal, devemos ter a preocupação de celebrar as festas judaicas, usar kipá, colocar pano de saco, banhar-se de cinzas? O cristão tem essas obrigações? O que diz a Palavra sobre o assunto?

      Sobre a idéia da guarda do sábado e a sugestão da pastora de que isso faz parte de uma aliança perpétua, verifiquemos o seguinte:

      Usar a expressão “aliança perpétua” para referir-se à aliança feita entre Deus e Israel é desconhecer a transitoriedade dessa aliança apontada pela Bíblia. Se não, vejamos. A Bíblia menciona a existência de duas alianças. A primeira foi firmada entre Deus e o povo de Israel (Êxodo 19.1-8), logo que saiu da terra do Egito e se acampou junto ao Monte Sinai. A aliança foi ratificada com o sangue de animais como se lê em Êxodo 24.1-8. No livro de Hebreus, o escritor se reporta a esta aliança, dizendo: “18 Por isso também o primeiro não foi consagrado sem sangue; 19 Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissope, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo, 20 Dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado.” (Hb 9:18-20)

      Essa aliança não integrava o povo gentio (Salmo 147.19 e 20): “19 Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. 20 Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR.” (Sl 147:19-20)

      Embora o povo de Israel tivesse prontidão em responder que observaria essa aliança, na verdade, não a cumpriu, de modo que Deus prometeu nova aliança. Essa promessa foi registrada por Jeremias: “31 Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR. 33 Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 34 E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.” (Jr 31:31-34).

      Novamente, o escritor do livro de Hebreus se reporta a essa nova aliança, afirmando que ela já tinha sido estabelecida por Jesus Cristo: “6 ¶ Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas. 7 Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda.” (Hb 8:6-7). Ainda Paulo, falando sobre a antiga aliança, declara: “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (2Co 3:6). Logo, não se pode falar em “aliança perpétua”, referindo-se à primeira aliança entre Deus e Israel.

      O que talvez a apóstola quisesse, mas não o fez, era dizer que o sábado é um mandamento perpétuo, como se lê em Êxodo 31. 16 e 17. Todavia, ainda assim, ela estaria incorreta. Não procede dizer que a guarda do sábado deva ser observada pelos cristãos hoje. Isto porque a palavra perpétuo não se aplica só ao sábado, mas também a vários outros preceitos que os guardadores do sábado nunca se dispuseram a cumprir, como, por exemplo, a circuncisão pois Gênesis 17.13-14 diz o seguinte: “Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança”. E agora, teremos que nos circuncidar também? Ou não seria mais coerente guardar o significado espiritual de tais ordenanças e não o seu aspecto cerimonial?

      Um outro argumento da “apóstola” é a de que o domingo tem origem pagã, ela diz: “Roma teve um imperador que adorava o sol. Daí Sunday (dia do sol) [do inglês, domingo]. Por essa questão pagã, a tradição chegou até nossos dias…”.

      Entretanto, esse é um argumento pueril, freqüentemente citado por eles para imprimir a idéia de que a guarda de outro dia que não o sábado é de origem estritamente pagã. Tão pagã quanto a palavra Sunday é Saturday (dia de Saturno), sábado, em inglês. O dia era dedicado ao deus Saturno e prestava-se culto com orgias e muita bebida. Os dias da semana levavam nomes pagãos e não só o domingo.

      Constantino, por sua vez, foi o primeiro imperador romano a adotar o cristianismo. Quando o fez promulgou vários decretos em favor dos cristãos, destacando-se o de 7 de março de 321. Se vale o argumento de que a guarda do domingo é de origem pagã por ter sido Constantino quem firmou o primeiro dia da semana como dia de guarda, então teria que reconhecer que a doutrina da Trindade também tem origem pagã, pois foi o mesmo Constantino quem presidiu o Concílio de Nicéia, em 325, quando foi reconhecida biblicamente a deidade absoluta de Jesus. Jesus sempre foi Deus verdadeiro ou passou a sê-lo depois do Concílio de Nicéia? E o domingo passou a ser dito como dia de adoração em decorrência do decreto imperial ou os cristãos já o tinham como dia de adoração?

