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Receita do Dia: Evangelho sabor Miojo Light


Por Thiago Schadeck

Miojo é o nome popular para o macarrão instantâneo. Aquele que fica pronto em apenas três minutos. Um alimento fácil de fazer, relativamente barato, mas que não sustenta – apenas sacia momentaneamente, não tem sabor, é artificial, faz mal à saúde e no fundo todo mundo sabe que não deveria comer, mas acredita que não fará mal se alimentar dele por um tempo.

Vamos aprender como fazer um “Miojo espiritual” e servir às pessoas que estão desesperadas em trocar a primogenitura pelo prato de lentilha, ou miojo, nesse caso.

  • “Preparo da Massa”

Quer agradar os “consumidores” que entram aos montes nas igrejas atrás de um bem estar? Sirva-lhes algo que é de fácil preparo. As pessoas andam muito ocupadas para se apegarem a algo que lhes dará mais trabalho. Imagine se alguém que já é superatarefado consegue arrumar tempo para estudar seriamente a bíblia. Claro que não! Por isso eles precisam de algo mais fácil.

Esqueça aquela receita antiga, dada por um tal de Jesus, que disse pra negar-se a si mesmo, para tomar a própria cruz, negar pai e mãe, aquela bobagem de que o Reino de Deus é tomado a força. Esses eram ingredientes usados há dois mil anos, ainda não existia a maravilhosa industria alimentícia. Pegue uma meia dúzia de versículos soltos, mas bem escolhidos, misture tudo e leve o povo em banho maria, enquanto você diz que Deus tem que atender todos os seus desejos, que se Ele prometeu – não importa para quem – Ele é obrigado a cunprir. Force-os a fazer votos financeiros e associe quem não os fizer aos avarentos. Enfatize sempre, em alto e bom som, que se eles não fizerem o voto é porque estão deixando o Diabo (cite mais uma porção de nomes de deuses das religiões afro) tomar conta de suas vidas. Por exemplo, use esse discurso:

“Meu irmão, Deus está com a mão estendida a te abençoar, mas antes Ele quer provar sua fidelidade. Satanás sabe que o Senhor vai recompensar cem vezes mais o valor desse voto e ele enviou o Tranca Rua pra fazer uma barreira no seu bolso e o Exú Caveira para matar suas finanças. Mostre a eles que você confia em Deus e traga o seu voto aqui, com fé”

Se a pessoa não ficar com medo disso, deixe ir. Não perca tempo com quem não vai ser útil no futuro. Imagine que o Miojo é composto por diversos macarrões e que não será possível amolecer a todos ao mesmo tempo. Como temos fome e só podemos usar três minutos para prepará-los, afinal discipulado longo é para igrejas mortas que estudam demais a Bíblia e matam a fé das pessoas, portanto é melhor separar os macarrões duros e descarta-los. Chame-os de joio diante de todos os outros, desta forma evita que os demais endureçam também. Lembre-se sempre que o Evangelho sabor Miojo Light é um fast-food e por conta disso não podemos perder tempo.

  • Preparo do “Tempero”

Todo mundo que já comeu Miojo viu aquele pacotinho cromado que vem dentro do pacote maior. Ele que contem todo o “sabor” do Miojo. Esse tempero é extremamente nocivo à saúde, pois contém corantes, sódio e sabor demasiadamente artificial. O problema é que sem esse tempero que faz mal a massa fica sem graça. Para esses Evangelho sabor Miojo Light o tempero também é indispensável, ele que atrai as pessoas às “prateleiras de bençãos vazias” que as igrejas tem a oferecer.

Vamos criar o nosso tempero próprio, mas que não pode ser muito diferente do industrializado para que as pessoas não estranhem. Com esse mundo de facilidades as pessoas passaram a preferir o que é menos saudável, mas que dá mais prazer a algo que seja de fato bom. Por exemplo, vendem-se mais Big Macs que saladas no Mc Donald’s.

Para que seja um tempero mais atrativo, precisamos usar ingredientes mais parecidos com aquilo que eles estão acostumados e, principalmente, o que buscam. As pessoas que consomem o Evangelho sabor Miojo Light já tem um gosto peculiar por temperos de outras religiões. Nesse caso podemos ubusar do sal, tanto o grosso para descarrego quanto o refinado para fazer o “tapete do vale do sal”. Podemos também usar e abusar do óleo. Compre do mais vagabundo que encontrar no mercado, coloque em uma jarra de vidro transparente, diga que veio de Israel e que foi consagrado no Monte das Oliveiras. Outro ingrediente nesse tempero é a água. Encha diversas garrafinhas de água da torneira, vista-se como um judeu e diga que é água do Rio Jordão, onde Jesus se batizou. 

Agora que já temos os ingredientes do tempero, precisamos dar um bom cheiro à ele, assim as pessoas serão atraídas de longe pelo olfato. Para isso podemos usar o sabonete ungido, que limpa as impurezas do corpo e fazer as pessoas armarem “pegadinhas” com os parentes não crentes. Eles deixam o sabonete ungido no banheiro, como se fosse qualquer outro, e quando o incrédulo tomar banho com ele, sai do banho convertido. Dizem até que já saí cantando “Estou seguindo a Jesus Cristo, desse caminho eu não desisto…”. Podemos também utilizar aquele perfume fuleiro, que ataca a rinite a metros e chamá-lo de “o bom perfume de Cristo”, assim quem sentir aquele fedor, digo, perfume, será atraído a Cristo e desejará ir para a igreja naquele mesmo dia. 

Bom, essas são apenas algumas ideias, mas o campo da culinária gospel atual existem diversas outras receitas e ingredientes que podem ser utilizados. A única ressalva é que nunca se utilize o VERDADEIRO EVANGELHO. Ele anula sumariamente os demais ingredientes e já faliu diversos restaurantes. Uma irmã idosa e bem vivida da igreja me confidenciou que misturar Evangelho Verdadeiro com o Evangelho sabor Miojo Light é pior que misturar manga e leite. Em pouquissimo tempo a massa murcha e ficam alguns poucos macarrões.

Que você entenda a pitada de ironia e que seja despertado!

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Marcha para Jesus e Parada do Orgulho LGBT: Duas faces da mesma moeda

Por Thiago Schadeck,
São Paulo recebeu ontem, 15, a Marcha Para Jesus e domingo, 18, receberá a Parada do Orgulho LGBT. Eventos esses que estão no calendário dos grandes acontecimentos da cidade, junto com o Carnaval e a Fórmula 1. O que pouca gente percebe é que há muito em comum entre os dois eventos.

Sei que serei apedrejado pelos dois lados, mas é inegável que os objetivos e a forma como ambos os eventos são conduzidos é idêntica. As lideranças se aproveitam para manipular as massas com suas mensagens de exclusivismo e superioridade. Tanto os Apóstolos que subirão para profetizar sob a cidade, quanto a liderança LGBT que gritará aos quatro ventos sobre LGBTfobia, fazem pouquíssimo pela causa no decorrer do ano.
Vamos aos pontos em comum:

  • São shows com artistas ganhando milhões:

Não pense que algum artista sobe ao trio elétrico apenas porque quer expor seu apoio à causa. Pelo contrário, eles estão sendo muito bem renunerados e ainda usam esse evento como um belíssimo palanque para se expor nacionalmente. Há uma sequência idêntica em que os artistas de ambos os lados seguem: sobem ao trio demonstrando conhecer a causa à fundo e e se sentindo privilegiados por estarem ali, depois cantam uma sequência de músicas e antes de se despedir fazem um discurso à favor da causa que supostamente defendem, se colocam como vítima de uma perseguição e saem aplaudidos para dar entrevistas.

  • São financiados com dinheiro público

Tanto um quanto o outro vende a alma ao governo. Sem dinheiro público envolvido ficaria quase impossível organizar eventos desse porte e pagando os cachês que os artistas recebem. Tudo é supervalorizado quando tem o “patrocínio” do Governo. As empresas que locam o material necessário para a estrutura e os artistas que se apresentarão sabem que o patrocinador não poupará gastos e pagará aquilo que pedirem, afinal o dinheiro não sai do bolso deles. 

Ao final da festa, os organizadores passam a dever favores ao governo. Certamente serão cobrados e essa dívida aumentará muito com os juros acrescidos à ela. Você acredita mesmo que as bancadas evangélicas e gays são tão coniventes ao descalabro que nosso país passa à toa?

  • São eventos politicos

São eventos políticos no sentido em que políticos e seus partidos aproveitam para se promoverem, lembra que são eles quem financiam a festa? Portanto não se assuste se vir uma campanha política antecipada, já que em 2018 teremos eleições. Eles sobem ao palco para dizer o quanto são engajados com a causa que o evento defende. Na Marcha, vão dizer que lutam pela família (mas alguns dos que estão lá, trocaram a esposa por uma mais nova) e na Parada dirão que lutam pelos direitos do público LGBT (exceto se forem eleitores do Bolsonaro). O que fica bem claro nesses eventos é que em ambos os lados a luta não é pela causa, mas por aquilo que lhes convém na causa.

É um evento político também sob o aspecto de que querem levar milhões de pessoas atrás de seus trios para demonstrar poder e “vender” o apoio dessa multidão aos candidatos que desejarem. Não por coincidência os organizadores gritam aos quatro ventos que seu evento trouxe “x” milhões de pessoas e cresceu “y” por cento. Na verdade a contabilidade dos organizadores (superestimada) nunca bate com a da Polícia Militar. Quem grita mais, sai como campeão nessa disputa vã.

  • A maioria que está ali mal conhece a causa:

Faça o teste e pergunte a um frequentador desses eventos se ele sabe à fundo do que eles se trata. Peça para ele fazer um resumo de cinco propósitos de existir um dia em que as pessoas saem de suas casas e se juntam para protestas, celebrar e comungar à cerca de uma causa. Posso garantir que pelo menos 90% não conseguirão mencionar três.

  1. Marcha para Jesus
  2. É composta por pessoas que mal conhecem o evangelho. Sabem um amontoado de versículos soltos e esperam as palavras proféticas da liderança​ para que a situação mude. Acreditam que “marchando” uma vez por ano manifestarão ao país e ao mundo a glória de Deus, mas no decorrer do ano não fazem absolutamente nada pelo Reino. Que aliás, a marcha também não faz, o propósito dela é gloriar-se na multidão que se arrasta atrás do trio.

  3. Parada LGBT
  4. Grande parte das pessoas que marcará presença na Parada não consegue justificar aquilo que é repetido à exaustão por seus organizadores: que os gays são mortos apenas por serem gays, que há preconceito em tudo o que acontece com os homossexuais (existe preconceito, mas não na escala em que pregam). Além disso, apoiar a causa gay (assim como ser evangélico) se tornou cool, é POP. É melhor apoiar algo que eu não conheço direito que ser taxado de preconceituoso. Não é mesmo?

  • Todos os que são sérios nessas causas, perdem:

Falando como pastor, posso garantir que a Marcha traz mais males que benefícios​ às igrejas sérias. Precisamos ficar nos justificando o tempo todo e que apesar de também ser evangélico não temos nada a ver com essa bagunça. A Marcha prega um evangelho de facilidades, com falsas promessas e busca por coisas fúteis. Como se o favor de Deus fosse condicionado a peregrinação de alguém atrás de um trio elétrico tocando músicas de louvor e adoração ao homem. Evangelho sem cruz, sem confrontar o pecado e sem anúncio de salvação, definitivamente não é evangelho. Quando uma liderança cristã pega o microfone diante da multidão e condena os homossexuais ao inferno, ele pretensamente anula a graça de Cristo que morreu por todos os pescadores.

Do lado GLBT da festa, conheço pessoas que são de fato lutadores por uma vida melhor, inclusive acerca de que haja acompanhamento​ psicológico adequado àqueles que ten dúvida sobre sua sexualidade ou que decidiram que querem deixar a homossexualidade (erroneamente chamado de ‘cura gay), apoiando a liberdade do indivíduo decidir ser ou deixar de ser homossexual, mas que fica à sombra desses movimentos que desrespeitam quem discorda daquilo que defendem. Pregam a liberdade, mas aprisionam as pessoas à uma censura nem tão velada assim. Quando colocam uma transexual simbolizando Cristo crucificado não só ofendem os cristãos, mas também desprezam o trabalho daqueles que buscam o respeito se utilizando do respeito.

Já trabalhei com diversos homossexuais e nenhum pode me acusar de preconceito. Isso porque apesar de eles saberem que, de acordo com o que creio, a prática homossexual é considerada pecado. Não o único pecado, mas não deixa de sê-lo. Assim como já trabalhei com crentes gospel e sempre fiz questão de mostrar que embora estivesssem na igreja, não estavam em Cristo. Que o Evangelho qus criam não eram o da Bíblia.

Se puder resumir tudo o que escrevi aqui em uma frase seria: “Não seja extremista, busque a moderação”. Lembre-se que os cristãos são o sal da terra e não existe nenhum prato que o ingrediente principal seja o sal. Não tolere o pecado (independente de qual for), mas ame as almas perdidas e pregue o Evangelho da salvação eterna. É isso que Jesus faria!

Ministerial

Pastorado NÃO é voto de pobreza

Por Thiago Schadeck

Por conta de diversos escândalos envolvendo pastores que se utilizam do aparato da igreja para enriquecer, muita gente pensa que todo pastor deve ser um abnegado e rejeitar qualquer tipo de recurso financeiro, seja pago pela igreja ou de seu trabalho secular. Alguns chegam a dizer que se eles servem a Deus, que dependam da provisão Dele. Eu pergunto: e qual de nós não depende?
Se acordamos hoje, é porque Deus nos proveu mais um dia. Se temos um emprego que nos proporcionou termos um local para morar, seja próprio ou alugado, é porque o Senhor tem nos mantido empregados mesmo em meio à crise. Se temos a salvação é porque o Pai proveu a Cristo, o Cordeiro santo e imaculado. Digo mais, se há ímpios podendo desfrutar de tudo isso que citei acima é porque provam de uma provisão da graça de Deus, que não deixa serem consumidos por Sua ira.

Vamos agora a fatos mais objetivos sobre a relação do pastor com o dinheiro:

  • Pastor deve ter um salário.

Não importa se esse salário virá da igreja ou de um trabalho secular, o fato é que pastor deve ter um salário. Normalmente o pastor é casado e tem filhos, portanto ele precisa ter algum rendimento para sustentar a sua casa e os seus. Não é prudente deixar o pastor passando necessidade enquanto a igreja tem seus empregos e salários. Como o pastor fará visitas aos membros se não tiver um carro e dinheiro para colocar gasolina? Claro que reclamarão que o pastor é negligente e distante.
O que pode e deve ser discutido é se a igreja tem ou não condições de pagar um salário digno ao pastor. Infelizmente tem igrejas que pensam que meio salário mínimo e uma cesta básica suprem as necessidades do pastor e sua família. Deve-se levar em conta o custo de vida na região em que a igreja está localizada. Se não tiverem condições de sustenta-lo, que o liberem para trabalhar secularmente, porém que fiquem cientes que não poderão contar com ele durante um período do dia.

  • Como o pastor adquiriu seus bens?

Vejo muita gente criticando alguns pastores que tem uma boa condição de vida. Há quem pense que só porque ele é pastor deva morar com a esposa e filhos em um quarto e cozinha no fundo da igreja e ter, no máximo, uma Mobette para se locomover. A pergunta que deve ser feita é: como ele conquistou tudo isso?

Tem pastores que ganham um salário relativamente baixo da igreja mas que sabem administrar e poupar, e por conta disso conseguem adquirir alguns bens. Há os que são empresários e administram suas empresas sem que isso interfira em seu ministério. Outros são autores de livros e pela sua qualidade conseguiram um renome, valorizando suas obras e consequentemente ganhando algum dinheiro. Outros ainda vem de famílias que tem uma boa condição financeira. Existem aqueles que dão aulas, principalmente de teologia. E assim por diante.

Portanto não se preocupe com esses pastores, o dinheiro deles é ganho de forma honesta e Deus é glorificado nisso, assim como Ele é glorificado quando recebemos o nosso salário. Preocupe-se mesmo com pastores que se encostam na igeja e utilizam os recursos dela para se beneficiar, dos que profetizam mentirosamente e depois pedem a oferta para o profeta, dos que prometem bençãos e curas em troca de um “voto”, dos que exigem que sua igreja lhes entregue as primícias (um dia de salário para o sustento do pastor). Fuja desses porque o desejo deles em ver a igreja crescer não está relacionado à salvação dos perdidos, mas na possibilidade de ganhos futuros.

  • Como ele desfruta desses bens e valores

Se o pastor é egoísta e usa tudo isso que conquistou para jogar na cara dos membros o quão abençoado ele é, infelizmente não passa de mais um mercenário da fé, que só quer o status que o título lhe proporciona. Está engrossando as fileiras dos que deixaram de servir a Deus para cultuar a Mamom. O pastor, como qualquer outro cristão, tem o dever de administrar bem o que Deus lhe confiou. Lembre-se que somos mordomos daquilo que Deus nos permite desfrutar. 

Por outro lado há quem pense que as coisas do pastor são de uso irrestrito da igreja. Se tem que buscar sacos de cimento para rebocar a parede da casa do irmão, pensam logo no carro do pastor. Precisa ligar para os jovens para organizar a pizza pós culto, use o celular do pastor. Há extremos em que membros entram sem qualquer aviso na casa do pastor (principalmente se for aquele quarto e cozinha no fundo da igreja), sem nenhuma preocupação se pode encontrar alguma situação embaraçosa ou mesmo se ele quer aquela visita naquele momento. Já vi casos em que membros abriam a geladeira da casa do pastor, enquanto ele pregava, e comiam e bebiam à vontade.

Considerações finais:

Com certeza seu pastor não entrou no ministério por causa do dinheiro, mas isso não significa que o dinheiro não seja importante para a sua vida. Ninguém, nem você e nem seu pastor, podem viver sem dinheiro. Lembre que o dinheiro não é a raiz de todos os males, como alguns insistem em afirmar, mas o amor à ele, portanto o problema não é ter dinheiro e sim ter um apego exagero à ele.

Pense nisso!

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Filhos mal educados e seu relacionamento com Deus

Filhos mal educados e seu relacionamento com Deus
Por Thiago Schadeck

Se você tem mais de 30 anos ou tem pais que foram rígidos em sua criação, certamente já percebeu que a relação entre pais e filhos mudou muito nas últimas duas décadas. As crianças de sofrem de uma enorme falta de educação. Não pedem licença para falar, atravessam as conversas dos pais com outras pessoas, desmentem – normalmente acerca de um assunto que não dominam – os país em frente a outras pessoas, fazem birra e se jogam no chão do shopping ou supermercado quando recebem uma negativa acerca do que desejam comprar. 

O único problema é que eles foram estragados por nós, os pais frouxos que queremos dar a eles tudo o que não tivemos, mas não damos o que recebemos de melhor, a educação. Qualquer coisa é vista como abuso, os pais não podem mais dar um tapa na bunda do filho que já surgem os paladinos dos direitos das crianças para condenar o pai. Se a criança quiser se empaturrar de alimentos que fazem mal a saúde e é repreendida, já aparecem aquele que dirão que essa criança crescerá com problemas psicológicos devido ao cerceamento de suas vontades. Lamentavelmente temos nos dobrado às regras do politicamente correto.

Essa falta de educação reflete diretamente na forma com que se relacionam com Deus. A oração de um jovem, na casa dos 15 anos, hoje é mais ou menos assim:

“- Aí Deus, vamos trocar uma ideia, na moral, cê ta ligado que ta osso passar naquela matéria da escola, né não? Cara, queria pedir que me ajudasse aí porque ta #@&# passar de ano. Quebra essa pra mim, velho e pode pá que colo no culto de jovens no sabadão antes da baladinha (pra evangelizar).
É nois hein deusão”

Parece brincadeira, mas é um compilado de coisas que venho ouvindo nos últimos tempos. Perdeu-se totalmente a reverência à Deus. Não que eu defenda o farisaísmo disfarçado de santidade, pelo contrário, o abomino também. A questão aqui é que muitos jovens não sabem se comportar e isso reflete diretamente em sua vida cristã. Pulam, dançam, cantam no louvor, mas na pregação colocam os pés em cima do banco e vão desfrutar de ótimas conversas no WhatsApp. Mas não podemos corrigi-los, isso cria traumas. 

Por não serem obrigados a obedecer os pais, os professores, respeitar os mais velhos, teremos problemas sérios em breve. Essa juventude não respeitará seus chefes no trabalho, não saberão ouvir um não de seus superiores e caso se comportem em uma reunião da empresa como se comportam no culto, já sairão dela desempregados. Lamentavelmente estamos criando monstrinhos e nos orgulhando.

Se você, assim como eu, tem filho, INVISTA uma boa parte de seu tempo educando-o. Não basta apenas dizer como ele deve agir, seja um ótimo exemplo para que quando surgir alguma situação de conflito, ele se lembre de como você age em casos semelhantes.

Seja um bom cristão e o ensine a se relacionar da forma correta com Deus, tendo temor, respeito e educação. Mostre a ele que Deus é um Senhor zeloso e não um amiguinho de escola. Que para ter intimidade com ele é necessário ser parecido com Cristo. Estimule-o a estudar a bíblia, estudando com ele. Ajude a tornar a oração um hábito na vida dele, tendo momentos de oração com ele. Incentive-o a ter comunhão com a igreja dando lhe o exemplo de amor ao próximo e por fim, mostre a ele a importância do culto comunitário.

Certamente seus filhos lhe darão muito menos trabalho no futuro.

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O Cristão e a Depressão 

Depressão em cristãos. Quem está deprimido não tem que passar por exorcismo

Por Thiago Schadeck,

Depressão é um dos males do nosso tempo. Tem acometido muitas pessoas e cada vez mais precocemente. Já existem diversas crianças com essa doença desde muito cedo, o que muitas vezes dificulta o tratamento porque acreditam que a criança é quieta por conta de sua personalidade. Normalmente ela se instala nos adultos por uma fadiga excessiva ou por conta de uma grande perda ou decepção. Muitos sequer reconhecem que estão deprimidos. O diagnóstico é dificultado pelo fato de que apesar de a depressão causar dores físicas, sua origem é na alma.

Por falta de conhecimento do assunto, muitas vezes pensamos que a depressão é apenas uma frescura ou um charme e que a pessoa não sai de casa e nem se relaciona com outras pessoas porque não quer. Mas o que é simples para alguém saudável emocionalmente pode ser um grande desafio a alguém depressivo. Isso porque a depressão suga toda a nossa vontade de viver, ela tira a nossa alegria em vivenciar as mais belas coisas da vida. O mundo fica cinza e a vontade de viver se esvai pouco a pouco. 

Visão de mundo de um depressivo
Visão de mundo de um depressivo

A depressão, como qualquer outra doença, tem alguns estágios. O pior deles é o que a pessoa perde as forças para lutar e se vê no fundo do poço. Normalmente não tem ânimo de sair da cama, quer ficar o tempo todo sozinho e não gosta de ser incomodado. Nessas horas o Diabo se aproveita para sussurrar ao ouvido o quanto a pessoa é inútil e lhe dar a idéia de tirar a sua própria vida. Ela não é uma ação demoníaca, mas a pessoa fica fragilizada espiritualmente, isso porque suas esperanças, inclusive em Cristo, vão se acabando.

  • Pastores depressivos:

As pesquisas são alarmantes e apontam que cerca de 50% dos pastores sofrem com a depressão. Isso acontece principalmente porque a responsabilidade do ministério lhes suga muita energia. Pouquíssimos pastores têm o privilégio de dar uma vida boa e confortável à família apenas com a ajuda que a igreja lhe dá (quando dá). Além disso, muitos pastores tem seus empregos seculares – até para não serem pesados para a igreja – e estão, quase que diariamente, envolvidos em todas as atividades da igreja. Some-se a isso as contas da igreja, os problemas que os irmãos lhe trazem todos os dias, sua família e os cultos em que prega – normalmente mais de uma vez por semana.

o ministério é extremamente pesado e os pastores se cobram além do que deveriam, por conta disso nunca estão satisfeitos com o resultado alcançado. Eles estão sempre preocupados com aquele membro que não vem mais à igreja e nem quer saber de Deus. Ficam preocupados com o filho daquele casal que está envolvido com o crime e deixa os pais sem dormir. Está preocupado com o pai de família que ficou desempregado e corre o risco de ser despejado. Essa preocupação com fatos que vão além de seu alcance que trazem, na maioria das vezes, a depressão.

  • Como tratar a depressão?
  • Tratamento médico
  • Por anos os cristãos desprezaram a ajuda médica no tratamento da depressão, mas ela é de extrema importância. Claro que Deus é poderoso para curar qualquer que seja a doença, mas isso não nos isenta de procurar a ajuda especializada. Há de se ter o cuidado com o profissional escolhido, de preferência um cristão. 

    Interessante que desprezamos a ajuda dos médicos porque Deus pode nos curar, mas não desprezamos um professor porque Deus pode ensinar nossos filhos a ler e escrever.

  • Oração
  • A pessoa que está depressiva precisa ser incentivada a orar e buscar a misericórdia de Deus. Portanto, se há alguém próximo a você que sofre desse mal, ore por e com ele. Apesar de o tratamento médico ser importante, a oração ainda é a forma mais eficaz de tratar qualquer problema. O tratamento médico complementa o clamor e não o contrário.

    Saiba que por vezes a oração não será bem vinda pela pessoa que atravessa a fase depressiva, respeite-a e ore sozinho, pedindo que Deus quebrante aquele coração e que o Espírito Santo o console. Existem momentos de crise em que a aproximação é dificil e falar sobre Deus fica quase impossível. Isso acontece por conta da perda de esperança que já citei.

    O oração de alguém que passa por uma depressão deve ter a oração de Davi no Salmo 51:12:

    “Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer.”

    Quem passa por uma crise depressiva precisa receber a alegria da salvação, porque ela traz consigo a esperança e a certeza de que por maiores que sejam nossos problemas, Deus está conosco. Ele já nos preparou a eternidade e a nossa vitória é certa!

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EVANGELHO E FINANÇAS: CONSUMISMO

Muitas pessoas são consumistas e não de dão conta. Esse texto traz um diagnóstico preciso.

Por Thiago Schadeck,

Você é consumista?

Ao ouvir essa pergunta, somos tentados a responder um sonoro NÃO de bate-pronto, mas a questão é que não dá para responder sem antes fazermos uma análise mais calma de toda a situação.  Claro que existem os consumistas compulsivos e esses precisam de tratamento, mas existem pessoas que são consumistas num “grau mais leve” e nem sempre se dão conta disso. Vejamos algumas caracteristicas de pessoas que são, em algum nível, consumistas:

  • Compram o que não precisam
  • Usam as compras como forma de relaxar
  • Não tem controle sobre a fatura do cartão de credito
  • Compram coisas que “perdem a graça” em pouco tempo
  • Querem sempre o modelo mais atual
  • Querem comprar sem antes ter acabado de pagar a compra anterior

    Esses são apenas alguns exemplos de pessoas que tem um estilo de vida consumista. Certamente você conhece alguém assim. O sujeito compra um celular em 18x, com juros no cartão de crédito, e antes de quitar essa dívida já quer trocá-lo porque o fabricante lançou um modelo novo. Outro ponto comum são as pessoas que vão à loja, experimentam uma roupa, gostam, compram e quando chegam em casa percebem que na verdade não ficou tão boa quanto a empolgação do momento deu a impressão. Envergonhados, não voltam à loja para trocar a peça por uma que de fato fique boa.

    O calor do momento nos faz ver vantagens onde não tem e encobre os defeitos mais evidentes. Para algumas pessoas o momento da compra se assemelha muito a uma paixão, onde tudo é lindo e não há qualquer defeito, mas com o passar do tempo e o controle das emoções, percebe-se que há algo de errado com aquele objeto. Existe quem compre um carro sem consultar um mecânico porque no calor da venda e a experiência do vendedor, só foi ressaltado aquilo que é bom do veículo, mas uma breve busca no Google já faria a venda ficar pelo menos em stand by. 

    Quem compra por impulso, invariavelmente faz maus negócios! 

    Quando a pessoa é consumista, certamente terá de trabalhar muito mais para ter uma renda maior e consequentemente conseguir bancar esse estilo de vida. Por conta disso, famílias são destruídas, a saúde é prejudicada e  as horas de sono são sacrificadas. Tudo para poder desfrutar por um tempo de coisas materiais e supérfluas, que não saciam o vazio na alma. Muitos querem ser vistos por aquilo que tem e não pelo que são, aí entra o consumismo e a vida se torna um círculo vicioso, quanto mais compra, mais precisa comprar.

    • Consumismo infantil:

    Os pais sempre vão querer dar uma vida melhor que a que tiveram aos filhos e isso é bom, mas se não nos cuidarmos criaremos consumistas mirins. Uma criança que tem tudo o que quer não dará valor a nada. Se a criança não tiver que conquistar o que quer, jamais saberá o sacrifício que há para conseguir adiquirir algo. É um grande desafio mostrar a essas crianças que o certo não é juntar a maior quantidade de bens possível, mas ter a melhor vida possível, o que não necessariamente tem a ver com dinheiro ou aparelhos eletrônicos. 

    Crianças de 4 ou 5 anos já tem celulares de ultima geração, algumas vezes até melhores que dos pais e isso é uma porta aberta para males muito maiores que o consumismo em si. O consumismo que os pais implantaram na criança pode abrir uma porta para a pedofilia, por exemplo, visto que hoje todos os celulares tem câmera e acessam a internet. Ou então crianças um pouco maiores, na casa dos dez anos, que estão descobrindo a sexualidade, troquem “nudes” com outras crianças da mesma faixa etária.

    O ideal mesmo é que busquemos o contentamento, como bem enfatizou o apóstolo Paulo:

    “De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.” (1 Timóteo: 6. 6-8)

    Se soubermos valorizar as coisas que já conquistamos, certamente aquilo que ainda desejamos perderá a força. Mesmo que ainda teremos o desejo de conquistar, o que é bom, não o faremos a qualquer custo. 

    Nós já temos o suficiente, o que buscamos é, na verdade, um luxo a mais para podermos desfrutar.

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    EVANGELHO & FINANÇAS: Planejamento

    Dicas simples de como se planejar para conseguir alcançar os seus sonhos materiais

    Por Thiago Schadeck

    Já notou que as pessoas que estão endividadas são, normalmente, aquelas que não tem um planejamento claro. São pessoas que não sabem ao certo qual o valor do seu salário – sempre fazem a conta do bruto, tem várias compras divididas em parcelas de valor baixo – mas que a soma delas compromete uma boa parte do orçamento, gastam muito dinheiro pagando juros – por conta do descontrole e, principalmente, compram por impulso. Puxe assunto com uma dessas pessoas e comece a falar sobre coisas que você comprou e não usa, a lista dela será maior, certamente. Via de regra essas compras são feitas a um preço mais alto que custaria normalmente,  em mais parcelas que deveria, comprometendo o orçamento por muitos meses e quando chegou em casa constatou que o produto não era bem aquilo que se esperava.

    Jesus falou sobre esse planejamento aos discípulos. Vejamos:

    “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’”. (Lucas 14:28-30)

    Jesus é muito claro: antes de começar, tenha certeza de que conseguirá terminar. Simples! Se tem dinheiro, compra. Se não tem, deixa para outra oportunidade. É melhor andar a pé com dinheiro no bolso que de carro e todo endividado. É melhor comer arroz e feijão em casa guardando dinheiro que em restaurantes bons pagando com o limite do cheque especial. Note que Jesus não disse para não fazer, pelo contrário, mas ele colocou um ponto importante: o planejamento.
    Uma casa com porcelanato na cozinha e com paredes sem reboco na sala não é harmoniosa em sua estética. Não seria melhor colocar um piso mais barato e deixar a sala aconchegante de igual maneira?

    Não adianta ser dizimista, ofertante, entregar primicias, fazer voto, ser voluntário ou qualquer outra coisa, se não souber administrar bem aquilo que lhe vem às mãos. Ter consciência de quanto ganha (salário liquido, depois dos descontos – o que realmente cai na conta) e o quanto se pode gastar. Se não se esforçar e cortar alguns gastos desnecessários agora, talvez nunca tenha o suficiente para “construir a torre” a diante. Dificilmente conseguirá comprar a casa que sonha, o carro mais novo, aquela viagem legal em família e etc. 

    Precisamos ter o contentamento naquilo que possuímos. Pessoas consumistas demonstram um vazio interior que não será preenchido enquanto não aprenderem a valorizar aquilo que já foi conquistado.

    Lembre-se que só há provisão para construir, se houve inteligência no poupar!

