Preparem os jovens para o casamento!

Não são poucos os casamentos de jovens cristãos que não completam meia década. Muitos sequer comemoram o primeiro ano juntos. Casamentos que duram tão pouco quanto os “do mundo”, quando não duram menos. Obviamente que há casos e casos. Existe uma infinidade de motivos que colocam um ponto final no matrimônio.

Casamento cristão

Mas como, então, vamos fazer para que os nossos jovens se casem melhor preparados para evitar a dissolução do casamento por motivos fúteis, como temos visto ultimamente?

Namoro foi criado para terminar!

O namoro tem dois destinos: Casamento ou término!

Resumindo, o namoro é o período em que os dois se conhecem melhor e se entenderem que estão prontos para passarem o resto de suas vidas juntos, partir para um compromisso muito mais importante, o casamento.

Nesse caso, o namoro termina porque começa uma outra fase, muito mais árdua, porém infinitamente mais prazerosa, pois vamos desfrutar da companhia da pessoa que amamos por um período muito maior do nosso dia.

Mas também tem o término porque não deu certo mesmo e que cada um deve seguir seu caminho. O namoro é uma espécie de test drive onde ambos se conhecem e avaliam se devem mesmo dar o próximo passo.

Nesse ponto temos um sério problema em nossas igrejas, porque antes de começar a namorar os jovens oram e costumam pedir a confirmação de Deus. Alguns irmãos chegados em um “revelamento” e com dons de “visagem” e “profetada” dizem que Deus deu a autorização para o namoro. Quando as coisas começam a ir mal, eles não querem terminar por medo de desobedecer a Deus. Em boa parte dos casos, eles se casam e vivem uma vida infeliz, por estarem ao lado de alguém que não queriam e quase que inevitavelmente, se separam.

O número de divórcios de cristãos hoje acontece quase na mesma proporção que de não cristãos. Isso é culpa direta dos pastores que se omitem em orientar e corrigir os jovens. Alguns até incentivam o casamento.

Abrindo um parênteses rápido: conheci um casal (já na faixa dos 40 anos) em que a mulher estava se separando (apanhava do marido descrente) e acabou se envolvendo com um novo convertido que buscava os irmãos em casa para o culto. Com a separação ela não tinha para onde ir e o pastor sugeriu que se casassem, assim não “fornicariam” e ela teria onde morar. Se casaram em cerca de dois meses e passaram a morar juntos.
Pouco tempo depois ela engravidou e eles começaram a ter problemas financeiros. Como ele era autônomo e as vendas estavam fracas, se cobrava de não dar o básico ao filho. Passado pouco mais de 2 anos, ela engravidou novamente e como já não conseguia sustentar bem o filho que já tinha, decidiu abortar. O marido se entregou de volta ao acoolismo.

Hoje eles continuam casados, mas vivem em pé de guerra e em qualquer discussão o aborto e a bebida são usados para atacar o outro.

Agora, imagine se isso aconteceu com um casal já maduro e com filhos criados (dos primeiros casamentos), imagine com jovens que não tem qualquer experiência de vida?

Certifique-se de que eles saibam quanto custa e o que precisa para manter uma casa:

Jovens que moram com os pais dificilmente sabem exatamente qual o custo de se manter uma casa.

Tem o aluguel ou a prestação da casa em que vão morar, as compras no mercado, água, luz, gás, internet, Netflix, TV a cabo (em alguns casos), condomínio (se morarem em prédio) e etc.

Além de todos esses gastos, acontecem imprevistos, podem ter um carro (que traz consigo mais gastos) e quando vem os filhos esse custo aumenta significativamente.

Fora a questão financeira, a comida não se prepara sozinha, a roupa e a louça não são autolaváveis e a casa não se varre por conta própria. Alguém precisa realizar essas atividades.

Se a moça for a princesinha da mamãe que nunca faz nada em casa e/ou o rapaz for um machão que não faz atividades de mulher é bom que ganhem muito bem para pagar uma empregada, caso contrário terão sérios problemas e alguém será sobrecarregado. É questão de tempo para estourar e jogar isso na cara do outro.

Falando abertamente sobre os problemas do casamento:

Normalmente as palestras ou conversas sobre casamento se resumem a um tema: o sacerdócio do marido e a submissão da mulher. Claro que isso bíblico e deve ser ensinado, da forma correta, óbvio. O que não podemos é resumir tudo a isso.

Muitos jovens cristãos tem pressa em se casar para poder fazer sexo, como se o casamento se resumisse a isso. Nesse ponto se iniciam boa parte dos problemas do casamento.

Do lado masculino, a ideia é que chegará em casa e a esposa estará numa linda lingerie, esperando ele para jantar e depois ter uma noite fenomenal de sexo, o que raramente acontece, principalmente pelo fato de a mulher também trabalhar fora e muitas vezes chegar em casa após o marido.
Nessa falta do sexo e na fantasia frustrada, muitos maridos se entregam à pornografia e a masturbação, deixando a mulher em segundo plano.

Olhando pela visão feminina, via de regra ela espera que o namorado mude completamente seu comportamento, mas isso não acontece. Aquilo que ele é durante o namoro, será (se não for pior) no casamento.

É necessário e urgente que pastores e líderes de jovens falem abertamente sobre os problemas do dia a dia. Que a vida não é um conto de fadas e que nem tudo vai ser esse sonho que eles têm hoje. Eles enfrentarão momentos difíceis, doenças, falta de dinheiro, stress do trabalho. Terão dias em que um dos dois preferirá ficar no seu canto em vez de conversar. Tudo bem! Amanhã, quando a outra pessoa estiver mais calma, vocês conversam. A grana ta curta? Cozinhem juntos. Um está doente? O outro cuida! Isso é a cumplicidade do casamento.

Converse sobre sexo sem frescuras:

Há quem pense que falar sobre sexo com os jovens irá atiça-los a prática antes do casamento, como se tudo o que os cerca já não fizesse isso. A televisão, as músicas, a internet, os amigos, enfim, tudo desperta a sexualidade. De uma forma deturpada, diga-se de passagem. Enquanto a igreja fica cheia de dedos para falar sobre sexo, o mundo fala escancarada e esculachadamente.

Muitos casais, inclusive com mais idade e tempo de casamento, nunca desfrutam de uma boa noite de sexo porque ficam com medo de pecar. Passaram a vida ouvindo o que pode ou não na cama e passam mais tempo concentrados nesse delimitador que em desfrutar do momento, da companhia e do prazer que o sexo proporciona.

A bíblia é claríssima em dizer que o corpo do homem pertence a mulher e o da mulher ao homem, o que significa que aquilo que é feito em concenso e que não humilha o outro, é permitido. Deus deu o sexo para que o casal tenha prazer e se complete.

Ensine os casais a desfrutarem da noite de amor desde o amanhecer. Mensagens, recados, presentes, provocações e etc., fazem parte do sexo. Aliás, o ato sexual em si deve ser o grand finale desse dia. Saiba o que desperta o desejo em seu cônjuge e use. Pode ser uma peça de roupa, uma frase, uma mensagem picante. Não tenha “pudores”, você não está fazendo isso a uma pessoa desconhecida, mas a alguém que se fez um contigo.

Deixe claro que não são todos os dias que ambos estarão dispostos para uma noite de sexo e que o outro tem de compreender. A ilusão de que o sexo é uma atividade rotineira no casamento decepciona muitos jovens e os faz perder o encanto do matrimônio ou até mesmo se culparem por não conseguir despertar o desejo no outro.

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