      Quanto ao uso do Kipá, atente para o significado desta indumentária judaica segundo judeus messiânicos:

      “Kipá – Simboliza que há alguém acima de você – O significado da palavra kipá é “arco”, que fica compreensível quando pensamos em seu formato. A kipá é um lembrete constante da presença de Deus. Relembra o homem de que existe alguém acima dele, de que há Alguém Maior que o está acompanhando em todos os lugares e está sempre o protegendo, como o arco, e o guiando. Onde quer que vá, o judeu estará sempre acompanhado de Deus”.

      “É costume judaico desde os primórdios um homem manter sua cabeça coberta o tempo todo, demonstrando com isso humildade perante Deus. É expressamente proibido entrar numa sinagoga, mencionar o nome Divino, recitar uma prece ou bênção, estudar Torá ou realizar qualquer ato religioso de cabeça descoberta”.

      Fica o questionamento: é necessário para um cristão usar um kipá para lhe lembrar a presença de Deus? É preciso usar esse gorrinho para não esquecer de que Deus é Soberano e está acima de todos?

      Não basta para o verdadeiro cristão o fato de que o próprio Deus habita em nós por meio do Seu Espírito? Fica o questionamento de Paulo aos coríntios: (1 Coríntios 3:16) “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”.

       

      POR QUÊ NÓS CRISTÃOS NÃO GUARDAMOS A LEI?


      1o – A lei de Moisés foi dada aos filhos de Israel (Êx.19,3,6). Nós, cristãos gentios, não somos filhos da nação Israel.

      2o – Jesus cumpriu a lei cerimonial. Tal cumprimento significa não apenas sua obediência, mas a satisfação das exigências da lei cerimonial através da obra de Cristo.

      Precisamos entender que os mandamentos da lei mosaica se dividem em vários tipos. Vamos, basicamente, dividi-los em mandamentos morais, civis e cerimoniais:

      Os mandamentos morais dizem respeito ao tratamento para com o próximo: Não matarás; Não adulterarás; Não furtarás, etc. Tais ordenanças estão vinculadas à palavra amor.

      Os mandamentos civis são aqueles que regulamentavam a vida social do israelita. São regras diversas que se aplicam às relações da sociedade. Um bom exemplo é o regulamento da escravidão.

      Os mandamentos cerimoniais são aqueles que se referem estritamente às questões religiosas. São as ordenanças que descrevem os rituais judaicos.

      A classificação de um mandamento dentro desses tipos nem sempre é fácil. Algumas vezes, uma lei pode pertencer a dois desses grupos ao mesmo tempo, já que a questão religiosa está por trás de tudo. A sociedade israelita era essencialmente religiosa. O Estado e o sacerdócio nem sempre se encontravam separados. Contudo, tal proposta de classificação já serve para o nosso objetivo.

      A lei moral se resume no amor a Deus e ao próximo, como é dito em Gálatas 5.14 “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.Os princípios morais permanecem válidos no Novo Testamento. Hoje, não matamos o próximo, mas não por causa da lei de Moisés e sim por causa da lei de Cristo (Gálatas 6.2) “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” à qual os gálatas deviam obedecer. A lei de Cristo é a lei do amor a Deus e ao próximo.

      As leis civis do povo de Israel não se aplicam a nós. Além dos motivos já expostos, nossas circunstâncias são bastante diferentes e temos nossas próprias leis civis para observar. O cristão deve obedecer as leis estabelecidas pelas autoridades humanas enquanto essas leis não estiverem ordenando transgressão da vontade de Deus (Rm.13.1) “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”.

      As leis cerimoniais judaicas foram abolidas por Cristo na cruz (o significado de cada uma delas se cumpriu em Cristo). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados da lei cerimonial judaica. Por isso, não fazemos sacrifícios de animais, não guardamos o sábado, não celebramos as festas judaicas, etc.

      Se alguém quiser observar algum costume judaico, isso não constituirá problema, desde que a pessoa não veja nisso uma condição para a salvação e nem prometa através destas coisas tornar alguém mais espiritual. (Rm 14.-8)

      “1 ¶ ORA, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. 2 Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. 3 O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. 4 Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio SENHOR ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. 5 Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. 6 Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a Deus. 7 Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. 8 Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (Rm 14:1-8 ACF)

      O problema é justamente a conotação dada a essas festas e aos costumes judaicos por pessoas de movimentos judaizantes. Por exemplo, dizem que se não celebrarmos as festas estaremos sendo devedores ao Senhor e que celebrar seria repreender o “espírito de Roma” da Igreja, que o Evangelho estaria de volta a Jerusalém, etc.