    Devocional

    Além do que os olhos podem ver. #Repost

    “Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora meus olhos te veem” (Jó 42:5 – NTLH)

    Por Odilar Júnior

    Eliseu e os carros de fogoA situação do Brasil não está fácil. Em 2016, vimos uma crise político-econômica e suas desastrosas consequências: encolhimento da economia, fechamento de empresas, desemprego, etc. Há muitos motivos que causam temor e se perguntar como viveremos de agora em diante.
    E assim, também ouvimos muito, que é preciso confiar em Deus, que Ele está no controle. “Mas como Ele está no controle, se o mundo está praticamente desabando sobre nossas cabeças? Que tipo de controle é este?” – poderiam pensar. Quem pensa assim, lhe falta uma visão apropriada; só enxerga apenas o (s) problema (s). Precisam enxergar além do que seus olhos podem ver. Não compreendem que tudo isto não passa de “ação e reação”.
    Por mais que o mundo esteja um caos, Deus continua no controle sim. O ciclo natural continua vigente, mesmo havendo desastres naturais. A vida continua, em meio às doenças, guerras, fome e tudo mais. O universo ainda obedece às leis físicas estabelecidas desde o início. Ainda que por um lado, haja uma disfunção, o todo permanece.
    Quando você passa a adotar uma cosmovisão (visão que se tem do mundo) mais clara e correta, sua compreensão se eleva e passa a enxergar melhor, que há um Deus nos céus que rege todo o universo com a sua Palavra e que não será um simples problema humano que abalará seu poder e seu governo. Assim, você passa a entender o que o Jó quis dizer no capítulo 42: 5 (o texto básico citado anteriormente).
    Em 2 Reis 6:15-17 conta a história de uma situação crítica e a reação diferente em duas pessoas (Geazi e Eliseu), como suas visões são diferentes uma da outra.
    “O servo do homem de Deus levantou-se bem cedo pela manhã e, quando saía, viu que uma tropa com cavalos e carros de guerra havia cercado a cidade.
    Então ele exclamou: “Ah, meu senhor! O que faremos? ”
    O profeta respondeu: “Não tenha medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles”.
    E Eliseu orou: “Senhor, abre os olhos dele para que veja”.
    Então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.”
    Israel e Síria estavam em guerra. O rei da Síria mandou seu exército capturar o profeta Eliseu, por ter adivinhado seus conselhos e contar ao rei de Israel. Sua vida corria perigo. Ciente disto, Geazi se desesperou. Eliseu não temeu, e ainda o acalmou pedindo ao SENHOR para que Ele mostrasse a real situação: apesar de tudo, Deus estava no controle e protegendo-os. Por fim, a situação foi resolvida de uma forma inusitada e a guerra cessou. (2 Reis 6:18-23). Eliseu confiou em Deus e no seu poder para resolver problemas.
    Hoje em dia não é diferente. Não chega a ter um exército sírio querendo a nossa cabeça, mas são aquelas situações do cotidiano que tiram nossa paz. Qual deve ser a nossa postura? A de Geazi – enxergar apenas o problema, se desesperar e entrar em pânico ou a de Eliseu – encarar o problema confiando em Deus e na sua provisão, mesmo que pareça não haver solução?
    Que possamos não apenas enxergar o que é aparente, tangível e muitas vezes ilusório e falso, e sim, além disso – o que é real e verdadeiro, porém invisível – o que apenas pode ser visto com os “olhos da fé”. Que possamos encontrar a paz de espírito e enxergar a bonança em meio às violentas ondas nas tempestades de vida, confiando no poder transformador de Jesus Cristo.

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    Um Recado de Deus para você!

    Recado de Deus

    Por Thiago Schadeck

    O nosso país passa por uma grave crise. Cerca de 13 milhões de desempregados, tantos outros trabalhando em situação precária,  milhares de mendigos pelas ruas, governos corruptos em todas as esferas. Na questão moral não estamos diferentes,  a sociedade cada vez mais abraça o mal e despreza o bem. O errado passa a ser valorizado à medida em que o bem é afastado do ensino. Ensino que aliás vai de mal à pior, com alunos que ingressam à faculdade sem conseguir interpretar um texto ou escrevê-lo de forma clara.

    Nesse contexto muitas pessoas se desesperam por ouvir Deus falar de alguma forma, de qualquer forma, ainda que na boca de um jumento. Por conta desse desespero saem curtindo tudo quanto é postagem que diga que Deus fará algo no Facebook, digitam “amém” em todas aps postagens do Regis Danese e do Davi Morgado e batem de porta em porta e de igreja em igreja atrás de um profeta que possa lhe revelar qualquer coisa. Ainda que nada do que foi profetizado aconteça, porque o que importa mesmo é voltar pra casa acreditando que ouviu a voz (ainda que falsa) de Deus.

    Se você está nessa situação eu tenho um recado de Deus para você!

    • O véu foi rasgado!

    Quando Jesus brada do alto da cruz, no Calvário, que tudo estava consumado e entregar o espírito ao Pai o véu do templo rasgou-se de alto à baixo (Mateus 27:50-51). 

    Sabe o que isso significa? Que você tem acesso direto à Deus. Não é necessário que um sacerdote entre na presença de Deus para interceder por você, Jesus tirou a barreira que nos impedia de irmos até o Pai, ele é o Deus que veio até nós. Cristo é o nosso sacerdote perfeito que ofereceu o sacrifício único e necessário para a remissão de nossos pecados, seu corpo. Com esse acesso direto à Deus nós podemos orar em qualquer lugar e a qualquer hora e Ele nos ouve!

    • Leia a sua Bíblia!

    Muita gente quer ouvir a voz de Deus através da boca de alguém, de preferência com rodopios e línguas estranhas, para dar mais credibilidade, mas não tiram ao menos meia hora por dia para ler a Bíblia. Ela é a nossa regra de fé e prática, ela é a nossa régua de medir, ela é a Palavra de Deus! Toda escritura é inspirada por Deus (1 Timóteo 3:16). Quando Jesus ia afrontar os seus acusadores ele pedia os rolos dos profetas, que eram as bíblias da época, ou dizia “está escrito” e citava aquilo que estava registrado nas escrituras.

    São 66 livros, escritos por mais de 40 autores e em períodos totalmente diferentes na história, porém totalmente harmoniosa e interligada. É possível relacionar Levítico ao sermão do monte em Mateus 5-7 tranquilamente, desde que se entenda os objetivos de cada livro. É possivel relacionar Gênesis e Apocalipse com relativa facilidade, considerando a ação de Deus em ambos os casos. 

    Leia a bíblia e acabe com a dependência de revelações que massageiam o ego e não eficiam em nada, porque não vieram de Deus!

    • Ore muito!

    Alguém já disse que não devemos orar até que Deus nos ouça, mas até nós O ouvirmos. A oração é uma conversa nossa com o Pai. Assim como em qualquer diálogo devemos falar e ouvir. Não espere que apareça um anjo no quarto enquanto estiver orando e diga tudo o que Deus mandou, mas tenha a certeza que o Espírito Santo que habita em você irá testificar e dar certeza daquilo que deve ser feito.

    Uma oração só de pedidos é como um filho que só procura o pai quando precisa de alguma coisa, na verdade ele não está preocupado com a companhia do pai e sim em como suprir suas necessidades momentâneas. Um filho que reconhece o valor do pai e como ele supre as necessidades diárias, não o procura só nas horas de aperto, mas tem uma vida de intimidade constante com ele.

    Não podemos determinar o que Deus deve ou não fazer, ele sabe o que é melhor para cada um de nós. Na nossa visão limitada, vislumbramos apenas o agora, já o Pai sabe o que precisaremos à diante. Lembre-se que a vontade dele é boa, perfeita e agradável  (Romanos 8:28) e que Ele tem cuidado de nós com zelo.

    • Congregue!

    A adoração congregacional tem como objetivo maior a adoração pública e coletiva ao Senhor, mas também tem a missão da edificação mútua. Resumindo, se eu tenho irmãos que caminham comigo na fé, certamente quando eu precisar de ajuda terei com quem contar. Ser desigrejado é tentar ter vida fora do corpo, o que é impossível. Assim como a brasa se apaga quando afastada da fogueira, a fé longe do corpo tende a enfraquecer.

    Sim, a Bíblia diz que você é TEMPLO do Espírito Santo, mas ela também diz que você é PARTE DO CORPO. Ninguém consegue ser igreja sozinho.

    Para finalizar, se posso te dar um conselho é que você busque viver uma fé sadia, crendo no Deus invisível, porém real. Não se apegue a paganismos e macumbas gospel, não espere um milagre pelas mãos de um homem, ainda que ele seja muito usado por Deus. Vá direto à fonte, busque diretamente em Deus, através da meditação em Sua Palavra e na oração diária! 

    Que Deus te abençoe 

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    A bariátrica no anoréxico. Uma crítica à identidade de gênero.

    Ideologia de gênero

    Por Thiago Schadeck,

    Imagine a seguinte cena: você se depara com um adolescente de doze anos de idade que passa por uma crise de anorexia. Apesar de pesar apenas 26kg ainda se vê como uma pessoa obesa, diz que não está satisfeita com seu corpo e deseja mudar. Implora, chorando, que você o ajude e consiga com algum amigo médico que ele faça uma cirurgia bariátrica, a popular redução de estômago, para que enfim o corpo ideal, desenhado em sua mente, seja alcançado. Você o ajudaria e buscaria um médico para operá-lo?

    Para você entender melhor, coloco aqui a definição de anorexia:
    De acordo com a medicina, distúrbios psicológicos causam em certas pessoas uma distorção da imagem corporal, fazendo com que se vejam sempre como gordas, mesmo estando já muito magras e debilitadas pela falta de ingestão de alimentos.” (Grifos meus)
    (Fonte: https://www.significadosbr.com.br/anorexia)

    Tenho certeza que você não ajudaria o adolescente a fazer essa cirurgia. Antes, encaminharia o caso a um psiquiatra, que teria a competência necessária para tratar desse assunto. O anoréxico é na verdade alguém que tem uma visão errada sobre seu próprio corpo. A sua mente projetou uma expectativa fantasiosa e que o faz se sentir com num corpo que não é o seu. É como se seu corpo estivesse numa casa grande demais e ele precisasse transformá-la em um loft.

    Se os pais desse adolescente acreditassem que ele realmente precisa de uma cirurgia para reduzir o estômago para viver bem e fossem procurar um médico para realizar o procedimento, provavelmente seriam denunciados à justiça e o conselho tutelar tomaria a guarda do adolescente. Claro! É incabível fazer uma cirurgia dessa magnitude para corrigir uma visão destorcida que um adolescente recém saído da infância tem de si mesmo.

    Agora pense em um outro exemplo: um outro adolescente, também com doze anos de idade, acredita piamente que nasceu num corpo errado e não consegue se aceitar no padrão de gênero imposto a ele. Para resolver essa questão,  faz-se um procedimento de troca de gênero. O adolescente, seja homem ou mulher – nos padrões “patriarcais retrógrados”, começa a receber hormônios do sexo oposto, o que deforma completamente seu corpo. Agora sim ele terá o corpo dos sonhos. Vai viver feliz e contente com o corpo do sexo que deseja ter. Até passar por todo o tratamento e poder amputar o pênis, no caso dos homens. No caso das mulheres, não é possível “implantar” um pênis, apenas a remoção das mamas. O que acontece nesses casos não é a troca de sexo e sim a mutilação do corpo. Mas ainda há um problema, não é possivel mudar seus órgãos internos, portanto a estrutura continuará a “original”.

    Deixo um questionamento final: esse procedimento irreversível não é algo sério demais para ser decidido antes da maioridade? Não é razoável deixar uma criança que mal sabe decidir o que vai almoçar escolher se quer ou não receber doses cavalares do hormônios em seu corpo. 

    Com essa idade a maioria dos adolescentes ainda não tem idéia do que “querem fazer quando crescerem”, muitos ainda sonham em ser bombeiros, mas já quiseram ser astronautas e jogadores de futebol. São tão voláteis no que diz respeito ao que vão estudar e trabalhar no futuro, como teriam tanta certeza na questão do gênero?

    Elas devem receber todo o apoio psiquiátrico durante a infância e adolescência e quando tiverem idade e maturidade para decidir que realmente é isso que desejam, que seja feito o procedimento que eles quiserem, mas na infância e adolescência não! Isso é se aproveitar da fragilidade de um inocente para escravizá-la em suas ideologias.

    A mídia tenta a todo custo nos fazer acreditar que isso se trata de uma coisa normal e que devemos aceitar a idéia de uma criança decidir sobre seu sexo, mas é a mesma mídia que critica quando uma criança decide não seguir os padrões que ela impõe. Se um menino quiser virar menina, ok! Se uma menina quer ser dona de casa quando crescer é porque se rendeu ao sistema machista patriarcal.

    Os militantes da “defesa” LGBT não descansarão enquanto não conseguirem imputar nas mentes mais frágeis, principalmente das crianças, que se você não é feliz com o seu corpo, eles podem te ajudar. Inclusive, eles podem tirar seus pais do caminho, caso sejam contra sua atitude. Isso está declarado com todas as letras no projeto de lei 5002/2013, de autoria dos deputados Jean Willys (PSOL/RJ) e Érica Kokay (PT/DF):

    Artigo 5º – Com relação às pessoas que ainda não tenham dezoito (18) anos de idade, a
    solicitação do trâmite a que se refere o artigo 4º deverá ser efetuada através de seus representantes legais e com a expressa conformidade de vontade da criança ou adolescente, levando em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

    §1° Quando, por qualquer razão, seja negado ou não seja possível obter o consentimento de algum/a dos/as representante/s do Adolescente, ele poderá recorrer ele poderá recorrer a assistência da Defensoria Pública para autorização judicial, mediante procedimento sumaríssimo que deve levar em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança.

    Artigo 8º – Toda pessoa maior de dezoito (18) anos poderá realizar intervenções cirúrgicas
    totais ou parciais de transexualização, inclusive as de modificação genital, e/ou tratamentos
    hormonais integrais,
    a fim de adequar seu corpo à sua identidade de gênero auto-percebida.

    §1º Em todos os casos, será requerido apenas o consentimento informado da pessoa adulta e
    capaz. Não será necessário, em nenhum caso, qualquer tipo de diagnóstico ou tratamento
    psicológico ou psiquiátrico
    , ou autorização judicial ou administrativa.

    §2º No caso das pessoas que ainda não tenham de dezoito (18) anos de idade, vigorarão os
    mesmos requisitos estabelecidos no artigo 5º para a obtenção do consentimento informado.

    Você pode ler o projeto de lei completo AQUI e tirar suas conclusões sobre a canalhice que estão fazendo, tornando lei uma prática que mutila crianças e os transforma naquilo que eles querem que elas sejam. Note que o PL descarta o laudo psiquiátrico,  sendo assim, a criança pode acordar se sentindo no sexo errado e sem o consentimento dos pais, trocar de gênero. De acordo com essa lei, a vontade da criança é soberana, sendo assim, se essa mesma criança tiver vontade de ter relações sexuais com um adulto, ela poderá, pois sua vontade sobrepõe à outros preceitos, logo, o adulto não poderá ser criminalizado como pedófilo. Reparou como esse projeto demoníaco tem outras implicações sérias? 

    Como pai, jamais aceitarei que imponham sobre meu filho idéias de que ele pode fazer o que quiser com seu corpo. Como pastor, sempre lutarei para conscientizar as pessoas que nosso corpo faz parte do plano perfeito de Deus para nós e que somos templo do seu Espirito, tendo a responsabilidade de zelar por ele. Seja na questão da “sexualidade” quanto no cuidado com saúde, alimentação e etc.

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    Idolatria Reformada

    Idolatria reformada
    Por Thiago Schadeck,

    Antes de qualquer coisa – e de ser xingado – quero deixar bem claro que creio que Lutero foi usado por Deus em sua época para reconduzir a igreja ao caminho correto. A saber, de volta às Escrituras. Creio que Calvino foi um grande homem de Deus e que a sua obra de sistematizar o estudo bíblico tem uma enorme importância há quase 500 anos e provavelmente continuará tendo até a volta de Cristo.

    Entretanto de um tempo pra cá a idolatria à Reforma tem ganho uma força tão grande que muitos falam mais em Lutero que em Cristo, mais em Institutas que em Bíblia (nunca leu nenhuma). Colocam os reformadores num status de inerrância, assim como o Papa está para os católicos. Repito: a Reforma teve uma importância ímpar para nós cristãos, mas ela não é mais importante que a primeira vinda de Cristo e não tão redentora quanto a volta dEle. A Reforma foi um divisor de águas na história da Igreja e precisa ser lembrada por nós. Os homens de Deus que lutaram pela restauração da Igreja e a pregação da salvação apenas pela fé merecem honra, mas não idolatria. John Huss, que preferiu morrer queimado, cantando hinos, a negar aquilo que cria tinha pecados assim como eu e você. Apesar de ele ter profetizado a vinda do Cisne, Lutero, e isso ter se cumprido, continuava sendo falho e necessitado da graça de Deus.

    Hoje temos grandes pregadores reformados como Augustus Nicodemus, John Pipper, Paul Washer entre outros, mas eles não estão isentos de errar. Sem dúvida que são homens de Deus e que se dedicam ao estudo sério das Escrituras. São eruditos em grego, hebraico e aramaico. Conhecem o texto e o contexto. Porém isso não significa que sejam infalíveis. Pelo contrário, eles também tem um coração enganoso, assim como declarou o Profeta Jeremias. Eles também pecam e precisam ser regenerados, dia a dia, pelo Espírito Santo.

    Está na hora de aprendermos a diferença entre REFERENCIAIS e ÍDOLOS.

    Conhecer as doutrinas da graça e crer na predestinação não te faz mais crente que o seu amigo arminiano que crê no livre-arbitrio. Não rodopiar durante o culto não lhe dá o direito de chamar de macumbeiro o pastor pentecostal da igreja vizinha à sua. Lembre-se que segundo a crença Reformada, Deus predestinou quem ELE quis e não quem se encaixa nos seus requisitos. Pela lógica Calvinista/Reformada até Hitler e Fidel Castro podem passar a eternidade no céu conosco. Quem garante que Deus não os quis salvar?

    Doi meu coração quando ouço frases do tipo: “o Calvinismo é o Evangelho”. Isso porque um dos pilares da Reforma é o Sola Scriptura, ou seja, a Bíblia que é nossa única regra de fé e prática se interpreta. O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. O Calvinismo é uma interpretação do Evangelho, de acordo com a ótica de Calvino. Não confunda as coisas, pelo amor de Deus.

    Se o Calvinismo que você conhece não o deixa ver pastores pentecostais como Ciro Zibordi e Walter Maclister como irmãos em Cristo e que foram alcançados por Sua graça, apenas porque tem pontos de vista diferentes em questões secundárias, você é um sectario! Questões secundárias, aliás, são o motivo de 99% das brigas online. Os cristãos sérios, sejam Reformados ou Pentecostais, concordam em muito do que é crucial no Evangelho. 

    As discussões teológicas na internet são, na grande maioria das vezes, um bando de moleques consultando o Google e querendo gritar mais alto. Assim saem “por cima” e se gabam aos amiguinhos que ganharam a briga.

    Te convido a cultivar amizades sinceras com irmãos que crêem diferente de você. Certamente trará ganhos à sua fé. Aprender a ouvir o outro lado sem tentar enfiar uma dúzia de versículos carregados de arrogância goela abaixo do outro é um exercício excelente para quem quer viver o que Cristo ensinou.

    Lembre-se dos pilares da Reforma:

    • Só a Escritura e não “só os livros reformados”
    • Só Cristo e não “só os reformadores”
    • Só a Fé e não “só o entendimento do Calvinismo”
    • Só a Graça e não “só o que o Calvinismo defende”
    • Só a Deus a Glória e não “só aos reformadores a inerrância”

    Que Deus te abençoe e que o “conhecimento reformado” não nos torne fariseus sectaristas.

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    Ore pelsos falsos profetas!

    Por Thiago Schadeck,

    Você já deve ter reparado como os falsos profetas, aqueles que lideram igrejas em que o verdadeiro evangelho não passa nem no mesmo bairro. São homens inescrupulosos e que não tem qualquer temor a Deus ou respeito às pessoas. A motivação deles é o dinheiro. Quanto mais grana, melhor. Falam o que Deus não disse e prometem o que Ele não prometeu. Aos nossos olhos humanos e carnais são pessoas dignas de queimarem no mais profundo inferno, afinal espantam muita gente do verdadeiro evangelho e profamam o santo nome do Senhor. Segundo a Bíblia, esses homens caminham mesmo à passos largos para  a condenação eterna, porém ela também é categórica em dizer que se houver arrependimento e conversão, eles serão salvos.

    É evidente também que os falsos profetas tem carisma enorme. Facilmente trazem consigo uma multidão – interessada nas falsas promessas, é verdade – que está disposta até a matar ou morrer para defender seu líder. Esses homens têm um potencial enorme, sabem como ganhar a atenção das pessoas. Eles tem o dom da fala, suas pregações são tão convincentes que até quem está firmado na verdade se pega vez por outra prestando atenção. Eles uusam todo o poder de homiletica e de retórica para fazer pessoas o ouvirem pelo tempo que desejarem. 

    Imagine se esses homens se convertessem e passassem a pregar o verdadeiro evangelho!

    Já pensou nesses homens pregando e vivendo a verdade? Seria um baita ganho para a Igreja de Cristo. Claro que a multidão que os segue hoje se dissiparia e não seriam todos que aceitariam ser confrontados pelas verdades do evangelho. Certamente eles levantariam para si novos falsos profetas para continuarem alimentando seus egos inflados e gulosos. Mas por outro lado, os convertidos teriam a oportunidade de usar todo o seu potencial para pregar o evangelho puro, verdadeiro, tal e qual o Senhor Jesus ensinou. Se as horas de programas de televisão usadas para se autogloriar fossem usadas para pregar o evangelho, com certeza a igreja seria melhor vista, assim como a de Atos 2, que louvava a Deus com singeleza e caiu nas graças do povo.

    Nosso papel é orar vorazmente para que esses homens que tem sido instrumentos nas mãos de Satanás para pregar um outro evangelho, sendo malditos, se arrependam e mudem drasticamente de vida. Que a motivação de seus ministérios deixem de ser o dinheiro e a fama, mas que sejam sedentos por fazer a vontade de Deus. Que Cristo seja glorificado através de suas vidas e o Brasil seja alcançado pela graça e misericórdia de Deus, através da pregação desses homens.

    Que Deus nos abençoe!

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    A oração do Pai Nosso da igreja moderna.

    Por Thiago Schadeck.

    Uma das coisas mais vistas ultimamente nas igrejas é a bíblia ser distorcida e fazerem ela falar aquilo que nunca disse. Usam textos totalmente fora de seus contextos para ficar mais fácil de manipular o povo. Ensinam as pessoas a servirem, mas na verdade querem ser servidos. Ensinam as pessoas a dar, mas retém até o que não lhes pertence. Ensinam as pessoas a serem mansas enquanto são ferozes. Ptincipalmente, exigem submissão de seu rebanho e não se submetem à autoridade de Deus.Imagine se a oração do Pai Nosso, ensinada por Jesus fosse ensinada pelo líder de uma dessas igrejas! Seria mais ou menos assim:

    <

    p style=”line-height:25px;font-size:18px;”>Servo nosso que está nos céus
    Louvado e conhecido seja o nosso nome
    Venha a nós as riquezas do seu Reino
    E seja feito conforme determinamos
    Aqui na terra como ordenamos ao céu
    As riquezas profetizadas, dá-nos hoje
    Entendes as nossas ofensas, mas
    Pesa a mão naqueles que tem nos ofendido
    Faça conforme manda nosso coração e
    Deixe-nos afundar naquilo que é mau
    Pois queremos teu poder, Reino e glória para sempre
    “À mim”

    Pesada essa “oração” não é? O problema é que infelizmente ela é muito mais verdadeira que 97% das que vemos nos progamas gospel do rádio e da televisão. Quando ensinam o povo a “alcançar as bênçãos” eles usam palavras mais brandas para dizer que Deus deve serví-los, conforme seus enganosos corações.

    O que conforta é saber que apesar de tudo, Deus ainda está no controle e nada foge de seu domínio. A Igreja Verdadeira continua santa e imaculada aguardando ansiosamente a volta de Jesus!

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    Cristãos e a morte da Dona Marisa

    Morreu dona Marisa Letícia
    Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula

    Por Thiago Schadeck,

    Foi noticiado há pouco a morte da ex-primeira dama, Marisa Letícia, esposa do Lula. Ela teve um AVC grave e apesar de ter sido socorrida em um dos melhores hospitais do Brasil – e quem sabe do mundo – não resistiu. Lutaram para mantê-la viva, mesmo com evidências de que ficariam sequelas graves, mas não foi possível. 

    Não nutro qualquer simpatia por ela, pela família Lula ou pelo PT. Pelo contrário, sou um crítico da forma como eles usurparam nosso país e, no caso da família indiretamente, jogaram o País numa das piores crises de sua história. Anseio que os corruptos, de todos os partidos, que se aliaram a essa máfia chefiada por Lula, como vem sendo evidenciado nos últimos tempos, sejam presos e paguem por seus atos. Que o dinheiro afanado de nossa pátria seja recuperado ao máximo e que o Brasil volte a andar para frente. Não, a questão aqui não é partidária e nem anti-PT. Tenho minhas preferências políticas, como todo cidadão, mas acima disso, como cristão não posso me alegrar nem pela derrocada do Brasil (apenas para poder colocar a culpa no PT) e muito menos pela morte de uma pessoa, por pior que ela fosse.

    Chegamos a um ponto catastrófico da igreja evangélica em nosso país.  Pessoas que se dizem imitadoras de Cristo se alegram na morte de uma pessoa que provavelmente não foi salva. Crentes que deveriam ser a luz para o mundo mostrando seu lado mais sombrio e tenebroso. Se alegrar com a morte de um ímpio é o mesmo que se alegrar com a condenação eterna dele. É se colocar no lugar de Deus e julgar que a pessoa recebeu o que merecia. Minha esperança é que de alguma forma Deus tenha tido misericórdia da Dona Marisa e que ela tenha sido salva. Não porque mereceu, mas porque Deus assim o quis. Não consigo, de forma alguma, ver um lado positivo em alguém ir para o inferno, mesmo sabendo que ele é uma realidade e que Deus mostrará sua justiça enviando os ímpios para lá. Não sou universalista, como alguns podem pensar, e não creio que Deus salvará a todos. Mas sou cristão e oro para qur todos sejam salvos. Faço a minha parte e deixo que Deus faça a Dele, que por sinal é soberana e imutável.

    Quanto a Dona Marisa, antes de sair postando bobagens em seu Facebook, te aconselho a refletir um pouco mais. Apesar dos pesares, ela deixa marido, filhos e netos. Deixa amigos que a amavam. Essas pessoas estão sofrendo a dor de perder alguém querido e merecem respeito nesse momento de luto. Essas pessoas precisam, mais do que nunca, do Evangelho de Cristo sendo vivido. Precisa de alguém que os abrace e conforte, mas também que os alerte sobre a eternidade. Os que ficaram ainda tem a chance de consertar suas vidas, viver para a glória de Deus e serem salvos. Tem a oportunidade de provar do amor e da bondade de Deus.

    Mas o discurso de ódio trajado de “justiça divina” infelizmente afasta mais essas pessoas de Cristo que as aproxima. Sejamos prudentes e vamos praticar o que a Bíblia ensina sobre lidar com os inimigos. “Só porque morreu, virou santa?”, pode ser sua pergunta. Não, de maneira nenhuma, mas assim como não gostaria que comemorassem a morte da minha mãe, também não comemoro a da mãe dos outros.

    Provérbios: 24. 17. Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e quando tropeçar, não se regozije o teu coração.

    Mateus: 5. 44. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem.

    Romanos: 12. 20. Antes, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. 



    Que Deus nos abençoe nessa batalha contra nossas vontades carnais e que traga conforto à família Lula por essa perda.

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    Não abandone a Igreja!

    Não abandone a igreja

    Por Thiago Schadeck

    Nos últimos anos o número de “desigrejados” – termo usado para definir àqueles que desistiram de congregar em igrejas estruturadas para viver sua fé de forma mais “livre” – tem crescido assustadoramente. As estatísticas apontam que cerca de um terço dos que se denominam evangélicos não congregam. Esse fenômeno acontece por diversos fatores, alguns justificáveis e outros nem tanto. Há quem se decepcionou de forma tão profunda que não consegue superar e infelizmente não ultrapassa essa barreira, ainda que em outra igreja. Por outro lado, há os que abandonam a congregação pelo simples fato de serem rebeldes e não aceitarem ter de prestar contas a alguém.

    Ando pensando muito acerca desse tema nos últimos tempos e listarei alguns motivos pelos quais creio que não devamos abandonar a congregação:

    1. Na igreja somos multuamente edificados:
    2. Quando a igreja se reune, temos a oportunidade de sermos edificados mutuamente. Apesar de haver uma hierarquia, todos tem algo a ensinar e a aprender. Como representação do Corpo de Cristo (2 Coríntios 12:12-27), cada membro desse organismo têm sua função e utilidade no bem comum. Como o apóstolo Paulo bem escreveu em sua primeira carta aos Coríntios, a igreja é uma engrenagem que bem ajustada e movida pelo empenho e dedicação de todos, funciona espiritualmente perfeita.

      Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. (1 Coríntios 14:26)

    3. A igreja é uma família:
    4. Você conhece alguma família que não tenha problemas e umas brigas de vez enquando? Se sua resposta foi sim, ou você não os conhece tão bem ou eles não vivem tão próximos como deveriam. A igreja – ajuntamento dos salvos – têm problemas e falhas, justamente por ser formada por pessoas imperfeitas e pecadoras, como você e eu, mas isso não pode ser forte o suficiente para que desistamos dela. Da mesna forma que não desistimos – ou não deveríamos desistir – de nosso casamento na primeira crise, ou que não desistimos de nosso trabalho no primeiro feedback ruim, também devemos insistir na igreja.
      Sei que em algumas situações a coisa fica insustentável e a saída é a única solução, assim como em alguns casos temos de nos afastar de alguns parentes para não termos maiores problemas, o que não nos pode fazer pensar que nenhuma família dará certo mais. Que nosso amor pela igreja seja tão grande quanto pela nossa família. 

      Se não gostamos dos membros da Igreja de Cristo aqui na terra, por quê desejaríamos passar a eternidade ao lado deles?

    5. A igreja é a forma de manifestar o Reino de Deus:
    6. Você pode discordar e pensar que sozinhos nós também conseguimos manifestar o Reino. Sim, é possível, porém em proporções muito menores. Se a Igreja estiver de fato empenhada nesse propósito a manifestação de Espírito Santo é quase inevitável. Não digo aqui de manifestações esdrúxulas, mas de mostrar as obras de nosso Deus!
      Quando a igreja está unida e disposta a fazer a diferença as coisas acontecem. Existem diversas creches, orfanatos, escolas, cursos profissionalizantes, abrigos mantidos por igrejas. Bem como há diversos profissionais cristãos que doam seu tempo para ajudar os necessitados, como psicólogos, médicos, dentistas e etc. Se a igreja não age em favor dos mais necessitados, ela não pode ser considerada imitadora de Jesus. Para a igreja manifestar o Reino não pode haver ninguém passando necessidade. Uns podem ter mais e outros menos, mas ninguém pode ter falta.

    7. Você pode ser um agente de mudança na igreja:
    8. Quando converso com os “desigrejados” e busco saber o motivo que os fez desistir de congregar e continuar vivendo como igreja, em sua forma visível, tenho ao menos 3 respostas:

    • Tinha muita coisa errada:
    • Sério mesmo? E vai dizer que a igreja primitiva que você diz ter como modelo – apenas desculpa para ficar em casa e fazer “culto” com os amigos – era perfeita. Lembre-se: os diáconos foram instituídos para corrigir o problema das viúvas que não eram judias e estavam sendo esquecidas. Aos gálatas, Paulo teve de escrever uma carta trazendo-os de volta para o Evangelho de Cristo, pois já estavam se desviando para um outro evangelho, criado por homens. Na igreja de Corinto havia quem dormisse com madrasta e os que se embebedavam na ceia. Resumindo, a igreja aqui na terra nunca foi e nem será perfeita. Só alcançaremos a perfeição ao soar da trombeta, no arrebatamento (1 Coríntios 15:50-58).
      Não estou aqui dizendo que os erros devem ser tolerados, ao contrário, devem ser combatidos pelos que o veem e devemos gastar energia tentando levar a igreja aos trilhos. Desistir e deixar que as pessoas continuem no erro, além de não ter nada de cristão ainda é uma covardia.

    • Ninguém se importa com os outros, quando eu faltava ninguém percebia:
    • E a pergunta que fica é: e quando as outras pessoas faltavam, você percebia? Quantas vezes pediu o telefone de alguém que sabia estar fraco e ligou ou foi fazer uma visita? É fácil sentar a bunda – desculpe o termo – na frente do computador e vomitar um monte de reclamações sem nunca ter movido uma palha em favor da igreja, sem nunca ter ido atrás daqueles que ficavam pelo caminho, exceto raríssimas exceções, quando eram seus amigos. Não quero generalizar, mas pelo que vejo ao longo de minha caminhada de fé é isso. Pessoas que nunca se envolveram emocionalmente com as outras pessoas, tem apenas um relacionamento superficial e querem ser amadas. O amor das demais pessoas vem através de suas atitudes de amor. Não espere ser amado sem amar.

    • Fui expolrado!
      Essa resposta é, na minha opinião, a mais justificável quando se trata de “abandonar” a igreja. Pessoas exploradas, seja em qual área for, criam traumas sérios e que afetam diversos pontos de suas vidas. Que já foi explorado passa a ter problemas graves de autoestima e confiança. Se veem como a pessoa mais burra do mundo, pois não percebeu que estava sendo explorado e todos passam a ser um explorador em potencial. Não podemos fazer vistas grossas e concordar que existem muitas igrejas exploradoras por aí, mas não podemos ser tolos ao ponto de dizer, como muitos fazem, que já não há mais igrejas saudáveis e que todas estão corrompidas.
      As igrejas precisam iniciar um trabalho para resgate dessas pessoas com urgência! Não podemos deixar que lobos famintos arranquem as ovelhas do aprisco do Senhor. Sejamos àqueles em quem elas confiam e o conduzamos de volta à comunhão dos santos.

      Que você reflita se realmente todas as igrejas estão erradas ou se é a sua visão que está turva por conta de sua infantilidade espiritual. Só tem direito de criticar a igreja quem está nela e lutando para corrigir o que há de errado!

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      Carta de um pastor reformado a um jovem de sua igreja

      A paz do Senhor, meu caro jovem!

      Tenho percebido sua dedicação e ímpeto em conhecer mais as doutrinas da graça, descobertas há pouco por você. Sei que nessa fase queremos mostrar a todos que agora conhecemos a verdade de fato. Como é bom saber que fomos escolhidos por Deus mesmo antes do haja luz. É tão seguro saber que não é pelo nosso esforço que alcançaremos a salvação, mas pela obra perfeita de Cristo. Infelizmente essa é uma verdade que nem toda a igreja de Cristo conhece, mas isso não os faz menos filhos de Deus.

      Creio que devamos gastar um bom tempo lendo livros de qualidade e estudando a bíblia com afinco, mas não podemos perder de vista que fomos chamados a ser a luz desse mundo e o sal dessa terra, e só nos manifestamos assim quando há convivência com os perdidos e quando exaltamos a Cristo. É uma lástima que nós, os reformados que tão mal falamos dos pentecostais que consideram suas referências como inerrantes ou da “geração gospel” que idolatra cegamente os cantores que têm disseminado heresias terríveis através da música, também caímos nessen tipo de cilada. Quando algum dos nossos “papas” fazem conjecturas estranhas acerca de algo, procuramos logo uma justificativa que nos convença e nos armamos para defendê-los com unhas e dentes. Além de que quando falamos sobre Calvino e Lutero, o fazemos como se falássemos do próprio Cristo, que não teve pecados e nem em sua boca se achou engano. Certamente você já ouviu a estúpida frase de que “o calvinismo é o Evangelho”. O calvinismo é uma sistematização teológica,  e como qualquer outra interpretação humana, está sujeito a erros. Não há dúvida de que os reformadores foram homens cheios do Espírito Santo e usados por Deus para trazer a igreja de volta aos trilhos, mas como qualquer ser humano, tiveram seus erros e falhas. Interessante é que Deus não escondeu os erros dos grandes homens da Bíblia, mas nós ficanos cheios de “veja bem” quando questionados acerca dos erros dos reformafores ou dos expoentes da teologia reformada. Muitas vezes tem nos faltado amor e sobrado pedras na hora de anunciar em quais pilares carcamos nossa fé. 

      Quanto aos nossos irmãos pentecostais – sim, eles são nossos irmãos -tenho visto seu desdém, principalmente nas redes sociais e isso muito me entristece. Ouso parafrasear a pergunta que Paulo fez ao povo de Corinto: “Acaso está Cristo dividido? Ou os reformadores morreram por vocês e o pessoal da Rua Azuza morreu pelos pentecostais?”. A Igreja de Cristo é única e nela existem tanto pentecostais quanto reformados. Não seja tolo a ponto de generalizar os pentecostais, nivelando-os àqueles que de fato fazem zombaria com o Evangelho,  assim como eles não devem nos colocar no mesmo balaio dos arrogantes que se acham melhores por terem mais graduação teológica. Precisamos entender que o movimento reformado tem 500 anos e o pentecostalismo por volta de cem. Eles ainda são meninos na fé e pela graça de Deus, muitos tem se alinhado às doutrinas da graça. Podemos divergir em alguns pontos, porém aquilo que é central e em comum, nos une. Há bases bíblicas para cada lado defender sua posição e perder tempo debatendo assuntos secundários é perder a chance de usá-lo para a glorificação de Cristo. Sugiro que você procure um irmão pentecostal e busque conhecer mais à fundo aquilo que ele crê, examine tudo. Faça o mesmo com ele e pontue tudo aquilo que nos é central no que diz respeito à nossa fé. Edifique e seja edificado com os irmãos que crêem diferente (aprnas no que é secundário)  e o Reino dos Céus será expandido sob essa terra!

      Pense nisso! Não seja um arrogante que pensa saber tudo acerca da fé, talvez você tenha um coração muito sincero, mas que ainda assim é enganoso. Não basta a sinceridade, a transformação pelo Espírito também acontece na convivência e comunhão com os irmãos. 

      Deus te abençoe!

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      O SANGUE DE VALDEMIRO SANTIAGO TÊM PODER!

      O “Apóstolo” Valdemiro Santiago não perdeu tempo para traçar um plano de marketing ao que poderia ter sido uma verdadeira tragédia. No último domingo, 08/01/17, um homem com um facão enferrujado o golpeou no pescoço. O líder da IMPD foi socorrido ao Hospital Sírio Libanês (um dos mais caros do país) e passa bem.
      Como é chegado em uma macumba travestida de ponto de fé, a equipe do Valdemiro já fez questão de usar a camisa com sangue e dizer que as pessoas que tocarem nela viverão milagres extraordinários.
      Não existe palavra melhor para definir essa corja: EXTRA ORDINÁRIOS!
      Esse cidadão demonstra claramente ter o espírito de anticristo que quer tomar o lugar de Deus e ser adorado como Ele.
      2 Tessalonicenses: 2. 3-4 Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.
      Tito: 1. 16. Afirmam que conhecem a Deus, mas pelas suas obras o negam, sendo abomináveis, e desobedientes, e réprobos para toda boa obra.
      Que o autointitulado apóstolo Valdemiro se arrependa das blasfêmias que tem proferido e passe a pregar o verdadeiro Evangelho. Que a Igreja Mundial não seja apenas do “Poder de Deus”, mas também da “Proclamação do Evangelho que Salva”

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      As Igrejas não são todas iguais

      Por Thiago Schadeck

      Com o crescimento das igrejas neopentecostais e sua superexposição na mídia com promessas de milagres em troca de dinheiro, os crentes são colocados todos no mesmo balaio. Os de fora nos julgam na mesma régua dos exploradores da fé. Sim, a igreja evangélica degringolou muito do início dos anos 90 pra cá. A queda tem se tornado latente a cada dia e nitidamente temos entrado por um caminho de destruição. Com as próprias mãos, falsos profetas tem destruído o caminho que seus precursores tanto suaram para abrir. 

      Já reparou que não basta mais dizer que você é evangélico, mas tem que detalhar como é. “Eu sou evangélico, mas não tenho nada a ver com aqueles da tevê e não creio nas profecias daqueles da rádio, nem acho certo essa exploração dos pobres em nome da fé”. Até pouco tempo, bastava se dizer evangélico que a outra pessoa já sabia no que você cria, como levava a vida, seu caráter e etc. Na década de 90 se um pastor fosse abordado em uma operação policial e se identificasse como tal, o policial o liberaria na hora. Se isso acontecer hoje, o policial vai pedir uma revista mais detalhada aos seus parceiros. Não foram os policiais que se tornaram preconceituosos, foram alguns pastores que abandonaram a verdadeira fé e agora denigrem os demais.

      Vejo muitos desigrejados usando a desculpa de que não existe mais nenhuma igreja que não se corrompeu e, por isso, desistiram de congregar. Concordo que há muitas igrejas que se perderam e servem muito mais a Satanás que a Deus, mas dizer que não há nenhuma igreja boa é o mesmo que dizer que todos os desigrejados são rebeldes e insubmissos que saíram da igreja porque não querem compromisso. Ou seja, em ambos os casos há uma generalização e como tal é preconceituosa e burra.

      Deus ainda guardou para si o remanescente, os joelhos que não se dobraram à Baal. Claro que existirão erros em todas as igrejas porque elas são um ajuntamento de pessoas. Impossivel a reunião de imperfeitos poderia resultar em algo perfeito. Mas Deus, em sua infinita misericórdia,  não deixou que o Evangelho se tornasse falho ou imperfeito e ainda há pessoas que buscam viver esse evangelho de forma plena. Pessoas que estão em igrejas qur se reunem em templos, que são institucionalizadas, que tem hierarquia e liturgia. Homens e mulheres sedentos por conhecer e servir ao Deus verdadeiro. Pessoas que querem viver uma igreja diferente, que se reúne em templos, mas que não está presa à eles. 

      Igrejas, assim como nós, não são todas iguais e não se pode rotular. Existem as ruins e devemos correr delas como o Diabo foge da cruz. Porém existem sim as boas e devemos correr para ela assim como o filho pródigo correu de volta para o Pai. Igrejas boas e saudáveis são compostas por pessoas com compromisso com Deus. Elas se tornam uma hoa trincheira para proteger e sarar o soldado ferido, até que ele esteja pronto para voltar à batalha e resgatat os que são seus. A verdadeira igreja funciona como um hospital, acolhendo os feridos e os tratando. As cicatrizes da batalha ficam, talvez surjam novas, por conta das intervenções cirurgicas, mas elas não doem. As cicatrizes servem para nos lembrar que algo nos machucou, mas que é algo resolvido em nossas vidas.

      É importante procurar uma igreja saudável porque nela cresceremos e ajudaremos as pessoas a crescerem. Assim abencoaremos e seremos abençoados. LEMBRE-SE: IGREJAS NÃO SÃO TODAS IGUAIS!!!

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      Olhe para a Cruz!

      A cruz de Cristo revela o quanto Deus nos amouPor Thiago Schadeck

      Olhe para a cruz quando estiver pensando em desistir. Cristo, que não tinha pecado e nem obrigação de morrer nela, a enfrentou e cumpriu o propósito que Deus havia traçado para Ele. Não foi fácil e tampouco prazeroso, pelo contrário foi trágico, doloroso e solitário. Cristo, do alto da cruz, foi abandonado pelo Pai para que pudesse morrer como homem e nos redimir. Ele se entregou por pecadores que não valiam nada – como eu, por exemplo. O Pai entregou o seu filho para nos salvar. Desistir é desdenhar desse maravilhoso sacrifício, é dizer a Deus que a nossa luta é maior que a de Cristo em suportar as afrontas, cuspidas, chicotadas e a morte na cruz do Calvário. Não desista, antes peça a Deus o conforto e as forças através do Espírito Santo.

      Olhe para a cruz quando estiver fraco. A cruz revela o poder de Deus em meio à fraqueza. Aparentemente Jesus foi derrotado na cruz. Um grande líder, profeta, realizador de prodigios, sinais e maravilhas. Aquele que ressuscitou mortos, não tinha – aos olhos do povo – poder para escapar da morte iminente e triunfar sobre seus adversários. Mas o que ninguém ali presente sabia é que no mundo espiritual uma batalha estava sendo travada e Cristo vencera! Ele despojou os principados e potestades, cravou na cruz toda cédula de condenação que havia contra nós e triunfou sobre eles. Ele venceu a morte! A aparente tragédia foi na verdade o maior trinfo. A desgraça se transformou em esperança. A morte não pode detê-lo e ele ressucitou. Ele subiu aos céus, mas não está distante. Ele foi, mas voltará!

      Olhe para a cruz quando estiver solitário. Jesus morreu na cruz traído por um amigo, negado por outro e abandonado pelos demais. Apenas as mulheres e João tiveram a coragem de se colocar aos pés da cruz e contemplar aquele momento de dor. Para que Jesus morresse como um homem e pudesse tirar o pecado do mundo, o Pai também o abandona. Ele esteva ali solitário, sofrendo a dor da morte. Os anjos não o ampararam, o Pai não poupou sua dor, não houve um refrigério. Ele teve de passar por tudo para que o propósito de Deus se cumprisse integralmente. Às vezes a solidão é a forma que Deus usa para nos aperfeiçoar. Ele afasta aqueles que nos atrapalham de estar mais próximos a Ele e nos coloca no deserto, como fez com Elias, para poder nos ensinar.

      Olhe para a cruz quando estiver sem esperanças. A cruz está vazia! Jesus morreu, mas ressucitou ao terceiro dia. Ele vive e reina para todo o sempre. Jesus voltará um dia para buscar sua igreja e nada do sofrimento que passamos aqui será lembrado ao lado dEle. Nenhuma alegria ou prazer que tenhos nessa terra chega aos pés do gozo de viver eternamente ao lado do nosso Senhor! A Nova Jerusalém noa aguarda e lá poderemos ver a Deus como Ele é. Seremos o seu povo e Ele o nosso Deus. Não haverá mais morte, choro ou dor. De fato, viveremos em um paraíso.

      O sangue de Cristo,  o cordeiro de Deus, nos comprou e nos leva de volta para Ele. Já não pertencemos mais a esse mundo, sequer somos donos de nossos narizes. Temos um Senhor e o servimos por gratidão. O que Ele fez por nós, ninguém faria!

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      DAVI E GOLIAS: Uma visão espiritual da batalha

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      Batalha entre Davi e Golias

      A história de Davi e Golias é com certeza uma das mais conhecidas de toda a bíblia. Quaquer criança que frequenta a salinha do culto sabe contá-la. Talvez por isso não nos atentamos a pequenos detalhes, que fazem uma grande diferença. Devemos olhar a história de Davi e Golias pelo lado espiritual.
      Para facilitar a compreensão, dividirei o texto em três partes.

      O que se passava antes da luta entre Davi e Golias?
      O exército de Israel estava acampado, aguardando que a guerra se iniciasse, porém, por quarenta dias, de manhã e a tarde, aparecia um gigante chamado Golias e os desafiava a batalha. Se algum soldado de Israel tivesse coragem de enfrentá-lo e conseguisse vencê-lo, os filisteus seriam escravos de Israel, mas se perdesse a luta, Israel serviria os filisteus. Além de ser um gigante experiente em batalhas, Golias ainda usava uma armadura imponente e empunhava uma lança amedrontadora. Isso fazia que os israelitas temessem enfrentá-lo, pois sabiam que um golpe de Golias seria fatal.
      Na verdade, o que os israelitas sentiam não era medo, mas pânico. A diferença entre os dois é simples: o medo te faz pensar bem antes de agir, pois reconhece os riscos. O pânico te paralisa e não te deixa raciocinar, sofrendo a derrota por antecedência.
      Mas a situação de Israel começa a mudar quando Davi chega ao arraial Israelita para levar mantimentos e saber notícias de seus irmãos. Ao saber da recompensa que teria aquele que vencesse o gigante, ele decidiu que iria à luta.

      Davi e Golias se enfrentam
      Davi era um garoto franzino e de boa aparência, não botava medo em ninguém, muito menos em um gigante guerreiro. O que ninguém contava é que apesar dessa “desvantagem”, ele era extremamente corajoso e já havia enfrentado ursos e leões para defender as ovelhas que pastoreava (1 Samuel 17:34) e os venceu. Davi sabia que não estava sozinho naquela batalha. Ele sabia que Deus estava ao seu lado e isso fica claro em sua resposta a Golias: “Davi, porém, lhe respondeu: Tu vens a mim com espada, com lança e com escudo; mas eu venho a ti em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. (1 Samuel 17:45)
      Davi não foi enfrentar Golias para mostrar o quão bom ele era em guerrear, até porque, diferente dos demais, era um garoto inexperiente nesse tipo de batalhas. O que motivou Davi foi o fato de ele poder provar que o Deus de Israel estava com seu povo e não aceitaria aquela afronta.
      Enquanto Golias veio todo aparelhado para o embate, Davi tinha apenas uma espécie de estilingue e cinco pedras. Quando o filisteu abriu a guarda, o garoto acertou uma pedrada em cheio no meio da testa, o que levou o gigante Golias ao chão. Davi não teve dúvidas, para não dar chance de Golias acordar e levantar, pegou a espada do gigante e arrancou-lhe a cabeça, dando fim ao sofrimento e humilhação de seu povo.

      Davi, Golias e a Igreja hoje:
      Pleno século XXI, com bíblias impressas nas mais diversas linguagens e ainda está cheio de crentes que pensam que os nossos inimigos são as pessoas. Não conseguem enxergar que o mal que o ser humamo pratica é fruto do pecado que habita em nós e, mesmo nós que já conhecemos a Deus, ainda não somos totalmente livre de nossa natureza pecaminosa. Como bem escreveu o Apóstolo Paulo, “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.” (Efésios 6:11-12)
      A despeito de a batalha entre Davi e Golias ser real, é uma tolice querer literaliza-la hoje. Ela é um grande ensinamento para nós. Golias representa o Diabo, com as artimanhas do mundo, que parece ser muito maior e mais poderoso que nós,  porém temos em nós algo muito maior que ele, o Espírito Santo de Deus. Devemos enfrentá-lo em nome do Senhor dos Exercícios. Jesus deu essa autoridade aos seus discípulos. Note que a autoridade foi dada aos discípulos e não aos seus ouvintes. Com pecado não há negociação, deve arrancá-lo pela raiz, “arrancar a cabeça”. Pecado adormecido pode acordar a qualquer momento, só a espada de dois gumes (Hebreus 4:12) pode cortar seu mal e evitar o crescimento. É assim que se trata o pecado, como uma erva daninha.

      Que Deus te abençoe! Reflita onde o inimigo tem te afrontado e enfrente-o. Cristo está contigo!

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      A cultura do estupro e a cultura do Reino

      Por Thiago Schadeck

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      Estupro coletivo, cultura do estupro e cultura do Reino

      *CULTURA DO ESTUPRO:
      Nos últimos dias a internet foi tomada por fotos de perfil com filtros “pelo fim da cultura do estupro”. Isso se deu depois que uma garota carioca, após ter seu vídeo íntimo divulgado nas redes sociais, quatro dias depois de supostamente – ainda não foi provado – ter sido estuprada por 33 homens.
      Dado esse fato lamentável, as feministas se mobilizaram e causaram um reboliço na internet. Segundo elas, todos os homens são potenciais estupradores e que a nossa cultura patriarcal induz a isso. O argumento de defesa que utilizam é simples: toda mulher é vulnerável e todo homem tem um monstro adormecido em si. Duas mentiras!
      Esse movimento não quer proteger a mulher ou até mesmo empoderá-la, elas querem, na verdade, impor seu estilo de vida e pensamento. Defendem que a mulher deve ser livre para fazer o que quiser de sua vida, mas se for “bela, recatada e do lar” será duramente criticada pelas feminazzis. Lutam pela liberdade sexual da mulher, desde que ela não queira se casar virgem e ter apenas um companheiro para a vida toda.
      A cultura do estupro nada mais é que um movimento articulado para colocar as mulheres numa posição aparente de poder, mas que no fim das contas as amarra a uma ideologia que apesar de feminista, tira todo o feminismo das mulheres.
      Se as feministas realmente quisessem proteger as mulheres, lutariam por prisão perpétua, castração química e até pena de morte para estupradores ou porte de armas para as mulheres.
      Se o movimento feminista realmente estivesse preocupado em educar as pessoas, estariam fazendo palestras em escolas e comunidades carentes para falar acerca de respeito ao próximo e suas escolhas e não textões no Facebook e protestos mostrando os seios por aí.

      *CULTURA DO REINO
      Nós, cristãos, temos falhado muito também. Não adianta jogar toda a culpa nas costas dos outros, a síndrome de Adão. Sempre foi “a mulher que Tu me deste” e nunca a minha irresponsabilidade. Há séculos a igreja evangélica tem sofrido uma acentuada queda moral e espiritual. Isso fica muito claro quando vemos, aqui no Brasil, líderes religiosos se empodeirando e criando em torno de si uma redoma que o torna intocável e acima do bem e do mal. Com isso, ganham um aval para fazer o que quiserem sob o pretexto de serem a voz de Deus na terra.
      Como profetizou Jesus nos últimos dias o amor de muitos têm se esfriado. E esse esfriamento atingiu em cheio a igreja evangélica. Nos enclausuramos em nosso gueto e ali ficamos em nossa zona de conforto,  totalmente alheios ao sofrimento no mundo – inclusive dos próprios cristãos no Oriente Médio.
      Nos esquecemos que Cristo, quando esteve aqui na terra, implantou seu Reino e nossa missão é sinalizá-lo. Ele ordenou que os discípulos anunciassem que é chegado o Reino dos céus. Mas a chagada do Reino não pode de forma alguma passar desapercebido, se isso acontecer é porque não era o Reino de Deus, mas um reino genérico. Por onde Jesus e seus discípulos passaram, houve transformação de vidas.
      A igreja precisa relembrar que sua missão primordial é anunciar a salvação aos perdidos e não entregar supostas bênçãos de Deus – invariavelmente materiais. Ela precisa retomar suas funções de sal e luz urgente. A igreja precisa ser um lugar onde as pessoas encontrarão o refúgio que Cristo pode dar.
      Imagine se os 50 milhões de evangélicos brasileiros decidissem ser como Cristo foi. Se a dor de nosso próximo doesse em nós, assim como dói quando criticam nosso líder. Se educássemos as crianças para serem cidadãos melhores como educamos os membros de nossa igreja a serem crentes domingueiros que fazem de sua ida a igreja o cumprimento de uma obrigação.
      Está na hora de a igreja arregaçar as mangas e se envolver com os problemas da região em que está localizada para ajudar a resolvê-los. Precisamos ser aqueles que trazem a paz e não a guerra àqueles que sofrem. Em vez de culpar o drogado, trazer a ele a consciência de que aquilo acabará com aua vida. Mostrar à prostituta que ela ficará velha, seu corpo não será mais atraente e não poderá mais tirar dele o seu sustento, ajudando a se profissionalizar em uma atividade descente e etc.
      É chegado o tempo de a igreja atrair as pessoas pela mensagem da Cruz e não dos benefícios de ser crente. De sair das quatro paredes e invadir o mundo anunciando o Reino de Justiça e Paz!

      A conclusão que chego é triste: tanto as feministas quanto a igreja, em sua maior parte, não está cumprindo o seu papel básico. Em ambos os casos a cultura foi denigrida com o passar do tempo. A mudança no pensamento de ambos os grupos é necessário e urgente.

      Não posso me comprometer em mudar as feministas,  mas me comprometo a tentar mudar o status quo da igreja evangélica. E você, se compromete?

      Apologético · Devocional · Ministerial

      Você ainda não compreendeu o Evangelho se…

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      Por Thiago Schadeck

      Segundo o último censo do IBGE, em 2010, o Brasil tinha, à época, 50 milhões de evangélicos. Hoje, creio que há muito mais. Somos cerca de 25% de toda a população. Claro que com esse crescimento, foi se embora aquele esteriótipo que crente é alguém pobre, com pouco estudo, fanático e ignorante. Sim, ainda existem muitos desses, mas estão muito diluidos dentre os demais grupos. Tem pobres, ricos, analfabetos, estudados, bem educados, sem educação, enfim, todo tipo de gente.

      Acontece que com o inchaço da igreja – à diante você perceberá que não houve crescimento – as pessoas aderem a um novo tipo de pensamento, mas quase nunca ao verdadeiro Evangelho. Sabem de cór e saltiado as letras das músicas, mas demoram para encontrar o livro de João na Bíblia. Não conhecem as histórias bíblicas e nem o Cristo apresentado pelas Escrituras, só o da igreja. São analfabetos bíblicos!

      A nossa geração de crentes se assemelha muito ao mordomo da Rainha de Candace (Atos 8:26-40), que voltava de Jerusalem, onde havia ido adorar a Deus, lendo as escrituras, porém sem entender nada. É idêntico a milhares de crentes atuias que vão à igreja, adoram a Deus e lêem a Biblia sem entendê-la. São rasos e incapazes de transmitir àquilo que crêem a alguém. Não é raro alguém não saber falar de Cristo a um necessitado e levá-lo ao pastor e delegar-lhe a responsabilidade.

      Crentes com mais de 10 anos de convertidos e que não conhecem, de fato, a Deus. O Senhor é alguém distante e pouco intimo. Mal sabem explicar porque estão na igreja, quase sempre porque precisam de algo que julgam poder alcançar apenas por uma intervenção divina. E não é a salvação!

      Vejamos alguns pontos que demonstram desconhecimento sobre o Evangelho verdadeiro:

      Se você pensa que determina aquilo que Deus deve fazer:
      Com o inchaço da igreja evangélica ocorreu um fenômeno antibiblico e demoníaco, os homens passaram a querer mandar em Deus. Não é raro ouvir em uma igreja neopentecostal que você deve exigir, decretar e determinar aqulilo que Deus deve fazer.
      O Senhor é o criador de tudo, inclusive do ser humano. Se você acha mesmo que pode dizer a Deus o que Ele deve fazer, sugiro que antes se prepare para responder as perguntas que ele fez a Jó (Jó 38:4-41) ou se preferir, responda apenas a pergunta feita pelo apóstolo Paulo:
      “Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.” (1 Coríntios 2:16)
      Ninguém é capaz de aconselhar a Deus acerca do que é melhor. Ter a mente de Cristo é exatamente o contrário, é submeter-se totalmente à vontade do Pai (Filipenses 2, Mateus 26:39)

      Se você pensa que o Diabo tem poder sobre a sua vida:
      Tem crentes convertidos há anos e que ainda pensam que Satanás pode fazer o que quiser com suas vidas. Certamente não foram bem instruídos biblicamente. São neuróticos e vêem a ação do Diabo em tudo, mas sequer conseguem ver o agir de Deus no seu dia a dia. Alguém realmente salvo, que teve um encontro verdadeiro com Cristo, que tem o Espírito Santo habitando em si, tem a plena convicção de que maior é o que está em nós.
      Para exemplificar bem isto, podemos usar a história de Jó. Deus não permitiu que o Diabo fosse além daquilo que Ele havia autorizado. O Senhor, apesar de permitir o sofrimento de Jó, não o abandonou à sua própria sorte em momento algum, Deus não mandou Jó se virar com o Diabo, mas supervisionou tudo em todo o tempo.
      Além disso, Cristo venceu o inimigo na cruz:
      “E a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz.” (Colossenses 2:13-15)
      Quando aqueles que rodeavam a cruz pensavam que o Salvador havia sido derrotado, Cristo, na verdade, estava alcançando a maior vitória da humanidade: a vitória sobre a morte e o pecado! Depois da cruz a possibilidade de salvação se tornou real, agora todos tem acesso à Deus. O véu está rasgado!

      Se você pensa que a oração de uns é mais poderosa que de outros:
      Basta ligar o rádio ou a tevê para encontrar pastores alegando que farão uma oração especial ou forte para você, porque eles têmse consagrado para buscar a sua vitória e assim Deus te atenderá. Isso é MENTIRA!
      Deus não se comove com essas coisas e nem permite terceirizarmos a nossa fé. Temos de entender a diferença entre intercessão e transferência de responsabilidade. Na intercessão alguém me ajuda em oração, o que é correto e bíblico. Devemos participar dos sofrimentos de nossos irmãos, mas isso não nos dá o direito de transferir a responsabilidade da luta em oração a outra pessoa. Seja quem for!
      E aos que defendem à pratica porque crêem que Deus ouve mais aos seus queridinhos, proponho que leia a parábola do Fariseu e o Publicano, contada por Jesus em Lucas 18:10-14. O justificado da história não foi o religioso arrogante que pensava ter uma linha direta com Deus, mas o pecador confesso e humilhado.
      Davi escreveu no Salmo 34:18:
      “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.”
      Deus não se ilude com nossos biquinhos de choro e sentimentalismo barato. Ele vê o nosso coração e sabe o quão quebrantados estamos.

      Se você pensa que sua oferta compra o favor de Deus:
      Diariamente as estações gospel transmitem centenas de testemunhos de pessoas que alcançaram alguma bênção após se associar a um projeto de ofertas para manter a programação no ar. Vendem isso como se a forma de ter o favor de Deus fosse comprando. É o espírito de Simão, o mágico, perambulando em meio às igrejas. Se você não sabe quem foi Simão, não Pedro, mas o mágico, leia Atos 8:9-25 e compreenderá a história.
      Resumidamente, os apóstolos passaram pregando por várias cidades, em uma delas Simão ouviu a mensagem do Evangelho e passou a segui-los. Chegou a se batizar e acompanhar os apóstolos pelo caminho – tornou-se crente! Certo momento, ao ver os milagres sendo operados pelos apóstolos, Simão teve uma idéia brilhante: oferecer dinheiro para obter o mesmo poder. Infelizmente ele não contava que faria a proposta a um homem de Deus e não a um corrupto, como os que vemos hoje. A resposta de Pedro, o Simão cristão da história, foi clara e direta: “Mas disse-lhe Pedro: Vá tua prata contigo à perdição, pois cuidaste adquirir com dinheiro o dom de Deus.” (Atos 8:20)
      Lamentavelmente hoje há muitos oferecendo o poder de Deus nas banquinhas de camelô dos púlpitos. Esqueceram apenas que Deus não aceita suborno (2 Crônicas 19:7).
      Como um ser humano imagina que poderia mover o coração do dono do ouro e da prata, usando dinheiro? TUDO É DELE!

      Se você pensa que há pecados mais graves que outros:
      Os crentes se especializaram em categorizar os pecados. Uns são considerados leves, outros extremamente pesados, alguns imperdoáveis. A Bíblia é explícita em dizer que o único pecado sem perdão é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Todos os outros são pecados iguais e capazes de nos levar ao inferno, caso não haja arrependimento verdadeiro.
      Por que ainda insistimos em condenar homossexuais, mas fingimos não ver a mentira que contamos? Por que o adultério é tão grave aos nossos olhos, mas a inveja é tratada como uma mera admiração?  Por que temos os católicos como idólatras, mas ai de quem falar do nosso líder?
      No frigir dos ovos, pecado grave é aquele que o outro pratica, os meus Deus releva porque sabe que sou pecador arrependido. É sempre mais fácil condenar o outro pelo pecado diferente do meu. Difícil mesmo é abandonar os meus e imitar a Cristo.

      Existem vários outros pontos que demonstram o desconhecimento ao Evangelho verdadeiro e oro para que Deus nos ilumine e mostre se o que temos seguido é realmente o Caminho ensinado por Ele. Cristo é o modelo perfeito, o imitemos e certamente seremos pessoas muito melhores.
      Que a revolta com o pecado comece por nós mesmos, depois pela nossa igreja e por fim, a sociedade que não conhece a Deus. Se formos como Jesus, enxergaremos uma alma necessitada de salvação por trás do pecado e não o contrário.  Haverá mais compaixão com os que perecem.

      Não Categorizado

      E se você encontrar Hitler no céu?

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      Por Thiago Shadeck

      Imagine você chegar ao céu, todo feliz e sorridente, e lá encontrar ninguém mais, ninguém menos que o alemão Adolf Hitler. Sim, ele mesmo! O ditador alemão que matou brutalmente e com requintes de crueldade mais de 6 milhões de judeus. Aquele cara que exalava ódio pelos poros, que transpirava maldade, que tinha raiva em seu olhar, agora passará a eternidade ao seu lado, louvando e exaltando a Deus.
      Qual seria sua reação: Iria tirar satisfações com Deus e alegar que ele errou ou O glorificaria por ter salvo um pecador, aparentemente, irremediável?

      Eu não posso afirmar que Hitler foi salvo, mas posso garantir com toda a certeza que Deus tem poder para isso! A salvação é algo que pertence a Deus e sua soberania é incompreensível à mente humana. Não sabemos o que se passou na mente e no coração de Hitler em seus últimos segundos de vida. O Espírito Santo pode tê-lo tocado e causado um arrependimento verdadeiro, produzindo a salvação. Claro que não concordo com as práticas de Hitler, e não devemos deixar, em hipótese alguma, que isso aconteça novamente. O holocausto foi um dos piores episódios da história da humanidade, que não poupou, sequer, as crianças.

      A Bíblia mostra claramente que Deus não tem predileção pelos bonzinhos e nem faz disso uma prerrogativa para a salvação. Existem dezenas de versículos que mostram a bondade de Deus, principalmente, com os que ninguém dava qualquer valor. Vejamos alguns:

      Aqueles que invocam a Deus, são salvos:
      “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (Romanos 10:13)

      A salvação vem pela graça de Deus e não pelas nossas obras:
      “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9)

      Deus salva quem Ele quer:
      “Porque diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e terei compaixão de quem me aprouver ter compaixão.” (Romanos 9:15)

      Deus salva quem não merece, como o ladrão da cruz:
      “Respondeu-lhe (ao ladrão) Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lucas 23:43)

      Deus salvou um grande perseguidor da igreja:
      Eu, na verdade, cuidara que devia praticar muitas coisas contra o nome de Jesus, o nazareno; o que, com efeito, fiz em Jerusalém. Pois havendo recebido autoridade dos principais dos sacerdotes, não somente encerrei muitos dos santos em prisões, como também dei o meu voto contra eles quando os matavam. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, obrigava-os a blasfemar; e enfurecido cada vez mais contra eles, perseguia-os até nas cidades estrangeiras.” (Atos 26:9-11)

      Perseguidor esse que se julgava o maior dos pecadores:
      Fiel é esta palavra e digna de toda a aceitação; que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais sou eu o principal; mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, o principal, Cristo Jesus mostrasse toda a sua longanimidade, a fim de que eu servisse de exemplo aos que haviam de crer nele para a vida eterna.” (1 Timóteo 1:15-16)

      Existem ainda outros versículos que não postarei aqui, mas te convido a buscar em sua bíblia, temas como graça e salvação.

      Para encerrar, lembro que Jesus, sim o próprio salvador da humanidade, não se empolga com boas obras. Pelo contrário, ele afirma categoricamente que chegarão pessoas a ele no último dia exibindo seus currículos espirituais e tentando se associar a ele, mas que serão lançados no inferno.

      “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mateus 7:21-22)

      Interessante que Jesus diz isso no capítulo 7 de Mateus, o mesmo texto que muitos crentes usam o primeiro versículo: “Não julgueis para que não sejais julgados”, quando querem defender alguém ou algo e não tem argumentos.

      A lição que tiramos é que não cabe a nós determinar quem será salvo e quem será condenado. Não é aquilo que vemos que definirá isso, mas aquilo que Cristo fez e como Ele quer agir. Como crentes, deveríamos orar e clamar a Deus que Ele salvasse os piores humanos possíveis também. Se ele salvou a mim e a você, pode salvar qualquer um!

      Que Deus te abençoe e reflita nisso!

      Não Categorizado

      Você tem um PASTOR DILMA?

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      Por Thiago Schadeck

      Hoje aconteceu o tão debatido impeachment da presidente Dilma Rousseff. Vários fatores contribuíram para uma revolta popular e levaram as pessoas às ruas. Não quero aqui entrar no mérito desses fatores e nem fazer juízo sobre sua “legalidade”, quero apenas te convidar a refletir em sua igreja, seu pastor tem cometido os mesmos erros da, agora, presidente afastada.

      Redução do PIB:
      PIB é a abreviação de Produto Interno Bruto, que simplificadamente é o resultado de toda riqueza produzida por um país em um determinado período. Por exemplo, um país que tem uma indústria forte e que produz muito, gerando mais empregos terá um PIB melhor que um outro que pouco produza, isso porque dará aos seus cidadãos um poder de compra maior e assim mais possibilidades de “melhorar de vida”. O exemplo mais claro e prático disso foi o Brasil de 2004 a 2012, que o incentivo ao consumo ganhou força, além do crédito facilitado.
      Isto posto, imagine agora como isso funcionaria em uma igreja. Por lei ela não pode ter fins lucrativos, ou seja, não deve gerar riquezas. Como se trata de um assunto espiritual, essa riqueza deve ser encarada de outro ângulo. Ela gera riquezas quando expande e sinaliza o Reino de Deus entre os homens. O maior bem que uma igreja pode gerar é um membro bem discipulado, que conhece e maneja bem a Bíblia, que sabe,de verdade, quem é o seu Deus e como relacionar-se com Ele. Esse é um dos maiores erros que os pastores cometem em comum com a Dilma. Muitos deles vêem a igreja ruindo sem conhecimento e nada faz para mudar a situação. Não o fazem porque é cômodo! Assim não tem trabalho de ensinar, ajudar e muito menos produzir. É mais fácil enganar pessoas intelectual ou biblicamente limitadas.