      Celebrar uma festa judaica na igreja como representação simbólica do período vetero-testamentário nada tem de mais, no entanto, colocar isso como obediência de mandamento é certamente abandonar a graça de Deus e voltar a Lei.

      Já há gente se vestindo de pano de saco e banhando-se de cinzas para mostrar arrependimento. Em certos ambientes, para se aproximar do púlpito é preciso que os crentes tirem os calçados, pois estariam pisando em “lugar santo”. Com isso, a obra de Cristo estará sendo colocada em segundo plano, como algo incompleto e insuficiente, como fica claro em Gálatas 5.4-6 “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes. Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé. Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor”.

      Além de tudo isso, é bom que citemos as palavras de Paulo: “..não estais debaixo da lei mas debaixo da graça.” (Rm.6.14).

      O Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho escreveu o seguinte sobre a rejudaização da Igreja:


      A rejudaização do evangelho tem um lado comercial e outro teológico. O comercial se vê nas propagandas para visita à “Terra Santa”. O judaísmo girava ao redor de três grandes verdades: um povo, uma terra e um Deus. No cristianismo há um povo, mas não mais como etnia. A Igreja é o novo povo de Deus, herdeira e sucessora de Israel, composta de “homens de toda tribo, e língua e povo e nação” (Ap 5.9). Há também um Deus, que se revelou em Jesus Cristo, sua palavra final (Hb 1.1-2). Mas não há uma terra santa. No cristianismo não há lugares e objetos santos. O prédio onde a Igreja se reúne e que alguns chamam, na linguagem do Antigo Testamento, de “santuário”, não é santuário nem morada de Deus. É salão de cultos. O Eterno não mora em prédios, mas em pessoas. Elas são o santuário (At 17.24, 1Co 3.16, 6.19 e Hb 3.6). Deus não está mais perto de alguém em Jerusalém que na floresta amazônica, nos condomínios, favelas e cortiços das grandes cidades. No cristianismo, santo não é o lugar. São as pessoas. Não é o chão. É o crente. E Deus pode ser encontrado em qualquer lugar. Não temos terra santa, e sim gente santa.

      A propaganda gera uma teologia defeituosa. Pessoas vão à Israel para se batizar nas águas onde Jesus se batizou. Ora, o batismo é único, singular e sem repetição. Ele segue a conversão e mostra o engajamento da pessoa no propósito eterno de Deus. Uma pessoa que foi batizada, após conversão e profissão de fé, numa igreja bíblica, não se batiza no rio Jordão. Apenas toma um banho. E, sem o sentido filosófico do ser e do vir a ser de Heráclito, aquele não é o Jordão onde Jesus foi batizado porque as águas são outras. As moléculas de hidrogênio e oxigênio que compunham aquele Jordão podem estar hoje em alguma nuvem. Ou na bacia amazônica. Ou no mar. Até no Tietê. É mero sentimentalismo e não identificação com Jesus. É lamentável que pastores conservadores em teologia “batizem” crentes já batizados no Jordão. Isto é vulgarizar o batismo, tirando seu valor teológico.

      Não sou contra turismo. Faça-o quem puder e regozije-se com a oportunidade. Sou contra o entortamento da teologia como apelo turístico. Temos visto pastores com sal do mar Morto, azeite do monte das Oliveiras (há alguma usina de beneficiamento de azeitonas lá?) e até crucifixos feitos da cruz de Jesus (pastores evangélicos, sim!). Há um fetichismo com terra santa, areia santa, água santa, sal santo, folha de oliveira santa, etc. No cristianismo as pessoas são santas, mas as coisas não. A rejudaização caminha paralelamente com a superstição e feitiçaria. É parente da paganização. Não estou tecendo uma colcha de retalhos. Tudo isto é produto de uma hermenêutica defeituosa, que não compreende as distinções entre os dois Testamentos, os critérios diferentes para interpretá-los, a pompa e liturgia do judaísmo em contraposição à desburocratização do cristianismo e que a palavra final de Deus foi dada em Jesus Cristo. É o NT que interpreta o AT e não o AT que interpreta o NT.