      Corrupção:
      Infelizmente há hoje uma quantidade considerável de pastores que ou se corrompem ou nada fazem para combater a corrupção que corre solta bem debaixo de seus narizes. Se você conhece o mínimo dos bastidores de uma igreja, sabe exatamente do que estou falando. Muitas igrejas tem conselhos que mais parecem partidos políticos querendo tomar o poder a qualquer custo e os pastores se omitem. Sabem que há pessoas fazendo de tudo para tirar vantagem às custas da igreja e agem como se nada estivesse ocorrendo. Isso quando o pastor não é o comandante da rebelião para derrubar o grupo oponente ou quando não contrata um pregador prometendo-lhe parte da oferta arrecadada, independente da forma que isso seja feito. Já vi pastores combinando com o pregador de ele entregar o relógio no momento de arrecadação da oferta para incentivar os fiéis, mas ao final do culto, nos bastidores, quando a oferta é dividida, o relógio volta para o pulso do pregador. Isso sem contar as notas de gastos com o valor um pouco mais alto, compras particulares e reembolsadas pela igreja, uso de pertences da igreja para fins pessoais e etc.
      Agradeço a Deus por, apesar de ser uma quande quantidade, esses pastores serem exceção.

      Inflação:
      Ta aí uma coisa que tem incomodado muito o povo, a tal da inflação. Ela faz nosso dinheiro valer cada vez menos. Cada vez que vamos ao supermercado pagamos mais caro por menos coisas. Saímos com carrinhos e bolsos mais vazios.
      Mas não pense que a inflação não chegou à igreja, porque ela chegou e forte! Preste atenção nos pedidos de ofertas, principalmente das igrejas da mídia, são cada vez maiores, aumentam exponencialmente. Se há algum tempo a oferta era voluntária e sem um valor mínimo preestabelecido, hoje ela é, em muitas igrejas, obrigatória e com um piso. Esse valor é revisado periodicamente e reajustado, de acordo com as necessidades da igreja. Já há na tevê uma igreja pedindo dízimo dobrado para que o fiel alcance dupla honra. Assim como a inflação, isso é dinheiro jogado fora.

      Pedaladas:
      O motivo maior do pedido de afastamento da Dilma. A pedalada é um emprestimo para pagar uma divida. Resumindo, é fazer dívida para pagar outras dúvidas, sabendo que no final não conseguirá pagar nem um e nem outro.
      Muitos pastores são formados de qualquer jeito e não tem nenhum preparo para gerir a parte “burocrática” da igreja. Não sabem administrar nem o seu salário, quanto mais o dinheiro de uma igreja. Por isso atolam a igreja em dívidas e jogam a responsabilidade nas costas dos membros. Isso acontece muito com igrejas que estão na midia, ou você nunca ouviu um pastor falando: “precisamos pagar essa programação e não temos dinheiro, nos ajude a não sairmos do ar”?
      Isso é uma pedalada na igreja. O cidadão sabe que sua igreja não tem condições de bancar o programa, mas ainda assim insiste em mantê-lo. Já vi casos de pastores que ficam implorando a ajuda das pessoas para pagar a rádio, mas estão com o seu carro que vale mais que quatro ou cinco meses de programas estacionado na porta. Afundam a igreja em dividas, mas não abrem mão de sua vida nababesca, cercada de luxo.

      Incapacidade:
      As atitudes de Dilma e o resultado da política econômica brasileira mostram a sua total incapacidade em gerir o país. Mesmo percebendo que o Brasil se afundaria em uma das maiores crises financeiras dos últimos anos, ela nada fez e, como o violonista do Titanic, continuou tocando vendo o barco afundar. Lamentevelmente, tem muitos, mas muitos pastores incapazes de estar à frente de uma igreja. Isso acontece por diversos motivos: incapacidade intelectual, administrativa, moral, conhecimento bíblico raso, pessoal, familiar, dentr outros.
      Tem pastores que não conseguem administrar nem a sua própria vida, devem para um monte de gente, tem o casamento arruinado, são mentirosos, gananciosos, fazem tudo o que é errado, mas querem estar “à frente da obra” porque isso lhe traz status.

      Se você identificou alguma dessas qualidades no seu pastor, sugiro que converse com ele, não apontando os erros, mas mostrando que algo foge ao controle e que precisa ser mudado. Além disso, proponha ajudá-lo a corrigir e, se necessário, peça auxilio de alguém que domine aquela área deficiente. A igreja necessita de pessoas dispostas a mudar o quadro atual, que arregacem as mangas e saim à luta!

      Se acha que esse texto é uma grande bobagem e que não posso julgar os pastores desse forma, te aconselho a ler os escritos de Paulo a Timóteo e a Tito, lá ele deixa bem evidente quais são os requisitos mínimos para alguém ser pastor.

      Que Deus abençoe nosso país e desperte a sua igreja do sono profundo da indiferença!

      Apologético · Devocional · Espírito Santo · Ministerial

      Festas Bíblicas Judaicas: Devemos Segui-las?

       

      Shofar

      “As festas bíblicas são ordens sagradas do Senhor. Elas não são apenas judaicas; são, antes de mais nada, do Senhor, declaradas como estatuto eterno (Lv. 23:1-44). Essas festas não são um convite para que a Igreja volte à primeira aliança, mas para sustentar a mensagem que elas transmitem. Elas apontam para o fim, para o Cordeiro e falam da parusia, ou seja, a segunda vinda do Messias.”

      “Preste atenção ao que está sendo ministrado, pois Roma não deseja que nossos olhos sejam abertos. Roma quer nos prender ao paganismo. Esse paganismo se traduz na tentativa de deixar as festas bíblicas no esquecimento e de pegar as festas pagãs e tentar cristianizá-las. Porém, Deus abriu os nossos olhos. Não estamos mais debaixo da escuridão, pois o Senhor nos trouxe para a luz.”

      (Ap. Renê Terra Nova).

      A frase do autodenominado “apóstolo” René Terra Nova demonstra bem a necessidade de estudarmos este assunto: a Igreja deve guardar festas e costumes judaicos? A Bíblia deixa alguma evidência de que tais práticas são para os cristãos?

      Independentemente de dados históricos extra-bíblicos, devemos nos deter ao estudo das Escrituras para esclarecermos tais questionamentos. É da Bíblia a Palavra final sobre o assunto!

      Para começarmos nosso estudo, é interessante nos debruçarmos sobre a carta de Paulo aos gálatas, pois os irmãos da Galácia estavam passando por uma situação semelhante à da igreja de hoje.

      Quando Paulo escreveu aos gálatas, os judeus estavam presentes em todo o Império Romano, principalmente nas cidades mais importantes. Muitos deles se converteram ao cristianismo e, dentre os convertidos, havia aqueles que queriam impor a lei mosaica sobre os cristãos gentios. São os “judaizantes”. Assim como os fariseus e saduceus perseguiram Jesus durante o período mencionado pelos evangelhos, os judaizantes pareciam estar sempre acompanhando os passos de Paulo a fim de influenciar as igrejas por ele estabelecidas. Essa questão entre judaísmo e cristianismo percorre o Novo Testamento.

      Os judaizantes estavam também na Galácia, onde se tornaram uma forte ameaça contra a sã doutrina das igrejas.

      Aqueles judeus davam a entender que o evangelho estava incompleto. Para conseguirem uma influência maior sobre as igrejas, eles procuravam minar a autoridade de Paulo. Para isso, atacavam a legitimidade do seu apostolado, como tinham feito em Corinto.

      O EVANGELHO JUDAIZANTE

      Os judaizantes chegavam às igrejas com o Velho Testamento “nas mãos”. Isso se apresentava como um grande impacto para os cristãos. O próprio Paulo ensinava a valorização das Sagradas Escrituras. Como responder a um judeu que mostrava no Velho Testamento a obrigatoriedade da circuncisão e da obediência à lei? Além disso, apresentavam Abraão como o modelo para os servos de Deus.

      Os judaizantes ensinavam que a salvação dependia também da lei, principalmente da circuncisão. Segundo eles, para ser cristão, a pessoa precisava antes ser judeu (não por descendência, mas por religião). Foi para combater as heresias judaizantes que Paulo escreveu aos gálatas e mostrou àqueles irmãos que voltar as práticas e aos cerimoniais da Lei era cair da graça. (Gálatas 5:1-10):

      “1 ¶ ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. 2 Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. 3 E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. 4 Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. 5 Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça. 6 Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. 7 Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? 8 Esta persuasão não vem daquele que vos chamou. 9 Um pouco de fermento leveda toda a massa. 10 Confio de vós, no Senhor, que nenhuma outra coisa sentireis; mas aquele que vos inquieta, seja ele quem for, sofrerá a condenação.” (Gl 5:1-10)

      Algo parecido tem acontecido na Igreja brasileira nos dias atuais. Os judaizantes modernos ensinam que devemos guardar as festas judaicas, ler a Torah nos cultos, etc.

      É muito comum vermos cristãos usando kipás (bonezinho usado pelos judeus), buscando ligações genealógicas com o povo israelita para que possam obter nacionalidade judia, entre outras coisas. Até mesmo nos cultos de algumas igrejas, músicas e danças judaicas foram inseridas.

      Em nome do amor a Israel a bandeira da nação é colocada na igreja (será que um árabe desejoso por conhecer Cristo entraria nesta igreja?), o shofar é tocado e promovem-se as festas com a promessa de uma nova unção sobre a vida de quem participa de tais celebrações.

      Há igrejas onde as pessoas não podem adentrar ao templo de sandálias ou sapatos e são orientadas a tirar os calçados, pois, segundo ensinam, irão pisar terra santa.

      Há notícias de denominações no Brasil onde os assentos foram retirados dos templos e os crentes ficam de joelhos em posição semelhante à usada pelos judeus nas sinagogas.

      Uma famosa “apóstola” apregoa inclusive a necessidade da Igreja Evangélica brasileira guardar o sábado. Em uma entrevista a antiga revista Vinde, ela declarou: “Meu contato com Israel me mostrou várias coisas, como os dias proféticos, as alianças: seis dias trabalharás e ao sétimo descansarás. Êxodo 31 declara que o sábado é o sinal de uma aliança perpétua e da volta de Cristo”.

      Afinal, devemos ter a preocupação de celebrar as festas judaicas, usar kipá, colocar pano de saco, banhar-se de cinzas? O cristão tem essas obrigações? O que diz a Palavra sobre o assunto?

      Sobre a idéia da guarda do sábado e a sugestão da pastora de que isso faz parte de uma aliança perpétua, verifiquemos o seguinte:

      Usar a expressão “aliança perpétua” para referir-se à aliança feita entre Deus e Israel é desconhecer a transitoriedade dessa aliança apontada pela Bíblia. Se não, vejamos. A Bíblia menciona a existência de duas alianças. A primeira foi firmada entre Deus e o povo de Israel (Êxodo 19.1-8), logo que saiu da terra do Egito e se acampou junto ao Monte Sinai. A aliança foi ratificada com o sangue de animais como se lê em Êxodo 24.1-8. No livro de Hebreus, o escritor se reporta a esta aliança, dizendo: “18 Por isso também o primeiro não foi consagrado sem sangue; 19 Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissope, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo, 20 Dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado.” (Hb 9:18-20)

      Essa aliança não integrava o povo gentio (Salmo 147.19 e 20): “19 Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. 20 Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR.” (Sl 147:19-20)

      Embora o povo de Israel tivesse prontidão em responder que observaria essa aliança, na verdade, não a cumpriu, de modo que Deus prometeu nova aliança. Essa promessa foi registrada por Jeremias: “31 Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR. 33 Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 34 E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.” (Jr 31:31-34).

      Novamente, o escritor do livro de Hebreus se reporta a essa nova aliança, afirmando que ela já tinha sido estabelecida por Jesus Cristo: “6 ¶ Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas. 7 Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda.” (Hb 8:6-7). Ainda Paulo, falando sobre a antiga aliança, declara: “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (2Co 3:6). Logo, não se pode falar em “aliança perpétua”, referindo-se à primeira aliança entre Deus e Israel.

      O que talvez a apóstola quisesse, mas não o fez, era dizer que o sábado é um mandamento perpétuo, como se lê em Êxodo 31. 16 e 17. Todavia, ainda assim, ela estaria incorreta. Não procede dizer que a guarda do sábado deva ser observada pelos cristãos hoje. Isto porque a palavra perpétuo não se aplica só ao sábado, mas também a vários outros preceitos que os guardadores do sábado nunca se dispuseram a cumprir, como, por exemplo, a circuncisão pois Gênesis 17.13-14 diz o seguinte: “Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança”. E agora, teremos que nos circuncidar também? Ou não seria mais coerente guardar o significado espiritual de tais ordenanças e não o seu aspecto cerimonial?

      Um outro argumento da “apóstola” é a de que o domingo tem origem pagã, ela diz: “Roma teve um imperador que adorava o sol. Daí Sunday (dia do sol) [do inglês, domingo]. Por essa questão pagã, a tradição chegou até nossos dias…”.

      Entretanto, esse é um argumento pueril, freqüentemente citado por eles para imprimir a idéia de que a guarda de outro dia que não o sábado é de origem estritamente pagã. Tão pagã quanto a palavra Sunday é Saturday (dia de Saturno), sábado, em inglês. O dia era dedicado ao deus Saturno e prestava-se culto com orgias e muita bebida. Os dias da semana levavam nomes pagãos e não só o domingo.

      Constantino, por sua vez, foi o primeiro imperador romano a adotar o cristianismo. Quando o fez promulgou vários decretos em favor dos cristãos, destacando-se o de 7 de março de 321. Se vale o argumento de que a guarda do domingo é de origem pagã por ter sido Constantino quem firmou o primeiro dia da semana como dia de guarda, então teria que reconhecer que a doutrina da Trindade também tem origem pagã, pois foi o mesmo Constantino quem presidiu o Concílio de Nicéia, em 325, quando foi reconhecida biblicamente a deidade absoluta de Jesus. Jesus sempre foi Deus verdadeiro ou passou a sê-lo depois do Concílio de Nicéia? E o domingo passou a ser dito como dia de adoração em decorrência do decreto imperial ou os cristãos já o tinham como dia de adoração?

      Quanto ao uso do Kipá, atente para o significado desta indumentária judaica segundo judeus messiânicos:

      “Kipá – Simboliza que há alguém acima de você – O significado da palavra kipá é “arco”, que fica compreensível quando pensamos em seu formato. A kipá é um lembrete constante da presença de Deus. Relembra o homem de que existe alguém acima dele, de que há Alguém Maior que o está acompanhando em todos os lugares e está sempre o protegendo, como o arco, e o guiando. Onde quer que vá, o judeu estará sempre acompanhado de Deus”.

      “É costume judaico desde os primórdios um homem manter sua cabeça coberta o tempo todo, demonstrando com isso humildade perante Deus. É expressamente proibido entrar numa sinagoga, mencionar o nome Divino, recitar uma prece ou bênção, estudar Torá ou realizar qualquer ato religioso de cabeça descoberta”.

      Fica o questionamento: é necessário para um cristão usar um kipá para lhe lembrar a presença de Deus? É preciso usar esse gorrinho para não esquecer de que Deus é Soberano e está acima de todos?

      Não basta para o verdadeiro cristão o fato de que o próprio Deus habita em nós por meio do Seu Espírito? Fica o questionamento de Paulo aos coríntios: (1 Coríntios 3:16) “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”.

       

      POR QUÊ NÓS CRISTÃOS NÃO GUARDAMOS A LEI?


      1o – A lei de Moisés foi dada aos filhos de Israel (Êx.19,3,6). Nós, cristãos gentios, não somos filhos da nação Israel.

      2o – Jesus cumpriu a lei cerimonial. Tal cumprimento significa não apenas sua obediência, mas a satisfação das exigências da lei cerimonial através da obra de Cristo.

      Precisamos entender que os mandamentos da lei mosaica se dividem em vários tipos. Vamos, basicamente, dividi-los em mandamentos morais, civis e cerimoniais:

      Os mandamentos morais dizem respeito ao tratamento para com o próximo: Não matarás; Não adulterarás; Não furtarás, etc. Tais ordenanças estão vinculadas à palavra amor.

      Os mandamentos civis são aqueles que regulamentavam a vida social do israelita. São regras diversas que se aplicam às relações da sociedade. Um bom exemplo é o regulamento da escravidão.

      Os mandamentos cerimoniais são aqueles que se referem estritamente às questões religiosas. São as ordenanças que descrevem os rituais judaicos.

      A classificação de um mandamento dentro desses tipos nem sempre é fácil. Algumas vezes, uma lei pode pertencer a dois desses grupos ao mesmo tempo, já que a questão religiosa está por trás de tudo. A sociedade israelita era essencialmente religiosa. O Estado e o sacerdócio nem sempre se encontravam separados. Contudo, tal proposta de classificação já serve para o nosso objetivo.

      A lei moral se resume no amor a Deus e ao próximo, como é dito em Gálatas 5.14 “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.Os princípios morais permanecem válidos no Novo Testamento. Hoje, não matamos o próximo, mas não por causa da lei de Moisés e sim por causa da lei de Cristo (Gálatas 6.2) “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” à qual os gálatas deviam obedecer. A lei de Cristo é a lei do amor a Deus e ao próximo.

      As leis civis do povo de Israel não se aplicam a nós. Além dos motivos já expostos, nossas circunstâncias são bastante diferentes e temos nossas próprias leis civis para observar. O cristão deve obedecer as leis estabelecidas pelas autoridades humanas enquanto essas leis não estiverem ordenando transgressão da vontade de Deus (Rm.13.1) “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”.

      As leis cerimoniais judaicas foram abolidas por Cristo na cruz (o significado de cada uma delas se cumpriu em Cristo). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados da lei cerimonial judaica. Por isso, não fazemos sacrifícios de animais, não guardamos o sábado, não celebramos as festas judaicas, etc.

      Se alguém quiser observar algum costume judaico, isso não constituirá problema, desde que a pessoa não veja nisso uma condição para a salvação e nem prometa através destas coisas tornar alguém mais espiritual. (Rm 14.-8)

      “1 ¶ ORA, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. 2 Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. 3 O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. 4 Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio SENHOR ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. 5 Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. 6 Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a Deus. 7 Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. 8 Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (Rm 14:1-8 ACF)

      O problema é justamente a conotação dada a essas festas e aos costumes judaicos por pessoas de movimentos judaizantes. Por exemplo, dizem que se não celebrarmos as festas estaremos sendo devedores ao Senhor e que celebrar seria repreender o “espírito de Roma” da Igreja, que o Evangelho estaria de volta a Jerusalém, etc.

      Celebrar uma festa judaica na igreja como representação simbólica do período vetero-testamentário nada tem de mais, no entanto, colocar isso como obediência de mandamento é certamente abandonar a graça de Deus e voltar a Lei.

      Já há gente se vestindo de pano de saco e banhando-se de cinzas para mostrar arrependimento. Em certos ambientes, para se aproximar do púlpito é preciso que os crentes tirem os calçados, pois estariam pisando em “lugar santo”. Com isso, a obra de Cristo estará sendo colocada em segundo plano, como algo incompleto e insuficiente, como fica claro em Gálatas 5.4-6 “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes. Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé. Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor”.

      Além de tudo isso, é bom que citemos as palavras de Paulo: “..não estais debaixo da lei mas debaixo da graça.” (Rm.6.14).

      O Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho escreveu o seguinte sobre a rejudaização da Igreja:


      A rejudaização do evangelho tem um lado comercial e outro teológico. O comercial se vê nas propagandas para visita à “Terra Santa”. O judaísmo girava ao redor de três grandes verdades: um povo, uma terra e um Deus. No cristianismo há um povo, mas não mais como etnia. A Igreja é o novo povo de Deus, herdeira e sucessora de Israel, composta de “homens de toda tribo, e língua e povo e nação” (Ap 5.9). Há também um Deus, que se revelou em Jesus Cristo, sua palavra final (Hb 1.1-2). Mas não há uma terra santa. No cristianismo não há lugares e objetos santos. O prédio onde a Igreja se reúne e que alguns chamam, na linguagem do Antigo Testamento, de “santuário”, não é santuário nem morada de Deus. É salão de cultos. O Eterno não mora em prédios, mas em pessoas. Elas são o santuário (At 17.24, 1Co 3.16, 6.19 e Hb 3.6). Deus não está mais perto de alguém em Jerusalém que na floresta amazônica, nos condomínios, favelas e cortiços das grandes cidades. No cristianismo, santo não é o lugar. São as pessoas. Não é o chão. É o crente. E Deus pode ser encontrado em qualquer lugar. Não temos terra santa, e sim gente santa.

      A propaganda gera uma teologia defeituosa. Pessoas vão à Israel para se batizar nas águas onde Jesus se batizou. Ora, o batismo é único, singular e sem repetição. Ele segue a conversão e mostra o engajamento da pessoa no propósito eterno de Deus. Uma pessoa que foi batizada, após conversão e profissão de fé, numa igreja bíblica, não se batiza no rio Jordão. Apenas toma um banho. E, sem o sentido filosófico do ser e do vir a ser de Heráclito, aquele não é o Jordão onde Jesus foi batizado porque as águas são outras. As moléculas de hidrogênio e oxigênio que compunham aquele Jordão podem estar hoje em alguma nuvem. Ou na bacia amazônica. Ou no mar. Até no Tietê. É mero sentimentalismo e não identificação com Jesus. É lamentável que pastores conservadores em teologia “batizem” crentes já batizados no Jordão. Isto é vulgarizar o batismo, tirando seu valor teológico.

      Não sou contra turismo. Faça-o quem puder e regozije-se com a oportunidade. Sou contra o entortamento da teologia como apelo turístico. Temos visto pastores com sal do mar Morto, azeite do monte das Oliveiras (há alguma usina de beneficiamento de azeitonas lá?) e até crucifixos feitos da cruz de Jesus (pastores evangélicos, sim!). Há um fetichismo com terra santa, areia santa, água santa, sal santo, folha de oliveira santa, etc. No cristianismo as pessoas são santas, mas as coisas não. A rejudaização caminha paralelamente com a superstição e feitiçaria. É parente da paganização. Não estou tecendo uma colcha de retalhos. Tudo isto é produto de uma hermenêutica defeituosa, que não compreende as distinções entre os dois Testamentos, os critérios diferentes para interpretá-los, a pompa e liturgia do judaísmo em contraposição à desburocratização do cristianismo e que a palavra final de Deus foi dada em Jesus Cristo. É o NT que interpreta o AT e não o AT que interpreta o NT.

       

      Um outro fator abordado pelo pastor Isaltino é a tal “restauração do sacerdócio”. O pastor visto como um intermediário da relação do homem com Deus. Sabemos que no NT o sacerdócio universal do crente fica claro, nem um filho de Deus precisa de sacerdotes humanos para ter acesso ao Pai. Temos a Cristo como o nosso Mediador:

      Entretanto, a incidência do uso do termo “leigo” para os não consagrados aos ministérios é reveladora. Todos nós somos ministros, pois todos somos servos. E todos somos leigos, porque todos somos povo (é este o sentido da palavra “leigo”, alguém do povo). Não temos clero nem laicato. Somos todos ministros e somos todos povo. Mas cada vez mais as bases ministeriais são buscadas no Antigo Testamento e não no Novo. Usamos os termos do Novo com a conotação do Antigo. O pastor do NT passa a ter a conotação do sacerdote do AT. É o “ungido”, detentor de uma relação especial com Deus que os outros não têm. Só ele pode realizar certos atos litúrgicos, como o sacerdote do AT. Por exemplo, batismo e ceia só podem ser celebrados por ele. Assumimos isto como postura, mas não é uma exigência bíblica. Na batalha espiritual isto é mais forte. Os pastores tornam a igreja dependente deles. Só eles têm a oração poderosa, a corrente de libertação só pode ser feita por eles e na igreja, só eles quebram as maldições, etc.

      O sentido teológico do sacerdote hebreu parece permear fortemente o sentido teológico do pastor neotestamentário na visão destas pessoas. Este conceito convém ao pastor que prefere ser chamado de “líder”. Ele se torna um homem acima dos outros, incontestável, líder que deve ser acatado. Tem uma autoridade espiritual que os outros não tem. O Antigo Testamento elitiza a liderança. O Novo Testamento democratiza. Para os líderes destes movimentos, o Novo Testamento, a mensagem da graça e a eclesiologia despida de objetos, palavras e gestual sagrados não são interessantes. Assim, eles se refugiam no AT. Por isso há igrejas evangélicas com castiçais de sete braços e estrelas de Davi no lugar da cruz, bandeira de Israel, guardando festas judaicas, e até incensários em seus salões de cultos. Há evangélicos que parecem frustrados por não serem judeus. A liturgia pomposa do judaísmo é mais atraente e permite mais manobra ao líder que se põe acima dos outros. Concluindo, a atração pelo poder é maior do que o desejo de servir.

       

      A RESPOSTA DE PAULO AOS JUDAIZANTES DA GALÁCIA:


      A perniciosidade da influência judaica na Galácia estava no fato de atentar contra a essência do evangelho. Os judeus queriam acrescentar a circuncisão como condição para a salvação. Se assim fosse, o cristianismo seria apenas mais uma seita do judaísmo. Então, Paulo vem reforçar o ensino de que a salvação ocorre pela fé na suficiência da obra de Cristo. Para se conhecer a suficiência é preciso que se entenda o significado. Em sua exposição, Paulo toma Abraão como exemplo, assim como fez na epístola aos Romanos, afirmando que o patriarca foi justificado pela fé e não por obediência à lei. Tal exemplo era de grande peso para o judeu que lesse a epístola. Na seqüência, o apóstolo expõe diversos aspectos da obra de Cristo e do Espírito Santo na vida do salvo sem as imposições da lei.

       

      COMPARAÇÃO ENTRE CARACTERÍSTICAS E EFEITOS DA LEI E DA GRAÇA


      A lei mosaica se concentrava em questões visíveis, embora não fosse omissa com relação ao espiritual. Os pecados ali proibidos eram, principalmente, físicos. Assim também, a adoração era bastante prática. Seus preceitos determinavam o local, a postura, a roupa, o tempo apropriado, etc. No Novo Testamento, Jesus vem transferir a ênfase para o espiritual, embora não seja omisso em relação ao físico. Ao falar com a mulher samaritana, Jesus observa que ela estava muito preocupada com os aspectos exteriores da adoração a Deus. Isso era característica da ênfase do Velho Testamento. Jesus lhe disse:
      “A hora vem e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade” (João 4.23). Vemos nisso a ênfase do Novo Testamento: que é espiritual.

       

      Contrastes entre a Lei e a Graça


      LEI / MOISÉS

      Mostra o pecado

      Enfatiza a carne

      Traz prisão e morte

      Infância

      Traz maldição

      GRAÇA / JESUS / CRUZ

      Perdoa o pecado

      Enfatiza o espírito

      Traz libertação e vida

      Maturidade

      Leva a maldição

      Aponta pra Cristo

      Conduz ao Pai

       

      PRESERVAÇÃO DA LIBERDADE


      Paulo admoestou os gálatas para que se lembrassem do significado da obra de Cristo, a qual teve o objetivo de libertá-los. Agora que eram livres, não deveriam voltar ao domínio da lei.

      Voltar à lei é negar a graça e perder os seus efeitos, ele mostra isso enfaticamente no Capítulo 5. É renunciar aos direitos de filho e voltar a viver como servo (Sara e Hagar). É renunciar à liberdade cristã, a qual foi comprada pelo precioso sangue do nosso Senhor. A história de Israel foi uma seqüência de cativeiros e libertações. Não podemos permitir que a nossa vida seja assim.

      Os judaizantes estavam querendo impor a marca da circuncisão como se esta fosse um valor cristão. Entretanto, Paulo conduz os gálatas a um exame mais profundo da questão. O sinal exterior tem valor quando corresponde à condição interior. Como disse aos Romanos, “a circuncisão é proveitosa se tu guardares a lei” (Rm 2.25). Então, o que seria evidência fiel do interior humano? As obras da carne e o fruto do espírito. São marcas do caráter e se revelam nas ações. Estas são as marcas mais importantes na vida de um ser humano. Entretanto, se os judaizantes faziam mesmo questão de marcas físicas, Paulo possuía as “marcas de Jesus”, sinais de todo o seu sofrimento pela causa do Evangelho “Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus” (Gálatas 6.17).

      O mesmo Paulo, escrevendo aos irmãos em Colossenses 2:16-17, diz: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”.

      Cristo é a Luz do mundo, quem está em Cristo não anda em trevas. Por que então voltarmos às sombras? É isso que Paulo deixou claro. Portanto, fica evidente o quanto é descabida a idéia de introduzir costumes dos judeus nas atividades cristãs como cumprimento de mandamento, promessas de nova unção e coisas desse tipo.

      Deus estabeleceu uma Nova Aliança em Cristo, pois na primeira os homens se apegaram muito mais aos rituais e aos símbolos do que ao significado dos mesmos. Passaram a viver uma religiosidade vazia e já no período do Antigo Testamento, o Senhor mostrava a sua tristeza com relação a isso: Isaías 1:13-14 “13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. 14 As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.” (Is 1:13-14 ACF)

      Usam mal Mateus 5:17, em que Jesus diz: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”.

      A palavra cumprir utilizada aqui vem do grego plérõsai, que significa “encher”, “completar”. Jesus não veio revogar ou destruir nenhuma palavra que Deus ensinara aos fiéis do passado no AT. Veio cumprir plenamente o propósito de Deus revelado no AT dando à Lei e aos Profetas aquilo que faltava: o Espírito Santo para interpretá-lo e o poder para pô-lo em prática, pela sua obra salvadora.

      Cristo representa o fim do legalismo de se tentar cumprir a Lei, como está escrito em Romanos 10:3-4 “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”.

      Cristo tirou o véu que encobria a Antiga Aliança. Ele revelou o “espírito” da Lei tornando-se carne. Cumpriu fielmente todas as ordenanças impostas pela Lei, dando a verdadeira interpretação a elas.

      Ainda que Lei ordenasse o apedrejamento de adúlteras, Cristo perdoou uma mulher apanhada em adultério. Ainda que a Lei designasse o afastamento dos considerados “puros’ dos leprosos, Cristo se aproximada deles, os tocava e os curava”.

      Cristo trouxe luz sobre o que eram sombras. Por que, então, voltar à escuridão do legalismo judaico?

      Paulo resume esse comportamento da seguinte forma: “Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido”. (2 Coríntios 3:14 ).

      Extraído de: http://solascriptura-tt.org
      Com auxílio de textos do Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho, Anísio Renato de Andrade, Natanael Rinaldi e site dos judeus messiânicos.

      Autor: Clériston Andrade – Juazeiro-Ba

      Fonte original:
      http://www.cacp.org.br 

       

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      Lei proíbe que igreja receba doações em dinheiro

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      Por Thiago Schadeck,

      Está em tramitação uma lei que proíbe igrejas de receberem doações em dinheiro. A partir da data de sanção, nenhuma igreja mais poderá aceitar dinheiro dos fiéis, sob o risco de multa e se reincidir, ter o alvará caçado e seu salão lacrado. Havendo violação do lacre, o pastor será preso.
      Mas se a igreja precisa de dinheiro para se manter aberta, como então isso será possível? O texto da lei propõe algumas formas:

      Salão / Templo: Se a denominação não tiver templo próprio, que algum membro ceda o espaço. Caso não seja possível e haja real necessidade de alugá-lo, que os membros dividam o pagamento e quando o valor total for atingido, não se arrecade nem um centavo a mais.

      Contas de água, luz e demais tributos: que mensalmente, em um dia combinado com todos os membros, sejam apresentadas à toda congregação as contas que devem ser pagas naquele mês e que os membros se organizem para pagá-las. Da mesma forma que o aluguel, deve-se arrecadar apenas o valor exato para o pagamento, sujeitando o pastor às mesmas penas, em caso de descumprimento.

      Outras despesas específicas: Havendo necessidade de reparo no templo ou algo similar, o pastor deve apresentar à igreja quais são as necessidades tanto de material quanto de mão de obra. Os membros devem organizar-se para comprar os materiais e, se puderem, oferecer a mão de obra, caso não haja ninguém qualificado para o trabalho na igreja, que seja contratado um profissional, desde que o pagamento seja feito pelos membros que assim desejarem e pagos diretamente ao profissional. Deverá ser registrado um contrato, de forma que seja possivel auditar os pagamentos aos profissionais.

      Salário do pastor: Deverá ser votado pela igreja se o pastor receberá salário ou não. O voto deve ser secreto. Caso a igreja entenda que o pastor deverá receber salário, ele deverá cumprir a jornada diária de no mínimo 6 horas, de segunda a sexta.
      O salário do pastor deve ser entre um e três salários mínimos vigentes, tendo o pastor direito optar pelo não recebimento. Se a opção for em recebê-lo, o pastor fica proibido de exercer qualquer outra atividade remunerada.

      Claro que esse projeto de lei não existe, mas poderia trazer alguns ganhos à igreja:

      1- Os pastores poderão provar que realmente crêem no sustento de Deus e colocar o seu chamado à prova, visto que viveria o que prega.

      2- Ficaria nítido a todos quem prega o Evangelho por amor e quem o faz por interesse e ganância.

      3- Os membros não seriam explorados em nome de um deus que exige sacrifícios financeiros e que quando não cumpre o prometido coloca a culpa na suposta falta de fé do fiel.

      4- Teriamos uma redução drastica na quantidade de igrejas no Brasil, mas as que ficassem abertas teriam responsabilidade e respeito na relação com o dinheiro de seus membros.

      Infelizmente a nossa realidade é muito diferente dessa proposta!

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      Decepcionados com a igreja

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      Por Thiago Schadeck,

      A cada dia cresce a quantidade de pessoas decepcionadas com a igeja e que decidiram caminhar sozinhos, servir a Deus em casa. São os que chamamos de desigrejados. Por conta feridas causadas pela igreja, essas pessoas decidiram não ter mais qualquer envolvimento congregacional, assim, pensam eles, estão livres de novas decepções.
      Isso pode acontecer por diversos motivos, mas creio que os principais sejam os abaixo:

      – Promessas não cumpridas:
      Esse problema acontece principalmente nas igrejas pentecostais e neopentecostais, onde as profecias e revelações têm grande espaço e os charlatães se aproveitam. Pessoas que fingem ter o dom de revelação, mas que na verdade mentem. Escrevi um texto chamado Pastores Videntes e colocarei o link no final desse texto. Imagine você receber uma profecia que seu filho será curado e vai para a casa feliz da vida, mas no dia seguinte ele morre. Você terá mesmo fé para continuar se relacionando com uma igreja? Pior, se for reclamar com o “profeta” ele provavelmente dirá que a culpa é sua, foi você que não teve fé o suficiente.

      – Já dei tudo o que tinha:
      Não raro pessoas entregam tudo o que têm em forma de oferta, dízimo, primissa, voto, desafios e etc. Essas pessoas são alimentadas pela ganância que a própria igreja implanta nelas. A igreja gera a ganância, pede dinheiro e não entrega o que prometeu porque alega ser pouco, o fiel dá mais esperando receber muito e essa roda faminta só para de girar quando os recursos do fiel se esgotam. Quando isso acontece, a ovelha está desnutruda e sem lã, então é abandonada ao léu e que se vire.

      – Não vivem o que pregam:
      A crise moral do Brasil não está só no governo. Ela chegou muito forte na igreja. Pastores que deveriam ser o exemplo, mas estão envolvidos até o pescoço em falcatruas, sejam elas eclesiásticas ou não. Você sabia que se ao financiar um veículo alguém colocar “Pastor” na profissão, a proposta é automaticamente negada? Sim, os pastores são extremamente mal vistos, e não sem razão. Basta ver nossa bancada evangélica no governo. Veja quantas igrejas mudam de salão a cada três meses porque não paga o aluguel. Quantos pastores denunciados por utilizar o dinheiro da igreja como se fosse seu.

      • São rebeldes:
        Tem também essa situação, e digo que é uma fatia considerável dos desigrejados. Pessoas que não querem qualquer compromisso, não tem desejo de servir, mas de liderar e ser destaque. Pessoas que criticam pela crítica e não para transformar em algo melhor. São críticos, mas não autocríticos. Muitos desigrejados o são porque não querem ter ninguém a quem prestar contas, querem ser donos dos seus próprios narizes espirituais e, por isso, acabam decidindo se afastar.

      Sei que congregar e se manter em comunhão com os irmãos e com a igreja não é fácil. Onde há ajuntamento de pessoas com opiniões, criações, costumes diferentes, existirá, vez ou outra, confusão. Isso serve tanto para a igreja como família, trabalho, estudos e etc. O que os desigrejados acabam perdendo é a chance de se relacionar com pessoas que podem se tornar verdadeiros irmãos no momento de adversidade. De abençoar e ser abençoado. Rir e chorar com quem precisa. Provar da comunhão comunitária sabendo que na necessidade terá amigos para ajudar.

      Mesmo sendo difícil, continuo lutando pela igreja. Não pela instituição, mas pela unidade e comunhão com o corpo. Caminhando juntos, rumo à salvação eterna, nos reunindo constantemente, falando entre nós os Salmos e cânticos espirituais. Sendo parte do corpo, insubstituível e indispensável!

      Que Deus nos dê a Sua maravilhosa graça e nos guie pelo Seu Caminho.

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      Em quem está sua fé?

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      Por Thiago Schadeck

      Com a expansão das igrejas neopentecostais e sua invasão à mídia, principalmente radio e tevê, houve uma banalização absurda do que é fé. Prometem que através da fé você pode ter o que quiser, principalmente bens materiais. Pior que isso, estão emprestando a fé aos que não tem – e cobrando mais que agiotas – para que as pessoas realizem seus sonhos terrenos e carnais. A fé passou a ser um fim em si mesmo, colocando sobre ela um poder quase que mágico para realizar tudo o que quiser,  inclusive manipular a Deus.
      Claro que a fé é poderosa e capaz de realizar feitos magníficos. Sim, os apóstolos de Cristo operavam milagres maravilhosos através da fé. Mas a fé vai muito além de milagres. Aliás, ela é um instrumento para o maior de todos os milagres: A SALVAÇÃO! A fé que opera em nós, nos faz crer que um dia Cristo morreu na cruz para pagar os nossos pecados, através dEle fomos adotados como filhos de Deus e que Ele voltará um dia e nos levará para estamos juntos na Sua glória, eternamente.
      Mas infelizmente o que vemos hoje não a fé que o escritor aos Hebreus cita no capítulo 11, nem a de Paulo em Gálatas 2:20 ou sequer a que Jesus ensinou nos Evangelhos, digo isso pelo simples fato que nenhuma passagem bíblica, em especial no Novo Testamento, nos autoriza a colocar a fé em qualquer outro lugar que não em Deus.
      Ainda que involuntariamente, grande parte das pessoas que vão à igreja hoje, está lá porque aquele pastor/bispo/apóstolo é um ungido para oprerar maravilhas e ele vai me curar, libertar meu filho das drogas, restaurar meu casamento, abrir porta de emprego e por aí vai. Isso é nítido nos testemunhos: “desde que comecei a vir aqui nessa igreja e o senhor orou por mim, o milagre aconteceu…”.
      Além dessa aberração de chamarem para si a responsabilidade do milagre, ainda inventaram os malditos objetos ungidos e dotaram sobre eles um poder sobrenatural. Agora além de Deus e do líder, os objetos também podem te dar aquilo que você espera. E tem de tudo! Copo d’água, lenço, sal, rosa, chaveiro, vassoura, foto, arca da aliança, votos, sacrifícios, carnês e etc. São os bezerros de ouro da nossa geração. Estamos como o povo no deserto dizendo a Arão que era melhor construir um deus para ser adorado porque talvez Moisés tivesse morrido e eles estariam abandonados. Hoje, ainda que sem se dar conta esse povo diz aos líderes: “Faz muito tempo que Cristo prometeu vir nos buscar, talvez ele nem venha mais. Vamos fazer outras coisas para colocarmos a nossa fé, assim nos sentimos melhores”. E assim se apegam à pessoas, objetos, métodos, igrejas e tantas outras coisas, mas na verdade estão longe de Deus.
      Como bem prodetizou o profeta Isaías e reforçou o Senhor Jesus:  “Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. (Mateus 15:8)”. Muitos crentes tem falado de um Jesus que eles nem conhecem ou que não existe, visto que o “Jesus” anunciado por aqui nem sempre é o da Bíblia.
      Há alguns anos seria impossível chegar na casa de um crente e encontrar uma Bíblia aberta no Salmo 91 com o pretexto de trazer proteção ou sal na janela para proteger da entrada de espíritos maus. Hoje isso não só é normal como quem não faz é tido como cético.
      Que a igreja de Cristo se volte a Ele e, como Paulo, pregue apenas Cristo e ele crucificado. Que Deus restaure a sua igreja e ajunte os remanescentes para anunciar o verdadeiro evangelho, que não é popular, mas ainda tem poder para salvar!

      Oremos pela igreja em nossa nação, que não sabe o poder que teria para mudar a situação do nosso país!

      Ministerial

      Minha decepção com a Teologia da Missão Integral

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      Por Thiago Schadeck

      Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre a TMI, ou Teologia da Missão Integral, braço evangélico da teologia da Libertação – ainda que alguns discordem – que nos últimos anos foi um refúgio para aqueles que estavam desiludidos com igrejas, principalmente os que foram explorados e encontraram na TMI o extremo inverso ao cenário que participavam até bem pouco tempo. O problema está exatamente aí: extremos. Se de um lado há uma igreja opressora e que quer a qualquer custo implantar seu reino nessa terra, do outro lado tem a TMI querendo sinalizar um reino espiritual que, em seus discursos, funciona perfeitamente, mas que na prática não é tão harmônico assim.
      Quando conheci alguns dos expoentes da TMI fiquei bastante feliz, pois se de um lado o neopentecostalismo falava em dar tudo o que tem para a igreja, do outro tinha a TMI falando de justiça e igualdade, em dividir o pão com os necessitados. Apesar de por vezes perceber que havia um certo esquerdismo em algumas pregações, achava irrelevante, visto que no geral ela era boa. Conforme o tempo foi passando e fui conversando com pessoas que tiveram contato com alguns defensores da TMI e fiquei sabendo de coisas que vão totalmente contra aquilo que eles dizem defender. Como alguém que critica os mercadores do templo cobra R$ 60 MIL de uma prefeitura do interior para dar uma palestra sobre protestantismo? Fora isso, pastores que se aproveitam da fraqueza das irmãs para levá-las para a cama, falsa modéstia, ostentação com roupas de piedade e etc.
      Agora a TMI se revelou de vez lançando o tal manifesto contra o “golpe” no governo. Tiveram coragem de defender o governo mais incompetente e corrupto da história e ainda por cima criticar o juiz Sérgio Moro, que comanda a operação Lava-Jato. Criticam a forma como as investigações são conduzidas, mas em momento algum declaram a inocência dos acusados, pois há provas mais que suficientes para condená-los. Segundo eles, as investigações têm sido tendenciosas e com o intuito de derrubar a Dilma. Esquecem apenas que eles estão investigando as fraudes na Petrobrás, falida pelo PT. Defender essa corja é ir contra a justiça e o bem comum, já que toda a nação sofre. E como sofre!!!

      Ouvi que um dos que assinaram o manifesto deu sinais de arrependimento. Tomara que isso seja mesmo uma realidade e que os demais pastores que assinaram percebem o seu erro e como prestaram um desserviço ao reino, defendendo aqueles que roubam os que a TMI supostamente defende.

      Minha oração é que sejam despertados e deixem de transformar igrejas em ONG’s e mensagem do Evangelho em um discurso Marxista travestido de boas novas. Como bem disse um deles: “Corpo sem alma é defunto e alma sem corpo é fantasma”, que essa frase se torne uma verdade em suas vidas e ao invés de alimentar o corpo, dividindo o pão, venha com isso a mensagem salvadora do Cristo de Deus.

      Que Deus tenha misericórdia e não haja grandes danos à igreja por conta desses posicionamentos. Que a Igreja se mantenha firme contra a corrupção, seja ela de esquerda, direita, cento ou eclesiástica.

      Devocional

      O Jesus da Páscoa

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      Por Thiago Schadeck,

      Estamos nos aproximando da páscoa e consequentemente volta à baila o assunto da morte e ressurreição de Cristo. É a oportunidade de anunciarmos ao mundo que Cristo, nosso Salvador, se entregou por nós, morreu na cruz do Calvário e , vertendo seu sangue puro, nos salvou. O problema é que muitos crentes, com anos e anos de igreja, não sabem explicar sequer as implicações básicas da morte de Cristo.

      A páscoa para os cristãos evangélicos não é anual como para os demais, nossa páscoa é mensal, representada na ceia. Nosso cordeiro pascal, Cristo (João 1:29) tira o pecado do mundo, foi morto antes da fundação do mundo (Apocalipse 13:8), e que voltará para buscar a Sua Igreja (Apocalipse 3:11 e 22:12). A ceia é muito mais que um “teatro” sobre a última reunião de Cristo com seus discípulos, ela é a o anuncio da morte salvífica de Cristo e a esperança de Sua iminente volta.

      Cristo é o Cordeiro imaculado (1 Pedro 1:19-20) que em um único e perfeito sacrifício  (Hebreus 10:12) pagou a nossa dívida e cravou na cruz, anulando assim toda escrita que nos era contrária (Colossenses 2:14), despojou os principados e potestades, triunfando em si mesmo (Colossenses 2:15).

      Quando Jesus ressucita, ao terceiro dia, ele anuncia sua vitória sobre a morte e o inferno (Apocalipse 1:18), agora nada mais pode nos separar do amor de Deus em Cristo (Romanos 8:38-39). Deus nos comprou pelo sangue de Jesus vertido na cruz (1 Corintios 6:20) e, por Cristo, temos paz com Deus.

      Graças ao nosso Senhor, crucificado e morto, mas ressurreto ao terceiro dia, temos a esperança da salvação eterna. O sepulcro está vazio e Cristo reina em Sua glória!

      Que Deus nos abençoe!

      Não Categorizado

      REFLEXÃO: A Selfie Espiritual

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      Por Thiago Schadeck,

      As ‘selfies’ nunca estiveram tão na moda, hoje qualquer celular, por mais barato e simples que seja, vem com a câmera frontal, ou câmera de selfie. Qualquer encontro entre amigos, almoço em família ou até mesmo para mostrar o visual que vai para a balada ou para a igreja merecem uma selfie.
      Talvez você não saiba o que é essa tal de selfie, então vou tentar te explicar resumidamente: selfie é uma foto que a pessoa tira de si própria, seja sozinha ou acompanhada. A selfie mais famosa, creio que tenha sido a da cerimônia de entrega do “Oscar 2015″, em que vários famosos se juntar am para a foto, que inclusive foi copiada no mundo todo.
      As redes sociais são diariamente abastecidas de milhares de selfies de pessoas aparentemente felizes, bem resolvidas, sem problemas e de bem com a vida. Na maioria das vezes, um sorriso fingido, de pessoas mal resolvidas em suas vidas, carregando problemas aparentemente insolúveis e que preferiam morrer a ter de sair de casa. Pessoas que não assumem suas fraquezas porque tem medo da opinião dos outros, como eu assumirei que estou sem saída, que cheguei ao fundo do poço?
      Quando se trata de cristãos, as coisas pioram exponencialmente. Diariamente ouvimos que somos mais que vencedores, que Cristo veio para nos dar uma vida boa, que não podemos sofrer e que Deus é dono do ouro e da prata, logo, nada de lamentar a falta de dinheiro.
      Por trás de nossos falsos sorrisos há corações carrancudos, carregados de mágoas, mentes cheias de problemas e preocupações, almas abatidas, angustias e temores. Somos humanos, mas queremos nos passar como supercrentes. Temos limitações, mas queremos parecer imbatíveis. Somos pecadores, mas nos mostramos a última reserva de santidade.
      Isso faz mal. Adoece! Quem guarda tudo para si e não reconhece seus limites e fraquezas, esta fadado à amargura e à depressão. Ter amigos de verdade é a melhor forma de se mater são. Ter um bom conselheiro, que saiba ouvir e guardar um desabafo é a única forma de se manter saudável física, emocional e espiritualmente.
      Te convido a fazer uma selfie espiritual e levar alguns pontos em consideração:
      O que você expressa por fora é realmente o que existe por dentro?
      Ou essa fé que se mostra aos outros, é na verdade, apenas uma blindagem para não demonstrar a fraqueza e impede que as pessoas percebam que você é alguém normal, que apesar da fé,  tambem sente medo?

      Que tem dias que você não quer ir à igreja?
      Não existe ninguém que depois de um tempo de convertido que não tenha ficado com preguiça e, talvez, pensando em alguma desculpa para faltar ao culto. É normal que por vezes não queiramos ir à igreja e prefiramos ficar em casa assistindo ao futebol ou a um bom filme. O problema é que para alguns isso é pior que blasfemar contra o Espírito Santo, então devidimos fingir que estamos hiper felizes em estar no culto, mas na verdade nossa mente não está ali.

      Que seus problemas tiram seu sono?
      Aquele que não tem problemas que atire a primeira pedra! Até o mais espiritual dos pastores já perdeu noites de sono pensando em como resolver o problema que assola a si mesmo ou algum membro de sua igreja.
      Acho uma covardia, para não dizer uma burrice, dizer a uma mãe que ela deve descansar, mesmo com seu filho atolado até o último fio de cabelo nas drogas, ou a um pai de família desempregado que ele deve confiar que Deus proverá o jantar para seus filhos. Claro que nosso cérebro humano não nos deixa desligar. Repito: cérebro HUMANO, portanto passível de medos e preocupações!

      Que Deus nos ajude a deixar essa hipocrisia para traz, tirar as máscaras e assumirmos a nossa condição de pecadores remidos em processo de santificação.

      Que Deus nos abençoe a sermos imitadores de Cristo, que não escondeu a sua angústia de ir à cruz, inclusive suando sangue e que encontremos amigos verdadeiros, que nos ajudem a tratarmos as mais difíceis questões de nossas almas.

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      Não Categorizado

      7 Loucuras de Thalles Roberto

      Pegando um gancho no texto  “7 loucuras do Lucinho”, resolvi  escrever um artigo sobre outro famoso “pastor” de jovens, o  polêmico  e vaidoso cantor Thalles Roberto.

      Desde sua conversão em 2009, Thalles (que é filho de pastor) passou a se dedicar à música gospel e rapidamente conquistou o coração de milhões de evangélicos no Brasil, se tornando assim um fenômeno de vendas no crescente mercado gospel . Em pouco tempo foi ordenado pastor e se tornou uma das maiores referências para muitos de nossos jovens , passando a fazer parte do seleto grupo do “ungidos intocáveis”  do Brasil. Thalles sabe fazer dinheiro, passou a usar a expressão “Sou dos 3” e a colocou em muitos de seus produtos.  Ele tem sapatos, bíblia com seus comentários e até um energético próprios.

      Vamos abordar alguns episódios da meteórica carreira desse rapaz, nascido em Passos/MG:

       

      1) Músicas com conteúdo absurdamente anti-bíblicos

      Claro que isso não é exclusividade do ex-integrante do J.Quest, mas é de se destacar que a maioria das suas músicas são de uma superficialidade bíblica gritante. Canções que exaltam o homem (mesmo que de maneira intrínseca) e principalmente rebaixam Deus a um ser com sentimentos humanos. Veja por exemplo o trecho de uma de suas músicas, chamada “Filho meu” onde o deus de Thalles se sente humilhado como se precisasse do homem para alguma coisa. Thalles não sabe mas nenhum dos planos do Senhor podem ser frustrados  e o verdadeiro  Deus  não leva porta na cara de ninguém, pois Ele é soberano e reina sobre tudo e sobre todos. É Ele quem abre e fecha as portas de acordo com Sua vontade.

      Filho meu
      Ta fugindo de mim, é?
      Ja tentei, procurei e outra vez
      Você me rejeitou, porta na cara doeu

      Filho meu
      Ta correndo de mim, é?
      Ontem eu me lembrei
      De uma antiga oração
      Que você fez no monte
      Lembra filho? Eu chorei!

      Eu acho que paguei
      Um preço alto demais
      Eu tenho tantas coisas
      Pra viver com você
      Promessas e promessas
      Arquivadas te esperando, filho!

      Você ta dirigindo cego
      Em alta velocidade
      Daqui de cima eu vejo
      A pancada que vem
      Então passa sua vida pro meu
      Nome que eu assumo tudo
      Tudo, tudo, tudo

      Faz o seguinte, oh
      Levante a mão agora
      E me aceita
      Como o seu salvador
      Depois me abraça
      E a gente vence
      Junto essa parada

      Sou seu Deus
      To cuidando de ti
      To cuidando de tudo
      Tudo, tudo, tudo

      Só uma coisa a dizer: lamentável.

       

      2) Eu sou dos 3! (?)

      A controvérsia sobre a Trindade é algo combatido ao longo dos séculos em toda a Cristandade. Thalles, sem criar ou inovar coisa alguma, afirma pertencer aos 3 (Pai, Filho e Espírito Santo). O problema é que embora existam 3 pessoas distintas, Deus é um só. Quando falamos por aí que somos dos 3, isso redunda em uma confissão politeísta. Devemos refutar este conceito, pois Deus é um. Vejamos o que dizem dois credos, um do século IV e um do século V:

      Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis”.  (Credo Niceno)

      Ora, a verdadeira fé cristã é esta: que honremos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade. (…) Sem confundir as Pessoas ou dividir a substância. (…)Contudo não são três eternos, mas um só Eterno. (…) Contudo não são três todo-poderosos, mas um só Todo-poderoso. (…) Pois, assim como pela verdade cristã somos obrigados a confessar cada pessoa em particular como sendo Deus e Senhor, assim somos proibidos pela fé cristã de falar de três Deuses ou Senhores”. (Credo Atanasiano)

      Se parássemos nestes dois estaria ótimo. Mas após a Reforma, outras confissões de fé foram elaboradas, e todas elas fazem coro com estes dois antigos credos. A Confissão Belga (1561) relata que Deus é um ser único, mas que contém 3 pessoas na sua essência una. Embora:

      “Esta distinção não significa que Deus está dividido em três. Pois a Sagrada Escritura nos ensina que cada um destes três, o Pai e o Filho e o Espírito Santo, tem sua própria existência, distinta por seus atributos, de tal maneira, porém, que estas três pessoas são um só Deus”.

      Thalles está errado em enumerar as pessoas da Trindade desta forma, pois elas não se somam entre si. Embora haja Pai, Filho e Espírito Santo, a essência não é compartilhada. Como vimos nos credos e confissões. A essência de Deus é una e não pode se dividir. Nenhuma das Confissões acima utiliza-se do plural em referência a Deidade. Todas estão de acordo em manifestar a unidade de Deus. Todas confessam e adoram a um Deus único e verdadeiro. Referir-se a Deus no plural é ferir um de seus atributos, que é a Sua indivisibilidade, e assim cometer blasfêmia.

       

      3)Comércio com foco no mercado gospel

      Outra  prática comum (apesar que a maioria dos  artistas evangélicos que usam de popularidade e o nome de Jesus para angariar lucro vendemCD’s e camisas), Thalles tem uma gama diferente de produtos. Ele criou um boneco próprio, o Thalleco (risos). É isso mesmo, chega a ser engraçado mas na verdade é muita petulância o sujeito criar um boneco, como se ele fosse um super herói, passa a impressão que Thalles pensa que ele é “o cara” mesmo. E ainda tem sapatos e até mesmo um energético de sua propriedade (isso sem falar na Bíblia com comentários dele, essa parte é melhor pular). “É muita pressão” como ele mesmo gosta de dizer, é tipo um bordão que o identifica, prática comum no marketing.

      Thalleco

       

      4) Thalles manda o filho bater nos colegas de escola

      É nítida a diferença entre a teoria e a prática, no início ele fala coisas espirituais (amar o próximo e orar com o filho) mas depois revela que esse negócio de  amor ao próximo e perdão passam bem longe. Primeiro ensina versículos bíblicos, depois diz para o filho não levar desaforo pra casa e revidar os colegas, e se chegar pro pai se queixando ainda apanha de novo.

      Imagina a confusão na cabeça do garoto! Veja o vídeo.

       

      5) É viciado em mastigar tampinhas de garrafa

      O que será que passa na cabeça desse rapaz? Muitos dirão: “ah mas todo mundo tem suas manias”,  eu concordo, agora se o Thalles tem o hábito de roer tampinhas de garrafa Pet, qual a necessidade de contar isso? E o pior, ele faz questão de exibir essa mania em rede nacional, poderia estar falando tantas coisas mais úteis, mas prefere bancar o bobo da corte. Não duvidarei se ouvir “testemunho” de fãs que começaram a roer tampinhas também.

       

      6)Salmos foi escrito pelo Apóstolo Paulo

      Thalles gosta de postar pequenos vídeos nas redes sociais diariamente, quase sempre trazendo palavras de auto-ajuda e de confissão positiva aos fãs. Chavões como “Deus vai te dar a vitória”, “Receba uma palavra de benção hoje” ou “Jesus te ama e não desiste de você” são bem comum em suas mensagens. Podemos ver que o conhecimento bíblico dele é muito raso. E é aí que mora o problema: pessoas que tem multidões de seguidores, seus ensinamentos são tidos como verdade, a aparência de suas mensagens soa como algo vindo de Deus, mas na verdade são palavras oriundas de um evangelho modernizado, superficial e infantil. Deixo como exemplo o vídeo em que ele cita uma passagem do livro de Salmos e afirma que foi escrita por Paulo. Claro que isso é irrelevante perto do contexto geral, mas mostra os perigos de se colocar pessoas despreparadas para anunciar o nome de Jesus.

       

      7) Thalles se julga acima da média e anuncia saída da música góspel

      Quanta humildade! No dia da morte do cantor Cristiano Araújo, Thalles se sentiu na obrigação de se manifestar a respeito (mesmo não conhecendo Araújo pessoalmente) pois ele “tem mais de 3 milhões de seguidores nas redes sociais e não podia deixar de dar um palavra” (palavras dele). Depois, durante uma apresentação na Conferência Global 2015 realizada pela Comunidade das Nações, Thalles soltou uma pérola. O cantor tentava dizer que teve um novo chamado de Deus para deixar de se apresentar em igrejas e fazer mais eventos seculares. Mas a forma como ele descreveu esse “chamado” gerou muita revolta nos evangélicos que estavam no evento e as críticas feitas na página da igreja foram tantas que a denominação retirou a foto do artista de seu mural no Facebook.

      Você está acima da média porque você está no meio de gente fraca”, disse o cantor como se fosse Deus quem estivesse dizendo para ele. “Quero ver você estar acima da média lá fora”, teria dito o Senhor dando nomes de cantores como Ben Harper e Usher.

      Outra frase dita pelo cantor era que cantar no meio gospel “era bater em bêbado”, que “música gospel é tudo igual” e que “qualquer um escreve e faz”. Thalles contou uma história de que um pastor teria comparado a música com a Palavra dizendo que você consegue se lembrar muito mais das canções que ouve do que as pregações.

      Thalles acredita que cantar é melhor que pregar e por isso ele vai sair das portas da igreja para cantar em eventos seculares. “Se eu não puder ser tudo o que Deus mandou eu ser que propósito é esse?”, disse.

      O cantor afirmou que Deus disse que ele já fez no meio gospel tudo o que ele tinha para fazer e que só ele, Thalles, faz [música] do jeito que ele faz. Para respeitar esse chamado, o cantor se prepara para lançar um CD que não tem os evangélicos como público alvo.

      Na página da Comunidade das Nações os fiéis diziam que estavam envergonhados por ouvir tanta bobagem de um artista gospel. Alguns disseram que se sentiram humilhados como cristãos e principalmente como igreja. Como dissemos acima, a igreja retirou a foto do ar e as críticas desapareceram.

       

      O objetivo desse artigo não é denegrir a imagem de Thalles Roberto (isso ele mesmo se encarrega de fazer), nem afrontar seus seguidores, mas precisamos ser claros e verdadeiros com a palavra de Deus, o Evangelho não é brincadeira e nem comércio. É preciso buscar discernimento através do estudo das escrituras para que a mentira com aparência de verdade pare de ganhar espaço em nosso meio. Oremos para que Thalles e aqueles que o tem com pastor, tenham seu entendimento iluminado pelo Espírito Santo e que cheguem ao conhecimento da verdade, do Evangelho genuíno de nosso Senhor Jesus. Amém?

      Deus nos abençoe!

      Em Cristo;

      Renato Santiago.

       

      Apologético · Não Categorizado

      7 loucuras do Lucinho

      Por Thiago Schadeck

      Lucio Barreto Jr. é “pastor de jovens” da Igreja Batista da Lagoinha e ganhou notoriedade nacional e até em outros países por conta de seu estilo – apesar de ter passado dos 40 anos, se veste, age  e fala como um adolescente – e pelas “loucuras por Jesus”. Ele ministra o “Seminário Loucos por Jesus” Brasil a fora e ensina aos jovens como ser um crente radical. Desde que ganhou notoriedade, Lucinho marcou sua caminhada com polêmicas. Ele também escreve livros para jovens e tem uma grife que produz as roupas que ele veste e que abarrotam os guarda-roupas de seus seguidores.

       

      1- Cheirar a Bíblia para atrair os jovens:

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      Essa foto deu a projeção nacional que Lucinho queria. Até ter a brilhante idéia de tirar uma foto cheirando a Bíblia, como se fosse uma carreira de cocaína, Lucinho era apenas um ilustre desconhecido da Lagoinha.
      Na época a repercussão dessa foto gerou debates acalorados entre os crentes, de um lado os “loucos por Jesus” que se defendiam com o argumento de que isso teria feito muitos jovens voltarem à igreja, mas nunca conseguiram me apresentar nenhum.
      A Bíblia é enfática em afirmar que devemos ser diferentes do mundo, em diversas passagens, Jesus e os apóstolos mostram que o caminho percorrido pelos ímpios os levará à perdição. Paulo diz aos Romanos que eles não devem se amoldar ao padrão desse mundo (Rm 12:2), aos tessalonicenses ele diz que deveriam fugir da aparência do mal (1 Ts 5:22).
      Esse gesto do Lucinho só mostra que ele quer usar o mundo para tirar os jovens do mundo.

      2- Manda os policiais matarem os bandidos:

      Ele usa a referência de Paulo aos Romanos como “licença para matar”,  mas não se atenta a um detalhe: o texto não diz para as autoridades sairem matando a bandidagem ao seu bel prazer, mas que eles são investidos de autoridade para manter a ordem.
      Claro que o policial pode, eventualmente, acabar matando um bandido em uma troca de tiros ou em legítima defesa, mas isso não lhe dá, em momento algum, o direito de descarregar a arma em cima de ninguém, como o Lucinho defende.
      Isso é apologia à violência. O policial, principalmente o cristão, deve se lembrar sempre de que o trabalho dele é proteger a população e não o de fazer justiça com as próprias mãos.
      Como o Lucinho disse, ninguém vai pedir por favor que os traficantes larguem a vida do crime, mas por outro lado, Jesus nos ordenou a pregar o evangelho essas pessoas. Lembre-se do ladrão da cruz, ele está com Cristo no paraíso. Jesus não jogou na cara de que ele era bandido e realmente precisava morrer, mas lhe assegurou a vida eterna.

      3- As esposas de Caim e Abel

      Seja por ignorancia ou para defender sua visão, estranhamente, o Lucinho não citou a possibilidade mais aceita pelos teólogos, que Caim e Abel se casaram com suas irmãs. Simples assim. A Bíblia relata a criação apenas  de Adão e Eva e mais ninguém. Todos os que vieram depois deles, foram gerados através da gravidez decorrente do sexo, como é hoje. Importante ressaltar que nessa época Deus permitia o casamento entre irmãos por um motivo óbvio: era necessário povoar a terra e só havia uma família sobre ela.
      Se Deus tivesse interesse em fazer mais algum ser do pó da terra, certamente o teria feito após a queda de Adão e Eva e manteria sua criação pura e próxima de si.

      4- Autopredestinação

      Esse medo de responder que não sabe responder sobre algum assunto tem matado muitos líderes. O Lucinho poderia ter dito que não sabia responder ou não ter selecionado essa pergunta para ir ao ar, mas sua presunção, maior que seu topete, não deixa. Nem entro aqui no mérito de ser calvinista ou arminiano, pois há séculos já existe essa discussão entre predestinação e livre arbítrio e não acabará tão cedo. Se é que acabará um dia!
      O que pesa aqui é uma resposta sem pé e nem cabeça, em que o Lucinho lê UM versículo, sai divagando num raciocínio confuso e conclui com o seu achismo de costume. Dizer que a pessoa se auto-predestina é a mesma coisa que afirmar que Deus não poderia fazer nada para que ela não fosse para o inferno, porque essa é a escolha dela. O Deus Todo-Poderoso deixou de governar para ver o que as pessoas decidem por Ele.
      A nossa natureza caída e corrompida sempre irá tender para o que é mal, para o pecado e se Cristo não nos atrair ao Pai para que o Espírito Santo nos regenere, de forma alguma a nossa situação mudará.

      5- MMA e lutas violentas

      Só pra variar, o Lucinho lê um texto bíblico para respaudar sua resposta, mas o abandona para colocar seus achismos no lugar das escrituras. Faltou o Lucinho falar que aqueles que lutavam nas arenas, o faziam por uma coroa corruptível e Paulo nos orienta a lutar pela coroa eterna, mas em vez disso prefere aconselhar a bater mesmo pra não perder o “respeito no esporte”. Para coroar as comparações esdrúxulas, ele ainda diz queo futebol é um esporte violento, o que prova que ele também não sabe nada sobre o esporte mais popular do país. Futebol tem regras e qualquer violência é punida, para isso tem o árbitro e os cartões amarelo e vermelho. O futebol é um esporte de contato, com trombadas, disputas firmes, brigas por espaço, mas disso para violento tem um abismo maior que as bobagens que esse rapaz diz.
      Em tempo, não sou contra cristãos praticarem artes marciais como exercício físico, mas isso não é alibe para sair baixando a pancada em todo mundo “em nome do esporte”. Eventualmente pode sobrar um soco ou chute errado, mas machucar o oponente não deve ser a regra, pelo menos para os cristãos.

      6-Chamou as pessoas de lixo, defendendo o Thalles

      Quando surgiu a polêmica com o Thalles (Veja aqui) e o mundo caiu sobre o rapaz da “pressão”, o “homem dos 3”, Lucinho, que é muito amigo de Thalleco, decidiu tomar as dores e defendê-lo. Se disse assustado de como as pessoas estavam criticando o Thalles pelas suas declarações e diz que Jesus soltou o tubarão (Thalles) no aquário para provar os peixes, que traduzindo, ele quis dizer que o Thalles falou aquele monte de besteiras usando toda a sua arrogância para Deus provar o nosso coração e que ele está certo.
      Logo em seguida ele solta a pérola: “se você vai pra internet e mete o pau no cara, que tipo de cristianismo é esse que você vive, SEU LIXO? Pois é, o homem do “não critico, só elogio” chama os que denunciaram a soberba de lixo, mas não repreendeu seu amigo que se disse acima de tudo e de todos. Evangelho de conveniência!