       

      Um outro fator abordado pelo pastor Isaltino é a tal “restauração do sacerdócio”. O pastor visto como um intermediário da relação do homem com Deus. Sabemos que no NT o sacerdócio universal do crente fica claro, nem um filho de Deus precisa de sacerdotes humanos para ter acesso ao Pai. Temos a Cristo como o nosso Mediador:

      Entretanto, a incidência do uso do termo “leigo” para os não consagrados aos ministérios é reveladora. Todos nós somos ministros, pois todos somos servos. E todos somos leigos, porque todos somos povo (é este o sentido da palavra “leigo”, alguém do povo). Não temos clero nem laicato. Somos todos ministros e somos todos povo. Mas cada vez mais as bases ministeriais são buscadas no Antigo Testamento e não no Novo. Usamos os termos do Novo com a conotação do Antigo. O pastor do NT passa a ter a conotação do sacerdote do AT. É o “ungido”, detentor de uma relação especial com Deus que os outros não têm. Só ele pode realizar certos atos litúrgicos, como o sacerdote do AT. Por exemplo, batismo e ceia só podem ser celebrados por ele. Assumimos isto como postura, mas não é uma exigência bíblica. Na batalha espiritual isto é mais forte. Os pastores tornam a igreja dependente deles. Só eles têm a oração poderosa, a corrente de libertação só pode ser feita por eles e na igreja, só eles quebram as maldições, etc.

      O sentido teológico do sacerdote hebreu parece permear fortemente o sentido teológico do pastor neotestamentário na visão destas pessoas. Este conceito convém ao pastor que prefere ser chamado de “líder”. Ele se torna um homem acima dos outros, incontestável, líder que deve ser acatado. Tem uma autoridade espiritual que os outros não tem. O Antigo Testamento elitiza a liderança. O Novo Testamento democratiza. Para os líderes destes movimentos, o Novo Testamento, a mensagem da graça e a eclesiologia despida de objetos, palavras e gestual sagrados não são interessantes. Assim, eles se refugiam no AT. Por isso há igrejas evangélicas com castiçais de sete braços e estrelas de Davi no lugar da cruz, bandeira de Israel, guardando festas judaicas, e até incensários em seus salões de cultos. Há evangélicos que parecem frustrados por não serem judeus. A liturgia pomposa do judaísmo é mais atraente e permite mais manobra ao líder que se põe acima dos outros. Concluindo, a atração pelo poder é maior do que o desejo de servir.

       

      A RESPOSTA DE PAULO AOS JUDAIZANTES DA GALÁCIA:


      A perniciosidade da influência judaica na Galácia estava no fato de atentar contra a essência do evangelho. Os judeus queriam acrescentar a circuncisão como condição para a salvação. Se assim fosse, o cristianismo seria apenas mais uma seita do judaísmo. Então, Paulo vem reforçar o ensino de que a salvação ocorre pela fé na suficiência da obra de Cristo. Para se conhecer a suficiência é preciso que se entenda o significado. Em sua exposição, Paulo toma Abraão como exemplo, assim como fez na epístola aos Romanos, afirmando que o patriarca foi justificado pela fé e não por obediência à lei. Tal exemplo era de grande peso para o judeu que lesse a epístola. Na seqüência, o apóstolo expõe diversos aspectos da obra de Cristo e do Espírito Santo na vida do salvo sem as imposições da lei.

       

      COMPARAÇÃO ENTRE CARACTERÍSTICAS E EFEITOS DA LEI E DA GRAÇA


      A lei mosaica se concentrava em questões visíveis, embora não fosse omissa com relação ao espiritual. Os pecados ali proibidos eram, principalmente, físicos. Assim também, a adoração era bastante prática. Seus preceitos determinavam o local, a postura, a roupa, o tempo apropriado, etc. No Novo Testamento, Jesus vem transferir a ênfase para o espiritual, embora não seja omisso em relação ao físico. Ao falar com a mulher samaritana, Jesus observa que ela estava muito preocupada com os aspectos exteriores da adoração a Deus. Isso era característica da ênfase do Velho Testamento. Jesus lhe disse:
      “A hora vem e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade” (João 4.23). Vemos nisso a ênfase do Novo Testamento: que é espiritual.