      7- Preso por tumultuar a festa do Preto Velho

      E para encerrar com “chave de tolo” a história que ele conta às gargalhadas, mas que na verdade deveria ter lhe dado cadeia por intolerância religiosa, depredação de patrimônio e perturbação. Temos de entender de uma vez por todas que o Brasil é um país laico – brigamos tanto por isso para colocar a bíblia nas escolas- e portanto cada um adora o deus que quiser. Se temos direito de fazer a Marcha para Jesus, os camdomblecistas tem direito de fazer a festa do Preto Velho. Direitos são direitos.
      Lucinho diz que juntou um monte de adolescentes “perturbados” para ir com ele fazer evangelismo, mas a certa altura da festa eles foram descobertos e os adolescentes fugiram, menos um, o Diogo, que ficou parado ao lado dele. Quando o Lucinho percebeu, virou para o garoto e disse: “sai daqui desgraça”, a linguagem pouco educada também é uma marca do referido pastor. A polícia chegou e eles foram presos, mas o garoto não se continha de felicidade e o Lucinho solta mais uma pérola: “sua mula, agora sua mãe me mata”, carinhoso, não?! O garoto estava todo feliz porque tinha sido preso “por causa de Jesus”, fico imaginando os apóstolos de Cristo vendo essa sandice, certamente ensinariam a eles que ser preso por amor a Cristo era muito mais que isso. Eles eram presos por PREGAR O EVANGELHO e não por fazerem arruaça nas festas dos ídolos pagãos.
      O desfecho da prisão é pior que a história em si, a viatura encostou e o policial, que também era crente, mandou eles voltarem a ‘evangelizar’ na festa. Por essas e outras que nem policiais e nem crentes são bem vistos no Brasil mais. Se o policial foi chamado para resolver um problema, o mínimo que se espera dele é que cumpra a lei, independente de qualquer outra circunstância. Depois que eles voltaram e a festa acabou, começaram a dança da vitória, rodeando a imagem e imitando índios, como um monte de crianças imbecilizadas.
      O pior de tudo vem no encerramento do “testemunho”, quando o Lucinho diz, gargalhando, que um adolescente veio correndo com um pedaço de ferro na mão e deu a ele dizendo ser uma lembrança por aquele dia, era o cachimbo do Preto Velho. Parece que o Lucinho achou isso bonito, comtou com alegria e orgulho.
      Esse mesmo povo que vibra com histórias como essa se indigna quando vêem pessoas queimando bíblias, transexuais simbolizando Cristo na Parada Gay, igrejas sendo atacadas e outras coisas. Se inventiva a intolerância, aguente os intolerantes.
      O Lucinho não poderia encerrar uma história grotesca como essa sem soltar uma frase do mesmo nível: “se não tem loucura na sua vida, é porque está faltando o Espírito Santo controlar”. Estranhamente não vejo nem Jesus e nem os apóstolos fazendo essas bizarrices nos relatos bíblicos.

      Que Deus conceda graça e que o Lucinho desperte dessas loucuras e use toda sua influência para levar os jovens a Cristo e não a experiências de crianças mimadas e idiotilizadas. Ele já passou da idade de fazer essas coisas.
      Que os jovens sejam despertados pelo Evangelho puro e simples de Cristo!

      Em tempo, antes de vir com o “não julgueis”, “o que você está fazendo pelo reino?”,”quantas pessoas você já ganhou pra Jesus?”, “pelo menos ele está pregando o evangelho” e coisas desse tipo, que ouço toda hora, te convido a refletir se o que esse camarada tem ensinado  (registrado nos vídeos acima) está de acordo com a Bíblia. Se não estiver, não está ganhando almas, nem está fazendo nada pelo reino, não ganha almas e tampouco é evangelho.

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      Não Categorizado

      Os perigos do movimento “Eu Escolhi Esperar”

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      Por Thiago Schadeck

      Não questiono a legitimidade desses movimentos ao estilo “Eu Escolhi Esperar” e creio que há muitas coisas boas ensinadas por eles. O mundo em que vivemos está cada vez mais perverso, em todos os sentidos, e os relacionamentos menos comprometidos. Na igreja, inclusive, os jovens tem tido relacionamentos superficiais, ficam com todo mundo, fazem sexo sem compromisso e isso tem de ser mudado, através do ensino sério das escrituras no discipulado.
      Muitos jovens que hoje frequentam uma igreja não nasceram em berço cristão, isso significa que cresceram sob os padrões do mundo e não de Cristo. Alguns deles já provaram de tudo, seja bom ou ruim, que o mundo tem a oferecer e não é nada fácil mudar isso. Para conseguir controlar esses maus hábitos,  por anos, as igrejas usaram uma tática medieval: proibiram que dizessem qualquer coisa fora do que a igreja dissesse ser certo. Isso colocou o enorme peso do legalismo nas costas de jovens que mal sabiam quem era Cristo e que estavam começando a compreender a graça de Deus. Com o passar do tempo as igrejas foram afrouxando essa corda para segurar os jovens. Afrouxou a tal ponto que chegamos na situação deplorável que temos hoje.
      Nos últimos anos, com a popularização das redes sociais, principalmente o Twitter, surgiram os movimentos de “pureza sexual” como o Eu Escolhi Esperar e a Sarah Sheeva, que são os seus maiores exponentes. Eles ensinam que um cristão não pode sair beijando e transando com todo mundo, que deve se guardar para a pessoas certa, para o casamento e isso realmente é o ideal. O namoro deve ser algo sério, deve ser encarado como um primeiro estágio para o casamento, por isso eu acredito que adolescentes não deveriam namorar.
      O problema começa quando colocam regras pesadas sob esses jovens, tais como:

      Casais que se casam sendo completos estranhos entre si:
      Por tamanho legalismo, os casais chegam ao altar sem se conhecer de fato. Não creio que o sexo antes do casamento seja aprovado por Deus, porém a total aversão a qualquer contato físico também produz males inimagináveis a esse casal. Muitos casais que seguem as diretrizes do EEE ficam perdidos na noite de núpcias, isso porque passaram um longo período ouvindo o que podia ou não fazer e agora que podem desfrutar do sexo ficam com medo de pecar e jogar o tempo de aprendizado nos seminários fora.

      Casamentos que não são desfrutados como deveriam:
      É mais comum que imaginamos encontramos casais que depois de anos ainda não conseguiram desfrutar totalmente do casamento. Esse problema começa antes do namoro, nas orientações de como deve ser o seu futuro relacionamento. Mulher não pode tomar atitude, homem tem que pagar a conta, não pode ter beijo na boca, só saiam juntos se levar os conselheiros com vocês, não pegue na mão se estiverem sozinhos, aliás não fiquem sozinhos!
      O resultado disso é uma alienação e infantilização de nossos jovens, visto que não são obrigados a agir por si ou a ter atitudes de quem busca um relacionamento duradouro, mas apenas de quem obedece o que outras pessoas, por mais espirituais que sejam, ditam para as suas vidas. Quando falta esse “apoio” o casal fica sem rumo e, não raro, se separam.

      Jovens sendo assexuados:
      Na puberdade os desejos se afloram muito e isso é normal. A igreja deve ensinar que os jovens se controlem e não que se anulem. Ter desejos é mormal, o que não podemos é sucumbir a eles. Claro que se alguém decide namorar é porque algo físico o atrai na outra pessoa. Namoramos com quem se enquadra aos nossos padrões de beleza.
      Lembro que uma vez conversando com um jovem, ferrenho defensor desse movimento, que estava enfrentando problemas em manter o namoro saudável.  Ele me disse: “irmão, ore por mim! Sinto muito desejo pela minha namorada e não sei o que fazer”. Eu lhe dei uma resposta simples: agradeça a Deus por ter esse desejo, imagine que pesado seria casar com alguém que você teria que se relacionar sem vontade?
      Depois de um tempo de conversa orientei que ele tomasse cuidado para que esse desejo não ultrapassasse o limite do namoro que agrada a Deus e ele entendeu.

      Resumir o evangelho a uma cartilha de namoro/casamento:
      Basta acompanhar as postagens dos que defendem esses movimentos, são basicamente mensagens sobre vida conjugal, o que não é um mal em si, mas se o evangelho pregado girar apenas em torno desse tema, logo as pessoas conhecem um deus casamenteiro, uma espécie de Santo Antônio gospel. Jovens tem se perdido por não conhecer o verdadeiro Cristo, o que tem em si toda a plenitude de Deus (Colossenses 2:9), a mensagem do evangelho vai muito além de “namorar a pessoa certa”, ela nos ensina a sermos a pessoa certa em todas as áreas de nossas vidas.

      Falsa expectativa do casamento perfeito:
      O casamento é uma bênção de Deus, ele é tão importante que é o símbolo da união entre Cristo e a Igreja. Esse sim será o casamento perfeito. No nosso casamento terreno, nem tudo será flores, por vezes teremos desentendimentos e talvez até discussões mais ásperas. Negligenciar esse fato é colocar uma enorme armadilha no caminho daqueles a quem aconselhamos.
      Milhares de jovens se casam com a expectativa de viver um conto de fadas, afinal são príncipes e princesas do Senhor, mas quando passam a viver sob o mesmo teto também começam a surgir os problemas. Eles não estão preparados para enfrentá-los e logo vem a frustração de não ter aquele sonho tão lindo antes do casamento agora vira um pesadelo.

      Criar santidade de aparência:
      Como dizia aquela comunidade do Orkut, tudo o que é proibido é mais gostoso”. Para a igreja eles são super santos e tementes a Deus, mal por vezes saem do culto direto para o motel. Isso porque são ensinados a se reprimir e na prática isso não é tão simples. Como nada fica em oculto para sempre, quando são descobertos o estrago é enorme.

      Bom, existem outros problemas que decidi não colocar em pauta aqui, mas que podem vir em uma segunda parte.

      Antes de me xingar ou amaldiçoar o texto, quero que você responda algumas questões:

      • Você sabe explicar sobre a Graça de Deus, citando versículos, a alguém que ainda não a tenha provado?

      • Alguma vez, nesses congressos de santificação você ouviu que Jesus pode voltar e você não ter se casado?

      • Alguma vez foram abordados, nesses congressos, outros pecados que não sejam sexuais ou coisas do tipo?

      Se a sua resposta foi não para essas perguntas simples, te aconselho a rever o que tem crido e passar a olhar para Cristo como seu Senhor e não como um meio de encontrar a pessoa certa para se casar.

      Deus te abençoe

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      A igreja exploradora!

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      Por Thiago Schadeck

      Esse texto é um compilado de histórias que ouvi e presenciei durante minha vida, e em alguns trechos a minha própria história. Não vou identificar quando estiver falando de mim para não expor a igreja e nem as pessoas envolvidas.

      A cada dia são abertas centenas ou talvez milhares de igrejas no Brasil. Nem sempre sob a direção do Espírito Santo e nem com a pessoa certa à frente, o que pode ser uma enorme tragédia anunciada. Um pastor despreparado é o maior mal que pode acontecer a uma comunidade de fé. Se o líder não é apto a fazer o básico necessário imagine quando se deparar com problemas mais sérios?
      Em toda a minha caminhada no evangelho já ouvi e fui testemunha de muitas situações em que a igreja sugou seu pastor ou seus membros e que poucos conseguiram superar o mal que se abateu sobre eles.

      Igrejas com pastores “soberanos”, onde eles que decidem tudo na vida dos membros: onde trabalhar, com quem namorar e casar, quando ter filhos, se e para onde viajar e etc. Nessas igrejas, tudo o que o líder (normalmente apóstolo) diz é lei. Ninguém ousa questionar o “boca de Deus” para a igreja. Os crentes dessas igrejas não sabem pensar e tem medo de agir por si próprios, porque imaginam que se assim fizerem, Deus não estará com eles. Lamentavelmente esse tipo de igreja e relação líder-membro cresce a cada dia e de forma inacreditável.
      Existem também aquelas igrejas que tem verdadeira ganância por crescimento, para esses líderes o que importa é a igreja lotada, custe o que custar. Os membros são constrangidos a trazer pessoas para a igreja (não que isso seja ruim, mas deve ser natural, Incentivado e não obrigado), quem não participa de todos os trabalhos e não vai a todos os cultos é visto como um crente frio, que não se envolve nos projetos que são sonhos de Deus para a igreja. São obrigados a colaborar financeiramente com qualquer projeto novo e muitas vezes não tem a mínima satisfação de onde o dinheiro foi investido.
      Nessa mesma linha, tem as igrejas exploradoras, que exigem de seus membros e obreiros que dêem a sua vida toda à denominação. Estudar? Não precisa, Deus é quem vai abrir as portas pra você. Trabalhar? O mínimo possível, foi Deus quem te colocou lá e você tem que honrar isso indo à igreja todos os dias. Lembre-se que se falhar nessa honra, Deus tira seu emprego para você aprender. Cuidar da família? Esqueça isso, a não ser que você ame mais a sua familia que a Deus, mas nesse caso prepare-se para passar por muitas dificuldades em casa, foi uma escolha sua! Seu casamento é fruto da união de Deus e seus filhos herança do Senhor, eles não precisam tanto de você quanto a igreja.
      Por causa dessas sandices, quando precisamos de bons médicos, advogados, engenheiros para a igreja, temos de buscar fora. Por isso também temos tantos “cultos de prosperidade”, estão ensinando a vagabundagem aos seus membros – trabalhe pouco e ganhe muito com Deus. Famílias estão sendo destruídas porque os pais ficam enfiados na igreja e não percebem seus filhos indo a passos largos para o mundo das drogas e do crime, o divórcio entre crentes cresce a cada dia, chegando aos mesmos níveis dos não crentes.
      Um pastor na rádio, um dia desses, disse que em sua igreja só tem duas exigências para participar da ceia: ser batizado e estar com os dízimos em dia. Antes de entrar no templo, o membro tem que constrar em uma lista de “permissão” para cear, caso contrário é constrangido a ficar do lado de fora e não pode nem assistir o culto. Visitantes são proibidos nesse dia. Nas entrelinhas, a mensagem é: se não quer passar vergonha na ceia, seja dizimista. É uma forma de manter o caixa da igreja em um bom nível, não importa o que a Bíblia diz.

      São várias situações vistas, ouvidas e vividas, em quase 30 anos de evangelho tenho visto e vivido de tudo. Coisas boas e ruins. Isso só me dá mais força e vontade de lutar por uma igreja sadia e que liberta ao invés de aprisionar. Não podemos colocar julgo naqueles que Cristo já garantiu a liberdade. Não temos o direito de interferir na vida de ninguém, nosso papel é orientar biblicamente, imitando a Cristo e orar para que o Espírito Santo faça a transformação necessária na vida dessas pessoas.

      Sei que há diversas outras situações que não foram expostas aqui. Se você quiser conversar, desabafar, contar a sua história, deixe um comentário (não aprovo e ninguém vê) ou mande um e-mail para schadeck03@hotmail.com

      Deus te abençoe

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      PROFISSÃO: PREGADOR

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      Por Thiago Schadeck

      Sabe aquele pregador famoso, dos grandes congressos e que você assiste os DVDs? Pois bem, se você tiver a intenção de levá-lo em sua igreja prepare o bolso, visto que a maioria deles só começa a conversar após o acerto da “oferta”, acomodações, transporte dentre outras coisas.
      Isso vem aumentando a cada dia com a moda dos testemunhos. Qualquer ex quarquer coisa já ganha o microfone logo que se converte para contar seu testemunho tremendo, logo estará indo à várias igrejas para contá-lo, sob uma “oferta”, lógico. Isso quando os testemunhos não são incrementados – partes inventadas para deixar mais impactante .
      Com o advento do neopentecostalismo, as igrejas pequenas, de bairro, principalmente nas periferias, começaram a ganhar mais espaço e são abertas aos montes. O problema é que uma grande parte, se não a maioria dessas igrejas, foi aberta fruto de um racha, por alguém que não tem chamado para pastorear e que deseja “viver da obra”. Sem nenhum preparo espiritual e teológico esse pastor acaba, concientemente ou por ignorância, incentivando os pregadores itinerantes e/ou influentes na região.
      Estamos criando verdadeiros monstros, que não tem dó de esfolar o caixa de uma igreja para trazer aquele “profeta” que vai tornar sua igreja conhecida ou aquele homem de Deus que revela até o RG do cachorro. Homens sem nenhum compromisso com uma igreja local, que não presta contas a ninguém e que não se responsabilizará por nenhuma besteira que ele diga do púlpito.

      Não sou contra convidar pregadores para trazer uma mensagem à igreja, acho inclusive saudável,  já que ele pode ser instrumento de bênção aos ouvintes, mas precisamos tomar alguns cuidados:
      – Conhecer bem a vida do pregador, para que à diante ele não traga escândalos à igreja.
      – Saber qual a confissão de fé desse pregador.
      – Ter a certeza de que na pregação Cristo será exaltado, não ele.
      – Não sacrificar o caixa da igreja para trazê-lo.

      Além disso, há uma enorme diferença entre oferta, que é lícito, e cachê.

      Oferta é um valor dado por quem convida, por decisão própria, no valor que julgar poder doar.

      Cachê é um valor pré-determinado, que deve ser pago, via de regra, antecipadamente e que sem ele não tem nenhum compromisso firmado. Isso sem contar as exigências de hotéis cinco estrelas e carros de luxo para fazer o traslado. Chegam depois do início do culto e vão embora antes do final do culto para não serem “incomodados”.

      Mas enquanto a igreja continuar alimentando essa corja que vive ostentando bens e riquezas às custas da igreja, isso não acabará. Já fiz um teste com algum desses pregadores, e todos fazem questão de receber um sinal no momento da ” contratação” e o restante uma semana antes do “evento”, caso não haja pagamento de um desses acordos a data é automaticamente liberada e o compromisso cancelado.

      Nem vou falar do susto que alguns levam quando vão acertar a conta do hotel e tem de pagar por garrafas de Whisky e garotas de programa que atenderam o pregador na calada da noite.

      Mais seriedade, por favor, pessoal!

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      Jesus ou o Papai Noel?

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      Por Thiago Schadeck

      Chegamos a mais um final de ano e como sempre temos a discussão de se é lícito ao cristão comemorar o natal. Quem condena a comemoração o faz partindo de, pelo menos, três razões: Jesus não nasceu em dezembro, não mandou que ninguém comemorasse o seu aniversário e que o natal era a festa pagã do sol e Constantino utilizou a data para celebrar o aniversário de Cristo e ficar bem com ambos os lados.
      Alegamos, com razão, que o Papai Noel se tornou o principal personagem do natal, tomando o lugar de Jesus. Porém não assumimos nossa responsabilidade por isso. Nunca tivemos tantas igrejas, tantos programas gospel de rádio e tevê, tantos blogs, sites e canais no youtube que falam acerca da bíblia, mas pouquíssimos deles falam sobre Cristo como a Bíblia realmente ensina. Na maioria das vezes, Jesus é mesmo um Papai Noel que te presenteia por ser bonzinho.

      Abaixo, vou listar alguns exemplos que fazem de Jesus um Papai Noel:

      “Semeie nessa terra fértil que você colherá cem vezes mais!”
      Para os adeptos dessa teologia demoníaca a semente que Jesus se referia na parábola (Marcos 4:1-9) é o dinheiro, mas se você ler com atenção a explicação dela (Marcos 4:10-20), vai perceber que Jesus não fala sobre dinheiro e sim sobre SALVAÇÃO e que as sementes são a PALAVRA DE DEUS (Marcos 4:14).
      Nossa igreja gospel brasileira é expert em transformar textos ao seu bel prazer, apenas para defender o que lhe convém e refutar o que lhe incomoda. Jesus não é um Papai Noel obrigado a me dar presentes porque eu fui bonzinho.

      “Quando você dá o dízimo, Deus trata de te abençoar rápido porque não gosta de dever a ninguém.”
      Essa eu vou quebrar em duas partes. Na primeira, quero te convidar a uma reflexão: se um amigo te pede um par de sapatos emprestados, dizendo que te devolve em uma semana e cumpre o que disse, você pegaria mais oito pares de sapato e daria a ele de presente? Óbvio que não, ele apenas cumpriu a sua obrigação, devolveu algo que não era dele. Se dizemos que o dízimo é do Senhor, isso não nos implica também uma obrigação em devolvê-lo?
      O problema é que a igreja não se baseia na bíblia e sim no que ouvem dos púlpitos. Quem nunca ouviu aquela frase: “Os 10% são de Deus, o restante é seu e você faz o que quiser”? Pois bem, essa é uma frase demoníaca e que nos induz a uma relação de obrigações com Deus. Quando entregamos nossa vida a Ele, tudo o que temos deve glorificá-lo, inclusive nossa vida financeira. A partir da conversão não há mais separação entre minhas coisas e as coisas de Deus, nós passamos a ser mordomos daquilo que Deus nos dá.
      Segundo, esse negócio de que Deus é obrigado a te abençoar rápido por conta do dízimo é outra mentira de Satanás. Veja o exemplo de Abraão que em Gênesis 14:18-24 dá o dízimo a Melquizedeque, o sacerdote, e só alcança a promessa de ser pai mais de 15 anos depois. Ai você pode dizer: “mas Abraão ficou rico nesse período”.  Não! Abraão já era muito rico antes disso, basta ler Gênesis 13.
      O problema da nossa geração gospel é que como uma prostituta, não quer relacionamento, apenas dinheiro em forma de prazer.

      “Venha participar do grande culto de milagres no dia tal. Deus vai agir poderosamente nesse dia”
      Quem tem data marcada pra trabalhar é o Papai Noel. Costumamos “controlar”  a agenda de Deus. A Bíblia descreve o Espirito Santo como um vento que sopra onde e quando quer (João 3:8), mas nós queremos fazer dEle um aparelho de ar condicionado, que funciona quando queremos, onde queremos, na temperatura que queremos e apenas com um botão pode ser ligado e desligado.
      Jesus não marcava encontro com as pessoas, ele as pegava de surpresa, vide o caso de Zaqueu, ou quando encontrado, esperava o momento certo de agir, como no caso de Lázaro – morto há quatro dias, em outra situação Jesus nem foi até a casa do Centurião, apenas enviou a sua palavra. Diferente do Papai Noel, que todo mundo sabe que entra pela chaminé a meia noite do dia 24/12, Jesus não trabalha sistematicamente, ou seja, ele não segue regras, principalmente as criadas por nós.

      “Jesus está aqui para te abençoar”
      Quem chega em reunião de pessoas com um saco cheio de presentes nas costas é o Papai Noel e não Jesus. Quando Cristo está no meio da Igreja é para se revelar e ser adorado (leia o Apocalipse, principalmente os capítulos 1 e 2). Estamos trocando a presença de Cristo por presentes terrenos e passageiros. O eterno pelo perecível.
      Assim como Esaú, a igreja tem se preocupado mais em saciar a fome com um prato de lentilhas que o com o seu direito de primogenitura. A lentilha mata nossa fome agora, o pão da vida nos alimenta para a eternidade. Buscamos o melhor dessa terra em detrimento do melhor pra alma.

      Tem gente pensando que Jesus vai voltar em um trenó, puxado por renas!

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      Fé em meio à crise

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      Por Thiago Schadeck

      Todo ser humano passa por crises durante a vida e isso é normal. Temos altos e baixos, momentos de extrema alegria e momentos em que não queremos nem acordar.
      O problema é quando um cristão passa por alguma crise. Não faltam pessoas para apontá-lo e julgá-lo por falta de fé. Ouvimos quase que em todos os cultos que “somos mais que vencedores”, “podemos todas as coisas naquele que nos fortalece”, “somos ungidos de Deus e ninguém pode nos tocar” ou até mesmo aquela frase esdrúxula: “você não tem crise, tem Cristo”. Isso nos incute na mente que um cristão não pode passar por qualquer crise. Seja ela interna ou externa. Afinal, se você tem fé já é o suficiente.
      Muitos líderes gostam de usar o versículo de Hebreus 11:6 para justificar algumas crises de seus membros. Ao dizer que sem fé é impossivel agradar a Deus, imputa uma culpa na pessoa que já passa pela crise e faz com que ela tenha mais um pesado fardo para carregar: a suposta falta de fé.
      A maioria das crises é agravada por culpa da liderança das igrejas, que em vez de pregar o que amadurece a fé de seus membros, prega o que os agrada. A maioria das igrejas já extinguiu a EBD de seus trabalhos e quando há algum discipulado é somente para catequizar as pessoas à “visão do ministério”

      Abaixo, listarei cinco tipos de crises mais comuns a nós, cristãos.

      Crise da adolescência
      Não por coincidência, a adolescência é a fase com maior índice de abandono da fé. Nessa etapa da vida, o jovem começa a ver os amigos bebendo, saindo para a balada, namorando entre outras coisas e quase sempre lhes desperta o interesse em conhecer o “mundo”.
      O maior problema de nossas igrejas nessa fase é a falta de ponderação: ou liberamos tudo e fingimos que não vemos, sob a alegação que é melhor eles estarem “lá e aqui” porque uma hora podem ser despertados ou simplesmente repudiamos e condenamos esse sentimento, poibimos e não damos nenhuma explicação do porquê aconselhamos que eles não experimentem daquilo.
      A principal consequência disso é que ou teremos jovens devassos contaminando os outros ou teremos jovens reprimidos esperando  primeira oportunidade para sair se jogar no mundão. Repare que, quase sempre, o que bebe mais, fuma mais, fala mais palavrões é o filho de crente, que se desviou e agora quer “tirar o atraso”.
      Isso sem contar aqueles jovens que estão na igreja apenas porque o namorado ou a namorada é fiel a Deus e por amor a ele/ela, faz um esforço de ir aos cultos. Quando o namoro acaba, uma mola o ejeta da igreja para a farra.

      Crise na faculdade
      As faculdades brasieiras, com seus muitos professores ateus, tem se tornado uma máquina de combate à fé e doutrinação Marxista. Um jovem cristão que não teve uma boa base de sua fé, seja na igreja ou em casa, passará por grandes dificuldades enquanto estiver cursando a faculdade. Na pós modernidade tudo é relativo, inclusive Deus. O homem está no centro e controla tudo. Quem quiser ir contra esse sistema e professar a sua fé em Cristo, passará por maus bocados.
      Imagine um jovem com uma posição diferente dos outros setenta alunos de sua sala, tendo que lutar sozinho contra àquelas ideias que vão totalmente ao contrário de sua fé. Agora miltiplique isso em quatro anos. Pois é exatamente isso que a maioria de nossos jovens passam. Não raro abandonam a fé. Não tinham um bom alicerce na Palavra e nem o apoio necessário para se manter firme.

      Crise no casamento
      Qual o casal que nunca passou por uma crise? Por mais que amemos nosso cônjuge, as crises são parte do relacionamento. Mas muitos casais, firmes em suas igrejas, se desfazem após passar por uma dificuldade dessas, pelo fato de não ter a fé firmada na rocha e, por conta disso, acham mais facil desistir e partir pra outra.
      O divórcio está banalizado, inclusive no seio da igreja. Talvez esse número seja tão alto porque os casais não são preparados no namoro e noivado. Pouquissimas igrejas se preocupam em fazer trabalhos sérios tanto antes quanto depois do casamento. Não deixam claro que as crises acontecerão e isso está alheio à nossa vontade. As dificuldades ocorrerão e se o casal não for fortalecido em sua fé, fatalmente esse casamento tem um prazo de validade muito menor que gostaríamos.
      Em poucos anos teremos o reflexo no casamento dessa geração “Eu Escolhi Esperar”, os jovens estão sendo instruídos a um namoro “santo”, mas que na verdade reprime qualquer desejo. Não sou a favor do sexo antes do casamento, mas há como ter um namoro saudável espiritualmente com contato fisico. Esse falso pudor causará crises terríveisem muitos casamentos. Depois de casados, talvez nunca desfrutem verdadeiramente do prazer do sexo, visto que vêem isso como uma coisa má e que deve ser reprimido.

      Crise financeira
      Sabe aquela frase: “acabou o dinheiro, acabou o amor”? Pois é, ela é mais verdadeira que pensamos. Poucos relacionamentos resistem à uma falência ou uma “pindaiba brava”. Isso não se restringe apenas ao casamento, mas em todos os níveis de relacionamento.  O amor a Deus, via de regra, também esfria na falta de recursos financeiros. Ainda mais com as pregações da atualidade que assiciam bênçãos ao dinheiro. Se você não tem dinheiro significa que alguma coisa está errada em sua vida. Sem contar que algumas dessas igrejas anunciam votos com Deus em que você faz uma oferta e Ele te abençoa. Agora pergunto: como alguém que não tem o que pôr à mesa para os filhos comerem, vai ofertar para receber a bênção?
      Esse é, certamente, um dos motivos que mais fazem as pessoas abandonarem a fé, muito por sua esperança estar no deus que enriquece os que o seguem e não no Deus que salva do pecado. O Deus da Bíblia!

      Crise ministerial
      Eis aqui uma crise que todo líder já passou. Se não passou é porque ainda não tem tempo suficiente de ministério. Trabalhamos por anos para levantar uma igreja séria, que ame a Deus e Sua Palavra, pessoas maduras na fé e dispostas a fazer mais discípulos para Cristo, mas de repente, nos vemos isolados e solitários,  parece que todos viraram as costas. Parece que Deus virou as costas! Já não temos mais certeza de nosso chamado, confundimos a voz de Deus com o nosso coração e a confusão aumenta cada vez mais em nossa mente.
      Talvez você não saiba, mas mais de 50% dos pastores sofre de depressão, outros tantos de gastrite e outros que já perderam a fé. No caso de um pastor, essa crise se agrava pelo fato de, muitas vezes, ele não pode confessar essa crise ou esse desejo de parar. O que a sua igreja vai pensar se ele confessar suas fraquezas?
      O sistema vem formando pastores nos últimos anos é muito falho, pois visa colocar homens perfeitos e imbatíveis à frente da igreja, mas como todo e qualquer ser humano, eles também tem suas falhas, dúvidas, fraquezas e crises. Ministério pastoral é solitário, duro e ingrato.
      Quantos desses pastores já teve de assistir passivo a sua igreja se rachar e anos de trabalho escorrerem pelos vãos dos dedos. Pastores que se decepcionaram grandemente com seus “braços direitos”, quando esses lhe deram as costas e decidiram trilhar um caminho novo e independente.

      Graças a Deus que não nos abandona nem mesmo em meio às maiores crises, que nos dá forças através de Seu Santo Espírito para que sigamos em frente, ainda que vacilantes, mas rumo ao alvo: Cristo!
      As crises provam a nossa fé e talvez elas nos mostrem que não estamos alicerçados na Rocha, mas na areia. Se esse for o nosso caso, é hora de pedir ajuda e reconstruir nossa fé, agora a partir de Cristo.

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      Pastores videntes

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      Por Thiago Schadeck

      Lembro-me que em 2010, ao ser entrevistada pelo programa Pânico, a Mãe Dinah deu a seguinte previsão sobre a trajetória do Brasil na Copa do Mundo:
      “O Brasil terá um caminho difícil, vai enfrentar  times fortes e, se não perder, será campeão”
      Obviamente é uma previsão genérica e óbvia. Claro que o time que não perde é campeão.

      Isso tem se alastrado de uma forma incrivelmente destruidora nas igrejas. Muitos “pastores” com um suposto dom de revelação tem ganhado espaço em rádios, principalmente as piratas, e feito previsões sobre a vida das pessoas, presumindo ser o Espírito santo.

      Creio que Deus possa dar revelações aos seu servos. Tenho certeza que Ele é poderoso para mostrar a origem de um sofrimento ou revelar algo que está no intimo da pessoa, que só ela saiba. Mas isso não dá aval a ninguém para sair por ai marcando “consultas espirituais” em suas igrejas.

      O que tenho visto por ai são homens amantes de si mesmos, que usam esse suposto dom de revelação para atrair os desesperados para si. Quando alguém se auto proclama usado por Deus, ainda que não explicite, proibe as pessoas de julgarem o que ele diz. Se é Deus quem está falando, logo você estaria julgando a Deus. Esses homens jogam com as informações dadas pela pessoa que está se “consultando”, vou simular uma conversa como exemplo:

      Uma mulher entra no gabinete de um desses pastores e diz que tem problema em se manter em um relacionamento.
      A resposta dele será que “deus” mostra ela muito carente e abatida, que por vezes ela pensa que encontou o homem da sua vida e que agora será feliz, mas depois de algum tempo o castelo desaba. Vai dizer que ela se sente inferiorizada e que se culpa por estar sozinha. Que as vezes se humilha e se submete a coisas que não deveria, por medo de ficar sozinha.

      Note que nessa resposta só tem coisas óbvias e que se a pessoa tiver o mínimo de atenção no que está sendo dito, ela desmascara o farsante, mas devido ao desespero por encontrar uma resposta, ela aceita tudo e realmente crê que é Deus quem está falando. Isso acontece em 99% das vezes que alguém se põe a revelar algo.

      Aqui em São Paulo, as rádios foram invadidas por esses charlatães e alguns dão o número do WhatsApp no ar, decidi então testar se realmente é o Espírito Santo quem fala através desses homens. A Bíblia nos manda provar os espíritos antes de crer em qualquer um (1 João 4:1).

      Para um primeiro, eu disse que acreditava ter sido feito um trabalho de macumba para mim e por isso minha empresa estava mal. Ele me respondeu com um áudio dizendo que não havia respondido antes porque só gosta de dizer o que o Espírito Santo manda. Pois bem, ele viu uma mulher (informação que eu tinha dado) fazendo macumba pra mim  (informação que eu tinha dado) com terra de cemitério em frente a minha empresa  (informação que eu tinha dado). Quando disse a ele que não existia empresa ele me amaldiçoou dizendo que eu havia feito pegadinha com ele. Mas não me deu chance de perguntar se alguém engana o Espirito Santo. Certamente que não!

      E um outro, depois de eu apenas dar bom dia, enviou um audio de quase 9 minutos, gastando uns 5 para falar quem ele era, o trabalho que ele faz e dizer que Deus o mostrou a batalha que eu estou passando e logo em seguida já começou a dar a solução: entrar na campanha do Salmo 91, “semeando”  91 reais por mês na conta da igreja dele. Mensagem totalmente generica e com certeza enviado como resposta a todos que o procuraram.

      Para finalizar, tome cuidado com o que você dá crédito como se fosse de Deus. Não deixe o desespero tirar sua inteligência. Quer saber o que Deus tem pra te falar? Leia a Bíblia!

      E quanto aos falsos profetas, sigamos o conselho do apóstolo Paulo a Tito:
      Tito: 1. 10-11 –  Porque há muitos insubordinados, faladores vãos, e enganadores, especialmente os da circuncisão, aos quais é preciso tapar a boca; porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por TORPE GANÂNCIA

      Que Deus te abençoe.

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      Sete fatos que fariam Jesus um fariseu hoje

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      Por Thiago Schadeck

      Se tem uma coisa que a geração gospel atual não sabe é diferenciar julgamento e anúncioda verdade. Basta expor os erros doutrinarios de um artista famoso que você ganhará centenas de “não julgueis” e “vai ganhar almas”. Nossa geração é extremamente pragmática e por isso estamos ensinando que se algo da certo na igreja é porque Deus está abençoando.

      Imagino Jesus vindo hoje a terra e pregando aos crentes gospel. Com certeza ele seria chamado de fariseu, julgador, endemoninhado, invejoso e outros adjetivos de baixo calão  (digo isso porque vez ou outra minha mãe é homenageada nos comentários)

      Quero compartilhar sete passagens que se fossem nos dias atuais, Jesus estaria em maus lençois com os crentes gospel.

      Julgou os religiosos, chamando-os de filhos do Diabo  (João 8:44)
      Imagine o barulho que daria hoje, se Jesus chegasse ao lider de qualquer uma dessas grandes igrejas que pagam fortunas para estar no rádio e na tevê fazendo propaganda de seus milagres e o chamasse de filho do Diabo. Certamente não teria tempo de chegar até a cruz, seria linchado pelos seguidores irados dos tais apóstolos.
      Diriam que é mais um fariseu que não faz nada e só sabe criticar. Seria expulso do templo e “entregue a Satanás”.

      Desprezou um jovem rico (Marcos 10:17-22)
      Quando o jovem rico chega até Jesus, tinha certeza de que era um bom cumpridor da lei. E realmente era! Jesus, surpreendendo a todos, diz que ele deveria se desfazer de sua riqueza e dar aos pobres. Imagine se hoje, Jesus diz numa dessas igrejas que aquele jovem deveria priorizar os pobres em relação aos dízimos  (que nem são citados na conversa). Fatalmente seria chamado de esquerdista, que só mandou o garoto doar porque o dinheiro não era dele, que estava desprezando um mandamento divino, a saber o dízimo. Jesus seria amaldiçoado por aqueles líderes que o colocariam pra correr e abraçariam o jovem.

      Fazia discursos duros e afastava as pessoas  (João 6:60)
      Como ele mesmo se declarou, Jesus era o bom pastor (João 10:8), mas não por isso, fazia discursos brandos e que massageassem o ego daqueles que lhe ouviam. De maneira nenhuma deixava de comunicar a Palavra de Deus aos seus seguidores. Quando Pedro tenta convencê-lo de que seu discurso é muito duro e que “sua igreja ficaria sem membros”, Cristo o convida a ir com aqueles que não suportaram a repreensão.
      Um dos piores enganos da igreja é pensar que pra atrair as pessoas para Cristo necessário acariciá-las e ter uma pregação água com açúcar. Pra nossa geração gospel, o Evangelho não é suficiente. Ele precisa ser complementado com entretenimento, afinal ninguém é de ferro!
      Hoje, esses pastores adoram pregar sobre o amor e a doçura de Deus, mas nunca falam em pecado, arrependimento, inferno e ira de Deus. Isso afasta as pessoas.

      Não relacionava bênçãos com riquezas, antes, as condenava (Mateus 6:30-33)
      Muito diferente de nossa geração apostólica profética gospel, Jesus nunca associou a bênção de Deus ao dinheiro. Ao contrário, por diversas vezes condenou o acumulo de dinheiro e a busca desenfreada por riquezas. Cristo nunca condenou o dinheiro ou aqueles que o possuíam, mas sim, àqueles que o amavam.
      Eu desafio a quem quiser me provar o contrário a me mostrar apenas uma passagem em que Jesus prometa ou incentive a busca por dinheiro e riquezas.

      Proibiu a propaganda do Jejum (Mateus 6:16-18)
      Existem estatísticas que dizem que pouco mais de 50% dos pastores nunca leram a bíblia toda. Provavelmente uma grande parcela deles leu, mas não prestou atenção no que Jesus disse acerca do jejum. O que deveria ser secreto e discreto, passou a ser alardeado aos quatro cantos. Hoje muitos fazem propaganda de seus jejuns e ainda amaldiçoam quem tenta provar que Deus está ignorando sua abstinência. Já receberam seu galardão.
      Se Jesus pregasse contra essa propaganda do jejum hoje, seria chamado de fariseu, alegando que ele não jejua e não tem intimidade com Deus para entender o mundo espiritual.

      Foi enérgico com os que faziam comércio no templo (Marcos 10:11-19)
      Nos tempos de Jesus já havia mercadores ganhando dinheiro nas costas do povo. Fingiam achar defeito nas ofertas do povo para comprá-las mais barato e revender com alto lucro.
      Jesus, quando chega ao templo, vira as mesas e expulsa os comerciantes e diz que a igreja tinha deixado de ser a casa de oração para se tornar um comércio. Se fosse hoje, alegariam que tem de pagar o aluguel, água,  luz, Internet, além do alto salário do pastor – que é bem alto, afinal “no mundo” ele ganharia bem – ou então como somos honrados andando em carros importados e morando em mansões. Jesus seria considerado um fariseu que finge não gostar de dinheiro e teria que ouvir a célebre (e imbecil) frase: “Se não gosta de dinheiro,  da o seu pra mim”

      Ordenou a amar e orar pelos inimigos  (Mateus 5:43-48)
      Nessa geração “Sabor de Mel” que quer ver os inimigos se rastejando atrás de nós,  enquanto fazemos eles se arrependerem de terem tocado no filho de Deus, dizer para amar os inimigos é quase uma afronta. Acreditamos que a justiça de Deus se manifesta quando somos abençoados e o nosso inimigo jogado na sarjeta.
      Jesus seria intitulado de falso pelos líderes das igrejas de hoje como um falso promotor da paz.

      Pois bem, algum dos lados está errado. Tenho certeza que Jesus está certo em todas suas afirmações e atitudes. Nos resta então rebermos nossas crenças e conceitos,  para servirmos a Deus da forma que Ele quer e não como “foi revelado” a algum “profeta”.

      Que Deus te abençoe!

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      Apologético · Devocional · Ministerial

      Mitos Evangélicos

      CAPA POST

      por Renato Santiago (@renatosantyago)

      Uma frase muito famosa se enquadra nesse pequeno artigo que escrevo: “Uma mentira dita muitas vezes acaba se tornando uma verdade”. Isso é claro também se aplica ao contexto do Evangelho, visto que desde o Éden o inimigo tenta distorcer a palavra de Deus e implantar sua própria verdade (Gn 3: 1-6).

      Sabemos que a Palavra de Deus é autoridade sobre invenções e doutrinas criadas por homens (2 tm 3:16,17), devemos portanto submeter nosso  conhecimento adquirido ao crivo das Escrituras (a menos que seu entendimento esteja tão endurecido pela religiosidade que não admite a hipótese se mudar de ideia), aí é problema seu com Deus.

      Mas para aqueles que desejam servir a Deus em verdade (Jo 17:17), e aprender mais das Escrituras (Mt 22:29) listo que aqui alguns mitos do meio evangélico atual que são taxados como verdade absoluta, vou discorrer resumidamente sobre cada tópico e sugerir algumas referências bíblicas para aguçar nossa curiosidade em pesquisar sobre os assuntos (At 17:11). Para estudos mais amplos existe muito material na internet (de preferência sites comprometidos com a teologia reformada). Cristão, pegue sua Bíblia e vamos lá:

      Mitos que não tem embasamento concreto na Palavra de Deus e são tidos como bíblicos:

      Devorador é um demônio que ataca quem não é dizimista

      Nada a ver, o contexto do livro de Malaquias é outro, o capítulo 3 foi escrito para os sacerdotes de Israel, casa do tesouro era um galpão onde se armazenavam os dízimos (alimento) e o devorador era um gafanhoto que destruía a lavoura do povo por causa da desobediência (Ml 2: 1-4 / 3: 6-11);

      Devo ungir minha casa e tudo que precisa de proteção

      Baseado em Ex 12:7 esse é um erro muito comum, que vale para a maior parte dos tópicos apresentados: as pessoas pensam que acontecimentos e ordenanças de Deus relatados no Velho Testamento se aplicam à igreja hoje, é preciso entender que o V.T. é histórico, ético, moral e profético, aponta para a obra expiatória de Cristo, a Lei se cumpriu n’Ele (Mt 5:17) o véu do Templo se rasgou, a antiga aliança não tem mais valor, entra em vigor a nova e eterna aliança (Mt 26:28 / Mt 27:51 / Hb 12:24) não adianta querer transformar o V.T. em um livro de receitas mágicas para solução de problemas (Gálatas 3);

      Os músicos da igreja são Levitas

      Pura mística, mais uma invencionice que pegou, os Levitas eram simplesmente os responsáveis pelo serviço no Tabernáculo, escolhidos da tribo de Levi (Nm 1:49-53). Quem canta/toca na igreja ou em grupos de louvor é apenas músico/cantor(a);

      Óleo de unção tem poder de operar milagres

      Ta aí um objeto extremamente místico, existe óleo para todo tipo de “unção” (prosperidade, cura, proteção, esquecimento, emagrecimento, etc, etc, etc), esse á mais uma aberração difundida pelo neopentecostalismo. E olha que é muito simples desmistificar essa prática, o óleo só é citado uma vez no N.T., no livro de Tiago e com a simples finalidade de oração para cura (e a pedido do enfermo) e ainda assim o texto diz que o que trará a cura é a oração (há estudos sobre propriedades medicinais do óleo usado na época).  Tg 5: 14,15. Óleo não tem poder nenhum, bem como objetos ungidos. Os demônios se curvam ante o nome poderoso de Jesus, o que passar disso é engano e idolatria. O caminho correto é a oração.

      Não toqueis nos ungidos do Senhor

      Muitos risos, essa é famosa atualmente. É tipo imunidade parlamentar, o camarada faz besteira a torto e a direito, ensina heresias a perder de vista, enriquece à custa da ignorância do povo, usa o nome do Eterno para ficar milionário com vendas de CD’s, DVD’s e shows, e ainda não pode ser questionado em nada que seus fiéis súditos já usam essa passagem em que Davi teve a oportunidade de se vingar de Saul mas respeitou o fato dele ser Rei (e que foi ungido para isso) – 1Sm 24:6. Engraçado que várias passagens da mesma bíblia advertem contra os falsos ensinos e falsos profetas principalmente nos últimos dias mas não são levados em conta (Mt 24:11,24 / 2Tm 4: 2-4 / 2Pe 2: 1-3). Isso só mostra que muitas pessoas estão realmente firmadas em seus líderes, não em Cristo. Falta a coragem que tinha de sobra em João Batista.

      Dízimo é obrigação, é lei

      Este é um bezerro de ouro difícil de quebrar, não questiono a necessidade de dinheiro para manutenção da congregação e outras finalidades da igreja (principalmente ajudar os membros menos favorecidos e investir em trabalhos missionário), porém se estudarmos as Escrituras veremos que Jesus e os discípulos não estipularam quantia (se alguém quer dar 10% ou outra procentagem é questão individual), esse valor não deve ser usado como moeda de troca com Deus. Contribua sim, mas com alegria, com gratidão, mas não faça como muitos que usam isso para cobrar bênçãos em troca. (2Co 9: 7-9). Se você crê que vivemos no tempo da Graça, por quê acredita no poder de barganha do dinheiro? (agora tem sido difundida a teologia da semente, que é um dos braços da teologia da prosperidade). Se você dá 10% de seu salário por medo do “devorador” e não se importa em como o seu dinheiro está sendo aplicado, lamento informar mas você está vivendo no engano, está sendo negligente com aquilo que o Senhor tem te dado. Quero deixar claro mais uma vez que não estou pregando contra a necessidade de recursos na igreja, apenas reforço que o dinheiro não pode ser usado como parâmetro para medir a fidelidade de um cristão, e muito menos deve se constranger quem não tem condições de ofertar (prática comum hoje em dia). Devemos sim contribuir, cada um de acordo com suas posses (1Co 16: 1,2).

      Atos proféticos”, “palavras proféticas”, “sua palavra tem poder” e “determine a benção

      Chega a ser patética essa ideia de que nós, seres caídos, pecadores, míseros diante do poder e soberania de Deus, temos algum tipo de poder espiritual, onde o Todo Poderoso depende de nossas palavras ou de nossa vontade para realizar Seus desígnios. Coitada dessa geração arrogante, que se acha cheia de direitos a ponto de dar ordens ao Criador (“eu ordeno”, “eu declaro”, “eu profetizo”). Ele é soberano, você pode “declarar” algo por toda a sua vida que se Ele não quiser fazer não fará. Ou então Ele pode dar ouvidos a uma simples e humilde oração e operar um milagre. A busca por Atos Proféticos (e por tudo que contem o termo ‘profético’) é gerada pela sensação de que a Bíblia não é suficiente para nos falar, para nos corrigir e nem para nos orientar, e muito menos para suprir nossas reais necessidades (2Tm 4:1-5). O fato é que esses atos, encontrados em sua grande maioria no Antigo Testamento, são direcionados à um povo, evento ou situação específica, e a Bíblia está apenas relatando o que houve. A Bíblia não está estabelecendo uma regra ou dizendo que deveríamos reproduzir o ato (é muito comum vermos pessoas imitando os 7 mergulhos de Naamã, fingindo que estão derrubando as muralhas de Jericó, passando dentro de bonecos infláveis com formato de baleia (risos), carregando/orando em réplicas da Arca da Aliança, realizando festas judaicas, tocando Shofar, etc),  o leitor da Bíblia deve observar o que o texto está dizendo, para quem está dizendo e para quando está dizendo. Muitas vezes algumas pessoas erram porque se apropriam de promessas que dizem respeito ao povo de Israel no Antigo Testamento, como se isso dissesse respeito a nós hoje. Portanto, uma coisa é a Bíblia relatar um fato, e outra coisa completamente diferente é a Bíblia dar uma ordem direta e aplicável a nós hoje.  (Dt 18:22).  Esse ensino Neopentecostal está muito em moda nestes dias onde vários pregadores dizem que “Há Poder em Suas Palavras” e expõem um sermão cristão misturado com paganismo místico. Todo este ensino de “há poder nas palavras” surgiu no mundo cristão nos anos 50 quando um pastor americano Norman Vicent Peale lançou o livro O Poder do Pensamento Positivo – em 1952. Era um livro evangélico de auto-ajuda, que ensinava que a fé pode conseguir qualquer coisa. A síntese do livro é a seguinte formula: “Ore, imagine, realize”. Devemos entender que este ensino não provém da Bíblia, mas das seitas místicas e movimentos esotéricos, como a Nova Era, que também ensinam que “as palavras tem poder”. Nem Jesus nem a Igreja Primitiva, nem os apóstolos, assim como em toda a Historia da Igreja Cristã Mundial não encontramos estes ensinos, é algo pagão e provém de mitos, é um ensino que veio do mundo das superstições e compartilhado no mundo pagão sem Deus (2Tm 4: 3,4). Qualquer passagem usada para defender tal ensino é uma afronta a inteligência, pois não existe tal ensino em toda a Bíblia, no Antigo Testamento e também no Novo Testamento. Passagens do Antigo testamento como Provérbios 18.21 ensinam “um poder nas palavras”? O único ensino de “poder nas palavras” que observamos pela Bíblia é o poder destruidor das palavras e seus efeitos. Por exemplo: Através de palavras ofensivas a uma pessoa poderei magoar um irmão de tal maneira que será mais fácil conquistar uma cidade do que aquele irmão (Pv 18.19).

      Portanto meus irmãos, sejamos sóbrios e atentos como os bereanos, que não acreditavam em tudo que lhes era dito, antes conferiam nas Escrituras para avaliar se tudo que ouviam correspondia à verdade.

      Encerro aqui a primeira parte desse artigo, só o Espírito Santo nos convence verdadeiramente da verdade, que Ele ilumine nosso entendimento e nos ajude a compreender a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

      João 14: 6 – E conhecereis a verdade, e a verdade os libertará.

      Marcos 7: 7,8b – Em vão, porém, me honram,Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens.

       

       

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      Vai uma macumba gospel ai?

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      Por Thiago Schadeck

      Vai uma macumba gospel ai?!?

      Claro que você não vai ouvir essa pergunta vindo de algum púlpito por ai, mas com certeza você vai ouvir com o nome de ato profético, ponto de contato, atitude de fé, entre outros. Muitos pastores perceberam e se entregaram à cultura mistica brasileira, que considera válida todas as formas de busca a Deus. Certamente você conhece pessoas que são católicas, lêem livros da Zibia Gasparetto, assistem os filmes do Chico Xavier, vão ao centro espírita tomar um passe de vez em quando e pedem oração ao vizinho crente, quando passa por problemas. Isso acontece  por conta de nossa formação cultural que misturou os portugueses – católicos; os índios – com sua cultura e seus deuses; e os africanos – com sua crença fortemente baseada em um mundo espiritual “manipulável “, tanto para o bem quanto para o mal. Assim nasceu a religiosidade ecumênica do brasileiro.
      Muitas igrejas evangélicas, principalmente as neopentecostais, perceberam que isso poderia ser atraente e começaram a usar tais artimanhas a fim de alcançar as pessoas.
      Vejamos algumas dessas “macumbas” que foram revestidas com uma capa gospel:

      Oração contrária:
      Há quem acredite que a oração contrária realmente tem poder. Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre isso, então vou te explicar com um exemplo simples: eu desejo a liderança de um determinado ministério, mas meu pastor decide dar a outro irmão,  a partir daí minha oração é para que esse irmão não consiga dar conta do que lhe foi entregue e as coisas comecem a dar errado. Sim, é coisa de crente, mas é demoníaco. Quem quer ver uma parte do seu corpo sofrendo e fracassando? Ninguém! Só deseja o mal do Corpo quem não faz parte dele.
      Se você ainda acredita nessa história de oração contrária, sugiro que medite na história de Balaão (Números 22 e 23), principalmente Números 22:12 em que o Senhor diz a Balaão que não amaldiçoe o povo de Israel, pois Ele já havia abençoado. Nós já fomos abençoados em Cristo Jesus através de sua morte vicária na cruz do Calvário.

      Oração em copo d’água
      Quem nunca viu no rádio ou na tevê um pastor dizendo: “coloque o copo d’água em cima do aparelho que eu vou orar”?
      Certamente todos já tiveram essa experiência. Muitos usam isso como um ponto de contato ou de fé, crendo que aquela água realmente terá um poder sobrenatural após a oração.
      O que poucos sabem é que essa é uma prática espírita. No centro, o medium “abençoa o copo d’água e dá ao fiel que veio se consultar, como forma de distribuir os bons fluidos pelo seu corpo. É como se a água portasse a bênção. Nada diferente das igrejas evangélicas que o praticam. Colocam toda a responsabilidade na água com o “poder do homem de Deus”.
      Agora, proponho a você o mesmo desafio que fiz a várias pessoas que defendem essa prática: se conseguir me provar, biblicamente, que essa água chega onde a minha oração não alcança, eu bebo um galão de 20 litros.
      Lembre-se que nós,  cristãos, andamos por fé e não por o que vemos  (1 Coríntios 5:7).

      Objetos ungidos:
      Tal como a água, hoje os pastores e apóstolos modernos ungem tudo, à torto e à direita. Hospitais tem revistado os crentes que vão fazer visitas eapirituais, pois passavam óleo “ungido” em equipamentos, sondas e agulhas dos pacientes, aumentando significativamente as chances de infecção. Ungimos casas, carros, carteira de trabalho, curriculo e tudo mais que nos vier à mão. Qualquer coisa passa a “ser de Deus” depois de uma lambusada de óleo.
      Por outro lado, tem os objetos dados como ungidos. Nessa categoria entram os lenços, rosas, sais, cajados, martelos e qualquer outra coisa que a mente idolatra do ser humano puder produzir. Esses objetos são, normalmente, entregues a quem faz um voto  (financeiro) com Deus e, supostamente, tem o poder de resolver qualquer tipo de problema. Imagine que se seu filho está envolvido com drogas, basta colocar o lencinho ungido debaixo do travesseiro e ele será liberto. Simples, não? Mas por que só “funciona” com alguns poucos? Apenas porque é uma simpatia como qualquer outra.

      Votos
      Sim, os votos são bíblicos e não há nada de errado em você fazê-lo. Mas de um tempo pra cá eles tem tomado uma proporção que não é biblica. Estão ensinando a manipular a Deus através de votos financeiros e ofertas gordas. Esse “deus” ganancioso revela a toda hora que alguém tem de lançar um voto para “abençoar” o povo. Interessante que também não são todos os que entram nesse voto alcançam o que foi prometido e isso é muito simples de se explicar. Não alcançam porque não foi Deus quem prometeu e sim um homem ganancioso que precisa aumentar o caixa de sua igreja.
      Por que os votos são sempre atrelados à ofertas? Por que não lançam um voto de ler um capítulo da Bíblia e orar, pelo menos 10 minutos por dia?

      Lamentevelmente a igreja tem perdido o seu foco de anunciar a Cristo, e ele crucificado. A glória de Deus tem sido dividida com homens que dizem falar e agir pela ação dEle, mas que na verdade querem inflar, ainda mais, seu ego.
      Voltemos ao centro do evangelho, louvando e adorando a Deus, buscando conhecê-lo mais a cada dia, para que assim sejamos bênção aos que nos rodeiam.

      Reflita e medite se a espiritualidade que seguimos é, de fato, o que Cristo ensinou. Se concluir que não,  mude. Lembra-te de onde caiu.

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      A teologia de Mary Kay

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      Por Thiago Schadeck,

      Antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que não tenho nada contra a Mary Kay e suas consultoras/vendedoras, pois tanto a empresa quanto as funcionárias estão ganhando dinheiro de forma honesta. Porém tenho  conhecidas que vendem as produtos da Mary Kay e acompanho algumas de suas conversas e posts nas redes sociais e vejo que há muita coisa coincidente entre o que prometem a elas e o que é prometido em muitas empresas.

      Na filosofia da Mary Kay, quanto mais vendedoras você conseguir trazer para trabalhar na empresa, mais você cresce em relação a cargo, podendo chegar a ser diretora nacional. Em muitas igrejas, o prêmio por trazer novos membros é ganhar cargos, podendo chegar a ser pastor, mesmo que não tenha chamado a pastorear. Nas igrejas em células isso fica muito nítido. Você participa de um grupo de doze e tem a responsabilidade de ajudá-lo a crescer, se você for um bom “ajudante” pode ter a sua própria célula e seus  doze. Se esses doze forem se multiplicando, você pode se tornar lider de muitas células, o que corresponderia a uma diretora regional da Mary Kay.

      Na maioria das vezes, em ambos os casos, todo o esforço é empenhado com o interesse de se destacar dentre os demais e mostrar que é um vencedor.

      As diretoras da Mary Kay ganham um carro cor-de-rosa, que representa a recompensa por seu trabalho bem feito, o prêmio por ter se dedicado fortemente à empresa e acima de tudo, o status de desfilar com aquele carro. Nas igrejas esse prêmio pode vir em forma de uma carteirinha de obreiro, pastor, líder de ministério e etc., pode vir em ter um lugar no altar, atrás do pregador. Em alguns casos, estampa o seu título no Facebook: “Pastor Fulano” ou posta as fotos das atividades eclesiásticas e mostra pra todo mundo quantas almas tem ganho pra Jesus.

      O orgulho de andar no carro rosa e o de esbravejar aos quatro ventos o que tem feito para Deus tem a mesma motivação: VAIDADE. Querem ser reconhecidos pelas pessoas como alguém que faz sucesso e que está acima da média . A vaidade, ainda que oculta, é a motivação para tanto esforço para se alcançar os objetivos, pensando que quando atingidos, trarão satisfação, mas como diria o sábio Salomão: É correr atrás do vento!

      Nas duas situações se a motivação maior não for o amor, logo o que era empolgação passa a ser fadiga e a sensação de que perdeu tempo e aplicou seus esforços no lugar errado será inevitável. A decepção para quem faz as coisas esperando os louros do sucesso é apenas uma questão de tempo!

      Reflita!

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      A Parábola do Bom Samaritano Moderno

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      Por Thiago Schadeck

      Numa noite fria, um homem vinha por uma rua escura da capital. Dois homens o assaltaram e levaram seu celular, todo seu dinheiro, seus tênis e sua jaqueta importada. Queriam mais dinheiro e, como ele não tinha, apanhou. E apanhou muito. Socos, pontapés,  coronhadas com o revolver, ameaças de morte. O homem ficou jogado na calçada, tão judiado, que as pessoas pensavam que ele estava morto.

      Passava por ali um pastor, que estava a caminho do “Culto dos Empresários”. Ele olhou aquele homem no chão e decidiu evangelizá-lo, já que tinha cerca de meia hora até iniciar a reunião.
      – Boa tarde meu jovem, posso falar com você?
      O homem, que mal conseguia se mexer, acenou afirmando com a cabeça.
      – Você conhece a Igreja Evangélica ali da esquina?
      Com muito esforço ele disse que não.
      – Pois bem, amigo, nossa igreja é muito avivada! Temos centenas de testemunhos de pessoas que, assim como você, estavam na sarjeta e hoje deram a volta por cima. São empresários bem sucedidos, andam nos melhores carros, tem casas que mais parecem palácios, seus filhos estudam nos melhores e mais caros colégios da cidade. É esse o Deus a quem servimos. Você é evangélico?
      – Não. – Foi a resposta do homem que se contorcia de dor.
      – Hum!!! – exclamou o pastor – agora algumas coisas fazem sentido. Isso que você está passando é uma maldição que lançaram sobre você. Na sexta-feira temos a reunião da oração forte. Apareça lá!  Posso garantir que depois dessa reunião, se você permanecer fiel a Deus, inclusive sendo dizimista, para não dar brexa ao inimigo, você também prosperará muito!
      – Preciso ir, porque vou pregar na reunião dos empresários – disse o pastor, despedindo-se – te espero na sexta. Vamos te ajudar!

      Enquanto o pastor ia em direção à igreja, veio em direção ao homem, um cantor gospel muito famoso. Ao ver aquele pobre homem à beira da morte, decidiu ir até ele e ver o que estava acontecendo.
      – O que aconteceu contigo, amigo? – Perguntou, surpreso, o cantor.
      O homem, esforçando-se muito, disse: Fui assaltado. Levaram tudo que eu tinha e ainda me bateram. Acho que não há um só osso mais inteiro em meu corpo.
      O cantor, olhando nos olhos do homem disse:
      – Querido, certa feita, Paulo e Silas apanharam muito e foram presos. Mas eles tinham algo dentro de si, o Espírito Santo, que não deixava que eles ficassem prostrados e se lamentando. Faça como eles, adore a Deus, levante as mãos e sinta a presença do Senhor, enquanto canto minha nova música. Ela fala sobre o valor de uma alma para Deus. O refrão diz: “Deus, mesmo lá no céu está carente, tristeza Ele sente, por não ter você. Ele é dono de tudo, mas precisa de você  pra completar o seu mundo”
      O Senhor me deu esse louvor quando fui arrebatado ao céu. Lá no paraiso, onde Adão e Eva moravam no principio, Ele me disse: “Filho, se a humanidade soubesse como choro e sofro todas as noites por falta de um abraço, eles me dariam mais atenção”. É tremendo o valor que Deus nos dá. Parece heresia, mas Ele mesmo me disse que não destruiu a humanidade quando Adão e Eva pecaram porque a vida Dele não tem sentido sem nós.
      Olhando para o relógio o cantor se assusta e diz:
      – Querido, preciso ir ao congresso de missões da igreja, vou cantar e ministrar sobre a importância de socorrermos nossos irmãos africanos. Eles estão numa situação muito difícil! Se puder, apareça por lá. O investimento é só de R$ 150,00 e você mergulha na adoração como nunca ninguém mergulhou. Fica com Deus!

      Partindo para seu congresso, o cantor viu um homem simples, barba por fazer, cara de poucos amigos. Pensou até que pudesse ser um dos que assaltaram o homem que esteve conversando há pouco, mas percebeu que era um simples membro de sua igreja . Atravessou a rua, como se fosse ver algo do outro lado, e seguiu seu caminho. Porém o simples membro viu o pobre homem que sofreu o assalto jogado na rua, o pegou em seu colo e o colocou sentado na porta de um comércio que estava fechado. Tocou a campainha de uma casa vizinha e pediu que alguém o olhasse enquanto ele buscava o carro para levar aquele homem ao hospital.
      Pouco tempo depois, voltou com o carro, o levou a um dos melhores hospitais da cidade,  pagou sua conta e, quando o homem teve alta,  lhe deu um emprego em seu comércio.

      O pastor e o cantor poderiam ter feito muito mais, se não tivessem tão ocupados com suas agendas. As igrejas institucionais (templo fisico, CNPJ e etc.) são uma bênção, mas elas não podem sucumbir, por conta de seus compromissos, a compaixão e o amor ao próximo.

      É hora de refletirmos no Evangelho que temos praticado!

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      AD lança operadora de celular. Isso é bom?

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      Por Thiago Schadeck,

      A paz do Senhor!

      Essa semana a Assembleia de Deus informou que lançará no mercado a sua operadora de telefonia móvel virtual, a “Mais AD”. Para operar, ela utilizará a estrutura já construída pela VIVO. Um dos investidores nessa operação é Ricardo Knoepfelmacher, ex-presidente da Brasil Telecom, executivo com muita experiência no mercado de telecomunicações. O diretor-geral da “Mais AD” será Raul Aguirre, que já foi alto executivo da Oi.

      Tenho um respeito enorme pela Assembleia de Deus, onde já congreguei, peguei e tenho amigos. Algumas de minhas referências são assembleianos, como os pastores Geremias Couto e Ciro Zibordi, mas isso não é o suficiente para me convencer que essa operadora seja algo bom à denominação e à Igreja de Cristo.
      Fico com algumas dúvidas, que se esclarecidas, talvez me façam mudar de ideia e apoiar essa empreitada.

      Qualidade:
      Não é segredo para ninguém que o Brasil tem um dos piores serviços pelas tarifas mais caras do mundo.  O que consideramos como banda 4G de internet móvel, aqui no Brasil, é considerado 3G no Japão. Como a “Mais AD” usará a estrutura da VIVO, dificilmente terá uma qualidade de primeiro mundo.
      A pergunta que fica é: a “Mais AD” terá a qualidade e o preço justos, dignos de não envergonhar o nome de Cristo?

      Investimento:
      A AD não divulgou qual será o investimento inicial, mas é nítido que iniciar uma operadora de telefonia celular, ainda que utilizando-se da estrutura de outra, requer um investimento muito alto.
      De onde virá o dinheiro? Dos membros, que já entregam seus dízimos, ofertas e as vezes até mais que isso? De investidores? Do governo? Usará dinheiro que tem em caixa?
      Vejamos as implicações para cada situação:
               – Membros: Se o valor para iniciar as operações for arrecadado entre os membros, qual será o retorno a eles? Visto que eles estão colocando o dinheiro na empresa e não na igreja, não seria honesto atribuir esse investimento a algo espiritual e jogar a responsabilidade de retribuí-lo nas costas de Deus
              – Investidores: Quem investe dinheiro em uma empresa, o faz esperando tirar mais que colocou. A única motivação de um investidor é o lucro e, para isso, não tem qualquer problema em cortar postos de trabalho, fazer funcionários trabalharem sobrecarregados e com condições abaixo do necessário. Para o investidor, os funcionários são apenas números e podem ser facilmente substituídos.
              – Governo: Estamos vivendo a pior crise dos últimos anos em nosso país, escândalos de corrupção surgem aos montes, quase diariamente. Com a operação “Lava Jato” fica nítido o que já desconfiávamos há tempos: quem quer fazer negócio com o governo, vai ter de “molhar a mão” de alguém.
      A Assembleia de Deus está disposta a entrar nesse lamaçal e fazer parte desse jogo espúrio? Vale mesmo a pena colocar o nome de uma denominação centenária em risco? E mais, vale a pena colocar o nome de Cristo em meio à essa podridão?
      Lembrando que o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, é membro da AD e terá de prestar satisfações sobre recebimento de propina, tendo como intermediária a AD Brás e de suas contas não declaradas na Suíça.
              – Usará o que tem em caixa: Suponhamos que a Assembleia de Deus tenha em seu caixa o valor do investimento inicial da operadora, portanto não necessitará de ajuda de ninguém. Talvez você pense: “bom, ai tudo bem. Eles vão usar um dinheiro deles mesmo”. Errado! Eles usarão o dinheiro do povo, que contribuiu dando o seu suor e esforço. Quem mais poderia ter abastecido o caixa da denominação senão seus membros?
      Se a Assembleia de Deus tem tanto dinheiro assim, por que não investe no Reino de Deus, fazendo ações sociais, como construir casas aos que moram em condições sub-humanas, ou abrem escolas em regiões carentes e dão um ensino digno à essas crianças?
      A resposta certamente é: porque isso não traz “resultado”, é financeiramente ruim. Esse dinheiro sairias do caixa e provavelmente nunca mais voltaria.

      Sim, meus amigos, a finalidade dessa operadora será apenas e tão somente o lucro. Caso contrário, a presidência da empresa seria ocupada por alguém da Assembleia de Deus e não do mercado. Pois é, estão indo no mais competente, e estão certos, visto que onde deve haver lucro não há espaço para amadores.

      Processos:
      Como qualquer outra empresa, se a “Mais AD” não prestar um bom serviço ou o funcionário se sentir lesado ao ser desligado, certamente ocorrerão processos. O apóstolo Paulo orienta que cristãos não levem o irmão ao julgamento “secular” (1 Coríntios 6:1-8). Como fica essa relação?
      Se a resposta for que a “Mais AD” será apenas uma empresa e, portanto, sem valor espiritual, então a Assembleia de Deus está dando um passo a se amoldar ao padrão desse mundo. Se a justificativa for que realmente o processo seria algo que infringe a lei de Deus, a Assembleia de Deus se coloca atrás de uma redoma e se blinda de qualquer problema que possa ter futuramente, mas com certeza não será bem vista diante de Deus.