       

      Contrastes entre a Lei e a Graça


      LEI / MOISÉS

      Mostra o pecado

      Enfatiza a carne

      Traz prisão e morte

      Infância

      Traz maldição

      GRAÇA / JESUS / CRUZ

      Perdoa o pecado

      Enfatiza o espírito

      Traz libertação e vida

      Maturidade

      Leva a maldição

      Aponta pra Cristo

      Conduz ao Pai

       

      PRESERVAÇÃO DA LIBERDADE


      Paulo admoestou os gálatas para que se lembrassem do significado da obra de Cristo, a qual teve o objetivo de libertá-los. Agora que eram livres, não deveriam voltar ao domínio da lei.

      Voltar à lei é negar a graça e perder os seus efeitos, ele mostra isso enfaticamente no Capítulo 5. É renunciar aos direitos de filho e voltar a viver como servo (Sara e Hagar). É renunciar à liberdade cristã, a qual foi comprada pelo precioso sangue do nosso Senhor. A história de Israel foi uma seqüência de cativeiros e libertações. Não podemos permitir que a nossa vida seja assim.

      Os judaizantes estavam querendo impor a marca da circuncisão como se esta fosse um valor cristão. Entretanto, Paulo conduz os gálatas a um exame mais profundo da questão. O sinal exterior tem valor quando corresponde à condição interior. Como disse aos Romanos, “a circuncisão é proveitosa se tu guardares a lei” (Rm 2.25). Então, o que seria evidência fiel do interior humano? As obras da carne e o fruto do espírito. São marcas do caráter e se revelam nas ações. Estas são as marcas mais importantes na vida de um ser humano. Entretanto, se os judaizantes faziam mesmo questão de marcas físicas, Paulo possuía as “marcas de Jesus”, sinais de todo o seu sofrimento pela causa do Evangelho “Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus” (Gálatas 6.17).

      O mesmo Paulo, escrevendo aos irmãos em Colossenses 2:16-17, diz: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”.

      Cristo é a Luz do mundo, quem está em Cristo não anda em trevas. Por que então voltarmos às sombras? É isso que Paulo deixou claro. Portanto, fica evidente o quanto é descabida a idéia de introduzir costumes dos judeus nas atividades cristãs como cumprimento de mandamento, promessas de nova unção e coisas desse tipo.

      Deus estabeleceu uma Nova Aliança em Cristo, pois na primeira os homens se apegaram muito mais aos rituais e aos símbolos do que ao significado dos mesmos. Passaram a viver uma religiosidade vazia e já no período do Antigo Testamento, o Senhor mostrava a sua tristeza com relação a isso: Isaías 1:13-14 “13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. 14 As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.” (Is 1:13-14 ACF)

      Usam mal Mateus 5:17, em que Jesus diz: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”.

      A palavra cumprir utilizada aqui vem do grego plérõsai, que significa “encher”, “completar”. Jesus não veio revogar ou destruir nenhuma palavra que Deus ensinara aos fiéis do passado no AT. Veio cumprir plenamente o propósito de Deus revelado no AT dando à Lei e aos Profetas aquilo que faltava: o Espírito Santo para interpretá-lo e o poder para pô-lo em prática, pela sua obra salvadora.

      Cristo representa o fim do legalismo de se tentar cumprir a Lei, como está escrito em Romanos 10:3-4 “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”.

      Cristo tirou o véu que encobria a Antiga Aliança. Ele revelou o “espírito” da Lei tornando-se carne. Cumpriu fielmente todas as ordenanças impostas pela Lei, dando a verdadeira interpretação a elas.

      Ainda que Lei ordenasse o apedrejamento de adúlteras, Cristo perdoou uma mulher apanhada em adultério. Ainda que a Lei designasse o afastamento dos considerados “puros’ dos leprosos, Cristo se aproximada deles, os tocava e os curava”.

      Cristo trouxe luz sobre o que eram sombras. Por que, então, voltar à escuridão do legalismo judaico?

      Paulo resume esse comportamento da seguinte forma: “Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido”. (2 Coríntios 3:14 ).

      Extraído de: http://solascriptura-tt.org
      Com auxílio de textos do Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho, Anísio Renato de Andrade, Natanael Rinaldi e site dos judeus messiânicos.

      Autor: Clériston Andrade – Juazeiro-Ba

      Fonte original:
      http://www.cacp.org.br