      Motivação: 
      Qual a motivação de uma igreja com cerca de 18 milhões de membros em iniciar as operações de uma Telecom?
      Certamente dinheiro e poder. Qualquer empresa que inicie suas operações com 18 milhões de propensos clientes tem grandes chances de dar certo. Soma-se a isso as propagandas gratuitas, e por vezes constrangedoras e intimidatórias, feitas de púlpito e dentre esses prospects, uma grande massa com baixa instrução, que atende cegamente os desejos de sua liderança (basta ver os resultados de eleições), pronto! Nasce uma grande empresa com consumidores “fieis” e com uma carteira para fazer barulho entre as grandes. Poder e dinheiro garantidos. Mas tanto um quanto o outro viciam e aprisionam. Pode ser o início de tempos difíceis para a Assembleia de Deus.
      Entendo, por exemplo, a AD ter a sua editora, a CPAD, e publicar materiais que trarão edificação ao Corpo de Cristo. São bíblias, livros, devocionais e etc., mas uma operadora de telefonia celular não tem qualquer relação, nem distante, com o propósito da Igreja.

      Conclusão: Pelo que conheço desse tipo de negócio e pela experiência de vida que tenho, posso afirmar com certeza que em, no máximo, três anos veremos pessoas se digladiando pelos lucros não recebidos de uma empresas envolta em processos e escândalos, por não cumprir o que prometeu e o nome de Cristo sendo envergonhado.
      Não estou profetizando, estou apenas mostrando o que acontece com as empresas que são abertas por pura ganância, sem a paixão por fazer e sem a vontade de colaborar positivamente. Resumindo: se o motivo maior da empresa existir é o lucro de quem comanda, ela está fadada a ser usada para consegui-lo, custe o que custar.

      Que Deus tenha misericórdia e que essa empresa não traga mais descrédito aos cristãos.

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      O cristão e a pornografia

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      Por Thiago Schadeck

      Graça e paz!

      Diariamente somos bombardeados por uma enxurrada de pornografia. Se entrar em algum portal de notícias que tenha a sessão “entretenimento” depois de um certo horário, fatalmente encontrará pornografia. Em alguns casos, até mesmo para ver a classificação do campeonato é necessário vencer a tentação de não conferir o ensaio da torcedora gata que pousa só de fio dental. Isso sem falar na televisão, que não raramente, tem peitos e bundas saltando à tela.
      Sempre houve pornografia e erotismo, porém com o avanço da tecnologia isso piorou muito. Hoje qualquer notebook tem webcam, qualquer celular tira fotos e filma. O pedido de “manda nudes” (pedido de fotos nua) virou quase que um “bom dia”. Qualquer celular lançado há menos de 2 anos acessa a internet e todo o seu conteúdo. Isso trás muitas implicações.  Você sabe o que seus filhos acessam do celular deles? Se seu histórico de páginas vier a público, isso te trará vergonha?
      Importante ressaltar que a tentação em ver a pornografia não é pecado, mas ceder a essa tentação sim! Jesus foi tentado e nem por isso pecou. Adão e Eva foram tentados e pecaram. Ceder ou não a tentação é uma escolha nossa e só teremos força se formos conscientes de que para resistirmos, nossa fé tem que estar mais alimentada que nossa carne.
      Engana-se quem pensa que pornografia é algo exclusivo de homens,  a trilogia do “50 Tons de Cinza” está ai pra provar como as mulheres também estão cedendo à tentação do erotismo e da pornografia. Sites eróticos tem divulgado o perfil de seus visitantes e, para a surpresa de muitos, boa parte deles é mulher.
      Se você é casado, tem outro agravante (além do pecado, claro) é que você transferirá aquele filme para a sua cama e vai querer que sua esposa/marido tenha a mesma performance que o ator/atriz do filme. Certamente você se frustrará, porque tal e qual Hollywood, os filmes pornô também são editados e tratados. Demoram dias para serem gravados.

      Especialistas dizem que o vício em pornografia é comparável ao vício em cocaína, portanto, se você tem esse vício,  permita-me lhe dar alguns conselhos:
      – Procure ajuda. Dificilmente sairá dessa sozinho.
      – Evite acessar a Internet se estiver sozinho em casa.
      – Quando vier a tentação, ore e peça que Deus te dê forças para resistir.

      Lembre-se das palavras de Jesus:  “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. (Mateus 26:41)”

      Que Deus te abençoe!

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      Como esse apóstolo diz isso?

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      A paz do Senhor!

      Não sei se você é muito antenado com as coisas que acontecem no meio gospel, mas há algum tempo esse post no tweet de um Apóstolo, o Paulo de Tarso, tem dado o que falar.

      “Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes.” E ainda marcou o @garotoTimóteo.

      Ele diz ter um testemunho maravilhoso. Parece que ele conheceu a Cristo em uma viagem e ficou cego, mas três dias depois voltou a ver. Ficou 3 anos no deserto revendo sua teologia e só depois saiu a pregar. Foi preso, apedrejado, naufragou, foi picado por cobra entre outras desgraças.
      Qual apóstolo, em sã consciência, falaria uma bobagem dessa, visto que se somos a geração apostolica, temos direito a conquistar reinos e riquezas, somos os filhos do Rei, portanto principes e temos direito de determinar, exigir e decretar que aconteça tudo conforme a nossa vontade. Pelo menos é isso que os apóstolos do século 21 ensinam.

      Agora, caro leitor, te faço uma pergunta: quem está certo, os apóstolos de hoje que ensinam a buscar as coisas terrenas e temporárias ou o Apóstolo Paulo que ensinava que devemos nos contentar com a provisão diária?
      Avalie tudo o que te ensinar em julgue, através da Bíblia, se vem de Deus ou não.

      Em tempo: não estou aqui dizendo que você tem que ser conformista e não lutar por uma vida melhor, mas que devemos entender que Deus sempre nos dará o suficiente. No deserto Ele dava a porção diária exata de Maná. No alto do monte Ele proveu UM cordeiro para Abraão, que era exatamente sua necessidade.

      Qual o verdadeiro Evangelho,  de Paulo ou dos apóstolos modernos?
      Tenho certeza que não são o mesmo Evangelho.

      Pense nisso.
      Que Deus te abençoe

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      Queremos o impeachment do pastor!

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      Por Thiago Schadeck

      Devido ao cenário de crise que o Brasil está enfrentando, o governo anunciou, dentre outras coisas, o aumento de impostos e a volta da CPMF. Denúncias de corrupção,  como a Lava-Jato, que afanou milhões de reais dos cofres da Petrobras, manchou a imagem da Presidente Dilma e do PT. Isto posto, muitos pastores tem incentivado e até feito campanha pelo impeachment da presidente. Creio que seja muito difícil o país sair desse lamaçal com a Dilma no comando da nação,  mas o objetivo deste texto não é falar sobre ela, mas trazer à reflexão a situação da igreja evangélica brasileira e sua liderança.
      Que tal aplicarmos aos pastores a mesma régua que aplicamos à presidente para embasar o impeachment?

      O governo dela está envolto em escandalos:
      Quantas igrejas não estão envolvidas até o pescoço em escândalos, inclusive acusadas de serem a ponte para políticos corruptos receberem propina. Outras em que o pastor após anos de casamento simplesmente troca a esposa por uma mais nova e todos se calam.
      Alguns pastores já apostataram nitidamente da fé, pregando mensagens totalmente fora do: contexto bíblico e usando-as ao seu bel prazer.
      Pastores presos por evasão de divisas, compras de propriedades particulares com dinheiro da igreja, viagens esbanjando o dinheiro suado dos membros. Talvez a igreja não seja tão ética como alega ser.

      Houve roubo de dinheiro nosso no governo dela:
      “Eu dou o dízimo/oferta e o que o pastor faz com o dinheiro é problema dele com Deus”. Troque dizimo/oferta por imposto e pastor por governo e veja se há tanta tranquilidade para defender o erro. Claro que não,  porque nos dizimos e ofertas temos a sensação de dever cumprido e a expectativa de receber algo em troca, coisa que não acontece com os impostos.
      Quem desvia um dinheiro que não é seu para usá-lo para benefício próprio é LADRÃO, seja ele político, pastor, bancário, lixeiro ou qualquer outra profissão. Sendo assim, essa pessoa se torna um criminoso e deve estar atrás das grades.

      Ela quer mais impostos, já pagamos muito:
      Certamente você já se perguntou para onde vai o dinheiro de nossos impostos. Mas você já quis saber para onde vai o dinheiro de suas ofertas e dizimos?
      Já parou pra pensar que mesmo a igreja recolhendo dizimos e ofertas (em alguns casos até primissas) o pastor está sempre pedindo uma oferta especial para cobrir algum gasto extra e quase sempre desnecessário?
      Talvez o dinheiro da igreja esteja indo para o mesmo destino que o dos impostos.

      Ela não tem transparência no governo:
      E você,  membro fiel e assíduo de sua igreja, tem acesso ao livro caixa? Seu pastor presta contas do financeiro à igreja? Todos sabem onde o dinheiro é investido?
      E as reuniões de obreiros, são super sigilosas ou abrem o que foi discutido para a igreja? Todos sabem dos planos para o futuro? Todos sabem dos problemas que a igreja enfrenta?

      Ela quer implantar a ditatura:
      Nisso muitos pastores podem dar aula para ela. Existem igrejas que os membros não podem fazer nada sem a autorização do pastor. Não viajam, não trocam de carro, não namoram, não tem filhos. Nada, em suas vidas particulares, é feito sem a devida autorização do pastor.
      Nessas igrejas a palavra do pastor é lei e não pode ser questionada, ele determina tudo e quem ousar sequer mostrar na bíblia que ele está errado, pode sofrer graves consequencias. Vai ser encostado e perder ministérios para aprender a não dúvidar do “ungido de Deus”.
      Se você insistir em mostrar o erro dele, será amaldicoado. Isso equivale a ir para a cadeia por ser contra o governo, como acontece na Venezuela, por exemplo.

      Ela não está cumprindo o que prometeu:
      Pois é amigo, concordo com você. Mas quantos “eis que te digo” não são proferidos e não cumpridos em nossas igrejas? Quantas promessas de riquezas, saúde e sucesso em troca daquela oferta e que mesmo sendo entregue com toda a fé, nada acontece?
      Quantas campanhas com promessas de mudanças na família e que não cumprem o que foi alardeado durante seus cultos?

      Pois é meus amigos, se nossa igreja se enquadra em algum deses quesitos, estamos desabonados de fazer críticas ao governo. Vamos parar de querer corrigir o governo federal enquanto a nossa congregação for uma bagunça. Sejamos primeiro o exemplo e depois saiamos a cobrar a mudança nos outros.
      Se a sua igreja e seu pastor não encaixa em nenhum desses pontos, glória a Deus, mas fiquemos alertas para não nos desviarmos e nos tornarmos iguais ou piores que o governo a quem tanto criticamos.

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      Ato profético para atrair riquezas

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      Por Afortunado Próspero.

      A paz do Senhor!
      Eu, Afortunado Próspero, estou de volta para ensinar os crentes a conquistar aqui na terra todo o ouro das ruas do céu. Servimos ao dono do ouro e da prata e não podemos ter falta de dinheiro. Jesus morreu na cruz para sermos ricos.
      Claro que você já deve ter ouvido falar em atos proféticos. Eles movem a mão de Deus em nosso favor, quando fazemos um ato profético aqui na terra, Ele ordena aos anjos para que façam a nossa vontade.
      Se você não aguenta mais sofrer pela falta de dinheiro e quer que Deus mude sua situação, siga atentamente os passos abaixo e receba uma bênção financeira. Vamos ao ato profético:

      Abra sua carteira e pegue a nota de maior valor que tiver (Deus sabe qual é a maior e você não mentiria para Deus, ou mentiria?), depois disso pegue essa nota e amasse bem, mas amasse bem mesmo, de forma que fique bem judiada e com a aparência velha. Agora que ela está bem amassada, coloque-a no chão e pise nela com toda vontade, enquanto você pisa, declare sete vezes (sete é o número de Deus, sabia?) para Satanás e todo o inferno ouvir: “o dinheiro não tem poder para me dominar”. Depois que o dinheiro estiver muito amassado e pisado, sem nenhuma beleza, pegue-o e enquanto o  desamassa bem de vagar declare: “Eu vou ficar rico, eu vou dominar o mundo”. Faça isso várias vezes e com fé. Agora é a hora de você provar que o dinheiro não te domina e que você é liberal. Semeie essa nota, tem que ser exatamente essa (Deus sabe qual nota é, não minta para ele como Ananias e Safira) na minha conta corrente e aguarde o que Deus fará.
      Lembre-se que se não der certo a culpa é toda sua. Se não acontecer conforme sua expectativa é porque você não tem fé e por isso Deus não te ouve!

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      Você já orou pela Dilma hoje?

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      Por Thiago Schadeck

      Graça e paz da parte de Cristo.

      Talvez você estranhe o título desse texto, pois estamos enfrentando o pior escândalo de corrupção da história de nosso país e, ao que vem sendo provado, tudo orquestrado pelo PT, o partido da Presidente. Enfrentamos uma das piores crises financeiras de nossa historia. Postos de trabalho tem sido fechados, a indústria está deixando de produzir e o comércio vende a cada dia menos. O PIB para esse ano está projetado a quase zero, ou seja, pela expectativa dos especialistas o Brasil não terá crescimento. O aumento da inflação é outro problema que afeta a todos,  nosso dinheiro vale menos dia após dia. O que comprávamos com R$ 5,00 há dez anos, hoje gastamos R$ 20,00. Com a alta do dolar, que chegou a valores que não chegava há mais de dez anos, o Real desvaloriza ainda mais e nosso poder de compra cai.
      Resumindo, nosso país está afundado em um caos. Estamos pagando a conta por fatores externos e internos do governo. Temos, infelizmente, o governo mais corrupto da história e que deve ser investigado. Quem tiver cometido qualquer irregularidade deve ser punido e pagar pelo crime, seja de qual partido for. Sabemos que a corrupção está irraigada na cultura do brasileiro. Fazemos “gato” na TV a cabo, estacionamos em locais proibidos, damos um “trocado” para o guarda não nos multar, sonegamos os Imposto de Renda e se estivéssemos no lugar dos políticos, com raras exceções, roubaríamos também.
      Vejo muitos cristãos, inclusive pastores influentes, falam muito mais de política em suas redes sociais e blogs que de Deus. Analisei o twiter de um desses pastores, que está no ar há mais de 30 anos, e dos últimas 60 mensagens publicadas, 49 eram falando mal do PT, 5 pedindo contribuição para seus projetos sociais, 2 divulgando seu canal no Youtube e 4 falando sobre Deus. Nem 10% das mensagens eram falando sobre o Deus a quem servimos. Nem o dízimo das mensagens!
      Isso me preocupa muito, porque muitos desses críticos na verdade querem mesmo o poder e não a melhora do país, visto que usam sua influência para ganhar mais poder político e não para anunciar o Reino de Cristo. Não sou contra as críticas à Dilma, eu também as faço e estou entre os insatisfeitos com o seu governo. Não votei nela em nenhum dos dois mandatos e não me arrependo disso.
      A questão que quero levantar aqui é quem tem mais poder para mudar um país: um político  (seja quem for) ou Deus?
      A igreja tem colocado muita esperança em políticos da oposição, principalmente no Aécio Neves, e tem deixado de clamar por uma intervenção divina. Ninguém tem poder para mudar uma nação senão o Senhor! Ele quem governa todas as coisas e tem todo o poder para mudar o que deve ser mudado.
      Falta à nossa igreja a vontade por buscar a Deus e pedir que ele intervenha e nos ajude.

      Se eu cerrar o céu de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo; e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. (2 Crônicas 7:13-14)

      Lembrando que a necessidade de orar pelos nossos governantes não é uma ideia minha, mas uma instrução do apóstolo Paulo. Se vamos seguir ou não está à nosso critério.

      Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. (1 Timóteo 2:1-2)

      Talvez seja da vontade de Deus que a presidente Dilma saia do cargo e outro governe em seu lugar, assim como Saul foi substituído por Davi. Mas pode ser também que a vontade dEle seja que ela chegue o fim de seu mandato. Vamos buscá-lO e clamar que Ele nos ajude a suportar o que há de vir, com ou sem a Dilma.

      Que Deus nos abençoe!

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      Pastor, não aguento mais apanhar do meu marido!

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      Por Thiago Schadeck

      Após o culto de domingo, uma irmã pede para ter uma conversa particular com o pastor, que a convida a ir até seu escritório. Chegando no gabinete pastoral, a irmã começa a chorar e desabafar:
      – Pastor, eu quero me separar do meu marido! Não aguento mais apanhar e ser xingada na frente dos meus filhos. Eatou apanhando todos os dias há dez anos e não aguento mais!
      – Irmã, fique calma – pediu o pastor – vamos pensar o que a Bíblia diz a esse respeito.
      – Ela diz – continuou o pastor – que aqueles que são humilhados hoje, logo serão exaltados. Diz  também que o homem é o cabeça da mulher e que ela deve lhe ser submissa para agradar a Deus e o apóstolo Paulo diz que a mulher garanhá o marido em silêncio, ou seja, apanhe quieta, não fale nada, assim ele verá a diferença em você. Aleluia!
      – Mas pastor, como vou aceitar ele dando tapa na minha cara e me tratando como uma qualquer na frente dos meus filhos? – Retrucou a irmã.
      – Varoa, Jesus disse que aqueles a quem Deus uniu, que não separe o homem. Você quer viver em maldição e ir para o inferno por ter se separado dele? Paulo diz que nossa tribulação aqui é leve e momentânea, não precisa de desespero.
      – Olha irmã,  Deus está me mostrando você muito feliz entrando pelas portas da igreja com seu marido restaurado e servindo a Deus. Não temas, Ele é contigo.
      – Pastor, eu creio que Deus pode mudar ele, mas pela justiça brasileira eu deveria denunciar esses abusos e manter ele longe de mim.
      – Desculpe irmã, mas a senhora não tem fé. Nunca leu Hebreus que diz que o Senhor é a nossa justiça? Você confia ou não em Deus?
      – Confio, pastor. Vou fazer o que o senhor está dizendo – disse a irmã despedindo-se.

      Ao chegar em casa encontrou o marido totalmente bêbado e agressivo, como sempre. Ela entrou quieta, mas ele a puxou pelos cabelos e começou a socá-la. Lembrando do que o pastor havia dito, ela não esboçou qualquer reação e deixou que ele a espancasse sem qualquer problema. Ela ficou irreconhecível, foi a pior surra de sua vida, não conseguia se mexer, estirada ali no chão.
      Quando seu filho chegou e a viu caída e ensanguentada buscou ajuda para socorrê-las, mas já era tarde demais,  uma hemorragia interna já havia levado sua vida. A irmã morreu após algumas horas de internação.
      No velório o pastor pediu que todos prestassem atenção no seu pequeno sermão.
      – Irmãos, essa era uma irmã muito querida, frequenteme nos cultos e trabalhos da igreja e que infelizmente não conseguiu vencer essa batalha. Foi da vontade de Deus que essas coisas acontecessem para que Ele pudesse recolhe-la.
      – Ei pastor – disse um jovem, amigo do filho da irmã – você pode explicar, por favor, como Deus se agrada em ver uma familia com dois adolescentes órfãos de mãe e com o pai preso por tê-la matado?
      O pastor saiu e deixou a pergunta no ar. Lembrou-se dos conselhos que havia lhe dado e pensou que poderia ter mudado o fim trágico dessa história.

      Reflita sempre antes de dar conselhos a alguém e lembre-se que a Biblia não é um amontoado de versículos soltos para você ficar juntando ao seu bel-prazer.

      Que Deus nos abençoe e dê sabedoria!

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      Lições do dono de um restaurante à igreja

      Por Thiago Schadeck

      José era o dono de um pequeno e simples restaurante em seu bairro. Ele tirava daquele pequeno estabelecimento o sustento de sua família, que também trabalhava no pequeno comércio. Maria, sua esposa, era a cozinheira. Muito caprichosa e decicada, ela fazia questão de cozinhar como se fosse servir aos amigos que viessem lhe visitar em casa, a comida tinha aquele sabor caseiro, diferente dos outros restaurantes da região, maiores, mas com a comida, claramente, industrializada. Ana, sua filha, era responsável pelo caixa. Atendia a todos os clientes com um sorriso, muito atenciosa e sempre dava umas balinhas como cortesia. Todos gostavam dela por conta de seu alto astral e a alegria que ela transmitia. Era impossível ter contato com a Ana e não se alegrar, ainda que o dia estivesse péssimo.
      José, por sua vez, era o responsável pela maior parte das tarefas. Ele havia começado com o negócio há quinze anos e sabia gerenciá-lo muito bem. Comprava os ingredientes todos os dias, o que passava a confiança de que era tudo fresquinho, ele sabia escolher o melhor e conhecia a forma que sua esposa gostava dos ingredientes. Os poucos clientes eram mais que meros fregueses, eram amigos. José sempre os recebia na porta e os acomodava em suas mesas, sabia de seus gostos e pedia para Maria servi-los da forma que gostavam. Alguns puxavam uma cadeira e pediam que José se sentasse com eles para bater um papo, desabafar e até pedir conselhos, ele era muito bem visto. No final das refeições, José sempre vinha com um café quente para servir aos seus fregueses. Não era qualquer café, era o café torrado e moído na hora pela dona Maria. Era divino!
      Certo dia um artista famoso, levado por um amigo, foi conhecer o pequeno restaurante do José. Depois de provar de uma deliciosa feijoada e um café nunca experimentado por ele. Tenho que falar desse lugar aos meus amigos – disse o artista. E foi o que aconteceu, na semana seguinte, ele voltou com alguns outros amigos, todos famosos, claro. Um programa de fofoca descobriu que eles estariam no restaurante do José e foram cobrir o encontro. Fotos e mais fotos sendo tiradas e compartilhadas nas redes sociais.
      O movimento do restaurante aumentou em uma semana o que não havia crescido em dez anos. Apenas por curiosidade das pessoas em conhecer aquele lugar em que os famosos freuqentavam. E assim a cada dia o movimento aumentava. José ficou feliz, pois era a primeira vez, desde que abriu o restaurante, que podia pensar em se aposentar.
      Como o número de clientes aumentou muito, agora só atendiam quem tivesse feito reserva. José não tinha mais tempo de ficar jogando conversa fora, tinha muita gente para atender e quase njnca sobrava uma cadeira vazia para que ele sentasse. Com aquela quantidade de novos clientes era impossível ele saber o gosto da pessoa e muito menos montar um prato que atendesse a vontade do cliente, até mesmo porque agora, além da Maria, tinham mais seis pessoas trabalhando na cozinha. Cada uma com uma função diferente e não só isso, mas com temperos e formas de cozinhar também. A cozinha do restaurante virou uma espécie de linha de montagem, que no final resultava em um prato tão industrializado quanto o de qualquer fast-food do shopping. Aqueles clientes amigos, que há anos freuqentavam o restaurante, foram se afastando até cessarem de vez suas visitas aquele lugar, antes tão agradável e agora desconhecido. Não dava para acreditar que era o mesmo lugar.
      Quando o restaurante deixou de ser moda, José percebeu o quanto esse crescimento foi ruim para seu restaurante e chegou à algumas conclusões, que podemos perfeitamente aplicar à igreja. Confira:

      • Quando o restaurante era pequeno, José podia dar atenção aos clientes.

      • Antes de o restaurante crescer, era conhecido pela comida boa, que se destacava entre as demais, pelo cuidado na escolha, amor no preparo e o sabor de uma comida caseira.

      • Todos os que eram felizes e dedicados quando tinham pouco movimento ficaram sobrecarregados e mudaram seus hábitos depois do “sucesso”.

      • Como o crescimento repentino do restaurante, José não teve tempo para treinar os novos garçons, cozinheiros, caixas e recepcionistas. Eles não sabiam qual era a filosofia de trabalho, a historia de José e do restaurante e nem mesmo o quanto de trabalho foi empenhado para aquele restaurante permanecer aberto por tanto tempo.

      Lições para a igreja:

      • Como no restaurante pequeno José tinha mais tempo de conversar e atender bem os  clientes, na igreja pequena – sou a favor de a igreja crescer, explico no final – o pastor também tem mais tempo e acesso aos membros.

      • Muitas igrejas crescem rápido como o restaurante do José e perdem a palavra saborosa. Agora o alimento que sai do púlpito é cheio de agrotóxicos, não é  mais puro e nem saboroso. Alimenta o ego e engorda os desejos carnais, mas a alma continua desnutrida e anêmica.

      • Igreja que cresce do dia para a noite tem problemas. O pastor não consegue discipular aqueles que chegam e, por precisar de ajuda, coloca pessoas despreparadas para trabalhar. Pessoas com visões e confissões de fé diferentes, novos convertidos que mal conhecem o Deus a quem servem e assim por diante.

      Não sou contra uma igreja crescer,  pelo contrário, mas ela deve crescer porque a palavra penetrou ao coração e a pessoa foi convencida de que Cristo é o Senhor. Um crescimento repentino, baseado em estratégias ou propaganda não tem sustentação e, normalmente, essas igrejas se dividem.

      Oremos para que Deus dê sabedoria aos pastores e que eles entendam a ajam conforme a Sua vontade.

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      Quantas almas você já ganhou para Jesus?

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      Por Thiago Schadeck

      A paz do Senhor!

      Quem já questionou a conduta de algum pastor ou cantor famoso já ouviu a pergunta: “quantas almas você já ganhou para Jesus?”. Isso acontece porque há dois erros na mente de muitos crentes que os fazem pensar que estão “ganhando almas”, quando na verdade não estão.

      Terminei de pregar e muitas vidas aceitaram a Jesus. Ganhei muitas almas!

      Quem nunca ouviu esse discurso, principalmente no meio pentecostal? Não sou contra o convite para que as pessoas entreguem suas vidas a Cristo, mas não se pode considerar que isso seja ter ganho aquelas almas. Por dois motivos básicos:

      • Supõe-se que o pregador foi usado pelo Espírito Santo.

      Logo, se o que o pregador disse, o fez porque o Espírito Santo o inspirou a isso. Sendo assim, o mérito tem de ser dado totalmente a Deus. Caso contrário, que o pregador assuma que sua pregação é carnal, porém convincente.
      Convenhamos que isso tem acontecido muito em nossos dias. Pregadores que na verdade são bons oradores e que conseguem emocionar seus ouvintes com discursos tristes e emotivos, mas que não tem nada de Bíblia ou de Deus na conversa. São carnais e gananciosos. Não querem apenas o dinheiro do cachê disfarçado de oferta, querem também a glória que deveria ser somente de Deus.
      Muitos, ainda assim, insistem em dizer: “ah, mas ele está ganhando almas pro Reino”. É mesmo? Então vamos colocar qualquer um no púlpito de nossas igrejas, já que, nessa visão, um discurso bem feito tem a mesma ação do Espírito Santo. E mais, se não importa a situação do pregador e o que vale mesmo é o resultado, tenho uma sugestão. Chame em sua igreja um Mulçumano para falar de devoção à Deus, um Espírita para falar de fé e boas obras e um Budista para falar de reverência no templo. Pronto! Já tem pauta para, pelo menos,  três cultos. Lembre-se que o que vale é o resultado.

      • Levantar a mão e ir lá na frente receber/fazer a oração de entrega não significa ser salvo

      Levantar a mão e ir à frente entregar a vida a Cristo pode ser um primeiro passo, mas não um fim em si mesmo. Puxe pela memória quantas pessoas tiveram essa atitude e nunca mais deram as caras na igreja? Estão da mesma forma ou até piores que quando fizeram a oração de entrega. Isso porque na verdade não se converteram, mas se empolgaram por um momento.
      A verdadeira conversão vem com o discipulado através da Palavra que liberta do pecado (João 8:32 e 36).

      Ganhar almas é a função do Espírito Santo e não nossa.

      Jesus nos ordenou a irmos pelo mundo e pregando o Evangelho porque àqueles que cressem seriam salvo (Marcos 16:15). Nos ordenou tambem a fazer discipulos e os ensinar a guardar tudo o que Cristo nos ensinou (Mateus 28:19).
      A nossa função é anunciar o Evangelho da graça e a salvação eterna, a do Espírito Santo é chamar aqueles que Ele quiser ao arrependimento. O próprio Jesus disse que o Espírito Santo é quem convenceria a pessoa do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8). Ele é o consolador, Ele quem leva a pessoa ao arrependimento. Isso implica em mudança completa de caráter.
      Uma pessoa que diz ter sido transformada pelo Espírito Santo e contunua tendo as mesmas atitudes mundanas na verdade está mentindo para si mesma. Dizem que conhecem a Deus, mas são condenados pelas suas obras (Tito 1:16). Desta forma, podemos dizer que essa pessoa é uma frequentadora de igreja e não salvos.
      Se Deus não salvar, vã é nossa pregação!

      Que Deus te abençoe!

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      O que aconteceu com a igreja?

      ia_colossenses2_15-fundoNão sei se estou na contramão de tudo ou se a igreja perdeu o rumo de onde está indo; não consigo realmente entender como o povo que “se diz” de JESUS parece estar vendado para a realidade como nunca antes. Alguns chegam ao ponto de defender o pecado como se DEUS fosse descer do céu e fazer o pecador ser totalmente transformado diante dos seus olhos e, usam o altar como um palco de leilão: Quem der mais será o mais abençoado, ou, aquele que oferecer mais leva JESUS pra casa!

      A cada dia que passa fico triste (e muito chateado) com a forma que estão tratando o evangelho de Cristo. Estão usando ele de uma forma discarada pra obter bens, iludir o povo com coisas que nem na bíblia está e nisto, o povo acaba caminhando pra uma realidade que simplesmente não condiz com o verdadeiro evangelho. Aquela renúncia do mundo, o sacríficio pessoal de fazer seus jejuns e orações para com DEUS foi deixado de lado pra limitar as bênçãos dEle em envelopes, toalhinhas, óleos e por aí vai. Como resultado, as igrejas estão ficando realmente lotadas, mas de pessoas totalmente vazias! Cada vez que passo em frente à uma igreja hoje, me sinto passando em frente uma casa de leilão, ou em um lugar onde todos caminham em filas vendados, sem saberem pra onde estão indo, atrás de um líder que também não faz a mínima idéia de pra onde que está caminhando. Se o próprio JESUS disse “Do que vale ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”, porque a igreja hoje busca o mundo deixando de lado o reino de DEUS, quando Ele deveria ser o principal e, assim, as outras (eu disse, outras) coisas seriam acrescentadas?

      Infelizmente a verdade acabou sendo distorcida e as doutrinas modernas ensinam que o povo tenha uma vida confortável, quando JESUS disse o oposto: “Aquele que quiser vir após mim, negue-se a sí mesmo, tome tua cruz e siga-me!” Pena que ninguém quer uma cruz pesada sobre seus ombros, com farpas entrando em sua carne e uma coroa de espinhos espremendo sua cabeça à ponto de fazer sangrar; e ainda tomar pedradas pelo caminho, ser cuspido e criticado por renunciar à sí mesmo para viver a vontade de DEUS. Será que nesta história de falar a verdade, o errado sou eu? Será que sou o único que não se conforma com a forma de como estão pregando o evangelho, quando ele contém toda a verdade e o caminho de salvação para a humanidade? Sem perceber, a igreja hoje age como Judas agiu: Vendendo JESUS em troca de algumas moedas! Moedas estas que garantem o bem-estar de quem leva este “evangelho” pelos altares afora, em diferentes partes do Brasil e do mundo por diferentes denominações. Enquanto as igrejas (templos) buscam o seu espaço diante do mundo, a igreja (eu e você) assiste uma heresia tão grande tomar conta do espaço em que deveria somente prevalecer a presença de DEUS.

      O mundo hoje não quer mais seguir uma igreja ou qualquer tipo de denominação que se diz falar de JESUS por causa do modo que o evangelho foi envergonhado ao longo dos anos. Hoje a missão é pregar pra quem está dentro dos templos devidos os mesmos estarem “acomodados” no seu evangelho moderno, cheio de bens e comodidade. O JESUS da cruz virou mais uma história e a Sua vida uma parte de um livro. O que esperar da igreja atual se ela nega à JESUS todos os dias buscando seus próprios interesses? Difícil acreditar, mas, estamos diante de uma noiva que não faz idéia de quem seja o seu próprio noivo.

      Por Cristão Inconformado.
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      O poder da oração

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      Por Thiago Schadeck

      Graça e paz!

      A maioria das pessoas professa uma fé e diz que ora ou reza. Sabemos que no Brasil, de acordo com o senso do IBGE em 2010, temos cerca de cinquenta milhões de evangélicos, ou seja, 25% da população, aproximadamente, se diz cristão protestante. Acontece que, mesmo com uma fatia tão grande da população dizendo crer em Cristo e na Bíblia, as coisas em nosso país vão de mal a pior.
      A oração deveria ser um instrumento poderoso de mudança nesse quadro, mas a igreja brasileira ora pouco. Claro que não estou generalizando, mas constatando um fato. Os evangélicos, em geral, não conseguem orar por mais que dois ou três minutos que já faltam assuntos. Nossas orações são egoístas,  oramos pelo nosso trabalho, nossa família, nossos bens, nossa igreja e acabou. Raramente oramos pelos missionários que estão em países onde a pregação é proibida ou pelos detentos, que estão sendo instigados a sairem da prisão piores que entraram. E quando aos governantes então, fazemos orações amaldiçoadoras. Pedimos que Deus pese a mão sem dó em nossos críticos, assim eles vão aprender a não tocar no ungido.
      Enfim, o que poderia ser uma arma, se tornou um brinquedo, quase inofensivo, nas mãos dos crentes.
      Não seguimos o conselho de Jesus, para nos retirarmos em secreto e orarmos (Mateus 6:5-6), mas fazemos exatamente o que ele repreendeu, queremos orar em público, no meio do culto lotado de domingo. Talvez essa seja a chave pelo fracasso espititual da igreja evangélica brasileira. Muita vontade de orar no púlpito e nenhuma de orar em casa.
      Cansei de ouvir que “O Brasil é do Senhor Jesus”, mas só vemos o país indo por águ